Kupidon

44 Capítulo Vinte e Seis


Notas iniciais
❄ Boa tarde, leitores. ❄ Espero que estejam todos bem, e ansiosos por mais um capítulo de Kupidon. Sei que demorei, mas aqui estou. Foi complicado terminar de escrever esse capítulo. Essa coisa de ficar sem inspiração está me irritando. Mas graças a Deus, tudo deu certo, e finalmente tenho o capítulo pronto. ✴ Esse será um capítulo mais... Tranquilo, apesar de que no começo terá uma cena bem emocionante. E claro, não poderia faltar as partes fofas. ❣ Gostaria de pedir, antes de deixar vocês lerem, que não deixem de ler as notas finais. Darei um aviso importante. ❣ Desde já agradeço. ☁ Boa Leitura

**Felicity**

https://www.youtube.com/watch?v=HSgN5EWKi9Y

Abri meus olhos. Onde eu estava? O que estava acontecendo? Eu morri? Me lembrava muito bem do que tinha acontecido. Olhei para onde tinha levado um tiro e não tinha sangue. Levantei minha blusa. Estava limpo e sem nenhum indício de ferimento. Como isso é possível? Arqueei as sobrancelhas. Que estranho. Olhei ao redor, tentando descobrir onde eu estava, e acabei encontrando um corredor escuro, que ia esclarecendo a cada passo eu que dava. Achei ainda mais estranho. Onde eu estava? Coloquei uma mão na frente dos olhos quando a claridade os incomodou. Tentei saber onde estava, quando uma paisagem apareceu. Eu reconheço esse lugar. Estávamos no jardim da mansão Queen. Por quê eu estava ali? E então eu vi uma pessoa á minha frente. Encostada em uma das árvores de cerejeira. Me aproximei e me surpreendi. Eu a conhecia. Sabia quem era ela.

Olá, Felicity. – Diz com um sorriso. – Você não deveria estar aqui.

Sarah. – Sussurrei, surpresa. – É você mesma?

Sim, sou eu. Se lembra de mim? – Arqueei as sobrancelhas. – Você salvou á mim e minhas filhas á alguns anos...

Sim. Eu me lembro. Só não imaginava que você me reconheceria.

Como não reconhecer? Você salvou a vida das pessoas que eu mais amo. E eu não pude agradecê-la.

Não precisa.

Claro que preciso. Obrigada, Felicity. – Eu sorri. – Eu quis dizer isso á você á muito tempo.

Foi um prazer. Eu gostaria de ter feito mais.

Você fez muito. – Assenti. Eu suspirei e olhei novamente para aquele jardim, me lembrando que estava... Em algum tipo de...

Eu estou morta? – Mesmo que fosse dolorido perguntar, eu tinha que fazê-lo.

Não. Ainda não... – De repente não estávamos mais naquele lindo jardim, estávamos em um quarto e eu me vi, deitada em uma cama hospitalar, inconsciente. Fios conectados ao meu corpo. Oliver sentado em uma poltrona do lado da cama onde eu estava deitada. – Você está inconsciente á três semanas...

Meu Deus. – Sussurro. – Ele deve estar desesperado.

Você precisa acordar, Felicity.

Eu não sei como.

Você está com medo de voltar. E isso está atrapalhando a sua recuperação, Felicity.

Como você sabe meu nome, hein? – A olhei. – Não lembro de ter dito quando nos encontramos daquela vez. Como é que você... Você é um anjo? – Ela riu.

Anjo? – Colocou a mão direita no queixo. – Vamos dizer que sim. Estou de olho em tudo que acontece ás pessoas que amo. E eu fiquei tão feliz quando Oliver finalmente encontrou alguém com quem compartilhar a vida. Alguém que ele ame e que o ame de volta. Bom, eu meio que dei um empurrãozinho para isso acontecer. – Riu, e eu sorri fraco. – Vocês eram tão lentos. – Colocou as mãos em meus ombros. – Minhas filhas tiveram um carinho que elas não tinham antes. O de mãe. Elas e Oliver sempre esperaram por você, Felicity, mesmo que não soubessem.

Eu... – Eu não sabia o que dizer ao ouvi-la dizer aquilo. – Eu os amo com todo meu coração. – Estávamos só eu e ela, não em um hospital, não no jardim dos Queen, eu não sabia o que era aquele lugar ou onde ele se encontrava, mas me dava paz.

Eu sei disso. E eu agradeço tanto pelo que está fazendo... Eu me sinto aliviada.

Aliviada? Mesmo sabendo que eu os coloco em perigo todos os dias? – Meus olhos lacrimejaram. – Cooper quase matou Oliver. Ele pode machucar as gêmeas... Como pode estar aliviada?

Você não é culpada disso, Felicity. Não se culpe, por favor. – Eu senti lágrimas descendo pelo meu rosto, mesmo que eu tentasse não chorar. – Eu sei que sua vida é complicada, mas você não pediu por isso. Você está sofrendo. Você teme voltar e trazer mais tormentos á vida deles, mas é ao contrário. – Sorriu. – Felicity, você trás vida ás nossas filhas. – Ela disse “nossas”, isso me deixou surpresa. – Transformou a vida do Oliver. Do Tommy, da Thea... da Minha irmã. Ela a vê como uma irmã, se você não sabe. E sofre muito por saber que está nesse estado.

