Kupidon
6 Extra Três
Notas iniciais

Adentrou no prédio de advocacia. Depois de procurar por ela na casa de seus pais, onde tinha dado graças aos céus que eles não tinham se mudado, eles o disseram onde a encontraria. Soube também que ela estava morando num apartamento perto do trabalho. Como não sabia qual seu andar, foi até a recepcionista para perguntar.
Bom dia. — A mulher cuja era muito bonita o olhou. — Vim visitar uma amiga, mas não sei o andar dela... Laurel Lance.
Ah. A Sra. Merlyn. — Ele arqueou as sobrancelhas. — O andar dela é o último. — Apontou para o elevador e então ele se dirigiu até lá. Apertou o número 5. Assim que as portas se abriram, ele saiu olhando ao redor, era enorme. Muito bonito o andar. Seguiu reto e encontrou outra recepcionista.
Bom dia. — Ela lhe sorriu, cumprimentando-a de volta. — Vim visitar uma amiga, seu nome é Laurel... — Não sabia qual sobrenome usar.
Lance? — Arqueou as sobrancelhas, confuso, mas mesmo assim assentiu. — Pode me dizer seu nome? Eu vou ver se ela pode atendê-lo.
Barry. Barry Allen. — Ela se levantou e caminhou até uma porta de correr de madeira, viu ela bater na porta e abri-la. Alguns minutos depois ela voltou, deixando a porta aberta.
Ela vai lhe ver. Me acompanha? — Entrou na sala e a viu, de costas. — Com licença. — Ela saiu, deixando-os sozinhos.
https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=227876341
Barry. — Colocou o telefone no gancho. — O que Barry Allen faz em Star City?
Eu vim para ficar. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Te explico depois. Aproveitei que estava aqui e decidi te ver. — Ela deu a volta e o abraçou. — É bom te ver Laurel.
Também é bom te ver Barry. — Se olharam. — Faz muito tempo...
Sim. Eu soube que está de sobrenome novo... Merlyn?
Ah, não. Era Merlyn até algumas semanas atrás. — Suspirou. — Muita coisa aconteceu e eu e meu ex-marido, decidimos nos separar.
Sinto muito Laurel.
Fazer o que? — Deu de ombros. — Eu estou saindo para almoçar, quer vir comigo? — Barry sorriu.
Claro. Não tenho nada para fazer mesmo... E vai ser bom matar as saudades. — Ela pegou a bolsa e saíram juntos da sala.
**--** **--**
Então você tem um filho? — Ficou surpreso pela história que ela tinha acabado de lhe contar. — De cinco anos?
Isso mesmo. Lyon Arthur Merlyn. Ele é minha vida.
Não deve estar sendo fácil para ele.
Não. Não está. — Sua expressão ficou triste. — Eu não queria vê-lo triste, mas não poderia continuar com aquele casamento. Estava acabando comigo e com Tommy. — E ele compreendia.
Eu entendo. — Ele também tinha contado sua história para ela. — Eu e minha ex-noiva não seríamos felizes.
Barry, você também foi bem lesado, né?
Obrigado Laurel. — Fez um bico que a fez rir.
Sério. Você ama uma e decide se casar com outra? — Ele bufou.
É. Fui um covarde e um sacana.
Não. — Balançou a cabeça. — Você só foi um pouco ingênuo de pensar que com o tempo você se apaixonaria pela sua noiva.
Eu estava feliz com ela, mas não via que a machucava sempre que a outra estava por perto. — Laurel se sentiu mal pelos dois.
Estou indo buscar meu filho, quer ir? — Decidiu mudar de assunto.
Claro. — Ela sorriu e se levantou. Barry fez questão de pagar a conta e ela não insistiu muito, então depois de pago, saíram do restaurante.
**--** **--**
Ei, amor. — O abraçou. — Como foi a aula?
Foi bem legal mamãe. Hoje agente brincou na piscina.
E a sua roupa molhada? — O menino olhou para o homem do lado de sua mãe, ela percebeu e então decidiu apresenta-los. — Eu quero te apresentar alguém... — Olhou para o amigo que estava ao seu lado. — Esse é o Barry, amigo da mamãe. Barry esse é o Lyon, meu filho.
