Kupidon

42 Capítulo Vinte e Cinco


Notas iniciais
Boa tarde, gente. Mil desculpas pela minha demora. Eu realmente queria ter voltado antes, mas não consegui. A inspiração parecia que queria vir, eu já estava ficando irritada. Eu tinha até a metade do capítulo pronto, mas o resto... Só fui conseguir escrever o resto ontem, depois que eu cheguei do trabalho. Eu estava sem internet, e por isso não postei quando terminei de escrever, além de que eu queria betá-lo antes. Esse é um capítulo bem... Dramático. Se eu falar mais que isso vou dar spoiler, e eu quero que vocês “sintam” o capítulo. Enquanto eu escrevia o final dele, eu me emocionei, principalmente porque estavam tocando as músicas que eu coloquei no capítulo. Espero que sintam o mesmo. ❄ Bom, vou deixar vocês lerem o capítulo ❄ Boa Leitura

Eles saíram do shopping com as garotas ainda dando risadas. Tommy ficou com pena do amigo e como estava com uma camisa de botões por cima da camiseta, a emprestou para ele. As garotas tentaram não rir novamente, mas não conseguiram por muito tempo, a cara dele estava hilária. Felicity e Cait foram até o toalete e trocaram a pequena rapidamente.

Na próxima você vai ouvir o conselho da Cait, não vai? – Felicity consegue dizer mesmo que ainda risse um pouco.

Você é tão maldosa, Felicity.

Você também é uma anta, né? – Roy olhou para a namorada. – Não só a Cait falou para você não fazer aquilo, a Lis e a Laurel também te avisaram.

É. Deveria ter ouvido o conselho. – Concordou.

Ouvir você ouviu, você só não fez como elas pediram. – Barry olhou para Oliver, descrente. E o amigo deu de ombros.

Mas foi engraçado. – Tommy riu.

Porque não foi com você. – Reclamou.

Isso já aconteceu comigo, pode acreditar, quis morrer.

Morrer, também é exagero. – Laurel retrucou. – Tommy entrou com Lyon na cama elástica. – Explicou rapidamente quando as garotas a olharam.

Ah, eu me lembro disso. – Oliver comentou. – Laurel avisou para ele que Lyon tinha acabado de mamar, mas a anta continuou pulando com o menino... — Deu uma risada anasalada. – E aconteceu o que ela disse que aconteceria... Foi lindo de se ver.

Cala a boca, Oliver. – O outro riu.

E você está rindo de mim? – Bufou. – Quem vai ser o próximo alvo da minha filha? Por que ela já fez algo parecido com o Tommy.

Eu estava dando comida para ela quando ela cuspiu tudo em mim. – Roy fez uma careta.

Cait, eu amo sua filha, mas eu nunca vou dar comida para ela. Nunca. – As garotas riram.

Vocês são uns molengas.

Acho que vou ter que tomar banho com soda cáustica. – Todos riram ao ouvi-lo. – E acho que nem assim vai tirar... Esse cheiro horrível de mim.

Larga de ser bobo. – Laurel diz quando para de rir.

Meu Deus! – Felicity exclamou e todos a olham. – Ficamos tão preocupados com o Barry que esquecemos as crianças no parque. – As garotas a olham com olhos arregalados.

Eu e Roy vamos busca-los, nos esperem aqui. – Os dois voltaram rapidamente para dentro do shopping.

Vocês não estavam preocupados comigo. Estavam rindo de mim. – As garotas não puderam discordar.

Elas tentaram te ajudar. – Oliver diz.

Viu o que sua idiotice fez, Barry?

Vai se ferrar, Tommy. – O amigo riu. – Se eu sou idiota, você é o que?

Boa pergunta. – Oliver diz, fazendo o amigo soca-lo.

Não acredito que íamos deixa-los aqui... – Felicity não estava conformada.

Nem eu. – Laurel a olhou. – Eu sempre sou tão cuidadosa com Lyon...

Neurótica é a palavra certa.

Cala a boca, Tommy. – Felicity e Laurel disseram juntas e ele ergueu as mãos para cima, em rendição. – Eu nunca me imaginei esquecendo meu filho.

Fiquem calmas. – Barry se pronunciou. – Nós não fizemos isso de propósito.

Mesmo assim... – Felicity viu sua irmã e seu cunhado se aproximarem com suas filhas e seu sobrinho.

Mamãe, tia Thea disse que vocês iam deixar a gente aqui. – Lyon reclamou.

Desculpe, querido. – Felicity olhava para a irmã, repreendendo-a.

Então é verdade, mamãe? – As gêmeas não tinham acreditado até ouvir a tia se desculpar. A loira as abraçou

Estávamos ajudando seu tio Barry e nos esquecemos... Por alguns segundos... Me desculpe, amores. – Beijou o rosto de ambas.

Tia Thea também disse que a Kitty vomitou no tio Barry. – Barry olhou para a garota.

Você vai contar para mais alguém?

Vou contar para os seus pais quando eles vierem vê-la. – Ele balançou a cabeça negativamente. – Não se preocupe, vou ficar com a boca fechada. Já passou a vontade de debochar da sua cara.

Thea, você ainda vai ser mãe... – Ela deu de ombros. Felicity arqueou as sobrancelhas, quando percebeu algo estranho á sua volta. Por algum motivo ela começou a olhar para os lados. Aquela sensação estranha estava vindo. A mesma que sentiu há algumas semanas. A mesma que sentiu no dia que perdeu sua mãe e não deu ouvidos.

Lis, está tudo bem? – Oliver a olhou. Ele estava há três passos dela. Seus amigos estavam um pouco mais há frente deles.

Eu não sei... – Sussurrou. Aquele aperto no peito voltou, mais forte dessa vez.

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Lis? – Ela ainda olhava ao redor, mas sabia que Cait e Laurel chamaram por ela, juntas. E então ela parou com seus olhos no lugar certo. Surpresa. Temerosa. Olhou para Oliver e viu a luz vermelha no peito dele, olhou de volta para o mesmo lugar e então se jogou na frente de Oliver com os braços abertos, o tiro pegou dois dedos abaixo do seio. Todos gritaram, alguns, seu nome, outros apenas exclamaram surpresos. Felicity tocou com uma das mãos o lugar onde foi acertada e cuspiu uma boa quantidade de sangue. Oliver a segurou quando ela começou a desmaiar. Tommy segurou as gêmeas e Roy segurou Lyon, enquanto os outros se aproximavam. As meninas gritavam pela mãe.

Felicity! – Oliver olhava onde o tiro tinha pegado. Ela estava desmaiada em seus braços, sangue saia de sua boca.

Eu estou ligando para a emergência. – Barry discou os números rapidamente.

Como isso aconteceu? – Cait estava abaixada em frente á amiga, olhava o pulso dela. As gêmeas ainda gritavam pela mãe enquanto eram contidas e acalmadas pelo tio. Lyon queria se aproximar, mas Roy o segurava forte. Ele não gritou, apenas olhava para a tia, que estava inconsciente, se perguntando o que tinha acontecido. Estava assustado.

Não era para ela, Oliver. – Laurel se pronunciou. – Era para você. – Oliver sabia disso, mas sua preocupação era com a namorada no momento.

