Kupidon

41 Extra Dezessete


Notas iniciais
Olá, leitores queridos. Eu sei. Eu estou sumida. Eu sinto muito mesmo por ter ficado tanto tempo sem atualizar, mas eu tenho motivos. Motivos muito importantes. E sim, esse capítulo é um extra. Eu não consegui terminar o capítulo normal, por isso vim postar o extra. Peço que tenham paciência, por favor. Como tinha dito antes, eu estava com um bloqueio insuportável. Não conseguia continuar a história, e eu não estava entendendo o porquê. Quando a inspiração voltou, um pouco, pelo menos, eu tive que tirar os cisos, e acreditem, eu não consegui escrever. Estava com uma dor insuportável. É o cão chupando manga. Quem tirou deve saber como é. Fiquei duas semanas e meia com dores horríveis. Não conseguia nem pensar, muito menos sair da cama. Por isso fiquei tanto tempo sem vir postar. Mas, graças a Deus, eu consegui escrever dois capítulos, e se Deus quiser, conseguirei escrever os outros. Estou crendo nisso. Antes de lhes deixa-los ler, quero lhes explicar uma coisinha: Esse é um capítulo especial para as crianças da história. Como vocês leram no capítulo 24, Barry e Laurel deram uma Festa do Pijama. Esse é um capítulo para vocês verem como foi. E eu amei escrevê-lo. Eu tive grande ajuda. Uma leitora amiga, Raykel, me ajudou a montar esse capítulo fofo. Além da Laryy Rocha que “trabalha” no Painless Design. Quero agradecer as duas, pela ajuda, pelas dicas... Muito obrigada. No Banner, tem as imagens das crianças que estarão participando da festa, além das gêmeas Queen e do Lyon. Kiera Elisabeth e Kane Mason Danvers – Filhos gêmeos de Kara e Mon-el. Hanna Camilly e Henry Levi Mitchell – Filhos de Alisson. Felicity falou sobre ela no aniversário das gêmeas. Killian Andrew Palmer – Isso mesmo, ele é filho do Ray. Agora que vocês conhecem um pouco sobre as novas crianças, vou deixar que desfrutem do capítulo Boa Leitura.

Laurel tinha começado a organizar o quarto quando Barry saiu para buscar as gêmeas e Lyon. A ideia era fazer a festinha no apartamento deles, mas então, o avô paterno de seu filho disse que liberava a mansão, ele e a esposa viajariam, e eles teriam a casa inteira para as crianças se divertirem. Barry achou uma boa ideia, já que tinham um jardim enorme, e por isso Laurel, agradecida, aceitou o “convite”. Ela se encontrava no quarto de seu filho, que o avô, com muito carinho, havia mandado preparar antes dele nascer. Ela e Barry tinham tirado a cama e os outros móveis, ficando só o pequeno guarda-roupa. Ela tinha feito um almoço bem caprichado e com tudo que crianças gostavam. Eles almoçariam no jardim, onde uma mesa longa de madeira, se encontrava, já com cadeiras de madeira estofadas, posicionadas, frente á mesa. Laurel se afastou, olhando cada canto do quarto, se perguntando se já estava tudo preparado.

Em uma mesa no canto direito do quarto, estavam posicionados nos copinhos de bichinhos, os doces: Chocolate, balas, chiclete e “fine”, separadamente. Copos para bebidas, também de bichinhos, se encontravam ao lado. Os salgadinhos se encontravam dentro de baldinhos, também de bichinhos, posicionados em frente aos copos de refrigerante. Pirulitos de todos os formatos e sabores, estavam espetados em coroas de esopor. Além dos docinhos de todos os sabores, que estavam dentro de forminhas de bichinhos, posicionados também em cima da mesa. Colchonetes com lençóis roxo para as meninas e verde para os meninos, estavam posicionados no meio do quarto, quatro de cada lado, um de frente para o outro. Em cima de cada um deles, tinha um cobertor das cores dos lençóis, mas em tons mais claros. Junto, tinham travesseiros personalizados com as cores dos lençóis, escritos em branco: “festa do pijama”, e embaixo, a imagem do bichinho de que cada um vestia. Na parede de frente aos colchões, tinha um projetor, com vários filmes em cima de uma prateleira branca, e ao lado, o videogame de seu filho.

Laurel ouviu o barulho da porta, e decidida a não deixar que ninguém veja seu “projeto”, saiu do quarto, trancando-a. As crianças só veriam depois do almoço. Logo todas as oito crianças estariam ali. Ela ouviu vozes a mais do que esperava, e quando chegou á sala, encontrou Alisson e o marido, Mattew. Eles haviam se casado á pouco mais de dois meses, e Laurel ficava feliz pela mulher que fora abandonada pelo namorado quando ficara grávida.

Oi, Laurel. – A mulher lhe sorriu, quando a viu. – Tudo bem?

Tudo. E vocês?

Estamos bem. – Ela sorriu para o marido, antes de se voltar para Laurel. – Estava falando com Barry... Tem certeza de que vão conseguir ficar sozinhos com as crianças?

Não se preocupe, damos conta.

São oito crianças de seis anos. – Mattew comentou.

Vai ser divertido. – Ela diz com um sorriso.

Eu vou deixar a mala dos gêmeos no quarto.

Está trancado. – Entregou a chave ao noivo, que a pegou e logo em seguida se afastou. – Está preocupada com alguma coisa?

Só com você. – Riu. – Os gêmeos são... – Tentou pensar em uma palavra para defini-los.

Elétricos. – O marido completou. – Muito mesmo. Você não faz ideia.

Ah, Lyon também é. – Riu. – E eu estou acostumada.

Caso você precise colocar de castigo, tem a nossa permissão.

Tenho certeza de que não será preciso.

Eu concordo. – Mattew diz. – Eles não darão problemas. Conversamos com eles, e eles nunca nos desobedeceram. – Ela concordava, mas ainda assim, eram de oito crianças juntas que estavam falando.

Eles estão bem animados. Levantaram bem cedo hoje... – Riu junto dos outros.

Eu entendo. Lyon me ligou bem cedo, perguntando quando Barry o buscaria.

Eu fiquei impressionada ao vê-lo chamá-lo de pai. – Laurel sorriu. – E fofo.

Eu fico muito feliz ao ver o carinho entre os dois.

Eu entendo a emoção que Barry deve ter sentido... – Mattew diz, sorrindo. A campainha tocou, e antes que Laurel desse algum passo, Barry a interrompe.

Eu abro. – Ele abre a porta, encontrando Kara e Mon-el Danvers e Ray Palmer juntos dos filhos.

Boa tarde.

Boa tarde, Barry. – Ele deu passagem para que entrassem.

Vocês chegaram todos juntos.

Sim. Se tivéssemos marcado, não tinha dado tão certo. – Kara responde, com um sorriso. – Onde colocamos?

Pode deixar aqui mesmo, eu vou levar lá pra cima.

Eu posso ajudar. – Mon-el se prontifica.

Laurel, tudo bem? – Se abraçaram.

Estou ótima. Crianças, os outros estão no jardim, podem ir até lá. – Elas correram para o jardim.

Vocês têm certeza disso? – Laurel olhou para Alisson, antes de se voltar para Ray.

Temos. Está tudo bem, eu disse o mesmo para os Mitchell.

Eu fico mais preocupados com vocês do que com as crianças. – Eles riram. – Killian é bem elétrico.

Ah, é por isso que todos eles se dão tão bem. – Eles riem novamente.

Bom, nós já vamos. – Kara diz.

