Notas iniciais
"Que? Que mentira é essa?" perguntou Amanda. Quem sabe... Espere! O que você está fazendo aqui? "Eu também sou sua personagem, afinal!" respondeu ela. Ah... Ok... Bom. Mais um capítulo cheio de ação e revelações. O arco finalmente está se fechando! Boa leitura.

Soli se desviava dos ataques de seus pais. Eles queriam matá-la. Em seu ponto de vista, os pais nunca deveriam fazer isso... Mas eles são uma família diferente... Uma família de ódio e rancor. Nada disso valia. Era vida ou morte para ela.

Soli já sabia bem do estilo dos dois. Andou os estudando por muito tempo. Seu pai era mais agressivo e atacava de perto, enquanto sua mãe atacava de longe. Com o tempo Soli aprendeu a usar as duas técnicas para não dar brechas a ninguém.

Seu pai era veloz e Soli desviava de seus golpes com dificuldades enquanto sua mãe só olhava. Ele tentou dar um soco na menina, que desviou e tentou dar uma cotovelada nas costas dele. Não foi eficaz. Logo depois foi atacada pelos ataques de sua mãe. Eram várias lanças de fogo jogadas contra ela. Soli então decidiu usar a força das mãos para se livrar dessas. “Alimentou” as mesmas com suas chamas e foi destruindo uma por uma. Porém, no final, ela perdeu a vista do pai. Ela ouviu um estrondo vindo do alto, parecendo ser um trovão, mas na verdade o som vinha de baixo e ela não percebeu.

Soli foi atingida por uma explosão do solo e voou longe. Quando se levantou, viu seu pai saindo de um grande buraco rindo da cara de fúria dela.

– Eu esqueci que você sabia a técnica da “Explosão vazia”... – Disse Soli olhando seriamente para o pai.

– É incrível como todos caem nesse truque... É tão... Vago. – Disse o pai.

Nesse momento Soli pensou em alguma tática.

Droga... Com a Explosão Vazia ele pode explodir o oxigênio sem eu perceber... Já que o golpe não envolve chamas, estou às cegas. O que eu faço?

A mãe aproveitou a distração da menina e a atacou com várias estrelas em chamas... Eram mais difíceis de desviar. Soli levou alguns danos. Logo depois veio seu pai para tentar atacá-la de novo. Seus socos e chutes eram ineficazes contra Soli.

Soli desviou de um último ataque e encontrou uma abertura para contra-atacá-lo, porém seu pai usou da explosão vazia mais uma vez e Soli voou longe.

O ataque não era em si muito forte, mas cansava demais a pessoa que levava o dano, pois quando a explosão de oxigênio bate contra uma pessoa, a mesma perde completamente o oxigênio por alguns segundos.

Soli se levantou de novo, mas dessa vez pressionada por uma combinação de ataque de seus pais.

As chamas lançadas por sua mãe dessa vez a seguiam para onde ela ia, e ao mesmo tempo ela era perseguida de perto por seu pai. Sua mãe lançou mais estrelas em direção a ela de um lugar que ela não poderia mais escapar. Estava Encurralada. Soli então parou, deixando seu pai acertá-la e as chamas de sua mãe explodir sobre ela.

– Já acabou? Pensei que você seria mais interessante minha filha! – disse a mãe sorrindo.

Uma poeira enorme cobriu o lugar depois da explosão e quando ela se dissipou completamente, viu Soli levitando em posição fetal. O corpo dela estava completamente vermelho. Estava de olhos fechados e inerte.

Quando abriu seus olhos, Soli imediatamente saiu daquela posição e ficou em pé. Logo depois levantou uma das mãos. Depois disso, um cajado começou a se fazer na mão dela e todo o vermelho que cobria o corpo dela foi diretamente a arma.

