Kupidon
15 Capítulo Nove
Notas iniciais

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Como haviam combinado, estavam todos no apartamento de Tommy naquele sábado. Desde que Thea havia chegado não deixara ninguém pegar Kitty. Simplesmente se apaixonou pela pequena. As gêmeas e Lyon ficavam o tempo todo em cima dela, mesmo tão pequenos, eles eram cuidadosos com a bebê. Enquanto Tommy e Oliver conversavam, Felicity e Cait observavam o carinho dos três para com Kitty.
Quer pegar Lis? — Perguntou se levantando de onde estava e se aproximando da irmã/cunhada.
Quero. — Thea passou a pequena para os braços da loira.
Aproveite para aprender... — Piscou com um olho, sorrindo.
De novo isso? — Arqueou as sobrancelhas. Cait apenas observava sorrindo.
Eu quero... — Felicity a interrompeu quando viu que o namorado e o irmão voltavam para perto delas.
Tommy, você não anda dormindo muito, né? — Seu irmão a olhou.
Nem eu e nem a Cait. — Oliver e Felicity sorriram. Thea arqueou as sobrancelhas para a irmã.
Ela conseguiu fugir dessa vez. — Sussurrou para Cait que riu e Felicity olhou para ambas, repreendendo com o olhar. Não adiantou em nada.
Ela tem acordado de três em três horas.
Ah, então é por isso que ela está gordinha. — Thea riu.
Ela já está com quase cinco meses... A médica disse para eu controlar a amamentação dela.
Ela está linda, Cait. — Disse passando a mão direita nos ralos cabelos da Allen. — Me lembra muito as gêmeas.
Verdade. — Tommy concordou com a irmã. — Apesar de terem nascido antes da hora, elas eram bem gordinhas.
Agente não era gordinha, não. Vovó disse que agente era fofinha. — April corrigiu e todos os adultos riram.
Ela parece com o tio Barry. — Lyon disse chamando a atenção de todos.
Eu acho que se parece mais com a tia Cait. — Amy comentou, sua irmã concordou.
Ela tem um pouco de cada um. — Felicity se pronunciou. A bebê começou a resmungar e Felicity achou melhor passa-la para a mãe.
Isso é sono. — Tommy disse.
Já até identificou? — Oliver perguntou sorrindo.
Foi fácil depois de alguns dias. — Cait avisou que colocaria a filha no berço e já descia, assim começou a subir as escadas.
Não está sendo um problema para você? — Oliver indicou Lyon com os olhos, o menino levava as primas para assistir televisão.
No começo foi um pouco. Estamos passando pouco tempo juntos, por causa da escola... Mas os fins de semana ele fica comigo.
Deve ser difícil para ele. — Felicity comentou olhando para o, agora, sobrinho. — Por causa da separação.
No começo, foi mesmo. Ele chorava muito... Pedia para me ver ou leva-lo á escola... E como ele passa a semana toda com Laurel, é difícil me ver em alguns desses dias. Mas agora ele já está acostumado. Eu faço um esforço para pelo menos busca-lo na escola alguns dias da semana... Então já ajuda muito.
E o melhor foi que ele não teve que ficar separado de nenhum dos pais.
Sim. Eu e Laurel estamos conseguindo conciliar tudo... — Desde antes do divórcio, o ex-casal decidiu que não brigariam na justiça pela guarda do filho. Tommy deixaria a ex-mulher com o menino, contanto que o filho passasse os finais de semana com ele e ela aceitou sem pensar duas vezes. Eles eram amigos, apesar de tudo. — Lyon se deu bem tanto com a Caitlin, quanto com o Barry.
E seus pais, Tommy? — Oliver quem fez a pergunta. — Como eles estão com tudo isso? Você disse que eles ainda estavam inconformados...
Ah, eles já se acostumaram também. Fizeram um almoço convidando eu e Cait... Minha mãe a adorou, principalmente a Kitty. Pensei que ela não a largaria mais. — Eles riram. — Disseram que contanto que eu esteja feliz, eles também estariam.
Thea, você ainda não explicou por que Roy não veio hoje. — Felicity a olhou.
Ele não estava se sentindo bem. — Ela assentiu. — Que bom que me lembrou, porque eu tenho que ir cuidar dele.
Mas que grude, hen? — Oliver reclamou.
Começou... — Thea bufou. — Você algum dia vai se acostumar?
Provavelmente... Não. — Eles riram.
Ah, Roy já é da família. — Thea sorriu para o irmão Merlyn e Oliver arqueou as sobrancelhas para o amigo. — Eu estou reclamando de você estar com minha irmã? — Felicity corou abraçando ainda mais o namorado. Oliver bufou.
Viu? — Thea beijou a bochecha dos irmãos e abraçou a irmã. — Eu vou subir para me despedir da Cait. — Eles assentiram.
Papai, tô com fome. — Tommy o olhou surpreso. Passava das 14h, mas não tinham terminado de almoçar, não fazia nem 3 horas direito.
Mas já? — Felicity riu.
Sim. Apple e Amy também.
Eu vou ver o que fazer. — Ele correu de volta para a sala de TV.
Eu faço isso. — Antes de responderem, Thea desceu com a cunhada.
Já estou indo. Beijos para quem fica. — Foi até os sobrinhos, beijou cada um e saiu depois de Cait lhe abrir a porta.
Posso? — Apontou para a geladeira.
Fica á vontade. — Cait entrou na cozinha.
O que vai fazer?
As crianças estão com fome. — Cait então se aproximou da amiga.
Eu ajudo. — Oliver e Tommy se sentaram observando suas mulheres.
Você descobriu alguma coisa sobre aquele cara misterioso? — Sussurrou. Tommy continuava preocupado com a irmã.
Ainda não. Pedi para que Diggle ficasse de olho. Também estou preocupado.
Será que pode ser "ele"? — Eles sussurravam enquanto observavam as mulheres que conversavam ao mesmo tempo que preparavam o tal lanche.
Tem uma grande chance de ser...
Será que ele tem feito isso á muito tempo? — Oliver deu de ombros enquanto balançava a cabeça para os lados.
Precisamos saber primeiro se realmente é "ele". — Tommy assentiu. — Não vou deixar que nada aconteça a ela.
Ela sabe sobre esse cara? — Oliver negou. — Não acha que devemos deixa-la sob-aviso? — E novamente Oliver negou.
Não. Ela vai ficar assustada e não é isso que eu quero. — Suspirou. — Ela não faz ideia que o cara pode saber onde ela está, por isso está tão tranquila. — Tommy assentiu. — Por enquanto fica entre nós e Diggle. — Tommy bufou.
Se ele a encontrou outras vezes...
O que vocês tanto cochicham aí? — Felicity interrompeu a conversa dos homens. Ela estava com as sobrancelhas arqueadas, o que quer dizer que estava desconfiada.
