Kupidon

84 Capítulo Sessenta e Dois


Notas iniciais
Estrelinhas do meu coração, não sabem o quão feliz estou por estar de volta. Tanto por vocês quanto por mim. Estava com saudades, muitas, e me sentia triste toda vez que não conseguia escrever. Para quem não sabe, ultimamente minha vida anda corrida por conta da minha elétrica e amada sobrinha, e isso somado a minha falta de inspiração, tem sido o maior motivo de eu ficar tantos dias sem vir atualizar. Espero que me perdoem, e que torçam para que essa falta de inspiração me deixe em paz, de uma vez por todas! Bom, antes de deixá-los ler, vou avisar que esse é um capítulo cheio de fofura. Estava na hora, né? Preparados para a sessão diabetes? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Tá marrado, né? Ai, ai! Vamos lá então! Boa Leitura!

“Estar grávida é sentir um fantástico mar de diferentes emoções que nem imaginavam que existiam”

Como haviam combinado, no dia anterior, o casal Queen estava a caminho da mansão Merlyn.

Seu pai havia insistido que os filhos almoçassem com ele naquela manhã, já que viajaria no dia seguinte, e ficaria uma semana fora. Não era sua intenção sair da cidade, muito menos no momento em que a filha do meio mais precisava dele, mas era algo que ele não podia mais adiar, infelizmente.

Felicity estava melhor, de acordo com o marido e os amigos dela, mas mesmo assim, o homem se preocupava, principalmente porque sabia que ela ainda tinha os malditos pesadelos; ainda não gostava de ficar sozinha, e pior, exigia a presença de Oliver a todo momento, e era por isso que Robert havia se prontificado em cuidar da empresa, pelo bem da nora e de seus netos, que ainda estavam na barriga da loira.

Durante o caminho, as gêmeas cantavam "A Whole New World – Zyan & Zhavia Ward", que havia começado a tocar na playlist de sua mãe. No segundo refrão, elas pediram, de forma extremamente fofa, para que a mãe cantasse também, e como ela poderia negar?

Oliver se sentia bem vendo aquela cena, principalmente porque dessa forma tanto ele quanto sua linda esposa se esqueciam dos pesadelos que deixavam ambos extremamente esgotados. Ele odiava acordar com os gritos dela ecoando pelo quarto, e mesmo que já tivesse se passado quase dois mês desde a sua volta, ela continuava tendo aquelas lembranças do que passou com aquele homem, toda noite; era raríssimo ela ter uma boa noite de sono, e consequentemente, ele também; não que ele estivesse reclamando por não conseguir dormir, só pelo fato de que aqueles malditos dias nos quais ela passou longe da família, ainda estavam cravados em sua memória.

Ao estacionar em frente a porta da mansão, a primeira a descer foi exatamente Felicity, abrindo a porta de trás, ajudando ambas as filhas a fazerem o mesmo; elas já se encontravam sem o cinto da cadeirinha quando abriu a porta.

O pai e a madrasta da loira abriram a porta de casa no exato momento em que Oliver saia de seu carro. A primeira a se aproximar foi Rebecca Merlyn, com um sorriso no rosto, enquanto que Malcom, percebendo o caminho da esposa, caminhou para o lado oposto, cumprimentando o genro primeiro.

— Que bom que chegaram.

Felicity foi abraçada pela madrasta e por seu pai, que também lhe deu um beijo na bochecha, antes de abraçar as gêmeas.

Haviam percebido a mudança drástica da loira, ao vê-la sorrido, e eles ficavam felizes por isso, afinal, da última vez que a viram, por conta do pesadelo que tivera na noite, ela nem mesmo conseguiu sair do quarto. Era sempre um dia diferente na vida da Smoak-Queen; ás vezes ela conseguia controlar as emoções, às vezes ela sorria mesmo que não tivesse tido uma boa noite, às vezes ela nem mesmo chorava, apenas abraçava quem estivesse por perto – o que normalmente era o marido – e ficava assim por horas, até se sentir segura novamente, e às vezes ela tinha tanto medo, que mal conseguia respirar ou mesmo se mexer.

Malcom tinha o mesmo sentimento dos outros, inclusive de Oliver; ódio por tudo que Cooper Sheldon a fez passar.

— Eu fiz seu bolo preferido, Felicity. – Sorriu. – Aquele de Red Velvet com recheio de doce de leite.

— Ah, ela estava sonhando com ele.

— Oliver.

Ele riu ao ouvir a repreensão.

— Mas é a verdade. – Confessou no instante seguinte.

Os outros riram.

— Oliver até tentou fazer, Rebecca, mas não fica o mesmo. – Diz, seguindo o pai e a madrasta para dentro da mansão, junto do marido e as filhas.

— Não se preocupe, eu fiz um para você levar para casa também.

— Obrigada. – Diz de forma animada, abraçando-a novamente. – Você é a melhor.

— Eu ia chamar vocês para a sala de TV, mas eu acho que você vai querer ir atrás do bolo, primeiro, não é, filha?

— O senhor me conhece tão bem.

— Quem não? – Oliver diz, rindo com o sogro. – Ela está comendo de forma assustadora. – Sussurrou para o homem ao seu lado, que segurou uma risada. – A alguns dias atrás ela chorou porque não conseguia decidir o que comer.

— Rebecca ficava disso para pior na gravidez do Tommy.

— Então você entende.

— Com certeza.

— Vão ficar fofocando ou vão vir comer?

— Fofocando? É assim que fala com seu pai? – Murmurou, seguindo as mulheres.

— A mamãe está assustadora.

Os homens, que estavam perto das garotinhas, riram ao ouvirem April.

— O papai disse que é culpa dos nossos irmãozinhos. – Amily diz, olhando para Malcom. – Vovô, a tia Rebecca ficava assim quando estava grávida do tio Tommy?

— Ela ficava pior, querida, muito pior.

Oliver riu ao ouvir a resposta do sogro.

— Isso está delicioso. – Diz gemendo de forma deliciada. – Como sempre, Rebecca.

— Obrigada, querida.

Quando Malcom e Oliver entraram na cozinha, viram Felicity de um lado da mesa, com um prato de vidro sobre a mesa, onde continua um pedaço enorme de bolo Red Velvet sobre ele, e do outro lado da mesa, também sentada, se encontrava Rebecca, com um sorriso no rosto; os olhos da Queen brilhavam.

— Eu também quero, vovó. – As gêmeas dizem juntas, sentando-se cada uma de um lado da mãe, enquanto que seu pai sentava-se de frente para a esposa, ao lado da Merlyn; Malcom fez o mesmo em seguida.

— Ah, eu vou cortar um pedaço para vocês. – Pegou a faca, tirando a tampa do porta-bolo. – Malcom, eu me esqueci do suco de laranja.

— Eu pego, querida. – Diz, se levantando, caminhando em direção a geladeira.

— Eu pego os copos. – Oliver se prontificou, também se levantando. – Se eu fosse você, ia com calma, Felicity, vai acabar passando mal. – Diz ao vê-la pegar outro pedaço.

— Não joga praga, okay?

O casal segurou uma risada, enquanto que o Queen revirava os olhos.

— Estou apenas querendo evitar que você passe o dia jogando tudo isso aí, para fora.

— Papai, eu e a Apple estamos comendo.

Ambas as garotinhas faziam uma careta.

Os outros acabam rindo ao ouvir a voz de April, inclusive o casal Queen.