Mas o que fez seus pais se chocarem foi o fato de seus cabelos estarem completamente negros. E seus olhos, que foram dominados pelo vermelho-sangue. Uma fumaça negra saía dos cabelos da menina e a mesma ficou se olhando e olhando para o cajado... Parecia não entender o que havia acontecido.

– Como eu... Fiquei assim? Meus poderes... Evoluíram? – perguntou Soli a si mesma

– Ela conseguiu o que nossa família não conseguiu há séculos... Os poderes da linhagem proibida dela evoluíram. Bom... Isso não é nada, já que não sabe usá-lo. – disse o pai olhando seriamente para Soli.

O homem correu em direção a Soli. Ela se sentia um pouco pesada e continuou parada até seu pai chegar bem perto dela. Quando ele a socou, Soli virou cinzas e reapareceu atrás dele e o acertou em cheio com um golpe que ela nunca havia dado na vida. Quando seu pai se levantou, sentiu seu corpo arder por dentro, como se estivesse em chamas. Soli levantou voo e foi em direção a sua mãe. A mesma tentava atacá-la com grandes bolas de fogo, porém uma barreira laranja na frente de Soli a impedia de levar danos. Logo depois, a menina apontou o Cajado para a mãe e jogou uma magia contínua de fogo que acertou sua mãe em cheio. Quando foi ao chão, conjurou uma espada e cortou a cabeça de sua mãe.

– Um velhote já foi! – disse Soli sorrindo

O pai de Soli a olhou com fúria. Viu sua esposa perecer diante dos seus olhos. Ele já não sentia a ardência pelo seu corpo. Levantou-se e deu um grito ensurdecedor, fazendo as rochas ao seu redor quebrarem completamente.

– Ficou nervosinho... – a ruiva provocou sorrindo.

O pai de Soli correu em direção a ela, e enquanto corria, seus pés deixavam um rastro em chamas no chão. Ele pulou e tentou dar um chute na menina, que foi defendida pela barreira laranja novamente. Ele insistia, e essa insistência dava frutos, pois a barreira estava se quebrando.

Quando estava prestes a se quebrar, Soli desativou a barreira e desviou do chute por si mesma. Logo depois do desvio, contra-atacou. Duas enormes “serpentes” em chamas saíram do cajado dela e o jogou longe. Ao se chocar com uma árvore, as chamas explodiram. Porém Soli sabia que seu pai ainda não seria derrotado assim e já estava se cansando.

– É hora de acabar com isso... Mas eu não sei como fazer. Será que se eu der um comando... Cajado! Mate-o! – ordenou Soli, e instantaneamente, seu cajado se forçou para cima e se transformou numa espada em chamas. Ela foi em direção ao seu pai, ficou parada e ambos se entreolharam.

– Então... Não vai pedir piedade? – perguntou Soli. Seu pai ficou calado. Ela rangeu os dentes e fincou a espada no peito dele – Eu odeio isso! Parecem até robôs sem sentimentos! Sempre foi assim! – Soli sentiu seus olhos lacrimejarem. Mais pelo o que eles fizeram do que pela morte deles. Afinal, eles nunca a amaram mesmo... Mesmo assim, para ela, isso era a coisa mais horrível que havia feito.

Ela pensou em Watanuki e viu onde estava à grande instalação parecida com uma indústria, um portão branco, que ela não conseguiu abrir de jeito nenhum...

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Yui e Itachi se enfrentaram recentemente. E talvez, por causa do incidente passado, nenhum dos dois tentou se atacar. Um olhava para o outro. Ambos corados com o que havia acontecido no passado.

– Itachi... – disse Yui

– Yui... – disse Itachi.

– Me diga Itachi... Por que está aqui?

– Eu deveria perguntar o mesmo

– Estamos procurando um amigo precioso. Estamos lutando por isso.

– Sinto que não o acharão.

– E por quê?

– Vocês estão na sede da HATE. Acham que sairão vivos dali?

– Nós temos esperança...

– Sua tola.