Eu não queria fazer ninguém sofrer. Eu também amo sua irmã, ela está sendo um grande apoio á mim. É alguém especial. Como a Caitlin.

Você não pode desistir da sua vida. – Eu continuava a chorar. Falar com Sarah era surreal. E ouvir ela dizer para eu voltar para eles, nossa família... Era muito emocionante para mim. Ela apoiava meu relacionamento com o homem que foi marido dela. O homem que ela ama. – Por favor, Felicity... Sua família precisa de você. Thea sente que está perdendo uma parte dela. Ela a ama. Tommy está tão destruído, se culpando por ter dispensado os seguranças. Barry está se segurando para não desabar, por Laurel e a filha que eles esperam, ele se sente culpado também... – Solucei. A cada frase, eu chorava mais e mais. – Laurel e Caitlin estão destroçadas. Elas a veem como uma irmã. Você é especial para ambas. Laurel recuperou a vida, depois de conhecê-la. Minha irmã sempre foi muito difícil de se conquistar... Você deu á ela, uma parte minha. – Sorriu. – Somos parecidas em algumas coisas, afinal de contas. Caitlin pensa que vai perder a melhor amiga e irmã. Ela não vai conseguir “viver”, se você não voltar. As nossas filhas e nossos sobrinhos te amam. Eles precisam muito de você. Eles sofrem agora, Felicity. Sua ausência machuca eles. Muito. Eles choram por você... Nesse momento, eles estão juntos, no apartamento do Tommy, não entendendo por que você não acorda. E ninguém consegue acalma-los. Tranquiliza-los. – Me sentei no chão, não aguentando ficar em pé. Estava desabando, eu sentia uma dor no peito, meus pequenos choravam por mim. Cait e Laurel estavam sofrendo e o pior é que Laurel não podia passar por nada estressante. Eu não queria fazê-los sofrer. Nenhum deles. Sarah se abaixou, para ficar na minha altura. – Agora, o mais importante, então me escute bem... – A olhei nos olhos. – Você sabe o quanto mudou a vida do Oliver? Só por existir? Ele é outra pessoa, ele voltou a acreditar no “amor”, Felicity. E isso foi você quem fez. Oliver precisa de você. Sabe o quanto ele está sendo destruído por dentro? Ele teme que o mesmo que aconteceu á mim, aconteça á você. Ele não vai conseguir superar dessa vez, se não voltar. Ele mal consegue respirar, nesse momento. Ele não consegue ajudar ás nossas filhas, pois ele mesmo está despedaçado. Sofrendo. Angustiado. Ele é o que mais se culpa, Felicity. Por ter aceitado liberar os seguranças do trabalho deles. – A culpa é minha. Eu pedi para ele aceitar isso. Eu o convenci disso. E agora por minha culpa, ele está se culpando. – Ele te ama. E ele está sofrendo. Ele não quer te perder. – Solucei mais uma vez. Ela colocou as mãos no meu rosto. – Você precisa voltar, Felicity.

Como eu faço isso? – Ela sorriu mais uma vez para mim.

Sinta. Pense. Pense com todo seu coração no que quer. Se imagine com eles. Sua família.

Eu sinto muito pelo que houve com você, Sarah.

Eu sei. E eu agradeço por sentir muito. – Respirou fundo. – Eu quero que faça um favor para mim. – Assenti. – Diga á Laurel que a amo e que estou muito feliz por saber que a filha dela terá meu nome.

Ela vai ficar emocionada, se acreditar. – Sua mão direita limpou as lágrimas do meu rosto e eu respirei fundo, me acalmando.

Ela vai. – Piscou para mim. – E por favor, continue cuidando das nossas filhas e de Oliver.

Eu prometo cuidar deles. – Sarah me agradeceu.

Antes de eu manda-la de volta... – Ela tocou em uma de minhas mãos. – Tem algo que você precisa ver e ouvir. – Ela me ajudou a levantar.

O que? – Sarah sorriu, e então, estávamos de volta no hospital. Minhas filhas e Lyon falavam comigo. Eu ouvi cada palavra, e senti uma tristeza angustiante em saber que eles sofriam por mim. Eles sentiam minha falta. Pediam para eu voltar. Coloquei uma das minhas mãos no peito.

Todos sentem sua falta, Lis. – Eu a olhei. – Todos. Cada uma das pessoas que te ama, sentem sua falta, e sofrem por não verem você abrir esses... – Sorriu, olhando para a cama. – Lindos olhos verdes. – Eu não desviei meus olhos. – Palavras do Oliver. – Eu abaixei minha cabeça, sentindo as lágrimas voltarem, ao se lembrar dele. Sarah fica em silêncio por alguns minutos. – Agora olhe, esse é muito importante. – Voltei meus olhos para a cama, e então eu o vi. Oliver.