Antes... – Mattew se pronuncia. – Nós ajudamos você a levar as mochilas. – Barry pegou uma das mochilas.

Tudo bem, então. – Os outros pegaram as mochilas, e seguiram Barry para o segundo andar. – Voltamos logo. – Diz antes de começar a subir as escadas.

Ah, Laurel, as escovas de dente personalizadas estão dentro da mochila da Kiera.

Eu vou tirá-las de lá, então.

Eu me prontifiquei a fazer isso, mas ela insistiu.

Não precisou. – Sorriu. – Eu vi na internet, e achei tão fofo.

Realmente, tinham coisas lindas.

Você tem certeza de que não precisa de mais nada?

Não. Vocês ajudaram muito ontem. – Elas tinham se encontrado no dia anterior para fazer os doces e colocá-los nas forminhas. Elas ouvem passos.

Que horas podemos buscá-los?

Ás 18h. – Todos assentem.

Ah, Barry, eu deixei a bombinha do Killian no bolso da frente da mochila dele.

Não se preocupe. Se Deus quiser ele não terá uma crise.

Lyon também tem asma, então sabemos como é. – Laurel sorriu. – Ficaremos de olho.

Eu sei. – Sorriu de volta. – Eu tenho que ir. Fiquei de encontrar uma pessoa agora.

Pessoa? – Laurel pergunta sorrindo. – E essa pessoa seria uma namorada? – Ele revirou os olhos.

Laurel, pelo amor... – Barry diz, passando a mão no rosto.

O que? Foi só uma pergunta. – As mulheres sorriram.

É uma conhecida.

Tá. – Riu. – Conhecida, né? Eu vou fingir que acredito. – Barry balançou a cabeça, e os outros homens sorriram.

E eu vou embora antes que me faça um interrogatório. – Os outros riram.

Isso quer dizer que eu estou certa?

Não responda, Ray. – Laurel cruzou os braços, acompanhando-os até a porta. – Vão com cuidado.

Pode deixar.

E vocês, qualquer coisa têm autorização para castigar os gêmeos, caso precise.

Não vai precisar. Eles são bons garotos. Todos eles são. – Barry responde.

Até amanhã. – Laurel e Barry dizem juntos.

Até amanhã. – O casal esperou que entrassem no carro, para poderem fechar a porta.

E agora? – Laurel lhe sorriu.

Agora, vamos levar os pratos já prontos para o jardim.

E eles já estão prontos?

Não. Eu vou fazer isso agora. – O beijou. – Enquanto isso, você fica de olho nos oito.

**--** **--**

O que vocês estão fazendo?

Estou mostrando o Klaus para meus amigos, pai. – Eles estavam em volta de um “golden retriever”. Todos vestidos igualmente. Os meninos estavam com uma blusa branca de algodão, com as mangas na cor verde, no meio da blusa estava escrito o nome da criança, em letras brilhosas e em negrito, também no verde. Vestiam uma bermuda da cor da manga da blusa, mas em uma das penas, em letras em negrito, na cor branca, estava escrito “festa do pijama”. O das meninas era igual, mas no lugar do verde, era roxo, e no lugar da bermuda, era um short.

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Lyon já tinha mostrado as fotos dele, tio. – Hanna diz. – Ele disse que você que deu.

Sim. Foi de natal. – Se abaixou. – Vocês também têm bichinhos, não é?

Eu e Hanna também temos um cachorro.

Eu tenho um coelho / Eu tenho um gato. – Kiera e Kane dizem juntos, passando a mão direita no pelo do bichinho.

Eu tenho um peixe, um cachorro, um coelho e uma tarântula.

Você... Você tem uma tarântula? – Barry estava surpreso.

Tenho. – Sorriu. Barry achou que Ray estava ficando maluco ao dar aquele bicho para o filho. – Eu ganhei o ano passado.

Eu acho feio, e tenho medo. – April diz e sua irmã concorda.

Garotas são medrosas demais.

Minha tarântula é demais. Ela é preta, mas algumas partes dela é laranjada.

Legal. – Ele olha para o filho. – A gente podia ter uma, pai. – Barry riu.

Uma tarântula? Você quer matar a sua mãe? – As crianças riram. – Vocês estão com fome? – Muda de assunto

Sim. – Dizem juntos, olhando-o.

Então vamos lavar as mãos. Vamos comer aqui no jardim hoje. – Eles se levantam. – Lyon, deixe-o dentro da casinha, está bem? – Ele assentiu, fazendo como o pai pediu.

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Laurel e Barry colocaram cada prato em frente de cada criança. Ela tinha feito sanduíche, que ia a carne de hambúrguer, o queijo, o presunto, bacon, alface e tomate, além da batata frita que estava ao lado do sanduíche, no prato. Colocou os molhos em cima da mesa, e em cada copo, o refrigerante.

Mãe, o que agente vai fazer depois de comer?

Eu montei uma brincadeira. – Sorriu, olhando-as comer com gosto. Eles já estavam com as mãos e bocas lambuzadas de molhos. – Caça ao tesouro. – As crianças, com os olhos brilhando em ansiedade, olhou para a grávida.

Eu e Laurel deixamos pistas em alguns lugares, cada pista leva á outra pista, que leva ao “tesouro”. Essas pistas têm perguntas, e para vocês chegarem a próxima pista, vocês devem saber a resposta.

E o que ganhamos se acharmos, tia?

Ganham um vale presente, para comprarem o que quiser, e uma cesta de chocolate.

E se duas pessoas ganharem, tia Laurel?

Vocês dividem. Não se preocupem, que todos vão comer chocolate.

Quando vocês terminarem, nós começamos com a brincadeira.

E o quarto, mamãe?

Vocês só vão entrar nele depois da caça ao tesouro. Já de banho tomados, é claro. – Eles assentem, voltando a terminar a comer.

**--** **--**

Okay. Vamos começar. Todas as pistas estão aqui no jardim, nenhuma está dentro da casa, por mais que a resposta diz que sim. – Laurel começa a explicar. – A primeira, é essa. – Barry, que estava com um cartãozinho de bichinhos, para cada criança.

“Pista um — Dê dez passos partindo da casinha do Klaus”. – Lyon leu alto, e todos correram para lá.

Você fica de olho neles?

O que vai fazer?

Eu vou pegar a cesta que está no nosso quarto. – Ele assentiu e ela se afastou. Barry se aproximou de onde as crianças estavam, eles pegavam a próxima pista.

“Pista dois – Sou gigante e gigantão... Tenho doze filhos no meu coração...” – Todos arquearam as sobrancelhas, quando Killian começou a ler. – “De cada filho, trinta netos, metade brancos, metade pretos”.

O que? – Amily pergunta, confusa.

Não entendi. – Hanna diz, tão confusa quanto a amiga.

Leem novamente. Não é tão difícil. – Diz, sorrindo, de braços cruzados.

“Sou gigante, gigantão, tenho doze filhos no meu coração... De cada filho, trinta netos, metade brancos, metade pretos.” – April quem leu dessa vez. – Doze filhos no meu coração?

Ah. – Lyon sorriu. – Eu sei o que é. – Correu para longe dos outros.

Eu continuo sem entender isso.

Eu sei o que é. – Kiera e April praticamente gritaram.

E então? – Laurel se aproximou. – Conseguiram descobrir?

Não, tia. Mas o Lyon, a Kiera e a April sim.

Vou atrás deles. – Barry diz, se afastando.

Leiam novamente, que eu tenho certeza de que descobrirão. – Killian sorriu.

É o calendário. – Laurel sorriu. – Ano, meses, dias e noites. Calendário.

Isso mesmo. – Responde, seguindo as crianças.

