Kupidon
58 Capítulo Trinta e Sete
Notas iniciais

Felicity estava no parque com o noivo, Caitlin, Tommy, Helena e Ray, além das crianças, que brincavam. Tinha sido difícil convencer Laurel a ir para sua lua-de-mel. Felicity tinha prometido que cuidaria de Natty, até eles voltarem. Seria apenas um dia sem a filha, e as amigas tinham dito que a bebê ficaria bem. A bebê estava no carrinho, ao lado de Felicity, enquanto que os homens observavam as crianças mais de perto, e elas conversavam. Elas compreendiam Laurel. Natty era um bebê de apenas três meses, quase quatro, precisava da mãe em tempo integral, mas como Laurel voltaria naquele mesmo dia da casa de campo da família de Barry, ela não teria que se preocupar. Ela tinha tirado o leite para a filha, então não tinha que se preocupar.
Eu espero que Laurel esteja aproveitando a lua-de-mel.
Eu entendo ela não querer ficar longe da filha. – Caitlin beija os cabelos ruivos de Kitty, que começava a se mexer em seu colo. – Ela é um bebê. Tem apenas 3 meses.
Mas ela deixou leite aqui, e Natty não está se importando em bebê-lo na chuquinha, então para que se preocupar?
Eu acho que ela está se divertindo sim. – Felicity diz. – Barry sabe o que fazer para fazê-la aproveitar o dia.
E como. – Elas riram.
Não estava falando disso. – Balançou a cabeça. – Helena, você está virando uma pervertida, assim como a minha irmã. – Elas voltam a rir.
Dexi, mamã. – Elas ouvem a pequena.
Deixe-a descer, Cait.
Tudo bem, eu já volto, vou deixá-la com Tommy. – Se levanta para fazer como disse.
Kitty está crescendo tão rápido.
E está a cada dia mais parecida com o Barry, apesar dos cabelos ruivos.
Será que ela e Natty terão semelhanças? – Helena olha para a bebê que está no carrinho.
Talvez. Elas têm os mesmos olhos.
Então..., mudando um pouco de assunto... – Helena se virou no branco de madeira. – Ainda não desistiu dessa ideia de não engravidar?
Lena.
Não, Lis. Por favor, eu não quero te pressionar, mas eu quero conversar sobre isso. Você vai se casar, por que não engravidar, daqui alguns anos?
Eu tenho medo, okay? – Suspirou. – Eu não quero perder outro bebê. Eu perdi dois, Lena. Dois. Quase um atrás do outro. Talvez não seja para eu ter filhos. Eu não quero passar por aquela angústia novamente.
Mas pode dar certo, Lis. Se engravidasse novamente, tenho certeza de que Oliver ficaria feliz.
Eu sei que ele ficaria, mas não dá. Não consigo. Eu não quero sentir aquela agonia novamente, Lena. Eu não vou conseguir suportar, caso esse possível bebê não resista.
E você vai ficar com medo do "se"? Vai deixar de ter a experiência de ter um filho seu e de Oliver, por medo? Você não é assim? Felicity, se você está dando um passo para frente, não volte dez.
Você não entende, não é?
Eu não entendo? Felicity, eu achei que tinha perdido meu filho. Por anos, eu chorei por eles, eu senti a falta, eu senti ódio pelo que houve com eles..., apesar de que na época eu não sabia que eram dois. – Sorriu fraco. – Mas isso não queria dizer que eu sentia medo de tentar novamente. Eu queria. Eu quero engravidar novamente.
E você falou sobre isso com o Ray?
Na verdade, ele quem falou sobre isso. – Felicity sorriu. – Nós estamos pensando em nos casar.
Sério?
Mas eu não quero um casamento grandioso, entende? Só vamos nos casar no cartório mesmo. Foi a nossa decisão.
Se você está feliz assim...
Mas você mudou de assunto.
Eu sei. – Suspirou alto. – Por enquanto eu não quero engravidar, Lena. Eu não penso em tentar engravidar, e já tinha dito isso ao Oliver. Ele aceitou.
Ele aceitou porque te ama. Aceitou porque entende seu medo, mas isso não quer dizer que ele não tenha vontade de ter filhos com você. – Felicity não respondeu. – Eu espero que você mude de ideia.
Cadê a Natty? – Elas ouvem Caitlin. Felicity olha para o carrinho que estava ao seu lado e não encontra a bebê.
Oh, meu Deus. – Ela e Helena se levantam ao mesmo tempo, desesperadas.
