Kupidon

90 Epílogo


Notas iniciais
Não acredito que consegui finalizar. Ao mesmo tempo que estou orgulhosa de mim mesma, também estou triste por essa história ter chego ao fim. Quem esteve comigo desde o início sabe que essa foi minha primeira história Olicity a ser postada e por isso me sinto tão sentimental, acho que tão mais que com Cross Destination. Ela é tão importante na minha vida, quanto CD, pelo simples fato de elas terem me ajudado tanto quando estava em uma depressão horrível, na qual eu não conseguia mais me ver neste mundo. Queria acabar com tudo, quando essa história e logo em seguida Cross Destination me veio em meio ao sonho, me fazendo dar sentido a minha vida — algo que já não conseguia a muito tempo. E os leitores, cada um deles, em especial os que estiveram desde o começo, os que estão no grupo do WhatsApp, foram essenciais para minha salvação. Além de Deus, claro. Eu sei que foi ele quem me deu essas histórias, numa forma de me ajudar. Acredito que sentirão tantas saudades quanto eu sentirei, né? Bom, não vou me despedi desta história agora, deixarei para as Notas Finais. Então, vamos ao último capítulo de Kupidon?


Três Anos Depois

Star City

Crianças corriam de um lado para o outro, outras brincavam nos vários brinquedos infláveis que estavam organizados no extenso jardim. As vozes delas eram ouvidas até mesmo pelo lado de fora da casa, assim como as risadas de algumas delas. E ainda assim, uma música infantil ecoava por toda a casa, incluindo o jardim no qual estavam os convidados dos Queen. As mesas ao redor, estavam quase todas ocupadas, e enquanto os convidados — o que incluía as crianças — conversavam entre si e se divertiam, Oliver e Felicity davam a atenção a cada um deles.

Aquele era o terceiro aniversário de Bryan, Bryden e Brooke. O tema, escolhido pela mãe dos pequenos, era Baby Looney Tunes, o segundo desenho preferido das crianças, e que havia sido mais que aceito por cada um deles, principalmente quando viram finalmente, como havia ficado a decoração. Os balões e os forros das mesas — incluindo a do bolo — tinham as cores verde-água, azul-bebê e rosa-bebê, haviam carrinhos personalizados do tema de algodão doce, churros e Cachorro-quente espalhados em lugares estratégicos para que as crianças pudessem buscar por eles, ainda que estivessem brincando.

Cada um dos convidados havia se encantado com os aniversariantes, no instante em que eles apareceram com as irmãs. Eles os abraçaram, beijaram, lhes felicitaram, entregaram presentes, mas a atenção dos três seguiu para cada um de seus amiguinhos do condomínio e claro, seus primos, que rapidamente os puxaram para se divertiram nos vários brinquedos que havia espalhados pelo jardim. E enquanto isso seus pais ouviam de todos — incluindo os avós e os tios dos pequenos — sobre como eles estavam extremamente fofos.

A festa estava rolando na mais pura armonia e agitação, e ainda que os Queen estivesse se divertindo com as conversas animadas entre os amigos, eles sentiam falta de alguém muito especial que — mesmo que não tivessem dado a certeza de que estariam ali para comemorar com eles o terceiro aniversário dos trigêmeos — ainda não haviam chego, e ainda assim, eram esperados.

Felicity havia sido a primeira a perceber a presença de uma garotinha a mais entre seus filhos pequenos, quando desviou os olhos para eles, em seguida, os irmãos dela — incluindo os dois maiores. Se levantou imediatamente, ao encontrar os pais deles, e sorriu, avisando ao marido sobre a chegada dos amigos — não que realmente fosse necessário, já que ele também havia percebido a presença da filha mais nova do casal junto a seus irmãos mais velhos —, não se demorando a caminhar até ambos junto ao amado, sobre os olhares dos que estavam a mesa com eles.

— Que bom que vieram. — Felicity abraçou a amiga loira, se afastando ainda com o mesmo sorriso nos lábios. – Ficamos felizes por terem conseguido vir.

— Não moramos assim tão distantes, loira. – O amigo do Queen diz, com um sorriso.

— E ainda assim, prefere ficar na sua casa de campo ao invés de vir visitar os amigos com mais frequência.