Oi, meu amor. Eu sei que você deve estar pensando: Ele vai dormir aqui de novo? – Ele sorriu fraco, e eu fiz o mesmo, imaginando que eu provavelmente falaria isso. – Com certeza isso te deixa preocupada. Mas você sabe que eu não conseguiria ir para o nosso apartamento sem você. É difícil demais sentir seu cheiro por ele todo. – Meu coração se apertou ao ouvi-lo. – Parece que... Eu sinto sua presença nele, eu ouço sua voz... E isso só me faz sentir que você não vai voltar. – Sarah me olhou, mas eu não tirei meus olhos dele, do rosto dele. – E eu não quero pensar isso, porque eu sei... Eu sei que você vai voltar pra mim. Não vai? – Ele ficou em silêncio por alguns minutos, e eu soube, ele estava esperando por uma reação minha. E eu quis tanto dar algum sinal para ele. – Eu não sei como estou aguentando essa... pressão de não ter você por perto. E eu não sei até quando eu vou conseguir aguentar, Felicity. Eu não consigo viver sem você, amor. – Eu solucei, quando percebi que os olhos dele lacrimejaram. – Por isso... Eu peço... Eu imploro, meu amor, não desiste da gente. Não desiste de voltar para mim. – As lágrimas desceram como enxurradas pelo rosto dele, e eu quis tanto abraça-lo. Eu queria tirar aquela dor que ele sentia. Eu sabia que ele estava sofrendo, mas, se eu não tivesse feito o que fiz, ele quem estaria no meu lugar. E para mim, seria muito pior. Eu solucei novamente, sem conseguir me controlar. Senti Sarah pegar apertar minha mão. – Eu te amo, Felicity. – Oliver encostou a cabeça na minha mão. Ouvi-lo dizer que me amava... – Eu te amo, por favor, volta pra mim. – A voz dele saiu embargada.

Sarah. Faz alguma coisa. – Eu pedi em sussurro, por causa do choro.

Você sente agora? – Eu não a olhei. – Você é a mulher que ele ama, Felicity.

O que eu faço? – Ela me virou para ela e sorriu.

Feche seus olhos. – Eu o fiz. – E sinta. Sinta todos eles, Lis. – As imagens dos momentos que tive com Barry e Caitlin foram os primeiros á aparecer na minha mente. Logo depois, os momentos que tive com Oliver, minhas filhas, Lyon, Laurel, Tommy, Helena... Meu pai. E então, perdi minha consciência, ouvindo uma última vez, a voz de Sarah Lance.

Não desista, mesmo com todas as coisas que venha acontecer com você, Felicity. Prometo, vai valer a pena. — Por algum motivo, eu sabia que ela sorria.

Eu te amo. – Eu ouvi. Sabia que era Oliver. Apertei sua mão, o mais forte que eu conseguia, e só então eu abri meus olhos de vagar, e o vi com a cabeça apoiada em minha mão direita.

Oliver... – Minha voz saiu em sussurro, mas eu sabia que ele tinha me ouvido. – Eu também te amo. – E então, ele levanta a cabeça, deixando que eu veja os olhos azuis dele, que transparecia surpresa. – Eu te amo. – Repeti.

Felicity. Você acordou. – Ele sorriu, se levantando da poltrona onde estava sentado, sentando-se na cama, ao meu lado. – Você acordou, meu amor. – Eu ainda estava me sentindo fraca, mas sorri de volta, e então ele me abraçou, e mesmo que meus braços estivessem fracos, eu o abracei de volta.

Estou de volta. – Sussurrei mais uma vez.

Obrigado por não desistir. – E eu senti um nós na minha garganta.

Eu nunca poderia fazer isso. – Ele beijou minha testa, e voltou a afundar o rosto na curva do meu pescoço.

**Felicity**

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Oliver... – Chamou em sussurro. Ele continuava abraçado a ela, com o rosto enterrado na curva do pescoço dela. – Oliver... Eu estou bem. – Os braços em volta dela a apertaram mais um pouco, mas ela não se importou. – Está tudo bem.

Eu fiquei com tanto medo de você não voltar. – Ela ouviu seu sussurro.

Eu estou aqui. Está tudo bem, agora. – Ele assentiu. – Me desculpe por te assustar. – Oliver então se afastou o bastante para olhar nos olhos que ele sentiu tanta falta.

Não. Não precisa pedir desculpas. – Uma das mãos dele acariciou seu rosto. – Você me salvou, e por mais que eu tenha ficado desesperado, e chateado... Eu devo te agradecer.

Eu nunca deixaria você se machucar. Nunca. – Ela tossiu, e ele se preocupou. – Calma. – Pede. – Minha garganta está seca. – Oliver se afastou para pegar a água que estava ao lado. – Obrigada. – Agradeceu quando ele a ajudou a beber.

Eu vou chamar sua médica. – Se levantou, mas ela segurou sua mão.

Espera. Ainda não. – Ele voltou a se sentar. – Eu só quero ficar sozinha com você mais um pouco. – Ele assentiu. – Eu ouvi você. E eu sei que você tem dormido aqui desde o dia em que tudo aconteceu.