Cadê ela? Como isso foi acontecer?
Não acredito. A Laurel não vai me perdoar.
Papai. – Lyon grita, e elas olham para ele. Elas veem Tommy correr, e logo em seguira Ray e Oliver. As crianças iam acompanhar os mais velhos, mas Tyler, Andrew e Nate foram mais rápidos. Noah, Luke, Lucca, Ethan e Philip se aproximam de Felicity, Caitlin e Helena, para protegê-las.
É a Natty. – Felicity diz, ao ver o homem segurar um bebê. Tommy, Oliver e Ray, cercam o homem, que ameaçava machucar a bebê. Cauteloso, Mike aparece por trás colocando uma arma na cabeça do homem. Felicity suspira aliviada, e se aproxima de onde eles estavam.
Entregue a criança, e eu não te mato.
Você não teria coragem. – Rosnou.
Você não me conhece. – Gregory aparece com o meio irmão, Collin, também armados. – E você não vai conseguir fugir com a bebê, estando nessa situação.
Tem três armas apontadas para você.
Vai querer morrer, ou vai entregar a bebê? – O outro respira fundo, fecha os olhos e então entrega Natty para Tommy, que a pega com delicadeza. A menina chorava escandalosamente.
Me dê ela. – Felicity tremia, quando pediu. Tommy o fez, ao perceber o estado da irmã. Ele sabia que ela estava assustada, e além de tudo se sentindo culpada.
Agora..., você vai dizer quem foi que te mandou para fazer isso.
E se eu não quiser? – Gregory deu uma risada rápida, de irritação.
Cara, você não sabe com quem está mexendo.
Vamos interrogá-lo. – Collin diz. Os seguranças que estavam com as crianças, se aproximam ao perceber que estava tudo bem. Os outros seguranças, que estavam mais afastados, esperando pelo que poderia acontecer, e poderem agir, se aproximam também, olhando para Mike, esperando por instruções.
Tyler, Nate, Nick, Adam, Ethan, Jayden, Brandon e Logan vão acompanhá-los até a "Scalla". Os outros ficam comigo.
Ótimo. Porque eu estou com as mãos coçando para fazer esse maldito falar. – Gregory se faz ouvir. O outro estremece.
Só não o matem. – Oliver diz. – Tire todas as informações, façam o que puder, mas o deixe vivo. Ele vai passar o resto da vida maldita dele atrás das grades.
Então tortura está valendo? – Dimitri diz, pretendendo colocar medo no outro.
Vocês quem sabem. – Oliver responde, dando as costas, deixando o homem com os seguranças. – Você está bem?
Não. Como eu poderia estar bem? Quase deixo nossa afilhada ser sequestrada.
Lis, a culpa não é sua.
É sim. Eu deveria estar de olho nela. – Oliver a abraça pela cintura, sem machucar a bebê.
Eu e ela estávamos conversando, nem percebemos o cara se aproximar e pegar a bebê.
Eu que percebi quando me aproximei, e não a vi.
Que susto. – Ray diz, com Kitty no colo, que não entendia nada.
Está tudo bem, agora, irmãzinha. Ela está bem. – Felicity assente.
Graças a Deus. – Sussurra, beijando a testa da afilhada.
**--** **--**
Felicity olhava para a bebê no berço. Ela dormia tranquila. Por um momento ela imaginou um filho dela com Oliver, mas logo tirou aquele pensamento da cabeça. Ela não podia pensar naquilo. Só a faria sofrer. Depois que chegaram em casa, Felicity colocou a pequena no berço, e não tirou os olhos dela nem por um minuto. Lyon também havia ficado com a irmãzinha, junto da tia. E naquele momento ele dormia na cama em que dividia com Oliver. Não havia conseguido ficar acordado, não depois de chegar cansado do parque. Felicity queria muito saber quem tinha sido o mandante daquele crime. Imaginava que fosse Cooper. Ele estava pronto para transforma a vida dela em um inferno, a qualquer momento, por que não iria sequestrar um bebê? Suspirou, soltando a mãozinha da afilhada. Ela ouviu passos, mas não precisou olhar para trás para saber que era o noivo.
Está mais calma?
Como é que eu posso estar calma? – Ela se vira lentamente, e o vê a poucos passos dela. – Quase sequestraram nossa afilhada, Oliver. E ela estava sobre meus cuidados. Como eu iria olhar para Laurel e Barry...
