Kupidon
13 Capítulo Oito
Notas iniciais

***Três Meses Depois***
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Oliver... — Gemeu quando o namorado passou a mão direita em seu seio enquanto sua outra mão apertava sua coxa esquerda, por baixo da saia. Tentou afasta-lo. — Você enlouqueceu?... — Oliver a calou com um beijo de tira-la o fôlego, não pôde deixar de corresponder.
É isso que você faz comigo. — Disse assim que largou seus lábios. Se voltou para o pescoço da namorada.
Estamos na empresa. — Disse assim que conseguiu normalizar sua respiração. — Na sua sala para ser mais específica e que por acaso, ela é toda de vidro. — Apontou para o mesmo.
Eu sei. — Lhe deu um selinho e logo depois a desceu de sua mesa. — E você está certa, mas você não ajuda com essa roupa...
O que tem minha roupa? — Se olhou, tentando achar alguma coisa errada.
Para você nada. Para mim? Minha perdição. — Ela riu.
Nós vamos ver a Cait hoje?
Eu tenho que resolver umas coisas, mas Dig a levará e depois te encontro lá, tudo bem? — Ela assentiu.
Aconteceu alguma coisa?
Não. É que meus pais convocaram uma reunião familiar... Não sei o por que ainda, por isso... — Deu de ombros.
Ah tudo bem, então. — Sorriu. Lhe deu um selinho e saiu para ir até sua mesa. Pegou o tablet e voltou para a sala de Oliver. — Você quer que eu remarque a reunião com o chefe de IT?
Sim, Por favor. — Ela se sentou em frente ao namorado.
Para que dia? — Disse enquanto olhava para a tela do aparelho.
No final da semana e de preferência de manhã.
Tudo bem. Já mandei a mensagem para ele. — Oliver assentiu.
Dig... Pode entrar, por favor. — Felicity se virou ao ouvir o namorado cumprimentar o outro.
Pediu para me chamarem?
Sim. Preciso que deixe Felicity e as gêmeas no apartamento do Tommy.
Claro. E você?
Thea está vindo me buscar.
As gêmeas estão onde? — Felicity quem respondeu.
Na casa de uma coleguinha da escola. Eu sei onde é. — Dig assentiu. O telefone de Oliver tocou e ele atendeu.
Você contou a ele? — Sussurrou. Felicity já estava em pé do lado do amigo.
Não. Não foi nada demais. — Sussurrou de volta. Oliver conversava com o chefe da segurança, mas não perdeu os sussurros dos amigo e namorada.
Como assim não foi nada de mais?! — Oliver arqueou as sobrancelhas curioso, se despediu do homem e desligou o telefone.
Será que podem compartilhar? — Ambos o olharam ao mesmo tempo.
O que? — Perguntaram juntos.
Compartilhem o que falavam agora á pouco. — Felicity ficou calada e estando preocupado, Dig se pronunciou.
Alguém estava a seguindo ante-ontem. — Oliver se levantou assustado e Felicity o olhou alarmada.
Como assim? — Felicity suspirou e Dig respondeu á sua pergunta.
Ante-ontem, quando a levei para almoçar com Tommy e o Sr. Merlyn... Ela disse que voltava sozinha, então eu concordei. Mais tarde, a encontrei assustada na porta da empresa e ela me contou que um homem a seguia desde o restaurante La Crown... — Oliver se irritou.
Como você me esconde isso? — A olhou. — Isso é preocupante, Felicity. Não é uma brincadeira... — Ela suspirou novamente.
Eu não achei que fosse importante. — Ele arqueou as sobrancelhas. — Ele sumiu quando eu virei a esquina da empresa, então imaginei que não estivesse realmente me seguindo.
Não importa! — Ele quase gritou. Sua voz saiu um pouco alta demais. Dig saiu de fininho, deixando-os sozinhos. — Não pode me esconder esse tipo de coisa. Não deveria ter vindo sozinha...
Oliver, por favor, eu sempre andei sozinha pra cima e pra baixo. — Ele bufou.
Isso antes de ter um "louco" te seguindo... — Ela revirou os olhos. — Você não vai mais andar por aí sozinha.
Oliver, fala sério! — Disse alto, surpresa. Oliver estava sério demais, era raro vê-lo daquele jeito. — Isso só pode ser brincadeira. — Murmurou.
E por favor, não me esconda mais esse tipo de coisas. — Felicity preferiu não retrucar, isso o deixaria ainda mais irritado. E sabia também, que ele não mudaria de ideia.
Tudo bem, okay? — Ela sabia que não adiantaria reclamar ou negar. — Eu prometo.
Eu só estou preocupado. — Ela assentiu, deixando-o se aproximar para abraça-la. — Eu não sei o que faria se alguma coisa lhe acontecesse.
Estou bem. E vou continuar bem.
Só... — Se interrompeu propositalmente. — Por favor, não me esconda mais as coisas. — Repetiu.
Eu prometi, não prometi?
Ninguém quebrou nada? — Dig entrou devagar olhando em volta, fazendo uma brincadeirinha, Felicity revirou os olhos.
Muito engraçado Dig. — Ele sorriu.
Não era piada, Oliver.
Já podemos ir Dig?