Eaí? — O menino o olhou por alguns segundos e depois olhou para a mãe.
Amigo? — Ela não pôde deixar de sorrir. — Igual o papai e a tia Caitlin?
Caitlin? — Barry arqueou as sobrancelhas.
Somos só amigos. — O menino não acreditou muito nisso, mas mesmo assim não fez muita questão de saber. — O que quer fazer agora?
O papai vai vir me buscar?
Lyon, seu pai vem na sexta. — Ele não gostou do que ouviu. — Ei, fazemos assim... Saímos eu, você e o Barry, onde quiser. — Olhou para o amigo. — Barry está se mudando para cá hoje... Não conhece muito bem a cidade.
Por que você está se mudando?
Ah, minha ex-noiva está esperando um filho meu. — O menino arqueou as sobrancelhas. — E ela mora aqui.
Por que vocês não vão mais se casar?
Lyon! — Repreendeu.
Ah, não tem problema, Laurel. — Sorriu. — Eu fui um egoísta e acabei deixando ela triste. Mas ela já me perdoou.
E por que não voltaram? — Laurel não conteve um revirar de olhos. Ás vezes seu filho era muito curioso.
Lyon, isso não é coisa que se pergunte. — Barry sorriu.
Porque ela gosta de outro cara. — Decidiu responder.
Ah, que triste. — Crianças eram tão puras. — E o seu bebê? É menino ou menina?
Ah, eu ainda não sei. Ela disse que vai me avisar.
A namorada do papai está grávida, né mamãe?
Mas já? — Olhou para a amiga que balançou a cabeça.
Não é do meu pai. — O filho complementou. — Ela terminou com o noivo. — Olhou para a mãe. — As história são parecidas, né mamãe? O bebê é do ex-noivo dela. Mas ela disse que ele é uma boa pessoa.
Por que não terminamos de conversar no carro? — Caminharam enquanto seu filho fazia mil e uma perguntas á seu amigo. Ela deu a partida quando os três entraram. Lyon se pronunciou alguns segundos depois.
Mamãe, o papai conhece o Barry? — Laurel negou. — Agente podia almoçar todo mundo junto, né? — Laurel o olhou pelo retrovisor. — Nós, o papai e a tia Cait.
Caitlin. — Laurel o olhou. — Sabia que não tinha ouvido errado...
O que? Conhece a Caitlin?
É ela, a garota. — Laurel o olhou com as sobrancelhas arqueadas.
Que garota? — Eles se olharam por mais tempo até que ela compreende. — Oh. Que coincidência absurda.
Caitlin Snow. — Lyon o olhou.
Você conhece a tia Cait?
Sim. Ela é minha ex-noiva. — E até o garotinho de 5 anos ficou surpreso.
Mamãe, como você conhecia o ex da tia Cait?
Eu não sabia, querido. — Ainda estava surpresa. — Por essa eu não esperava.
Então, a minha ex está namorando o seu ex?
Parece que é isso mesmo. Isso te chateia?
Me chatearia se ele não prestasse, mas como você disse o quanto ele é bom... — Deu de ombros. — Só não quero vê-la magoada.
Pode acreditar... Tommy a ama. — Sorriu. — E Lyon passou a adora-la. Principalmente a comida, né Lyon?
Ela cozinha melhor que o papai. — Laurel riu, Barry a acompanhou.
Bom, ela sempre teve esse dom na cozinha. Uma coisa que eu não tinha antes de começarmos a namorar.
Tommy está aprendendo algumas coisas, pelo que Lyon diz, quando está com eles. — Sorriu enquanto dirigia.
Da última vez que ele tentou, queimou meu arroz com frango. — E os adultos não puderam não rir. — A tia Cait me salvou de morrer de fome.
Acho que ele é pior que eu. Algumas coisas eu já sabia fazer e quando comecei a namorar, Cait me obrigou a aprender a fazer outras coisas. — Sorriu. — Tive uma ideia, ao invés de você decidir em jantar fora... Hoje eu cozinho, que tal?
Eu vou adorar.
A comida vai sair mesmo? — Laurel olhou para o filho com um sorriso. — Da última vez que o papai falou isso, a tia Cait teve que pedir comida.