Do outro lado, perto da mesa onde almoçaram, Barry se encontrava com April, Kiera e Lyon, que já se encontravam com o cartãozinho em mãos.

“Pista três — Foi feita para impedir e também para deixar passar, meu dono pode-me abrir, que esse nunca vai roubar”. – Kiera leu.

Essa é muito fácil. – Lyon sorriu. Ao mesmo tempo em que os outros chegavam, April dizia a resposta em voz alta.

É a porta.

Mas qual? – Kiera arqueou as sobrancelhas.

Como vocês chegaram agora, a pista de vocês é essa. – Barry entregou a pista para cada um deles, enquanto os três primeiros corriam para as portas.

Lembre-se que as de dentro de casa não estão valendo. – Laurel grita.

“Pista três — Ao todo são três irmãos: O mais velho já se foi, o do meio está conosco e o mais novo nasceu. Quem sou eu?” – Amily leu alto.

Esse é tão complicado quanto o de antes, tia. – Henry reclamou. – Lê de novo, Amy.

Eu achei. – April gritou, e Barry que estava perto de Kayla, se aproximou da sobrinha. Ela estava na portinha que levava para a quadra de handebol.

E o que diz? – Lyon pergunta.

“Pista quatro — O que é que se pões na mesa, parte e reparte, mas não se come?” – Eles arqueiam as sobrancelhas ao mesmo tempo.

E então? – Barry pergunta? – O que é?

Eu não sei.

Pensem.

Do outro lado, Killian lia pela terceira vez, tentando decifrar aquela pergunta. Os outros também ainda não tinham descoberto. Laurel se sentou, antes de se pronunciar, tentando ajudá-los.

Vou dar uma dica: Vocês estudam sobre isso na escola.

Em que matéria?

História. Não vou dizer mais nada. – Eles voltam a olhar para o cartãozinho.

Hummm... – Laurel olha para Amily. – É o tempo?

Quase. – Sorriu. – Mais concreto que o “tempo”. – Kane sorriu, e Laurel o olhou.

Passado, presente e futuro. – Ela sorriu.

Está correto. – Eles pularam animados. Laurel pegou os cartãozinhos dentro do bolso da frente do seu short, e entregou as crianças.

“Pista quatro — O que é o que é? Sobe quando a chuva desce”. – Todos sorriram quando Henry terminou de ler.

Guarda-chuva. – Dizem juntas. Eles veem o objeto perto da porta do jardim, e quando se aproximam com Laurel seguindo-os, Amily pega os cartãozinhos que estavam dentro dela.

Eu vou ler. – Hanna avisa. – “Pista Cinco – Tenho meias, mas não tenho pés, tenho quartos, mas não tenho salas. Quem eu sou?"

Esse não tem como eu dar uma segunda pista. – Riu.

Do outro lado, as três crianças, ainda tentavam decifrar a pista. Tinham lido três vezes, e mesmo assim não conseguiam descobrir.

Vocês não sabem?

Não. – Dizem juntos.

É um objeto?

Pode-se dizer que sim. É algo que vocês brincam, é tudo que eu posso falar.

“O que é que se pões na mesa, parte e reparte, mas não se come?” – Lyon leu mais uma vez. – Que se parte, mas não se come. Que se parte, mas não se come. – Repete.

Que se parte, mas... – Barry olhou para a sobrinha. – É um jogo, né, tio? – Ele sorriu. – É o baralho.

Isso mesmo.

Boa, Apple. – O primo e a amiga dizem juntos.

Qual é a próxima pista, pai? – Ele pegou os cartãozinhos de dentro do bolso de trás da calça e entregou aos três.

Eu vou ler. – Kiera diz. – “O que é o que é... Que dá muitas voltas, mas não sai do lugar?” – Ela olhou para os amigos.

Que dá voltas... Mas não sai do lugar? – April se pergunta.

Ah, pai, é o relógio.

Correto. Mas onde ele está?

É um relógio de pulso?

Não. É daqueles que fica na mesa de cabeceira. Vocês vão ter que procurar por ele no jardim. – Eles correram cada um para um lado, procurando pelo relógio. Barry se aproximou da noiva ao mesmo tempo que Killian respondia a pista.

É o relógio. – Laurel sorriu.

Isso mesmo. Mas vão ter que procurá-lo pelo jardim.

É o de pulso, tia?

Não, Amy. É daqueles que fica na mesa de cabeceira. – Eles correram para o jardim. – Lyon e os outros acertaram a pista?

Estão procurando pelo relógio. – Eles se aproximam da mesa, sentando-se. – Está bem?

Eu estou, não se preocupe.

Você colocou o “tesouro” no lugar dele, né?

Sim. Pouco antes de você sair. – Ele assentiu.

Eu tinha me esquecido disso. – Ela riu. – Juro que acabei de me lembrar.

Eu imaginei que tivesse se esquecido, por isso verifiquei. – Eles veem os gêmeos Danvers, Lyon e April chegarem até eles.

Achamos a pista. – Lyon entregou o relógio para o pai.

E o que está escrito? – Antes que um deles começassem a ler, os outros chegavam com o cartãozinho em mãos. – Quem vai ler?

Eu. – Lyon diz. – “Pode ser bom companheiro, e também um bom amigo... Conta-me a lição que der e trás guardado consigo”. – Leu.

Não entendi. – Os gêmeos Mitchell dizem juntos.

Nem eu. – Os outros concordaram.

Leiam com atenção. – Barry pede, e eles olham para o cartão.

“Pode ser um companheiro, e também um bom amigo, conta-me a lição que der e trás guardado consigo”. – Kiera leu, com as sobrancelhas arqueadas.

Um livro? – April pergunta.

Um livro. – Todos sorriem.

Eu pensei nisso por causa da frase: “Conta-me uma lição e trás guardado consigo”.

Bem fácil, não?

Mas o livro está aqui no jardim?

Sim, e dentro dele, a última pista para vocês chegarem até ao tesouro.

E se todos descobrirmos onde está?

Não se preocupem, eu já tenho uma solução. – Eles assentem antes de correr para procurar o tal livro.

Eles não vão demorar a encontrar. É possível que todos encontrem o “tesouro”.

É. Provavelmente.

E o prêmio?

É uma cesta cheia de chocolate, qualquer coisa é só dividir. – Sorriu. – O importante, é a brincadeira.

Verdade.

Quando você foi buscar as crianças, Felicity estava sozinha?

Estava. Oliver tinha ido á empresa, resolver alguma coisa. – Ela assentiu. Se voltando para as crianças. Killian estava atrás de uma árvore, Lyon entrava no canil, os gêmeos Mitchell estavam juntos, perto da piscina, os gêmeos Danvers entravam na quadra de tênis e as gêmeas Queen procuravam juntas, perto da horta. – Lyon queria que eu conversasse com você...

Sobre?

Sobre nos mudarmos para uma casa.

Uma casa?

Sim. Eu concordo com ele. Logo nossa filha vai nascer... E Lyon adora brincar no jardim.

Ele fica muito tempo trancado no apartamento, né?

Sim. E isso faz mal para crianças. – Ela assentiu. – Além disso, ele quer ter o Klaus por perto.

Tudo bem. Vamos ver isso. – Ele sorriu. – Mas tem que ser em um condomínio.

Veremos isso na próxima semana. – Ela assentiu, e então os Gêmeos Danvers se aproximam com um livro em mãos.

Achamos. – Sorriram.

Crianças, os gêmeos já encontraram. – Barry grita, fazendo todos correrem de volta para perto dos adultos. – A pista...