O pulso dela está fraco. – Cait sussurrou preocupada. – Ela precisa de ir para o hospital, urgente. – Oliver tentou se mexer para pega-la no colo e leva-la ele mesmo. – Não. Não pode mexê-la, pode ser pior.

Barry? – Ele se aproximou assim que Laurel o chamou.

Disseram que não demoram a chegar. – Se abaixou para pegar na mão da amiga. — Vai ficar tudo bem. – Sussurrou. Oliver não conseguia dizer uma palavra, de tão perturbado que estava. Ele queria que tudo fosse apenas um pesadelo. Suas mãos já se encontravam sujas com o sangue de sua namorada, mas isso não o preocupava, e sim a quantidade que ela estava perdendo.

As crianças... – Cait olhou para onde Tommy e Roy estavam. Thea estava mais próxima dela com Kitty no colo que chorava, mas era acalmada pela Queen.

Eu e Cait vamos com Oliver e vocês ficam com as crianças, ok? – Barry olhou para Lyon, ele parecia assustado, por isso apenas concordou com a noiva.

Eu vou ver como o Lyon está. – Laurel olhou para o filho e viu o mesmo que o noivo. Barry se aproximou do menino que ainda olhava para a tia.

Lyon? – Se abaixou na altura do garoto. – Ei. – Com as mãos, fez o "filho” olha-lo.

O que aconteceu com a tia Lissy?

Ela... – Como explicar aquilo á um menino de seis anos? – Machucaram ela.

Como? Eu não vi ninguém.

Ninguém viu. – Suspirou. – Ela vai ficar bem, okay? – O menino começou a tremer, e então ele se assustou quando ouviu o barulho das sirenes da ambulância. – Está tudo bem, okay? – Precisava acalma-lo. – Roy, vá pegar o carro. Eu fico com ele.

Eu também vou, consegue ficar com elas? – Ele assentiu, puxando as gêmeas para perto dele. – Vai ficar tudo bem, okay? — Repetiu o mesmo que o amigo, ao filho. – Fique aqui, eu volto logo. – Bagunçou os cabelos do filho e saiu logo em seguida.

Eu quero ver a mamãe.

Não podem agora. Ela vai ser levada para cuidarem dela. – Elas choravam. – Vai ficar tudo bem com a mãe de vocês. – Barry desviou o olhar para o enteado que respirava ofegante. – Lyon? – O menino colocou uma das mãos no peito, tentava respirar, mas estava difícil, grudou a outra no braço do tio. – Não. Agora não. – Se levantou pegando o menino no colo. – Laurel? – Gritou e ela se aproximou preocupada.

Não. – Disse ao ver o que o filho tinha. – Está no carro. Respira meu amor. – Pegou no rosto dele, repetindo o mesmo pedido. As gêmeas correram para onde Felicity estava.

Thea? – Ela se aproximou com a bebê. – Entregue Kitty para a Laurel.

O que? – Olhou para o noivo.

Você precisa se acalmar. – Ela respirou fundo e pegou a enteada. – Trás as gêmeas para cá, elas não podem ficar lá. – Thea se afastou para fazer como o Allen tinha pedido. – Respira devagar, Lyon. E você se acalme, ele vai ficar bem. – Ele não conseguiria cuidar de três crianças e de sua noiva, grávida, passando mal. – Eu cuido disso. Deixa ele comigo, você não pode ficar nervosa.

Mas... – Ela desviou os olhos para o noivo.

Ele não está bem e se você passar mal aqui, será mais uma pessoa que eu terei que cuidar. – Lyon ainda tentava respirar, Barry o olhou. – Respira devagar, okay? – Viu o carro de Tommy se aproximar. – Respira comigo, assim... – Mostrou como e o menino tentou, mas estava complicado.

Mais afastados, Thea se aproximou das sobrinhas que ainda choravam abraçadas ao pai. Oliver iria junto com a namorada na ambulância, mas antes tinha que pelo menos, acalmar as filhas.

Vão cuidar da mamãe. Vocês precisam ficar com a tia Thea.

Não. – Resmungaram. – Queremos ir com a mamãe. – Elas soluçaram. Oliver se abaixou na altura delas.

Eu prometo que vou ligar para vocês quando a mamãe estiver melhor. – Passou as mãos no rosto de cada uma. – Mas agora, preciso que parem de chorar e me ajudem. Eu sei que estão com medo e querem a mamãe, mas ela precisa ser cuidada. Eu não posso deixar a mamãe sozinha.

A mamãe vai ficar boa?

Eu prometo que vão cuidar muito bem dela. – Mesmo que seu coração doa, ele não podia prometer qualquer coisa que ele não tivesse certeza. – Quero que fiquem juntas e obedeçam seus tios. Okay? – Elas assentiram. Oliver se levantou e olhou para a irmã.

Cuide delas. – Ela assentiu. Thea segurou a mão de ambas e as tirou de perto da ambulância, elas ainda choravam e resmungavam.

Eu quero a mamãe. – Reclamaram.

Vocês precisam ficar aqui. O papai precisa ajudar a cuidarem da mamãe, se vocês ficarem lá, vão atrapalhar. Vocês querem atrapalhar? – Elas negaram ainda chorosas. – Então, vamos deixar que cuidem da mamãe, está bem?

Se o papai não for, a mamãe vai ficar sozinha?

Vai. Por isso o papai vai e eu fico com vocês. – Elas olharam para Laurel que gritou o nome do ex-marido.

Tommy! – Laurel foi até ele. – A bombinha. O Lyon... – Estava tão nervosa que não conseguiu completar a frase. Tommy pegou a bombinha que estava dentro do porta luvas e correu até onde Barry estava com Lyon. Ele tinha colocado o pequeno no chão, para poder ajuda-lo melhor. As gêmeas já estavam focadas no primo.

Ele vai ficar bem? – Tommy entregou a bombinha para o amigo que começou a auxiliar Lyon a usa-la. Deixando ele e os pais mais aliviados.

Ele vai ficar bem. – Afirmou. – Está melhor, não é? – O menino assentiu, mas ainda tremia. Tommy estava preocupado.

A tia... – Lyon consegue dizer.

Ela vai ficar bem. – Ele assente. – Ele está bem, Tommy. – Lyon abraça Barry, que o pega no colo, abraçando-o também.

É melhor você ir no meu lugar, Tommy. – Laurel se pronunciou. – Oliver vai precisar de você.

Tudo bem. Assim que soubermos de alguma coisa, avisamos. – Saiu na direção onde estava o carro, Caitlin já o esperava lá dentro.

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Assim que a ambulância chegou no destino, Oliver desceu e os paramédicos desceram a maca onde estava Felicity. Vários médicos se posicionaram em volta dela antes de correrem com ela para dentro do hospital. Oliver e os outros seguiram os médicos. Um deles perguntou o que tinha acontecido exatamente.

Ela levou um tiro. Estávamos na saída do shopping, no estacionamento, quando um tiro veio do nada e ela entrou na minha frente. – Ele continuava com o olhar nela, mesmo com médicos tampando um pouco sua visão.