Voltei apenas para saber se já quer ir... — Felicity os deixou sozinhos, saindo da sala e indo até a própria.
Então, nos vemos amanhã. — Bateram a mãos uma na outra se despedindo.
Obrigado por me contar...
Não foi nada. — Olharam para a loira que pegava a bolsa. — E não se preocupe, eu cuido dela.
Obrigado. — Dig assentiu.
Nos vemos lá embaixo loirinha. — Ela assentiu, mas antes de Dig sair, Oliver chamou a atenção.
Ouvir Dig te chamar de "loirinha" me lembrou uma coisa... — Felicity e Diggle o olharam.
O que? — Felicity perguntou arqueando as sobrancelhas.
Você me disse que tinha cabelos negros... — Dig se surpreendeu.
Shhhh. — Colocou o dedo indicador no lábio. — Ninguém precisa saber disso.
É sério? — Dig ainda não acreditava. Ele se aproximou um pouco mais de Felicity para olhar o cabelo da "loira". — Nem dá para perceber... Não te imagino de cabelos negros.
Já ouvi algo parecido. — Oliver sorriu. — Um dia eu mostro uma foto. Mas isso é segredo. — Ela sussurrou a última frase. Ambos os homens sorriram.
Bom, vou deixa-los se despedir... Te vejo no elevador Felicity. — Saiu da sala.
Até daqui a pouco. — Lhe deu selinho.
Não vou demorar... Eu acho. — Sorriu. A puxou pela cintura e a beijou de verdade e ela correspondeu igualmente. Ele foi parando aos poucos com selinhos. — Eu te amo!
Eu te amo! — Saiu andando de costas sorrindo. Jogou um beijo para ele e saiu.
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Você não me disse o que Barry disse sobre você vir morar com Tommy. — Felicity e as gêmeas haviam chego á mais ou menos um hora e meia. Seu irmão havia deixado sua família á uns 20min enquanto ia até o supermercado. As gêmeas brincavam com a bebê no segundo andar.
Ele disse que contanto que fosse realmente o que quero e que me fizesse feliz... Ele também estaria feliz.
E ele veio ver a pequena? — Cait assentiu sorrindo.
Tommy disse que ele poderia vir quando quisesse e ele tem vindo sempre que pode. Ele anda ocupado com a empresa.
Eu fico feliz por ver que vocês todos estão se dando bem. Principalmente pelo bem da pequena. — Apesar de não estarem se vendo todos os dias como antes, Felicity estava feliz pela amiga ter se apaixonado novamente, por estar feliz com alguém que sente o mesmo por ela. E melhor, por ela e Barry continuarem sendo amigos, como antes de namorarem.
E eu fico feliz por você e Oliver. Eu percebo o quanto você o ama. Seus olhos brilham quando fala dele. — Elas ouviram a risada de Kitty e sorriram. — E as gêmeas? Vejo que elas estão se dando muito bem com a novidade de ter o pai com você. — Felicity então se lembrou do dia que as chamou de filhas.
Eu não te contei o que eu fiz, né? — Caitlin arqueou as sobrancelhas. — Foi no primeiro dia que fui levar as gêmeas á escola... — E então ela começou a contar tudo, desde o começo.
Que filha de uma... — Reprimiu um xingamento. — Como pode uma pessoa fazer isso? — Felicity assentiu. — Eu não sei se conseguiria segurar a vontade de dar na cara dela... — Felicity riu se lembrando de dizer algo parecido.
Eu consegui me segurar, pelas crianças. Mas minha vontade era fazer isso mesmo aquela mulher.
É. Eu pensei que pelo menos a escola era segura, mas... — Felicity concordou. — E sobre você chamar as gêmeas de "filhas"? Estou surpresa.
Eu mal vi quando disse. Só fui me lembrar quando Oliver veio falar sobre, comigo. — Caitlin sorriu.
Ele deve ter ficado feliz.
Sim. Ele adorou. Eu também... É como eu me sinto!
Eu entendo você. Lyon é um amor... Ele passa todo final de semana aqui. Ele é tão carinhoso... Cuidadoso, sabe? — Felicity se lembrou do carinho que o menino lhe deu antes mesmo de ser algo de Tommy ou Oliver. — O jeito que ele trata a Kitty... Ele até a chamou de "irmãzinha". Tô apaixonada por ele.
Eu também gosto muito dele. Ele realmente é muito carinhoso... Tommy e Laurel o criaram muito bem. — Disse sorrindo. Cait concordou. — Eu sinto um carinho muito grande por ele! — Cait se pronunciou depois de alguns segundos.
Ele está se dando muito bem com Barry também. Estava pensando em fazer um almoço com todos nós juntos. O que acha?
Seria muito bom. Eu gostaria. — Cait assentiu.
Então, está combinado. Eu vou combinar tudo com Tommy. — Cait derrubou um copo com água no chão. — Droga!
Deixa que eu pego um pano. — Saiu rapidamente e voltou com um pano. Limpou o chão e voltou-se para o sofá. — Ah! — Cait, que olhava no celular, olhou para a amiga. — Eu contei hoje para o Oliver sobre o que houve anteontem.
O que? — Arqueou as sobrancelhas.
Sobre o que houve comigo... O cara que "parecia" estar me seguindo.