— Desculpe, filha.

— Mas você já está comendo, maninha?

A voz de Tommy Merlyn chamou a atenção de cada um dos presentes na cozinha.

Lyon foi o primeiro a se mexer, correndo para abraçar primeiro a tia, lhe dando um beijo também, em seguida abraça o padrinho e só então os avós.

Malcom já estava acostumado a ser o último a receber o abraço do neto, principalmente depois do que houve com sua filha; o menino estava ainda mais apegado a Felicity, e ele tinha que confessar que era extremamente fofo.

O garotinho também abraçou as primas, mas só depois de elas correrem para abraçar a tia Caitlin e então, o tio Tommy, que lhes deu um beijo na bochecha.

— Você está atrasado. – Oliver se pronuncia.

— E se acha no direito de falar sobre eu estar comendo.

— Meu pai pode contar nos dedos as vezes que eu me atrasei, diferente de vocês dois.

O casal Merlyn mais velho riu, enquanto que os Queen reviraram os olhos.

— Como você está, minha querida? – Se aproximou da nora, abraçando-a.

— Estou bem, apesar de estar extremamente sonolenta.

— E faminta. – Tommy completa. – Quase tão pior quanto minha querida irmã.

— Está pagando língua.

E até mesmo a Merlyn mais nova riu ao ouvir o Queen.

— Deixa a sua irmã em paz, Tommy. – Diz, enquanto caminhava para abraçar os amigos. – Se sente bem hoje?

— Sim, não se preocupe. – Diz no mesmo tom que ela; baixinho.

— Vovô, podemos ligar o videogame?

— Você não quer comer um bolo antes, querido?

— Eu comi um sanduíche de panqueca desse tamanho, vovó.

— Como é?

Os outros se surpreenderam ao ouvirem e virem o menino demonstrar o tamanho com as mãos.

— Eu só acompanhei a tia Cait, vovô.

— Eu disse que a fome dela estava parecida com a da Felicity. – Explica ao ver a cara dos outros.

— A tia Cait está comendo por três agora, então tudo bem.

— Obrigada, querido, alguém que me entende.

— E quem disse que não entendo? Só não deixo de me assustar.

Oliver riu, compreendendo o amigo completamente, dizendo um com certeza, fazendo com que a esposa o fuzilasse com os olhos.

— Deixem as suas mulheres em paz, elas estão carregando seus filhos.

As grávidas cruzam os braços, olhando para seus maridos, felizes por terem o apoio de Rebecca Merlyn.

— Não está mais aqui quem falou. – Ambos jogaram as mãos para o alto.

— Nós podemos ir jogar? – Lyon pergunta.

— É, essa conversa de adulto é cansativa. – April completa.

Os outros riram.

— Vocês adoravam ouvir a conversa dos adultos. – Oliver e Tommy dizem quase ao mesmo tempo, sendo que o primeiro havia começado a dizer antes do amigo.

— Só as que são interessantes, papai. – As três crianças acabam dizendo ao mesmo tempo fazendo os adultos rirem da forma como disseram.

— O videogame está ligado à TV.

E não demorou para verem as crianças correrem para fora do cômodo em que estavam, para seguirem para a Sala de TV.

— Laurel está certa quando diz que eles estão viciados nisso.

— E a culpa é toda sua.

— O caramba que é. – Retrucou o amigo.

As mulheres reviraram os olhos.

Caitlin se sentou ao lado da melhor amiga, pegando um pedaço de bolo no qual a sogra havia lhe entregado assim que percebeu que ela estava de olho nele.

Malcom, que estava em pé a pouco, se sentou, percebendo que a briga dos outros dois iria longe, e decidiu não só não entrar no meio, como também puxar conversa com as grávidas, que estavam concentradas no bolo em sua frente.

**--** *--**

Malcom, Tommy e Oliver se encontravam na sala, assistindo a um jogo de baseball na TV, enquanto que suas esposas, se encontravam conversando na cozinha, enquanto faziam o almoço; elas podiam ouvir a agitação vindo do cômodo ao lado, quando o time no qual seus maridos torciam pontuavam.

As crianças haviam se dirigido para o jardim pouco antes de os adultos se dirigirem para a sala, surpreendendo-os; afinal, eles esperavam vê-los jogando videogame.

Lyon havia pego seus jogos de tabuleiro dentro do quarto que seu avô preparou para ele, quando era apenas um bebê, e levou para a casa na árvore que seu avô também havia construído quando era pequeno.

Malcom sempre dizia que aquele lugar era como um clubinho, pois sempre que o neto estava lá dentro com outras crianças – incluindo suas primas – ele não gostava de que os adultos apareciam para interrompê-los; e era assim desde que ele havia feito cinco anos, porque antes, ele adorava ter o pai ou até mesmo o padrinho junto dele naquela casinha na árvore.

Oliver havia percebido, desde que chegaram, a agonia da esposa, ao vê-la andar de um lado para o outro; mesmo que estivesse com a madrasta e a melhor amiga no cômodo ao lado do que estava, ela passava por ele vez ou outra e verificava as crianças nesse mesmo tempo; e ele sabia que isso era por não estar em casa e infelizmente não poder tomar seu banho a cada quinze minutos.

Podia imaginar o quanto aquilo estava afetando-a, e já não tinha certeza de que ela conseguiria aguentar até o almoço, para finalmente poderem ir para casa.

Assim como o marido da loirinha, os outros dois também haviam percebido a agonia dela; mas diferente dos mais novos, Malcom começava a ficar não só preocupado, mas também muito curioso. Sabia que a filha havia passado por coisas horríveis e que tudo o que passou lhe traria traumas, entre eles, os malditos pesadelos, e por isso já estava preparado para vê-la diferente do que normalmente é; além disso, não estava tão confiante de que ela ficaria até o almoço, por não gostar de sair de casa desde que tudo que aconteceu.

Mas vê-la andar de um lado para o outro, a cada vinte minutos, já estava perturbando-o; porque sabia, algo não estava deixando-a respirar.

Seus olhos novamente encontraram a filha, pela décima vez; ela havia seguido novamente para o jardim.

Quando seus olhos, mesmo que ainda preocupado, a deixou e se focou nos jovens perto de si, percebeu que assim como ele, ambos também olhavam para sua filha, mas diferente dele, eles não pareciam nenhum pouco curiosos a respeito daquela agonia dela.

— O que está acontecendo com minha filha agora? – Se pôs a perguntar, firme, sem desviar os olhos, diferente dos outros dois que tiveram uma troca de olhar e deram um longo suspiro.

— Ela está agoniada porque não pode tomar os banhos dela.

Oliver suspirou mais uma vez, dessa vez por ouvir a voz do amigo.

— Como assim? – Pergunta, confuso.

Tommy olhou para o amigo, que mais uma vez, suspirou, alto.

— Faz alguns dias, semanas... – Balançou a cabeça. – Ela tem tomado banhos a cada quinze minutos, ficando na banheira por meia hora, quarenta minutos. Essa semana, já tem três dias que ela tem ficado uma hora.

Malcom continuou confuso, e percebendo isso, Oliver voltou a explicar.

— Os banhos a ajuda a lidar com o que passou. – Gesticulou. – Ela..., tem se sentido... – Fez uma pausa, passando a mão no rosto, de forma nervosa. – Suja. – Odiava aquela palavra com todas as suas forças, e por isso se demorou tanto a terminar a frase.

