Kupidon
39 Capítulo Vinte e Três
Notas iniciais
Thea estava sentada em uma poltrona ao lado da cama do namorado. Ele tinha recebido o transplante, e tinha sido um sucesso, de acordo com os médicos. Agora era esperar, esperar que ele acordasse. E ela sabia, tinha certeza, ele acordaria. Já fazia dois dias, e ele continuava dormindo, mas ela não estava tão preocupada. Só nervosa demais. Oliver disse para ela ir com calma, que ela ainda não estava sem por cento, mas ela não ouvia ninguém. Ela não saia mais daquele quarto. Dormia no próprio, mas acordava cedo para poder ficar ali, com ele. Ele ainda estava com um tubo na boca, mas os médicos disseram que era normal. Ela lia uma revista, quando ouviu um sussurrar.
Você está linda. — Olhou para a cama onde seu namorado "dormia" e o viu abrir os olhos. Sentiu seu coração bater forte e rápido. Se levantou da poltrona.
Oh, meu Deus! — Disse sem acreditar no que via e se sentou na cama, de frente para Roy. — Oh, meu Deus. — Sorriu.
Ei. — Sorriu, ainda com o tubo na boca.
Senti sua falta.
Esse é o céu?
Não. — Passou a mão direita nos cabelos dele. — Só minha versão dele. — Beijou sua testa, sentindo que podia respirar, agora que ele estava acordado.
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Cara, você deu um maior susto na gente. – Tommy diz. – Thea chorou tanto que eu pensei que a água do corpo dela acabaria.
Cala a boca, Tommy. – O irmão sorriu.
Ficamos preocupados. – Felicity diz. – Eu sinto muito pelo que houve.
Ah, eu sabia que você falaria isso mais cedo ou mais tarde. – Ele respirou fundo antes de voltar a falar. – Felicity, o que houve comigo, não foi culpa sua.
Não é assim que eu sinto.
Já dissemos isso para ela. – Oliver diz.
Deixa disso. Eu estou bem e é isso que importa.
Você se lembra do que aconteceu?
Me lembro de tudo. – Diz com pesar. – Eu não vi o rosto do cara, mas, ele apontou a arma para Thea e eu entrei na frente.
Muita burrice, na minha opinião.
Eu salvo sua vida, e você me chama de burro? – Ela mordeu o lábio.
Na verdade, ela também levou um tirou, então você não a salvou. – Roy revirou os olhos.
Tommy, deixa de ser irritante. – Oliver pede. – Nós entendemos o que ele quis dizer. Na verdade, foi bem corajoso da sua parte.
Não faria o mesmo? – Olhou para Felicity.
Claro. – Felicity olhou para o namorado, se dependesse dela, Oliver nunca se machucaria por culpa de Cooper. Faria de tudo para protegê-lo.
Thea me disse que todos fizeram um exame para me doar um rim. – Eles assentem. – Sei que não deu certo, mas eu agradeço.
Somos sua família, Harper. – Tommy diz, cruzando os braços. – Além do mais, se eu não tentasse salvar sua vida, o que seria da minha irmãzinha? – Ele sorriu, e Thea beijou sua testa.
Thea terá alta amanhã.
Mas eu venho te ver.
De jeito nenhum. – Felicity diz. – Você vai ficar de repouso. Não ouviu o doutor? – Ela fez um bico. – Sua mãe vai te trancar em casa.
Palavras dela, maninha, não da minha namorada. – Thea revirou os olhos.
Logo Roy também terá alta. – Barry diz. – Mas não acho que ele deve ficar sozinho naquela casa.
Principalmente depois do que aconteceu. – Laurel completa.
Cait está bem? – Ele mudou de assunto de propósito.
Está sim. Está com as crianças. E por falar nelas, elas estão ansiosas para ver você. – O garoto sorriu.
Você mudou de assunto de propósito, não foi? – Laurel pergunta.
E você ainda pergunta, Laurel? – Thea mais uma vez, revira os olhos.
Não se preocupe. Meu pai disse que ele vai ficar na mansão. – Thea sorriu.
Que? – Arqueou as sobrancelhas. – Não precisa.
Não tente, Harper. Não vai conseguir. Tia Moira já até preparou seu quarto.
Pense pelo lado positivo, Roy.
Que lado positivo, Laurel? – Ela pareceu pensar um pouco.
Você vai estar perto de mim. – Thea quem responde, com um sorriso. Roy a puxou para um beijo, curto, já que tinham pessoas no quarto.
Okay. – Tommy se aproximou. – Eu sou irmão dela, então deixem essa melosidade para outro dia. – Eles riram.
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Sons de tiros eram ouvido. Aquele barulho ensurdecedor ecoava naquela sala. Uma, duas, três... dez. Felicity retirou os óculos de proteção e olhou para os alvos, agora cheio de buracos. Não havia um sorriso nos lábios dela. Enquanto ela atirava, seus pensamentos estavam em tudo que Cooper fez. A morte de sua mãe, os tiros que Thea e Roy levaram, o atentado contra ela, Oliver e as gêmeas... Ele pagaria. Ouviu Mike se aproximar.
Você está a cada dia, melhor. – Ela o olhou.
Obrigada.
A hora já deu. O senhor Queen deve estar chegando ao apartamento, e se não estiver lá... – Felicity compreendeu.
Eu sei. – Se afastou e o entregou a arma.
Senhora, eu sei que já ouviu o que vou dizer... E que eu já ouvi sua resposta... – Ela o olhou. Sabia o que viria. – Mas peço que reconsidere. Conte ao meu patrão. Seu noivo.
Oliver vai me proibir, se souber. Eu preciso disso.
Talvez não proíba.
Mike. Eu entendo sua posição, mas eu não posso fazer isso. – Ele suspirou. Aquela mulher com certeza seria sua ruína. Seu patrão não o perdoaria dessa vez. – Vamos para casa. – Ela caminhou para fora da sala, e alguns minutos depois, seu segurança está ao seu lado.
Collin. – O garoto de pouco mais de 22 anos o olhou e se levantou do banco onde estava sentado, para abrir a porta para sua senhora.
Acabei de ficar sabendo que o senhor Queen saiu da Q.C agora.
Ótimo. – Ela entrou. Collin fechou a porta. No mesmo momento em que ele fechava a porta dele, Mike fazia o mesmo do outro lado. Deu a partida e pisou no acelerador, com outro carro o seguindo. Tinham que chegar antes de Oliver Queen.
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Senhor Queen. – Dylan cumprimentou enquanto abria a porta.
Dylan. – Entrou. – Dig, quem foi buscar minhas filhas na escola?
O grupo de gêmeos. Nate e Nick. Ethan e Jayden. – Assentiu. O amigo percebeu o quão sério o outro estava. – Preocupado? – Dig deu a partida e acelerou. Um carro os seguia atrás e outro ia na frente.
Felicity continua com aquilo? – A pergunta era para Dylan.