Estávamos falando do aniversário do Lyon. — Trocou um olhar com Tommy.
Laurel ainda não sabe onde Fazer. — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Mas ela me disse que iria fazer na mansão dos seus pais... — Tommy olhou para a namorada e Oliver quis dar um soco no amigo.
Não estou sabendo disso. — Dessa vez foi Cait quem arqueou as sobrancelhas e ele soube que se não saísse daquele cômodo não conseguiria mentir para nenhuma das duas. — Bom, eu vou ver o que as crianças estão aprontando.
Eu vou com ele. — Ambos se dirigiram para a sala quase correndo.
O que foi isso?
Eu sei o que foi. — Felicity não estava gostando daquilo. — Os dois estão me escondendo alguma coisa.
Tem certeza? — Felicity assentiu.
Não é a primeira vez que os vejo cochichando ou mentindo para mim.
Não deve ser nada demais, Lis. Talvez esteja equivocada.
Não. — Olhou para a amiga. — Oliver não me deixou negar á dormir no apartamento dele desde quarta.
Mas você já fez isso antes.
Dessa vez foi diferente. Eu sei que ele me esconde algo e o Tommy sabe.
Então o pressione.
Já tentei, não adiantou.
Então, deixa comigo. — Ela sorriu cúmplice. — Sei o que fazer para que Tommy abra o jogo.
Obrigada. — Disse sorrindo.
Mas não fique chateada. Com certeza, se estiver certa... Estão fazendo isso para te proteger.
Você está certa. — Suspirou. E então voltaram a fazer os sanduíches.
**--** **--**
Você é uma anta! — Oliver disse assim que chegaram á sala.
Foi mal. — Suspirou. — Você acha que ela ficou desconfiada?
Eu tenho certeza. — Bufou.
A Cait vai me pressionar.
É melhor você não abrir essa boca.
Vou tentar. — Oliver lhe deu um tapa na parte de trás da cabeça.
AI! — Olhou para o amigo enquanto massageava o local. — Tá. Vou fazer o meu melhor.
É bom que seja muito mais que "melhor". — Olhou para as crianças que riam de alguma coisa que passava na TV. — Ela ainda não pode saber.
Eu sei. Vou dar meu jeito.
Ela não pode saber até eu descobrir quem é aquele infeliz. — Tommy assentiu. Logo as mulheres chamaram eles para comer e as crianças correram para a cozinha, mas Felicity os parou antes mesmo de entrarem no cômodo.
Antes... — Os três a olharam. — O que vocês tem que fazer?
Lavar as mãos. — Responderam juntos.
Então...? — Cait, não precisou terminar, os três correram para o banheiro fazer o que as mamães pediram.
Quando é o aniversário do Lyon? — Felicity perguntou assim que as crianças correram. Oliver e Tommy se sentaram.
Em um mês e meio. Dia 6 de Agosto. — Respondeu olhando para a irmã que assentiu. — Por falar nisso... A Laurel estava precisando de ajuda. Os pais dela estarão viajando, então...
Claro, eu adoraria. Em quê? — O irmão deu de ombros.
Não sei. Mas por que não se encontram para falar sobre isso?
Para mim é mais complicado por causa da Kitty. — Os amigos e namorado olharam para ela.
Não se preocupe. Enquanto vocês se encontram, os caras vão vir para cá. E ficamos de olho na pequena. — Oliver o olhou curioso.
Quando decidiu isso?
Agora! — As garotas riram. — Tudo bem para você? — Felicity e Caitlin se sentam á mesa.
Tudo bem. — Cait sorriu. — Apesar de Barry ser pai de primeira viagem, você e Oliver não são.
Apesar de Barry estar tendo uma boa maneira de aprender... Cuidando do meu filho quando Laurel tem algum compromisso. — Ele sorriu. — E pode acreditar, não está sendo fácil. — Ele riu maldoso.
Você é maldoso. — Felicity comentou. — Lyon não deve ser tão difícil de cuidar...
Quer ficar com ele por um final de semana para saber? — Felicity sorriu. — Sério. Falo com Laurel. Mas se eu ganhar... Vai ter que fazer uma coisa para mim.
Estou com medo. — Fingiu estremecer. Oliver e Cait apenas observavam. — Fala sério, é só uma criança. E você disse que ele não dá trabalho.
E não da mesmo... O problema é que ele é ligado no 220, 24 horas por dias.
Pior é que Tommy está dizendo a verdade, Lis. — Oliver a olhou. Fazia pouco tempo que ele passara a chama-la assim.
E o que eu ganho? — Cait balança a cabeça.
Vocês estão apostando? Sério?
Laurel não vai gostar nada disso. — Oliver disse.
Que nada. Ela nem vai se importar. — Tommy disse rindo. — Se você ganhar irmãzinha... — Disse olhando-a nos olhos. — Faço o que quiser.
As crianças estão demorando demais. — Cait comentou se levantando. — Vou ver onde eles estão.
Você vai ter que ficar com ele um final de semana, começando por sexta de manhã. — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Mas ele tem aula.
Nas férias, é claro.
Por mim tudo bem. — Deu de ombros. — Para mim não vai ser nada... Sabe, eu infelizmente tenho uma mãe ligada no 220. — Oliver se surpreendeu, era a primeira vez, em meses, que ela falava na mãe. Tommy riu.
Mudando de assunto... — Oliver que olhava para a namorada, voltou seu olhar para o amigo. — Está combinado o dia dos caras, certo? — Felicity sorriu.
Quem disse? — Os dois o olharam. — Eu não disse se viria e você nem falou com o Barry ou com o Roy.
Eles vão aceitar. Com certeza. — Oliver arqueou as sobrancelhas. — E você... Tenho minha irmã para te convencer. — Felicity novamente sorriu e o namorado só pôde bufar.
Pode deixar comigo, Tommy. — O irmão lhe sorriu.
Chegamos. — Olharam para a porta da cozinha. — Adivinham o que estavam fazendo? — Oliver olhou para as filhas que encolheram. — Não se preocupe Oliver, não foi nada demais. Estavam observando a Kitty dormir. — Disse com um sorriso no rosto.
Vamos comer? — Tommy chamou as crianças que se sentaram.
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Felicity se deitou do lado do namorado. Ele lia um livro, era o que parecia, mas largou assim que ela entrou. Eles tinham chego do Tommy, jantaram e depois de assistirem, pela milésima vez, "Frozen", Felicity foi colocar as filhas para dormir, algo que ela sempre fazia. Depois que suas filhas descobriram esse filme, nenhum outro importava para elas. Felicity estava tão pensativa que se assustou quando sentiu um peso sobre si.
Está tão pensativa. — Beijou o pescoço descoberto.