— Suja? – O outro trincou os dentes, compreendendo rapidamente. – Quer dizer, que ela tem tomado vários banhos no dia, para tentar tirar...

— A imagem e o sentimento daquele desgraçado tocando-a. – Oliver completou ao perceber uma pausa um pouco longa do sogro. – Ela ainda se lembra dele tocando-a, se lembra dos sussurros, dos beijos... – Trincou os dentes, sentindo seu sangue ferver. – Ela ainda se lembra de cada detalhe do desgraçado e por isso os banhos.

— Faz pouco tempo que eu e os outros ficamos sabendo, pai.

— Eu não contei porque sabia que em algum momento perguntaria sobre os banhos dela, ou a agonia de quando ela estivesse na casa de um dos amigos... – Apontou para Malcom no instante seguinte. – Ou na sua.

— É inacreditável.

— Como acha que eu me senti quando ela me disse com todas as palavras como se sentia? Quando ela me disse com todas as palavras, o porquê de tantos banhos no dia?

— Parece que a cada dia que a vejo, descubro algo novo que vêm acontecendo com minha filha. Primeiro ela não quer ficar sozinha, depois não quer sair de casa, junto disso, os malditos pesadelos, e agora, com tudo isso, tem também os malditos banhos. – Bagunçou os cabelos. – O que a psicóloga disse sobre isso?

— Que é normal. É a forma de ela lidar com o que houve, que pode piorar, assim como chegar um momento que ela vai se sentir melhor. Mas não é da noite para o dia, e também não é fácil. – Suspirou. – Por ela estar confrontando o que passou, é bastante difícil de lidar com as emoções.

O outro assentiu.

— E por isso ela continuará com os pesadelos, continuará com os banhos, e com cada um dos sintomas que ela tem sentido e sentirá até que o trauma já não seja algo que a faça parar de respirar, a cada lembrança.

— Quer dizer que pode piorar?

— Malcom, a psicóloga disse que o trauma se manifesta de várias maneiras diferentes. Cada pessoa lida e reage de forma diversa. – Gesticulou. – E para cada indivíduo há uma abordagem específica para superar o trauma. Ela está usando o método que usa em pacientes que foram... – Engoliu e seco. – Violentados.

O mais velho sentiu sua garganta fechar, fez o mesmo com as mãos, e só depois de um respirar fundo, tentando digerir o que ouviu, em especial a última palavra dita pelo genro, se pronunciou.

— Entendo.

— Houveram novos sinais do trauma, desde a última semana que nos vimos?

— Não, Tommy. – Balançou a cabeça. – Os pesadelos continuam, como vocês bem sabem, assim como os flashbacks, e de vez enquando, ela sente um medo tão grande de sair de casa, que mal consegue respirar, outras vezes, ela consegue sair, mesmo com o corpo trêmulo. – Ele sentia o peito apertar, principalmente ao se lembrar da primeira vez que a viu ter transtorno de ansiedade. – Eu nunca sei quando ela está bem de verdade.

— Você me disse que ela está praticando exercícios.

Voltou a si ao ouvir a voz do amigo.

— Sim, ela começou a alguns dias, a médica sugeriu. É uma forma de ela superar o trauma.

Ambos assentiram.

— Outra coisa que ela se focou, foi nas coisas dos bebês. Tem sido um hobbie para ela.

— Claro, também ajuda a superar o que passou. – Tommy diz, vendo o amigo assentir.

— E tem dado certo?

— Até um certo momento, sim. Quando ela está focada nas coisas dos bebês, ela parece se esquecer, por um momento, dos banhos. Percebi isso desde que ela começou a fazer sapatinhos de crochê, ver roupinhas e outras coisas na internet...

— Ela tentou ir ao shopping?

— Ela odeia aglomeração, Malcom.

O outro suspirou.

— Por que acha que ela tem comprado as coisas dos nossos filhos pela internet? E por que acha que Caitlin e Laurel pediram para que ela ajudasse na decoração dos quartos dos bebês delas?

— Eu não soube disso. – Olhou para o filho.

— Minha esposa deu a ideia depois de falar com uma amiga que é terapeuta, Laurel gostou, e eu e Barry aprovamos.

Malcom assentiu.

— Se isso ajudar minha irmã a superar o que passou..., então que seja. – Deu de ombros. – É só um quarto, afinal de contas.

— Ela tem ficado horas no notebook olhando decorações para os quartos dos seus filhos e da filha da Laurel e do Barry. – Contou. – Tem feito bem a ela. Mesmo com as pausas para os banhos ainda longos, tem feito bem a ela.

— Isso que importa. – Malcom diz. – Eu queria não ter de fazer essa maldita viagem, mas é importante.

— Ela ficará bem.

— Estaremos ao lado dela o tempo todo, pai.

— Vocês aprenderam a fofocar?

A voz feminina chamou a atenção dos homens que estavam na sala.

Ao desviarem os olhos, encontraram Thea Queen ao lado do namorado, que tinha um dos braços em volta dos ombros dela; ela tinha um sorriso provocador nos lábios.

— Eu não sabia que era do seu feitio, papai.

— Me respeita, garota!

A mais nova riu.

— Você está atrasada.

— Inconveniente, eu avisei ao papai que eu e Roy já tínhamos algo marcado para mais cedo.

O outro bufou.

— E eu vim para almoçar, não? – Revirou os olhos.

— Reclamando o caminho inteiro por eu não ter passado no maldito Starbucks. – Murmurou, levando uma cotovelada no instante seguinte.

— Não acredito que ia passar em um Starbucks.

— Pai, eu queria muito um Ovomaltine, está bem?

— Nossa, convenceu geral agora.

— Calado, Ollie!

Ele riu.

— Thea.

A jovem voltou a sorrir no instante em que ouviu a voz de sua irmã.

— Feli. – A abraçou. – Eu fico muito feliz por vê-la... – Olhou para os irmãos. – Não digo o mesmo daqueles dois.

A loira riu.

— Abusada. – Ambos dizem ao mesmo tempo, ouvindo a risada de todos que estavam no cômodo.

— Como vão meus sobrinhos?

— Neste momento, me deixando louca. – Levou a mão a barriga ao mesmo tempo em que a irmã. – Não param de mexer.

— Talvez por estarem sentindo que a mamãe deles está agoniada com algo.

Oliver se surpreendeu por sua irmã perceber em tão pouco tempo, o estado de sua esposa; Tommy e Malcom se sentiam da mesma forma.

— Eu só... – Fez uma pausa. – Não consigo ficar quieta a alguns minutos.

Eu diria horas, Oliver pensou.

— Bom, então vai gostar de saber que Roy passou na bomboniere perto de casa. – Mostrou a sacola que ninguém havia notado até aquele momento.

— Só porque era para a grávida. – Sorriu. – As grávidas. – Se corrigiu rapidamente.

— Obrigada. – A loira sorriu fraco.

— Não gostou?

— Ela anda enjoada com o chocolate a dez dias, Thea. – Oliver diz de forma divertida, fazendo a esposa revirar os olhos.

— Mas eu vou guardar para quando o meu inimigo passar a ser outro.

— Eu ia dizer para dar a Cait..., mas me lembrei que trouxemos para ela também.

— Por falar na outra grávida, cadê ela?

— Com minha mãe, Roy.