Sim, senhor. – Ele não pôde acompanhar Felicity dessa vez, Oliver precisou dele. Dylan sabia que Mike tinha pedido para que Gregory e Tyler os acompanhasse.
Mike e Collin estão com ela, certo?
Gregory e Tyler também.
Os dois também sabem disso? – Arqueou as sobrancelhas.
Mike confia nos dois, e eles concordaram em não contar nada.
Bom, melhor do que Mike e Collin estarem sozinhos com Felicity. – Apesar de ainda ficar preocupado, estava aliviado. Mike tinha pedido para mais alguém acompanhá-lo naquela loucura.
Isso te irrita? – Dig olha para o amigo pelo retrovisor.
Não. Só queria que ela me contasse.
Eu e Dylan já dizemos por que ela não fez isso.
Eles não desconfiam, certo? – Olhou para Dylan que negou balançando a cabeça.
Eles não fazem a mínima ideia. – Oliver entendia o porquê de a namorada fazer aqueles treinos, mesmo assim, se preocupava. Era impossível não se preocupar.
Por que não fala com ela?
Eu só queria que ela confiasse em mim.
Já disse, ela confia. Mas tenho certeza de que ela pensa que se contar... – O olhou novamente pelo retrovisor. – Você não a deixará continuar os treinos. Ela não quer mentir para você, caso você insista para ela parar com os treinos.
É. Eu tenho que concordar. – Suspirou. – Dylan. – O chamou. – Você sabe se eles já chegaram ao apartamento?
Acabaram de chegar, senhor. – Oliver assentiu. – Senhor. – Oliver voltou os olhos para o segurança, mesmo que não desse para vê-lo completamente. – Se me permite... – Oliver pediu para que ele prosseguisse. – Acho que deveria deixar claro para ela que mesmo querendo sua proteção, o senhor se importa com as opiniões dela.
Como assim?
Que o que ela decidisse fazer, com relação a se sentir mais protegida... Tranquila... – O garoto olhou para trás. – Ficará ao lado dela. – Oliver pensava no que o garoto de 25 anos lhe dizia. Não era uma má ideia. Assim, ele saberia onde ela estaria, saberia de tudo o que ela fazia nessas aulas. E o melhor, não teriam que “mentir” um para o outro, já que ele mesmo fingia não saber que não sabia o que ela estava fazendo. – Mas isso é apenas minha opinião. – Voltou a olhar para frente, temendo que tivesse irritado o chefe. Dig olhou para o amigo pelo retrovisor, ele concordava com o garoto ao seu lado, e pelo sorriso que via o amigo dar, não era o único.
Obrigado. Acho que pode estar certo, Dylan. – O garoto apenas assentiu, aliviado. – Talvez assim, ela me conte sobre as aulas de tiro.
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Felicity não parava de pensar na conversa que teve com Mike e Collin. Não tinha sido a primeira vez que eles pediam, imploravam, para que ela contasse sobre as aulas á Oliver, mas como ela poderia fazer? Ele pediria que ela parasse, e ela não conseguiria dizer não. E ela não estava disposta a parar com as aulas, mesmo que seu namorado pedisse. Mesmo assim, ela odiava ter que ficar escondendo aquilo dele. Outro segredo. Outra mentira. E ela estava desgostosa com aquilo. Felicity suspirou, fechando os olhos. As lembranças da discussão que tiveram, sobre ela esconder sobre o aborto, veio á mente dela como bala, atravessando direto em seu peito. Ele tinha ficado magoado, e pensava se, quando ele soubesse, se ficaria decepcionado. Se acharia que ela não confia nele. Abriu os olhos, se aproximando do fogão, desligando o arroz.
Mamãe, já está pronto? – Felicity se virou, sorrindo, mesmo que ainda estivesse com aquela angustia.
Quase. Vocês me ajudam a colocar a mesa? – Elas assentiram. Felicity pegou os pratos e os talhares, e colocou em cima da mesa, deixando as pequenas arrumarem. Enquanto elas tivessem o que fazer, ela poderia pensar. Precisava pensar. Sabia que Mike estava certo, ele e Collin sempre tentavam fazê-la mudar de ideia. Dylan ficava nervoso quando ela sempre dizia “não”, ele não concordava com o segredo, apesar de entender o porquê de estar fazendo as aulas de tiro. Suspirou. Contava ou não? Oliver não merecia que ela estivesse escondendo, novamente, coisas dele. Mas estava indecisa. Precisava fazer aquilo para se sentir segura, e ao mesmo tempo, não dizer ao namorado, estava machucando-a. Não se sentia bem, ao esconder aquilo do namorado, apesar de que aquelas aulas a deixava um pouco mais tranquila. Sabia bem, que se contasse, ele pediria para ela parar, e isso ela não estava disposta a fazer. Mas também, não queria esconder coisas dele, de novo. Colocou uma das mãos na testa. Tão complicado escolher.
Felicity. – Ela se assustou ao ouvir ser chamada. E quando percebeu, seu namorado estava ao seu lado, com as sobrancelhas arqueadas e tocava seu braço direito. – Você está bem?
Oliver. – Ela não tinha ouvido ele chegar. Muito menos ouvido as filhas avisando que ele tinha chegado.
Você está bem? – Perguntou novamente.
Estou. – Se virou para ele. – Desculpe, eu estava pensando e... – Suspirou. – Nem ouvi você chegar.
Fiquei preocupado. Pensei que estivesse passando mal. – Ela tentou sorrir.
Estou bem. – Se virou de volta para o fogão. Ela sabia que o namorado a observava, com certeza não tinha acreditado no seu “estou bem”, apesar de ter entendido que ela não estava passando mal. – O almoço está pronto.
Vou me trocar e já volto. – Ela apenas assentiu, e ele ficou ainda mais desconfiado. O que estava acontecendo com ela?
Apple, você pega a salada na geladeira, para a mamãe? – A menina desceu da cadeira, caminhou até a geladeira, pegou o que a mãe pediu e entregou para a mesma, que colocou em cima da mesa.
Mamãe, está bem mesmo? – Ela olhou para Amily, estava deixando suas filhas preocupadas.
Estou. – Sorriu. – Não se preocupem. – Felicity pegou o frango frito que estava no forno, e voltou para a mesa. – Então, vocês disseram que queriam pedir uma coisa... – Felicity perguntou, enquanto colocava a comida nos pratos das filhas.
O papai tem que tá aqui também, mamãe. – Felicity assentiu. – Eu não quero isso. – Fez uma careta quando a mãe colocou a couve refogada.
Só um pouco. Vocês precisam comer coisas saudáveis também, não só essas besteiras.
Mas é ruim.
Você nem colocou na boca para dizer que é ruim, Amy. – Ela cruzou os braços. – Vocês duas vão comer. Ou então, não vou deixar que comam do pudim que eu fiz.
Mamãe... – Elas reclamam juntas. – Não é justo.
É. Isso é jogar sujo. – Felicity riu.
Eu posso. E então, como vai ser? – Oliver entrou no cômodo.
Tá bom. – Elas fizeram um biquinho.