Agora é "parecia"? Você tinha certeza, até ante-ontem. E como você só conta isso hoje? — Ela tinha ficado muito preocupada.
Eu pensei melhor depois que o medo passou. — Cait bufou. — Ele ficou irritado por eu ter escondido dele. — A amiga balançou a cabeça negativamente. — Ele ficaria preocupado. — Explicou.
É claro. Eu também ficaria... Eu fiquei! — Cait estava preocupada. — Lis, você não pode esconder essas coisas dele. Não depois de você contar sobre aquele dia macabro, que você passou.
Eu sei. Mas eu estou bem á mais de 3 anos... Ele não vai me encontrar! — Sentia medo disso acontecer? Claro. Mas ela não iria se esconder em casa e esperar que esse dia chegue. Para ela, se isso não aconteceu ainda, não acontecerá mais. Ele não a achou até agora, então para ela, ele não fazia ideia de onde ela estava. Por isso estava tranquila. Tinha medo? Claro que tinha, mas não estava preocupada com a possibilidade de ele encontra-la. Não mais.
Você foi seguida até a empresa...
Antes dela. — Concertou. — Eu não acho que ele tivesse me seguido, não mais. — Cait revirou os olhos, mas não disse nada mais. — Cait, eu estou bem. — Deu de ombros. — Não acho que ele vá me encontrar. Não tem nenhuma chance de ele saber que estou aqui em Star. Eu consegui fugir dele esse tempo todo, então...
Tudo bem. Você pode estar certa! — Apertou a mão da amiga. — Aquele psicopata nunca mais vai encontra-la. Ele nunca mais vai machuca-la.
Que psicopata? — Assustadas, elas se levantaram, olharam para trás e encontraram Tommy e Oliver. Ele estava preocupado. O que raios aconteceu com minha irmã? Era o que Tommy pensava. Ele tinha percebido o medo que ela tinha nos olhos e isso o preocupou ainda mais.
Tommy? — Falaram juntos surpresas.
E então? — Se aproximou com Oliver o seguindo. — De que psicopata estão falando?
Conte Felicity. — Ela olhou para o namorado. Tommy os olhava impaciente.
Tudo bem. — Suspirou ao sussurrar. — Eu vou contar, mas por favor Tommy, não conte á ninguém. — Mesmo contrariado, ele assentiu se sentando de frente para a irmã. Cait se levantou para se sentar ao lado do namorado, deixando Oliver se sentar onde estava, do lado da namorada. — Tudo aconteceu quando eu ainda fazia meu último ano no colegial... — E então ela começou a contar. Tommy que ouvia pela primeira vez, além de ficar horrorizado, ele também ficou irado com o animal que transformou a vida de sua irmãzinha em um inferno. Cait e Oliver que já sabiam de tudo, ainda sentiam raiva, asco... Não gostavam de ouvir novamente aquela história.
E por que raios nunca acharam esse desgraçado? — Praticamente gritou.
Tommy fala baixo. — Sua irmã pediu. — Eu sei que é difícil ouvir tudo isso, mas precisa se controlar. — Tommy a olhou, respirou fundo e voltou a se sentar.
Me desculpem. — Caitlin pegou em sua mão, o olhando.
Eu entendo. Qualquer um que ouvisse essa história... — Se interrompeu. — Mas agora está tudo bem. — Felicity assentiu.
Ele não me encontrou até agora, então...
Mas pode, certo? — Oliver entendia o amigo, ele mesmo se sentia assim. — E por que ele ainda não foi preso?
Não o encontraram. — Ela odiava falar sobre aquilo. — Ele já tinha fugido quando me encontraram. — Ela estava desconfortável, não gostava de falar sobre aquele assunto, era algo que a machucava, incomodava, lhe dava medo e Oliver percebendo isso decidiu então, se pronunciar, trazendo os olhos do amigo, que estava na irmã, se voltar para si.
Tommy, ela não gosta de falar sobre isso. — Ele voltou os olhos para a irmã.
Tudo bem. — Suspirou. — Eu vou terminar o jantar. — Caitlin o acompanhou.
Fiquem á vontade. — Felicity ia oferecer ajuda, mas a amiga a interompeu. — E não, não presamos de ajuda. — Felicity assentiu, vendo a amiga sair do cômodo.
Eu estou bem. — Disse quando viu o olhar preocupado. — Oliver... — Colocou sua mão direita em seu rosto. — Apesar de eu ter medo, eu ficarei bem com ele longe. Não posso ficar escondida pelo resto da vida, por ter medo. — Ele assentiu. — E ele não me encontrou até agora, então... — Repetiu a mesma frase outra vez. Oliver assentiu. Ele faria o que for para deixar aquele psicopata longe de sua namorada.
Papai, você chegou! — As meninas entraram na sala correndo. Eles nem haviam ouvido os passos delas.
E então, o que acharam de Kitty? — Olhavam para as gêmeas.
Ela é tão linda. Parece uma bonequinha... — Oliver sorriu. Com certeza suas filhas falariam da princesa Allen por muito tempo.
A tia Cait deixou agente tirar um monte de fotos dela. — Contou Amily.
Só tomem cuidado. — Elas assentiram.