Estava pensando... O aniversário das gêmeas está chegando. — Suspirou ao sentir as mãos hábeis subir sua camisola de cetim.
Sim. Mês que vem. — Continuou beijando-a no pescoço, mas dessa vez do outro lado. — Mas o que tem?
Acho que deveríamos pensar no tema e onde. Só falta um mês. — Oliver a olhou.
Okay. Podemos fazer isso. — Ela sentiu o aperto das mãos dele em suas coxas. — Mas podemos falar sobre isso outra hora? — Felicity arfou. Oliver sorriu. — Eu acho que isso é um sim. — Subiu a camisola até a altura dos seios e com a ajuda da namorada, ele conseguiu tira-la. E só então ela percebeu que ele estava sem camisa e só de boxer preta.
Você pensou em tudo não? — Mordeu o lábio.
Você sabe o que isso me faz. — E ela sorriu. Oliver atacou seus lábios segundos depois. Ele morde o lábio dela, puxando-o e voltando a ataca-los ferozmente, ela retribuía no mesmo ritmo. Felicity apertava os braços fortes, sentindo seu coração acelerar. Oliver largar os lábios carnudos para passar pelo pescoço, colo, barriga, descendo sua calcinha enquanto descia cada daquele corpo. Ela geme quando ele morde uma parte de sua barriga, voltando com beijos molhados até tomar novamente, sua boca. Felicity o empurrou para a cama, ficando por cima e Oliver gostou disso. Ele apertou sua cintura com uma das mãos e com a outra ele massageou o clitóris, ouviu o gemido dela em meio ao beijo. A respiração de ambos estava ofegante, ela se mexeu para sentir mais dos dedos dele. Oliver mordeu o lábio dela, soltando um gemido rouco. Felicity soltou os lábios dele, gemendo cada vez mais a cada movimento ritmado do dedo dele em seu clitóris. Mordeu o pescoço dele, fazendo-o gemer.
O.que.está.fazendo? — Perguntou pausadamente quando o sentiu parar com os dedos.
Você está perto, não está? — Ela sentiu mais um dedo e os movimentos voltaram a fazer o trabalho.
Oliver percebeu que ela teve um orgasmo e retirou os dedos, ajudando-a a tirar a boxer que usava. Oliver tentou se virar, mas Felicity não deixou, voltando a beija-lo, pedindo passagem com a língua que ele prontamente atendeu. Adorava o gosto daqueles lábios. Ele segurou a cintura fina e gemeu quando finalmente a adentrou, era a primeira vez que ela ficava por cima. Felicity respirava ofegante, Oliver beijava, mordiscava e mordia o pescoço dela, enquanto as estocadas ficavam cada vez mais rápidas. Enquanto Felicity se enchia de hematomas arroxeados pelo corpo, Oliver não ficava atrás, marcas de unha estavam por toda a região dos braços e barriga. Sons dos gemidos misturados enquanto sentiam o prazer.
**--**
**Felicity**
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Todos os departamentos da Queen Consolidated estavam tendo problemas com os computadores naquele dia, principalmente as ciências aplicadas, que tiveram um problemão devido á análise de dados, que simplesmente havia parado de funcionar. Como não havia ninguém para resolver o problema, eu mesma estava lá tentando concertar aquela bagunça e reparar todos os erros.
Já se passava das 17h quando eu havia terminado de reparar todo o sistema e instalar um novo e mais fácil algoritmo que iria facilitar o trabalho de todo o departamento, quando ouço meu celular apitar. Pego meu celular em cima da mesa onde terminava de desligar o último computador.
Estou aqui fora com Diggle.
Ainda vai demorar?
Oliver
Eu sorri e mordi parte do meu lábio. As gêmeas ficariam com Thea essa noite, por isso hoje não iria para meu apartamento. Passaria um tempo sozinha com meu namorado. Mesmo que agora, infelizmente, tenhamos três segurança na nossa cola. O que para mim era uma droga. Mas fazer o que? Oliver estava muito preocupado desde que os advogados de Isabel tinham conseguido com que ela respondesse tudo que fez em liberdade.
Mais cinco minutos.
Felicity
Assim que terminei de escrever ouço meu nome. Olho para trás e vejo meu antigo chefe. Nathan Baker, chefe da Inteligência Tecnológica.
Podemos conversar? — Sabia que Oliver estava me esperando, mas ele foi um ótimo professor quando eu entrei aqui e ainda o é. Por isso assenti e o segui. Sua sala era no primeiro andar, tinha um longo corredor e mais duas viradas para chegar á saída do prédio. Pensei se deveria avisar meu namorado. Antes que eu pudesse fazê-lo, chegamos á sua sala. — Sente-se. — E o fiz. Ficamos em silêncio por alguns segundos quando ele se pronunciou. — Acho que você tem um grande potencial. — Eu assenti, já tinha ouvido isso antes. Dele. Ele se apoiou á mesa á minha frente. Cruzei as pernas. — Mas pelo visto eu perdi meu tempo com você... — Eu neguei com a cabeça.
Não. Esse é meu emprego dos sonhos... — Ele quem balançou a cabeça dessa vez. Sabia que ele não estava muito feliz com minha escolha de trabalhar como Assistente do Oliver, mas como eu disse, isso é uma escolha minha.
Então, voltar para seu posto aqui no IT, não seria parte do seu sonho? — Eu ainda não podia fazer isso. Oliver precisava de mim.
Sim... Claro... — Tentei não gaguejar, mas não deu certo. — Só que agora... — Ele não me deixou terminar.
Há muitas pessoas que se matariam para ter seu talento e você o está desperdiçando. — Não reprimi um suspiro enquanto ainda o olhava nos olhos. Ele tinha olhos cor caramelo, não chegavam aos pés dos azuis de Oliver. Balancei a cabeça me negando a pensar no meu namorado agora. — Olha, não quero me achar. Mas eu sou um ótimo professor. — Eu assenti.
Eu sei que é.
E mesmo assim não estou vendo uma iniciativa sua para voltar para sua área. — Reprimi a vontade revirar os olhos.
Eu... — Ele estava me pressionando e eu não estava gostando nada disso. Não gosto desse tipo de pressão. — Eu fui sua melhor aluna. Não tem ninguém aqui que seja melhor que eu. — Apontei para os computadores. — Ninguém conseguiu configura-los quando TODOS deram pane. Eu só não... — Ele me interrompeu.
Eu estou falando de esforço extra. — Se levantou e eu o segui com os olhos. Ele fechou a porta da sala com um baque, me assustando. — A não ser que queira que eu compita com o Sr. Queen... — Fechei meus olhos minha respiração estava acelerada. O barulho da porta se fechando ainda repetia em minha mente e alguma coisa me dizia para sair logo daquela sala. — Pela sua atenção.