Um, dois, Três! – Contaram para coloca-la juntos, em uma cama hospitalar. – Abram uma linha intravenosa. – Uma das médicas pediu.

Estou entubando-a. – Eles sabiam que se estavam entubando-a, era porque ela não estava conseguindo respirar sozinha.

Ela está tendo hemorragia. – A outra avisou.

A bala pegou abaixo do seio. – Oliver, Tommy e Caitlin estavam em frente á cama, observando tudo de perto. – Verificando os reflexos...

Qual o tipo sanguíneo dela? – Meredith, a médica que cuidou de Felicity da outra vez, se pronunciou. Oliver olhou para Caitlin, ele realmente não sabia.

Ela é AB Positivo. – Uma das enfermeiras correu para buscar o tipo de sangue que pediram.

O coração dela está intacto, a bala não chegou perto. – Oliver passou a mão suja de sangue no rosto, nervoso.

Liguem e preparem uma sala de cirurgia, temos que tirar essa bala daqui. – O outro assentiu. – Cadê as bolsas de sangue? – Gritou.

Estou aqui. – A enfermeira chegou e entregou para um dos médicos.

Sistólico abaixou para 72.

Fazendo a transfusão de sangue. – Avisou.

Como estão os batimentos cardíacos? – Meredith perguntou.

Normais. – Um deles olhou para as pessoas que acompanhavam Felicity. – Eles podem ficar aqui?

Não acho que seja uma boa ideia.

Eu não saio daqui – Oliver avisou. De repente ouvem um barulho, e Oliver, Cait e Tommy olham para Felicity, assustados.

Fibrilação. – Eles ouviram um deles gritar. O enfermeiro trouxe o carrinho para perto dela que pegou as pás. – Carreguei em 120.

Dê oxigênio para ela. – Meredith pediu. – Afastem! – Oliver viu o corpo da mulher que ama se remexer com o eletrochoque.

Ainda está fibrilando. – Avisa, olhando no visor.

Precisamos estabiliza-la. – Ele olhou para o corpo dela e viu mais sangue. – Ela está perdendo mais sangue...

De onde está vindo isso? – Um dos médicos pergunta, preocupado. Tommy colocou as mãos na cabeça. Caitlin colocou a mão na boca. Eles viram um médico começar as massagens cardíacas.

Carreguei em 200. – O mesmo de antes avisou.

Afastem! – E novamente ela recebeu mais uma carga de eletrochoque. Todos olharam para o monitor quando ouviram o barulho mudar. – Ela voltou. – Oliver, Tommy e Caitlin suspiraram aliviados. Caitlin colocou as mãos nos joelhos, voltando a respirar, ela nem tinha percebido que tinha segurado a respiração quando a fibrilação começou. Ela chorava, enquanto que os olhos dos outros dois estavam vermelhos.

Vamos para a sala de cirurgia agora. – Eles a prepararam rapidamente e correram para o elevador. Apenas um médico ficou com Oliver, Tommy e Caitlin.

Ela vai para o centro cirúrgico agora. Vamos estancar a hemorragia e tirar a bala. Ela está muito perto do peito, mas faremos o possível para a situação não se agravar. – Oliver respirou fundo.

Ela vai ficar bem?

Ainda não sabemos. Ela precisa da cirurgia. Nós verificamos os reflexos dela e para alguém que está literalmente em choque... Os resultados foram bons. – Eles assentiram. – Eu volto com notícias. Cuidaremos da sua noiva, senhor Queen. – Ele chamou uma enfermeira com as mãos. – Ela vai acompanhar vocês até a sala de espera. Assim que a cirurgia acabar eu vou até vocês com Meredith. – Enquanto viam ele se distanciar, a enfermeira pediu para segui-la.

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Eles tinham decidido ficar juntos, no apartamento de Laurel. Estavam preocupados e exaustos. Não imaginariam que um dia alegre, terminaria sangrento. Barry se prontificou em colocar as crianças para dormir assim que chegaram no apartamento.

Eles dormiram finalmente. – Barry se sentou do lado da noiva. – Você está bem?

Quem ficaria bem depois desse desastre? – Balançou a cabeça para os lados. – Estava tão bom. Estávamos nos divertindo. A Felicity está bem melhor da depressão e então... Isso acontece.

Ela vai ficar bem. Todos vamos ficar bem. – Ele sussurrou.

Isso não é justo. – Thea se pronunciou. – Ela perde a mãe, semanas depois outro bebê e agora... Ele ia matar o meu irmão?!

Queria tirar Oliver do caminho dele. – Roy comentou. – Esse cara está deixando todos nós para trás.

Não devíamos ter dispensado os seguranças. – Os outros não puderam discordar. – Foi um erro.

Felicity percebeu o que estava acontecendo, mas como? – Laurel ainda não entendia como tudo tinha acontecido. Em uma hora estavam rindo e de repente ela ouvi um barulho alto e Felicity estava sangrando. Foi rápido demais.

Eu ainda não entendo. – Suspirou.

Acho que vocês deveriam ir descansar. – As garotas o olharam. – Você principalmente, Laurel.

Eu estou bem.

Laurel... – Ela interrompeu o noivo.

Não vou conseguir dormir com Felicity em cirurgia.

Vamos pelo menos nos deitar. – Se levantou para ela não ter mais argumentos. – Tommy disse que vai ligar assim que tiverem notícias. – Ela pegou na mão estendida, mesmo não querendo. – Vocês podem ficar no quarto de hóspedes.

Eu preciso de uma água. – Thea se prontificou a pegar. – Espero que fique tudo bem, ela estava perdendo muito sangue.

Ela vai ficar, Laurel. Os melhores médicos estão cuidando dela. – Ela assentiu. Barry a olhou preocupado, ela não podia ficar nervosa ou ter emoções muito fortes, Cait já o tinha deixado avisado. Thea volta com dois copos com água e entrega um deles para a ex-cunhada.

Obrigada. – Começou a tomar enquanto caminhava para as escadas de mão dada com o noivo e o outro casal logo atrás.

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Vamos nos sentar. – Meredith o fez assim que os parentes da sua paciente fizeram primeiro. – Bom, vou dizer exatamente o que aconteceu... Ela tinha um sangramento muito forte, estava difícil de achar de onde estava vindo, mas conseguimos controlar a hemorragia. Ela começou a ficar hipotérmica, a pressão dela começou a cair e ela teve outra parada cardíaca, mas conseguimos fazê-la voltar.

Disseram que a bala não acertou o coração.

Não, mas quase chegou ao pulmão. Só percebemos isso quando a abrimos, tentamos tirar a bala, mas ela estava perdendo muito sangue, por isso decidimos parar, ela não aguentaria por muito mais tempo. Não estava coagulando bem.

O que quer dizer?

Quer dizer que eles tiveram que fechá-la, Oliver. Não conseguiram fazer o que tinham que fazer. – Ele passou a língua umedecida nos lábios.

Ela precisa de tempo para se recuperar, se nós continuássemos com ela na mesa de cirurgia, ela sangraria até morrer.

Okay. E agora?

Nós a levamos para a UTI. Estaremos verificando seus batimentos cardíacos, precisamos que ela esteja forte em até 24h. E então, se tudo der certo, voltamos com ela para o centro cirúrgico.

