Kupidon
57 Capítulo Trinta e Seis
Notas iniciais

Laurel olhava para o vestido estendido em cima do sofá-cama. Estava sozinha em uma das salas do local onde Thea havia escolhido para fazer a cerimônia. A festa aconteceria no jardim da mansão Merlyn. Tommy tinha feito questão, e o casal de noivos aceitaram. As amigas ainda não haviam chegado, mas ela já estava maquiada. Laurel se lembrava como se fosse ontem, do dia em que se casou com Tommy. Naquela época, ela o amava, mas não sabia se estava pronta para se casar. O casamento só havia acontecido por causa da gravidez, e então tudo começou a desandar. Seu casamento não tinha sido escolha dela e de Tommy, o erro começou daí. Diferente de antes, ela estava animada com o casamento. Ansiosa para encontrar o noivo no altar. Ela sentia uma emoção muito grande, diferendo que sentiu quando se casou com Tommy; que apesar de naquela época, amá-lo muito, estava com medo, não estava pronta para tomar aquele passo. Dessa vez, seria tudo diferente. Ela não estava se casando com Barry por causa de Natty. Estava se casando porque estava pronta para isso, porque o amava, porque queria construir uma família com ele. A porta se abriu e ela desviou os olhos do vestido, se virando para a mesma.
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Cheguei para te ajudar a se vestir. — Felicity se pronuncia. Ela já estava vestida com o vestido de madrinha, escolhido pela noiva. – Demorei um pouco porque não foi fácil vestir as gêmeas. – Laurel sorriu.
Tudo bem. Ainda tenho tempo.
A Cait me mandou uma mensagem dizendo que está chegando. – Se aproximou. – Está nervosa?
Estou ansiosa. – Felicity sorriu. – Não é meu primeiro casamento, mas dessa vez é diferente, entende? Eu estou me casando porque eu quero, não por obrigação. Não por causa de uma gravidez fora de hora.
A emoção é diferente, não é? – Ela assente. – Em pensar que em duas semanas, serei eu.
Eu já te disse isso, mas... Quero que seja muito feliz com Oliver.
E eu desejo o mesmo para você e Barry. – Pegou nas mãos da irmã postiça.
Eu me lembro de uma coisa engraçada que Sara me disse no dia do meu casamento com Tommy... – Riu balançando a cabeça. – Se você quiser fugir, eu posso dirigir. – Felicity riu junto da amiga.
Você está sentindo falta dela, não é?
Queria que ela estivesse aqui comigo, mas... – Apertou as mãos de Felicity. – Eu sei que ela está, de algum jeito. E eu tenho você. – Felicity sorriu. – Tenho Caitlin, Thea, Helena...
Eu tenho uma coisa para você. Algo emprestado. – Tirou a bolsa do ombro, o apoiou em cima do sofá e abriu o zíper, tirando de lá uma caixinha muito detalhada, roxo, branco e dourado. – Minha mãe me deu de natal. Eu não vou usar no dia do meu casamento, porque eu ganhei uma da mãe do Oliver. – Abriu a caixa. – Quero que use.
Que perfeita, Lis. Essa tiara é linda... – Tocou na peça. – Mas sua mãe quem te deu, você deveria usar.
E eu ia, mas eu pensei bem e... Decidi usar os brincos, os anéis e o colar que ela me deu. Ela disse que era para eu usar no dia do meu casamento. — Diz sorrindo. — A tiara, eu posso emprestar para a minha irmã postiça. – As duas sorriram uma para a outra. – Eu quero que use a tiara, Laurel.
Você tem certeza de que não quer usá-la?
Tenho. Moira me deu uma tiara tão linda quanto essa, e apesar de eu ter decidido a um tempo usar essa, eu não poderia fazer uma desfeita com a minha sogra. Além do mais, eu estarei com os outros presentes que a minha mãe me deu..., pouco dias antes de morrer.