Meu amor, está tudo bem agora. Nada aconteceu, pare de ficar se recriminando.
Não consigo. – Os olhos dela lacrimejaram e ele a abraçou. – Se tivessem levado a Natty...
Não a levaram, e é isso que importa. O que houve poderia acontecer com qualquer um. Até mesmo com Laurel e Barry. Aquele homem foi astuto. Ele percebeu que você e a Lena estavam conversando e aproveitou para levar a pequena. – Olhou para a bebê no berço, depois de se afastar da noiva. – Mas nós conseguimos salvá-la.
Se não fosse por Lyon... – Ela fecha os olhos, balançando a cabeça. – Ele viu. Ele percebeu e nós não. Fico pensando que Cooper está por trás disso...
É provável que sim. Eu imagino que ele tenha tentado levar a pequena para conseguir uma troca. Você por ela. – A olhou nos olhos. – E eu sei que você faria isso.
Faria sem pensar duas vezes. – Afirma. – Eu faria isso por qualquer um dos nossos sobrinhos, pelas nossas filhas... Eu não poderia conviver comigo mesma, se deixasse que ele machucasse um deles.
Ainda não sabemos se foi ele, então não vamos pensar nisso. – Olhou para sua cama. – Lyon está dormindo á muito tempo?
Alguns minutos. – Responde, depois de respirar fundo. – Ele tentou ficar acordado por mais tempo, mas... – Deu um sorriso fraco. – Não conseguiu.
Eu vou colocá-lo na cama.
Nossos amigos ainda estão aqui?
Estão lá embaixo. Eles vão ficar aqui hoje. Querem esperar Barry e Laurel chegar.
Não devíamos ligar para eles? Eles vão voltar só às 22h, e ainda são 17h.
Nós vamos ligar quando Mike nos mandar notícias. Ele vai conseguir fazer o outro falar, hoje ainda.
Eu espero que aquele maldito pague pelo que tentou fazer. – Oliver concordou.
Vamos descer? – Ela assentiu, e Oliver se aproximou da cama, pegando Lyon no colo, com cuidado para não o acordar.
Oliver? – Ele a olhou quando pararam na porta do quarto onde as gêmeas dormiam. – Você acha que ele vai tentar novamente? – Ele suspirou, e se virou para ela.
Meu amor, não importa o que ele faça, não vou deixar que nada aconteça com nossos sobrinhos e nossas filhas. Não fique pensando mais nisso, por favor. Nem sabemos se foi mesmo ele... – Ela assentiu. – Nós vamos ficar bem. Confia em mim?
Confio. É claro que eu confio. – Ele a beijou lentamente, mesmo com Lyon em seus braços. Felicity segurou um dos braços fortes, pouco antes de se afastar. – Eu te amo.
Eu também te amo.
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Mike me ligou. — Eles olham para Oliver, que entrava na sala.
E?
Eles descobriram quem foi. E acreditem..., eu não pensaria nessa pessoa. Nunca.
Como eles conseguiram descobrir, Oliver? – Tommy pergunta.
Você sabe muito bem. — As mulheres, com exceção de Helena estremeceram. — Não foi fácil. Mas o importante é que conseguiu.
E o que foi feito do cara?
Ele está morto, Barry. – Caitlin e Felicity arregalaram os olhos.
Está... — Elas começam e param juntas.
Sim. Não precisam ficar desse jeito.
Eu só não... — Helena olha para Felicity. Ela estava mais assustada que qualquer outra pessoa. Até mais que Caitlin. — Imaginava que ele fosse morrer.
Ele..., não queria dizer, meu amor. Tiveram que usar métodos... — Suspirou.
Não convencionais. — Oliver olhou para Ray e assentiu.
Okay. Não quero falar sobre isso nunca mais na minha vida.
Idem. — Caitlin concorda com a amiga.
O importante é que descobrimos quem foi o mandante filho da puta.
Você não disse quem foi? — Oliver passou as mãos nos cabelos.
Diga de uma vez, Oliver.
Não é fácil. Isso pode..., machucar alguém.
Quem?
Barry. — Todos então arregalaram os olhos.