Eu não conseguia ficar longe de você.

Faz três semanas, não é? – Ele arqueou as sobrancelhas, não se lembrava de ter dito isso.

Como você sabe, amor?

Eu... – Ela quem arqueou as sobrancelhas. – Eu estava tendo um sonho, eu acho... E eu vi... – Se interrompeu propositalmente, pensando se deveria ou não dizer.

Viu quem? – Felicity mordeu o lábio.

Ninguém. Esquece. – Decide não dizer. – Eu acho que ouvi alguém me dizendo que estava a três semanas inconsciente.

Ficamos todos preocupados. Até mesmo os seguranças. – Ela sorriu. – As crianças estiveram aqui pra te ver.

É. Eu sei. – Ele a olhou confuso. – Eu me lembro de ouvi a voz deles. Disseram que sentiam minha falta. Que sentiam falta da minha risada. – Ele assentiu. – Quando vou poder vê-los?

Assim que eu chamar a sua médica. – Oliver se levantou para apertar um botão azul atrás dela. – A Meredith está cuidando de você de novo.

Ela deve pensar no quanto eu tenho má sorte, não é? – Oliver balançou a cabeça.

Não diz isso.

Os seguranças estão atrás dele, não está? – Apesar de perguntar, ela sabia que sim.

Desde o dia que tudo aconteceu. Eles estão um pouco revoltados por não terem conseguido nada. Na verdade, até mesmo eu e os outros também estamos.

Está tudo bem. Vocês não vão achá-lo, até que ele queira.

Não gosto quando fala assim.

Mas é a verdade, amor. Ele não vai descansar até me ter, e eu sei que ele só vai aparecer, quando ele quiser. Ele sabe de todos nossos passos, Oliver.

Porque algum desgraçado tem dado as informações. – Felicity arregalou os olhos, surpresa com a afirmação do namorado.

Você... Acha que é alguém da equipe de segurança? – Oliver continuou sério, olhando-a. – Não. Não, Oliver. Eles... Eles sempre são tão cuidadosos comigo, e...

Felicity, alguém contou que estávamos naquele shopping. Eu estou desconfiado, sim, de que alguém da equipe de segurança tenha dado com a língua nos dentes.

Será? – A porta se abriu.

Oh, finalmente acordou, Srta. Smoak. – Ela sorriu. – Estávamos muito preocupados. Você estava se recuperando, mas não acordava...

Estava nos deixando loucos. – Oliver comenta.

Como se sente?

Bem. Me sinto muito bem.

Não sente dor? – Felicity negou. Meredith verificou a pressão da paciente. – Sua pressão está boa.

Eu sinto minha garganta arder, um pouco...

É por causa do tubo que estava aí... – Felicity assentiu. – Vou fazer alguns exames em você. Quero saber como você está, completamente.

Não vou levar nenhuma agulhada, né? – Oliver sorriu. – Eu odeio.

Não se preocupe, se formos tirar um pouco do seu sangue, não vamos precisar te furar. – Felicity olhou para a agulha em seu braço. – Depois que fizermos todos os exames necessários, vou pedir que tragam sua refeição. Você te que se alimentar bem, ainda mais depois de tantos dias em coma.

E quando eu vou poder ver minhas filhas e meus sobrinhos? – Oliver e a médica sorriram. – Sabe, faz três semanas que eu estou "dormindo".

Assim que o dia amanhecer, você tem minha autorização para ver quem quiser. – Felicity sorriu. – Mas... Por favor, nada de fazer esforço, hein? Continue deitadinha nessa cama.

E quando vou poder ir pra casa?

Felicity. – Oliver a repreendeu.

Mas você acabou de acordar e já está me perguntando isso?

Ela não gosta de hospitais, lembra-se doutora?

Ah, eu tinha me esquecido disso. – Felicity cruzou os braços. – Você ainda vai ficar aqui até que eu tenha certeza absoluta de que pode ir para casa sem problemas. – Ela assentiu, mesmo que estivesse desgostosa. – Você quase morreu, senhorita Smoak.

Perdeu muito sangue, Lis. – Ela o olhou. – Eles tiveram que esperar 18h para poder retirar a bala alojada, e mesmo assim, foi porque você teve outra hemorragia.

Foi tão complicado assim?

Você esteve entre a vida e a morte, por mais de duas vezes, senhorita Smoak. – Ela olhou para o namorado, imaginando seu desespero. O de seu pai, seus amigos, irmãos... – Eu tive um trabalhão.

Sinto muito.

Ah, é meu trabalho. Mas mesmo assim, para mim era complicado porque já a conhecia, e não é a primeira vez que me aparece no hospital.

Eu sei. Minha vida anda complicada.

Me pergunto como você levou esse tiro na frente do shopping, até agora. – O casal se olhou. – E o mais estranho é não terem visto quem fez isso.

Eu sou uma pessoa pública, Meredith. – Oliver diz.