Então eu aceito a tiara. Eu não ia usar nada no cabelo mesmo.
Eu sei disso, perguntei à Cait. – Laurel riu. – Seu cabelo ainda não está pronto?
Cait disse que faria o penteado. Eu escolhi algo bem simples, e ela disse que sabia fazer, então... – Deu de ombros. – Obrigada por me emprestar essa tiara. Vou cuidá-la com todo carinho. – Colocou a mesma sobre a penteadeira.
Cheguei, me desculpe pela demora. – Elas ouvem Cait, que entrava no cômodo.
Está tudo bem, Cait. Não estou atrasada. – Olhou de Caitlin para Felicity. – O vestido ficou perfeito nas duas.
Eu o amei. – Elas dizem juntas e se olham quando percebem isso.
Vou fazer o penteado. – Se aproximou da noiva, que se sentava de frente para o espelho.
E Kitty, onde está?
Com o pai. Tommy. – Explica, ao ver as expressões das amigas. – E essa tiara?
Linda, não é? Felicity me emprestou.
Essa não é a...
É sim. A que minha mãe me deu.
Entendo. – Sorriu. – Já que não vai usá-la..., por que não Laurel?
Foi o que pensei.
Você viu o Barry?
Eu vi, e ele está tão nervoso, que eu me pergunto se ele vai continuar respirando quando ver você. – As outras riram. – Roy estava lá, irritando-o.
Novidade.
Roy disse algo como: Vira homem. – Elas riram. – E Barry o mandou se ferrar.
Roy realmente é irritante.
Esse é o hobby dele. – E as outras concordam com Felicity. – Ele já estava pronto?
Estava sim. E Lyon também está.
Helena? Você a viu?
Ela chegou junto comigo. Foi deixar os gêmeos com os pais da nojenta, que se prontificaram a cuidar deles. E só para deixar claro, ela e o outro não vieram.
Seria muita cara de pau, eles aparecerem.
Principalmente depois do que eles fizeram no apartamento do Oliver e da Felicity.
Não vamos falar sobre isso. – Felicity pede.
Killian está tão fofo, precisava ver. Mas ele estava emburrado com alguma coisa.
Você falando em Killian, me faz me lembrar de que eu tenho que falar algo importante com Helena.
Sobre? – Laurel e Cait perguntam juntas.
Eu acho que Killian está com ciúmes dos gêmeos, e eu quero avisar Helena sobre isso. Mas eu sempre me esqueço.
Eu estava pensando o mesmo, esses dias atrás. – Caitlin concorda com a amiga.
É natural que ele se sinta assim. Ele tinha a Lena para ele o tempo todo, não a dividia com mais nenhuma criança, e então os filhos biológicos da Lena aparecem..., e ele se sente ameaçado. Eu sinto pena.
Eu também, e por isso quero falar com ela. Mas não hoje. – Olhou para a noiva, que estava quase que com o penteado pronto. – Hoje é o seu casamento.
Não me importaria, Lis.
Não. Eu falo com ela outro dia. Espero que eu me lembre. – E elas riram juntas.
Do que estão rindo? – Elas olham para a porta.
Lena.
Desculpe, eu me atrasei.
Não preocupe. Eu e a Lis também, e Laurel não está surtando. Ainda, né? — Elas voltam a rir, dessa vez, com Helena. – Está tudo certo lá fora?
Thea está pondo ordem nas coisas. Ela nasceu para isso.
Eu concordo.
Quando é que você vai se casar também? – Helena olha para Laurel de olhos arregalados e as outras riram.
Ah, Lena, não fique tão surpresa com a pergunta. Você e Ray merecem ser felizes.
E nós somos. – As outras três reviram os olhos.
Você entendeu o que a Cait quis dizer.
Podemos falar sobre isso outro dia? Nesse momento estou mais animada com seu casamento. E com o da Lis, que será dentro de duas semanas. Nervosa?