Ah... – Henry mostra a pista que estava em sua mão.

E o que diz? – Killian e Kane perguntam juntos.

“O tesouro se encontra onde há muito verde”.

O que? – Hanna arqueia as sobrancelhas. – Onde há muito verde?

Ué... Só pode ser a grama. – Lyon responde, antes de correr para longe dos pais junto de Killian.

A grama?

Mas aqui é cheio de grama.

Vocês vão ficar aqui?

Eles foram para...

O campinho. – Kane termina a frase da irmã. – Tem grama lá. – Antes que pudessem dar algum passo, os garotos saem de dentro do campinho com um pequeno baú.

Achamos. – Killian diz.

E o que tem aí dentro? – April pergunta quando eles se aproximam.

Não sabemos. – Lyon remexe o baú, ouvindo um barulho.

Abre. – Henry pede. Killian se abaixa ao lado do amigo, quando ele coloca o baú no chão. Lyon quem abre o objeto.

É uma caixa de bombom. “Parabéns”. – Leu o cartãozinho.

Você tem que dividir isso com o Killian, assim como o prêmio. – Laurel se afasta, entrando na casa, mas voltando poucos segundos depois com uma cesta média com quatro pacotes de cookies, algumas barras de chocolate, algumas caixas de bis, outras de batom, caixas de chocolate, além de vários bombons “ouro branco”.

Nossa, que tanto de coisa.

Têm... Uma, duas, três, quatro caixas de bombom. – Contou. – Agente pode dividir, né? – Pergunta, olhando para o amigo, que assentiu.

Vocês podem dividir entre vocês depois.

Do que vamos brincar agora?

Querem assistir a um filme?

Vamos entrar no quarto? – As meninas perguntam juntas, animadas, dando pulinhos, fazendo Barry e Laurel rirem.

Sim, vocês vão.

Então vamos assistir ao filme.

Mas antes, vocês tomarão banho.

Vamos colocar o pijama agora? – Eles estavam ansiosos por aquilo.

Claro. – Laurel sorriu. – Vou pegar as coisas para o banho de vocês.

As meninas entram em um banheiro e os meninos em outro. – Barry explica, enquanto entravam na casa. Eles estavam suados e sujos.

Vou pegar os dos meninos primeiro. – Laurel avisou, subindo as escadas.

Vocês ficam nesse banheiro. – Barry diz.

Podemos usar a banheira?

Todos vocês querem usar a banheira?

Sim. – Dizem todos.

Tudo bem. Eu vou ajudar Laurel a pegar as coisas, nos esperem aqui. – Ele saiu, e Lyon sorriu para os amigos.

Tive uma ideia. – Correu para o banheiro. – Venham. – Só os meninos entraram. As meninas se olharam.

Garotos. – Dizem juntas.

Vamos entrar. – April diz, entrando junto das outras, no banheiro da frente para o outro.

Ei, eu tive uma ideia. – Amy diz, pulando. – Banho de espuma.

A tia Laurel não vai brigar?

Não é melhor esperar os tios?

Não. Está tudo bem. Acho que Lyon vai fazer o mesmo. – April riu, pegando um líquido em cima da prateleira do banheiro, enquanto sua irmã ligava a banheira.

Uauuu... Irmã, você colocou demais. – Elas riram.

Assim que é bom. – Kiera mexeu a mão na água com o líquido, fazendo com que as outras fizessem o mesmo.

Vai molhar o banheiro todo.

Mais espuma. – April diz, jogando mais do líquido.

Gente, eu estou molhando o pijama.

Vamos tirar. – Amily diz, enquanto tirava a roupa e ficava só de calcinha, assim como as amigas.

A espuma está aumentando. – Hanna deu um gritinho.

Do outro lado, no banheiro dos garotos, algo parecido acontecia.

Tem certeza de que os tios não vão brigar?

Meus pais não vão brigar. – Lyon repetiu. – Uauu... Coloquei demais.

E agora? – Lyon e Killian se olharam e deram de ombros.

A espuma está aumentando, Lyon. – Henry avisou.

Eu nunca tinha feito isso antes. – Kane diz, rindo.

O que é isso? – Killian pergunta.

Não sei. – Lyon pega das mãos do amigo, mas escorrega e cai dentro da água. – Estava sem tampa.

Ihhhhhh. – Dizem todos juntos.

Assim fica melhor. – Lyon diz sorrindo, enquanto a espuma só estava aumentando.

Estou molhando o pijama. – Henry avisa.

É melhor tirar. – Killian, Lyon e Henry concordam com Kane. Tiraram o pijama, ficando só de cueca. Lyon fez um barulho com a boca.

Agora tem espuma pra caramba. – Passou a mão na boca, tentando tirar a espuma, mas não adiantou.

As garotas estão se divertindo. – Killian diz, ao ouvir os gritinhos delas.

Espera... – Henry pede quando Lyon tenta desligar a torneira. – Não consegue?

Não.

É a espuma.

Desliga. – Eles colocam a mão na torneira. – Tá escorregando. – Ao dizer isso, Lyon cai no chão com Killian ao seu lado.

Se machucaram?

Não. – E então eles começam a rir.

Laurel e Barry, ouvindo o barulho de gritinhos e risadas, desceram as escadas, colocando as roupas em dois dos quartos do primeiro andar. Eles se olharam quando chegaram nas escadas, se perguntando o que estava acontecendo, o que eles estavam aprontando. Quando chegaram na porta dos banheiros, eles se olharam novamente, antes de entrarem.

MEU DEUS. – Gritam ao mesmo tempo.

Tia / Tio / Pai. – Eles dizem juntos quando os veem. No banheiro dos garotos, Barry encontrou ele com espuma que vinha até sua cintura. Ele não sabia bem o que fazer, imaginava que Laurel estivesse tendo um troço, se estivesse vendo o mesmo no banheiro das garotas.

Pai, eu deixei cair muito líquido.

É. Estou vendo. – Passou a mão na testa. – Por que não esperaram?

A gente quis tomar banho de espuma.

Vocês sabem como vai ser complicado tirar toda essa espuma do banheiro?

A gente ajuda.

Ajuda mesmo? – As crianças se olharam. – Quanto de líquido você colocou?

Na verdade, pai, eu deixei cair um vidrinho.

Você o que? – Ele arregalou os olhos. Lyon se encolheu.

Foi sem querer.

Tudo bem. Não tem problema. Eu não estou irritado. – Diz ao ver que os meninos tinham se encolhido. – O problema é o tanto de espuma.

A gente ajuda a limpar, pai. – Ele assentiu. – E assim é bem mais legal. – Lyon jogou a espuma na cara de Killian, que jogou de volta, fazendo os outros também entrarem na brincadeira. Barry se preocupou quando um deles caiu, mas como ouviu risadas, se aliviou. Ele quase surtou ao ver o estado do banheiro, mas as crianças estavam se divertindo, então se acalmou.

No banheiro das pequenas garotinhas, o banheiro estava em igual estado. Laurel viu as meninas jogarem espuma para o alto, e uma nas outras, enquanto riam. Quando ela gritou, todas olharam para ela, não esperando encontrá-la ali.

Tia, a gente jogou muito líquido.

Eu vejo. – Passou a mão no rosto – Olha essa bagunça.

Desculpa.

Tudo bem. Só... É perigoso. Vocês podiam ter se machucado.

Estamos bem tia.

Essa espuma vai demorar horas para sair. – As meninas riram quando Kiera jogou espuma para cima, fazendo com que molhasse a tia.

Desculpa, tia. – Laurel passou a mão nos cabelos.