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Quando Laurel pegou o carro, revoltada com o que tinha ouvido da boca de Caitlin e os outros amigos, ela só pensava em chegar até seu destino. Quando ligaram para ela e Barry, pedindo para voltarem porque tinham tentado sequestrar Natty, ela se desesperou, assim como o marido. Eles ouviram a explicação, ouviram como aconteceu, e disse que depois de surrarem o maldito que tinha tentado sequestrar sua filha, ele disse um nome, e só então, eles haviam decidido ligar para ela e Barry. Ela não culpou Felicity. Aquilo poderia ter acontecido com ela também. Viu o medo no olhar da amiga, mas não conseguiu dizer nada a ela, apesar de ouvir seu marido tranquilizá-la e dizer que não era sua culpa. Ela mesma queria ter dito, mas não conseguiu. O ódio que sentia, era maior do que a vontade de tranquilizar a amiga. Ela só pensou em pegar o carro e dirigir até aquela casa. Sua mão coçava. Ela sabia que Barry estaria seguindo-a em outro carro, já que ela tinha pego o carro do marido; a sorte era que ela estava com a chave em mãos. Ela derrapou o carro ao chegar em frente à casa de dois andares, branca com bege. Saiu do carro, sem se dar ao trabalho de trancá-lo, correu até a porta e tocou a campainha, pedindo que não demorassem muito que lhe atendessem. Ela esperava que estivessem em casa.
Olá? – Laurel não sabia quem era a mulher à sua frente, mas imaginava que era alguém que estava ali para organizar as coisas da casa alugada.
Cadê a Iris?
Ela..., ela está lá em cima. – Laurel não esperou um minuto, para correr até as escadas, subindo rapidamente. Passou por dois quartos que estavam com a porta aberta, mas que dava para ver que não tinha ninguém, e por isso seguiu para o último quarto, onde tinha certeza de que ela estaria. Entrou no mesmo, lentamente, encontrando Iris saindo do banho. Os olhos delas se encontraram.
Laurel Dinah Lance. – Diz, debochada. – O que você está fazendo aqui?
Eu vim te dar uma surra, sua desgraçada. – Rosnou.
Ah...
Cala a boca. – A corta, irritada. – E se prepara para apanhar. – Laurel levou a mão ao rosto da morena com toda sua força, o que fez Iris virar o rosto e quase cair. Iris a olha, surpresa, não esperava pelo tapa. Laurel, em contrapartida, a olhava com ódio. – Eu vou acabar com a sua raça. – Grita ao mesmo tempo em que a pega pelos cabelos, puxando com força.
Me solta, sua maluca. – Diz no mesmo tom que a outra, tentando se soltar.
Você não sabe... – Não termina a frase pois a joga no chão, e acaba por cair também, se recuperando rapidamente, e se colocando por cima do corpo da outra, dando mais três tapas na cara dela. Os gritos eram ouvidos por toda a casa. Joe, Francine, Joe e Nora, que estavam na cozinha, vão até a sala, não entendendo os gritos, perguntando o que estava acontecendo. Enquanto isso, Iris consegue sair debaixo de Laurel, mas Laurel consegue pegá-la por trás, depois de a morena ficar de pé, pelos cabelos, empurrando-a no mini sofá que tinha no quarto. – Você está pronta pra apanhar mais, sua cadela? – Deu dois tapas na cara, um para cada lado, enquanto que Iris continuava gritando para ela soltá-la. Laurel a joga de volta no chão quando foi empurrada, voltando a se colocar em cima da morena.
Sai, sua maluca. – Grita duas vezes. – Você está me machucando. Sai.
É para machucar mesmo, sua vadia.
Me solta. Me solta. – Laurel segurou com força e fez ela olhar para seus olhos.
Escuta. Escuta. – Grita, enquanto colocou as mãos por dentro dos cabelos escuros. – Eu vou falar só uma vez... – Com a outra mão, a que não segurava nos cabelos, ela pegou no rosto de Iris com força. – Fica longe da minha filha. Você está me ouvindo? – Iris continuava a gritar para ela soltá-la. – Você está me ouvindo? – Volta a gritar. – Se mete com a minha filha de novo, pra você ver. Se mete. Iris, eu te arranco os olhos. Eu juro que faço você se arrepender de ter nascido. Eu quebro todos os seus dentes, você está entendendo? Você está entendendo?
Sim. Eu entendi. Eu entendi. – Grita gesticulando. – Me solta. Eu não vou mais tocar na sua filha. – Empurra Laurel de cima de si. Laurel se levanta respirando ofegante, enquanto que Iris tentava se levantar, tremendo, colocando a mão no rosto, sentindo dor. – Você me machucou, sua imbecil.
Isso é pouco. Eu queria mesmo era arrancar sangue. – Diz dando as costas para a outra, tentando recuperar o ar.