O que houve? – Felicity se sentou, e Oliver fez o mesmo, ao lado dela.
Elas não queriam comer da couve.
E a mamãe nos chantageou. – Oliver sorriu.
Desde quando vocês sabem o que significa essa palavra? – Felicity olhou, surpresa. – E não foi chantagem, foi... Um acordo.
Não achamos. – Os pais riram.
Comam. Vocês têm comido muita besteira nesses dias.
Foi o que eu disse. – Elas fizeram o biquinho novamente. – Tudo bem, Oliver, eu acho que podemos dar o pudim que eu fiz para alguém do prédio.
Não. – Elas dizem juntas, fazendo Oliver rir. – A gente come essa coisa verde, mamãe. – Apple completou.
Ótimo.
Eu acho que esse foi um acordo muito bom. – Oliver diz, olhando para a namorada que sorriu.
E então? Agora o papai está aqui. – Ela tinha desviado os olhos para as filhas. – O que queriam pedir? – Oliver olhou para as filhas, curioso.
Vai ter um passeio, mamãe. E agente quer muito ir. – O casal se olhou. – Podemos?
Onde vão?
No clube. – Elas estavam animadas. – A gente vai ficar lá o dia todinho.
A professora colocou um recadinho na agenda.
Eu e mamãe vamos olhar o recado, e vamos conversar. – Elas se olharam.
Tá bom. – Felicity não gostava daquilo. Temia que Cooper fizesse alguma coisa, mas como dizer não aqueles olhinhos triste.
Acha que os seguranças poderiam ir com elas? Será que a escola veria algum problema? – Ela falou baixo para o namorado, quando as filhas voltaram a comer.
Eu não acho que isso seria um problema para mim. Sou um Queen, lembra-se? – Ela sorriu. – Posso falar com a diretora da escola.
Eu não quero proibi-las de se divertir, só por causa do... – Ela se interrompeu.
Eu entendi. E por isso disse que conversaríamos antes de dar a resposta.
Fale com a diretora. Mas eu quero Adam, Andrew, Philip, Jake e Dimitri na segurança delas.
Vou falar com a diretora, e depois com Mike. – Ela assentiu, agradecendo. Ele beijou a bochecha dela antes de voltar a comer.
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Nós podemos conversar? – Felicity vestiu a camisola de seda, e então, se virou para o namorado, que entrava no closet.
Claro. – Pegou a escova de cabelos, escovando, agora, os cabelos curtos. – Sobre o que? – Ele pegou na mão dela, quando ela prendeu os cabelos em um coque frouxo, sentando-se e fazendo-a sentar-se ao lado dele, no sofá de dois lugares.
Depois do que houve com Thea e Roy, eu fiquei preocupado, com você. Já faz uma semana desde o que Roy saiu do hospital, e você anda estranha.
Estou bem. – Felicity não conseguiu olhar nos olhos azuis por muito tempo. – Eu ainda me sinto culpada pelo que houve.
Eu sei disso. E sei que não vai adiantar continuar insistindo em dizer que “você” não tem culpa. Você vai continuar sentindo isso. E mesmo que não demonstre... Você está com medo. – Ela o olhou, os olhos lacrimejados. Oliver odiou ver aqueles lindos olhos verdes, lacrimejados.
Me sinto impotente, Oliver. – Sussurrou. – Ele machucou tantas pessoas... E eu sei que ele não vai parar até que consiga o que quer. Quem será a próxima vítima dele? Hein? Você? As gêmeas? Caitlin? Meus sobrinhos? – Ela desviou os olhos, limpando a única lágrima que descia pelo canto do olho. – Eu fecho meus olhos, e... – Voltou os olhos para o namorado. – E me lembro da ameaça dele. Ele sabe de todos os nossos passos. Sabe onde as gêmeas e Lyon estudam...
Nada vai acontecer á nossas filhas, e muito menos ao nosso sobrinho. Nada. – Colocou uma das mãos no rosto dela, acariciando levemente, com o dedo polegar.
E como teremos certeza disso?
Você não confia em mim? – Ela assentiu. – Eles estão sendo protegidos pelos melhores. Não precisa se preocupar.
É impossível, Oliver. – Ele beijou rapidamente uma das bochechas.
Eu sei. E por isso... Se você tiver alguma ideia do que fazer, para te deixar mais... tranquila, eu vou apoiar você. – Felicity se surpreendeu com o que ouviu. – Seja o que o for. – Ela respirou fundo, fechando os olhos, sentindo o namorado continuar acariciando seu rosto. Ela se levantou, pensativa. Era tudo que ela precisava ouvir, para poder contar a ele sobre as aulas de tiro. – Felicity...
Mesmo que você ache que seja... Perigoso?
Mesmo assim. – Sorriu, sabia sobre o que ela estava falando. Se levantou, aproximando-se da namorada. – Só quero que fique tranquila, pelo menos um pouco. Se sinta menos impotente, como você está se sentindo. Eu faço qualquer coisa por você. Já não disse que eu te amo? – Felicity sorriu, colocando ambas as mãos no rosto dele, beijando-o. Era para ser rápido, mas Oliver pediu passagem com a língua e Felicity concedeu. Oliver passou um dos braços na cintura fina, e Felicity apertou os braços fortes, subindo vagarosamente até o pescoço. Ele começou a caminhar com ela, sem separar o beijo, e então, Felicity sentiu suas costas baterem na parede do closet.
Oliver. – Gemeu. Oliver mordeu o lábio inferior, puxando-o, mas logo voltando a tomar os lábios dela. Felicity retirou a camisa do namorado com a ajuda dele, e tornou a beija-lo.
Meu amor... – Felicity o puxou para colar ainda mais os corpos. Oliver, começou a subir a camisola cor de rosa, devagar, passando as mãos pelas coxas, apertando, voltando a subir o tecido, até chegar na cintura, e retira-lo de uma vez. Felicity respirava tão ofegante quanto Oliver. – Solta os cabelos. – Felicity tirou os pauzinhos chineses, deixando os cabelos caírem como cascata pelos ombros. Oliver sorriu, antes de voltar a tomar os lábios dela, desceu seus lábios pelo pescoço, dando uma leve mordida, fazendo-a arquear o corpo, e suspirar. Oliver desceu os beijos para o vale dos seios que ainda estavam tampados pelo sutiã de oncinha. Felicity apertou uma das mãos nos cabelos loiros dele, puxando vez ou outra, a cada sensação que ele lhe dava. – Segure-se. – Oliver ergueu a namorada, fazendo-a rodar as pernas em sua cintura. E o encontro de ambos os sexos, fez com que ambos gemessem, mesmo com as roupas atrapalhando. Oliver tomou os lábios da amada mais uma vez, e ela correspondeu com a mesma paixão e o mesmo desejo que ele. Com uma das mãos segurando a cintura fina, a que estava livre retirava o sutiã jogando em qualquer canto do cômodo. Oliver desceu os beijos até chegar onde ele queria, e então, ele tomou um dos seios, fazendo Felicity gemer um pouco mais alto. – Nossas filhas estão dormindo, e se não quiser que elas acordem, é melhor se controlar. – E ela não pode deixar de concordar. A porta do quarto deles estava aberta, assim como a do closet. Ela mordeu o lábio, impedindo que outro gemido alto soasse.