Quer dizer que vocês vão esperar, para voltar com ela para o centro cirúrgico? E isso não é pior?

Ela precisa de tempo para se recuperar, senhor Queen. – Repetiu.

Oliver, esse é o melhor a se fazer. — Cait diz, olhando-o e ele assentiu.

Nós vamos poder vê-la? – Tommy perguntou.

Sim. Mas por alguns minutos apenas. – Eles assentiram.

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Oliver estava sentado na cadeira ao lado da cama dela, segurando sua mão direita. Ela estava pálida, com um tubo enfiado na garganta, agulhas enfiadas pelo corpo. Ele sentia medo de ela não acordar, raiva por não ter percebido antes dela... Ódio por aquele homem ter feito o que fez. Oliver sabia que era para ser ele ali e isso era o que mais o deixava irritado. Era para ser ele e Felicity entrou em sua frente. Ela estava ali, naquela situação desesperadora por culpa dele. Só sabia de uma coisa, aquele homem não perdia por esperar quando o encontrasse. Ele apertou a mão na dela, pedindo mentalmente para que ela não o deixasse, pedindo para ela ser forte e resistir.

Tommy e Caitlin tinham saído para comer alguma coisa. Felicity já estava na UTI á mais ou menos 18 horas. Tinham ligado para Malcom e Robert e eles também estavam no hospital, o primeiro tinha ficado algumas horas com a filha. O mesmo ódio que Oliver sentia por Cooper, a família inteira estava sentindo. Haviam falado com os amigos á algumas horas, eles estavam preocupados e precisavam ser atualizados da condição da loira. Oliver falou com as filhas, não deu muitos detalhes, apenas disse que ela estava se recuperando. Oliver pedia para ela não desistir, não só por ele, mas pelas gêmeas que a viam como mãe. Por Caitlin e Laurel que a viam como uma irmã. Por Helena que a tinha como melhor amiga. Por Barry, Tommy, Thea, Lyon, Kitty... Malcom. Oliver fechou os olhos.

Por favor, não desista, okay? – Sussurrou. – Eu preciso de você. – Oliver não era de chorar. Ele tinha chorado poucas vezes em toda sua vida e aquele momento o lembrava o que passou com Sarah. Ele não podia perder outra pessoa que amava. Naquele momento ele deixou as lágrimas caírem. Ele só queria que ela abrisse aqueles lindos olhos verdes. Ele precisava pelo menos sentir que ela estava ali com ele. – Preciso saber que não desistiu. Por favor, me mostre que ainda está aqui... – Ele abriu os olhos quando sentiu ela apertar sua mão. A olhou surpreso. – Amor, você... – Ele desviou os olhos da mão dela para o rosto pálido. De repente ele ouve aqueles barulhos novamente, no mesmo momento em que Tommy, Caitlin e Malcom chegavam com a médica.

O que está acontecendo? – Tommy e Malcom pergunta.

Os batimentos cardíacos. – Caitlin diz e Meredith corre em direção á mulher deitada inconsciente na cama. Oliver já estava de pé, ainda do lado da cama.

A pressão dela está caindo. – Diz enquanto ouve o coração da paciente. – Ela está tendo outra hemorragia. – Outros médicos e enfermeiros entraram no quarto. – Avisem a equipe para liberarem uma sala de cirurgia que estamos descendo.

O que está acontecendo? – Oliver quem perguntou dessa vez.

Ela não pode mais esperar. – Meredith se virou para os acompanhantes da paciente. — Vamos voltar com ela para o centro cirúrgico.

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Eles estavam sentados na sala de espera mais uma vez. Esperavam por alguma notícia, qualquer uma, mas já fazia duas horas que estavam com ela e nada. Estavam nervosos, agoniados e preocupados. Felicity tinha que ficar mais 6 horas descansando antes de voltar para a sala cirúrgica e por causa de outra hemorragia, a cirtutgia teve que ser antecipada.

Ela vai ficar bem. – Caitlin sussurrou. – Eles sabem o que estão fazendo.

A Dra. disse que ela precisava descansar por 24h, Cait. Ela só descansou por 18h... Ela teve outra hemorragia.

É a bala alojada, Oliver. Eles têm que tirar para poder estancar a hemorragia. – Explicou. – Ela é forte. Vai conseguir passar por isso.

Ainda não acredito que isso esteja acontecendo. – Malcom comentou. – Por que não estavam com os seguranças?

Foi... Uma ideia estúpida sairmos sem eles. – Oliver estava se culpando. Ele não deveria ter concordado com aquela ideia.

Bota estúpida nisso, garoto. – Oliver assentiu. – Mais alguém podia ter se machucado.

Pai. – Ele olhou para o filho. – Não é hora de acusar ninguém. Oliver não é o culpado disso acontecer. Cooper é. Não achamos que algo assim poderia acontecer, nós queríamos um tempo só nosso e fomos sem os seguranças. Foi estupidez, nós sabemos disso, mas não é hora de jogar isso na nossa cara. – O homem suspirou.

Você está certo. Eu só estou irritado por isso estar acontecendo com a minha filha. – Oliver abaixou a cabeça.

Era para ser comigo.

Oliver, já conversamos sobre isso, cara. – Caitlin olhou para o noivo que tinha uma das mãos no ombro de Oliver. – Ela o salvou. Foi uma decisão dela, não vamos ficar tocando na mesma tecla.

Concordo com Tommy. Ela fez o que achava certo. Ela... Fez isso porque queria te salvar. – Pai e filho se olharam. – Felicity escolheu te salvar, filho.

Minha filha te salvou porque ela te ama. – Malcom decide dizer.

Cooper não imaginava que ela fosse se atirar na sua frente, com certeza. Ele deve estar querendo matar quem ele pagou para fazer o serviço sujo. – Cait comentou.

Ele vai ser o próximo a morrer, porque quando eu encontrá-lo não vou me segurar. – Oliver rosnou. – Vou destruir esse desgraçado.

Então entra na filha, garoto. – Eles viram a doutora se aproximar e os quatro se levantaram. – Como está minha filha?

Sentem-se, por favor. – Eles o fizeram e ela os seguiu logo depois. – Nós conseguimos retirar a bala. – Eles respiraram aliviados. – E conseguimos estancar a hemorragia, não tem mais perigo de outra acontecer. A cirurgia foi um sucesso.

Graças a Deus! – Cait e Tommy disseram juntos. Oliver abaixou a cabeça, apoiando-a nas mãos. Estava mais que aliviado.

Então ela ficará bem?

Tudo indica que sim, senhor Merlyn. Nós fizemos nosso trabalho, agora é esperar que ela acorde. – Oliver levantou a cabeça.

É possível que ela não acorde?

Tem uma pequena percentagem. Mas nós verificamos o cérebro, ele está intacto, não foi atingido, ela não o machucou de nenhuma forma, mas ela ficou sem oxigênio por alguns minutos... Por isso a percentagem mínima. – Os olhos preocupados a atingiram. – Mas a chance de ela acordar é muito maior. Ela está estável e isso é o mais importante. Vamos esperar... Ela vai acordar.