Elas até pegaram ela um pouquinho. — Comentou Felicity.
Ela é muito molinha. — O casal riu.
É porque ela é novinha, Apple.
Vocês me acompanham para vê-la? — O pai perguntou olhando para as filhas, ambas assentiram. Oliver se levantou e se direcionou para as escadas, suas filhas o seguiram, começando a subir os degraus. Quando Oliver chegou no topo da escada, olhou para trás observando suas filhas, que ainda se encontravam no terceiro degrau, olhando para Felicity, que olhava para a tela do celular.
Mamãe? — Elas tinhas falado com tanta naturalidade, como se não fosse a primeira vez que falavam aquela palavrinha mágica. Felicity olhou surpresa para ambas. Já fazia três meses que tinha falado "Minhas filhas" perto delas e elas não tinham dito nada sobre o assunto. Oliver tinha lhe dito que havia falado com elas. Que elas gostavam dela como se fossem a mãe delas, mas que tinham medo da mãe biológica ficar triste com elas. Oliver explicou que Sarah iria gostar de elas terem uma nova mãe. Que Sarah não iria deixar de ser a mãe delas. Elas teriam duas mães, uma no céu e outra aqui, pertinho delas, cuidando delas. Felicity pensou que seria muito para a cabecinha das duas e por isso deixou que elas tivessem seu tempo. E agora, suas pequenas estavam ali, olhando-a, com uma carinha confusa, esperando por ela. — Você não vem? — A loira ainda surpresa, desligou a tela do celular e se levantou. Oliver sorria.
Vamos?! — Pegou na mão de cada uma, sorrindo e subiram as escadas.
**--** **--**
Vai coloca-las para dormir?
Sim. — Haviam saído do apartamento dos amigos já passava das 20h. Chegando na "Scalla", Oliver foi ajudar as filhas a tomar banho enquanto Felicity tomava o dela. Como já estava tarde, concordou em dormir no namorado. Agora ela estava deitada, preparando as filhas para dormir. — Vou para a cama daqui a pouco. — Ele assentiu, beijou as filhas desejando "boa noite" e saiu do quarto, indo para o próprio.
Mamãe... — April a chamou e Felicity assentiu para que ela continuasse. Depois que a chamaram de mãe pela primeira vez, não pararam mais. Tommy e Caitlin ficaram muito surpresos, tanto quanto Felicity havia ficado. — Você vai morar aqui agora? — Felicity não ficou surpresa com a pergunta.
Não. — Os dois pares de olhos azuis se entristeceram. — Não deixarei de ser a mãe de vocês por não morar aqui. — Explicou.
Mas agente queria... — A loira sabia que seria difícil fazê-las entenderem e aceitar, que ela continuaria morando no próprio apartamento.
Quem sabe um dia? — Sorriu.
Você nunca vai deixar agente? — Perguntaram temerosas.
Nunca. Eu prometo. — Beijou a têmpora de ambas. — Vocês podem contar comigo sempre.
O papai também?
Claro. — Elas sorriram.
Somos uma família agora?
Somos uma família agora. — Concordou. Logo depois começou a cantar a música que ouvia quando era criança, a mesma que cantara para elas antes mesmo de ser namorada de Oliver. Isso tinha virado rotina. Sempre que dormia no namorado, ela cantava a música para as filhas dormirem. Feliz, ela saiu da cama sem desperta-las, as cobriu e deixando apenas o abajur aceso, apagou a luz do quarto e saiu do mesmo, deixando a porta entreaberta.
**--**
**Oliver**
Acordei e percebi que Felicity ainda dormia. Olhei no relógio e vi que passava das 6h30min, então saí da cama sem acorda-la e fiz minha higiene, depois de tomar meu banho. Não podia demorar muito, minhas filhas tinham aula e eu tinha que estar na empresa com Felicity antes das 9h. Estava preocupado com o que Dig havia me contado. Mesmo Felicity me explicando que não acreditava que o cara estava seguindo-a, eu não acreditava nisso. Era muito estranho. Por que alguém a seguiria? Isso estava me tirando o sono. Poderia ser o tal de Cooper e pensar nisso só me deixava mais preocupado. Saí do banheiro já arrumado e encontrei minha namorada ainda dormindo. É a primeira vez que isso acontecia, sorri. Me aproximei para acorda-la com jeitinho, ajoelhei na cama e me inclinei sobre ela. Tão cheirosa, tão linda... Como não amar essa mulher? Meu amor por ela crescia todos os dias, mais e mais. Aproveitando que ela estava de bruços, depois de retirar os cabelos longos das costas, Beijei suas costas começando pelo pescoço e descendo de vagar. Ela resmungou e eu sorri.
Amor. — Sussurrei mordiscando a parte de sua cintura, onde havia uma tatuagem. — Bom... — Beijei. — Dia. — Beijei novamente, voltando lentamente até onde comecei. Ela murmurou algo que eu não entendi.
Já está na hora? — Sussurrou ainda de olhos fechados.
Sim. — Beijei seu pescoço. — Eu vou acordar as meninas enquanto você se apronta. — Ela assentiu, mas não abriu os olhos. Eu sorri. — Então acorda. — Ela abriu os olhos de vagar, respirou fundo e se virou para mim, ficando de frente.