Eu não me arrependo, sua idiota. – Diz sorrindo, mesmo sentindo dor. – Pena meu plano não ter dado certo. – Diz enquanto saia do quarto correndo. Laurel sente a raiva voltar e vai atrás de Iris, que descia as escadas, enquanto a insultava. Os pais de Barry, os pais de Iris e Eddie, que ainda se encontravam na sala, desviaram os olhos para as duas mulheres que desciam as escadas. Laurel a pegou por trás, pelos cabelos, e a jogou no chão, sem soltar os cabelos, sentando-se ao lado dela, puxando com força.
Isso é para você aprender a se meter com gente do seu tamanho. – Iris gritava de dor.
Não vai separá-las?
Deixa. Deixa... – Francine diz para a empregada, ao mesmo tempo em que o marido segurava Eddie, que deu alguns passos em direção das mulheres no chão. – Se a Laurel está batendo, é porque a Iris está merecendo.
Mas o que será que ela fez? – Nora pergunta, mas ninguém responde.
Não se esqueça, nunca, do que eu posso fazer. Pense duas vezes antes de se aproximar da minha filha, está ouvindo? – Balança a cabeça dela, depois de dar alguns tapas na cara dela. Laurel a solta e se levanta, arrumando os cabelos, que estavam bagunçados. A empregada se afasta para abrir a porta, quando ouve a campainha. Iris coloca a mão na boca, e com os dedos, sente o sangue.
Olha o que você me fez, sua ameba. – Diz chorosa.
Isso foi pouco. – Gritou. Barry, Tommy, Caitlin, Oliver e Felicity aparecem na sala no mesmo momento em que Laurel gritava. – Desculpa, Francine, Joe... – Diz ofegante. – Mas..., mas isso foi inevitável. Mexeu com minha filha, mexeu comigo, e eu não deixo barato. – Diz a última frase com a voz alterada, enquanto gesticulava.
Tudo bem. Não se preocupe, minha filha.
Eu entendi bem? Ela fez algo com sua filha? – Laurel assentiu para Joe.
Não pude ficar parada, sem fazer nada.
Qualquer mãe no seu lugar faria a mesma coisa. – Iris olha indignada para a mãe.
Menos você, não é? – Se exalta. – Você viu ela me bater e não fez nada.
O que se pode fazer perante a força da natureza? Com uma mãe leoa defendendo sua cria? – Barry se aproxima de Laurel, abraçando-a pela cintura.
E a outra leoa para defender a outra cria?
Você não precisa de ninguém para te defender. Aliás, você anda expert em atacar. – Olhou para Laurel e Barry. – O que foi que ela fez para a filha de vocês?
Ela pagou um cara para sequestrar a Natty. – Barry respondeu. – Se não fosse pelo Tommy e pelo Lyon..., pelos seguranças...
Sequestrar? – Henry é o primeiro a se pronunciar. Nora olha para Iris.
Iris, você perdeu o juízo?
Agora ela vai pensar duas vezes antes de tentar fazer algo a minha filha.
Você é um monstro, garota. – Felicity se pronuncia. – Sequestrar um bebê indefeso? Ela é só um bebê, não tem nada a ver com os problemas que você tem com agente.
Cala a boca. – Rosnou. – Ninguém pediu a sua opinião.
Mas eu estou dando a minha.
Minha filha armando um sequestro. – Joe diz, indignado. – Iris, o que você tem na cabeça?
Você passou de todos os limites. – Henry diz, tão indignado quanto os outros presentes, com exceção de Eddie e Iris.
Você tem é sorte de não te denunciarmos. – Barry diz olhando-a. – E isso..., é pelo simples fato de que eu adoro seus pais, e não desejo que ele veja a filha atrás das grades.
Eu fiz isso por você.
Como é? Por mim? – Balançou a cabeça. – Você está totalmente desequilibrada, Iris.
Eu devia era te bater mais, sua vadia. Você ter algum problema comigo tudo, mas não coloque minha filha no meio das suas armações. Você definitivamente não me conhece. Não sabe do que sou capaz... – Diz ainda ofegante. – Isso..., foi só um pouquinho do que posso fazer, caso venha a se meter novamente com a minha filha. Com qualquer um dos meus filhos e sobrinhos.
Você pensa que isso vai ficar barato?
Não ouse ameaçá-la novamente, Iris. – Barry rosna, sentindo seu sangue ferver. – Você tenta sequestrar minha filha, e ainda se acha no direito de nos ameaçar?