Está tudo bem. Só tomem cuidado com os olhos. – Elas assentiram.

Tia, a gente pode brincar mais um pouco? – April riu quando jogou espuma na boca de Hanna.

Podem, o banheiro já está nesse estado mesmo. – As meninas riam, enquanto jogavam espumas umas nas outras. Laurel suspirou, observando a bagunça, sabia que provavelmente demoraria algumas horas para limpar o banheiro, mas como as meninas estavam se divertindo, ela se acalmou. Tinha organizado aquela festa do pijama com esse intuito, afinal de contas.

**--** **--**

Quando Barry e as crianças tinham terminado de limpar os dois banheiros, já passava das 16h da tarde. Entraram nos quartos, apenas de toalha e fecharam as portas. No quarto dos meninos, Barry colocava os pijamas de bichinhos em cima da cama, enquanto as crianças vestiam a cueca, e enxugava os cabelos. Eles não queriam ajuda, por isso Barry não o fez, apesar de ficar no quarto, de olho nos quatro meninos. O pijama de Lyon era de tigre, o de Killian era de lobo, o de Kane era de leão e o de Henry era de leopardo. Barry ajudou apenas a fechar o zíper, já que se vestiram sozinhos.

Podemos ir para o quarto agora?

Vamos esperar as garotas.

Meninas demoram demais. – Barry não pôde deixar de rir, afinal, ele concordava.

Eu sei, mas precisam esperar.

Pai, ao invés de a gente assistir filme, podemos jogar videogame?

Eu já estou ficando com fome.

Eu também. – Os outros dizem juntos.

Os lanches de vocês estão prontos, no quarto. Quanto ao videogame, vocês podem jogar depois do lanche.

E o que a tia Laurel fez?

Vou deixar que vejam.

No quarto ao lado, antes das meninas vestirem os pijamas, Laurel escovava os cabelos de cada uma dela, para não embaraçar. Diferente dos meninos, elas pediram ajuda para a tia. Como queriam se vestir juntas, elas esperaram que Laurel penteasse os cabelos de todas. O pijama de April era de coelho, o de Amily era de coruja, o de Kiera era de panda e o de Hanna era de golfinho.

Tia, a gente já vai comer?

Com certeza, Apple. Vocês já estão com fome?

Sim. – Dizem juntas.

O que a tia fez?

Vou deixar que vejam. Mas eu sei que vão gostar. – Diz com um sorriso.

Eu estou morrendo de fome. – As outras riram.

Tia, podemos assistir Frozen?

Os meninos não vão gostar.

A gente faz um acordo, ué. – Laurel riu.

É, tia Laurel. A gente assiste o que eles quiserem, se assistirem Frozen com a gente.

Vamos conversar com eles. – Elas assentem. Assim que Laurel terminou de fechar o zíper de cada uma, elas saíram do quarto. Barry saiu com os meninos, quando ouviram as vozes das meninas.

Eu vou ter que tirar muitas fotos. – Laurel diz. – Vocês estão fofos demais.

Podemos tirar depois, tia, estou com fome. – Henry comenta. Os outros riram, inclusive os adultos.

Claro. Mas tomem cuidado para não se sujarem, por favor. – Eles assentem. – Ah, as meninas querem fazer um acordo.

Que acordo?

Vocês assistem Frozen com a gente, e depois a gente assiste o que vocês quiserem.

Ah, não, Hanna. Frozen? – Reclamam todos, exceto Lyon. Ele já estava acostumado, pois sua irmãzinha gostava muito.

Sim.

Não mesmo.

Sim. A gente assiste o que quiserem depois.

Não vejo problema.

Sério? – Eles olhem para Lyon.

Eu já estou acostumado. Minha irmãzinha adora. – Barry sorriu. – E elas estão tentando fazer um acordo. Qual o problema? – Os meninos olham para as meninas, se olham e segundos depois voltam a olhá-las.

Tudo bem. – Killian diz, de acordo com os outros. – Mas vão ter que assistir Star Wars. – Barry e Laurel se olharam.

É aquele filme do espaço?

É. É muito legal. – Lyon diz.

Eu trouxe todos os filmes. – Kane.

Não vai dar tempo de assistir todos.

Eu sei, tio Barry.

Vamos subir? – Eles seguiram para as escadas. Laurel estava tão ansiosa quanto as crianças, esperavam que eles gostassem da decoração do quarto, e os doces. Abriu o quarto, e eles sentiram o ar que saia do ar condicionado. A porta da sacada estava aberta, mas as cortinas “verde clara” estavam fechadas. As crianças olhavam, encantadas, para o quarto.

Olha o tanto de doce... – Henry comenta, se aproximando da mesa.

Salgadinhos. – Killian diz, antes de pegar um e colocar na boca. – A gente já pode comer, né?

Claro, que sim.

Vocês querem assistir o filme agora? – Barry pergunta, se aproximando do projetor.

Sim. – Dizem juntos. Laurel coloca o refrigerante nos copos e cada uma das crianças pega um, sentando-se no tapete felpudo, roxo, que se encontrava em frente aos colchões.

Não comam em cima dos colchões, está bem?

Pode deixar, tia.

Eu vou tomar um banho, mas qualquer coisa, estarei no quarto com o Barry.

Ficaremos bem, mamãe.

Fico me perguntando se o quarto estará inteiro quando viermos vê-los. – As crianças riram. – Provavelmente, não.

É Frozen, tio Barry. – April avisa, quando o vê pegando os filmes.

Voltamos para vê-los em uma hora. E se forem jogar videogame, tomem cuidado para não estragar o projetor.

Lyon sabe como mexer, Laurel, eu ensinei. – O menino assentiu. Laurel e Barry saíram do quarto, deixando-os sozinhos.

**--** **--**

Vai sujar meu controle. – Lyon reclama, quando Henry pegou no controle com a mão suja. – Lava a mão antes. – O menino entrou no banheiro e fez como o amigo pediu. Eles tinham assistido Frozen, e quando acabou, decidiram que jogariam videogame. – Quem perder sai, e entra o próximo.

Nós também queremos jogar. – Hanna avisa.

Então decidem no zerinho ou um, para sabermos quem de vocês quatro vai entrar daqui a pouco. – Elas assentiram. Lyon escolheu seu “personagem” primeiro.

Lyon é um viciado, Henry. – Killian diz. – Você vai perder.

Quem disse?

Lyon não perde. – Amily diz, fazendo o primo sorrir. – Ele só perde para o tio Barry, e empata com o tio Roy. Ele nunca perde.

Valeu, Amy. – Henry reclamou. Os outros riram.

Talvez você ganhe de mim, eu não sou muito boa nisso.

Então eu sou péssima, né? – Eles voltam a rir. – Kane sempre ganha de mim.

Todo mundo ganha de você. – Ela o socou no braço. – Bruta. – E ela lhe deu a língua. A luta começou com Lyon ganhando.

Você não estuda, não? – Eles riram. – Você sabe todos os especiais.

Eu decorei. – Sorriu. – E você já perdeu esse round.

Eu disse.

Você é mesmo um viciado.

Eu não sou nada.

A tia Laurel discorda. – Eles começam a rir ao ouvir o comentário de April. – Ela nem queria que o tio Tommy te desse esse videogame.

Verdade. Ela ficou bem irritada. – Concordou com a prima.

Como é ter dois pais?

Hammm... É legal. – Ele não olhava para os amigos. – Antes, eu achava bem estranho ver o papai com a tia Cait, e minha mãe com o meu pai, mas... – Sorriu se lembrando de como era no começo. – É muito legal. Eu sinto um carinho muito grande pelos dois. Assim como eu sinto pela tia Cait, mas... Ela vai continuar sendo minha tia... Entende?