Você já tomou banho. — Sussurrou novamente. A beijei rapidamente.
Acho melhor você se arrumar antes que eu te prenda nessa cama. — Ela sorriu.
Eu não reclamaria se não tivéssemos que ir trabalhar. — Ri. Felicity estava começando a se soltar. Se fosse no começo do relacionamento ela não me diria algo assim, na verdade ela estaria fugindo de mim.
Estou começando a mudar de ideia. — Ela balançou a cabeça para os lados enquanto eu beijava toda a extensão de seu pescoço. Minha namorada me empurrou levemente, colocando as mãos no meu peito e eu soube que ela não deixaria que eu continuasse. Não agora, pelo menos. — Tudo bem. — Beijei sua bochecha. — Vou acordar nossas filhas.
Não demoro a me arrumar. — Saiu da cama assim que dei espaço. Saí do quarto e a ouvi entrando no banheiro. Sabia que minhas pequenas reclamariam para acordar, mas minha surpresa, foi que ao entrar no quarto, as encontrei já de uniforme. Sorri.
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O que aconteceu para acordarem sozinhas? — Ela me olharam
Papai! — Exclamaram juntas. — Agente não está atrasadas.
Percebi. — Desde que a professora havia sido demitida, elas estavam mais animadas para irem á escola. Fizeram amizades, pelo que eu soube a diretora falou com a turma delas e eu estava feliz por isso. — Pelo jeito não precisarão de ajuda.
Não. Agente já sabe se vestir sozinhas... — Apple e Amy setaram no sofá para colocar as sapatilhas e percebi que minhas garotinhas estavam crescendo.
Papai! — Ouvi Amy me chamar. — Tudo bem?
Sim. Não demorem a descer, está bem? — Ambas assentiram e eu voltei para meu quarto. Felicity já não estava no cômodo, peguei meus documentos, as chaves e meu celular que começou a tocar no mesmo instante. Olhei o visor e vi a foto da minha irmã. Atendi.
**Oliver**
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Depois de Felicity terminar de se arrumar, ela desceu para fazer o café da manhã. Oliver e as crianças ainda estavam no segundo andar. Abriu a geladeira retirou um suco de laranja, a mortandela, o queijo e o presunto, colocando tudo em cima da bancada. Começou a montar os baurús, colocou na assadeira e depois de tudo pronto, os levou para a mesa. Caminhou até onde estavam os copos, pegando 4 e colocando também em cima da mesa, colocando suco em cada um deles.
Bom dia, mamãe. — Olhou sorrindo para as filhas.
Bom dia. — Percebeu que Oliver não tinha descido com elas. — Cadê o pai de vocês?
Não sei. — Arqueou as sobrancelhas. — Agente se arrumou sozinha e o papai disse que... — April foi interrompida.
Tudo pronto? — Oliver entrava no cômodo.
Onde estava?
No quarto. — Sentaram todos á mesa. — Elas já estavam prontas, então... — Deu de ombros. Felicity assentiu.
Você ligou para o Dig?
Sim. Ele disse que estava chegando.
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Não dá para acreditar. — Thea exclamou. — Você esperou mais de mês para me contar que somos irmãs... — Felicity se sentiu mal por esperar três meses para contar á irmã que elas eram irmãs. Mas ela precisava desse tempo, era ainda muita coisa para assimilar. Antes era apenas ela e a mãe e agora... Agora ela tinha um pai, dois irmãos, uma madrasta... Uma família.
Eu ainda não estou acostumada a ouvir isso. — Os irmãos Merlyn estavam almoçando num restaurante perto da empresa. Rock Land. Fazia pouco mais de três semanas que Felicity era oficialmente uma Merlyn. Oliver tinha ido buscar as filhas na escola com Dig, por isso não se encontrava com eles, ainda. — Eu queria ter contado antes, mas... — Suspirou. — Eu até disse para meu... Pai... — Quase não saiu a palavra, mas ela está tentando. Tommy riu. — Que não queria esconder de você, mas então, ficou tanta coisa na minha cabeça e eu não me acostumei ainda a ter um "pai". Nem irmãos.
Você se acostumará. — Tommy sorriu. — Já nos tratávamos como irmãos mesmo. — Felicity não pôde deixar de sorrir.
Me desculpa por não ter contado... — Pediu olhando para a irmã.
Está tudo bem. — Ela sorriu. — Deve ter sido muito difícil saber de tudo isso.
Muito. Como eu disse antes, minha mãe tinha me escondido essa história toda. Por 22 anos... Ele nem sabia da minha existência. — Lembrar disso não doía mais. Agora fica só a decepção do que sua mãe fez.
Bom, se nossas mães se encontrarem, elas se darão muito bem.
Thea! — O irmão a repreendeu. — Não estamos aqui para julgar nenhuma das duas. Sim, ambas erraram, mas vamos esquecer isso. Já é passado.
Tá. Você está certo. — Felicity sorriu. Não queria mesmo falar da mãe. — Como estão as coisas com Malcom?
Por que você continua a chama-lo de "Malcom"? — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Porque ela é teimosa. Todos já tentaram enfiar na cabeça dela que ele não teve culpa de não saber sobre a paternidade, mas ela não quer ouvir ninguém...
