Kupidon

89 Capítulo Sessenta e Sete


Notas iniciais
Estrelinhas, eu juro que pensei que conseguiria vir no começo da semana, mas aqui estou eu, praticamente no fim dela. O porquê de eu não conseguir é que estou novamente cuidando da minha sobrinha sozinha, e ando terminando o dia exausta. Mas o importante é que eu estou aqui. PS: Não deixem de ler as Notas Finais. Boa Leitura!

Oliver observava os filhos pelo vidro claro, tocando-o com a palma das mãos, sentindo o frio do mesmo, mas nada concentrado nesse detalhe, apenas nas pessoas que mais amava, apesar de seus pensamentos estarem um pouco longe e entristecido naquele momento. Apenas dois deles estavam do outro lado, acomodados e de olhos fechados, dormindo de forma tão tranquila, de forma que nem parecia que a mãe deles estava lutando para viver naquele exato momento. Sua única garotinha havia sido levada para mais alguns exames; apenas por precaução, e era por esse motivo que ela não estava ali, junto dos irmãos. Ela estava bem, haviam lhe dito, e mesmo assim só acreditaria quando estivesse com a pequena em seus braços, sentindo o calor de seu corpo, ouvindo sua respiração calma. E imediatamente pensou em sua esposa ao pensar em seu corpo gelado. Aquele sentimento de perda, de dor, de medo, estava ainda mais aguçado, e infelizmente o deixava extremamente angustiado. O som que veio do aparelho ligado à sua amada ainda estava cravado em si, repetindo várias e várias vezes em sua mente, não o deixando ter paz.

E por isso seus sentimentos naquele momento estavam tão conturbados; sentia-se extremamente feliz pela chegada dos trigêmeos, por eles estarem bem e por finalmente saber que em breve poderiam estar em seus braços, mas ao mesmo tempo, não conseguia deixar de se sentir desesperado, completamente temeroso com a situação de sua esposa.

Felicity poderia não sobreviver. E isso estava matando-o por dentro.

Passou as mãos nos cabelos, descendo para o rosto e pescoço, se lembrando do rosto pálido da amada, os olhos se fechando aos poucos, a voz das médicas dizendo sobre a hemorragia grave, a falta de resposta da parte dela, o corpo gelado, os olhos completamente fechados demonstrando a inconsciência da mulher que amava. Era desesperador. Não estava acreditando que passava por aquela situação uma segunda vez. Era como se estivesse vivendo um déjà-vu; o mesmo que havia acontecido com Sara, sua primeira esposa, estava acontecendo com sua atual esposa, naquele momento, a diferença – a única diferença –, era que ela estava em cirurgia, quando que com Sara, ela havia falecido algumas horas após as gêmeas nascerem, algumas horas após de ter pego as filhas nos braços, alguns minutos após se despedir, sem saber que realmente se despedia.

Felicity não havia pego os bebês nos braços, não havia sentido o calor do corpinho deles, sentido o cheirinho bom que eles tinham. E ele sentia seu peito apertar por imaginar que ela nunca poderia fazer isso, que sua última lembrança dela, seria a dos olhos verdes-oliva completamente fechados.

Não aceitava isso.

Era para dar tudo certo.

Haviam cuidado para que desse tudo certo, e no final tudo desmoronou; em poucos minutos, tudo desmoronou. E novamente estava caminhando para dar o mesmo resultado de antes. O que mesmo que houve na primeira vez que se tornou pai.

Ele não aguentaria.

Não dessa vez.

Não essa perda.

Oliver de repente ouviu passos, e mesmo assim, não deixou de fitar seus bebês; ainda com o corpo trêmulo, com o medo e o pavor abatendo-o completamente, sentindo a garganta fechar só por imaginar viver longe da mulher que amava.

— Querido. – Sua mãe colocou a mão direita no ombro dele. – Como eles estão?

— Estão bem. – Murmurou. – A menina..., tem problemas respiratórios, mas estão cuidando disso. Pelo menos foi o que me disseram... – Responde sem olha-la; sabia que os outros estavam ali também.

— E Felicity? – Barry perguntou.

— Ela teve uma hemorragia.

Laurel imediatamente se assustou, levando uma das mãos em direção ao peito.

Outra vez? Iria acontecer "aquilo" outra vez? Era o que a Allen pensava, sentindo o medo a dominar.

Não conseguia deixar de pensar em sua amada irmãzinha, e em como havia sido sua morte, não conseguia parar de pensar na despedida, e em como ficou extremamente fragilizada logo em seguida, porque apesar de ter parte dela, vivos, em algum canto do hospital naquele dia, ela havia a perdido, para sempre, e por isso aquele havia sido o pior dia de sua vida. E era por sua melhor amiga, alguém que ela tinha como uma irmã, na qual passava por algo semelhante, que ela revivia aquele dia horripilante. E sentia um gosto amargo na boca, o peito apertar, o medo a dominar, porque por mais que ela tentasse dizer a si mesma que ficaria tudo bem, ainda assim o corpo dela inteiro não acreditava.

— Me tiraram de lá.

— Vão cuida-la, Oliver. – Ray diz tentando tranquilizá-lo, mesmo estando preocupado.

— Não acredito que isso esteja acontecendo novamente. – Desviou os olhos dos filhos finalmente para poder olhar para os pais que estavam do seu lado esquerdo. – De novo. – Fechou uma das mãos em punho. – Não entendo por que... – Bagunçou os cabelos nervoso.