Oliver... – Felicity usou uma de suas mãos para abrir o zíper da bermuda de Oliver, e ele a ajudou a retira-la rapidamente. Com os pés, ele afastou o pano. Ele sorriu ao senti-la estremecer. Felicity resmungou quando ele rasgou a calcinha de conjunto do sutiã, mas logo sua atenção passou a ser outra. Oliver estimulava o sexo dela com os dedos, enquanto tomava a boca dela.
Tão molhada... – Sussurrou e a ouviu arfar. Oliver mordeu o lábio inferior, sentindo-se agoniado. Seu membro doía de desejo. Eles não tinham intimidade já tinha meses, primeiro a mãe dela tinha falecido, depois ela ficou com depressão, e quando ela estava melhorando, ela teve um aborto. Por isso estava enlouquecendo. Precisava dela. Oliver pensou em andar com ela até a acama, mas ele não aguentaria esperar até lá, por isso, apoiando uma das mãos na parede de madeira, adentrou seu membro dentro dela. Felicity gemeu um pouco mais alto, de novo, e Oliver a beijou, ajudando tanto ela quanto ele mesmo a não fazer tanto barulho. Ele sentiu as unhas dela perfurar suas costas, enquanto ia fundo, e cada vez mais rápido, assim como ela pedia.
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Felicity e Oliver estavam deitados na cama. Felicity tinha metade do corpo por cima da do namorado. Com os olhos fechados, ela o sentia acariciar suas costas com os dedos, levemente. Oliver, assim como a namorada tinha os olhos fechados. Ambos ouvindo a respiração leve um do outro, em um silêncio confortável. Felicity mordeu o lábio antes de abrir os olhos e se pronunciar.
Oliver... – Ele não abriu os olhos, mas fez “hum”. – Tenho uma coisa para te contar. – E ele abriu os olhos no mesmo momento.
Diga.
Provavelmente você não vai gostar... – Apoiou o queixo no peito dele, e viu a expressão leve que ele demonstrava. Mesmo depois do que disse, ele não tinha arqueado as sobrancelhas, como imaginou que ele faria. – É uma coisa que eu tenho feito, nesses dias... – Se sentou puxando o lençol para cobri-la dos seios para baixo. Oliver se sentou, recostando as costas na cabeceira. Suspirando, Felicity disse de uma vez. – Eu estou fazendo aulas de tiro. – A loira percebeu que o namorado não demonstrou surpresa. – Não parece surpreso.
Porque eu não estou. Eu já sabia. – Ela o olhou surpresa.
Já sabia? Como?
Não importa como. – Ele não diria que um dos seguranças havia lhe contado.
Por que não disse nada?
Porque eu queria que você mesma dissesse. – Colocou uma das mãos no rosto dela. – Queria que se sentisse segura, para falar comigo.
Pensei que você me pediria para parar.
E eu pensei em pedir, mas... Diggle me convenceu de que isso estaria lhe fazendo bem. E mesmo que eu esteja preocupado, sei que Mike e os outros não vão deixar que nada aconteça com você.
Não vai brigar com eles, vai? – Ele negou. – Desculpe não contar antes.
Tudo bem. Eu compreendo porquê não o fez. – Sorriu. – E eu sei que se você me contasse, e eu pedisse para você parar, você o faria, por mim, mas isso deixaria você agoniada.
Me sinto melhor com as aulas. E eu tenho estado acompanhada, sempre.
Só quero que me prometa que vai se cuidar. – Ela sorriu, se aproximando o rosto dela do dele.
Prometo. – Ela o beijou e Oliver correspondeu, puxando-a para sentar-se em cima dele. Oliver apertou a cintura dela e rosnou durante o beijo quando a namorada se mexeu em cima de seu membro. Oliver mordeu o lábio, puxando-o e voltando a tomar os lábios dela, em um beijo possessivo. Felicity apertou as mãos nos ombros dele, fincando as unhas. Oliver passou as mãos pelo corpo dela, começando pelas coxas, apertando-as com vontade, descendo pelas nádegas, não ficando muito tempo ali; subiu as mãos até a cintura fina, ainda sem parar de beija-la. Oliver desceu os lábios para o pescoço onde passou a lamber, mordiscar e beijar, ao passo que Felicity emaranhava os dedos nos cabelos dele. Ele a ouviu gemer quando ao descer os lábios mais um pouco, tomou o seio direito. Foi a vez dela, ouvir o gemido rouco dele, quando remexeu a cintura mais uma vez, por cima do membro dele. Felicity pensava em como o queria dentro dela mais uma vez, quando ele tomou os lábios dela em um beijo necessitado, ela correspondeu à altura. Oliver a jogou para seu lado e se posicionou por cima, se colocando no meio das pernas dela, e ao mesmo tempo, ouvindo-a arfar e gemer durante o beijo. Mordeu o lábio inferior dela, enquanto apertava as coxas grossas. Felicity o puxou para mais um beijo e no mesmo momento, sem avisar, ele a adentrou, e Oliver só não ouviu o gemido alto que ela daria, porque seus lábios estavam colados nos dela.
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Felicity ajudava Alissa a arrumar a casa. As filhas estavam na escola e o namorado trabalhava. Ela não tinha tido a aula de tiro naquele dia, não estava se sentindo muito bem, e por isso decidiu faltar. Mesmo que Alissa dissesse que não precisava de ajuda, Felicity insistiu tanto que a outra parou de contestar, e aceitou a ajuda.
Felicity... – A loira olhou para a garota. Felicity tinha pedido para que ela não a chamasse de senhora. – O que faço de almoço?
Hummm... Já são quase 11h30min... Tem que ser algo rápido. Pode fazer o frango de molho com purê de batata. O arroz o Oliver deixou pronto ontem à noite.
Nenhuma salada?
Não, hoje não. – Ela assentiu e foi para a cozinha. Felicity ouviu o celular dela tocar e caminhou até a mesa de centro, pegando-o. Ela atendeu no terceiro toque. O nome irmãzinha piscou na tela. – Oi, Thea.
Lis. — Ela sorriu. — Como está?
Eu estou ótima. E você?
Também. Eu liguei porque minha mãe pediu para convidar vocês para virem jantar aqui hoje.
Oliver ainda não chegou, tenho que falar com ele.
Diz a ele, que a mamãe mandou perguntar se ele se esqueceu de que tem pais?— Felicity riu. — Aí ele não vai negar.
Você é maldosa. – Thea riu. – Mas pode deixar, eu darei o recado.
Venham por favor. Já liguei para o Tommy e para a Laurel também.
Eles também irão?
Sim. Minha mãe está com saudades de ter a casa cheia. — Felicity sorriu. — Ela só não se sente muito sozinha, porque agora além de mim, tem o Roy aqui.