— Oliver! – A esposa o repreendeu, quase ao mesmo tempo em que ouvia o homem a sua frente rir.

— Eu deixei a cidade por dois motivos: primeiro, por conta do terrível trânsito e segundo, para fugir dos abutres que são os conselheiros da minha empresa e insuportáveis dos jornalistas.

E então Oliver riu junto dos outros que estavam a sua volta.

— Mudando de assunto, acabei de ver Olivia.

Os pais da garotinha sorriram.

— A cada dia a pequena se parece mais com a mãe.

— Diferente dos trigêmeos. – Felicity completa olhando para sua nova melhor amiga. – Eles a cada dia lembram mais e mais o pai.

— E esse é o motivo de nos levarem a loucura.

As mulheres riram.

— Por que sempre me lembra de como eu era atentado quando criança?

E novamente as mulheres estavam rindo.

— Eu passo pelo mesmo mal, amigo.

— Ah, eu vi os seus trigêmeos, Felicity, eles estão tão fofos.

E foi a vez de a loira sorrir.

— Estão, não é? – Diz, demonstrando todo seu amor por seus olhos. – Mas acredite, foi a maior dificuldade fazê-los se vestir.

— Eu que o diga. – O pai diz, fazendo os outros rirem. – Quando viram os brinquedos infláveis, foi quase impossível levá-los para o banho, que dirá se vestir.

— Eu entendo bem disso. – O amigo do Queen diz sorrindo.

— E as gêmeas?

— Estão por aí. – Gesticulou, respondendo à amiga. – Elas devem estar com Lyon e Killian.

E você não deveria estar vigiando-as, Queen? – Desviou os olhos da mulher a sua frente para o amigo que estava ao lado dela.

— Bem lembrado, amigo, bem lembrado.

As outras duas reviraram os olhos.

— Agora que elas já têm seus quase 13 anos, eu preciso ficar alerta.

— Eu sei bem como é isso, tenho uma garotinha com quase quinze.

— E começou os ciúmes. – Felicity comentou de repente.

— Deixem as meninas se divertirem. – A outra completa, revirando os olhos mais uma vez. – Não sejam estraga prazeres.

A Queen interrompeu qualquer coisa que os outros dois pudessem dizer.

— Vamos chamar nossos filhos. – Começou a puxar o marido, vendo a amiga fazer o mesmo com o próprio marido. – É hora dos parabéns.

A loirinha se afastou do marido para poder se aproximar dos trigêmeos que desciam do escorrega juntos, e em meio a gargalhadas puderam ouvir a mãe chamá-los para poderem cantar os parabéns. Os três desceram pela escadinha, juntamente as outras crianças que também brincavam naquele mesmo brinquedo, e enquanto que Bryden corria em direção a mãe — que não estava assim tão longe dele —, os irmãos corriam até o pai, que já se encontrava perto da mesa do bolo. Rapidamente Oliver já estava com Brooke e Bryan nos braços, esperando pela aproximação da esposa para poderem caminharem para trás da mesa do bolo juntos. Os pequenos olhavam para os três lindos bolos redondos enquanto os pais os colocavam em pé em banquinhos de cores do tema. Ao redor, haviam vários tipos de doces em forminhas delicadas com tapetinhos, cupcakes, pirulitos de chocolate, bombons, entre outros tipos de doces deliciosos que faziam seus olhos brilharem.

Foi quando a atenção dos pequenos se voltaram para os amiguinhos — incluindo os primos — que se encontravam em frente a eles, com a mesa entre eles. E então, com todos os convidados já perto, e após um agradecimento da parte dos pais dos pequenos por todos que haviam ido até ali para comemorarem mais um ano de seus filhos, a canção ecoou nas vozes de todos de maneira animada.

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida

É pique, é pique
É pique, é pique, é pique
É hora, é hora
É hora, é hora, é hora
Ra-tim-bum!

Assovios e aplausos foram ouvidos pelos trigêmeos enquanto assopravam as velinhas, e eles se divertiam, principalmente com a animação maior de seus tios, enquanto ganhavam um beijo na bochecha de seus pais junto a um abraço. E durante essa cena fofa, os convidados apenas observavam enquanto fotos eram registradas.