Lamento que Oliver tenha sido tão rude no outro dia. — Me lembrei da reunião que Oliver e Nathan tiveram á alguns dias. Oliver não tinha gostado da forma que ele tinha olhado para ele e pior, para mim. Oliver não deixou o homem se explicar, apenas lhe deu um ultimato e o mandou sair de sua sala. Pelo que meu namorado disse, Nathan estava por trás dos rumores que passara a rodar pela empresa. Mesmo que ninguém nunca tivera coragem de dizer na frente do Sr. Queen. Esses rumores diziam que ele estava sabendo de todo o desfalque que Isabel fez e que foi conivente. No começo não acreditei, mas... Não sei... Agora... — É disso que se trata?
O seu namorado tem a reputação de ser... — Claro que todos sabiam que ele era meu namorado. Ele me apresentou como tal alguns dias depois que oficializamos com nossos amigos e principalmente, porque minhas fotos com ele estavam estampados nos jornais de Star City. — Um pouco brusco. — Ele se inclinou segurando com ambas as mãos na minha cadeira, do meu lado direito e eu segurei minha respiração. — É disso que você gosta? — A soltei rapidamente e me levantei ficando de frente para meu ex-chefe.
Se você não gosta do meu trabalho, fale com os recursos humanos. — Sabia que tinha sido grossa, mas não tinha outro jeito. Ele estava passando de todos os limites e eu estava começando a ficar com medo.
Por que está tão séria? — Deu um pequeno riso. — O que acha que vou fazer? Força-la á transar comigo? — Minha respiração ficou descompassada e meu medo ficou maior quando ele se aproximou ainda mais.
Nathan! — O repreendi e dei a volta, passando por ele para chegar á porta. Tentei abri-la, mas ele foi mais rápido e a fechou num instante e eu me assustei, novamente. Me virei temerosa. Ele estava perto demais de mim.
Eu só acho... — Colocou ambas as mãos dos dois lados do meu corpo. como uma barreira, para não me deixar fugir. Meu corpo inteiro já tremia, segurei um choro intenso que vinha em minha garganta. — Eu só acho que... Se vai transar com alguém só por interesse... — Desviei meu olhar para o chão. — Deveria fazer com alguém que te faça mais inteligente. — Voltei meu olhar para ele. Engoli em seco. — Não só mais rica. Não acha? — Abri minha boca para respondê-lo, mas minha voz não saiu. Ele tocou no meu rosto, acariciando e eu desviei de seu toque dizendo um "Não". — Não, o que? Tenho uma pergunta séria. — Pegou em meu rosto para fazer com que eu o olhasse e eu prendi minha respiração novamente. Estava com medo e não tinha ninguém mais no prédio. Não adiantaria gritar. — Você quer ser uma posse... — Desviei meu olhar novamente para o chão e ele largou meu rosto. — Ou quer ser levada a sério? — Reprimi um soluço. — Hum?
Eu quero sair. — Minha voz saiu embargada. — Por favor, Nathan. — Ele se aproximou nossos corpos ainda mais e novamente segurei minha respiração. Colocou sua boca bem perto do meu ouvido, enquanto sussurrava.
Além disso... Eu posso fazer como nunca ninguém fez. — Virei meu rosto para o lado, enquanto ele aproximava ainda mais sua boca do meu ouvido. — Nem ele... Nem ninguém. — Soltei minha respiração rapidamente.
Não! — Gritei enquanto dava um joelhada em seu "amigo" e o empurrei. A última coisa que eu vi, foi ele no chão gemendo de dor, abri a porta e corri para fora daquela empresa. Desesperada e com um medo que eu não pensei que voltaria depois de tanto tempo. Consegui chegar á porta de saída e a empurrei ainda em desespero. E só então eu percebi que Oliver estava ali fora como havia me dito mais cedo, corri para seus braços.
Lis? — Me viu em desespero e segurou meus dois braços enquanto me olhava. Diggle saiu de dentro do carro. — O que houve? — Ele estava preocupado, mas não conseguia pensar em nada naquele momento, só no meu medo.
Nathan Baker... — Minha voz saiu embargada. — Tentou... — Solucei. Eu gesticulava com minhas mãos em desespero e nojo. — Me tocar. — Solucei novamente. A expressão de Oliver foi de preocupada para ódio em instantes.
Eu vou matar ele. — Segurei meu namorado antes que ele entrasse.
Não, não. Por favor, não me deixe. — E o choro veio. Aquele que eu estava segurando tanto, saiu. coloquei minhas mãos no meu rosto.
Tudo bem. — Escondi meu rosto em seu peito e ele me abraçou. — Vá. — O ouvi dizer e sabia que era com Dig. — Está tudo bem. — Mesmo ele dizendo isso não conseguia parar de chorar. Ele me afastou para me olhar.
Eu... Eu deixei todas as minhas coisas... — Solucei novamente.
Não se preocupe. Diggle vai pegar tudo. — Segurava com força seu casaco. Meu corpo inteiro tremia. — Eu vou te levar para casa. — Assenti ainda chorando desesperadamente, o que com certeza só o fazia se preocupar ainda mais. Ele me guiou até o carro, deu a volta e deu a partida. Percebi outros dois carros, um na frente e outro atrás. Sabia que eram os seguranças.
**Felicity**
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E o passe dele foi cancelado? — Eles já estavam no apartamento. Felicity estava sentada no sofá olhando-o. Tinha tomado um banho e trocado de roupa, estava mais calma e agora Oliver falava com um empregado no celular sobre o Baker. — Ótimo. — Ele a olhou, encolhida no sofá enquanto o olhava. — Não. Obrigado, Philip. Boa noite. — Desligou o celular e colocou na mesa de centro. — Assunto resolvido. Baker está fora. Ele foi demitido. — Felicity assentiu. — Eu falei com o RH e você não precisará vê-lo. Nunca mais.
Só nós sabemos disso, não é? — Sussurrou. Estava envergonhada.
Meu pai precisou saber também. — E novamente ela apenas assentiu.
Ele estava falando do meu talento como IT. — Conseguiu dizer depois de alguns minutos. — E de repente ele começou a falar de você... De mim... — Oliver se aproximou, se sentando na frente da namorada, no sofá.
Não pense mais no que houve. — Acariciou seu rosto. — Se você precisar de um tempo para voltar... — Ela o interrompeu.
Não. Você sabe como eu amo meu trabalho, mesmo que seja como Assistente Pessoal. — Não tinha tirado os olhos dela. — Não pode me trancar na sua cobertura. — Ele deu um suspiro e um meio sorriso.