Ah, ele ainda não voltou para a casa dele?
E nem vai. Meus pais não acham que ele deve voltar para lá, é perigoso.
E ele não gostou, né?
Ele não retrucou. – Thea sorriu. – Ele sabe que meus pais estão certos. E eu estou adorando ter ele aqui.
Eu posso imaginar.
Então, eu posso avisar a mamãe que vocês vêm?
Sim. Diga a ela que estaremos aí. Nem que eu tenha que fazer chantagem com meu namorado.
E eu imagino qual seja a chantagem? — Falou maliciosamente.
Larga de ser pervertida. – Thea gargalhou. – Nos vemos às 19h?
Sim. Às 19h. Em ponto, ouviu? Em ponto.— Felicity revirou os olhos. — Até daqui a pouco.
Até irmãzinha. – Felicity ouviu a porta se abrir e se surpreendeu ao ver o namorado e as filhas passarem por ela. – Oliver.
Mamãe. – Elas abraçaram a mãe.
Vocês chegaram cedo.
Elas saíram mais cedo, amor. – Ele a beijou.
Entendo. O almoço ainda não está pronto.
Tudo bem, mamãe, a gente comeu na lanchonete da escola.
Besteira, não é? – Elas desviaram os olhos. – Vocês não vão deixar de almoçar. – Elas assentiram. – Thea ligou. Disse que sua mãe nos espera para jantar lá.
Eba! – As meninas vibram.
E disse que sua mãe mandou perguntar para você se você se esqueceu de que tem pais. – Ela diz, rindo. Oliver revirou os olhos.
Tudo bem. 19H? – Ela assentiu.
Tommy e Laurel também irão com suas respectivas famílias.
Todo mundo? – Felicity assentiu. – Vai ser legal que nem no natal. – Os pais sorriram. – Vou levar meu tabuleiro de xadrez. Eu posso?
Claro, querida.
Oi, Alli. – As meninas cumprimentam a moça. Ela sorriu.
Olá, meninas. O almoço está quase pronto.
Obrigado, Alli. – Oliver agradece.
Apesar de que eu poderia ter feito. – Oliver revirou os olhos. – Se eu estou em casa sem fazer nada, porque não posso fazer as refeições?
Alissa está aqui para te ajudar com a casa, Felicity. – Ela cruzou os braços. – Alli, você está dispensada por hoje.
Ah, então eu vou indo. – Pegou a bolsa em cima da mesa de centro. – Até depois de amanhã.
Até.
Tchau, Alli. – Ela beijou as garotinhas e saiu. – Por que a Alli não vem amanhã?
Porque ela tem médico, querida.
Bom, enquanto a mamãe fica de olho no almoço, nós vamos nos trocar. – Oliver beijou a bochecha da namorada. – Já voltamos. – As filhas o seguiram e Felicity caminhou para a cozinha.
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Felicity - https://i.pinimg.com/564x/73/34/37/7334371332d0c997c8439bffea275969.jpg
Cait — https://i.pinimg.com/564x/33/9d/6e/339d6e4639bac891c8b884a47e02dc03.jpg
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Kitty - https://i.pinimg.com/564x/e0/b1/08/e0b108a8ad3c95e94a4ed94352b4686a.jpg
Laurel - https://i.pinimg.com/564x/2b/1d/5c/2b1d5c68525021cf6ea8f230cd2ce2ce.jpg
Thea — https://i.pinimg.com/564x/a7/08/f9/a708f9359ef224aacfa803a74ff98696.jpg
Ah, você se lembrou que tem mãe, Oliver? – Felicity segurou uma risada.
Desculpe, mãe.
Só desculpo porque eu te amo. – O abraçou. – E vocês, minhas pequenas? – Abraçou ambas.
Vovó, e a Shasta?
Ah, é verdade, hoje não puderam vir aqui para vê-la. Ela está no jardim, na casinha. – Sorriu.
A gente pode ir vê-la agora, mamãe?
Cumprimente o avô de vocês antes. – Elas assentiram e correram mansão a dentro.
Felicity. Como você está?
Eu estou bem.
Tem certeza? – Felicity arqueou as sobrancelhas. – Já parou de se culpar pelo que houve? – Oliver olhou para a namorada.
Ahnn... Mesmo que digam que eu não tenho culpa...
Querida, você não tem culpa. O que aconteceu foi culpa apenas de uma pessoa. – Felicity assentiu, apesar de não sentir como ela diz. – Se não parar de se culpar, vou te dar umas palmadas – Oliver gargalhou.
Eu vou parar... – Diz, se afastando da sogra que lhe sorriu.
Ótimo. Vamos, todos já se encontram na sala.
Eu deveria ter ameaçado a dar umas palmadas em você, se fosse para fazer você parar de se culpar.
Não tem graça. – Ele riu. – Cait. – Ela cumprimenta e a amiga lhe sorri e se aproxima, abraçando-a. – Como você está?
Estou ótima. Eu tenho uma novidade.
É? O que foi? Está grávida também?
Felicity, não fala isso nem de brincadeira. – A amiga riu.
Oi, Laurel.
Oi. – Sorriu. – Cait já contou a novidade?
Não. O que é?
Não, papa. – Felicity ouve uma voz fina, reconhecendo ser de sua afilhada, que chegava no colo de Barry.
Seu irmão está jogando, querida.
Não. – Ela diz, séria.
Ela disse...
Ela está chamando Barry de papai. – Sorriu. – E no mesmo dia, ela chamou Tommy de papai, também. Antes de dormir.
Ah, que fofo. – Sorriu.
Neném que... – A pequena resmungou, e Barry pensou que ela choraria. E realmente iria, se ela não tivesse visto a pessoa favorita dela. – Dinda. – A garotinha grita animada.
Oi, meu amor. – A pegou do colo de Barry. – Você está tão linda.
“Sodade”. – Felicity sorri.
Eu também estava com saudades, amorzinho. – Beijou a bochecha dela.
Deus te trouxe na hora certa, ela estava prestes a chorar.
Por que? – Olhou para Barry.
Porque ela não queria sair de perto do Lyon. Ele está jogando.
Lyon. – Ela diz.
É, querida, seu pai te tirou do seu irmãozinho.
“chuco”. – Ela pede.
Eu busco. – Barry saiu.
Dinda... – Ela pegou no rosto da tia com ambas as mãos. – “Chelosa”.
Você que está cheirosa, pequena. – Cheirou a garotinha. – Que perfume bom.
“Pefume?”
É. Perfume – Caitlin e Laurel sorriram.
Agora que ela está aprendendo palavras novas, ela não para de falar.
Isso é bom, Cait.
Bom, mamá? – Inclinou a cabecinha. – Tio Ollie?
Onde está? – Felicity pergunta, franzindo o cenho. – Onde? – Fez um gesto com a mão. – Não sabia que ela já falava tio Ollie. – Se virou para a Cait.
Faz pouco tempo.