— Oliver, você precisa ser forte. Eu sei que é difícil, mas precisa acreditar que tudo vai ficar bem. – Moira passou a mão livre nos cabelos do filho.

— Sua mãe está certa, filho.

— As médicas sabem o que estão fazendo, Oliver. – Barry conseguiu a atenção do amigo e se pôs a completar. – É apenas uma hemorragia... – Tentava convencê-lo. – Felicity é forte.

— Minha filha ficará bem.

Oliver se surpreende ao ver o sogro ali. Malcom não havia chego até o momento em que tinha entrado para presenciar o nascimento de seus filhos e por isso que ouvir a voz dele havia o pegado de surpresa. Sabia que seu pai havia ligado para o homem, avisando sobre o parto de sua filha, mas até aquele momento, nem mesmo estava se lembrando dele ou de sua esposa.

Quem poderia culpá-lo por isso, não é mesmo?

A mulher de sua vida estava em uma sala de cirurgia entre a vida e a morte, então era completamente normal que não se lembrasse das outras duas pessoas que deveriam estar ali para conhecerem seus filhos.

— Eu acho que vocês precisam se acalmar, se sentar e tomar uma água. – Rebecca se pronuncia. – Ficar assim não faz bem a nenhum de vocês.

— Vocês não viram o que eu vi.

— Oliver, ficar pensando negativamente não ajuda em nada. – Lena diz.

Laurel não tinha dito uma só palavra desde que o amigo de anos havia contado que a mulher na qual via como uma irmã estava no mesmo estado em que sua irmã mais nova esteve á alguns anos. Não conseguia deixar de pensar no pior, e mesmo que tentasse, sua mente a levava várias vezes para o mesmo dia da despedida, o dia em que perdeu sua irmãzinha. Ela havia ganhado uma nova irmã; mesmo que não tivessem o mesmo tipo sanguíneo, Felicity fazia parte da sua vida, e não conseguiria lidar se a perdesse também; estava se sentindo da mesma forma que Oliver naquele momento: completamente aterrorizada.

— Vamos nos sentar. – Barry sussurrou para a esposa, preocupado por vê-la tão desestruturada.

Passou o braço em sua cintura e caminhou com ela até uns bancos de madeira que tinha ali do lado, percebendo o quanto ela havia ficado angustiada com o que Oliver havia dito. E por isso ele podia imaginar o que ela estava pensando e o que estava sentindo naquele momento. Queria poder prometer que Felicity ficaria bem, mas não poderia, afinal, tudo poderia acontecer nos próximos minutos. E isso o deixava preocupado, muito preocupado, principalmente com o estado de sua esposa grávida e de seu amigo, que mal conseguia conter o desespero naquele momento.

Sua melhor amiga estava nas mãos dos médicos e esperava que eles fizessem o melhor e a salvasse, não só por ele e os outros que esperavam apreensivos, mas principalmente por Oliver e Laurel.

Os outros passaram a sentar-se também, exceto pelo Queen mais novo, que passou a observar os filhos novamente, sem piscar, completamente fora de órbita, pensando em sua esposa, apesar de seus olhos não deixarem os bebês nem por um segundo; os dois meninos, já que a sua garotinha ainda estava com os médicos, para seu desespero. Ficar sem notícias tanto de sua mulher quanto de sua filha estava deixando-o louco.

— Alguém sabe dos meus netos?

Oliver voltou a si, olhando para Rebecca, com as sobrancelhas arqueadas, completamente confuso.

— Como assim?

— Ah, você ainda não sabe... – Laurel diz, tentando se esquecer da tensão. – Cait entrou em trabalho de parto alguns minutos depois que você entrou para ver Felicity.

— O que? – Oliver estava surpreso, e agora ele compreendia o porquê de os outros dois não estarem presente. – Isso é sério?

Cada um deles assentiram, com um sorriso nos lábios.

— E como estão?

— Ainda não sabemos de nada. – Moira diz. – A dilatação dela estava mínima, por isso estavam esperando a hora certa.

— Então, ela ainda não teve os bebês? – Malcom perguntou, mas antes que qualquer um pudesse dizer alguma coisa, seu filho apareceu no campo de visão de todos.

— Tommy. – Rebecca chama o filho.

— Ethan e Evilyn nasceram.

Os outros sorriram, e no instante seguinte Rebecca se aproximou para abraça-lo.

— Como eles estão? – Robert perguntou.

— Eles estão bem. Estão com a Cait, eu só vim avisar vocês.

— Eu quero vê-los.

Malcom e Tommy sorriram ao verem a animação de Rebecca.

— Claro, mãe. – Ele olhou para o melhor amigo no instante seguinte. – Oliver.

— Fico feliz por você, Tommy.

Ele deu um sorriso fraco; estava feliz pelo amigo, mas preocupado com a esposa.

— Incrível que os filhos de vocês tenham nascido no mesmo dia.

— Cinco aniversariantes. – Moira diz, surpresa. – Quero ver como isso vai ser.

Rebecca sorriu, concordando com a amiga.

— Como Felicity está?

Oliver desviou os olhos, dando um longo suspiro.

— Ainda não sei. Mas quando saí de lá ela estava tendo uma hemorragia grave.

Tommy se assustou, não conseguindo deixar de se lembrar de Sara, e por isso imediatamente olhou para os que estavam a sua volta e do amigo, em especial para Laurel, sabendo o quanto aquilo deveria estar mexendo com ela, e então se obrigou a se recuperar; precisava não só ser forte, como apoiar seu irmão, e por isso se aproximou, colocando ambas as mãos nos ombros dele.