— Eu trouxe uma sacola só para ela, porque eu imaginei que ela e minha cunhada poderiam puxar os cabelos uma da outra se fossem dividir.

Os outros riram.

— Há-há-há. – Felicity revirou os olhos, pegando a pequena sacola das mãos da irmã.

— Eu ouvi o que disse, Harper.

Novamente as risadas.

Caitlin estava ao lado de Felicity com os braços cruzados, e do outro lado dela, Rebecca, com um sorriso nos lábios; ela não se demorou a abraçar a enteada.

— Eu só estou pensando no bem dos seus bebês, que com toda a certeza não devem gostar de dividir seus chocolates. – Sorriu amarelo, e os outros novamente riram.

— Tem sorte de que eu realmente estar com vontade de comer chocolate.

— Depois do almoço, não é, Cait?

— Se ela pode comer do chocolate, então eu posso comer mais um pedaço daquele bolo delicioso que Rebecca fez para mim.

— Felicity. – Revirou os olhos; já esperava por tal comentário vindo da esposa.

— Eu não posso e nem você. – Olhou para a amiga. – Infelizmente.

E novamente as risadas preencheram o cômodo.

— Eu queria tanto.

— Eu também.

— O almoço já está pronto, por que estão choramingando? – Rebecca diz rindo. – Comam e depois vocês podem se deliciar com o chocolate e o bolo.

— Roy, você por acaso se lembrou dos meus netos?

— É claro que sim, meu sogro. – Diz praticamente de olhos arregalados. – Eles me infernizariam se eu me esquecesse deles.

— Verdade. – Oliver diz rindo junto aos outros.

— Vamos almoçar? – Caitlin praticamente implora.

— Vou chamar as crianças. – Felicity sai em disparada para o jardim.

E então a mais nova da família se virou de braços cruzados para os irmãos, o pai, a madrasta e a cunhada, completamente séria.

— Alguém vai me dizer o que mais está acontecendo com a minha irmã, ou terei de descobrir sozinha?

E cada um dos presentes – com exceção do casal que acabou de chegar – suspirou ao ouvir Thea Merlyn Queen.

**--** **--**

"Está de pé o nosso encontro hoje, Lis?"

Essa mensagem havia chego a loirinha alguns minutos após o almoço.

Felicity então se lembrou de que havia combinado com cada uma de suas amigas, o encontro em sua casa. Em algumas poucas semanas seria o aniversário dos Gêmeos Palmer e Helena queria testas alguns sabores para o bolo que Caitlin se prontificou em fazer. Ela estava completamente animada, principalmente porque seria a primeira vez que comemoravam juntos o aniversário dos pequenos; e eles não estavam menos animados que ela.

A grávida compreendia completamente a amiga; até a pouco tempo ela não sabia que seus filhos estavam vivos, que haviam sobrevivido quando teve o aborto após descobrir sobre a morte de seu marido, levou anos para ela descobrir que havia tido dois garotinhos.

Seus bebês.

Que já tinham quase oito anos; mas que continuavam sendo seus bebês.

Quando a amiga comentou sobre o aniversário de Andrew e Adam, a ideia era se reunirem em sua casa, mas Felicity não estava bem o suficiente ainda para ficar tanto tempo fora de casa, e por esse motivo Oliver ofereceu sua própria casa; e a morena aceitou prontamente, sabendo que sua amiga se sentiria mais confortável daquele modo.

No dia anterior ela e Ray haviam deixado tudo que precisariam em sua casa; cada um dos ingredientes. E mesmo assim, por um instante, a Smoak-Queen havia se esquecido daquele combinado.

Se apressou em confirmar, e no instante seguinte lembrou seu marido, seus irmãos e seus cunhados da reunião que haviam combinado com Helena Palmer.

— Tem certeza de que não pode ficar mais alguns minutos, querida?

— Lena já enviou uma mensagem, papai.

— Entendo.

— Mas quando voltar de viagem, por favor, apareça lá em casa.

— Vai ser a primeira coisa que farei assim que chegar. – Diz sorrindo. – Se cuide, está bem?

— Pode deixar.

Ela perdeu a troca de olhar entre o pai e o marido, quando o primeiro a abraçou.

Oliver apenas balançou a cabeça, como uma promessa de que ficaria de olho, como sempre; e o sogro fez o mesmo, em agradecimento, antes de beijar os cabelos da filha e lhe sorrir quando seus olhos se encontraram novamente.

— Ah, querida, como prometido.

E então Felicity percebeu uma travessa – que estava coberta por um filme plástico – com seu bolo preferido dentro, nas mãos da madrasta, e por isso sorriu para a mulher.

— Obrigada, Rebecca.

Oliver colocou a travessa em cima do banco no qual sua esposa sentaria, deixando-a se despedir direito da mulher à frente dela; que não se demorou em abraçá-la.

— Vocês nos avisam quando chegarem ao condomínio?

— É claro, pai. – Tommy quem responde. – E vocês nos avisam quando chegarem a National City?

— Com certeza. – O pai responde. – Estaremos saindo às 5h da manhã.

— Eu estarei no meu décimo sono, então me envie uma mensagem depois das 10h.

Os outros riram ao ouvir Thea.

— Preguiçosa.

— Olha quem fala! – Reclamou com o irmão Merlyn. – Você tem levantado cada vez mais tarde.

Caitlin deu de ombros quando sentiu os olhos do marido sobre si.

— Diferente de você, maninha, eu tenho levantado às 3h da manhã três, quatro vezes na semana, para buscar os desejos incomuns e nojentos da minha grávida esposa.

— Ei! – Reclamou, ouvindo os amigos rirem, inclusive seus sogros.

— Eu sei como é.

— Tem mais de duas semanas que você não levanta de madrugada por conta dos meus desejos. – Felicity diz, com os braços cruzados e um bico nos lábios.

— Eu não estou reclamando, meu amor.

— Não foi o que pareceu.

Ele riu, abraçando-a de lado, beijando seus cabelos.

— Tia Lissy, não sabe a coisa nojenta que a tia Cait comeu ontem. – O garotinho chama a atenção dos demais.

— Ele não vai se esquecer disso tão cedo. – Tommy diz, divertido.

A Merlyn cruzou os braços, fazendo o mesmo bico que a amiga fez a pouco.

— O que foi que comeu?

Tommy quem respondeu.

— Pizza de quatro-queijos com pepperoni, picles, pasta de amendoim, brigadeiro e bastante cebola.

— E tinha até uma geleia de amora por cima, tia Lissy.

— E eu reclamava das nojeiras que sua tia comia.

As crianças riram, principalmente quando viram a loirinha bater no braço do marido.

— A tia está com desejos tão nojentos quanto os da minha mãe. – Fez uma careta.

— Sua mãe já começou a ter desejos?

O garotinho apenas balançou a cabeça, respondendo ao padrinho.

— Tenho dó do Barry. – Roy diz. – E de vocês dois também.

As grávidas reviram os olhos.

— E terei dó de mim, pelas próximas horas, por ter de aguentar três grávidas juntas.

— Isso se a Lena também não estiver.

— Bem lembrado, cunhado.

Os outros riram.

As crianças, que ainda ouviam o que os adultos diziam, olharam um para o outro, ao ouvirem o último comentário de Thomas.

— A tia Lena vai ter um bebê também? – April pergunta, chamando a atenção dos demais.

— Killian não disse nada. – A irmã completa.