E se... — Felicity colocou o braço esquerdo no encosto do sofá e olhou para suas mãos que tinha um copo com água. — E se eu te desse uma chave? — Surpresa, ela o olhou nos olhos. — Digo, se você tivesse uma chave... E deixasse algumas de suas coisas aqui. Deixasse todas suas coisas aqui... E deixasse de dormir no seu apartamento. — Felicity estava incrédula, seu namorado estava mesmo pedindo o que ela achava que ele estava pedindo? Depois de alguns minutos em silêncio, ela se pôs a perguntar.
Você está pedindo para eu morar com você? — Ele sorriu assentindo. Ela deu um rápido riso, de incredulidade. — Tem certeza?
Tenho. — Ele não demorou um segundo para respondê-la. — Quero você aqui o tempo todo. — Ela o olhava ainda nos olhos. — O mais rápido possível. — Sussurrou pegando em minha mão direita. — Sei que as gêmeas também iriam adorar... — Pegou o copo de minhas mãos colocando na mesa de centro, do lado do celular. Ela ficou olhando-o, ainda sem saber o que responder e ele ansioso por uma resposta dela.
O que houve com "vamos devagar"? — Ele suspirou.
Isso é uma coisa que podemos conversar no café da manhã. — Ela sorriu.
Posso pensar? — Perguntou depois de uns segundos em silêncio.
Claro. — Sorriu e ela o beijou.
**--** **--**
**Felicity**
O que seu pai gostaria de falar comigo? — Oliver deu de ombros. — Vocês não conversaram?
Sim. Mas não sobre você. — Eu assenti. — Falávamos sobre ele deixar de vir para a empresa de vez. — O olhei incrédula. Eu sabia que o pai de Oliver só aparecia aqui quando tinha alguma reunião ou quando ele precisava de alguma coisa que Oliver não poderia ajudar, por estar ocupado. O que não era tão raro, mas não pensei que ele conseguiria deixar de vez a empresa.
O que? — Ele largou uns documentos que revisava e me olhou.
Sim. Ele diz estar cansado. E eu já estou como CEO, então... — Deu de ombros novamente.
Bom, pelo menos ele terá mais tempo com sua mãe. — Ele assentiu. — Eu vou até a sala dele... Sala temporária.
Nos vemos daqui a pouco então. — Eu sorri e lhe dei um selinho.
**--** **--**
Sr. Queen? — Ele me olhou.
Felicity, sente-se por favor. — E eu o fiz. — Oliver me contou o que houve com você ontem. — Não queria me lembrar daquilo. — Eu sinto muito.
Tudo bem. — Sussurrei.
Bom, quero falar com você sobre o cargo do Baker. — Estremeci só em ouvi aquele nome. Arqueei minhas sobrancelhas. — Não tem ninguém tão experiente para ficar em seu lugar e não podemos contratar ninguém agora, por isso eu gostaria que você ocupasse o lugar dele.
O-O que? — Passei as mãos no meu cabelo. — Mas... Eu não tenho experiência...
Mas sabe todo o trabalho dele. Ele foi seu professor aqui, não?
Sim. Eu aprendi muito com ele. — Murmurei. — Mas eu não poderia...
Felicity, você é a melhor. Toda a equipe falou bem de você. — Fiquei surpresa. — Perguntei o que eles achavam de ter você como chefe e eles aceitaram.
Eu não sei... — Sussurrei. — Isso me traria problemas porque eu estou namorando o Oliver e... — Ele me interrompeu.
Isso não tem nada haver com seu namoro com meu filho. — Suspirei. — Confie em mim. Nunca faria algo assim. Mas sei que você merece...
Mas eu estou ajudando Oliver.
E você continuará nesse posto. — Não entendi. — O que a equipe de IT precisarem, eles poderão recorrer á você. — Não sabia se era certo aceitar. — Você continuará ajudando meu filho, sendo Assistente Pessoal e será a chefe do departamento de IT.
Eu não sei...
Felicity. — O olhei nos olhos. — Não é obrigada a aceitar. Mas eu ficaria muito feliz se o fizesse. E a equipe de IT também.
Bom, era meu sonho de qualquer jeito...
E então? — Perguntou esperançoso.
Eu aceito. — Ele sorriu.
Você escolherá alguém que será sua assistente. O que eles precisarem, ela recorrerá a você para que resolva, certo? — Assenti enquanto o agradecia pela oportunidade.
**--** **--**
Você teve algo haver com isso? — Oliver arqueou as sobrancelhas. Estávamos num restaurante, as gêmeas ficaram novamente com a tia, dessa vez, com Laurel.
Não. Já disse, Lis. Não tive nada haver com isso. — Ainda não me conformava. Apesar de ter gostado muito, não queria que pensassem que eu consegui esse cargo por ser namorada de Oliver Queen. — Meu pai não a escolheria se não fosse capaz.
Eu só fico pensando o que as pessoas acharão disso. — Suspirei.
Deixe que pensem o que quiser. — O olhei nos olhos. — Você foi escolhida para esse cargo porque é a melhor. Meu pai confia em você e eu também.
Eu sei. — Sorri sem jeito. — Mas não quero conseguir as coisas por estar namorando você. — Foi a vez do meu namorado suspirar. — Desculpe.
Tudo bem. — Não queria magoa-lo. — Você pode negar se quiser.
Esse é o problema. Eu não quero negar... É meu sonho. — Ele sorriu.
Então esqueça o que as pessoas podem dizer e faça o que seu coração quer. — Se aproximou nossos rostos. — Sei que vai se sair muito bem.
Eu te amo. — Era impossível não ama-lo.
Também te amo. — Me beijou rapidamente.
Mas ainda não desisti de ir dormir no meu apartamento amanhã. — Ele bufou e eu ri.
**Felicity**
**--**
Sabe? Devíamos estar nesse momento... Indo buscar as gêmeas. — Era o horário de almoço e eles estavam no apartamento do Queen.
Eu sei. — Cheirou o cabelo da namorada que estava deitada por cima dele. — Mas está tão bom aqui. — Ela sorriu.
Eu também gosto, mas já que você inventou de não voltar ao trabalho... Precisamos pelo menos passar o dia com nossas filhas. — Ele não se cansava em ouvi-la dizer "nossas filhas". — Elas estão com Laurel á dois dias.
Tudo bem. — Apoiou o queixo no peito do namorado que a beijou. — Vamos nos arrumar. — Felicity se sentou, pegou uma camiseta de Oliver e se vestiu. Não gostava de andar nua pela casa, mesmo que estivesse só os dois. — Coloque algo quente, está chovendo lá fora. — Olhava pela a janela.
Tudo bem. — Se dirigiu para o banheiro e Oliver a seguiu.
Muito mais rápido com nós dois juntos. — Sussurrou no ouvido da loira que se arrepiou.