— Ela vai ficar bem, irmão. – Seus olhos se encontraram. – Felicity é forte. Além disso, ela é uma Merlyn. – Sorriu, fazendo seus pais sorrirem também, assim como os pais de seu melhor amigo. – Confia, vai dar tudo certo.

— Vai dar tudo certo. – Repetiu em sussurro, tentando se convencer.

— E seus filhos?

Oliver desviou os olhos para o vidro, e Tommy acompanhou o olhar do amigo.

— Estão bem. Tiveram um problema com minha filha, mas resolveram, pelo que fiquei sabendo. Eles ainda estão com ela, por isso ela ainda não está aqui.

Tommy assentiu.

— Mas ela está bem. – Olhou para o amigo após completar. – Pode ir ficar com a Cait e seus filhos. Quando soubermos alguma coisa sobre Felicity eu aviso.

Tommy olhou para os amigos, que estavam do lado deles, e voltou a olhar para seu amigo, sabendo que cada um deles estariam ali para apoiá-lo.

— Eu vou, mas qualquer coisa não deixe de me avisar.

Oliver assentiu, assim como os outros.

— Pode ir conhecer seus netos, Malcom. Quando eu souber algo sobre sua filha, vou até lá, avisa-lo.

Pai e filho olharam para Robert.

— Estamos no quarto 16, bloco B.

O Queen mais velho assentiu, e viu os Merlyn se afastar.

Moira então percebeu como o filho estava perturbado e por isso se aproximou; sabia o quanto aquela situação angustiante estava mexendo com ele, principalmente por ser o mesmo que havia acontecido a mais de sete anos atrás.

— Por que não nos diz os nomes, querido? – Pede, tentando fazer o filho não pensar muito na situação da esposa, decidiu mudar de assunto.

— Verdade, vocês não nos disseram. E olha que eu, Cait e Helena somos as madrinhas. – Laurel sorriu, um pouco mais calma.

— Vocês já decidiram, não? – Barry se pronuncia.

— Espero que sim, porque seria um abuso meus netos não terem nome ainda. – Novamente a senhora Queen se pronunciou, tentando descontrair o ambiente.

Antes que o filho respondesse, uma enfermeira apareceu com um dos bebês.

— Oliver. – Helena chama, e ao desviar o olhar para onde ela olhava, ele vê a enfermeira se aproximar.

— Senhor Queen.

O loiro olhou para o bebê nos braços dela, coberto por uma manta azul bebê.

— Quer pega-lo?

— Quero. – Sussurrou, sentindo-se mais leve, apenas por ver aquele pequeno ser que era seu, e então a mulher lhe passou o bebê de 3 quilos e 500 gramas.

Imediatamente sorriu ao ver o rostinho do filho, se lembrando dos outros quase que de imediato.

— Os outros dois estão bem, certo? – Pergunta, preocupado. – Minha filha teve um problema respiratório...

— Não se preocupe, já foi resolvido. Ela está ótima. – Sorriu, tranquilizando-o. – Se você quiser posso leva-lo lá dentro, para ficar com os três.

— Eu quero esperar notícias da minha esposa, mas obrigado.

Ela assentiu.

— Posso pega-lo, Ollie? – Laurel pede, se aproximando.

Ele passou seu filho para os braços dela, que sorriu.

— Olha que coisa mais fofa?

Moira pegou em uma das mãozinhas, ao se aproximar da Allen, e no mesmo momento outra enfermeira se aproximou, carregando nos braços, outro bebê, dessa vez coberto por uma manta verde-clara.

— Ele é tão lindo. – Lena diz, se aproximando.

— Esse foi o que nasceu primeiro. Ele tem 100 gramas a mais que o irmão, e sua filha tem 60 gramas a mais que ele. – A primeira enfermeira diz, sorrindo.

— A menina ainda está na incubadora por causa do problema respiratório, mas logo poderá pega-la. – A segunda enfermeira diz, sorrindo. – Por enquanto... – Passou o bebê que estava em seus braços para o pai, que o pegou, com cuidado. – Você pode contemplar os irmãozinhos dela.

As mulheres se afastaram depois de observar por um tempinho a forma como o Queen olhava emocionado para os filhos.

— São idênticos. – Ray comenta.

— Você não poderia ter apenas um filho, não é? – Brincou, dando um sorrisinho, fazendo os que estavam a sua volta sorrirem também. – Veio duas, agora três. E na próxima gravidez? Virão quatro?

Os outros riram, e Oliver o fulminou com o olhar, fazendo com que o Allen risse.

— Eu ouvi algo parecido do insuportável do Tommy. – Murmurou, lembrando-se da cena que aconteceu no mesmo dia em que contou sobre os trigêmeos.

— É, eu imaginei. – Diz rindo.

Laurel beijou uma das mãozinhas do bebê que ela segurava.

— São a sua cara. – Cada um dos presentes olhou para Ray. – Será que tem seus olhos ou os de Felicity?

— Espero que os de Felicity.

Todos sorriram, compreendendo completamente o porquê de o Queen esperar por aquele detalhe. E como se os bebês tivessem realmente escutado, abriram os olhinhos, devagar, mostrando que assim como o pai deles gostariam, eles tinham os olhos de sua mamãe. O mesmo tom esverdeado, além do mesmo formato dos olhos, o que os fazia ter mais detalhes vindo dela, apesar de parecer mais com o pai. Imediatamente os que estavam observando os bebês sorriram.