— Se a tia estivesse, ele e os gêmeos nos contariam.

— Ela não está grávida. – Felicity se pões a responder.

— Isso é apenas uma brincadeira de seus tios.

Os pequenos assentiram.

— A senhora que acha, mamãe.

— Ia ser muito legal.

— Para quem, garoto? – Roy diz para o menino. – Elas vão nos enlouquecer, depois, farão de nós, seus mordomos...

— Ei!

O namorado de Thea ignorou as grávidas.

— E então estaremos com vários pirralhinhos em volta de nós, pulando e gritando, como se estivessem em volta de uma fogueira, prontos para nos matar.

As crianças já riam desde o começo, e até mesmo Oliver segurava uma risada junto de Tommy, percebendo o humor negro de suas esposas.

— Que exagero.

— O que esperava, querida? – Malcom diz, passando o braço pelos ombros da esposa.

— Eu vou contar a Laurel. – Caitlin diz.

— E eu vou deixar meus bebês longe de você.

— Mamãe, o tio Roy vai ser a melhor babá...

— A senhora vai querer ele por perto. – April completou após a irmã.

— De que lado vocês estão?

As meninas riram, ao ouvirem a indignação na voz da mãe.

— Ouçam a voz da experiência.

Os outros – com exceção das crianças de Thea – reviraram os olhos.

— Eu gostava de quando o tio cuidava de mim. – Amy concordou com a irmã, prontamente.

— Minhas horas preferidas era passar com o padrinho, mas era bom quando o tio Roy me buscava para fazer um programa.

— Sou o melhor tio do mundo!

— Eu tenho que aguentar isso?

O Queen riu ao ouvir o sogro.

— Melhor irmos. – Tommy se pronuncia, olhando para o celular de sua irmãzinha; havia uma mensagem da antiga Bertinelli.

— Lena perguntou se já estávamos em casa. – Felicity completa.

— April, Amily, dê um beijo nos seus avós, e entrem no carro.

— Lyon, faça o mesmo, filho. – Diz após o amigo.

— Boa viagem, vovô. – Dizem juntos, depois de abraçar a avô.

— Obrigado. – Beijou cada uma das crianças.

— Vão com cuidado. – Rebecca pede, ao vê-los entrar cada um em seu devido carro.

Felicity acena para o pai e então o carro de Oliver segue o de Tommy e Roy que haviam tomado o caminho para fora da mansão Merlyn primeiro.

**--** **--**

Helena observava as amigas fazerem três bolo para o lanche; normalmente ela ajudaria, mas preferiu ficar longe, bem longe.

Felicity havia percebido a forma estranha que a amiga estava. Pensou em questionar, mas sempre pensava melhor, e voltava a conversar com as outras; mas isso não queria dizer que não se sentia preocupada com a Palmer.

Assim como a Smoak-Queen, Caitlin também havia percebido, e se perguntava por quanto tempo a amiga loira ficaria calada, sem questionar a morena.

Laurel, que mexia na panela de brigadeiro, comentava sobre a decoração que poderiam fazer, totalmente alheia a estranheza de Helena; seriam bolos simples, apenas para testarem os recheios, mas como estavam sem o que fazer, decidiram decorá-los.

Helena pegou as caixinhas de chantilly que havia deixado na amiga no dia anterior, entre outros complementos para o bolo, que estavam guardados no armário perto de onde estava.

De repente o cheiro ficou mais forte, e foi nesse instante em que Felicity sentiu seu estômago embrulhar.

Balançou a cabeça, tentando não se focar no cheiro que empesteava o cômodo e se virou para ficar mais longe das amigas, e foi nesse instante, ao desviar os olhos, que pôde perceber que Helena parecia estar tão enjoada quanto ela.

Suas sobrancelhas arquearam de forma curiosa, mas não conseguiu se focar muito nisso, pois logo ouviram a voz da Allen.

— Lis, Lena, vocês que são apaixonadas por brigadeiro, me diz uma coisa: acha que coco e morangos combinariam com o recheio de creme de avelã? Podemos até colocar champagne na massa, para dar mais sabor. E claro, não pode faltar o chantininho. – Laurel pergunta, olhando diretamente para as amigas enquanto narrava sua ideia.

Felicity sentiu o vômito chegar na garganta, no mesmo instante Helena sentiu as pernas tremerem e a cabeça girar, fazendo-a fechar os olhos por um breve momento.

— Ai, eu não consigo. – A Queen se afastou rapidamente, fazendo todas olharem para ela.

— O que foi? – As outras duas grávidas perguntam juntas.

— Esse cheiro está me matando.

— Sério?

Caitlin riu ao ver a feição divertida de Laurel.

— Então o brigadeiro está sendo seu inimigo?

Felicity cruzou os braços, fazendo um biquinho.

— A quantos dias?

— Uma semana, quase duas. – Respondeu, ficando o mais longe possível das panelas.

— Okay, Lena, você quem vai me dar essa resposta.

A Palmer estremeceu, e a loira franziu o cenho ao perceber.

— Parece..., delicioso. – Ela forçou um sorriso que fez com que as amigas arqueassem uma sobrancelha, disparando a analisar a morena com aquele olhar investigador.

— Por que você está agindo de forma tão estranha hoje, amiga? – Caitlin perguntou.

— Porque eu estou feliz. – Falou alto demais, deixando-as ainda mais confusas.

— Percebe-se. – Felicity diz, estranhando ainda mais sua amiga.

— Estou começando a me assustar com você. Está estranha, parece ansiosa, e não deu nenhuma opinião sobre o bolo, coisa que você faz sempre, além de que..., é um bolo especial. A ideia de testarmos os sabores foi sua.

— Sim, mas eu não estou mais afim, Cait!

— É o bolo para o aniversário dos gêmeos.

— Por que toda essa preocupação? Talvez eu tenha bebido café demais. – Diz, pouco depois de ouvir a Allen.

— Você mal tocou no café. – A Smoak-Queen rebateu prontamente.

— Eu também sou uma mãe, Felicity. – Retrucou, voltando a se sentar, se concentrando em pegar um dos cookies que Caitlin havia feito no dia anterior. – Eu estou ansiosa desse jeito, porque o aniversário dos gêmeos está chegando. Não posso ficar ansiosa por ser o primeiro aniversário dos meus filhos que estarei presente?

— Okay, calma, relaxa. – Caitlin pediu, ao perceber que a outra estava se estressando, mesmo que tivesse realmente animada com o fato de estarem testando os recheios para o bolo dos gêmeos.

— Voltamos ao nosso planejamento? – A loira franziu o cenho rapidamente. – Ou o de vocês, já que estou enjoada.

As outras riram, quebrando o clima estranho de antes.

— É, eu gosto de morangos com creme de avelã. – Laurel diz.

— E chantininho. – Caitlin completa. – Bastante chantininho.

Felicity viu a amiga bater um cremoso chantininho e sentiu a boca salivar.

— Vocês esqueceram da ameixa. – A loira as lembrou.

— Sem ameixa. – Helena diz rapidamente, fazendo a amiga balançar a cabeça, em acordo.

— Cadê a Thea quando precisamos dela?

— Fugiu do trabalho pesado. – A irmã da mais jovem murmurou após a pergunta da esposa de Barry Allen.

— Ela sempre escolhe as crianças, ao invés da cozinha.

E ninguém pode discordar de Caitlin Merlyn.