Meu pai é o Robert.
Sim, ele te criou. Mas isso não quer dizer que você não possa chamar NOSSO pai de "pai". Afinal você tem o DNA dele. — Ela bufou.
Eu não consigo, okay?
Podia fazer um esforço. — Felicity os interrompeu.
Não briguem!
Não estamos brigando. — Disseram juntos, fazendo com que Felicity risse.
Aí. Falou como uma irmã mais velha... Mas só para deixar claro, eu é que sou. — Suas irmãs riram.
Thea, talvez você não consiga chama-lo de "pai", pelo fato de não deixa-lo se aproximar. Já pensou nisso? — Ela abaixou o olhar. — Tudo bem não vamos mais falar sobre isso.
Eu não estou chateada por você me falar isso... — Suspirou. — Talvez tenha razão.
AH. — Ambas olharam para Tommy. — Eu e Ollie sempre falamos isso para você e só agora você ouve? — Fingiu ficar magoado. — Obrigado Felicity. — Thea lhe deu a língua. — Muito madura, hen? — Felicity riu. — Nem parece que tem quase 18 anos nas costas.
Cadê o Ollie? — Thea pergunta olhando para a mais nova "irmã".
Talvez esteja com medo de vir almoçar com vocês dois juntos, num mesmo ambiente. — A loira riu.
Hahaha... muito engraçado irmãzinha. — Tommy debochou.
Lis, quando você vai me dar um sobrinho? — Felicity parou de rir e começou a tossir exageradamente. Não esperava ouvir essa pergunta tão cedo. Olhou para a irmã e percebeu que ela queria deixa-la sem graça.
Você está bem? — Tommy segurava uma risada enquanto ajudava a irmã se controlar. — Tome. — Lhe ofereceu seu suco. — Thea você é terrível.
Eu? Eu só fiz uma pergunta inocente. — Tommy balançou a cabeça para os lados, sorrindo.
Inocente? — Felicity perguntou descrente, quando conseguiu se recuperar. — Em primeiro lugar, não foi nada inocente e em segundo... Eu e Oliver estamos juntos em menos de seis meses.
Você disse que faltam duas semanas. E as gêmeas iam gostar de ter um irmãozinho.
Vamos mudar de Assunto? Sim ou sim? — Eles riram.
Do jeito que estão as coisas não vai demorar muito. — Felicity corou.
Como assim? — Tommy arqueou as sobrancelhas e a irmã corou ainda mais, se é que era possível.
Ah, eu fui visita-la no apartamento, as gêmeas estavam na escola e os dois estavam sozinhos... Advinha o que eu vi quando cheguei lá?
Para Thea! — Felicity pediu, na verdade ela estava implorando. Thea riu.
Definitivamente eu não quero mais saber. — Tommy estremeceu. Era irmã dele no final de contas.
https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=226340217
Felicity e Oliver não iam trabalhar naquele dia, por isso ambos levaram as gêmeas para a escola e voltaram para o apartamento do Queen. Oliver tinha ligado e pedido para a irmã buscar as gêmeas na casa de uma amiguinha mais tarde, que eles estariam no apartamento. Naquele instante eles estavam na cozinha, Felicity preparava um estrogonofe de carne, com um arroz branquinho e uma salada de alface.
Ainda não entendo por que Thea continua tratando Malcom como se ele fosse... Nada. — Disse enquanto experimentava o estrogonofe e o desligava.
Para ela, nossa mãe e Malcom trair meu pai é imperdoável.
Ok. Eu entendo que ela descobrir que seu pai não é quem ela pensa, é bastante traumatizante. Muito traumatizante. Estou passando por isso... Mas não entendo ela fingir que ele não existe.
Thea é difícil. — Sorriu. — Vocês são bem parecidas no quesito "teimosia". Talvez isso seja coisa de família. — Ela o olhou incrédula.
Eu? Eu não sou teimosa nada. — Ele riu. — Olha quem fala, né? E você que é super protetor?
Super protetor? — Se levantou de onde estava sentado e se aproximou, colocando-se entre ela e a bancada. — Eu só gosto de ter controle das coisas... E proteger quem eu gosto, mesmo que eu tenha que usar meios nada convencionais para isso.
Viu? Super protetor. E controlador. — Oliver tinha uma das mãos em sua cintura. — Ás vezes até fica difícil de respirar.
Não é pra tanto. — Ela riu. — Já disse o quanto eu amo sua risada?
Já. Muitas vezes, para falar a verdade. Adoro ouvir você dizer. — Disse sorrindo. Felicity teve seus olhos parados na boca do namorado por alguns minutos, Mordeu seus lábios e então seus lábios foram tomados. Correspondeu na mesma hora. Colocou os braços em volta de seu pescoço, o puxando para mais perto, fazendo o fogo entre eles esquentar. Oliver passou uma das mãos em cima da bancada, fazendo com que algumas coisas caíssem no chão, fazendo um barulho insuportável, mas nem isso interrompeu o beijo sôfrego deles. Oliver a subiu na bancada, colocando-a sentada, se colocando no meio de suas pernas. Ele deslizou as mãos por seu corpo, apertando em certos lugares, ele ainda não tinha adentrado a mão por dentro da blusa ou da saia, mas Felicity não demorou muito para retirar sua camisa e joga-la em algum canto daquela cozinha, ela apertou as costas do namorado com suas unhas, deixando marca, quando sentiu as mãos dele em sua coxa por baixo da saia. Rapidamente Oliver retirou a blusa de Felicity, deixando seus lábios e indo para o pescoço, mordiscando ali, ele ouviu seus gemidos misturados aos dela, descendo os beijos no vão dos seios que ainda estavam cobertos pelo tecido do Sutiã, voltou seus lábios para os dela, provocando com o dedo indicador por dentro da calcinha, ouviu o gemido dela novamente. Antes de prolongarem aquelas carícias, foram interrompidos.