— Verdes. – Barry diz sorrindo, olhando para o amigo logo em seguida. – Como desejou.

— Como os da mãe. – Diz baixinho, emocionado, se lembrando de sua amada e sentindo-se mais uma vez um pouco triste por ainda não receber nenhuma informação sobre ela.

— E então, filho? – Moira se pronuncia ao perceber a tristeza nos olhos de seu filho. – Os nomes?

Robert imediatamente sorriu.

— Também estou curioso.

— Nós temos os nomes desde pouco antes de descobrirmos o sexo deles. – Oliver desviou os olhos para os pais e amigos. – Felicity escolheu o nome da menina e escolhemos os dos meninos juntos.

— E? – A Queen mais velha pergunta, afoita.

— Diga, antes que sua mãe tenha um ataque, filho. – Diz com um sorriso ao ver a ansiedade da esposa.

— Os meninos são: Bryan e Bryden Liam Queen. E a menina se chama Brooke Megan Queen. – Olhou para os pais.

— São nomes lindos, querido.

— São perfeitos, filho. – Diz, colocando a mão direita no ombro do filho.

— Brooke. – Laurel diz chamando a atenção para si. – Eu me lembro de Felicity comentar sobre esse nome.

— Eu também me lembro, acho que era...

Oliver interrompeu Barry.

— Era o nome do meio da mãe dela.

Os outros sorriram, compreendendo a homenagem, e no instante seguinte o Queen mais novo percebe Meredith se aproximar. Imediatamente seu coração começa a bater de forma agitada, tanto que o bebê em seus braços resmungou ao sentir sua tensão.

— Oliver.

Ele se aproxima da mulher, afoito, com os olhos demonstrando desespero, vendo-a sorrir logo em seguida.

— Você quer ver sua esposa?

Ele suspirou aliviado; seus olhos se fecharam por um momento, e ele pode finalmente sentir seu corpo relaxar e seu coração deixar de estar tão apertado.

— Ela está bem? – Pergunta já com os olhos focados na mulher novamente.

— Ela está ótima. Conseguimos contornar a situação e agora ela dorme, mas deve acordar logo. Não acho que ela vá se sentir bem, acordando e não vendo ninguém.

Ele assentiu, concordando prontamente; sua amada ficaria desesperada.

— Mas por enquanto, acho melhor só você estar no quarto. Depois que ela acordar, e ela estiver relaxada, os familiares poderão juntar a vocês. Mas não todos, três por vez.

Eles assentiram, todos completamente aliviados pela morena estar bem.

— Pode me levar até lá agora?

A médica olhou para os bebês antes de responder, percebendo que faltava um deles, a garotinha na qual havia lhe dado um grande susto, e aos seus pais também logo que nasceu.

— Não pegou sua filha?

— Disseram que ela ainda está na incubadora.

— Bom, então eu vou acompanha-lo até o quarto. E depois levo os três para conhecer a mãe. – Sorriu. – A menina já está bem. Conversei com o médico responsável por ela, todos os exames dizem que ela está ótima. Mas é possível que ela tenha asma.

— Asma?

Oliver desviou os olhos para o bebê que estava em seus braços, pensando se eles também teriam em algum momento.

— Nós ouvimos um chiado ao respirar, e esse é um dos sintomas. Mas não ouvimos o mesmo durante seu choro, o que deveria acontecer, e ela está calma demais, então pode ser que não seja asma. Por isso não vamos nos preciptar, ou mesmo nos preocupar atoa.

O outro assentiu.

— No momento ela está bem e é isso que importa. Sua filha tem 3 quilos e 750 gramas. Ela é completamente perfeita, e se ela tiver asma, tem uma equipe de médicos prontos para cuidá-la. Então, novamente, eu peço, não se preocupe.

— Tudo bem. – Murmurou.

— Ótimo. – Diz, chamando duas enfermeiras com um sinal de mão.

— Eu tenho uma dúvida.

A mulher o olhou.

— Os irmãos dela, também podem ter asma?

— Os sintomas não apareceram neles, então não acho que tenham, mas ficaremos de olho e qualquer coisa, estaremos a postos para cuidá-los. Tudo bem?

Oliver balançou a cabeça, devagar, entregando o filho para uma das enfermeiras, que havia se aproximado, vendo Laurel fazer o mesmo com o outro, entregando-o para a outra que se encontrava ao lado de Meredith.

— Quando Felicity acordar levarei seus filhos até lá, pessoalmente.

— Obrigado, Meredith. Não sei como te agradecer.

— Só fiz meu trabalho. – Sorriu. – Eu fiquei sabendo que Caitlin teve os filhos.

— Sim, ela teve. – Sorriu, agora mais calmo; sua esposa estava viva.

— Por falar nisso, eu vou até lá avisar Malcom sobre Felicity.

— Eu vou com você, querido. – Se vira para o filho, antes de seguir o marido. – Nos encontramos em breve.

Eles saem depois de o filho assentir.

— Bom, eu e Barry vamos para casa buscar as crianças.

— Eu e Ray faremos o mesmo. – Olhou para o marido, que concordou.

— Na verdade, eu tenho certeza de que ela quer furtar sua geladeira.

— Ray!

O homem riu junto dos amigos.

— Fique à vontade, Lena.

E ela fez um biquinho, o que fez com que o Queen tivesse a certeza de que o marido dela falava a verdade.

— Vão voltar?

— Sim, apesar de imaginar que Felicity precisará de muito descanso depois de tudo. – Laurel responde. – Além disso, vocês dois merecem um tempo a sós com os bebês.