Onde ouviu falar isso? — Ele riu. Felicity não deixou que nada acontecesse, apesar do Queen querer. Tomaram um banho rápido, se vestiram e saíram do apartamento prontos para buscar April e Amily.
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Você ligou para sua irmã? — Laurel tinha ligado para ambos assim que saíram do apartamento, avisando que tinha deixado as gêmeas na Thea, pois tinha que deixar Lyon no pai, que já estava esperando-o.
Mandei uma mensagem para ela aprontar as meninas. — Ela assentiu. — Vamos passar o resto do dia onde?
Com essa chuva? — Olhou para o céu. — Melhor ficar no apartamento.
Não posso discordar. — Sussurrou. — Vai dormir lá essa noite?
Oliver, combinamos que eu iria para o meu apartamento. — Isso era o que ele menos queria, mas não podia obriga-la. — Não se preocupe. Vou ficar bem. — Lhe sorriu. — E amanhã, nos veremos de qualquer jeito.
Você é tão teimosa. — Ela revirou os olhos. — Eu sei que revirou os olhos. — Ela sorriu. Ele nem a olhava, sua visão estava na estrada.
Como sabe?
Eu te conheço. — A olhou por alguns segundos antes de voltar seu olhar para a estrada.
Então sabe que não mudarei de ideia. — E ele bufou. Ele tem feito isso bastante, ultimamente. — Passo o resto da tarde com você e nossas filhas e depois vou para o meu apartamento.
Fazer o que? — Deu de ombros.
Oliver? — Ele fez "hum". — Você falou sobre o que houve para Tommy?
Não. Mas acho melhor você dizer. — A olhou rapidamente. — Ele é seu irmão e se por algum acaso descobrir por ele mesmo...
Eu sei. — Não queria esconder nada dele. — Vou contar. Mas quando formos ver Kitty. Espero que ele não surte. — Ele me olhou e eu soube que isso era querer demais. Suspirou.
Conte quando Cait estiver junto. Ela o controla, você sabe. — Ela não pôde descordar. Logo chegaram á casa de seus "sogros". E ela mal sabia que eles conseguiriam convencê-la a jantar lá antes de irem embora.
**--**
***Duas Semanas Depois***
Felicity — https://http2.mlstatic.com/vestido-feminino-curto-festa-D_NQ_NP_909511-MLB20585040952_022016-F.jpg
Gêmeas — http://www.roupaterra.com.br/images/offer/br/120/1/2342171/2342171.jpg
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Felicity terminava de se arrumar. Havia combinado que a reunião das garotas seria ali, em seu apartamento. Oliver ainda não tinha saído com as pequenas para o apartamento de Tommy, as meninas insistiam em ficar com ela e estava sendo difícil convencê-las a ir com o pai.
Tommy me ligou mais de três vezes. — Disse assim que Felicity chegou á sala.
Meninas, entendam, só vai ter adulto aqui...
Agente quer fica com você, mamãe. — Seus olhos lacrimejaram.
Apple, hoje realmente não vai dar. — Se abaixou. — Vamos fazer assim... Vocês vão com o papai agora e mais tarde vocês passam para me buscar. — A ideia era ela ficar para dormir no próprio apartamento, mas mudaria seus planos pelas gêmeas e o faria quantas vezes fosse preciso.
Você vai dormir com agente hoje, mamãe? — A loira assentiu. Oliver ficou ainda mais aliviado. Primeiro, porque não teria que obrigar as filhas a ir com ele e segundo, não precisaria deixar a namorada dormir sozinha.
E então? Pode ser assim? — Ambas assentiram. — Então está combinado. — Disse sorrindo enquanto se levantava.
Nos vemos mais tarde, então. — Oliver se aproximou e passou seus braços em volta da cintura da namorada. — Quer que eu espere as garotas chegarem? — A campainha interrompeu a resposta de Felicity que foi abrir a porta.
Boa noite, Lis. — Thea abraçou a irmã. A loira também cumprimentou Laurel e Caitlin que estavam lado a lado. — Mas o que você ainda está fazendo aqui, Ollie? — Perguntou arqueando as sobrancelhas.
Cait — https://kimikaloja.com.br/uploads/produto_fotos/20161101101747_fotografias256.jpg
Thea — http://static.cloud-boxloja.com/lojas/d0b33/produtos/2c243b79-793f-4189-b429-8dfad86af4c0.jpg
Boa noite Thea, como vai? — Ela riu, indo até o irmão e o beijando no rosto. — Estava tentando convencer suas sobrinhas a irem comigo. — Thea abriu os braços e foi abraçada pelas mini Queen. — Laurel, Caitlin.
Oi Ollie/Oi Oliver! — Caitlin e Laurel disseram juntas. — Como você está? — Laurel continuou.
Estou bem. E você?
Estou ótima. — Sorriu.
Podem colocar suas coisas aqui no sofá mesmo. — Thea e Laurel o fez.
Como foi deixar a Kitty? — Cait que olhava para as gêmeas, que riam de algo que a tia falava, voltou seu olhar para Oliver.
Deu um aperto no peito. — Laurel sorriu.
Eu pensei que ela ia chorar.
Ela anda sensível ultimamente Laurel. — Felicity comentou.
Não podemos culpa-la.
E o Barry? — Perguntou olhando para Laurel.
Ele está com Tommy, Lyon e Roy. — Oliver assentiu. — Tommy ainda não te ligou? — O conhecia bem o bastante para saber que sim, ele já tinha ligado.
Mais de três vezes. — Laurel e Caitlin riram. — É melhor eu ir. — As gêmeas correram para Felicity.
Você vai demorar, mamãe? — Laurel olhou para as sobrinhas e a nova amiga. Ainda não tinha presenciado aquela cena. Já tinha ouvido elas chamarem Felicity de mãe, mas "ver" com seus próprios olhos, era outra coisa.
Não sei. — As pequenas não gostaram da resposta. — Mas fica como combinamos, okay? — Elas assentiram, mesmo emburradas. Felicity deu um beijo na bochecha de cada uma.
Qualquer coisa vocês ligam. — Oliver estava ainda abraçado á cintura da namorada. Todas assentiram.
Não se preocupe. — Felicity pediu sorrindo. Cait e Laurel deixou o casal sozinho e foram se sentar no tapete da sala em frente a mesinha de centro, onde Thea e as gêmeas estavam. — É melhor você ir... — Sussurrou quando ele roçou os lábios nos dela.
Eu sei. — E então tomou seus lábios, ela correspondeu á altura, o beijo não durou tanto tempo. Oliver o parou com um selinho. — Até mais tarde. — Ela assentiu ofegante. — Vamos? — Falou mais alto para que as gêmeas ouvissem.
Até agorinha mamãe. — Felicity abraçou ambas e abriu a porta. Beijou rapidamente o namorado e fechou a porta assim que eles entraram no elevador.