OH DEUS! — Oliver se afastou rapidamente e tanto ele quanto Felicity olharam para a entrada da cozinha que se encontravam a irmã e o cunhado de ambos. — Deveria ter me anunciado antes. — Roy ainda estava estático.
Droga! — Pegou sua camisa e entregou para a namorada. — Coloque. — E coradíssima ela o fez.
Pior Timing do mundo. — Thea disse. — Vocês não tem um quarto?
Thea o que veio fazer aqui? — A ignorou enquanto descia a namorada da bancada que já estava vestida com sua camisa.
Eu... — Olhou para Roy que estava de costas. — Pode se virar, amor. — Ele o fez. — Eu vim convoca-los para um jantar na mansão. Sabia que se eu não viesse até aqui pessoalmente vocês não iriam.
Podia ter ligado. — Oliver bufou. Felicity ainda estava calada, corada e na frente de Oliver que tinha os braços em volta de sua cintura. Ninguém precisava "ver" o quanto ele estava excitado.
Como eu disse: Se eu não viesse pessoalmente, vocês não iriam. Iriam inventar qualquer desculpa. — Bufou. — Voltando ao assunto anterior... — Oliver arqueou as sobrancelhas. — Já imaginaram se eu chego aqui com as gêmeas? Vocês teriam que explicar o que... — Oliver a interrompeu.
Eu entendi Thea. — Ela segurou um riso. — Você já deu o aviso, não? — Apontou para a saída. — Definitivamente vou mudar a senha do apartamento.
ARG! — Olhou para a Felicity que ainda estava calada e corada. Não sabia onde se esconder. — Nós já vamos... Podem continuar aí.
Vai para o inferno. — Ela riu alto levando o namorado para a saída.
Trago as gêmeas ás 17h. Fiquem prontos para irmos ao jantar. — Gritou.
Você é uma pervertida! — Exclamou.
Eu? — Ela riu.
Está bem, Thea. Você já envergonhou nossa irmã o bastante hoje.
Está bem. — Ela continuava a rir.
Oliver está mesmo demorando. — Felicity comentou ao olhar no celular e ver as horas. Ele já deveria ter chego ao restaurante.
Já está com saudades? — Thea provocou e Felicity revirou os olhos. — Mas agora eu tenho que concordar.
Minha fome já está comendo meu fígado. — Suas irmãs riram. — Sério, seria capaz de comer essa mesa...
Ele deve estar chegando.
Onde, Lis? Na África? — Reclamou.
Mudando de assunto... — Thea chamou a atenção dos irmãos. — E a princesa Kitty?
Ela está linda. Você tem que ir vê-la Thea.
Eu vou com o Roy essa semana. Pode ser?
Claro. Vou estar esperando vocês para o almoço no sábado. — Thea assentiu. — Por que não vai com o Ollie? Lyon também estará lá.
Vou falar com ele. — Seu celular vibrou. — Oliver disse que houve um probleminha com as gêmeas na escola, mas já estão chegando. — Sua irmã assentiu, mas seu irmão não. Tommy olhava do outro lado do restaurante. — O que foi Tommy?
Nada. — Seus olhos voltaram para a irmã loira que arqueou as sobrancelhas. — Não é nada, não se preocupe. — Deu um meio sorriso. Ela sabia que algo tinha acontecido, ele estava sério. — Ollie!
Até que enfim Ollie! — Thea reclamou e ele se desculpou, beijando sua testa. Cumprimentou Tommy e beijou a namorada. As gêmeas se sentaram do lado esquerdo da mãe, depois de cumprimentar os tios.
As duas estavam completamente molhadas quando cheguei na escola. — Começou a explicar sua demora.
Como assim? — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Tiveram a brilhante ideia de brincar de guerra d'água com algumas crianças. — Felicity sorriu e Thea riu.
São crianças. Tudo é uma diversão para elas. — Disse olhando para as filhas que lhe sorriram.
Lyon também estava no meio, Tommy. — Ele olhou para o amigo.
Sério? — Arqueou as sobrancelhas. — Ele não é de se enturmar... Não nesse tipo de coisas, pelo menos...
Bom, ele estava bem "enturmado", com minhas filhas e outras 8 crianças. — Tommy deu de ombros. — Barry estava lá para busca-lo.
Barry? — Tommy arqueou as sobrancelhas. — Não que eu me importe, mas... E a Laurel?
Ele disse que ela teve algo importante no trabalho e que o encontraria no seu apartamento, já que ele estava indo para lá ficar com Caitlin. — Tommy assentiu. — Ele levou um susto quando viu Lyon molhado, não sabia o que fazer.