Eu sei como é. Eu e Amy nunca conhecemos nossa mãe de sangue, mas... A mamãe Felicity é a melhor. Ela nos deu o carinho que a gente nunca tinha sentido, o de uma mãe. Ela pode não ser nossa mãe de verdade, mas...

Mas ela não deixa de ser sua mãe. – Hanna completa. – Eu e Henry entendemos isso muito bem. Nós também nunca conhecemos nosso pai, mas o Mattew é o melhor que a agente poderia ter.

Verdade. Ele faz tudo pela gente. Até levar e buscar na escola ele faz. Nos ajuda com as tarefas da escola... – Sorriu. – Eu gostei muito quando a mamãe se casou com ele.

Meus pais ainda não se casaram, mas eles já moram juntos, então... – Olha para os amigos quando a luta termina. – Não vai fazer diferença.

Você é mais viciado do que a gente pensava. – Todos riram, inclusive Lyon. – Você estava conversando com a gente e jogando, ao mesmo tempo.

Eu estou acostumado. Eu tenho uma irmãzinha, esqueceram?

Nós ainda não a conhecemos. – Lyon voltou a sorrir.

Ela é tão linda. Eu sou apaixonado por ela. É muito fofa. E agora ela está falando.

Eu já quis ter irmãos, fico muito sozinho em casa. – Killian diz.

Quem é o próximo?

Próxima. – Kiera diz. – Eu que vou. – Pega o controle das mãos do amigo, e se senta no lugar dele.

Vou te ajudar, irmãzinha.

Por mim tudo bem. – Lyon dá de ombros.

Ele nem está preocupado. – Kane bufa, antes de colocar um salgadinho na boca.

Esse é horrível, Kiera. – April avisa. – Eu já fui com ela uma vez.

Não é que seja ruim, vocês não sabem os especiais, esse é o problema.

Eu não sei nada, Henry. – Os amigos riram. Eles continuavam a jogar, enquanto conversavam sobre várias coisas. Lyon tinha empatado com Killian, e por isso decidiu sair, já que tinha vencido de todas as garotas, com exceção de April, tinha empatado com ela. Eles já tinham rodado o jogo três vezes, quando Laurel e Barry entram no quarto.

Meninos... – Entram no quarto vendo que os copos de plástico e as forminhas dos doces, estavam no cesto de lixo. Estavam impressionados. – Vocês limparam.

Eu busquei o saco de lixo na cozinha, mamãe.

Ótimo. Eu vou levar o lixo lá para baixo. – Barry diz, saindo com o saco preto.

Eu vim perguntar se não queriam mais alguma coisa.

A gente está cheia, tia Laurel. – Hanna diz.

Então me avisem quando sentirem fome, vou montar os cachorros quente. – Eles assentem.

A gente vai te ajudar, tio Barry. – Kane diz, quando o vê entrar com uma vassoura.

Então eu varro, e vocês tiram o tapete e arrastam a mesa. Conseguem? – Lyon se levanta, pausando o jogo. Barry varreu onde o tapete estava. Dele, havia caído farelo de salgadinho. Lyon e Kane arrastaram a mesa para que Barry varresse, e então colocaram-na de volta. Barry percebeu que Killian mexia na mochila, tirando algumas coisas lá de dentro. Ficou curioso, mas não disse nada. Laurel entrou n quarto com as meninas, e vendo o mesmo, fez o que o noivo não tinha feito.

O que está fazendo, Killian?

Estou procurando... – O casal arqueou as sobrancelhas.

Procurando o que, querido?

A Sky. – Todos olham para ele, confusos. – Eu tinha colocado ela na minha mochila.

Quem é Sky, querido?

A minha tarântula. – Laurel e Barry se olham, mas logo se voltam para o menino de seis anos.

Como é? – Perguntam juntos.

Você trouxe aquela coisa? – Amy pergunta com a voz fina, já tremendo.

Sim. Mas ela não está mais na minha mochila. – E então todas as garotas começam a gritar, e correr pelo quarto. Laurel se desespera, e Barry fica olhando tudo, sem saber o que fazer.

Vamos procurar por ela.

E se ela estiver debaixo dos colchões? – As meninas continuavam a gritar.

Eu não vou dormir aqui, tia. – Hanna diz, chorosa.

Nem eu. – April choramingou, enquanto olhava para todos os lados.

Por que você trouxe esse bicho? – Kiera grita, chorosa.

Ué, é meu animalzinho de estimação. – Lyon segura uma risada assim como os outros. – Ela é de boa.

Não é nada.

É uma aranha.

Tarântula. – Henry corrige a irmã.

Tanto faz. – Os amigos seguram outra risada. Lyon se aproxima de April que estava olhando para o chão, e devagarzinho, ele coloca uma aranha de brinquedo em cima da cabeça dela.

Apple... Isso na sua cabeça... – Kane encena.

O que? – Colocou a mão e ao sentir sua mão pegar em uma coisa fofa, deu um grito, jogando o bicho no chão. As outras gritaram também, pensando ser a tarântula. Os meninos começaram a gargalhar. Barry ao perceber a brincadeira balançou a cabeça, e Laurel passou a mão no rosto.

Medrosas.

Isso é de pelúcia. – Henry diz, rindo.

Vocês fizeram de propósito.

Lyon, onde encontrou isso?

Não é meu. – Riu. – É do Killian. – Os outros ainda riam.

Idiotas. – Gritam juntas.

Foi engraçado. – April pega o travesseiro que estava em cima do colchão e joga na cara do primo. Barry e Laurel se surpreendem com o que ela tinha feito. Para surpreenderem eles ainda mais, Lyon joga de volta, fazendo-a cair sentada em um dos colchões. – Guerra de travesseiro. – Grita, fazendo com que começassem uma guerra. Barry e Laurel se afastaram.

Crianças... – Ela não conseguiu dizer nenhuma palavra, pois um dos travesseiros tinha voado para a direção dela, fazendo-a se esquivar. Barry começou a rir. – Eles podem se machucar.

Eles estão brincando. – Deu de ombros. – É melhor sairmos antes que sobre para nós. – Laurel o olhou.

E deixá-los sozinhos?

Eles ficarão bem. Voltamos daqui a pouco. – Laurel sorriu.

Eu tive uma ideia melhor. – Correu para o próprio quarto, deixando o noivo confuso. Voltou em seguida com uma câmera fotográfica. Barry sorriu. – Eu preciso registrar esses momentos fofos.

Concordo. Os pais deles também vão querer.

**--** **--**

Laurel tinha ido dormir, cansada, não havia conseguido ficar acordada junto das crianças. Depois da guerra de travesseiro, eles quiseram brincar de pique esconde. Ela e o noivo decidiram ficar por perto para que nenhum deles fizessem alguma besteira, ou se escondessem em algum lugar perigoso. Laurel já comia, quando eles passaram do “pique esconde” para o “pique pega”. Cansada, ela montou os cachorros quente, e decidiu ir se deitar, deixando Barry sozinho com as crianças. Ele não sabia de onde as crianças tinham tirado tanta energia, até se lembrar da quantidade de doces que haviam comido. As crianças ainda corriam pela casa enorme, quando ele se jogou no sofá, exausto. Tentava ficar de olhos abertos, observando as crianças, mas estava difícil, o sono chegava para ele, e mesmo depois de comerem, eles não sentiam sono algum. Eles gritavam, corriam, riam, pulavam, e mesmo assim, não se sentiam cansados. Barry caiu no sono poucos minutos antes das crianças começaram a brincar de salve bandeirinha, no corredor do segundo andar.