E então? — Se sentou com as amigas e irmã. — Com o que precisa de ajuda?
Bom, eu já escolhi o buffet. Tirando o bolo... — Abriu a mochila tirando dela seu notebook. — Eu preciso de uma decoração bem bonita, mas eu ainda não sei o "Tema" da festa.
Do que ele gosta? Um desenho preferido por exemplo. — Felicity perguntou.
Ele gosta de desenhos da DC. — Felicity abriu a página do Google pelo seu próprio notebook. — Os preferidos dele é o Arqueiro Verde e o Flash.
Podemos montar uma mesa com os dois juntos.
Você sabe quem faria um bolo comestível, com o tema dos dois heróis? — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Não faço a menor ideia...
Então por que não compramos uma maquete? — Todas olham para Caitlin. — Uma maquete do jeito do tema que você escolheu, depois na hora de cantar "parabéns" colocamos o outro bolo. O comestível.
É uma boa. — Thea aprovou. — O que acha Laurel?
Bom, quem seria a pessoa a fazer o outro bolo? — Felicity apontou para a amiga.
Eu? — Perguntou surpresa. — Mas eu nunca fiz bolos de festa.
Mas seus bolos são maravilhosos.
Seus recheios são mais. — Thea arqueou as sobrancelhas.
Então está combinado. — As garotas olharam-na. — Vocês duas ficam encarregadas do bolo. — Felicity arqueou as sobrancelhas.
E você combinou isso com quem? — As garotas riram. — Mas tudo bem. Qual o recheio que você quer Laurel?
Chocolate e leite ninho. Ele não gosta de frutas no meio do bolo. — Felicity anotou no caderno assentindo. — E o bolo também tem que ser preto.
Eu já tenho uma ideia de como fazer. Deixa comigo e com a Lis.
Você já achou alguém para fazer os doces? — Ela assentiu.
Aliás Laurel... — Thea a chamou. — Vai ser um jantar mesmo ou vai encomendar os salgados?
Salgados. Eu fiquei de confirmar com a mulher amanhã. Como eu ainda não tinha toda a lista de convidados... — Deu de ombros.
E serão quantas pessoas? — Felicity perguntou.
Serão umas 100 pessoas. Lyon decidiu chamar os amigos da escola, por isso não será mais só a família...
Então é melhor você pedir 20% á mais dos salgados.
Por que? — Thea arqueou as sobrancelhas.
Só por precaução. — Laurel assentiu. — Vai contratar alguém para a decoração?
Sim. São os mesmos dos outros anos, mas eu preciso de alguém que os auxilie em tudo até eu chegar.
Eu e Cait vamos montar o bolo lá, é mais fácil. Então eu fico de olho em tudo para você. — Laurel agradeceu.
Eu vou avisar Malcom e Rebecca. — Felicity quem agradeceu desa vez. — E vou também estar com Felicity e Cait na casa do... — Felicity a interrompeu.
Seu pai. — Thea arqueou as sobrancelhas. — É isso que ele é. — Deu de ombros. — Fala meu pai. — Laurel e Cait riram.
Meu pai.— Ela revirou os olhos. — Na verdade... nosso né?
Fiquei até surpresa agora. — Felicity comentou.
Agente deveria ter gravado isso. — Cait comentou.
Tem que contar para Tommy e Oliver, Felicity. — A loira assentiu sorrindo.
Vocês não vão me deixar em paz depois dessa, né? — Elas negaram com a cabeça. — Por que você ainda chama a Felicity de "Felicity"?
Está querendo fugir do assunto? — Laurel arqueou as sobrancelhas. — Por que esse é o nome dela, ora. — Decidiu responder.
Mas todas nós a chamamos pelo apelido... Por que não faz o mesmo?
Eu não me importo. — Felicity diz sorrindo, Laurel a correspondeu.
Voltando um pouco no assunto... — As garotas olharam-na. — Tenho uma dúvida... Quem vai cuidar das crianças enquanto isso? — Caitlin perguntou. Laurel, Thea e Felicity se olharam.
Os homens! — Disseram ao mesmo tempo.
**--** **--**
Finalmente! — Tommy comentou quando abriu a porta. — Pensei que teria que te buscar a força.
As gêmeas me deram um pouco de trabalho... — Entrou junto das filhas que abraçaram o tio.
O que houve? — Oliver deixou as filhas responderem.
Agente queria ficar com a mamãe. — Tommy assentiu, compreendendo a demora do amigo.
Olha, são só por algumas horas. Daqui a pouco estarão com ela... — Elas assentiram. — Lyon está na sala de TV. Por que não vão lá? — Ambas correram para onde o tio indicou.
Ganhei! — Ouviram Lyon gritar. — Você nunca vai ganhar de mim, tio Barry. — Ouviram umas risadas logo depois.
Estão jogando?
Sim. Barry apostou que se ele ganhasse Lyon podia escolher o que fazer depois da escola na segunda. — Respondeu. Oliver arqueou as sobrancelhas. — Laurel vai ter uma reunião com um cliente ás 13h, por isso eles ficarão juntos até ela terminar tudo.
Entendi. — Ouviram outra risada. — Eles parecem se dar muito bem.
Você nem imagina o quanto. — Respondeu. Ele gostava de saber que o filho se dava bem tanto com sua namorada quanto com o namorado da mãe. — Nunca tinha presenciado elas ficarem emburradas por não ficar com Felicity.
Isso vem acontecendo bem antes de eu e ela termos alguma coisa. — Seu amigo se surpreendeu. — Pensei que Thea tinha te contado...
Não. — Oliver não pode tentar contar, pois foi interrompido.
AÍ. O que vamos comer? — Roy gritou enquanto se aproximava com Barry.
Eu já pedi pizza. — Tommy respondeu. — Você me conta depois. — Oliver assentiu.
Eu já coloquei Kitty no berço e ela está dormindo... Então me faz um grande favor? — Olhou para Roy. — Não grite.
Ah é. Tinha me esquecido da pequena. Foi mal. — Barry disse um "Tudo bem". — Eu queria mesmo falar com vocês sem as garotas por perto.
O que houve? — Roy estava sério e era muito raro vê-lo assim, por isso Tommy e Oliver se preocuparam.
Bom, eu estava com Thea semana passada e vi algo bem estranho... — Se interrompeu propositalmente, mas seus amigos esperaram. — Um cara estava observando-a de longe.
O que? — Oliver e Tommy se olharam. — Você o viu? Seu rosto? — Roy negou á pergunta de Oliver.
Estava com uma blusa escura de capuz. E o mais estranho foi ver o mesmo cara observando Felicity. — Barry arqueou as sobrancelhas preocupado.
Onde viu isso?/Quando viu isso? — Barry e Oliver perguntaram juntos.
