Kuro Tenshi no Densetsu - Jigoku no Mae Ni
1 Pequeno e Frágil "Monstro"
Notas iniciais
Ah... O Planeta terra... Segundo cientistas, chegar ao século XXII do terceiro milênio seria fisicamente impossível após a grande exposição de raios UV, que perfurava exageradamente a camada de ozônio... Dizem eles que nós evoluímos... Que nós não tínhamos poderes... Isso devia ser horrível. Imagine uma pessoa normal... Devia ser um tédio. Diziam que antigamente os humanos só tinham uma grande inteligência e que coisas esquisitas chamadas de “armas de fogo” existiam... Hoje o próprio humano é uma arma de um jeito ou de outro. Ter poderes para todos hoje em dia é essencial.
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Akihabara, bairro de grandes lugares para se divertir, grandes lojas, grandes shoppings e principalmente muita... Perversão... Era lá onde Takashi vivia. Ainda nos dias de seu presente, ele continuava olhando as saias de colegiais torcendo para que um “vento divino”soprasse, mas com menos interesse do que antes. Ele deixou de ser adolescente... Estava mais maduro e mais poderoso quando falamos de seus poderes e de sua conta bancária. Takashi era um cara rico, que trabalhava como dono de uma empresa de Eroges(Games Eróticos) e por isso, ele em sua grande casa tinha um quarto onde fazia algumas obras. Havia muito tempo que ele não fazia um Eroge... Porém, Takashi não ligava muito pra isso... O maior trabalho dele era fornecer o necessário para os jogos...
Numa noite, Takashi andava calmamente pelas ruas de carro e resolveu ir ao mercado fazer algumas compras. Ele voltou com uma bolsa cheia de comes e bebes que não fariam bem a uma pessoa de sua idade, ou a uma pessoa com sanidade.
O moreno foi andando e passou por um beco, logo nos fundos do mercado. A visão a seguir o deixaria em choque.
Uma menina de cabelos pretos bem escuros e com um vestido normal da mesma cor, estava sendo espancada por uns caras vestidos com smokings e óculos escuros. Era a primeira vez que Takashi via tal cena. A menina ensanguentada e completamente machucada aparentando já estar desmaiada, e eles continuavam a bater nela sem parar. Takashi ao mesmo tempo em que achou isso grotesco, achou também um ato de covardia. Isso o fez andar em direção a eles quase que impulsivamente. Seus olhos foram tomados por uma certa fúria, e ele andou de um modo perturbadoramente calmo, até atacar um deles, que desmaiou na hora.
— Largue ela já! – ele ordenou ao homem que estava segurando os cabelos da garota.
—Há... Um moleque?! O que você acha que poderá fazer a gente? – perguntou um dos homens em tom debochado
—Hum – Takashi soltou uma risada antes de começar a falar. — Se vocês forem desprovidos de resistência igual ao seu amigo aí – referiu-se ao homem desmaiado — Vai ser fácil...
Takashi nunca matou ninguém, mas não se lembrava da última luta que perdeu. A adolescência de "riquinho mimado"e sua mentalidade explosiva lhe influenciaram a aprender a ter uma técnica de luta excepcional.
Um dos homens correu em direção a ele com uma grande velocidade. Isso deu meio que um susto em Takashi, pois, aparentemente eram pesados e fortes. Na teoria, eles não teriam tanta velocidade.
Ele não sabia da força deles, e passou a saber logo depois de desviar do primeiro ataque. O homem quando acertou o chão criou uma cratera de um metro mais ou menos...
Takashi para se desviar desse ataque deu um grande salto para trás, e quando estava mais perto do chão, o outro homem foi em direção a ele. Quando o inimigo preparou-se para dar o soco, ele dobrou seu corpo a ponto de ficar a centímetros do chão, e lhe deu um chute em sua barriga. Tal golpe só funcionou contra o homem, pois o moreno havia concentrado sua energia sombria em seus pés e costas. O moreno dobrou suas pernas e deu alguns mortais antes de ficar ereto no chão. O primeiro homem que havia errado o primeiro ataque foi em direção a ele e tentou lhe dar um soco, mas Takashi defendeu com as duas mãos, e fez com que sua aura sombria saísse de seu corpo e dominasse o inimigo. O homem se retorceu como se estivesse sendo queimado por dentro.