Eu não. Estou tranquila, apesar de que...
Apesar de que... – As outras três dizem juntas, curiosas.
Eu penso no que Cooper pode fazer.
Ah, não. Não mesmo que vamos falar daquele demônio.
Isso mesmo. Ele não merece nossa atenção não. – Helena concorda com Caitlin.
Vamos colocar meu vestido? É muito mais importante do que falar desse ser desprezível?
Está ansiosa por isso, não está?
Muito. Não consigo conter minha ansiedade. – Diz gesticulando e as outras riram.
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Sabe, as pessoas estão olhando para você, e você está passando vergonha. — Tommy comenta ao ver Barry andar de um lado para o outro. — Só disse a verdade. — Diz quando o outro o fuzila com os olhos.
Deixe-o em paz, Tommy. Você também estava nervoso no dia do seu casamento.
Eu tinha minhas razões, e elas eram sérias. — O outro bufou. — A Laurel deve estar quase entrando, pode por favor, parar de andar de um lado para o outro?
Você vai fazer uma cratera no chão.
Estou começando a me arrepender em chamar vocês dois como padrinhos. — Ray riu.
Você está muito nervoso, vou pegar uma bebida.
Eu acho que ele precisa da garrafa inteira.
Roy, você não tem mais o que fazer? — Ele riu ao ouvir o amigo. — Vai procurar sua noiva, ou, melhor, ver como minhas filhas estão.
Elas estão ótimas. Kitty está com a mãe e a tia preferida dela, e Natty está com Rebecca.
Não estava com meus pais?
Não estão mais, até porque..., – Gesticulou com a mão direita, apontando para o amigo. – Você vai se casar. Por acaso se esqueceu? – Tommy riu.
Vão se ferrar, vocês dois.
Parem de deixá-lo nervoso. – Oliver pede, fazendo o amigo parar de andar, quando Ray se aproxima. Pegando a taça da mão de Ray, ele entrega para o noivo. – Beba, vai te deixar mais calmo.
Por que elas têm que demorar tanto? — Pergunta antes de tomar um gole da bebida. — Se Laurel souber que eu estou bebendo whisky, ela vai me matar.
Ah, pode ter certeza disso meu amigo.
Você está precisando, principalmente com esses dois te pilhando. – Ray comenta, e Tommy e Roy reviram os olhos. – Você está nervoso atoa.
É. Ela não vai te deixar no altar. Ela não me deixou no altar.
Tommy, cala a boca. — O outro riu, colocando a mão na altura da testa.
Você é muito irritante.
Eu sei, é meio que meu charme. – Os outros reviram os olhos.
Como eu sou um ótimo padrinho, eu vou ver se elas já estão vindo.
Não faz mais que a sua obrigação. – Barry murmurou depois de Roy se afastar e Oliver, que tinha sido o único a escutar, riu. – Ainda bem que a gente se casa só uma vez.
Nem todos. Se esqueceu que eu me casei duas vezes?
É, mas você e Laurel não estavam preparados na primeira vez, esse foi o problema.
Verdade nua e crua. – Sorriu ao ver o amigo mais calmo. – Você está melhor, mas eu acho que não deve tomar toda a bebida.
Eu concordo. — Barry entrega a taça para Ray, que se afasta para levar a mesma. — Ray disse que elas estavam prontas, quando foi levar Killian até Helena, então por que demoram tanto?
Por dois motivos, amigo. Primeiro, são mulheres. – Eles riram. – Segundo, uma delas vai vai se casar.
Então? — Barry pergunta quando vê Roy e Ray voltarem lado a lado.
Elas estão vindo. E..., posso dizer que Laurel está linda. Eu e Ray a vimos primeiro que você. — Barry revirou os olhos. — Mas vou dizer que deve ser complicado tirar aquela coisa.
O vestido, você quer dizer? — Oliver se pronuncia.