— Tudo bem, então.

— Traremos as gêmeas. – Ray completou.

— Obrigado.

— Qualquer coisa é só ligar. – Barry diz.

Oliver assentiu.

Barry e Ray o abraçaram.

— Diga a Lis que chegaremos logo? – As mulheres pedem praticamente juntas.

— Pode deixar.

Laurel e Helena o abraçou antes de se afastar com seus maridos, deixando o amigo com Meredith.

— Vamos, então?

Ele assentiu, logo seguindo a médica finalmente.

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Quando entrou no quarto, sua esposa estava com o corpo apoiado na cabeceira da cama hospitalar, segurando sua única garotinha; ele sabia que era menina, por conta da manta cor-de-rosa. E ele se aliviou ao ver a menina na qual ainda o fazia sentir-se preocupado, mesmo que dissessem que ela estava bem. Ela tocava a garotinha com os olhos brilhando, a mão livre acariciava o rostinho levemente, com a ponta dos dedos enquanto cantava a mesma música que cantava para as gêmeas, quando as colocava para dormir. Sentia-se tão encantado por ver aquela linda cena, sentia-se aliviado por ver que ambas estavam bem, e por isso não conseguiu dar um passo para dentro do cômodo; era tão bom ver sua esposa respirando novamente, era bom saber que tinha sido apenas um grande susto e que sua amada esposa estava completamente bem.

A médica, compreendendo os sentimentos do Queen, e feliz por ver que ele já não se sentia angustiado, se afastou sem chamar atenção, na intenção de avisar que podiam levar os outros dois bebês para ver a mãe, além de querer deixar o casal sozinho. Eles mereciam aquele tempo, apenas os dois, apesar de ter com eles um de seus bebês.

Felicity percebeu a presença marido após um tempo que ele se encontrava ainda encostado no batente da porta. Seus olhos se encontraram, os sorrisos foram correspondidos enquanto um deles via o outro se aproximar, e então ela pode sentir os lábios do marido em sua testa, de forma carinhosa; ela podia entender os sentimentos dele, mesmo que ele não tivesse dito nenhuma palavra; ele estava aliviado por ela estar viva, e a morena sentia-se da mesma forma. Ela estava viva, estava bem e naquele momento, segurava uma das preciosidades que era fruto do amor entre ambos.

Sentiu os lábios dele nos seus, antes de ele tocar a única garotinha, dos três bebês. Oliver percebeu que assim como os irmãos, ela tinha os olhos da esposa, os esverdeados mais lindos do mundo, mas o resto era completamente dele. Sua garotinha era linda, completamente perfeita, com seus ralos cabelos loiros. Levou sua mão até o rosto da amada, tocando-o carinhosamente no exato momento em que seus olhos caíram sobre ela novamente.

— Me deu um grande susto. – Confessou em sussurro.

— Me desculpe.

Ele balançou a cabeça, beijando-a nos lábios novamente.

— Obrigado por não ter desistido de nós, Felicity.

Ela pegou na mão dele e o fez se sentar na beirada da cama.

— Eu nunca poderia desistir das pessoas que eu mais amo nessa vida. Não me perdoaria se não visse nossos filhos crescerem.

— Imaginei tantas coisas quando você perdeu a consciência..., imaginei o que seria da minha vida sem você, o que seria dos trigêmeos sem a mãe..., até mesmo pensei o que seriam das gêmeas sem você ao lado delas nos momentos mais importantes.

— Tipo..., casamento? – Provocou, e ele revirou os olhos; nem quando ele confessava os sentimentos angustiantes que sentiu a pouco ela continha a provocação sobre aquele detalhe no qual ele não gostava de falar.

— Não vamos falar do casamento das minhas garotinhas.

Ela riu, voltando os olhos para a filha.

— Ela é a bebê mais linda do mundo, meu amor.

— Sim, ela é. – Concordou, em sussurro, emocionada. – Eu nunca pensei que sentiria um amor tão grande, ao sentir meu bebê em meus braços.

— Bebês.

A morena o olhou e ao vê-lo com os olhos em direção a porta, e então fez o mesmo, encontrando duas enfermeiras trazendo cada uma um bebê no colo, um de manto verde-claro e outro de manto azul-bebê.

— Ansiosa para ver seus dois garotinhos, senhora Smoak-Queen? – A enfermeira morena pergunta.

— Mais do que pode imaginar. – Diz sorrindo, entregando sua garotinha para os braços do pai. – Eles estão bem, não é?

— Estão ótimos. Os três estão em perfeita saúde. – A loira responde, enquanto passava o menino que estava em seus braços para um dos braços da paciente.

— Teve problemas em amamentá-la? – A morena sonda, um pouco preocupada, mesmo que não demonstrasse.

— Não, ela mamou tão bem. – Diz sorrindo.

E ambas as enfermeiras se aliviaram; mas apenas Oliver havia percebido. Ele questionaria, mas sabia que não deveria principalmente por sua amada estar presente. Além disso, se elas haviam se aliviado, queria dizer que ele não deveria se preocupar. E ele não o faria. Agora era só alegria. E ele aproveitaria aquele momento perfeito, no qual ele esperou tanto por acontecer. Só faltava agora suas garotinhas para que a família estivesse completa.

— Então os deixaremos a sós. – A loira sorriu.

— Qualquer coisa é só chamar. – A outra completou.

— Obrigado.

Elas assentiram com um sorriso e saíram do cômodo.

— As gêmeas vão ficar eufóricas. – Comentou de repente, chamando a atenção do marido para si.