Podemos ir vê-la?

Por causa do estresse que ela passou, acho que o melhor é apenas uma pessoa ficar aqui com ela. – Eles assentiram. — O horário de visitas começa amanhã, mas vou deixar que vocês fiquem pelo menos meia hora olhando-a pelo vidro do quarto.

Ela está na UTI?

Queremos que ela fique mais algumas horas na UTI. Depois ela vai para um quarto. – Eles assentiram novamente. – Vou acompanha-los, está bem? – Eles se levantaram e seguiram a médica.

**--**

Thea olhava para o corpo imóvel da irmã, se perguntando como aquilo tinha acontecido. Eles estavam se divertindo, tinha sido uma tarde muito boa, até sua irmã entrar na frente de seu irmão e levar um tiro. Ela pegou na mão da irmã, pedindo para que ela acordasse logo. Já havia se passado dois dias desde que a irmã tinha entrado em coma. Thea não desviou os olhos quando ouviu a porta se abrir, ela sabia quem entrava. Ela ouviu os passos pararem em frente a cama, e mesmo assim, ela não olhou para a pessoa.

Ela continua na mesma. – Sussurrou. – Nem parece que é ela, não é? Ela está tão pálida... Tão... Sem "vida". – Ela não queria ter dito aquela palavra. Fechou os olhos. – Eu ouço os batimentos dela, mas... – Ficou em silêncio por alguns minutos.

É. Eu te entendo. – Oliver se pronunciou.

As gêmeas, como estão? – Olhou para o irmão.

Estão... Tristes. Elas querem ver Felicity. Sentem falta da mãe. – Ele continuava com os olhos na namorada.

Eu compreendo. Elas nunca ficaram tanto tempo sem Felicity, e dessa vez elas sabem que tem algo de errado. – Suspirou, voltando a olhar para a irmã. – Talvez... Talvez seria uma boa ideia trazê-las aqui. – Oliver enfim a olhou.

Não. De jeito nenhum. Thea, vai ser ainda pior.

Talvez não, Ollie. Nós conversamos com elas, explicamos a situação de um jeitinho que elas entendam. – Oliver não respondeu. – As crianças sentem falta dela. Não só as gêmeas, mas Lyon também, e se eles a verem... Talvez se acalmem um pouco.

Ou talvez eles se sintam mais perdidos ainda. – Oliver retrucou. – Eles têm seis anos, Thea. Seis anos. Como vamos explicar isso a eles? Como vamos explicar que Felicity pode não acordar?

Não diz isso, okay? Ela vai acordar. – Oliver suspirou.

Eu só não quero dar expectativas as crianças. Já basta as minhas.

Não fala assim, Ollie. Não desiste. Só faz dois dias, ela vai acordar.

Eu nunca vou desistir, eu só... – Ele engoliu um nó que vinha da garganta. – Eu só me sinto... Era para ser eu.

Não vamos voltar a esse assunto, Ollie. Foi escolha dela em te proteger. Ela te ama, e por isso ela entrou na frente da bala por você. – Ele assentiu. – Eu só ainda não entendo, como ela percebeu?

Mike, Collin e Gregory. – A irmã o olhou. – Eles ensinaram ela.

Eu quero saber como ela percebeu que estava acontecendo alguma coisa. — Falou para os seguranças. Eles se olharam. — Eu sei que vocês devem ter alguma ideia.

Senhor, nós estávamos dando aulas de tiro para ela. — Collin se pronuncia.

E nós mostramos algumas armas também. Como elas são usadas, por exemplo. — Gregory completou.

Eu sei que não tínhamos falado sobre isso com o senhor, mas...

Não. Eu entendo. — Interrompeu Mike. — Ela estava tendo aulas, é claro que vocês ensinariam sobre armas para ela. — Suspirou.

O que achamos estranho, senhor... Foi a forma com que foram interceptados. — Gregory diz. — Como eles sabiam que não estávamos com vocês? E mais, como sabiam que estariam ali? O senhor nem mesmo foi com seu carro. — Oliver então percebeu o que o segurança estava querendo dizer.

Alguém... Alguém avisou a eles? — Oliver fechou as mãos em punhos, irritado. Indignado. — É isso que está querendo dizer?

Nós não temos certeza de nada, senhor.

Então descubram. — Praticamente rosnou. — Porque se alguém da equipe anda dando informações para o inimigo...

Nós vamos investigar. — Collin promete. — E nós vamos tentar encontrar quem fez isso. Pela bala nós descobrimos qual arma foi usada, não vai ser muito fácil, mas...

Façam o que for preciso. — Eles assentem.

Senhor... Que mal eu pergunte... — Oliver olhou para Mike. — Como ela está?

Ela está em coma. — Os três tiveram a mesma reação: Susto e raiva. Eles fecharam as mãos em punhos. — E não sabemos quando ela... Vai acordar. Se vai acordar.

Nós vamos achá-lo. — Mike prometeu.

E ele vai pagar por isso. — Collin completou. Oliver apenas assentiu, agradecido.

Agora eu entendo. Eles ensinaram a ela. – Oliver assentiu. – E por isso ela sabia...

Mike disse que ainda não encontraram nada sobre quem tentou me matar.

Ele deve estar morto, Ollie. – Eles se olharam. – Você acha mesmo que Cooper não está sabendo sobre isso?

Infelizmente você está certa. – Suspirou.

Sobre as crianças...

Thea... – Ela o cortou.

Por favor, Ollie. Tommy e Barry falam com eles, para eles entenderem o que está acontecendo. Eles precisam vê-la. – E novamente naquele dia, Oliver suspira.

Tudo bem. – Thea sorri. – Pode trazê-los. Isso se Tommy e Laurel concordarem em deixar Lyon vir.

**--** **--**

De jeito nenhum. – Laurel diz, se levantando do sofá. – Ele não vai. Lyon é só uma criança, Tommy.

Ele quer vê-la, Laurel. – Barry quem se pronuncia. – Ele quer ver a tia. Ele está confuso, e preocupado, e com saudades. Isso não faz bem à uma criança.

Ele sabe que tem algo de errado. – Tommy volta a dizer. – Ele sabe que se os tios não vieram buscar as primas... Alguma coisa ruim aconteceu com a tia dele. Ele sabe, Laurel. E as gêmeas também. – Ela voltou a se sentar.

Eu não sei nem como falar sobre isso com ele. – Sussurra. – Eu mesma estou sentindo um desespero enorme. Vê-la naquela sisuação... Eu não sei como eles vão ficar ao vê-la.

Não vai ser fácil, mas... Nós vamos explicar com jeitinho. – Ela olha para o noivo. – Eles precisam disso, amor. – Ela respira fundo, fecha os olhos, e quando volta abri-los, decide responder.

Tudo bem. – Eles suspiram aliviados. – Ele pode ir.

Vai ficar tudo bem.

Eu só queria que ela acordasse de uma vez. – Barry pegou na mão dela.

Eu também. Todos nós queríamos.

**--** **--**

Vocês têm certeza de que isso é uma boa ideia? – A voz de Roy se faz presente depois que Tommy e Barry saem com as crianças para leva-las para ver Felicity.