Vocês vão me pagar. – Continua, mesmo depois da frase de Barry, não ouvindo o que ele dizia. Ela estava totalmente desequilibrada.
Vocês quem, minha querida? – Francine coloca as mãos na cintura.
Está ameaçando seus pais, Iris? – Joe arqueou as sobrancelhas.
Estou falando dessa coisa insignificante e a bastarda da filha dela.
Não ouse... – Laurel grita. – Não ouse chamar minha filha de bastarda.
Deixe que ela fale, Laurel. – Barry diz. – Esse tipo de palavra não nos atinge.
Podem aguardar... – Ela se afasta para as escadas. – O que é de vocês está guardado. – Eles observam ela subir as escadas.
Ela precisa de um hospício. – Felicity diz, e então se lembra que os pais dela estavam presentes. – Desculpe.
Não. Está tudo bem. Iris passou de todos os limites, eu compreendo a revolta de todos vocês.
Vocês vão mesmo ficar contra a filha de vocês? – Eddie diz, transtornado. – Essa louca chega aqui...
Toma cuidado com as palavras. – Barry o enfrenta.
Ou vai fazer o que? – Barry se coloca na frente da esposa quase ao mesmo tempo em que Eddie se coloca a frete dele.
Cara, é melhor você se afastar, porque se acha que nós vamos ficar parados, está muito enganado. – Oliver e Tommy se colocam ao lado de Barry.
Parem. – Cait se aproxima. – Esquece isso. Laurel já fez o que devia, agora vamos embora.
Cait está certa. Você se vingou pela Natty, mas agora devemos ir.
Eu já dei a surra que aquela maldita estava merecendo, mesmo. – Jogou a franja para trás, e saiu do cômodo, sendo seguida por Caitlin e Felicity.
Eu peço desculpas pelo que houve aqui, mas...
Eu sei, querido. E Joe e Francine também compreendem. – Eddie bufa e sobe as escadas.
Nós temos que agradecer por não terem ido à delegacia.
Sinceramente eu deveria ter feito isso, mas não poderia fazer isso com você e Francine. – Joe o olha agradecido.
Ainda não entendo... – Francine olha para o marido. – Quem era aquela mulher? Ela com certeza não é nossa filha.
Estou tão perplexo quanto você, querida.
Nós já vamos.
Te esperamos no carro, Barry. – Tommy e Oliver se afastam.
Eu provavelmente não vou ao aeroporto, então...
Tudo bem. Nós entendemos, querido.
Vão com cuidado. – Eles agradecem e Barry caminha para fora da casa.
**--** **--**
E então, como foi? – Helena pergunta, curiosa, assim que os amigos entram no apartamento.
Laurel deu a maior surra na Iris.
Ah, que pena que eu não vi isso.
Helena. — Ray a repreende.
O que? Ela mereceu. E eu ia amar ver ela apanhar. Ela mandou sequestrar um bebê.
Minha vontade é de voltar lá, e surrá-la mais um pouco.
Fica calma, amor.
Como? Barry, ela tentou levar nossa filha. — Balança a cabeça. — Ela foi uma vadia. Uma traíra. Uma louca, desequilibrada.
Eu entendo, eu também estou irritado. E decepcionado. Mas esse ódio não vai adiantar de nada. Você já deu a lição que ela merecia, agora vamos esquecer.
Eu sei que está certo, mas não consigo.
Eu entendo. Eu também tive vontade de dar na cara dela. Quando eu vi que Natty não estava no carrinho... – Laurel a olhou, e se aproximou.
Lis, a culpa não é sua.
Eu me sinto um pouco culpada. Ela estava sobre meus cuidados, e quase foi levada.
Isso poderia ter acontecido comigo. Com o Barry.
Isso mesmo, e eu já disse á você, não se culpe. Para de ficar se culpando por tudo, Felicity. Você está sempre fazendo isso.
Natty está bem, e é isso que importa. Então, como Barry pediu, vamos esquecer de tudo isso.
Meu amor, é o melhor a se fazer. — Oliver a abraçou por trás. — Nossa afilhada está segura, e dormindo tranquila lá em cima.
E Iris levou a maior surra da vida dela. — Caitlin completa. — E sinceramente? — Riu. — Eu amei.
Ela pelo menos sangrou?
Sangrou. E com certeza ficará com hematomas arroxeados.
Espero que ela fique com eles por muito tempo, para se lembrar do que eu posso fazer caso ela tente fazer mais alguma coisa à minha filha.