Laurel acordou, e percebeu que o noivo não estava ao seu lado. Estranhando, ela se levantou, tomou um banho, fez sua higiene e saiu do quarto, caminhando até o quarto das crianças. Ao entrar, os encontrou dormindo, profundamente, mas não encontrou o noivo. Saiu do quarto, devagar, sem fazer barulho e desceu as escadas, encontrando a sala com os móveis em lugares diferentes do que estavam antes de ir dormir. Seu noivo dormia no sofá maior, com a cabeça em uma almofada. Se aproximou, sentando-se na ponta, colocando uma das mãos no peito de Barry.

Amor? – Sussurrou, tentando acordá-lo, mas foi inútil. Olhou no relógio ao lado, e percebeu que passava das 8h da manhã. Logo as crianças acordariam, e ela ainda não tinha preparado o café da manhã. – Barry. – Chamou, um pouco mais alto.

Ai, minha cabeça. – Ela segurou uma risada. Ele abriu os olhos, piscando três vezes seguidas, lentamente. – Por que parece que eu estou de ressaca, sendo que eu não bebi nada? – Ela riu.

Que horas foi dormir ontem?

Ontem? Já passava da meia noite quando eu me joguei aqui. Eu dormi primeiro que eles. – Laurel arqueou as sobrancelhas.

Quer dizer que ficaram acordados, sozinhos?

Isso mesmo. Eu não consegui ficar acordado. – Passou a mão no rosto. – Eles comeram depois do “pique pega”, mas depois voltaram a brincar. Só sei que eles estavam escolhendo um... Uma coisa para começarem outra brincadeira, quando eu capotei. – Ela riu.

Desculpe. Te deixei sozinho.

Tudo bem. Você não conseguiria ficar acordada, não estando grávida. – Colocou uma das mãos na cintura dela, passando o polegar na barriga já elevada.

Eu vou fazer o café da manhã deles.

Eu vou tomar um banho e desço para ajudar você. – Se sentou.

Vou deixar você com o suco.

Tem suco pronto. Está na geladeira, é só bater com açúcar. – Ela assentiu. – Você faz isso, e eu faço as panquecas.

Tudo bem. – Ele se levanta, beija o rosto da noiva e começa a caminhar para as escadas. – Desço daqui a pouco. – Avisa antes de sumir das vistas de Laurel.

**--** **--**

Laurel observava Hanna e April mexendo na panela onde tinha pipoca doce. Ela estava perto para que não se machucassem. Amily e Kiera colocavam os copos com refrigerante na “bandeja” em formato de almofada. Quando Laurel tinha dito que faria a pipoca, as meninas se prontificaram a ajudar. Enquanto elas estavam na cozinha, os garotos estavam com Barry no quarto, jogando videogame. Cada um deles haviam desafiado o mais velho. Laurel pediu para que Hanna e April se afastassem, quando percebeu que a pipoca doce estava pronta.

Tia, agente pode colocar nos baldinhos?

Claro. – Jogou a pipoca doce em um recipiente fundo. – Só tomem cuidado com a de doce, ela ainda está muito quente. – As quatro garotas subiram na cadeira, e pegando os baldinhos, elas começaram a colocar um pouco de cada pipocada em cada um.

Que horas agente vai para casa?

Seus pais vem buscá-los ás 18h. – Pegou os baldinhos já prontos, colocando-os nas almofadas. – Vocês gostaram de ficar aqui?

Muito. Foi bem legal.

Menos a parte da aranha.

Tarântula. – April corrigiu. – Eu também não gostei.

Eles fizeram aquilo para assustar vocês. – As meninas se olharam.

Garotos são tao bobos. – Laurel riu.

Vocês pensam assim agora, mas deixem ficar maiorzinhas.

Eles vão continuar bobos.

Acho que seu pai fica feliz por pensar assim, Hanna.

Por que, tia? – Elas olharam para Laurel.

Porque eu tenho certeza de que ele vai ficar muito enciumado quando você fizer uma certa idade.

Eu não entendo.

Vai entender quando for a hora. – Sorriu. – Por enquanto garotos são bobos, irritantes, chatos... Mas em algum momento vocês vão começar a se “interessar”. – Elas arquearam as sobrancelhas e Laurel riu. – Vocês só têm seis anos.

Interessar? O papai disse que eu só vou namorar quando tiver 30 anos. – Laurel riu novamente.

Impossível, querida. Oliver está muito equivocado se acha que vai impedir você e sua irmã de namorar.

Eu não penso nisso não, tia. Eca.

Ecaagora, querida. – As meninas fizeram uma careta. – Vocês vão recorrer as mamães de vocês quando chegar a hora. – Sorriu. – Prontinho?

Sim. – Elas descem devagar, para não se machucarem.

Então vamos.

**--** **--**

Tio, tem certeza de que o Lyon estuda? – Barry olhou para Henry com um sorriso. – Ele venceu todos os rounds. E venceu você também, duas vezes.

Acho que ele tem memória fotografica.

Eu tenho certeza, tio. Ele decorou todos os especiais.

Isso é tão injusto. – Barry riu.

Quem está com fome? – Eles olham para a porta.

Eu. – Respondem todos.

Lyon, coloca o filme, filho. – Barry pede, se levantando do tapete. – Eu vou pegar os doces que estão na mesa.

O que agente vai assistir?

Star Wars. – As garotas fizeram uma careta. – É legal. Vocês vão gostar.

Sentem-se que eu vou entregar o kit para vocês. – Cada um sentou em sua cama, virados para o projetor. Laurel entregou o kit pipoca almofada. O de Amily era da Mulher Maravilha, da April era da Canário, da Kiera era da Supergirl, da Hanna era da Viúva Negra, do Lyon era do Flash, do Killian era do arqueiro verde, do Kane era do Batman e o do Henry era do homem aranha. Cada personagem foi escolhido pelas crianças. O filme começou e Laurel e Barry saíram, deixando-os sozinhos.

**--** **--**

Laurel e Barry assistiam TV na sala, abraçados, quando ouviram a campainha tocar. Barry olhou para o relógio de pulso e percebeu que já passava das 18h. Sua noiva dormia, com a cabeça apoiada em seu peito. Tinha que acordá-la, mas estava com pena de fazer isso. Ultimamente ela sentia muito sono. Barry começou a sussurrar no ouvido de Laurel, que devagar, começou a abrir os olhos.

Os pais das crianças chegaram. – Laurel assentiu, passando uma das mãos nos olhos. – Tenho que abrir a porta.

Eu queria não ter que levantar. – Ele riu, e ela se afastou para que ele se levantasse. – Nós não fomos olhar as crianças. – Diz preocupada.

Espero que estejam bem. – Diz, caminhando até a porta. – Oliver. Felicity. Entrem. – Eles ofizeram.

Está com cara de sono.

Eu estava dormindo.

E as crianças? – Felicity arqueia as sobrancelhas.

No quarto.

Oi, gente. – Laurel se aproxima. – Tudo bem?

Nós estamos, vocês que estão um bagaço. – Oliver diz rindo. – Se arrependeram?

Eu me arrependi de ter dado tanto doce para aquelas crianças. – Os outros riram.

Ele foi dormir já passava da meia noite. E eles ainda estavam decidindo brincar de outra coisa.

E você, Laurel?

Eu fui dormir antes de todos. – Felicity e Oliver riram. – Eu estou grávida, gente. Estou sentindo um sono descomunal, não conseguiria ficar até uma da manhã acordada.