Verdade. Você é um Queen, e todos já sabem sobre sua noiva. – E novamente Felicity ouviu aquele adjetivo. Não era a primeira vez, e isso não a incomodava, não mais. – Bom... Enquanto eu estarei fazendo todos os exames nela, se quiser, pode avisar aos familiares, mas eles não poderão vê-la agora. – Diz, olhando para Oliver.

Nós ligamos quando o dia amanhecer.

Então, eu vou preparar tudo, e a enfermeira vem lhe buscar. – Eles assentem e a médica sai do quarto.

Você não tem jeito mesmo, não é? – Felicity o olhou, compreendendo do que ele falava.

Eu só fiz uma pergunta. Eu odeio hospitais, e eu quero ir pra casa.

Vamos ter certeza de que está bem, okay? – Ela assentiu. – Principalmente porque eu não quero levar outra bronca do seu pai. – Felicity o olhou surpresa.

O que? Como assim?

Ele não gostou de não termos ido escoltados para o shopping.

Isso fui eu que pedi, Oliver. Você não tem culpa de nada.

Eu não devia ter concordado.

Você queria me agradar. – Inclinou a cabeça, sorrindo. – E por mais que isso tenha acontecido, eu fiquei feliz.

Isso não vai mais acontecer, Felicity. – É. Ela sabia disso. – Eu sei que você queria, mas...

Eu sei. – Pegou na mão dele. – Eu entendo. E eu não vou mais reclamar dos seguranças. – Ele agradeceu mentalmente. – Ainda bem que eu soube identificar a arma. Vou agradecer ao Mike e ao Collin pelo resto da minha vida.

Mike, Collin e Gregory me contaram sobre isso.

Eu ia te contar depois do shopping. – Ele assentiu. – Não está chateado, está?

Claro que não. Eu sabia que com as aulas de tiro, em algum momento eles iriam lhe mostrar todo tipo de armas. Eu fico preocupado, mas também... Sei que precisa disso.

Obrigada. – Ele balançou a cabeça.

Eu senti tanta falta da sua voz.

Só da minha voz? – Ele sorriu.

Não. Senti falta das suas gesticulações, das suas risadas, de como você faz um bico fofo quando está emburrada... – Felicity ia retrucar, mas Oliver não deixou. – Mas principalmente, senti falta dos seus beijos. – Ela riu.

Srta. Smoak. – Eles olham para a porta. – Pronta?

Na verdade, não. – E Oliver riu. – Mas fazer o que, né? – As duas enfermeiras sorriram.

Ela odeia hospitais.

A doutora já nos avisou sobre isso. – Uma delas comenta. – Nós vamos cuidá-la.

Nos vemos daqui a pouco. – Ela assentiu e a levaram.

**--** **--**

Nem acredito que esse pesadelo acabou. – Malcom diz, apertando levemente a mão da filha, que lhe sorriu.

Você nos deu um susto.

Me desculpem, essa não era a minha intenção.

Nós sabemos, querida. – Moira diz. – Eu nem sei como agradecer por ter salvo a vida do meu filho.

Não precisa agradecer.

Nós ficamos com medo de que não acordasse. – Helena comenta. – Eu estive aqui todos os dias, esperando por uma notícia boa. Quase matou desespero.

Também te adoro, Lena. – Ela sorriu.

Felicity, como soube que tinha algo errado? – Barry pergunta, curioso.

Eu senti. – Todos arquearam as sobrancelhas. – Me veio uma sensação estranha, e horrível ao mesmo tempo. A mesma sensação que eu senti quando... Minha mãe morreu. Quando Thea e Roy quase morreram. Eu não sei porque isso acontece, mas... Eu senti, e soube que tinha algo errado.

Isso é estranho. – Thea comenta, franzindo o cenho.

Só falta você dizer que prevê o futuro. – Tommy socou o cunhado, e os outros começaram a rir. – Eu só fiz um comentário, gente.

Só você, Roy.

Estamos felizes por ouvir sua risada de novo. – Ela lhe sorriu.

Ainda bem que acordou, já estava me deixando louca. A todos nós, na verdade. – Laurel se pronuncia, e Felicity se lembra de Sarah. Será que acreditariam, se ela contasse que viu Sarah?

Me desculpem. – Pede novamente, e eles balançaram a cabeça. Oliver que estava do outro lado da namorada, beijou sua testa.

Oliver praticamente mora aqui, sabia? – Barry comenta, sorrindo. – Ele só ia em casa para tomar banho.

Ele não queria nem mesmo comer. – Moira diz, repreendendo o filho com os olhos.

Eu já estou sabendo disso.

Poderiam não começar com o sermão? – Ele revirou os olhos.

Bem que você merecia. – Robert diz, tendo o apoio dos outros.

Mas dá para compreender, você estava preocupado com Felicity... – Rebeca comenta, sorrindo para Oliver. Ela achava muito fofo o carinho que ele demonstrava ter pela sua enteada. – Assim como as crianças. Foi complicado fazê-los ficar em casa. Eles queriam te ver todos os dias. Falar com você.

Por falar nisso, cadê eles?