Eles precisam disso, meu amor.

Eles ficarão confusos. Ela não vai acordar como em um passe de mágica. – Todas as mulheres olham para ele. – Eu não quis dizer que... Que ela não vai acordar, só quis dizer... – Suspirou. – Que não é certo quando ela vai acordar.

Eles precisam vê-la. – Helena se pronuncia. – Eles estão com saudades.

Concordo.

Olha, eu fui contra no início, Roy, mas eu... Eu mesmo me sinto como meu filho e minhas sobrinhas. Saudades. Preocupação...

É. Acho que todos nos sentimos assim.

Tudo bem. Mas levar Kitty? Acha mesmo que foi uma boa ideia? Ela é um bebê de quase um ano... E ela sempre viu a madrinha alegre, brincando com ela...

Eu concordo com você, mas... Barry achou que seria bom. – Suspirou. – Eu só queria que houvesse um milagre e ela acordasse hoje.

Eu acho que esse é o milagre que todos nós estamos pedindo. – Laurel diz, olhando para a amiga.

Oliver me disse que conversou com Mike, Collin e Gregory.

E o que eles disseram, Thea? – E então ela conta tudo que ouviu do irmão. – Agora entendemos porque ela sabia... Como ela descobriu.

Mesmo assim, como eles sabiam que estávamos lá? – Roy a olhou. – Sabe, Tommy decidiu ir com outro carro para não chamar atenção. Barry, você e Oliver fizeram o mesmo. Então... Como?

Eu me faço essa pergunta desde o ocorrido. – Laurel diz. – É estranho que soubessem que estávamos lá. No shopping.

E sem os seguranças para proteger vocês. – Helena completa. – E sabe o que me vem na cabeça quando penso nisso? – Eles olham para ela. – Que alguém avisou.

Um traidor? Na equipe de segurança?

É a minha opinião.

Oliver e os seguranças têm a mesma opinião que você, Lena.

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Sabe alguma coisa do nosso filho?

Ele continua no hospital. – Robert responde, se sentando no sofá.

Ele não vai sair de lá tão cedo. Eu mesmo queria ter ficado lá.

Eu entendo, amor, mas do jeito que Oliver está... – Rebecca se pronuncia. – É melhor deixá-lo ficar com ela. – Ele concordou.

Ela continua na mesma? – Moira pergunta.

Sim. Continua em coma. Ela não piorou nem nada do tipo, mas... – Eles assentem. – Parece que estou vivendo em um inferno.

Não fala isso, Malcom. – Robert pede.

É sério. Primeiro minha filha mais nova quase morre junto do namorado. E agora... Minha filha mais velha quase morre protegendo o namorado. – Bagunçou os cabelos. – Tem mais alguma desgraça para cair sobre nós?

Malcom, você pensar assim não é o certo.

Também acho. Sua filha vai acordar. – Rebecca pega na mão dele. – Ela vai acordar. Ela precisa se recuperar antes...

Felicity passou por várias coisas, Malcom. Uma pior que a outra, e por isso eu tenho certeza de que ela vai passar por mais essa também. Ela é forte.

Ele não vai desistir de transformar a vida da minha filha em um inferno. Ele não vai desistir dela, e todas as vezes que eu penso nisso... – Ele range os dentes. – Minha vontade de matá-lo só aumenta.

Eu acho que você não é o único a pensar assim. – Moira diz, concordando com ele.

Oliver me disse que os seguranças estão revoltados com o que houve. – Robert diz, chamando a atenção do amigo. – Eles gostam muito da sua filha.

É. Ela disse isso para mim uma vez. Que eles cuidam muito bem dela. Sempre muito... Cuidadosos. E eu agradeço por isso.

A maioria deles tem irmãs. – Moira olha para o marido. – Por isso eles têm um motivo a mais para pegar o desgraçado.

É. Ninguém iria querer ter alguém que ama passando por algo assim. – Rebecca diz.

A polícia já está trabalhando junto com a polícia de Gotham para pegar esse infeliz.

Não acho que ele merece ser preso.

Você prometeu a sua filha, Malcom.

Ele tentou matar seu filho, Robert. E ainda assim...

Você fez uma promessa a sua filha. – Repete. – Vai desonrar essa promessa?

É claro que não. Mas isso não quer dizer que eu estou feliz com isso. – Ele assente.

Ele vai passar o resto da vida desgraçada dele na cadeia. É isso que importa. – Moira diz, fazendo com que a amiga concordasse.

Mesmo que ele mereça o pior, depois de tudo que fez. – A voz de Malcom saiu sombria, mas todos compreendiam.

**--** **--**

Você não quer ir para casa, descansar um pouco? – Barry pergunta quando Tommy saiu com as três crianças e o bebê, que tinha ficado muito inquieta e chorosa.

Não. Eu não consigo ir lá, agora.

Oliver, você deveria pelo menos comer alguma coisa.

Eu já comi, não se preocupe. – O amigo apenas assentiu. – Se for muito para você e laurel, Tommy e Cait, podem deixar as gêmeas com meus pais.

Que isso, Oliver. Elas nem mesmo dão trabalho. E Thea, Roy e Helena estão ficando lá em casa, ajudando.

Helena também? – Ele assentiu. – Qualquer coisa me liga.

Você tem certeza de que não quer ir descansar? Mesmo que algumas poucas horas, lá em casa? Não precisa ir no apartamento se não quiser.

Não. Eu não quero sair de perto dela.

Se arrependeu de autorizar a vinda das suas filhas? – Oliver desviou os olhos da namorada pela primeira vez, desde o começo da conversa.

Não. Eu percebi que... Foi bom para elas. Elas vão sentir saudades, ainda, mas... Pelo menos agora sabem que a mãe delas está... Bem.

E ela vai continuar bem. E logo vai acordar. – Ele assentiu. – Qualquer coisa que aconteça, liga para mim ou para o Tommy.

Claro.

E evite ligar para a Cait ou a Laurel, elas ficam desesperadas quando o celular delas tocam. – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Imaginando se seria uma boa ou má notícia... – O amigo entendeu. – Por isso o meu celular, o do Tommy e o do Roy fica no vibrador.

Tudo bem.

Boa noite.

Boa noite. – Diz, voltando os olhos para a namorada. A porta se fechou, e ele não se moveu. Continuou segurando a mão direita da namorada, olhando para seu rosto, esperando ver os olhos verdes brilhantes. – Eu sinto sua falta. – Sussurrou. – Do seu sorriso, das suas risadas... Principalmente das suas risadas. – Beijou a mão que segurava. – Nossas filhas e nossos sobrinhos sentem o mesmo. Todos sentem o mesmo. Eu não vou desistir, Felicity. Por isso... Por favor, não desista também. – Beija a bochecha dela. – Eu te amo.