Por que está se preocupando com isso? É o Barry quem vai tirar. – Os outros riram, com exceção de Barry.
Começou. Mas estava demorando, não é? – Barry reclama. Oliver balança a cabeça.
O que? É a verdade. É a melhor parte, acredite. – E eles voltam a rir. Eles param no momento em que os pais de Barry se aproximam, junto com a mãe de Laurel, dizendo que elas estavam prontas, e na porta. A música começa e a primeira a entrar é Felicity, seguida de Caitlin, Thea e Helena. Elas tinham alguns passos de distância. Se posicionaram do outro lado dos garotos, e outra música começa a tocar minutos depois, entrando April e Lyon, Killian e Amily. As meninas jogavam com delicadeza, as flores azuis. E então uma nova música, a da noiva. Barry viu a filha, mas seus olhos pousaram na noiva que estava atrás da pequena, que balançava o vestidinho branco com azul. Os olhos de Laurel brilharam assim que eles encontraram os do noivo, que em alguns minutos se tornaria seu marido. Kitty correu para o pai assim que ele desceu de onde estava, para se aproximar um pouco mais da noiva. Ele sorriu, se abaixando e abraçando a filha, fazendo todos os convidados fazerem um mesmo som: “own”. Ele beijou a bochecha gordinha de Kitty, e chamou Lyon com a mão, para ele poder pegar a irmã, que foi com ele sem pensar duas vezes. Barry se levantou e pegou na mão da noiva.
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Cuida da minha filha, é só o que peço.
Pode deixar. — Diz com um sorriso, sem tirar os olhos de Laurel. Quentin beijou a testa da filha e se afastou. — Você está linda.
Obrigada. — Diz sorrindo. — Digo o mesmo de você. — Se aproximou mais um pouco. — Está menos nervoso? — Ele franziu o cenho. — Roy.
Aquele fofoqueiro. — Ela riu baixo.
Não se preocupe, eu também estava. — Ele sorriu e beijou a mão direita dela, seguindo para onde o pastor estava. Laurel entregou seu buquê para Felicity, e voltou os olhos para o pastor, que pedia para que todos se sentassem.
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Oi, esposa. — Ela se virou, ainda com dificuldade por causa do vestido.
Oi, marido. — Ele beija sua bochecha. — Pensei que fosse fugir com Oliver, Tommy, Ray e Roy.
Não. Eu nunca deixaria você por eles. — Ela riu. — Mas eu fugiria com você, se você me pedisse.
Tentador. — Ele quem riu dessa vez. — O que vocês foram fazer?
Nós fomos resolver um pequeno problema, que você não precisa se preocupar. — Ela franziu o cenho. — Te conto depois, eu prometo. Cadê as outras?
Dançando. Bom, menos a Felicity. Kitty a puxou para algum lugar. — Ele riu.
Você está muito linda.
Estou mesmo?
Está perfeita. — Beijou os lábios rapidamente. — Eu não consegui tirar os olhos de você durante toda a cerimônia, e sinceramente eu queria que o pastor dissesse logo: “Então eu os declaro marido e mulher”, para eu poder ficar sozinho com você. — Ela riu. — Adoro ouvir sua risada.
E eu amo você.
Bom, então nós estamos empatados, porque eu também amo você. — Enlaçou sua cintura. — Tem tanto pano nesse vestido que eu me pergunto como você vai sair dele mais tarde.
Isso eu deixo nas suas mãos. – Ele aproxima sua boca do ouvido dela.
Vai ser a melhor parte do “pós–casamento”. – Ela riu, colocando os braços em volta dele. – Quer sentar?
Por favor. — Ela implora, e ele ri. — Meus pés estão doendo, por causa do salto.
Não quer trocar?
Eu não trouxe. Eu separei outro, mas esqueci ele em casa.