— Nossos amigos devem estar chegando com elas.

A esposa assentiu com um sorriso nos lábios.

— Ah, Caitlin deu à luz aos gêmeos. – Contou, recebendo o olhar esverdeado de volta para si, totalmente surpresa, o que não era uma surpresa, afinal, enquanto a outra estava em trabalho de parto, sua amada estava tendo os filhos, e por vê-la tão surpresa que sorriu antes de completar. – Eles são perfeitos, pelo que Tommy disse.

— Nós tivemos nossos filhos juntas. – Diz, ainda mais emocionada que antes.

— Praticamente.

— Vai ser uma loucura.

— Minha mãe e Rebecca concordam. – Diz, acompanhando-a na risada. – Nossa família está completa agora.

— Obrigada. – Sorriu. – Por estar comigo em cada surto meu.

Ele balançou a cabeça, mas ela foi mais rápida em completar.

— Por não desistir de mim quando eu fiquei incomodada ao ficar grávida, por me apoiar quando fiquei com medo da gravidez, por tudo que fez por mim.

— Foi um prazer. O que eu não faria pelo amor da minha vida?

— Eu te amo.

Ele a beijou, lentamente, sentindo o gosto dos lábios dela, mas não por muito tempo, pois a porta foi aberta de forma brusca.

— Mamãe.

Eles encontraram os olhos claros das gêmeas no instante em que afastaram os lábios um do outro e desviaram os olhos, vendo-as correr até onde estavam. Elas tinham um sorriso contagiante nos lábios, e o destino de ambas, apesar de falar mamãe, seus olhos estavam focados nos bebês.

— April, Amily, seus irmãozinhos estão dormindo. – Oliver diz, sorrindo, ao ver a animação e ansiedades das garotinhas.

— Desculpa. – Sussurraram, já perto do pai.

— Tudo bem, meus amores. – Felicity sorriu. – Cheguem mais perto. – Chamou, fazendo um gesto com o dedo indicador da mão direita.

— Eles são tão lindinhos. São parecidos com o papai.

Os olhos claros de ambas as pequenas estavam fixos nos irmãos, desviando de um para o outro várias vezes, observando minuciosamente cada detalhe do rostinho pequeno e infantil, tentando descobrir o que mais eles tinham de semelhante com seus pais.

— Eles têm seus olhos, mamãe? – Amily pergunta de forma ansiosa.

— Os três. – Confirmou, vendo o sorriso nos lábios das garotinhas.

Elas então voltaram a fixarem os olhos nos bebês, que haviam voltado a fechar os olhos, sonolentos.

— Bryan, Bryden, Brooke, vocês lembram de nossas vozes? – April diz, pegando na mãozinha da única garotinha, sobre os olhos atentos dos avós e dos pais.

— Falávamos com vocês o tempo todo.

— Não mais que o papai. – Completou, fazendo os outros sorrirem. – Mas espero que se lembrem, porque esperávamos ansiosas por vocês.

— Vamos cuidar de vocês, como ajudamos a tia Caitlin com Kitty.

— E a tia Laurel com a Natty. – Se aproximou mais um pouco. – Só espero que vocês não sejam pestinhas, porque o tio Barry está sofrendo com a Natty, e ela só tem pouco mais de um ano, imagina quando tiver três?

Os pais, que estavam mais perto e consequentemente puderam ouvir, riram.

— Vocês demoraram tanto para nascer. – April comenta.

— Menos de nove meses, filha. – Oliver diz em meio a risada.

— Pelo menos eles estão conosco, amor, finalmente.

As garotinhas sorriram, concordando com a mãe.

— Agora estamos completos, não é? – Amy pergunta, olhando para os pais.

— Sim, querida, completos. – Felicity respondeu, fazendo a menina sorrir, assim como sua irmã.

— Ei, eu quero conhecer minha afilhada.

Cada um dos presentes olhou para a porta, encontrando Caitlin em uma cadeira de rodas, sendo guiada por Tommy, que estava atrás de si.

— Cait! Estava ansiosa para conhecer seus filhos. – Olhou de um bebê para o outro, que estavam no colo de Rebecca e Thea; ambas lhe deram um beijo no rosto, mesmo que os pequeninos estivessem em seus braços.

— Eu sinto o mesmo em relação aos seus.

— Não consegui segurá-la no quarto.

A esposa revirou os olhos, mesmo que soubesse que era a verdade.

— Tia, você está bem? – Lyon pergunta, todo preocupado.

— Estou ótima, querido. – Sorriu para ele.

— Eu estava preocupado.

A morena lhe deu um beijo na bochecha.

— Não era necessário, ficou tudo bem.

E cada um dos adultos sabiam que apesar de ter ficado tudo bem, havia sido tenso durante alguns minutos, antes e após o nascimento dos trigêmeos.

— Bebês são todos iguais. – Killian diz, olhando para os filhos de ambas as tias. – Não vejo muita diferença neles.

— Isso não vai demorar a mudar, filho. – Ray diz ao lado do garotinho.

— Eles têm os olhos das mães. – Adam cometa, um tempo depois.

— Eu acho os olhos das tias bem legais. – Andrew diz, fazendo os outros sorrirem.

— O tio Roy diz que eles serão uns pestinhas.

Felicity fuzilou com os olhos ao cunhado, que riu.

— Não ouça seu tio, Lyon.

— Será que poderiam dizer de qual garotinho eu sou madrinha, para eu poder segurar?

Felicity imediatamente sorriu para Laurel.