**--**

***TRÊS SEMANAS DEPOIS***

https://www.youtube.com/watch?v=ii4DUpFQ0ZU

Oliver abriu a porta do quarto e entrou. Ela estava com o rosto ainda pálido, os fios que estavam conectados ao corpo dela da última vez que a viu, continuavam ali. O tubo também continuava dentro da boca dela, ajudando-a a respirar. Ele se sentou ao lado dela, pegando na mão que estava pousada na cama. Já havia se passado três semanas desde o ocorrido, e ela continuava na mesma. Não havia mudado nada. Todos os dias os amigos iam vê-la, falar com ela. Seus pais também apareceram ali algumas vezes, assim como Malcom e Rebecca. Estavam todos ansiosos por uma melhora. Ele tinha levado as filhas ali algumas vezes também, elas sabiam que a mãe estava “dormindo”, e que só acordaria quando estivesse “bem”. Lyon também havia estado ali para ver a tia, assim como Kitty, que apesar de não entender nada, ficou bastante inquieta, e foi por isso que os pais da menina decidiram não levá-la mais até o hospital. Oliver não saía de perto dela, a não ser para passar em casa para tomar um banho e ver as filhas que estavam com os tios. Á três semanas ele praticamente morava ali.

Eu sei que você está me ouvindo... – Como sempre, depois de olha-la por alguns minutos, ele começou a falar. – E sei que você está lutando, meu amor, mas por favor... Por favor, lute mais, okay? Não desista. – Ele beijou a mão que segurava. – Eu preciso de você. Por favor, amor, volte para mim.

Oliver. – Ele olhou para a porta, encontrando o melhor amigo e cunhado. – Cara você não foi em casa?

Eu fui, tomei banho e voltei. – Tommy suspirou. Oliver voltou seus olhos para a namorada.

Você não quer que eu fique aqui hoje? Ou o Barry? Ele disse que não se importa.

Não. Eu vou ficar.

As gêmeas sentem sua falta. – Oliver fecha os olhos, e quando os abre, olha para o amigo.

Elas sentem falta dela. Da Felicity, Tommy. E eu não sei mais o que dizer.

Elas precisam de você também, cara. Elas estão sofrendo também.

Eu sei. – Respirou fundo. – Eu sei. Mas o que mais eu posso dizer? – Eles ficaram em silêncio por alguns minutos.

Eu entendo você. – Suspirou novamente e se aproximou da cama. – Eu mesmo não sei o que dizer ao meu filho.

Já fazem três semanas. – Balançou a cabeça. – Três semanas sem ela está sendo uma tortura para mim.

Eu sei. – Oliver engoliu um nós que vinha da garganta. – Laurel também não está muito bem com isso. É como se ela tivesse perdendo...

Uma irmã. – Tommy o olhou. – Ela me disse que via Felicity como uma “irmã”. – O outro assentiu. – Eu não sei se consigo sobreviver se eu perdê-la.

Você não vai, Oliver. Ela vai acordar. – Um olhou nos olhos do outro. – A Felicity vai acordar.

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Então, como ela está? – Laurel e Cait balançaram a cabeça, fechando os olhos. – Meu filho deve estar acabado.

Ele só tem ido ao apartamento para tomar banho. Tommy disse que ele continua dormindo no hospital.

Eu não sei o que eu faço com as crianças. – Laurel a olhou. – Elas perguntam todos os dias se Felicity acordou, e eu...

Desculpa. Eu não tenho ajudado você com Isso, Cait.

Você está tão mal como todos, Laurel. Eu consigo cuidar das crianças, não se preocupe.

Estamos todos esgotados. – Rebecca diz. – Malcom tem ido para o hospital bem cedo e volta para casa só depois que acaba o horário de visitas.

Tommy e Barry só não fazem o mesmo porque se preocupam com a gente. – Cait suspira. – Helena também não tem saído do hospital.

Já fazem três semanas. Parece que o mundo parou, e eu estou vivendo em um... “Inferno” pessoal. – Laurel sente os olhos lacrimejarem. – E eu vejo tudo em câmera lenta.

Seus pais, Laurel, onde estão?

Eles vêm nos ver todos os dias, mas hoje não vão poder, tinham umas coisas para resolver. – O barulho da porta chama a atenção das mulheres. – Barry.

Ei, você está bem?

Estou. – Ele beija a bochecha dela, e cumprimenta as outras. – E Felicity?

Na mesma. Oliver e Tommy ficaram com ela. Malcom estava falando com a médica quando eu estava saindo.

Será que vai demorar muito para ela acordar?

De acordo com a médica, Moira, Felicity está em um estado normal. O problema é que ela ainda não está bem para acordar.

E quando isso vai acontecer? – Barry balançou a cabeça, se sentando ao lado da noiva. – Não sei mais o que dizer às crianças.

Bom, eu vim para buscá-los. – Todas olharam para ele. – Oliver e Tommy acham que eles vão se acalmar se verem ela hoje.

Nós já levamos eles outras vezes, amor...

Eu sei. Mas eles querem vê-la. Eles têm seis anos, Laurel, mas sabem que tem algo errado, se ficarmos dizendo que eles não podem vê-la...

Eles vão criar coisas na cabeça deles. – Cait completou e Barry assentiu. – Vou arrumar os três. – Se levantou, sendo agradecida pelo casal.

Nós íamos para casa, mas não acho que seja uma boa ideia te deixar sozinha com Caitlin. Você está grávida, e ela pode precisar de ajuda. – Rebecca diz, tendo o apoio da amiga.

Eu agradeceria. – Elas assentem para Barry.

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https://www.youtube.com/watch?v=WE5LWsI3dzs

Olha, a Felicity está “dormindo”, mas isso não quer dizer que ela não ouça o que vocês estão dizendo...

Papai, ela não vai acordar mais?

Ela vai, Lyon. Ela só está... Se recuperando, para poder acordar totalmente saudável.

Mas ela está demorando demais. – Barry parou na frente das três crianças.

Eu sei. Mas vocês têm que ter um pouquinho de paciência. – Os três assentem.

Estou com saudades da mamãe.

Eu também. – Elas tinham os olhos lacrimejados.

Eu tenho certeza de que ela também sente saudades de vocês. De todos nós.

Ela sente dor, pai? – Barry negou.

Ela dorme. Só isso, filho. – Ele assentiu, desviando os olhos para a porta.

O papai está aí?

Está. E ele sabe que vocês estão aqui. – Elas assentem. – Lembrem-se, quando entrarem, não façam muito barulho, não pulem na cama... Tenham bastante cuidado com ela.

Pode deixar. – Dizem juntos.

Vamos entrar. – Barry abre a porta. Oliver olha para a porta e encontra as filhas e o sobrinho. As pequenas correm para o pai, enquanto que Lyon continuava ao lado do dele.

Vocês estão bem? – Elas assentem. April e Amily se afastam do pai e se aproxima da cama onde a mãe “dormia”.

Pode ir até lá. – Barry diz ao filho que o olha, antes de se aproximar, do outro lado das primas. Oliver se afastou um pouco, ficando ao lado de Barry. – Você não quer comer alguma coisa?

Eu não consigo. – Barry o olhou. – Não consigo comer, não consigo ficar longe dela...

Eu tenho certeza de que ela não iria querer te ver assim, Oliver.

É. Eu sei disso, mas...

Eu posso ficar com ela, depois que as crianças terminarem aqui.

Tudo bem. Eu levo eles e aproveito para comer alguma coisa. – Barry ficou aliviado. – Mas eu não vou para casa.