— Talvez com alguns toques moderados de bombom ou chocolate branco..., chocolate branco em formato de aranha em volta de todo o bolo. Eu sou um gênio! – Laurel se gaba por sua capacidade de pensar rápido.

— Eu gostei dessa ideia. – Felicity comenta, sem desviar os olhos do que a amiga e cunhada fazia.

— E os filhos nem são meus. – Provocou a amiga morena. – Você quem deveria dar ideias geniais.

A outra engoliu em seco.

Mesmo sabendo que a amiga estava certa, não conseguia pensar em tal coisa no momento.

Se sentia tão enjoada que mal estava se reconhecendo, ou mesmo conseguia compreender o que estava acontecendo consigo mesma. Ela não era de passar mal, não era de ficar doente, e muito menos, de se sentir enjoada.

E aquela maldita sensação já estava sendo um problema a quase uma semana.

Uma semana.

Tentou levar seus pensamentos para uma explicação, mas não conseguiu, por conta da voz de Laurel, que a trouxe de volta para aquele cheiro que lhe dava arrepios a alguns bons minutos.

— Acho que podemos usar o chantininho para decorar a maior parte do bolo. – Comenta algum tempo depois, imaginando o gosto; sentindo a boca salivar; ao contrário de Helena, que queria mais que tudo que ela e as outras se calassem.

— Sem cor nele, pelo amor de Deus, vai estragar.

— Concordo, Lis. Colocamos os toppers do tema do Homem Aranha apenas.

As outras duas concordaram com Laurel.

— Ah, chantininho é uma das melhores coisas comestíveis do mundo! – Diz, parando de bater ao perceber que havia pego o ponto.

— Tenho que concordar. – Felicity se aproximou da melhor amiga. – Cait, me dá uma colherada disso?

As amigas riram.

E a Palmer também riria se não estivesse se sentindo tão enjoada.

— Desejo é?

— Muito. Minha boca está salivando.

— Então é melhor dar tudo, Cait, só uma colher não vai dar não.

Elas voltam a rir, com exceção – mais uma vez – de Helena; ela já não suportava aquela falação sobre todos aqueles doces.

— Esses dias eu combinei uma receita de chantininho com brigadeiro gourmet para um dos bolos que faço para o Lyon levar nas festinhas da escola.

— Oh, ele levou um pedaço para mim. – Os olhos de Caitlin brilharam. – Ficou uma delícia, Laurel!

A mulher sorriu.

— Você consegue sentir a maciez do chantininho na sua boca conforme mastiga, a textura e o gosto... – Ela gemeu junto das outras grávidas.

— Estava mesmo maravilhoso.

Helena só queria que elas parassem de falar; que todas elas parassem de falar.

Olhou para a amiga loira ao seu lado, que gemia enquanto comia do chantininho; seus olhos brilhavam, a língua passava nos lábios de forma deliciada, e os gemidos, não paravam nem por um segundo, muito menos a mão que levava a colher no recipiente que estava o tal doce que ela comia.

E o estômago de Helena embrulhou ainda mais.

Ela respirou fundo, pedindo mentalmente, que ele se acalmasse, fechou os olhos, tentando se concentrar em qualquer coisa que não fosse aquele doce a sua frente.

As amigas continuavam a falar sobre o brigadeiro, sobre o chantininho, e tudo que Helena fazia, era tentar se concentrar em outra coisa, mas não conseguia; não com aquele cheiro enfestando a cozinha, não com a voz – que começavam a irritar – de suas amigas comentando sobre todo aquele doce.

— Ai, você e Cait estão me deixando faminta. – Felicity resmungou, sorrindo feito uma criança prestes a aprontar. – Vou acabar pegando mais um frasco de chantilly e fazendo mais um bolo, só que dessa vez, do jeito que você está citando.

— Faça isso, por favor! – Caitlin a encorajou, animando-se com a possibilidade de comer chantininho.

— Então eu acho que vou fazer, hein. – A Allen molhou os lábios. – Mas com a massa branca, diferente da massa preta que eu fiz da primeira vez... – Colocou dois dedos da mão direito no queixo. – Apesar de as crianças amarem a massa preta.

— Sim, por favor! – Se animou – Mas sem o brigadeiro, pelo amor de Deus.

As outras duas riram ao ouvir a Smoak-Queen.

— Isso está tão delicioso, vocês não fazem ideia.

— Ah, eu posso fazer sim. – Laurel diz, sorrindo.

— É, vou pegar alguns frascos a mais para nós.

— Mal vejo a hora de encher a minha boca com esse delicioso chantininho. – Cait tinha os olhos brilhando ao dizer.

— Está delicioso. Quer? – A loira oferece, mas no instante seguinte se assusta com a voz exaltada de uma das amigas.

— CHEGA! – Helena berrou o mais alto que pôde, sentindo algo estourar dentro de dela.

Todas a olharam, confusas; Felicity principalmente, mesmo que não deixasse de comer seu adorado chantininho.

— Parem, por favor. Parem de falar dessa porcaria de brigadeiro, ou de sabores de bolo, ou da merda do chantininho. De comida em um geral. Parem! – Praticamente suplicou, observando as três a observarem de volta, imóveis e estupefatas. – Eu estou muito, muito... – Engoliu em seco, tentando respirar de forma normal, o que parecia quase impossível. – Muito enjoada.

— Lena... – Caitlin e Laurel tentaram, juntas, mas a morena as interrompeu.

— Eu não me importo de como vocês farão, confio em vocês, mas... – Sentiu o gosto ruim na boca. – Parem com esses malditos comentários. – Praticamente rosnou a palavra "malditos".

— Você...

A Merlyn foi interrompida.

— Inferno.

A mulher travou a mandíbula, percebendo que não conseguiria mais segurar o vômito por muito tempo e rapidamente deu as costas para as amigas, seguindo correndo em busca do banheiro.

Os homens que tinham ouvido o grito, olhou para a morena, completamente confusos e preocupados, em especial Ray.

Eles olharam para as outras, que seguiram a amiga morena, rapidamente, preocupadas.

Praticamente em pânico, Helena adentrou o banheiro, caindo ajoelhada de frente para a privada, prestes a abraçá-la; ela vomitou tudo que havia comido naquele dia – o que não tinha sido muito –, sentindo a força do seu corpo se esvair aos poucos.

Felicity chegou primeiro na porta do banheiro, em seguida as outras duas grávidas, observando a amiga toda destruída, sem que fossem percebidas.

Cansada e extremamente fraca, Helena encostou as costas na parede; seus olhos estavam fechados e uma das mãos em frente ao peito, enquanto respirava de forma irregular.

Aquele gosto ruim nos lábios a incomodou.

Quando normalizou a respiração, enfim utilizou de uma força que não tinha no momento, para ficar de pé, indo até a pia para se livrar de qualquer indício daquele gosto na boca, além de jogar um pouco de água no rosto, tentando melhorar o calor que sentiu depois de ter jogado para fora tudo que comeu naquele dia – o que não havia sido muito.

A mulher tremia dos pés à cabeça só de pensar novamente no brigadeiro e no chantininho.

E ela se perguntava no porquê.

Por que se sentia daquela forma?

Por que não conseguia, sequer pensar naquelas duas coisas, sendo que sempre tinha sido fascinada, até mesmo viciada nelas?

E agora mal suportava pensar.