Ele numa distração pequena, olhou mais ao fundo do beco e viu a menina em pé escorada num poste... Estava olhando para ele... Sorrindo... Naquele momento ela podia fugir, mas parecia até que já sabia que ia ser salva por ele. Ela o viu, e viu um dos homens indo em sua direção... E viu Takashi defendê-la levando um soco nas costas. Ele segurou a dor, a pegou e subiu pelo muro de forma ligeira e surpreendente.
Ela agora fitava o moreno mais de perto... Sua visão estava ficando embaçada... E ela acabou por não aguentar o peso que sentia no corpo e desmaiou de novo...
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A menina abriu os olhos calmamente. Estava um pouco machucada ainda, mas se sentia muito melhor. Querendo saber onde estava olhou para os lados tentando encontrar alguém.
— Ah...! Pensei que tivesse morrido. – Takashi disse sorrindo para a menina
—Onde... Estou? – perguntou ainda sonolenta
— Na minha casa... – ele respondeu rapidamente
— Hum... E–Eu... Estou com fome... – ela comentou meio envergonhada
— Já era de se esperar... Quase um mês dormindo... – lembrou, abrindo a porta do quarto
— U–Um mês?!— perguntou ela levantando-se bruscamente da cama — Ai...!
— Levante-se devagar... Ou eu vou ter que te “consertar” de novo... – o moreno brincou
Takashi chamou a menina para sentar no sofá e sentou ao lado dela. A mesma ainda estava um pouco acanhada e se sentou se sentindo um pouco nervosa.
— Bem... Vamos começar: Qual é o seu nome? – começou Takashi
— Neoteni... — respondeu
— Hum... Ta... Quantos anos você tem?
— Dezenove... – ela disse de maneira acanhada
— Isso já é um começo... Tudo bem, meu nome é Takashi, prazer — cumprimentou sorrindo para a menina
— P-Prazer, Takashi — respondeu meio sem jeito
Depois de um tempo e um silêncio meio inquietante, Neoteni falou novamente.
— Como você conseguiu pular aquele muro naquele dia?
— Ah... É fácil. Eu tenho um poder sombrio que flui dentro de mim, eu posso fazer várias coisas... Se eu concentrar minha aura sombria em algo sólido eu consigo dar uma reviravolta na gravidade — ele explicou soltando uma risada
Logo após isso, uma garota de cabelos longos e escuros, com olhos castanhos e vestida de empregada chegou no local. Neoteni pensava no motivo de Takashi ter alguém como ela em sua casa.
— Senhor Takashi! O almoço está pronto. – a empregada avisou
— Sem o senhor, Yui... Sem o Senhor – Takashi pediu em uma súplica irônica
— Tudo bem, “amorzinho” – ela replicou em provocação.
—Mulheres...
Na cozinha ambos almoçaram em silêncio... Ao terminar, Takashi começou a falar com a nova hóspede novamente.
— Desculpe... Eu sou quieto demais quando eu como
— N-Não se preocupe... Eu também sou assim... – Neoteni respondeu dando um sorriso discreto
E assim o dia foi passando. Takashi foi conhecendo sua nova amiga lentamente, e logo achou que tudo iria ficar tudo bem, ela voltaria para sua casa e...
— É sério? Você realmente não tem casa? – perguntou Takashi
— N–Não... Minha casa foi destruída por um homem... Ele quer meu poder... Mas... Eu não quero que ele tire isso de mim... Eu não quero morrer... Eu não quero... – Neoteni balançava a cabeça negativamente enquanto uma pequena gota de lágrima saía de seus olhos
—Então... Fique comigo por um tempo... Bom... Até pelo menos eu acabar com esse cara... — Takashi fez a proposta, imaginando sua "vida de protagonista" se iniciando naquele momento. Estava bem interessado na menina e numa boa briga. Coisa que não fazia muito ultimamente.