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Alguns meses depois

Central City

O corredor estava vazio. Completamente vazio. As duas pessoas que andavam com cautela, olhando para todos os lados, esperando que ninguém os visse naquela área, tentavam chegar o quarto no qual sabiam onde ele se encontrava sem que fossem pegos. Haviam levado tempo demais para fazer tal ação, infelizmente, por conta dos tantos quartos daquele andar; havia sido a única coisa que haviam descoberto; o andar no qual seu alvo estava. Seria fácil colocar o plano deles em prática, e o melhor de tudo é que ninguém desconfiaria deles. Não depois de eles terem finalmente deixado aquela família em paz. Pelo menos era o que os malditos pensavam. A mulher morena ainda se lembrava de tudo que passou, se lembrava de cada palavra esbravejava contra si, se lembrava dos olhos do homem que deveria ser seu, a olhar de forma enojada e até mesmo raivosa, se lembrava quem eram as culpadas por aquilo acontecer, e se lembrava mais que tudo, das bofetadas. Cada uma delas estaria marcada em sua alma por toda sua vida. Ela disse que não deixaria aquela história de lado, que eles se arrependeriam. E sua palavra era uma só.

Não imaginou que seu marido lhe ajudaria. Mas ficou extremamente feliz ao ouvir a resposta positiva para seu plano. Era perfeito. Depois que ficou na miséria por ter sido deserdada por seu pai, seu ódio por aquelas pessoas só cresceu, e talvez, isso tenha sido um motivo muito maior para ele lhe ajudar. Mas ela não se importava. No final, se vingaria e seria muito, muito rica. Assim como o homem ao seu lado. Ela não o amava, mas se fosse para ele ajudá-la, então sim, ela repartiria a grana com ele, afinal, realizar aquele plano sozinha não seria nada fácil.

O viu parar de repente, e soube que ele havia encontrado o quarto. Finalmente. Era como se ouvisse os anjos cantarem, se ao menos acreditassem neles. As câmeras estavam todas desligadas, graças ao seu marido. Ninguém poderia ligar ambos ao que aconteceria naquele quarto, em alguns instantes. Eles tiveram sorte de o corredor estar vazio, muita sorte. Tiveram que se esconder em um dos outros dois corredores, quando ouviram passos no quarto em que entrariam. Uma enfermeira saiu do mesmo, fechando a porta em seguida. Como sabiam que era aquela? Dentro de uma prateleira de vidro ao lado da porta havia um histórico médico com o nome do paciente bem acima.

— É a nossa chance.

Ouve o "marido".

— Temos que ser rápidos.

— Ele está praticamente morto, não vai levar mais de cinco minutos.

Abriu a porta, fechando-a quando a "esposa" passou.

— Sabe desligar o som dos aparelhos?

— Eu não sou médica.

— Inútil. – Revirou os olhos, se aproximando dos monitores.

— Olha como fala.

— Tá, foi mal. – Bufou, realmente arrependido. – Estou nervoso. Uma enfermeira acabou de sair, mas isso não quer dizer que não venha outra em cinco minutos. – Explicou, franzindo o cenho em seguida ao vê-la com um travesseiro em mãos. – Não vai precisar disso.

— E se ele acordar?

— Depois de quatro anos? – Voltou a se virar para os monitores, desligando o som das máquinas que estavam ligadas no homem na maca. – Impossível.

Ela olhou para o monitor.

— Quanto tempo para ligar a morte dele àquela mulher?

— Assim que perceberem que os monitores foram desligados... – Ele fez uma pausa, estranhando ao ver algo que não deveria estar na tela na qual fitava.

— O que foi?

— Há sinal de atividade cerebral...

Se virou rapidamente, com os olhos arregalados.

— O que tem? – Pergunta, com o cenho franzido.

— Como assim o que tem? – Se exaltou. – Ele está acordando!

A outra trincou os dentes.

— Eu disse que podia acontecer. – Rosnou vendo os olhos do homem a sua frente se abrir lentamente.

Esse homem asqueroso tem sete vidas, ela pensou, indignada.