É para isso que as madrinhas servem, não é? Te lembrar das coisas. – Ela volta a rir. – Vamos nos sentar. – Se afastou e a puxou levemente para a mesa, onde os amigos estavam sentados.
Ei, casal, pensei que estivessem pulado para a lua-de-mel, já que não encontrava vocês.
Larga de ser inconveniente, Harper. – Laurel se sentou, depois de Barry puxar uma cadeira, e se sentou ao lado dela em seguida.
Cadê a Lis?
Ainda está com Kitty, e Oliver foi atrás dela. — Cait responde.
E vocês vão para onde?
Como assim?
A lua-de-mel. — Thea diz, revirando os olhos. — Não disseram para onde vão.
Nós não vamos, não com a Natty sendo tão pequena.
Laurel, vocês podem passar o dia inteiro sozinhos, a Natty ficará bem. — Barry olhou para a esposa, esperando por uma resposta. Ele faria como ela achasse melhor.
Eu não sei..., tenho medo. Ela é tão pequena.
Três meses. Ela já não é tão pequena. Ela ficará bem sem vocês por algumas horas, é só deixar o leite. – Thea insiste.
Não gosto disso. Agente pode fazer isso quando ela estiver maior.
Irmãzinha, por favor, me ajuda a convencer a Laurel a ter a lua-de-mel dela. – Ela e Barry olham para onde Thea olhava e encontram Felicity com Oliver ao seu lado, que segurava Kitty no colo.
Me diz que isso é para mim. — Diz olhando para os saltos nas mãos da irmã postiça.
Isso mesmo. Fui lá em cima buscar.
Você se lembrou de pegar? – Sorriu, enquanto pegava o salto da mão de Felicity. – Melhor madrinha do mundo. – Os outros riram.
Ela estava reclamando que tinha o esquecido.
Voltando ao assunto. – Thea diz, pigarreando. – Lis, me ajuda a convencer a Laurel.
Okay. Por que você não quer ir para a sua lua-de-mel? – Pergunta, enquanto se sentava ao lado do noivo.
Natty é pequena demais.
Ela vai estar comigo e os nossos amigos. Deveria sim, passar um dia inteiro na casa de campo da família do seu marido. Você deixa o leite, e as coisas que ela vai precisar, e eu e Oliver tomamos conta dela. – O noivo concordou.
Vocês vão essa madrugada e volta à noite. Não vai ter problema. — Completa.
Por que não? — Barry pergunta ao ver os olhos da esposa sobre ele. — Ela ficará com os padrinhos...
Eu ainda não aceitei isso muito bem. — Os outros riram. — Eu deveria ser o padrinho dessa criança.
Você vai falar sobre isso até quando?
Até o próximo bebê vir. — Laurel corou.
Cala a boca, Tommy.
Eu acho que eu estava gostando mais do outro assunto.
Claro que estava. — Roy diz, malicioso e Barry revira os olhos. — Você está doido para estar com ela sozinho e ajudá-la a tirar esse vestido, não está? — Laurel cora mais uma vez.
Cala a boca, Roy. — Dessa vez Barry diz junto da esposa, mas o outro apenas riu.
Laurel, voltando aquele assunto. — Graças a Deus, a noiva diz mentalmente. — Você não deve deixar de passar um dia...
Proveitoso, diga-se de passagem.
Com seu marido... — Felicity continua, revirando os olhos ao ouvir Roy. — Porque a sua filha é pequena. Ela vai ficar bem, vocês vão se divertir...
Não diga uma palavra. – Barry corta Roy, quando o vê abrir a boca e os outros riram. – Thea, puxa o seu namorado para algum lugar.
Que não seja um quarto, por favor. — Tommy concorda com o amigo.
Eu vou pensar, Lis. Por enquanto, eu não consigo pensar em ficar longe da minha filha.
Realmente, ela é pequena demais.
Mas ela vai estar comigo. — Felicity diz sorrindo. — Melhor madrinha do mundo.