— T-tudo bem com isso? Você ainda nem me conhece direito... – ela argumentou
— Devo admitir que fiquei com muita raiva quando aquele caras te batiam enquanto você estava desacordada. Você parece ser inocente demais pra sofrer daquela forma. – ele explicou
Quando voltou a olhar para a anja, percebeu que a mesma estava em prantos. Novamente com um sorriso em seu rosto
— Neoteni? O que houve? – a menina abraçou calmamente Takashi e continuou a chorar nos ombros dele.
— Obrigada... Takashi... Muito obrigada... – agradecia em alguns soluços.
Foi aí que Takashi percebeu o medo que ela sentia de voltar a estar sozinha. Ela poderia ser forte, mas era uma garota “normal”...
Algumas semanas depois...
— Mas o que??? Você não fez ensino médio?! – ele perguntou meio incrédulo.
— P-perdão... – ela desculpou-se olhando para o chão, corada.
— Bom... Você vai precisar ir à escola... – Ela ficou com uma cara de medo... E Takashi achou bonitinho... — Tudo bem... Garanto que lá ninguém mexe com você... Faremos um trato... Você só pisa aqui se você estudar... Eu te darei roupas, alimento e tudo que você quiser... A partir de hoje você terá uma vida...
A anja pensou e acenou positivamente com a cabeça... Ela se sentia feliz... Tal felicidade nunca acontecera na vida dela... Seu coração pulsava forte e ela não podia conter o sorriso...
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Exatamente dois meses se passaram desde que Neoteni passou a viver uns tempos com Takashi. Certo dia, a menina estava voltando pra casa, quando se deparou com três homens em volta do portão da casa. Ela ficou apavorada e pulou num arbusto para se esconder, mas o barulho foi tanto que chamou a atenção dos homens, que foram em direção do arbusto.
— Ei, garota – chamou um dos homens. Apesar da voz alta e forte, aparentava ser inofensivo
Neoteni gritou, deu um pulo do arbusto e fez uma posição de luta muito estranha
— S–Se vocês Q–Quiserem lutar, C-Caiam dentro. – disse tentando mostrar coragem
— Er... Garota, você vai tropeçar nos seus próprios pés...
— C–Calem-se – Neoteni deu um passo e caiu feito jaca podre de nariz no chão. Se levantou como se nada tivesse acontecido, ignorando a dor e o sangue que saía do rosto.
— Você está bem?
— Neoteni? – uma voz familiar a chamou
— T–Takashi, me ajude... Eles querem me pegar...
O moreno fitou os homens, um pouco embaraçados com a situação
— Você é assustadinha hein?! Eles são de uma empresa de... –Takashi parou, e pensou:
“Ela não pode descobrir que eles são de meus ajudantes na criação de um jogo erótico...”
E então, pensou logo em uma desculpa.
— Um jogo educativo, educativo hehehehe... Não é mesmo, amigos? – Disse olhando para os homens — “mintam, logo, porra!”- ele pensou intensificando o olhar.
— S–Sim... Vamos combinar isso agora hehehe... – um deles disse mentindo.
— Vamos, entrem! Venha Neoteni.
A garota entrou meio envergonhada. Enquanto Takashi ia para seu escritório resolver a parada do novo jogo que viria por ai, ela ficou sentada no sofá. Fechou os olhos e mergulhou num mar dos pensamentos. Estava pensando como sua mudou depois de ter visto Takashi. Pensando nisso e em coisas escolares, ela abriu os olhos e deu de cara com a bela empregada de Takashi, Yui
—AHHHHH!— gritou de susto
— AHHHHH!— gritou Yui com o grito de Neoteni — Senhorita Neoteni, o que houve?
— N–nada não, só pensava em algumas coisas...
— Hum... – Yui deu um sorriso à garota — O almoço está pronto. Venha comer.
— Sim – a garota se levantou e foi calmamente em direção à cozinha.