Eles estavam dormindo ainda, por isso achamos melhor trazê-los mais tarde. – Ela assentiu. – Tenho certeza de que eles ficarão felizes por saber que acordou.

Olha, se nos der outro susto desse na gente, juro que te tranco naquele enorme apartamento que você mora com o Ollie. – Helena diz, fazendo Felicity sorrir.

E eu vou ajudá-la, Lis. – Cait se pronuncia.

Eu não tenho culpa.

Não, quem tem culpa é o desgraçado do Sheldon. – Malcom diz, raivoso. Felicity o olhou, preocupada. Não queria que o pai fizesse algo que o prejudicasse.

Papai, não adianta ficar assim.

É impossível não ficar com ódio, Lis. – Tommy diz. – Ele quase matou você. Ele quase matou o Oliver.

Aquele tiro era para o Ollie. – Cait afirmou, mesmo sabendo que não era preciso.

Eu vi a luz vermelha no peito do Oliver, e fiquei desesperada. Por isso entrei na frente.

E quase morreu.

Eu te salvo e você fica irritado? – Ela cruza os braços.

Eu não estou irritado, só... Não gostei do que fez.

Eu não podia deixar que algo acontecesse com você. Já basta o que fizeram com Thea e Roy. – O cunhado suspirou.

Já disse para esquecer essa história. Você não foi a culpada.

Não vamos falar sobre isso, não é? Chega de falar sobre o Sheldon. – Robert se pronuncia. – O importante é que ficou tudo bem, e que Felicity acordou.

Sim, Robert está certo. – Rebecca tocou o braço do marido. – Sua filha está bem, isso é mais importante do que qualquer outra coisa. Deixem que os seguranças cuidem de Cooper. – Ele assentiu, apesar de estar desgostoso.

E como eles estão? Os seguranças? – Felicity pergunta.

Eles estão bem. Revoltados, mas bem.

Eles ainda não conseguiram encontrar Cooper. Ou o cara que quase te matou.

E nem vão encontrar. – Laurel diz.

Ele já deve estar morto. – Caitlin completa.

Eu não duvido. – Felicity diz depois de um suspiro. – Ele me acertou, e eu tenho certeza de que Cooper não gostou nada disso.

Desgraçado. – Barry xinga.

E voltamos ao assunto do Sheldon... – Robert suspirou. – Felicity deve estar querendo descansar, então...

Eu descansei por três semanas. – Os outros riram. – Na verdade eu queria era sair desse hospital logo.

Felicity. – Malcom a repreendeu. – Você acabou de acordar de um coma.

Praticamente a primeira coisa que ela pergunta para a médica é quando vai ter alta. – Helena começa a rir.

É tão sua cara fazer isso.

Do jeito que é teimosa, é capaz de sair sem ordens médicas. – Barry comenta.

Mas ela que não se atreva a fazer isso. – Oliver se pronuncia, olhando-a.

Eu não fiz nada.

E nem vai fazer, Felicity. Sou seu pai, e mesmo que já seja de maior, mando em você.

Até parece que eu vou mesmo fugir daqui. – Bufou. – Bom, vontade é o que não me falta. – Ela percebe os olhares desgostosos. – Não vou fazer isso, gente.

É bom mesmo. – Cada um deles dizem, ao mesmo tempo, fazendo-a revirar os olhos.

**--** **--**

Oi, meus amores. – Diz, enquanto beijava várias vezes as filhas e o sobrinho. Oliver sorriu. – Eu estava com saudades.

A gente também, mamãe. Muito.

Por que demorou tanto pra acordar, tia? – Oliver e Felicity se olharam.

Eu estava me recuperando.

Não sente dor, mamãe? – April pergunta, preocupada. Felicity sorriu, beijando mais uma vez sua bochecha.

Não, amor. Eu estou ótima.

E quando vai pra casa?

Ah, eu queria ir hoje mesmo, querida... – Oliver balançou a cabeça. – Mas vou ter que ficar aqui por mais alguns dias.

Mas se a mamãe está bem... Por que não vai logo pra casa?

Porque minha médica é neurótica.

Felicity. – Ela riu quando ouviu a repreensão do namorado.

Neurótica? – As crianças arquearam as sobrancelhas.

Sua mãe vai ficar aqui até que a médica a libere. Felicity acabou de acordar, ela precisa ficar em observação.

Então, a médica só vai liberar a tia Lissy depois que ela tiver certeza de que a tia está bem de verdade? – Oliver sorriu.

Isso mesmo, gênio. – O menino sorriu.

Ah, então a gente vai dormir aqui, né?

Claro que não, Apple. Aqui não é lugar de crianças. – As meninas fizeram um bico. – Vocês continuaram no tio Barry.

Isso é tão injusto. – A porta se abriu e Felicity abriu um enorme sorriso.

Oi, princesa. – Oliver olhou para onde a namorada olhava. – Que linda que você está.

Dinda. – A garotinha se jogou para frente, mas Barry a segurou.

Eu estava com tantas saudades. – A pegou, colocando-a sentada em suas pernas.

Sodade. – Felicity beijou a bochecha gordinha.

