Kupidon
65 Extra Vinte e Dois
Notas iniciais

Cooper se perguntava como aquilo era possível. Como que Oliver Queen, Tommy e Malcom Merlyn puderam sobreviver, mesmo depois de ele explodir o andar em que estavam. Escoriações? Bufou. Como era possível, que depois daquela explosão, eles tivessem apenas alguns cortes, e escoriações? O ódio que ele sentia era tão grande, que ninguém se aproximava, com medo do que ele poderia fazer. Cooper já havia quebrado duas garrafas de whisky, e seu copo que estava na mesinha ao lado de sua poltrona. Era para ter dado certo. Seu plano não tinha falhas. Ele revisou várias vezes, eram para estar mortos naquele momento. Trincou os dentes. Ao invés disso, estavam vivos e com suas famílias. Oliver Queen estava com a sua mulher. Sua. Quando seu infiltrado, seu braço direito, avisou que aqueles três estavam no hospital, ele ainda teve a esperança de que daria tudo errado, e que ninguém conseguiria salvá-los. Mas suas esperanças foram para o inferno quando foi avisado, algumas horas depois, de que estavam os três bem; Oliver com escoriações e cortes, mas nada perigoso, Tommy da mesma forma, mas que mesmo perdido sangue, haviam conseguido fazer uma transfusão a tempo, e que Malcom, mesmo estando entre a vida e a morte, havia conseguido escapar e sobreviver. Cooper deu um grito tão alto, que todos seus homens ouviram e estremeceram. Os que estavam na porta, correram para longe no exato momento. Ninguém tinha coragem de se colocar na presença do chefe naquele momento de ira. Ninguém, com exceção, o braço direito dele.
Você está assustando seus homens. – Cooper o olhou, com ira nos olhos.
Não me importo. Bando de incompetentes. – Grita.
O plano foi seu, então não foi culpa de ninguém além de você mesmo. – O outro rosnou. – Vim aqui para avisar que eles estão em casa. Malcom ainda não..., mas logo terá alta.
Era para ter dado tudo certo. Era para estarem mortos.
Mas não estão. – Se aproxima. – Se concentre no que pode fazer agora, e não no que já aconteceu. Você quer Felicity Smoak. Você a quer para si, e vai ter, mas precisa se concentrar. Ficar gritando, quebrando coisas, e assustando seus homens, não é o que deve fazer no momento. Você já extravasou, certo? Já quebrou tudo? Então agora é a hora de fazermos outro plano.
Você está certo. – Trincou os dentes. – Não posso perder tempo.
Eu já estou pensando em colocar o plano que fiz em ação.
Quando e onde?
Você sabe onde. Mas preciso esperar mais um pouco, porque estão escolhendo quem irá substituir os que estão naquele lugar.
Não suporto mais.
Mais seis meses. Cinco meses, e você a terá em seus braços.
É muito. – Retrucou. – Não quero esperar...
Você quer colocar tudo a perder? Lembra-se do que me disse? – Cooper suspirou, se lembrando. – A melhor forma de conseguir Felicity, é ela estando longe de tantos seguranças e Oliver Queen.
Barry Allen também. Ele pode me atrapalhar.
Não se preocupe com ele. Felicity estará indo para a minha armadilha, e ninguém vai saber até acontecer. E então..., você a terá.
Cinco meses. – Concordou. – Nenhum um mês a mais. – O outro sorriu.
Não vai se arrepender.
**--**
Cooper queria muito vê-la. Ele precisava vê-la, já que teria de esperar muito para tê-la em seus braços. Ficou duas semanas sem vê-la. Ela nunca saia daquele condomínio. Nunca. Se perguntava quando poderia vê-la de pertinho. Foi quando lhe enviaram uma mensagem dizendo que ela estava voltando para casa. Finalmente ela deixaria a casa dos Allen. E isso queria dizer que a veria. Escondido, era assim que estava. Esperava ela sair daquela casa, mas fazia uma hora que haviam dito que ela estava voltando para o apartamento no qual morava com aquele homem, e nada de ela sair daquela casa. Cooper sorriu quando a porta se abriu e ele a viu. Ela estava linda. Linda demais. Usava um vestido soltinho todo florido, e seus cabelos estavam presos em um perfeito rabo de cavalo. Tão perfeita, ele pensava. Ela sorria para os amigos. O sorriso que ele desejava que fosse apenas para ele. Odiava vê-la tão feliz com aquelas pessoas. Ela seria muito mais feliz se estivesse apenas com ele. Os seguranças estavam por perto, ele viu pelo menos metade deles.
Mais calmo? — Olhou para seu braço direito. – Agora que a viu, finalmente, vai me deixar trabalhar?
Você não faz mais que a sua obrigação. Sabe que eu gosto de vê-la pelo menos cindo vezes na semana.
Está querendo demais. – Murmurou.
Não reclame. – Desviou os olhos. – Você sabe que tem que me contar tudo, não sabe?
É claro que eu sei. Por isso que eu estou sempre colocando minha cabeça a prêmio. – Revirou os olhos.
Para de reclamar, e me diga se sabe algo daquelas pessoas.
Eu sei tudo. Estão bem, claro, porque nós deixamos.
Ótimo. – Murmurou, deixando de olhá-lo mais uma vez. – Ela é tão linda. Tão perfeita.
Tenho que concordar. – Cooper o olhou. – Ela é sua, não fique me olhando como se quisesse me matar. Eu a acho linda. Muita gente acha.
Odeio isso.
Pare de ser tão possessivo, foi só um elogio. – Revirou os olhos. – Se está assim com um elogio meu, imagino o que faria com os seguranças que vivem elogiando-a.
Eles também?
Ela é tão linda. Ela é tão meiga. Como uma mulher tão amável pode ter um psicopata atrás dela? – Eles se olharam. – Palavras deles, não minha. – Explicou. – Como pode alguém como ela, um ser que mais parece um anjo, tenha que passar por tantas coisas ruins?
Eles acham tudo isso dela?
E muito mais. Eles te odeiam com todas suas forças. Querem te matar. – Cooper gargalhou, mesmo estando onde estava. – Acham que você é um maldito desequilibrado, que não tem mais o que fazer.
Eles não sabem com quem estão se metendo.
Realmente. – Concordou.
Estou tão ansioso para tê-la nos meus braços...
Eu sei disso. Você não me deixa em paz. Estão começando a desconfiar de mim.
Dê um jeito de isso não ser um problema para você. – O outro bateu continência. – Quero colocar nosso plano em ação.
Não se preocupe. Eu já estou com tudo armado, só falta o momento certo.
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