— Bryan. Ele é seu afilhado.

— Isso quer dizer que eu vou poder pegar Bryden? – Helena, completamente animada, se aproxima da amiga.

— Claro.

— Quem é quem?

Todos riram com a pergunta de Roy.

— Tudo a mesma cara. – Diz devagar, olhando para os três. – E não é que são lindos? Achei que seriam tudo cara de joelho.

— Olha o respeito com nossos sobrinhos.

Todos riram quando Thea socou o braço do namorado.

— São a sua cara, Oliver. – Ray comentou. – Os olhos são da Felicity, mas o resto, é tudo seu.

— O que é muito injusto.

Os outros voltam a rir com o comentário da nova mamãe.

— Eles são lindos, filha.

Ela sorriu, sentindo os lábios do pai em sua testa.

— Obrigada, papai.

— Ah, eu me lembrei de quando meu filho era apenas um bebê.

— E nesse momento me lembrei do teste de gravidez da senhora, e consequentemente na sua gravidez. – Fez uma careta. – Só Deus na causa, estarei ferrado no instante em que minha irmãzinha nascer.

As irmãs do Merlyn o fuzilaram com os olhos.

— Seu filho continua sendo um comédia.

— Não puxou de mim, Robert. – Desviou os olhos para os netos, que estavam lado a lado. – Cinco netos. Só espero que não sejam elétricos como Tommy era.

— Eu acho que serão pestinhas como a Natty. Se preparem.

A bebê já estava nos braços de Felicity, assim como Kitty, que havia corrido para a madrinha, assim que entrou no quarto com os pais.

— Não fale da minha filha, Roy.

— Você se esquece que em algum momento também será pai, não é? – Ray diz. – Cuidado para não pagar língua.

— Minha filha ainda é muito nova para ser mãe, já basta querer se casar.

— Como é que é? – Cada um dos presentes, perguntam, completamente surpresos.

Tommy e Oliver estavam de braços cruzados, um do lado do outro, nenhum pouco conformados com o que acabaram de ouvir, como bons irmãos mais velhos nos quais são extremamente ciumentos.

— Não somos mais crianças e eu o amo. Próximo tópico.

— Quando foi isso? – Oliver perguntou, ignorando o pedido da irmã.

— Algumas horas antes de Felicity começar a entrar em trabalho de parto.

— Eles vieram falar comigo e Robert. – Completou após o amigo. – Alguns minutos depois que eu e Rebecca tivemos de sair.

— Agora Roy será cunhado de vocês pela eternidade, olha que delícia?

— Não seja maldoso, Barry.

Ele riu ao ouvir a esposa.

— Eu sou uma ótima pessoa. – Retrucou, de braços cruzados.

— Isso quando não está fazendo suas gracinhas. – Tommy diz, tendo o melhor amigo como apoio. – É melhor cuidar muito bem da minha irmãzinha.

— Lembre-se, eu sei atirar.

— Oliver, menos. – Felicity diz, revirando os olhos, ainda que tivesse um sorriso. – Eu fico muito feliz por vocês.

— Essa família está crescendo cada dia mais. Logo as garotinhas da Lena e da Laurel nascerão, assim como a garotinha da Rebecca..., e as nossas casas estarão cheias de crianças. – Caitlin diz, sorrindo.

— Outra menina, para meu completo desespero.

E a esposa apenas revirou os olhos.

— Por falar em família crescida... – Moira chama a atenção para si. – Por mais que eu esteja adorando bajular meus netos, não acham que os médicos nos expulsarão daqui, quando ver todos nós nesse quarto?

— Provavelmente. – Trocou um olhar com o marido. – Mas não seria o mesmo se não estivessem aqui, então deixem que expulsem. – Deu de ombros. – Não é como se estivessem me prejudicando de alguma forma. Eu gosto de estarmos todos reunidos. – Olhou para os filhos, que estavam nos braços de suas respectivas madrinhas. – Minha mãe que ia gostar de estar aqui.

Oliver beijou os cabelos loiros ao vê-la ficar emocionada.

— Ela ia ficar eufórica, meu amor.

— Tenho certeza de que ela está olhando tudo lá de cima. – Thea diz. – Assim como Sara. E eu tenho certeza também, de que elas estão muito felizes por todos nós.

A irmã a olhou agradecida e ainda mais emocionada do que já estava.

— Elas estão sim. – Oliver diz, beijando os cabelos da esposa novamente.

— É melhor irmos. – Barry diz. – Vocês precisam de um momento em família, e Felicity precisa descansar.

— Sim, vocês precisam. – Ray concorda, tendo o apoio dos outros.

— Qualquer coisa, liguem. – Moira e Rebecca pedem, vendo as madrinhas dos bebês colocarem cada um em um berço neonatal perto de um sofá de quatro lugares, onde as gêmeas correram para sentar-se; queriam estar perto de seus irmãos o máximo de tempo possível.

— Eu e Roy esperaremos pelas gêmeas na sala de espera. – Piscou, antes de seguir para fora com o noivo.

— Eu e Caitlin estaremos a poucos quartos de distância.

Oliver assentiu, vendo-os partir, com seus filhos em seus braços.

Desviou os olhos, vendo as crianças se despedirem de sua esposa com cuidado, beijando-a no rosto antes de seguirem seus pais, ficando apenas ele, os trigêmeos e as gêmeas no quarto alguns minutos depois.

— Tivemos sorte de não ouvirmos uma reprimenda. – Comentou, voltando a se sentar, ao lado da esposa.