O outro estava surpreso; jamais imaginou que ele poderia acordar. Ele não imaginou que teria que fazer o serviço completo.

Com certeza seria uma alma desgraçada a menos nesse mundo maldito, ele pensava enquanto observava o morto vivo abrir os olhos.

A mulher estava irritada. Apesar de ter pensado que aquele homem poderia acordar, mesmo depois de quatro anos em coma, não imaginou que realmente aconteceria. Por um momento se desesperou por imaginar alguém entrando no quarto, afinal, ele estava acordando, mas então se lembrou de que seu marido havia desligado o som dos monitores; e ela agradecia aos céus por ele se lembrar disso.

Suas mãos não tremiam, sua respiração estava completamente normal, e não sentia medo algum do que faria naquele momento; havia planejado aquilo por semanas, havia esperado o momento certo para agir, e por isso não se sentia nenhum pouco nervosa. Diferente do homem do outro lado da cama hospitalar.

Desviou os olhos, se sentindo preparada; mais que preparada.

Sabia que o que aconteceria nos próximos minutos não chamaria a atenção de ninguém, mas isso não queria dizer que não viriam novamente para ver como ele estava; e por isso tinha que agir logo.

De forma rápida, levou o travesseiro ao rosto barbudo do homem a sua frente.

— Esse cara deve ser um demônio. – Diz, vendo-o se debater, mesmo que fraco.

A mulher continuava a segurar o travesseiro contra o rosto do homem, e seu companheiro olhava para o monitor, esperando que os batimentos finalmente deixassem de existir naquela tela.

Estava demorando demais, em sua opinião, e a cada instante, ele temia mais em ser pego no flagra; mesmo que não dissesse, tinha medo de ir para a cadeia, e pior, por assassinato.

O homem se aliviou quando enfim os batimentos deixaram de existir na tela a sua frente, agora, apenas uma linha, demonstrando que finalmente, sua companheira havia conseguido mandar o infeliz para o quinto dos infernos.

Com certeza vão nos agradecer por isso, principalmente aquela loira dos diabos, a morena pensou, soltando o travesseiro.

— Morto. – A mulher jogou os cabelos para trás, sem nenhum remorso.

— Morto. – Confirmou, desviando os olhos do monitor.

— Felicity Smoak–Queen não sabe o que a espera. – Diz de forma divertida. – Eu só não sei o que seria mais vingativo..., deixar Cooper Sheldon vivo..., ou fazê-la pagar pela morte dele.

— Agora não tem mais como voltar atrás, Iris. Você acabou de matar o psicopata e a loirinha acaba de ser a única suspeita da morte desse homem.

— Isso ainda não acabou. Meu próximo alvo é Laurel Allen e Caitlin Merlyn. – Diz seus nomes de forma enojada. – Elas que me aguardem, vou atingir onde mais dói.

Notas finais
Quem aqui sabe quem é o casal que apareceu no começo do capítulo? Eu não poderia deixar eles de fora, estrelinhas, principalmente porque foi o “Oliver” de Cross Destination quem ajudou o “Oliver” de Kupidon a trazer nossa loirinha de volta. Alguém aqui sentiu a nostalgia? Eu amei esse final, que é como um começo para a próxima temporada. Eu quero muito opiniões sobre quem é o casal que matou o desgraçado do Sheldon, e que criará problemas em Carpe Diem. Agora... A despedida, né? Não estou nada feliz com ela, afinal, essa história foi muito especial para mim. Na verdade, ela é e sempre será, assim como todas as que virão pela frente. Mas mais que tudo essa e CD serão as mais importantes na minha vida por conta da história por trás do porquê me fez começar ambas. Eu quero agradecer a todos que comentaram, leram, me apoiaram, me incentivaram durante esses três anos. Aos que me acompanharam até aqui. Vocês não sabem como foram importantes para mim desde o começo, nem sei se teria continuado sem o apoio de cada um de vocês. Mas vocês sabem, né? Isso não é um adeus, estrelinhas! Estarei de volta em breve com Carpe Diem, a segunda temporada de Kupidon. Deixarei a história “Aberta”, para que eu possa voltar para avisar sobre a nova temporada estar sendo postada. Obrigada a todos, e até breve! Kissus, meus lindinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!