Por mim tudo bem. – Eles ficam em silêncio, e então ouvem as crianças.

Mamãe. O papai e o tio Barry disseram que você está dormindo... – Amily começa. – Que precisa ficar boa totalmente para poder acordar, então fica boa logo.

A gente sente saudades, mamãe. Sente saudades de ouvir a mamãe cantar. – Oliver sentiu um aperto no peito ao ouvi-las. – De comer da sua comida.

Até a Kitty sente saudades, tia. Ela pergunta por você todos os dias. – Olhou para a mão da tia. – A tia Cait disse que não pode trazer ela aqui porque ela fica triste, e ela é muito pequenininha...

Você pode acordar logo? – Barry olhou para o amigo que havia se virado de costas para a cena, ele sabia que o amigo estava se segurando para não chorar.

Tá todo mundo triste, mamãe. Todo mundo sente sua falta.

A mamãe até passou mal. O meu pai ficou preocupado... Ela está com medo. Ninguém me disse, mas eu sei...

A gente quer que você acorde, mamãe. – O barulho da porta se abrindo foi ouvido, mas as crianças nem mesmo desviraram os olhos de Felicity. Helena e Tommy entram no quarto, e veem Oliver de costas para a cama com Barry ao seu lado. – Pra você cantar. E fazer aquele bolo gostoso que só você sabe fazer.

A gente sente saudades da sua risada. – As meninas concordaram com o primo.

Volta logo, tá? – Eles pedem juntos, antes de beijarem Felicity.

Acha mesmo que foi uma boa ideia trazê-los? – Helena se pronuncia.

Eles estavam com saudades. Choraram por dois dias, querendo vir vê-la. – Tommy respondeu. – E também, eu tenho certeza de que ela também está com saudades deles. – Helena assentiu.

Oliver... – O amigo não respondeu. Barry a olhou e balançou a cabeça.

Eu vou dar uma volta. – A voz dele se fez presente, e então ele se foi.

Oliver não está bem. – Helena diz.

Eu o convenci a ir comer, pelo menos.

Ótimo. Estava ficando preocupado já. – As crianças acariciavam o rosto e os cabelos de Felicity. – Ele tem dormido aqui.

Eu consigo entendê-lo. – Helena diz. – Ele está sofrendo. Ele não quer ficar longe da mulher que ele ama, nem por um segundo.

Felicity vai acordar. – Barry afirma. – Ela só precisa estar forte para isso.

Que os anjos te ouçam, amigo.

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https://www.youtube.com/watch?v=icgBviS1k6s

Oliver pegou na mão dela mais uma vez naquele dia, enquanto se sentava. As crianças tinham ido para casa com Tommy e Barry, Helena os acompanhou. Agora ele estava sozinho com ela. A médica tinha passado ali depois que as crianças tinham ido embora, e para a surpresa de Oliver, ela retirou o tubo da boca de Felicity, dizendo que ela já conseguia respirar sozinha. Ele estava aliviado, mas mesmo assim não deixava de se preocupar, afinal ela continuava na mesma. Oliver se sentia tão impotente, além de sentir uma raiva tão grande dentro de si, e toda ela, era direcionada a uma só pessoa. Cooper Sheldon. Ele olhava para o rosto pálido dela e se lembrava dela entrando em sua frente, a imagem de sua namorada cuspindo aquela quantidade de sangue, não saía de sua mente. Ela desmaiando, em seus braços, não saía de seus pensamentos. Ele não conseguia dormir desde que tudo aconteceu. Fechar os olhos estava sendo difícil, complicado e dolorido. Ele sentia um aperto no peito toda vez que acordava e percebia que ela continuava em coma. Ele sabia que ela o ouvia, ele sabia disso, e pedia todos os dias que em algumas dessas vezes, ela finalmente abrisse os lindos olhos verdes. Oliver acariciou os cabelos dela com uma das mãos, arrumando a franja, passando um dos dedos no rosto dela.

Oi, meu amor. – Ele decide se pronunciar. – Eu sei que você deve estar pensando: Ele vai dormir aqui de novo? — Sorriu fraco. – Com certeza isso te deixa preocupada. Mas você sabe que eu não conseguiria ir para o nosso apartamento sem você. É difícil demais sentir seu cheiro por ele todo. Parece que... Eu sinto sua presença nele, eu ouço sua voz... E isso só me faz sentir que você não vai voltar. E eu não quero pensar isso, porque eu sei... Eu sei que você voltar pra mim. Não vai? – Ele ficou em silêncio por alguns minutos, e só o que ouviu, foram os batimentos cardíacos dela. – Eu não sei como estou aguentando essa... pressão de não ter você por perto. E eu não sei até quando eu vou conseguir aguentar, Felicity. Eu não consigo viver sem você, amor. – Apertou a mão dela. – Por isso... Eu peço... Eu imploro, meu amor, não desiste da gente. Não desiste de voltar para mim. – Ele sentiu as lágrimas descerem. – Eu te amo, Felicity. – Oliver encostou a cabeça na mão em que segurava. – Eu te amo, por favor, volta pra mim. – A voz dele saiu embargada. – Eu te amo. – Oliver sente um aperto em sua mão. Ele sente seu coração disparar ao ouvir um sussurro.

Oliver... – A voz dela saiu em sussurro. – Eu também te amo. – Sussurrou novamente, e então, Oliver levantou o rosto, vendo os lindos olhos verdes brilhantes.

Notas finais
E então? Sentiram o drama? Felicity entrou na frente de uma bala, por Oliver. Quase morreu. Com certeza Cooper não está feliz por isso ter acontecido, né? Vocês imaginam o ódio dele? Quem se emocionou com a cena das crianças com Felicity "dormindo"? ❄ Por favor não deixem de comentar O próximo capítulo tem apenas a metade do capítulo, vou tentar terminá-lo essa semana, mas caso eu não volte na próxima sexta, vocês já sabem o por que. Espero que não desistam da história. Eu irei terminá-la. Sei que de algum jeito essa inspiração vai voltar. Se Deus quiser. Estou escrevendo uma história SasuSaku(Naruto), porque por enquanto ela é a única que eu tenho tido inspiração. Mas sei que isso vai mudar. O Enem está chegando, e isso é mais um motivo para eu me concentrar nos estudos. Não tenho tido tempo para escrever, tenho que passar esse ano. Mas isso não quer dizer que eu vá parar de postar, eu só peço um pouquinho de paciência, até o Enem passar, porque aí eu me concentrarei só nas histórias. Desde já eu agradeço a compreensão. Prévia Felicity, como soube que tinha algo errado? – Barry pergunta, curioso. Eu senti. – Todos arquearam as sobrancelhas. – Me veio uma sensação estranha, e horrível ao mesmo tempo. A mesma sensação que eu senti quando... Minha mãe morreu. Quando Thea e Roy quase morreram. Eu não sei porque isso acontece, mas... Eu senti, e soube que tinha algo errado. Isso é estranho. – Thea comenta, franzindo o cenho. Só falta você dizer que prevê o futuro. – Tommy socou o cunhado, e os outros começaram a rir. – Eu só fiz um comentário, gente.