E é por isso que devemos ter medo da Laurel. — Tommy brincou, para cortar o clima tenso. — Tome cuidado com o que faz, hein Barry? — Os outros riram.
Cala a boca.
Olha, pelo que Tommy sempre diz, você é bem nervosinha.
Até você, Ray? — Ele deu de ombros. — Saiba que a Helena não é tão diferente.
E eu sei lutar. — Completa.
Ouviu, né, Palmer?
A minha namorada não é a única que sabe lutar não, Oliver. A sua noiva sabe lutar também, e tão bem quanto Helena.
Nossa, como vocês são medrosos. — Caitlin riu. — Vocês devem estar cansados, por que não vão descansar?
Nós faremos isso mesmo.
Vão ficar por hoje?
Não, nós já vamos.
Ray, Killian e os gêmeos estão dormindo... — Felicity se pronuncia. — Não vai acordá-los, certo? Fiquem só por hoje.
Eu concordo com a Felicity. Tommy, Caitlin, vocês devem fazer o mesmo. Por Lyon e Kitty.
Bom..., então nós ficamos.
Nós também.
Ótimo. Então eu vou fazer o jantar. — Felicity diz, sorrindo, esquecendo do que houve a pouco tempo.
Nós ajudamos você. — Laurel, Caitlin e Helena seguem Felicity.
Como você está? — Oliver pergunta para Barry, quando as mulheres se afastam.
Sinceramente? Mais decepcionado do que qualquer coisa. – Suspira e então caminha para a sala, sendo seguido pelos outros. – Eu e Iris crescemos juntos. Ela era..., tão carinhosa. Amorosa, cuidadosa..., me ajudou pra caramba quando tive problemas na escola. Não digo por causa de notas, mas por causa de alguns alunos que não se simpatizavam comigo... – Balançou a cabeça. – Iris mudou da água para o vinho. Ela virou mesquinha, não tem escrúpulos, não se importa com mais ninguém, a não ser consigo mesma. Ela mandou que sequestrassem minha filha, pelo amor de Deus. – Diz, revoltado.
Eu entendo você. Não é fácil você ver alguém que cresceu com você, que você sentia um carinho especial..., se tornar alguém tão frio.
Não entendo, sabe. Iris não é mais a mulher que eu conheci. Talvez eu não tenha conhecido direito. Como as nossas mulheres dizem, talvez ela sempre tenha sido essa..., mulherzinha fútil.
Sinto muito, amigo. — Ray se pronuncia. — De verdade.
Depois do que ela fez. De tudo que ela fez..., eu não quero vê-la novamente. Eu quero me afastar de uma vez por todas, e é isso que eu farei.
E está certo. É o melhor que você faz. — Ele balança a cabeça, ao ouvir Tommy.
Mas isso não quer dizer que precise se afastar dos pais dela, Barry. Eles são boas pessoas, e estavam muito envergonhados, indignados até, com as coisas que a filha fez.
Verdade. Eles gostam muito de você, e ficariam chateados se você se afastasse.
Eu não farei isso, mas também não mais os visitarei. Farei o possível e o impossível para não ir até Central City. Eles e meus pais terão que vir me visitar.
E eu acho que está certo em pensar assim. Fale com seus pais, e eles te compreenderão.
Assim como os pais daquela mulher. — Oliver completa a frase de Ray.
Aquele Eddie..., a vontade que eu tive de socá-lo...
Ah, se fosse só você, amigo.
Eu nunca gostei dele. Sempre o achei um falso, e depois que Laurel me contou que ele estava olhando para as pernas dela...
Ela tinha dito a Felicity e Caitlin que ele ficava com olhares estranhos para cima dela.
Eu tinha percebido, mas eu nunca tinha visto os olhares do desgraçado em certas áreas do corpo da minha mulher.
Pois na minha opinião, ele merecia uma surra, assim como Laurel deu na tal da Iris. — E os outros concordaram com Ray.
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Lena, já que estamos só entre mulheres... — Felicity se pronuncia assim que entra na cozinha. — Eu queria lhe falar algo.
Sobre o que?
Sobre você, Killian e os gêmeos. — Helena franziu o cenho. — Eu estava observando vocês por alguns dias..., na verdade eu percebi desde o primeiro dia, mas...
Lis, diz logo, estou ficando curiosa;
Você disse para mim, que Killian tem estado estranho...
Sim. Já tem alguns dias.