Você que teve a ideia insana de fazer uma festa do pijama infantil.

Não é insana. – Laurel e Felicity dizem juntas, e Oliver levanta as mãos em rendição. A campainha volta a tocar, e quem abre é Laurel, encontrando o casal Danvers

Nossa, Laurel, que cara horrível.

Obrigada, Kara. – Ela riu. Laurel deixou os amigos entrar.

Você disse ás 18h, mas nos atrasamos um pouco.

Não se preocupem, eles estavam dormindo. – Felicitu responde.

Como vai, Felicity?

Vou bem. E vocês.

Bem também. – Diz, devolvendo o sorriso.

Cadê as crianças?

No quarto. Tínhamos deixado eles assistindo filme e descemos. – Barry respondeu.

Provavelmente dormiram. – Felicity diz, e as mulheres concordaram. – A campainha. – Avisou quando ouviu passos. Em seguida, a campainha tocou.

Seu ouvido é bom. – Os outros riram da frase de Mon-el. Barry abriu a porta, encontrando os outros casais.

Estamos atrasados?

Que nada, o Barry e a Laurel estavam dormindo. – Mon-el respondeu, fazendo Barry revirar os olhos. – Nossos filhos provavelmente estão dormindo.

Claro. Foram dormir depois da uma da manhã. – Todos ficaram surpresos.

Vocês sofreram, hein? – Mattew se pronuncia.

O Barry mais que a Laurel. – Oliver riu. – Ela foi dormir primeiro que todo mundo.

Imaginei que isso poderia acontecer. – Kara diz. – Quando e estava grávida dos gêmeos sentia um sono descomunal.

Então, Ray, vai me dizer hoje com quem saiu ontem? – Barry cutucou a noiva que o olhou. – O que? – Ele balançou a cabeça.

Eu não...

Não adianta negar, eu sei que saiu com alguém ontem.

Laurel, não acha que está se metendo na vida alheia? – Ray riu.

Eu não me importo, Barry. Ela não vai descansar até saber com quem sai ontem.

AHÁ. – Ela apontou para ele. – Então você admite que saiu com alguém?

Agora até mesmo eu estou curiosa.

Felicity. – Oliver a olhou, indignado.

O que? Eu também quero saber quem é. – Olhou para o amigo. – Ele até ficou vermelho.

Felicity. – Oliver novamente a repreende, e todos riem. – Não responda á minha namorada e minha amiga, Ray. Deixe elas curiosas. – As duas cruzam os braços e fazem um bico.

Vamos buscar as crianças? – Kara riu.

Ele está fugindo do assunto como foge do diabo. – Todos riram. – Então vamos pegar as crianças.

Laurel e Barry devem estar exaustos. – Mattew diz, olhando para os amigos.

Eles sobem as escadas, enquanto conversavam. Caminham pelo longo corredor até a porta do quarto onde as oito crianças estavam. Quando Barry abre a porta, eles se surpreendem ao encontrar quarto com pipoca espalhada pelo chão, forminhas de doces, e as crianças dormindo espalhadas nos colchões.

Que bagunça. – Kara sussurra.

Não estava assim quando os deixamos.

Não deveria estar surpresa, mas estou. – Felicty comenta, olhando em volta.

Querem ajuda com isso? – Oliver pergunta, sem olhar para os amigos.

Não precisa. Lilyan disse que vinha amanhã cedo para limpar o quarto do Lyon. – Eles olham para Laurel. – Eu disse sobre a festinha, e ela se prontificou. – Eles assentem. Ray é o primeiro a se aproximar para pegar o filho, logo em seguida os amigos fazem o mesmo, e Barry pega Lyon, para colocá-lo em seu quarto. Felicity, Kara e Alissa pegaram as mochilas, incluindo a de Killian, e saiem do quarto, seguindo os homens.

Esperem. – Laurel pede quando estão descendo as escadas. – Eu esqueci das lembrancinhas. – Ela correu até o próprio quarto, pegando uma caixa grande, branca com flores roxas. – Eu mandei personalizar as canecas. – Sorriu. Felicity abriu a caixa, pegando duas delas.

Que fofo. – Mostrou para as amigas. A que estava na mão direita era branca escrito em negrito “festa do pijama” na cor roxa com uma touca lilás em cima do “P”, e atrás da caneca o nome da criança. A que estava na mão esquerda, era igual, mas as letras eram na cor verde e a touca era um tom mais claro.

Ficou perfeito, Laurel. – Kara diz.

Eu vou pegar os kits que estão no quarto. – Barry, que se aproximava, visou antes de entrar no quarto. Os outros desceram com as crianças, colocando-os cada criança em seus respectivos carros. Laurel ajudou as amigas a guardar as coisas das crianças nos porta-malas. Barry se aproximou não muito tempo depois, com um saco.

Pegou todos? – Ele assentiu á pergunta da noiva.

Eu só não sei de quem é quem. – Avisou. Laurel se aproximou, fazendo o noivo abrir o saco, e ela mesma os separou, entregando aos pais das crianças, que guardou tudo no carro.

Ah, faltou a cesta de doces, da caça ao tesouro, mas Lyon vai dividir tudo, e ele entrega na escola.

Tudo bem. – Dizem juntos. Ray fecha a porra do carro e se aproxima.

Então, eu já vou indo.

Nós também. – Kara e e Alissa dizem juntas.

Vão com cuidado.

Obrigado por tudo. – Exceto Oliver e Felicity, os outros entraram no carro.

Nós também já vamos indo. – Felicity abraçou os amigos.

Liguem quando chegarem em casa. – Barry pede, depois de se despedir de Oliver. Eles acenam para os outros amigos, quando eles buzinam.

Fiquem com Deus.

Vão com “Ele”. – Laurel respondeu. Oliver e Felicity entraram no carro. – Não esqueçam de ligar.

Pode deixar. – Eles acenam e Oliver dá a partida.

Vamos dormir? – Laurel sorriu.

Por favor. – Barry a abraçou pela cintura e a puxou para dentro de casa, fechando a porta em seguida. Exaustos, eles deitaram na cama, do jeito que estavam, com Lyon no meio, e dormiram minutos depois, tranquilamente.

Alisson e Mattew Mitchell

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Notas finais
E então, o que acharam? Eu sei que não teve Olicity, ou qualquer outro casal, mas como eu tinha dito, esse é um extra. E um especial. Mostrando só as crianças. Eu adorei escrever esse capítulo. Não foi fácil, mas consegui. Espero que tenham gostando tanto quanto eu. É um capítulo extra fofo. Por favor, eu peço que não deixam de comentar. Quero saber sobre o que acharam. Bom, não sei se volto na próxima semana, mas vou deixar uma prévia do próximo. Ainda não está pronto, mas pelo menos uma parte dele vocês vão poder degustar. Deveria ter ouvido o conselho. – Concordou. Ouvir você ouviu, você só não fez como elas pediram. – Barry olhou para Oliver, descrente. E o amigo deu de ombros. Mas foi engraçado. – Tommy riu. Porque não foi com você. – Reclamou. Isso já aconteceu comigo, pode acreditar, quis morrer. Morrer, também é exagero. – Laurel retrucou. – Tommy entrou com Lyon na cama elástica. – Explicou rapidamente quando as garotas a olharam. Ah, eu me lembro disso. – Oliver comentou. – Laurel avisou para ele que Lyon tinha acabado de mamar, mas a anta continuou pulando com o menino... - Deu uma risada anasalada. – E aconteceu o que ela disse que aconteceria... Foi lindo de se ver. Cala a boca, Oliver. – O outro riu.