Pode acreditar, carinha, minha comida vai sair. — O menino sorriu.
**--** **--**
Eu adorei passar o dia com vocês. — Laurel sorriu. Estavam na porta do apartamento dela. Estavam se despedindo.
Eu também. E pode acreditar, Lyon sentiu o mesmo.
Ele é muito especial, Laurel.
Ele é tudo para mim. — Ele sorriu.
Bom, eu tenho que ir. Mas nós nos vemos por aí... — Saiu em direção do elevador, mas antes de entrar no mesmo, foi chamado.
Vamos almoçar amanhã novamente?
Claro. Nos encontramos no mesmo de hoje? — Ela assentiu. — Então amanhã, ás 12h00, no restaurante La Crown.
Combinado. — As portas se fecharam juntas.
**--**
https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=227876823
Laurel e Barry se divertiam. Ela tinha tirado folga do trabalho e estava desde manhã com ele naquele dia. O filho ainda estava na escola e como hoje era sexta, quem o buscaria era Tommy, mas ela tinha se esquecido desse detalhe.
E você ainda diz que era uma santa na faculdade. — Ela riu. — Laurel, peça a Deus que não deixe seu filho pegar todo seu DNA.
Tommy era pior que eu.
Então que Deus ilumine seu filho. — Os dois riram.
Vai dizer que você era um santo?
Eu era um nerd que queria desvendar mistérios. — Deu de ombros. — Lembra quando nossos pais nos mandaram para o mesmo acampamento pela primeira vez? — Ela riu novamente.
Eu e você não nos demos bem logo de cara.
É. Isso só mudou, porque um idiota apalpou seus seios e eu lhe dei um murro.
Verdade. Nem me lembrava. Qual era mesmo o nome dele...? — Colocou a mão no queixo, pensando.
Ronnie? Ronnie alguma coisa...
Ah, é. Ronnald Raymond. — Disse se lembrando. — Fiquei com tanta vergonha que não consegui nem me mexer. Você me ajudou.
Lembro que você me perguntou "Por que me ajudou?" E eu respondi... — Ela o interrompeu.
Não gosto de covardes e muito menos de pervertidos. — Eles riram. — Tínhamos o que? 8 anos?
Acho que sim. — Sorriu. — Depois, todo ano íamos para o mesmo acampamento e ficávamos no mesmo grupo.
Foi uma ótima época. — Ele concordou. O celular de Laurel tocou, era um alarme. — Tenho que ir buscar Lyon, vem comigo?
Claro. — Como estavam por perto, não voltaram para pegar o carro.
**--** **--**
https://www.melrosebrasil.com/3727-large_default/short-saia-plissada-claudia-cor-azul-marinho.jpg
https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=228073339
Oi, tia Cait. — Ela lhe sorriu.
Oi, Lyon. — Tommy estava com ele no colo.
E como foi a aula?
Legal. — Deu de ombros. — Eu não gosto muito da professora nova. — Tommy arqueou as sobrancelhas.
Por que? — Cait também ficou curiosa.
Só não gosto dela... — Tommy sabia que para seu filho não gostar de alguém, alguma coisa tinha que ter acontecido.
Ela te fez algo? — Ele negou. — Então?
Tia Cait, me ajuda com a tarefa hoje? — Tommy não gostou quando o filho mudou de assunto, sentiu a namorada pegar em seu braço e a olhou. Em seus olhos, viu um pedido mudo para que não continuasse com o interrogatório. Suspirou. Resolveria isso depois.
Claro, querido. — Sorriu. A forma de como ela lhe chamou lhe lembrou sua mãe.
Papai, posso te contar um segredo? — Sussurrou e Tommy sorriu.
Claro. — O menino gesticulou com o dedo indicador, pedindo para que a tia Cait se aproximasse e ela o fez. Tommy sorriu mais ainda, seu filho estava mais que apegado á Cait e ele gostava disso.
A mamãe está namorando. — Tommy ficou surpreso e Cait mais ainda. — E ele conhece você, tia Cait.
Eu? — Tommy e Cait se olharam.
Lyon, você tem certeza disso?