– Tolice é desistir de um amigo que nunca desistiria da gente.

– Então por que ele fugiu? E o pior... Por que ele veio fugir pra esse lugar?

– Ele deve ter seus motivos... Eu não o conheço direito.

– Então por que os persegue?

– Porque são meus amigos...

– Eu não entendo...

– Nunca teve amigos? Nunca teve companheiros que lutassem ao seu lado?

– Já. Mas eles morreram há muito tempo. Eu sou forçado a lutar nesse lugar! Eu apenas queria... Morrer ao lado deles.

– Itachi...

– Yui. Talvez nossa luta me fizesse perceber que... Eu ainda tenho algo para defender.

– Algo para... Defender?

Nesse momento, Itachi num piscar de olhos, agarrou Yui. A menina assustada corou no mesmo momento.

– Quando eu lutava com você... Algo mexeu comigo! Eu olhei para seu rosto e pensei... – Itachi parou e a olhou.

– V–você pensou...? – Perguntou a menina corando mais.

– O que eu estou falando? Yui... Eu gosto de você! – declarou Itachi a abraçando mais

– O que? Hã... Er... Eu... I–Itachi... Ah... V–Você... – Yui olhou para o chão. Não conseguia arrumar coragem para continuar olhando para o rosto dele.

– Eu sei que isso foi meio repentino, e que você tem uma missão agora... Cumpra-a. Mas, me prometa que irá me procurar depois disso. – pediu Itachi a soltando e desaparecendo do local. Yui olhou em volta tentando procurá-lo e viu de relance uma chave e junto a ela um cartão. A menina pegou e viu que eram as credenciais de Itachi na HATE. A primeira coisa que ela imaginou foi que Itachi sabia que ela iria para lá, e só estava no local para ajudá-la. Como se fosse combinado... Ela esboçou um sorriso no canto da boca.

Yui olhou para frente e ao longe reparou Soli tentando abrir a porta e correu em direção a ela.

Yui passou perto de Takashi e gritou:

– Takashi! Quando acabar com ela, entre no portão. Estamos te esperando lá! – Foi tão rápido que nem deu tempo de Takashi responder.

Soli e Yui estavam juntas no portão. Soli ainda tentava arrombar a porta.

– Soli... Você só sabe resolver as coisas na base da porrada? – disse Yui olhando para ela com um rosto meio irônico.

– Hum... Você tem alguma ideia? – perguntou Soli. Yui pegou o cartão e passou na máquina ao lado do portão.

– Essa é a Yui! Haha... – disse Soli meio sem jeito

– Vamos salvar o Watanuki?

– Claro! – respondeu Soli socando seu punho.

Ambas foram correndo para a parte de dentro do lugar. Era a sede do inimigo. Soli corria perigo lá dentro. Qualquer pessoa que a visse poderia querer matá-la. Era necessária cautela. Por isso, ambas se escondiam sempre que ouviam barulhos de passos dentro do local, que parecia mais uma prisão.

– Conheço esse lugar. – comentou Soli. – Vagamente...

Foi quando ela lembrou: Foi nesse lugar que Watanuki trabalhava antigamente, o que quer dizer que era também o local onde Soli ficou presa por algum tempo. Ficou pensando nisso distraída e foi “acordada” por um peteleco de Yui.

– Ei... O que houve? – perguntou Yui

– Eu era prisioneira deste local! Eu sei onde Watanuki deve estar. – respondeu Soli. – Venha.

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Amanda correu em direção de Takashi e tentou acertá-lo com sua faca, mas seus golpes eram ineficazes. O moreno contra-atacou com um chute certeiro na menina. Amanda estava esgotada e Takashi um pouco menos cansado.

– Ô luta boa... – disse Takashi sorrindo – Mas vejo que não tem mais forças para me atacar.

– Me mate! Você venceu! — exclamou Amanda jogando a arma no chão – Você tem razão... Estou esgotada. – Dito isso, a menina se sentou no chão.