Neoteni até queria que acabasse assim, mas se acabasse assim, a vida seria normal demais para eles.
Naquele mesmo dia, exatamente às seis e meia da tarde, alguém tocou a campainha de novo. E quem foi atender — como de praxe — foi Yui.
—Olá, boa tarde – disse Yui abrindo a porta. Nesse mesmo tempo, uma explosão aconteceu.
— Uma já foi... Faltam dois – disse uma voz feminina misteriosa
— Contagem errada, você é ruim de matemática?! – Yui retrucou
— Nossa... Ninguém sobreviveria a isso... Você é forte, mas. Não é mais rápida
— Mas, eu sou – disse Takashi acertando a cara da mulher com um chute antes de ela dar o ataque. A mulher se levantou com a mão no rosto
— É você – ela disse apontando para o garoto — Você que protegeu esse monstro. Preciso acabar com você primeiro...
Takashi deu um salto e um chute no peito da mulher
— Menos conversa, por favor...
— Takashi– Yui chamou — Temos problemas!
— Quais? — ele perguntou jogando a mulher pela janela. Em volta do portão da grande casa, havia muitas pessoas tentando destruir o portão para entrar. Era tudo para pegar essa menina? Era isso que Takashi se perguntava enquanto pensava em algo.
— Já sei... Yui, tire os redatores daqui, e pegue “a fera”!
— Sim — Yui foi para um dos quartos e voltou com uma chave de carro nas mãos.
— Vamos. Sigam-me. – Takashi foi em direção a um lugar onde tinha uma pequena porta no chão. Os homens que estavam reunidos com ele não entenderam o que havia acontecido.
— Vamos acabar com isso sem derramar sangue dessa vez... – era um porão, e cada vez que eles desciam, o porão ficava cada vez maior. Quando eles chegaram ao fim, Neoteni viu que o porão na verdade era uma grande garagem subterrânea, com um carro vermelho altamente luxuoso no fundo. Todos entraram no carro em seguida.
— Coloquem os cintos – pediu Takashi. A parede foi se abrindo, sim, a parede, que era encoberta pelo jardim da grande casa. Takashi deu a partida. Todos que estavam no portão pensaram que Takashi ia derrubar o portão com pessoa e tudo. Na verdade ele fez um “Drift”, fez meia volta e foi-se pelos fundos
— Yui... Nunca pensei que usaria a “Rota” de novo. Você é um gênio de não ter feito o que eu mandei com aquele porão...
Yui soltou uma risada leve.
— Y–Yui– chamou Neoteni
— Diga – respondeu prontamente
— V–Você... Qual... É o seu poder?
— Ah? O meu? Eu tenho um poder bem estranho, que tanto me permite criar e consertar coisas, quanto esconder minha presença. É meio que um "poder de um super-espião". Desculpe a pergunta... Você tem qual poder?
— E-Eu...? Bom... Eu... Sou... Uma... Anja negra, então...
Takashi não freou o carro com tamanho choque... Pelo contrário. Acelerou mais ainda! Ali ele entendeu o porquê de suas roupas serem pretas, além dos olhos, os cabelos... Tudo com exceção da pele... Ali descobriu que estava vivendo com um monstro perto dele. Já estudou sobre anjos uma vez, e sobre casos bem raros dos anjos caídos — os anjos negros. Só não imaginou que seria uma criatura tão bela quanto um anjo normal.
— Precisamos mudar seu visual... Você tem que ser menos parecida com uma anja negra possível...
Neoteni olhou para ele com uma cara preocupada, foi aí que o garoto pensou:
“Mas... Como uma garota tão linda e com uma aparência tão frágil pode ser de uma espécie tão perigosa assim?”
Dentre essas e outras perguntas, os três foram em direção a uma cidade onde existe outra casa de Takashi, e seria lá onde o garoto iria esconder essa anja. Sem antes, deixarem os redatores em um local seguro.
“Se ela é um monstro, eu só preciso domá-la!” — ele pensou sorrindo, como se estivesse sendo convidado para um desafio.
Continua
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