Eu estou muito, muito mais. – Beijou a bochecha da bebê mais duas vezes.

Dinda dicansô?

Sim, meu amor, eu já descansei. – Sorriu. – Você veio para levá-los?

Ah, não, agora não.

Mas Lyon, a hora de visitas acabou, filho. – Tanto o garotinho quando as gêmeas fizeram um bico, inconformados. – Amanhã vocês voltam.

Só mais um pouco, papai.

Lyon, o horário de visitas terminou, daqui a pouco a médica virá aqui, pedir que saiamos. – Eles para Felicity, que passava seu nariz no pequeno de Kitty.

Vocês virão todos os dias para vê-la. – Oliver diz. – Mas agora precisam ir. – Com um bico nos lábios, eles assentem.

Logo estarei em casa. – Felicity diz, olhando para as crianças.

Vamos? – Eles abraçam Felicity. Kitty que passava as mãos no cabelo loiro da madrinha, resmunga quando o pai a pega no colo.

Até amanhã, princesa. – Barry deixou que ela lhe desse um beijo na bochecha.

Dá um beijo na Dinda. – E a pequena o fez.

Te amo. – Mandou um beijo, e Kitty fez o mesmo, fazendo com que todos sorrissem. – Coisa fofa.

Mamãe, se a gente ligar, conta uma história pra gente dormir?

April, provavelmente a mamãe já estará dormindo.

Eu posso dormir depois que contar a história, Oliver. – Ele a olhou e ela sorriu para as crianças. – Me liguem e eu conto a história. – Lyon sorriu e se aproximando da mochila, puxou de lá um livro.

Eles vieram preparados.

Vocês já tinham isso em mente, não é? – Pergunta, segurando uma risada. Felicity pega o livro das mãos do sobrinho.

Até amanhã, tia Lissy.

Até amanhã, querido. – Beijou sua bochecha. – Até amanhã, meus amores.

Até mamãe. – Elas beijaram a bochecha da mãe. – Te amo.

Também amo vocês.

Tchau, papai. – Elas abraçam o pai, que lhes dá um beijo. Oliver dá um beijo na bochecha de Kitty, quando Barry se aproxima para se despedi.

Tchau, pequena. – Ela colocou a mão na boca e lhe mandou um beijo.

Nos vemos amanhã. – Barry beija a bochecha de Felicity e sai do quarto com as crianças.

**--**

Finalmente estou em casa. – Felicity comenta ao passar pela porta. Ela já não aguentava mais ficar no hospital. Tinha ficado duas semanas em observação, e quase enlouqueceu. Respirou fundo, sentindo um cheiro de flores. Se aproximou da mesa de centro, pegando o buquê de violetas, suas preferidas. As cheirou, enquanto sorria.

Gostou? – Ela se virou para o namorado.

Eu adorei. – As colocou de volta na mesa, lentamente, antes de abraçá-lo pela cintura. – Obrigada. – Ele sorriu.

Tudo por você. – Ela o beijou lentamente. – Eu estou tão feliz por finalmente estarmos em casa.

Eu também. Estava com saudades desse apartamento. Com saudades das minhas aulas de tiro... – Oliver franziu o cenho.

Nem pensar que você vai voltar com isso. Pelo menos por enquanto. – Ela fez um bico. – Você foi liberada pela médica, meu amor, mas não foi liberada para sair de casa. Ficará aqui, de repouso.

Que injusto. – Ele quase riu.

Mamãe, não vai subir pra ver o quarto? – April e Amily aparecem na sala.

O que tem de diferente?

A gente arrumou. Eu, a Apple e o papai. Do jeitinho que a mamãe gosta.

Vocês arrumaram a cama? – Se soltou do namorado. – Não é possível. – Elas riram.

A gente já pode fazer isso sozinhas, mamãe. E a tia Cait ensinou.

Isso é muito bom. Menos trabalho para a Alissa. – Caminhou com as filhas para o segundo andar, com o namorado atrás.

Elas fizeram questão de arrumar o quarto.

O cheiro de flores... – Felicity comenta ao chegar perto do quarto. – Tem um buquê no nosso quarto também? – Oliver sorriu.

As gêmeas com a ajuda da tia Laurel acharam um aromatizador com o mesmo cheiro da violeta. – Ela sorriu, ao entrar no quarto e sentir aquele cheiro que ela adorava.

Adorei. Esse cheiro é tão bom. – As garotinhas sorriram.

Eu prefiro o seu. – Oliver sussurrou no seu ouvido.

Oliver. – Ela o repreende, e olha para as filhas, que não prestavam atenção neles. Ele sorriu não se importando com a repreensão.

Eu te amo.

Eu também te amo. – O beijou rapidamente e se afastou para ver o quarto. – Tem algo de diferente... Não é só o cheiro... – Arqueou as sobrancelhas. – Vocês mudaram a cor das cortinas?

Ideia das nossas filhas. – Nossas filhas. Aquela frase lhe fazia lembrar de Sarah. – O que foi?