Quando se virou, seu coração quase pulou de susto ao se dar conta de que suas amigas mexeriqueiras se mantinham de frente para a porta, olhando-a com um misto de desconfiança com curiosidade exaltada; a morena nem mesmo havia percebido a presença das três amigas ali.

Como, era o que a Palmer se perguntava.

Estava tão enjoada ao ponto de sequer perceber a presença delas?

Ela realmente não estava bem; tinha que admitir, tinha algo errado, e ela desconfiava do que poderia ser.

E essa desconfiança começava a incomodar, de uma maneira que ela jamais pensou que aconteceria.

— Me assustaram. – Sussurrou.

— Você saiu toda desesperada, ficamos preocupadas.

— Deviam ter feito algum som, indicando que estavam aqui. Por acaso gostam do som da minha bexiga sendo esvaziada? – Tentou fingir que não houve nenhum problema.

— Digamos que o som estava mais para o seu estômago sendo esvaziado, Lena. – Felicity ressaltou com os braços cruzados, deixando-a sem saber como reagir ou mesmo negar.

— Lena..., você está... – Laurel foi mais ousada, arriscando ligar todos os "pontos" e tentar questionar de uma vez por todas.

— Não. Eu não estou! – Impediu a amiga de completar sua pergunta ao interrompê-la de forma abrupta, começando a caminhar pelo corredor.

As três a seguiram no mesmo instante, mas então, Caitlin acabou por ser mais rápida, se aproximando feito um furacão, se colocando a frente da amiga e rapidamente, surpreendendo-a, cutucou com um dos dedos um dos seios cobertos pelo vestido jeans claro.

— Ai. – Choramingou. – Qual é o seu problema? – Esbravejou, sem perceber que sua voz ficou mais alta do que de costume. – Tudo bem, a Cait é diabólica e tem inveja de você e do seu irmãozinho. – Falou com o próprio seio, massageando levemente a região que latejou.

— Querida, eu não preciso ter inveja dos seus peitos. – Caitlin garantiu, antes de olhar para baixo e colocar em evidência seus fartos seios, segurando-os com ambas as mãos. – Os meus peitos grávidos estão lindos e enormes. – Apontou para a amiga loira. – Assim como os da Lis.

— Verdade. – Olhou para os próprios seios, já que não podia pegá-los por conta da colher com chantininho que havia em sua mão direita. – Oliver vive dizendo isso.

— Oh, vocês estão mesmo falando sobre isso? – Laurel demonstrou entusiasmo. – Adorei! – Sorriu abertamente. – Estou até pensando em colocar silicone nos meus, o que acham? Eles são meio pequenos... – A acastanhada comprimia um seio no outro, olhando de maneira duvidosa.

— Pequenos? Laurel, você é cega? – Felicity revirou os olhos. – Cria vergonha na cara.

Caitlin gargalhou.

— Eu acho. – Murmurou.

— Pergunte ao Barry o que ele acha.

— Tenho certeza de que ele discorda de você. – A única loira do grupo completa.

— Além disso, eles estão muito maiores agora que está grávida novamente.

Helena revirou os olhos enquanto ouvia as amigas falarem sobre peitos. Mas se sentiu aliviada por terem se esquecido dela, de seu estômago e de seus seios sensíveis.

— Eu sei disso. – Revirou os olhos. – Eu só pensei no assunto.

— Deixe-o de lado, querida. Está com apenas quatro meses, seus seios vão ficar bem maiores que isso, e você sabe muito bem disso. – A Queen diz sorrindo.

De repente, no instante seguinte, Caitlin se aproxima de forma ardilosa, apertando o outro seio da amiga morena, fazendo Felicity e Laurel rirem.

— Para com isso, Cait. – Gritou tampando a área com os braços, ficando cada vez mais irritada e dolorida.

Sim, Helena sabia muito bem o motivo de a amiga médica estar fazendo tal coisa. Seios doloridos é um dos vários sintomas de gravidez, mas a morena não queria acreditar naquela possibilidade; não que ela não quisesse carregar um filho de Ray, ela só não esperava que fosse acontecer tão cedo.

— Hmmm, seios doloridos e sensíveis. Interessante, Lena. – Felicity comenta, dando a entender que sabia sobre a real situação da amiga.

— Claro, não é? A Caitlin os apertou. – Tentou justificar.

— Será que é só isso? – Arqueou as sobrancelhas.

— Ora, Lis, por favor, não acredite nas palavras dessa mulher. – Revirou os olhos.

— Que grosseria. – A morena reclamou, ao perceber que a outra estava chamando-a de mentirosa.

A loira não conteve uma risada.

— Você está sensível. – Laurel diz sem se importar com o comentário anterior da amiga.

— E daí?

— Estava vomitando a pouco. – A Allen voltou a dar motivos para ela e as amigas estarem certas em relação a Palmer.

— Quem disse?

— Como diz a Cait, uma grávida reconhece a outra. – Felicity diz, depois de dar uma lambida na colher em sua mão, tendo o apoio de Laurel. – E nós três estamos grávidas, então...

— Isso não tem nada a ver.

— Você está enjoada, Lena. – Ambas as mulheres dizem juntas.

— Sai daqui com essa coisa. – Reclamou quando a loira se aproximou de si, com a colher cheia de chantininho.

Caitlin e Laurel perceberam que a outra continuaria negando o inevitável, e por isso olharam uma para a outra, sorrindo de forma maldosa, antes de se voltarem, juntas para a morena, que fazia uma careta; seus olhos completamente focados em Felicity, que continuava a lamber a colher.

— Brigadeiro. Muito Brigadeiro. Uma piscina de Brigadeiro com chantininho!

Arregalou os olhos quando as amigas dispararam a falar.

A Queen continuou a lamber a colher, mesmo que seus olhos estivessem na cena a frente, totalmente concentrada.

— Parem, por favor. – Pediu baixinho, sentindo seus olhos marejarem.

Era mais um sintoma, ela sabia disso.

— Ah, já entendi. – Felicity ergueu um dedo, o levando até seu queixo, como se tivesse feito a descoberta de um caso importante. – O seu inimigo é o Brigadeiro e o chantininho. Comigo está sendo só o brigadeiro, credo, que nojo. – O corpinho pequeno, apesar de seu estado, estremeceu por inteiro, ao proferir a palavra "brigadeiro", fechando os olhos com força e soltando um grunhido enojado.

— Você é maluca, Felicity. – Voltou a sustentar sua pose irritadiça. – Me deixa em paz.

— Eu que sou a maluca? – Revirou os olhos. – Ela está como eu no começo. Está negando a aceitar.

— Verdade, você esteve assim. – Laurel apontou para a loirinha ao seu lado.

— Ei, onde você vai? – A voz de Caitlin chamou a atenção das outras duas, que perceberam Helena caminhar para longe delas.

— Vou sair para..., caminhar. – Diz caminhando em passos mais apressados, na intenção de fugir das amigas.

— Que caminhar o quê. Você está é fugindo de nós, porque sabe que estamos certas. – Laurel a acusou, se deixando contagiar pelos risos da Queen e da Merlyn.

— Com certeza é isso. – A loira diz, ainda rindo. – Ou, ela vai comprar vários testes de farmácia, para descobrir se de fato está...

— Brigadeiro. – Provocou, interrompendo a amiga, parando outra vez no meio do caminho. – Uma enorme cascata de brigadeiro.

Felicity parou de lamber a colher com chantinho, sentindo seu estômago embrulhar.