Laurel vai surtar. Depois eu ligo para ela para saber mais sobre isso... — Thea quem arqueou as sobrancelhas agora.
Não é possível que Laurel vai brigar com ele por causa de uma brincadeirinha dessa... — Reclamou. Olhou para Oliver. — Você não brigou com elas, né?
Elas não deveriam ter feito o que fez.
Ollie você nunca foi criança? Não teve infância, não? — Tommy concordava com a irmã, não era para tanto. — Deixe-as agirem como criança, pelo amor, né? — Olhou para a namorada que concordava. Já tinha ouvido algo parecido dela uma vez. Logo depois um garçom chegou para fazer os pedido e não demorou a chegar o de cada um, eles já conheciam aquela turma. Comeram sem pressa, Oliver não tinha nada para fazer na empresa naquele dia mesmo.
Tommy nos chamou para almoçar no apartamento dele no sábado.
Por mim tudo bem. — Tommy o olhou sério e o amigo soube que ele queria lhe falar a sós. Felicity que não era burra, nem nada, também percebeu. Ela queria saber o que estava havendo com ele.
Papai, agente quer sorvete. — April e Amily pediram.
Podem ir lá buscar. — Elas se levantaram rapidamente.
Você vem mamãe? — Thea ficou surpresa. Era a primeira vez que via suas sobrinhas chamando-a daquele jeito.
Claro. — Se levantou e Thea a acompanhou. — Vamos acompanha-las, vocês querem alguma coisa? — Ambos negaram e assim as irmãs saíram. Ela sabia que seja o que Tommy quisesse falar com Oliver, ela poderia descobrir mais tarde, afinal ele não conseguia esconder as coisas dela.
O que houve? — Perguntou para o amigo assim que elas saíram.
Um homem de blusa escura estava ali. — Apontou para a janela grande e aberta do outro lado do restaurante. — Observava Felicity, mas quando ele percebeu que eu o vi... Saiu.
Isso já está ficando mais que estranho.
Não deixe-a sozinha. — Tommy pediu.
O problema é que ela insisti em dormir no próprio apartamento.
Insista para que ela não o faça. — Ele estava preocupado, ambos estavam. — Mesmo que use as gêmeas para isso. — Oliver assentiu.
Papai. Tio Tommy. — Elas voltaram e se sentaram. — Vocês querem?
Não querida, ele é todo seu. — Oliver sorriu.
Mas eu aceito. — Oliver arqueou as sobrancelhas. — O que? Eu gosto...
Mas disse que não queria quando Felicity ofereceu... — Thea reclamou vendo o irmão tomar um pouco do sorvete de Amily. — Por que não vai lá buscar para você? — Bufou.
Você podia fazer isso por mim, né irmãzinha? — Ela revirou os olhos. — Seja boa com seu irmão.
Vai se fu... — Oliver e Felicity interromperam-na.
THEA! — Repreenderam-na. As meninas não entenderam nada quando os pais repreenderam a tia. — As crianças... — Felicity completou.
Foi mal. — Se desculpou. — Para você vê que eu sou uma "ótima" irmã... — Se levantou. — Vou buscar para você
Obrigado! — Agradeceu sorrindo.
Você é um folgado. — Reclamou enquanto saia e tanto o casal, quanto as gêmeas e Tommy riram.
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Eu quero saber o por que de você insistir tanto para que eu não durma aqui hoje. — Ela estava encucada desde que vira Oliver e Tommy tão estranhos no almoço. Já tinha perguntado ao namorado o que Tommy tinha e ele deu uma desculpa qualquer.
Não é nada demais. Só quero passar mais tempo com a minha namorada. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Por que está tão desconfiada?
Eu tenho que ficar desconfiada?
Não. — Felicity suspirou e desviou o olhar para as gêmeas que assistiam um desenho. — Por que não ir para o meu apartamento?
Você está me escondendo alguma coisa. — Voltou seus olhos para ele. Oliver sabia que ela não desistiria de saber o que tanto escondia. — Quer dizer que eu não posso te esconder coisas, mas você pode?
Nunca disse isso. — Felicity lhe deu as costas, subindo as escadas. — Felicity! — A seguiu. — Qual é o problema em dormir no meu apartamento? Não seria a primeira, nem a segunda vez que isso aconteceria. E nem será a última. — Felicity abriu a porta antes de ele terminar a frase e ambos entraram.
O problema não é eu dormir com vocês. O problema é você me esconder o por quê de insistir tanto nisso. — Oliver respirou fundo.
Eu só estou preocupado com você. — Decidiu dizer meia verdade.
Ainda com isso? — Se virou para olha-lo nos olhos. — Já disse que não tem com o que se preocupar.
Mesmo assim... — Ela suspirou. — Só quero ter certeza de que ficará bem. — Mordeu o lábio inferior.
Tudo bem. — Se aproximou o abraçando. — Eu vou com você hoje. — E Oliver quase deu um suspiro de alívio. Quase.
Obrigado. — Ela sorriu lhe dando um selinho e se voltou para o guarda-roupa.
Mas no domingo dormirei aqui. — Mesmo não querendo ele teve que concordar.
CONTINUE...
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