Na verdade, eu que sou.
Thea, você é uma péssima influência. As gêmeas agora aprenderam a deixar as professoras loucas, na sala de aula. — A irmã riu. — Você ensinou isso para elas.
Thea, não acredito nisso. — Felicity a olha, incrédula. — Quando Oliver disse, eu não acreditei.
Ah, gente, elas não estão fazendo nada demais.
Elas estão corrigindo as professoras, Thea. — Os outros riram. — Na frente dos outros alunos.
Elas são inteligentes, o que podem fazer? — Oliver balança a cabeça. — Não se preocupem, que eu não ensinei nada de errado. Pelo menos elas não picham os muros da escola.
Passado, Thea. Não vamos voltar ao passado. — Os outros riram.
Vem comigo. — Barry sussurra no ouvido da esposa, enquanto os outros conversavam e riam.
Ei, vocês vão mesmo fugir? — Roy grita, chamando a atenção não só do casal, como dos convidados também.
Nós vamos ver nossa, filha, Harper.
Aprende a ser menos inconveniente. — Barry e Laurel sobem as escadas, e entram no quarto onde a filha dormia tranquilamente. Assim que Laurel fecha a porta, Barry a beija, apertando sua cintura. Laurel corresponde, apertando uma das mãos no braço forte do marido. Ela se afasta para poder respirar. — Pensei..., pensei que fossemos ver nossa filha.
Não foi só por isso, meu amor. – Ele sorriu e beijou os lábios dela lentamente, o que a fez morder o lábio dele provocante. – Não comece algo que não vai poder terminar. – Rosnou e ela riu.
Aqui não. — Diz beijando os lábios dele rapidamente, antes de se afastar até o berço onde a filha dormia. — Tão pequena e tão linda.
Linda como a mãe dela. — A abraçou por trás, fixando os olhos na bebê. — Nem parece que está tendo uma festa lá embaixo, ela nem mesmo está preocupada. — Laurel sorriu.
Quando soube dela, eu surtei legal, lembra? — Diz rindo.
Eu também surtei. Só o que pensava era em como eu pude ter deixado isso acontecer..., mas olhando para ela agora... – Laurel pega na mãozinha da filha. – Eu não poderia imaginar minha vida sem ela.
Eu também. Ela é nossa filha. Tem um pedacinho de nós dois, como pudemos ter medo disso?
O medo foi de que não conseguiríamos passar por isso. Era mais uma criança na nossa vida. — Sorriu. — Mas ela foi amada desde que estava na sua barriga. — Laurel se virou nos braços dele.
Se você não tivesse aparecido na minha vida a dois anos atrás, eu não teria essa vida de agora. Eu não teria você, não teria a Natty..., nem mesmo sei se estaria casada, já que naquela época, eu não pensava nisso. Você mudou minha vida, Barry Allen. – Diz sorrindo.
E você mudou a minha. O que seria de mim sem você na minha vida? Eu não teria Lyon, ou Natty..., não sei se estaria na vida da Cait ou da minha filha. Quem sabe o que eu teria feito naquela época, se não tivesse ido atrás de você, no seu escritório?
Você provavelmente teria dado uma chance àquele ser insuportável. – Revirou os olhos.
Isso eu tenho certeza de que não.
Por que não?
Porque eu já tinha me decepcionado com ela. E talvez, o destino me quisesse só com você, então em algum momento, daquela época, eu me encontraria com você, afinal, eu estava vindo morar aqui, se lembra? – Ela balança a cabeça, sorrindo. – Então de qualquer jeito, provavelmente..., – Olhou para a filha, que tinha o polegar dentro da boca. – Eu teria vocês na minha vida de qualquer jeito. – Voltou os olhos para ela. – Porque você foi destinada a mim e eu a você. – Ela o abraça, emocionada. – Eu te amo, Laurel Allen.
Eu também te amo. — E então ele a beija.
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