“Ode?” – A pequena olhou para trás. E deu um sorriso quando viu quem ela procurava. – Tio Ollie. – Ela deu um gritinho e Oliver a olhou.
Achou. – Felicity cantarolou, antes de rir. Oliver se aproximou e a pequena praticamente pulou no colo do tio.
Ela já está falando tio?
E Ollie. – Cait riu. – E papai. Tommy contou?
Contou. E contou também que agora ela não dorme sem uma história.
É. Se Tommy ou Barry não contarem uma história, ela não dorme. E Lyon tem que estar do lado dela. – Felicity e Oliver sorriram. Barry voltou com o copo do “Frozen” e entregou para a filha.
Vocês sempre chegam atrasados agora?
Vai começar a me provocar? – Barry riu. – Já basta o Tommy.
O que você queria? – Oliver revirou os olhos.
Vocês quando se juntam parecem crianças.
Eu? – Oliver a olha. – Quem começa são os dois.
O caramba.
Tommy. – Cait o repreende.
“Calamba”. – A pequena diz como se não fosse nada, enquanto brinca com o colar do padrinho.
Olha o que você fez. – Bateu no peito dele. Barry riu. – Não ria. Ela aprendeu a falar “Se ferrar” com você.
“Si Felá”. – Cait a olhou. Felicity estava surpresa.
Ela está repetindo tudo.
Está. É bem complicado agora.
Gostou do meu colar? – Kitty olhou para o padrinho e voltou os olhos para o colar.
“Coiá”. – Diz, puxando.
Não puxa, querida. – Ela olhou para o segundo pai. – Não pode.
Não, papa? – Ele balançou a cabeça, dizendo que não.
Filho. – Oliver olhou para trás, encontrando o pai.
Onde estava? – Se aproximou, com Kitty ainda em seu colo.
Estava falando com Malcom.
Ele volta quando de viagem?
Amanhã à noite. – Oliver assentiu. – Como vai, querida? – Felicity lhe sorriu e ele a abraçou. – Você parece melhor.
Estou melhor.
Ótimo. – Sorriu. – E essa pequena?
Logo ela não vai estar mais tão pequena. – Sorriu para ela. – Tommy disse que agora ela está falando de tudo. Tudo que ela ouve, ela repete.
Lembro de as gêmeas estarem nessa fase. – Oliver assentiu.
“Tila”. – Ela olhou para Oliver. – “Tila”, tio Ollie.
Felicity, abre o fecho do colar pra mim. – Ela se aproxima e faz o que o namorado pede, entregando-o. – É isso que você quer?
Oliver, ela pode colocar na boca. – Ele entregou o objeto para a afilhada, que o pegou com as duas mãos.
Lyon. – Oliver sorriu. – Lyon? – Ela inclina a cabeça e olha para o tio.
Não. Esse é meu. – Ela olhou para o colar.
Lyon. – Ela repete e Felicity arqueia as sobrancelhas.
Lyon? Por que ela...
Lyon tem um colar igual ao meu. – Diz olhando para a pequena. – Eu dei um a ele quando ele fez três anos. – Felicity o olhou, surpresa. – Ele gostava tanto do meu colar, que eu o dei um.
Ah, entendi. – Sorriu.
Ah, que gracinha. – Eles ouvem a voz da irmã. – Mamãe, papai e filhinha. Eu imagino essa cena á meses.
Thea. – Eles a olham.
Quando é que eu vou ter mais um bebê para mimar? – Roy, que estava ao lado dela, riu.
Natty nasce em poucos meses. – Oliver retruca. – E aí, Roy.
E aí. – Ele abraça Felicity.
Ela não estava falando da filha da Laurel. – Tommy diz.
Ela com certeza não estava falando da minha filha. – Barry concorda.
Calado os dois. – Eles e os outros riram.
Vocês não têm vergonha de roubar a bebê do Barry, da Cait e do Tommy? Façam um para vocês. – Felicity corou.
Thea. – Oliver a repreendeu. – Até o senhor, pai? – Pergunta quando o ouve rir.
Desculpe, filho.
Ele quer outro neto. Diz, pai.
Thea, podemos mudar de assunto? – Oliver pede.
Por que sempre quando o assunto é de um bebê fofo, loiro e de olhos verdes, vocês mudam de assunto? – Os outros voltam a rir.
Pede ao Tommy.
Á mim? Ficou louco? Kitty ainda tem um ano.
“Loco”? – A pequena diz, chamando atenção dos outros.
Mais uma palavra que ela vai repetir.
Bebê... – Thea se aproximou com um sorriso enorme no rosto. Todos souberam que ela aprontaria. – Diz para os seus tios, diz.
Thea...
Diz que quer um priminho.
“Pimino?” – Ela olha para Thea que aumenta o sorriso.
Isso. Um Priminho.
“Pimino”. – Ela repete.
Vou te matar. – Oliver e Felicity dizem juntos.
Tudo bem. Kitty não vai adiantar... – Suspirou. – Ah, mas, eu posso falar com as gêmeas.
Não se atreva. – Felicity diz. Thea bufa.
Eu vou dizer para ela furar os “pacotinhos especiais” que vocês usam. – E então, Barry, Tommy e Roy gargalham.
Isso não tem graça, Thea.
Eu vou dizer. – Ela diz séria. – Elas querem um irmãozinho tanto quanto eu quero outro sobrinho.
Só a Thea mesmo. – Barry diz.
Você não faria isso. – Laurel diz.
Ah, não? – Ela vê as sobrinhas se aproximarem com Lyon. – Apple, Amy...
Thea. – Oliver e Felicity dizem juntos.
Tia. – Elas correm para a tia.
Oi, amores. – Sorriu. – Então, eu tenho uma coisa muito importante para falar.
Thea, não faça isso. – Robert quem diz.
O que vocês acham de ganhar um irmãozinho? – Oliver balançou a cabeça.
Um irmãozinho? Ia ser legal.
Né? – Elas sorriram. – Então... Tem um jeito.
Thea. – Laurel, Caitlin, Oliver e Felicty gritam, assustando Kitty.
Desculpa, princesa. – Ele diz quando percebe que ela vai chorar, beijando os cabelos lisos. – Sua tia tem sérios problemas.
“Pobema”? – Ela diz, coçando um dos olhos.
Isso, princesa. – Sorriu para a pequena, mas quando olhou para a irmã, sua feição mudou para sério. – Muitos problemas.
Afff. Me deixa terminar. – Revirou os olhos. – Vocês têm que pedir para os pais de vocês. Implorar. Porque a tia já pediu e eles não querem dar.
Vamos mudar de assunto, por favor? – Felicity pede.
Sim, eu concordo. – Laurel diz.
Lyon. – A voz da pequena chama a atenção de todos mais uma vez. – “Bincá”?
Vem. – Ele estendeu os braços. Oliver olhou para Tommy que assentiu, e então deixou a pequena ir para o colo do irmão que carregou a menina até a sala de TV.