— Hmmm, que delícia. Estou vendo vários morangos mergulhados em uma piscina de brigadeiro. – Elevou o tom de sua voz, entrando naquela disputa infantil de provocações.

Apesar da Palmer também sentir seu estômago embrulhar, ela não pode deixar de provocar, principalmente quando percebeu que a amiga mudou de cor no instante em que a primeira palavra saiu de sua boca.

— Cala a boca, Lena. Você não tem o direito de colocar meu inimigo nessa conversa. – Felicity esbravejou, com os olhos lacrimejados e o seu estômago revirando.

— Ah, mas você pode ficar me provocando?

— Que vingativa. – A loira concordou com Laurel, voltando a lamber seu adorado chantininho, com os olhos marejados.

— Mas o que está acontecendo aqui?

Cada uma das mulheres olha para Ray, que havia feito a pergunta, e encontram em seguida, ao lado dele, seus maridos que presenciavam a conversa das mulheres, extremamente confusos.

— Estou achando essa conversa interessante. – Thea se pronuncia, achando graça de tudo aquilo.

— E eu estou confuso. Vocês estão brigando? – Tommy pergunta, surpreso, afinal, elas nunca discutiam.

— E que raio de inimigo é esse?

A Merlyn gargalhou ao ouvir Barry.

— O inimigo chamado brigadeiro e chantininho.

Helena e Felicity estremeceram, e Caitlin e Laurel gargalharam.

— Cala a boca, Cait. – Dizem juntas.

— Senhor amado! Que tempestade de hormônios é essa? – Thea notou, afastando-se com passinhos brincalhões. – Eu vou comprar um guarda-chuva com camisinhas e anticoncepcionais, porque vocês todas definitivamente estão grávidas.

— Não é? – Caitlin diz, sorrindo. – É o que estamos dizendo.

— Estou com medo de isso ser contagioso. – A mais nova completou, ainda de maneira brincalhona.

— Como é? – Ray finalmente se pronuncia, com os olhos arregalados.

— Eu não... – Se interrompeu, ao perceber que não poderia mentir, muito menos para o marido.

— Ah, Lena, por favor, não minta. – Thea diz.

— Lena, você está... – Ray se interrompe, completamente surpreso.

Ela engole em seco, e enfim olha nos olhos dele.

— Eu não sei, okay?

— Eu tenho certeza absoluta de que ela está. – Caitlin diz. – Ela está enjoada, acabou de vomitar as tripas por conta do...

— Não diga! – Grita, implorando, e as amigas seguram uma risada, com exceção da esposa de Oliver, que lambia a colher com chantininho. – Tira isso daqui, Felicity!

— Tá, cruzes. – Revirou os olhos. – Mas só porque eu sei que está enjoada.

— E você sabe bem como é isso.

Ela olhou para o marido.

— Quanto disso você comeu?

— Ela comeu uma vasilha média pela metade.

Oliver, Barry, Roy e Tommy arregalaram os olhos ao ouvirem Caitlin.

— E agora ela está lambendo a colher.

— A mais de cinco minutos. – Laurel revirou os olhos.

— Está tão gostoso.

— Estou com medo de descobrir se tem mais uma grávida no grupo. – Roy comenta, finalmente.

— É melhor você tomar bastante cuidado com o que vai dizer. – Laurel ameaça.

— Melhor, fique bem caladinho. – Caitlin completa.

— Jesus! Está pior do que eu pensei. – Thea deu mais alguns passos para trás. – Agora eu tenho certeza de que isso é contagioso.

— Okay, volta a fita, por favor... – Barry se pronuncia. – Você está mesmo grávida?

— Eu já disse que não sei. – Se irritou.

— Eu e Thea bem que avisamos. Minha boca anda santa ultimamente.

— Ninguém te perguntou.

Tommy jogou os braços para cima em sinal de redenção.

— Esse temperamento..., estou tendo com Laurel. – Sussurrou para o amigo ao seu lado.

— E eu com a Cait. – Respondeu, no mesmo tom.

— Você deveria descobrir, e logo. – Laurel diz, tendo Felicity e Caitlin em concordância.

— Cait, você podia bater mais disso. – Muda de assunto de repente.

— Nem pensar. – Oliver responde prontamente, no lugar da amiga. – Chega de doce pra você. – Desviou os olhos para a amiga morena. – E você? Tem certeza de que está bem, Lena?

— Estou enjoada demais para te responder agora.

Felicity esconde a colher atrás de si.

— Melhor?

As outras riram, enquanto que a Palmer a fuzilava com os olhos.

— Vou te bater.

Elas voltam a rir, e dessa vez, até os homens fazem o mesmo, com exceção de Ray, que estava surpreso demais para fazê-lo.

— Acho que Ray não esperava ouvir o que ouviu. – Laurel comenta, ao vê-lo estranhamente quieto.

— Ele está em choque. – Barry comenta.

— Eu vou acordá-lo.

— Se tocar em mim, juro que o jogo pela janela. – Rosnou para Roy, ouvindo os outros rirem, inclusive as mulheres – com exceção de sua esposa.

— Podemos falar sobre isso em casa? – Helena pergunta, olhando para ele, que depois de alguns segundos, balança a cabeça.

— Okay. Mas acho melhor descobrirmos isso logo, não?

— Com certeza. – Ela prontamente concordou. – Nos vemos no final de semana. – Diz olhando para os amigos, que assentiram.

— Ei. Eu quero saber o resultado. – Thea grita, vendo o casal se afastando.

— Eu disse que ela estava grávida. – O irmão completa em seguida, chamando a atenção dos outros.

— Irmãzinha, você quer largar essa colher? – A Merlyn menor pede, fazendo uma careta.

— É. Não tem mais nada aí. – Tommy diz em seguida, apesar de ver que ainda restava um pouco, na parte de trás da colher.

— Ei. – Reclamou quando o marido tomou a colher da mão dela. – Oliver.

— Chega de doce para você, Felicity.

Ela cruzou os braços, e fez um bico, demonstrando-se emburrada.

— Pareceu uma criança agora.

E ninguém pôde retrucar a afirmação de Roy.

— Ninguém te perguntou. – Diz de forma emburrada, fazendo os outros rirem mais uma vez.

— Só eu estou surpreso por saber que Tommy mais uma vez acertou quando disse sobre a gravidez da Helena?

— Não, Bar. – Laurel responde, abraçando-o.

— Helena Palmer está grávida.

— Ainda não foi confirmado, meu amor.

— Ollie, ela está grávida. – As mulheres dizem juntas.

— Uma grávida reconhece a outra.

— E foram três grávidas reconhecendo. – O Harper completou após Tommy.

— Okay, então Helena está grávida.

— Eu realmente vou fugir para uma ilha deserta. Me acompanha, meu amor?

— Cala a boca, Roy! – As três grávidas exclamam juntas, enquanto ouviam Thea e os outros homens rirem – inclusive quem havia feito a gracinha.

Notas finais
A louca das grávidas voltou - essa sou eu kkkkkk É isso, amores, mais uma grávida na família! Me contem o que mais gostaram nesse capítulo, me digam o que acharam de cada cena, comentem tudo que podem e não podem – brincadeirinha – ou não Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Estou tão feliz por ter saído esse capítulo que ando comédia hoje. Bom, espero vê-los nos comentários. E até a próxima! Kissus, estrelinhas!