Bom, o fato é que ele está com ciúmes de você. — Helena olha para as outras amigas, antes de se voltar para Felicity.
Ciúmes? Mas por que?
Lena, Killian tinha você toda para ele até pouco tempo, e agora ele tem que dividir você com os gêmeos.
Ele está se sentindo ameaçado. — Felicity completa a frase de Caitlin. — Ele com certeza deve estar achando que você vai tratá-lo diferente agora que têm seus filhos de volta.
Então é por isso? Por isso ele tem ignorado os gêmeos, tem se afastado..., está estranho até comigo e Ray?
Ele não sabe como se sentir, é só uma criança. — Laurel diz.
Acho que deve conversar com ele. Dizer que apesar dos gêmeos serem seus filhos, você o vê com os mesmos olhos. Que o ama do mesmo jeito que ama os gêmeos.
Eu vou fazer isso. – A amiga assentiu. – Obrigada por me dizer, Felicity. Eu e Ray não imaginamos que esse fosse o problema.
Eu achei que deveria avisar. O menino está sofrendo..., fiquei com pena.
Eu vou falar com ele. Amanhã mesmo. Não vou deixar para fazer isso outro dia. Não quero que ele pense que meu amor por ele mudou só porque meus gêmeos estão vivos. Eu o amo, como meu filho, como sangue do meu sangue. — As outras sorriram. — Killian me deu a vida novamente, junto de Ray, não posso deixar que ele pense e sinta que não o amo mais.
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Eu falei com a Lena. — Felicity comenta, antes de colocar uma colher com sorvete de choco-menta na boca. O casal estava sentado de frente para o outro, à mesa.
Sobre?
Sobre Killian estar com ciúmes. — Ela não viu o noivo assentir. — Eu achei melhor dizer logo. Estava demorando demais.
Foi o certo a se fazer.
Eu fiquei preocupada. Ela disse que ele estava estranho..., e eu sabia o porquê disso.
É normal. Ele tinha Helena só para ele, e agora ele tem que dividi-la com os gêmeos.
Não é só isso que o perturba.
Como assim?
Ele com certeza acha que ela vai amar mais os gêmeos por serem filhos biológicos dela.
Oh. — Oliver compreendeu. — Entendo. Coitadinho.
Pois é. E é normal que ele pense assim.
O importante é que Helena e Ray conversarão com ele.
E tudo vai ficar bem.
Sim. Tudo vai ficar bem. – Confirma. – Você fez bem ao aconselhar Helena. – Ela assentiu. Ele franziu o cenho ao vê-la colocar calda de banana, de chocolate e de uva em cima do sorvete. – Isso já não é doce demais não?
Não. — Colocou outra colher na boca. — Você está perdendo. — Diz depois de um gemido. — Isso está..., delicioso.
Pela sua feição... — Olhou para o sorvete. — Parece mesmo que é verdade.
Tem certeza de que não quer?
Tenho. — Felicity mordeu o lábio de repente. — O que?
Sabe aquele cupcake que você fez para mim no dia em que me pediu em casamento?
O que tem ele?
Você podia fazer ele.
Agora? — Pergunta, surpreso. Felicity balança a cabeça e faz “uhum” com a garganta. — São 21h da noite, Lis. Barry e Laurel até já foram dormir.
Mas eu estou com vontade. Por favor?
E não pode esperar até amanhã?
Não. — Oliver se perguntava se era mesmo sério. — Por favor? Eu estou com vontade. Só de imaginar, já até deu água na boca. — Ela tinha um sorriso enorme no rosto, e por isso ele não conseguiu negar.
Tudo bem, amor. — Ele se levanta, e ela fica toda animada.
Obrigada. — Ele balança a cabeça com um sorriso. — Você é o melhor. — Oliver se aproximou da esposa, se coloca
ndo atrás dela.
E eu espero ser para sempre.
Sempre. — Ele beijou sua bochecha. — Eu amo você. — Diz depois de se virar na cadeira.
Eu também te amo. — Ela o beijou nos lábios rapidamente.
Agora..., meu cupcake. — Ele riu.
O que eu não faço pelo amor da minha vida? – Diz, se afastando. Felicity deixou um sorriso enorme aparecer nos lábios, e se voltou para seu sorvete. Oliver não entendia aquelas vontades estranhas da esposa. Era estranho, mas ele não pensaria naquilo naquele momento. Ele queria vê-la feliz, e se para vê-la assim era ter que fazer cupcake às 21h da noite, então que seja.
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