Eu acho que ela gostou mesmo do meu colar, porque o levou com ela. – Os outros riram. – Ela não coloca na boca?
Lyon não deixa que ela coloque nada na boca, não se preocupe. – Ele assentiu.
Cadê minha mãe?
Ah, ela recebeu uma chamada quando foi me chamar, e até agora...
De quem?
Não faço a menor ideia, filho.
Se não for minha mãe, deve ser alguém do clube que elas vão. – Oliver assentiu.
Laurel, e os enjoos?
Cada vez piores. – Bufou. – Sério. Ontem Barry fez um macarrão que estava com uma cara ótima, mas o cheiro não me deixou chegar perto. – Os amigos riram.
Laurel está tendo desejos estranhos.
Você só se ferra. – Tommy riu.
Cala a boca.
Que tipo de desejos? – Robert pergunta.
Bom, na madrugada passada, eu tive que me virar para achar requeijão. Porque ela queria comer isso com sorvete de pistache e calda de chocolate.
Eca. – Felicity e Caitlin dizem juntas. A careta de nojo estava nos rostos de todos. – Que nojo, Laurel.
E ela comeu? Não entendo... Não é possível... – Thea diz fazendo uma careta.
Ela comeu sim. – Tommy olha para o amigo. – Mas dez minutos depois ela vomitou tudo. – Eles voltaram a fazer uma careta. – Eu demorei uma hora para achar a porcaria do requeijão, e ele não durou dez minutos no estômago dela. – Os amigos riram.
Eu não tenho culpa. – Ela cruza os braços.
Eu sei que não, mas é frustrante.
E os desejos só tem piorado. E os enjoos também. – Revirou os olhos. – Caitlin teve isso?
Desejos sim, mas não esses nojentos da Laurel. – Tommy balançou a cabeça. – Teve uma vez que ela me pediu Abacaxi com calda de banana e... Kiwi. Não foi isso? – Olhou para ela que assentiu.
Não é tão nojento quanto o da Laurel, mas é nojento. – Os outros concordam com Roy. – Por que vocês comem esse tipo de coisa, sabendo que vão vomitar depois? – Elas deram de ombros. – Grávidas. – Os homens riram.
Me desculpem. – Moira pediu ao se aproximar. – Do que estão rindo?
Das palhaçadas do Roy. – Laurel diz.
Palhaçada? Você come essas nojeiras, e eu sou palhaço? Só fiz um comentário verdadeiro. – Moira sorri.
Ah, eu sentia falta dessas criancices de vocês. – Eles sorriram. – Bom... – Ela é interrompida.
Pai, Kitty quer colocar o brinco na boca. – Eles ouvem a menina chorar e Barry corre até lá.
Oi? Eu perdi alguma coisa? – Felicity pergunta com as sobrancelhas arqueadas, quando vê Barry correr até Lyon e não Tommy. Ela tinha sido a única a perceber.
Ah, é. Bom, faz pouco tempo.
Pouco tempo? – Oliver quem arqueou as sobrancelhas, dessa vez.
Lyon chamar Barry de pai. – O casal e os outros que não sabiam, ficam surpresos.
Quando isso começou?
Bom, o Barry e Lyon estavam no supermercado quando o chamou de “papai”.
Que fofo. – Thea diz, sorrindo.
Bom, na verdade, isso aconteceu não só porque ele já queria fazer isso, mas também porque ele queria espantar uma... Como ele disse? Ah... – Laurel riu. – Abusada, que estava dando em cima do Barry. – Apesar da surpresa, os outros acompanharam-na na risada.
Ele falou comigo sobre chamar Barry de pai. E eu não me importei. – Deu de ombros. – Não é como se fosse...
Te incomodar. – Completou. Tommy olhou para Thea. – O mesmo carinho que ele sente por você, ele sente por Barry. Eu acho fofo. – Os outros sorriram.
Quando Tommy está perto, é “pai”, quando estamos em casa é “papai”. – Cait e Laurel sorriram. – Para não confundir, eu acho.
Foi o que pensamos. – Cait completou.
Se isso é importante para ele... – Moira comenta.
Foi o que eu pensei. – Tommy diz.
Bom, vamos comer? Já está pronto. – Moira caminha para a sala de jantar. Laurel chama por Barry que se aproxima com a filha no colo e as outras três crianças do lado dele.
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Oliver estava sentado na cama, com um livro nas mãos, esperando a noiva que tomava banho. Suas filhas já dormiam, e ele tinha avisado aos pais que já estavam em casa, afinal ele tinha prometido fazer isso. Ele ouviu o barulho da água sessar, mas mesmo assim não tirou os olhos do livro, tão concentrado. Oliver desviou os olhos quando ouviu a porta do banheiro se abrir, e então a viu sair, ele sentiu um desconforto dentro de sua bermuda ao vê-la só de lingerie. Ela tinha um sorriso no rosto.
Você está gostosa. – Ela se aproximou da cama lentamente.
Estou?
Mais do que você pode imaginar. – Ela passou a língua nos lábios, mordendo-os lentamente, logo em seguida, fazendo Oliver sentir seu membro pulsar por dentro da boxer que usava. Ele fechou o livro, colocando-o em cima da mesa de cabeceira. Felicity sentou-se por cima dele. – Mas, você sabe que eu prefiro você nua.
É. Eu sei. – Ela aproximou o rosto dela do dele. – Mas achei que iria gostar de tirar. – Oliver reprimiu um gemido.
Essa é sua forma de me recompensar? – Ela sorriu.
O que você acha?
Eu acho que essa é a melhor recompensa que eu poderia ter. – Ela riu. – Você pode me pedir qualquer coisa, se for me recompensar depois. – Não deixou que ela respondesse, a beijou possessivo. Felicity sentiu as mãos dele apertarem sua nádega e ela gemeu na boca dele. Oliver mordeu o lábio inferior, voltando a tomar os lábios dela. Felicity remexeu no colo dele, e foi a vez dele de gemer. Oliver procurou pelo feche do sutiã, o abriu, e o tirou, jogando o pano em algum canto do quarto, tocando os seios com as mãos, fazendo a namorada gemer mais uma vez. Seu membro pulsou novamente ao ouvir aquele som.
Oliver... – Ele sentiu ela se arrepiar quando sua mão passou a tocar seu sexo por cima da calcinha.
Ela está me atrapalhando. – Ele diz mais para ele mesmo do que para ela. – Levanta. – Ela ficou em pé na cama e quando ia tirar a bendita calcinha de oncinha, Oliver a parou.
O que? – O olhou confusa.
Eu vou tirar. – Ela se arrepiou quando os dedos dele tocaram a lateral da calcinha, descendo lentamente. Felicity se perguntava se ele estava fazendo aquilo para provocá-la. Ela mordeu o lábio, ansiosa. Oliver olhou nos olhos dela, e mordeu o lábio, ele estava tão ansioso quanto ela. Quando a calcinha chegou até os pés dela, Felicity, com a ajuda do namorado fez com que o tecido se juntasse ao sutiã. – Espera. – Pede quando ela faz menção de se sentar. Oliver retira a bermuda junto da boxer preta, e então, ela volta para o colo dele, fazendo com que ambos gemessem ao sentirem o contato de seus sexos.