Nada. – Sorriu. – Só me lembrei de um “sonho” que eu tive enquanto estava em coma.

Que sonho? – Felicity abriu a boca, mesmo não sabendo o que dizer.

Mamãe, estou com fome. – E a loira se aliviou, por isso se virou para as filhas.

Vamos pedir comida hoje, está bem? – Diz sorrindo.

Eu quero pizza.

Eu também. – Concordou com Amily. – De chocolate.

Vocês comerão alguns pedaços do de sal, antes. – Elas assentiram. – Então combinado. – Se virou para o namorado. – Você pede enquanto eu tomo um banho?

Claro, meu amor.

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A Caitlin ligou. – Oliver comenta ao se sentar na cama. Ele tinha colocado as filhas para dormir, já que sua namorada estava descansando. Por causa dos remédios que ela estava tomando, sua namorada sentia muito sono.

E por que não passou para mim?

Ela só ligou para nos lembrar do aniversário da Kitty.

Oh, é verdade. Vai ser nesse final de semana.

Sim. Ela estará nos esperando.

E nós vamos, não é? – Ele a olhou, sério.

Você deveria estar de repouso.

Oliver, por favor, vou ficar quieta. Não vou fazer nada que possa me prejudicar. – Eles olharam nos olhos um do outro. – É o aniversário de um ano da nossa afilhada. – Oliver suspirou. Felicity o olhava, esperando pela resposta positiva.

Tudo bem. – Ela sorriu. – Mas eu vou ligar para a sua médica antes.

Para quê, meu amor?

Para ela me dizer se não vai ter problema você sair.

Ela vai dizer que eu devo ficar em casa. – Bufou.

Vamos ouvir o que ela tem a dizer, está bem? Não vamos nos precipitar.

Eu vou de qualquer jeito, Oliver. – E ele tinha certeza de que não era apenas palavras, ela realmente o faria. – Não vou faltar ao aniversário da minha afilhada.

Não vamos nos precipitar, está bem? – Pede novamente. – Vou explicar tudo á Meredith, e por mais que eu ache perigoso... Não acho que ela vá ser contra, contanto que você fique sentada e quieta.

Tomara que esteja certo.

Vou convencê-la de que você fará tudo que ela recomendar. Mas tem que me prometer que fará mesmo.

Prometo. – Diz animada. Oliver, vendo-a tão animada, não pôde deixar de sorrir.

Notas finais
☀ Felicity teve uma experiência bem estranha, mas muito emocionante. ☀ O que acharam dela se encontrando com Sarah, e a antiga Queen mandando-a de volta para a família “delas”? ☀ Eu amei escrever essa cena, e espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Como puderam entender, Felicity não conseguia voltar para Oliver, porque se sentia culpada com tudo que estava acontecendo. Temia que algo ruim acontecesse ás gêmeas. Mas Sarah fez ela entender que ela “tinha” que voltar, ou Oliver não suportaria. Nem seus amigos, os irmãos, as filhas, os sobrinhos, o pai... Todos que ela deixou preocupado, naquele outro plano... Todos sofreriam se ela não voltasse. ☀ Felicity está em casa, e para o bem dos seus coraçõezinhos, ela está ótima. Só precisa ficar de repouso, o que vai ser bem difícil, porque ela não aguenta ficar parada por muito tempo. ☀ O próximo capítulo será um extra, e como vocês puderam ler nesse final de capítulo... Vai ser o aniversário da ruivinha mais fofa do mundo. Kitty Megan Allen. Gostaria, antes de deixar vocês com uma pequena prévia, avisar que como o Enem vai ser nessas duas semanas que estão chegando, eu não postarei. Preciso estar concentrada no Enem, e por isso não vou poder escrever capítulos. E acabei de me lembrar de que como eu estarei viajando com meus pais, eu não vou poder postar na próxima semana, então serão três semanas sem atualização. Mas não se preocupem, levarei meu note para eu poder escrever os capítulos quando eu estiver no hotel. Prometo compensar vocês. Para não ficarem desesperados, fiquem com a prévia do próximo(extra) Dinda. – Felicity olhou para a pequena Allen que vinha correndo para ela. Ela se abaixou e abraçou a afilhada assim que ela chegou. Oi, amor. Você está tão linda. – Beijou a bochecha gordinha. – Parabéns pra você. “Palabén”. – Ela bate palminhas fazendo o casal e Cait rirem. Olha o que a tia e o tio trouxe. – Ela pegou na grande pelúcia grande. “Oiaf” – Os adultos sorriram. Sim, amor, é o Olaf. Daqui a pouco não vai ter espaço no quarto dela. Já é o terceiro urso gigante que vocês dão. – Eles riram. – Mas são os que ela mais gosta. Pa neném? Sim, querida. – Ela abraçou o urso. – A neném gostou? Sim. – Ela balança a cabeça. – “Usinho gandão”. “Ingal” o “pada”, mamã. ❄ Para quem quiser entrar no grupo do WhatsApp para conversarmos sobre as minhas histórias: https://chat.whatsapp.com/CQXDQJ1SQpN5OwBlydJpcR