Ela disse que são só amigos, mas eles tem se visto todos os dias... E isso, já faz uns... — Contou nos dedos. Cait achou um gesto tão bonitinho, que não conseguiu não sorrir. — 10 dias, eu acho.
Quase duas semanas? — Estava surpreso. O menino assentiu, mesmo que o pai não precisasse da resposta.
Barry? — Pai e filho olharam para onde ela olhava.
Cait? — Ambos estavam surpresos por ver um ao outro.
Err... Esqueci completamente que hoje Lyon fica com você. — Passou a mão na testa enquanto se aproximava.
Está tudo bem. — Desceu o filho. — Vocês se conhecem? — Olhou para a namorada que assentiu.
Ele é meu ex/Ela é minha ex. — Disseram juntos.
Uau. Coincidências realmente existem.
Eu disse algo parecido á alguns dias.
Vou falar para o tio Ollie que nem sempre a bagunça não é engraçada. — O menino tinha um sorriso divertido nos lábios. Os adultos o olharam com um sorriso. Lyon não parecia estar se incomodando
Realmente... — Barry teve de concordar. — Eu falei com Felicity, ela disse que está bem... E a bebê também. — Sim, ele tinha descoberto á alguns dias, que teria uma filha.
Estamos ótimas. — Sorriu. — Precisamos pensar em um nome.
Claro. — Olhou para o namorado da amiga/ex. — Bom, não nos apresentamos. Sou Barry Allen.
Thommas Merlyn. — Apertaram as mãos. — Vocês dois estão...
Não. — Disseram juntos. Tommy e Caitlin trocaram um olhar. — Somos amigos Tommy. Estava me sentindo sozinha ultimamente e ele me tem feito companhia. — Ele assentiu, não acreditando muito naquela explicação.
Podemos almoçar juntos? — Lyon chamou a atenção dos pais e "tios".
Você tem algo para fazer agora Tommy?
Não. — Sorriu para o filho. — Você e Cait escolhem o restaurante.
Meu carro está no estacionamento do meu trabalho. — Tommy arqueou as sobrancelhas. — Queria andar um pouco.
Tudo bem. Vamos no meu carro e depois deixamos vocês no seu trabalho. — Ela assentiu. — E então, qual restaurante? — Cait e Laurel se olharam.
Acho que preferimos outra coisa. — Elas sorriram.
O que?
Belly Burger. — Disseram juntas e Lyon comemorou.
**--** **--**
https://i.pinimg.com/736x/6e/18/10/6e18103bbf0239fe683d1faf5a64e1e4--casual-jeans-casual-look.jpg
https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=228074150
Obrigada por me trazer. — Laurel agradeceu. Eles tinham saído depois do almoço em "família". Ele preferiu ir com o carro dele, quando ela disse que ele deveria conhecer a Verdant, um club que pertencia á Thea. E agora, á meia noite, ambos estavam na porta do apartamento da antiga Merlyn.
Não podia deixa-la vir sozinha. E também você está bêbada.
Mentira! — Exclamou um pouco alto o que fez com que ele tampasse sua boca.
Você vai acordar seus vizinhos. — Sussurrou rindo. — Acho melhor você entrar.
Mas já estou aqui dentro. — Fez um bico.
Laurel Lance, bêbada. Nunca pensei que veria isso. — Riu. — Só vou embora quando você entrar e trancar essa porta.
O que você acha que vou fazer? Eu só estou um pouco alta, mas bêbada? Jamais. — Ele a olhou descrente.
Tudo bem, vou fingir que acredito. Estou indo então... — Se virou para ir embora, mas foi interrompido pela voz dela o chamando.
Barry. — Ele se voltou para ela. — Não está esquecendo nada? — Ela ficou ali na porta o olhando e ele não se impediu de fazer. O primeiro beijo aconteceu, calmo. Lento, era o primeiro beijo que eles davam. Ele pegou em sua cintura, aprofundando o beijo que foi concedido. O ar faltou e eles se separaram.
Espero que se lembre disso.
Eu não estou bêbada. — Ele sorriu e caminhou para o elevador, não sem antes ouvi-la. — Boa noite, Barry.
Boa noite, Laurel. — As portas do elevador fechou e ela fechou o do apartamento, com a lembrança daquele beijo em sua mente.
Fale com o autor