Quer mudar de posição? – Ela pergunta, olhando nos olhos azuis.
Não. – Ele aproximou os rostos. – Eu gosto assim. – Sussurrou antes de tomar os lábios dela mais uma vez, ouvindo-a gemer logo em seguida quando passou um dos dedos no ponto sensível dela. – Quero ouvir você gemer pra mim. – Volta a sussurrar. Percebendo que a namorada estava quase gozando, ele adentra um dos dedos para dentro dela, fazendo-a gemer alto.
Oliver. – Ele sorriu, antes de tomar um dos seios dela com a boca, ao mesmo tempo em que aumentava os movimentos dos seu dedo. Ele sentiu ela estremecer. – Oliver. – Ela apertou as mãos nos ombros largos, fincando as unhas ali. Ela sentiu o dedo do namorado sair de dentro dela, e gemeu em frustração.
Tão linda. Tão gostosa... – Sussurra, no ouvido dela, lambendo e mordiscando o pescoço. Oliver coloca ambas as mãos na cintura da namorada, apertando, firme. – Quero você. – Ela gemeu.
Então me faz sua. – Sussurrou. Oliver sentiu as paredes internas dela sugarem seu membro, apertando-o, e então começou a ajuda-la com os movimentos, hora rápidos, hora lentos, fazendo com que ambos gemessem no ouvido um do outro. Felicity grudou uma das mãos nos cabelos de Oliver, puxando-os e beijando os lábios dele logo em seguida. Necessitada.
Tão... Apertada. – Ele diz entre o beijo.
Oliver.
Felicity. – Ele geme junto com ela. Oliver sente ela estremecer mais uma vez antes de gozar. E não muito tempo depois, ele se derrama dentro dela.
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Felicity mordeu o lábio quando cortou o dedo, reprimindo um xingamento. Ela jogou água por cima do machucado, e então andou até uma das gavetas, pegando um bandeide. Ela sempre deixava pelo menos uma caixinha ali na cozinha, para emergências. Olhou para trás ao ouvir passos, e soube que eram suas filhas. Voltou para a frigideira, terminando a última panqueca. Como as meninas não tinham ido até ela, imaginou que elas estivessem na sala de TV, por isso se concentro no café da manhã. Felicity deixou as panquecas na mesa e caminhou até a geladeira, abrindo-a, antes que pudesse pegar o suco, sentiu dois braços abraça-la por trás. Ela sorriu.
Bom dia, meu amor. – Ela diz.
Você não me chamou. – Felicity morde o lábio ao sentir os lábios molhados dele passar por seu pescoço.
As meninas já estavam acordadas, achei melhor vir preparar o café da manhã.
Odeio acordar sem você na cama.
Me desculpe. – Se virou nos braços dele. – Não faço mais isso. Na próxima eu acordo você. – Ela o beijou rapidamente. – Prometo.
Bom. Você machucou? – Pergunta ao ver o bandeide.
Me cortei na faca que estava perto da frigideira.
Felicity.
Eu sei. Eu me esqueci de tira-la dali.
Já é a terceira vez que se corta do mesmo jeito. – Suspirou. – Alguma hora você vai se machucar de verdade.
Desculpa. – Pediu mais uma vez. – Não vou me esquecer na próxima vez.
Então, hoje estaremos livres. O que quer fazer? – Decidiu mudar de assunto.
Eu prefiro ficar o dia inteiro em casa.
Mesmo?
Mesmo. – Ele sorri. – Por que?
Porque eu tenho uma ideia de como podemos passar esse tempo. – Ela riu.
Okay, senhor pervertido, nossas filhas estão aqui. – Ela bateu na mão em que estava subindo para sua bunda. – E elas podem chegar a qualquer momento.
Elas estão assistindo TV.
Você se lembra da última vez que isso aconteceu, amor? Elas quase nos flagraram, e por pouco não respondemos as perguntas delas. – Oliver estremeceu. – Por isso... Não. – Saiu dos braços dele. Ele suspirou.
Filhos á vezes atrapalham a diversão. – Ela riu, sabendo que ele estava brincando. – Mas tudo bem, eu posso esperar... – Ficou atrás dela novamente. – Para depois que elas forem dormir. – Ele sorriu ao senti-la se arrepiar. – Você está ansiosa agora, não está? – Sussurrou. Felicity engoliu em seco, sentindo uma umidade em seu sexo.
Para, Oliver. – Ela pede, com a respiração ofegante.
Quer mesmo que eu pare? – Ela mordeu o lábio ao sentir as mãos dele passar levemente pela sua barriga. Se ele estava tocando só em sua barriga, e já estava molhada, imagina quando ele tocar todo o meu corpo?, ela pensou.
Eu te amo. – Ela se virou, e ele sorriu. – Mas se não parar, eu vou gozar. – Ela sussurra e o sorriso dele aumenta.
Gosto de como minha voz e meu toque fazem você reagir. – Ele a abraçou. – Mas eu vou parar, amor. – Ela suspirou.
Mamãe, já está pronto? – Os pais olham para as garotinhas que entravam na cozinha. Eles se olham.
Está, amores. – Ela sai dos braços do namorado. – Vou pegar o suco. – Felicity se lembra do porque tinha ido até a geladeira.
Então, eu e sua mãe ainda não assinamos a autorização do passeio.
A gente vai poder ir? – Elas perguntam juntas, animadas.
Claro. – Oliver sorriu para as filhas. – Quando vai ser?
Na próxima semana, papai. A gente pode comprar outro biquíni?
Felicity... – Ela o olhou quando colocou o suco na mesa. – Elas vão precisar de algumas coisas para o passeio.
Ah, o passeio. – Oliver reprimiu um sorriso ao perceber que ela não tinha ouvido sua conversa com as gêmeas. – Claro. A gente sai amanhã para ver isso.
O papai podia ir também.
Eu? – Ele olhou para as pequenas. – April, o papai não é muito bom com essas coisas.
Mas estaríamos juntos, papai. – Amy diz, fazendo Oliver sorrir.
Tudo bem. Deus me ajude a aguentar vocês em um shopping. – Tanto Felicity quanto as gêmeas riram. – Nós não vamos morar lá, né?
Não, papai. A gente tem casa, ora. – Os pais riram de April.
O papai nunca gostou de ir ao shopping com a tia Thea.
Porque ela me deixava louco. – As filhas riram.
Vou fazer uma lista do que elas vão precisar.
Ah, a professora pediu para a mamãe e o papai colocarem uma listinha das nossas alergias. – Amy diz.
É. A nossa amiga Hanna, passou mal da última vez, porque ela não podia comer morangos e ficou vermelhinha, papai.
Isso é um perigo. – Felicity comenta.
Nós vamos fazer a lista. – Ele tinha ficado preocupado tanto quanto a namorada.
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