— Eu não me incomodaria se ouvisse. Eu não era a única ansiosa por conhecer os nossos filhos.

Ele sorriu, concordando.

— E precisávamos desse momento reunidos.

— Foi bom mesmo. Além disso, agora que viu os gêmeos da Cait, não vai ter perigo de você fugir do seu quarto.

— Que engraçado.

Ele riu.

— Mamãe, papai, podemos ficar aqui hoje? – April pergunta.

— Eu sinto muito, querida, mas daqui a poucas horas, virão buscar por vocês.

Elas fizeram um biquinho.

— Não fiquem assim, em pouco tempo estaremos todos reunidos novamente. Na nossa casa.

— Não queríamos deixar vocês. – Amy diz.

— E queríamos ficar perto dos nossos irmãos o tempo todo.

— Estarei em casa em alguns dias, e então vocês vão poder ficar com eles o tempo todo.

Elas sorriram, imaginando a cena, já se esquecendo de que terão de deixar a família delas ali em alguns minutos.

— Acho até que irão se cansar.

— Impossível, mamãe.

— Eles são tão fofos, como é possível se cansar deles? – April completa, fazendo os pais sorrirem; era quase uma risada.

— Vão entender tudo que Lyon dizia sobre as irmãs em alguns dias. – Oliver explica. – Seus irmãos vão chorar, muito, e vão deixar todos nós de cabelos em pé.

— Mesmo assim vai ser muito legal.

— Estaremos todos juntos. Como uma família.

O casal se olhou, sorrindo um para o outro.

— Sim. Como uma família. – Concordaram com Amily.

Havia dado tudo certo, e estavam juntos; todos juntos. Então sim, eles sentiam que tudo estava em seu devido lugar, agora. Se sentiam aliviados, felizes, e finalmente, sentiam a paz que a tanto tempo não sentiam, Felicity em especial. Ela percebeu que aquele medo era completamente bobo, como haviam lhe dito tantas e tantas vezes, que aquele pesadelo que a atormentava era isso, apenas um pesadelo, e agora, vendo que tudo havia ficado bem, percebia o quanto havia sentido um medo inútil.

Desviando os olhos pouco depois, ambos puderam observar as meninas sentadas no sofá, juntas, tendo os berços neonatais separando-as, enquanto pegavam nas mãos dos irmãos, falando com eles em sussurros, já que os três dormiam tranquilos.

— Eu já te agradeci, mas...

Felicity olhou para o marido, ao ouvir sua voz novamente.

— Obrigado, meu amor. Obrigado por fazer parte da minha vida, por ser a mãe maravilhosa que é para as gêmeas, por me dar aquelas três preciosidades, e claro, por me fazer o homem mais feliz desse mundo. Você salvou minha vida, Felicity. – Diz sorrindo. – Se não fosse por você, quem sabe o que eu teria feito da minha vida? O que seriam das gêmeas? Tudo que eu fiz por você, não foi um terço do que fez por mim, Felicity. Eu te amo tanto..., não consigo viver sem você.

— Oliver, nós dois salvamos um ao outro. Eu não sei o que seria de mim se não tivesse você e as gêmeas na minha vida, eu não teria os trigêmeos e provavelmente não seria a pessoa completa e feliz que sou hoje. E isso é graças a você, Oliver. – Pegou em sua mão. – Eu não teria a vida que tenho hoje se você não tivesse aparecido na minha vida, revirado ela de cabeça para baixo e me ajudado quando eu mais precisei. – Ele correspondeu ao sorriso dela e só então completou. – Eu tenho uma família, algo que eu sempre sonhei em ter, e tudo graças a você.

— Eu te amo, Felicity Megan Smoak–Queen.

— Eu também te amo, Oliver Jonas Queen.

Apesar de tudo que passaram, eles foram felizes.

Eles tiveram seus momentos, apesar do perigo em que se encontraram por diversas vezes, em todos aqueles anos. Quem sabe o que seria dos dois, caso eles não tivessem tido as cupidos mirins para uni-los? Caso não tivessem a torcida insistente de cada um dos amigos sobre a relação deles? Mas ambos tinham que concordar que April e Amily haviam sido o empurrão que eles precisavam para seguir em frente com suas vidas, para terem momentos incríveis um com o outro, e foi em meio ao plano de aquelas duas, em querer sempre estar os quatro juntos, que eles começaram a perceber o que sentiam um pelo outro, que começaram a admitir que amavam um ao outro.

As gêmeas queriam uma mãe, e Oliver e Felicity necessitavam de um ao outro para poderem curarem suas feridas.

Agora que estavam todos fora de perigo, a Smoak em especial, eles teriam uma vida tranquila. Eles teriam uma vida completamente feliz, apesar de seus altos e baixos – que todo casal têm –, teriam a vida que sempre sonharam para a família deles, sem agentes os seguindo – mais do que o necessário –, sem perseguições, sem medo, sem pesadelos, sem temer a cada minuto do dia, que algo poderia acontecer com alguém que amavam.

Oliver e Felicity estavam finalmente curtindo a felicidade. E eles mereciam mais do qualquer casal, que essa felicidade fosse para toda a vida.

Notas finais
Como prometido: está aí um final feliz para o nosso casal. Eu pensei muito em um final, e só pude pensar nele assim, principalmente porque em breve estarei postando Carpe Diem: uma segunda temporada mostrando principalmente os trigêmeos maiores; bem maiores. Virei com o Epílogo — se tudo der certo — ainda essa semana. Vamos torcer para dar certo!