– Você aceita a derrota fácil, hein? Porém eu não vou matá-la. Não será necessário.

– Maldito... Quer me humilhar até este ponto...

– Não quero humilhar ninguém... Você foi uma oponente digna. Viva mais para que possamos lutar mais uma vez...

– Você... Tudo bem. Eu não deixarei barato na próxima

– Porém... – Takashi estendeu a mão a ela – Da próxima vez não seremos inimigos. – disse sorrindo a ela. Amanda corou levemente e sorriu junto a ele, em seguida, segurou a mão do menino. A menina acabou demonstrando compaixão para quem demonstrou o mesmo a ela

Por um instinto muito insano, Amanda abraçou fortemente o moreno, que não entendeu nada.

– Nossa... O que foi isso? – perguntou Takashi

– Não me pergunte... Nem eu sei...

– E agora, o que você vai fazer?

– Eu não sei... Onde está Johanna?

– E a Neoteni?

Ambos olharam em volta e não acharam as meninas.

– Bom... Eu vou ter que entrar lá dentro... – disse Takashi. Ele começou a correr, mas foi parado por Amanda, que segurou sua camisa.

– É perigoso! – alertou Amanda

– Mas eu tenho que ir... Tenho que achar Watanuki.

– Eu sei, mas sozinho você morre!

– Então vem comigo, oras...

– Nem precisava dizer.

Ambos entraram no local e foram andando calmamente. Amanda foi andando na frente e Takashi foi seguindo-a.

– Eu ainda não entendo por que você está fazendo isso por mim – disse Takashi.

– Eu fui derrotada... Já que não paguei com minha morte, terei que retribuir de outra maneira. Mas não pense que eu desisti. Ainda quero o dinheiro que a HATE me prometeu se eu pegasse a anja. – respondeu a menina

– Você só quer o dinheiro?

– Se eu recebesse um estudo normal, faria isso sem precisar derramar sangue...

– Você é uma boa garota! Certamente aquela vampira também é...

– A Johanna é maravilhosa... Já fui derrotada por ela lutando pela minha vida e ela me deu trégua

– Sério?

– Sim... E quando eu disse que eu deveria pagar minha derrota com algo, ela disse: “Então seja minha amiga”. Só queremos esse dinheiro por causa da sociedade que não nos aceitou como pessoas normais... Não podemos estudar e nem trabalhar. Estamos nisso para fugir da miséria...

Takashi olhou seriamente para suas mãos e as fechou. Pensou em sua vida antes de entrar nessa de defender a anja. Como ela era comum... Ele era rico, vivia sossegado enquanto elas lutavam para ter o que comer... Takashi, por algum motivo misterioso, ficou com raiva de si mesmo.

– Ei... Chegamos... – chamou Amanda.

Eles estavam num corredor, e logo a frente havia uma janela. Quando ambos colocaram os olhos para ver o que estava acontecendo, viram Watanuki sendo torturado e um homem aparentemente gritando feito um louco. Não se dava para ouvir nada, por isso, Takashi fez um buraco pequeno, mas suficiente para ouvir o que estavam falando.

– Eu não posso... – disse Watanuki

– Você pode sim! Eu sei que você não está atrás do dinheiro... Então por que não mata Soli e a anja de uma vez? – perguntou o homem

– Por que eu não quero! Por que não deixa outros fazerem isso? – Watanuki levou um soco depois disso

– Por que não temos o dinheiro que prometemos. – disse o homem.

Amanda e Takashi se surpreenderam demais após o que ouviram.

Continua.

Notas finais
Como assim "Não temos o dinheiro?" Então quer dizer que muitas pessoas lutaram a troco de nada... Como Amanda reagirá a esse choque? Além disso, onde estão Johanna e Neoteni? No próximo capítulo, uma luta de arrepiar até os pelos que não se arrepiam! Até lá!