No dia que vim deixar Thea aqui á algumas semanas.
Mas que raios... — Tommy soltou irritadiço.
O que sabem disso? — Roy percebeu que os cunhados escondiam algo. Barry também os olhou.
Vamos para a cozinha. — Se direcionaram para o cômodo. Se sentam em volta da mesa e Oliver começa a contar tudo, até mesmo a história que Felicity tinha lhe contado. Tommy preenchia algumas lacunas, ajudando Oliver. — E agora, não sabemos quem é esse cara.
Então ela contou para vocês... — Os outros três olharam para Barry. — Quem vocês acham que a ajudou a fugir de Central City?
Ela disse sobre Helena, mas... — Barry assentiu.
Ela a ajudou também, mas no caso de mudar o "visual". Eu consegui manda-las para cá no jatinho da minha família.
Mudar o visual? — Tommy arqueou as sobrancelhas. — Quer dizer que minha irmã não era assim, antes?
Com certeza não. — Ele riu. — Ela era meio...
Gótica. — Oliver completou. — Ela me contou.
Gótica? — Roy e Tommy perguntaram ao mesmo tempo. — Gótica, tipo... Cabelos negros, roupas pretas... Piercing...? — Tommy completou.
Isso e muito mais. — Barry disse rindo.
Eu não imagino minha irmã gótica.
Nem eu a imagino assim. — Roy disse arqueando as sobrancelhas. — Para mim ela era... Loira.
Vou falar para ela lhes mostrar uma foto dela um dia. — Se lembrou do dia em que a amiga entrou no banheiro Gótica e saiu de lá totalmente diferente. — Ela disse que era uma forma de ele não encontra-la.
Deve ter sido difícil para ela. — Roy comentou.
Bom, vocês não presenciaram o mesmo que "eu". — Barry sussurrou. — Estávamos no Belly Burger quando de repente, ela começa a tremer inteira... Eu me lembro como se fosse ontem.
Eu não consigo comer o meu tudo. — Limpou as mãos no guardanapo. — Barry? — Ela fez aquela cara de quando quer algo. — Come o meu, por favor?
Ele come com todo o prazer. — Cait disse rindo. — O estômago dele não tem fundo, Lis.
Cait, estou magoado. — Elas riram. — Mas, não me importo. Eu como assim mesmo! — Peguei o restante do sanduíche dela.
Eu vou terminar meu Milk Shake.
Você falou com Helena? — Cait perguntou para Felicity.
Sim. Ela disse que está no hotel, mas que iria nos encontrar aqui. — Olhou no celular. — Mas até agora nada.
Ela vai vir para comer? — Eu arqueei as sobrancelhas. — Já terminamos, praticamente. — Felicity deu de ombros.
Vou mandar uma mensagem para ela. — Pegou no celular e mandou a mensagem, recebendo a resposta segundos depois. — Ela disse que está na porta, estacionando o carro.
Foi rápido. — Cait comentou. — Será que ela brigou com os pais novamente?
Sempre que ela vem para Central, ela trás novos problemas. — Eu reclamei.
Larga de ser reclamão. — Cait riu. — Ela é nossa amiga, né, Lis? — Ela não estava prestando atenção na nossa conversa, mas só percebi depois que Cait a chamou umas três vezes. Percebi que ela tremia e dizia coisas sem nexo. Estava com os olhos arregalados olhando para um ponto fixo e eu acompanhei seu olhar. — Lis? Lis? — Cait a chamou mais duas vezes e então ela se levantou apavorada.
Por favor, me tirem daqui! — Ela disse com a voz estremecida.
Lis o que houve? — Me levantei para ampara-la. — Lis? — Ela me olhou e pediu novamente que eu a tirasse de lá. Joguei uma grana em cima da mesa e chamei uma moça que nos atendeu mais cedo. Peguei em sua mão e a puxei para sairmos. — Vamos Cait. — Ela nos seguiu. Logo vimos Helena dentro do carro, não deixamos que ela saísse e entramos no mesmo.
EI! — Seus olhos pararam em Felicity e ela se assustou. — Lis o que houve?
Me tirem daqui agora! — Gritou.
Helena apenas dirige. — Eu disse. — Ela nos explica depois. — Helena ligou o carro e saiu em disparada para a minha casa. Ela estava chorando, abraçada á Cait, lágrimas e mais lágrimas caíam pelo rosto dela e soluços saiam de sua boca. — Lis nos diz o que houve?
Ele está aqui. — Ela sussurrou, mas todos nós ouvimos. — Ele me encontrou. — E todos nós nos assustamos. — Como ele me achou? — Ela se perguntava.
Vou passar num lugar antes. — Helena disse.
Onde? — Cait perguntou. — Lena, ela precisa sair daqui.
Por isso mesmo. Mas para isso... Ela terá que mudar. — Felicity a olhou ainda chorosa e temerosa. Seus olhos me diziam isso.
Mudar? — Helena assentiu. — Você tem caneta e papel? — Lena assentiu novamente e me olhou.
Bar, dentro do porta luvas tem um bloco de notas e umas duas canetas. — Eu peguei, entreguei á minha amiga e ela escreveu rapidamente, entregando para Lena que parava numa loja de cosméticos. — Não demoro!
Ela voltou alguns minutos depois. Fomos para minha casa, não podíamos demorar. Ele sabia que ela estava na cidade e tínhamos pouco tempo para ela mudar de visual e sumir de Central City. Lis, Cait e Lena estavam á mais de duas horas no banheiro, eu já estava ficando louco de tanta demora.
Até que enfim! — Disse extasiado assim que vi minha namorada e amiga saírem, mas nada de Felicity — Cadê... — Fui interrompido pela porta do banheiro sendo aberta novamente e dela saindo a "nova" Felicity. — Meu... Deus. — Sussurrei.
E então, como estou? — Ela se olhou e depois me olhou.
Está... Completamente diferente. — Ela deu um meio sorriso.
Era isso que eu queria.
Agora temos que sair daqui de Central. — Suspirei.
Você não tinha ganhado uma proposta no hospital de Star? — Cait me olhou. — Acho que essa é a hora de você aceitar, Cait. — Ela tinha aceitado ainda por minha causa.
Mas... — Ela olhou para nossa amiga, agora, loira. — E nós dois? — Se aproximou de mim. — Você não vai se importar? — Claro que iria, mas Felicity precisaria mais dela do que eu.
A Lis vai precisar de você. — Ela assentiu. — Vou mandar prepararem o jatinho. — As três assentiram dessa vez. Dei um beijo na minha namorada e antes de sair do quarto, Lena se pronunciou.
Acho que devemos sair de madrugada, é menos perigoso. — Concordei com Lena e saí para pedir que preparassem o jatinho da minha família.
Ela não tinha me contado isso. — Oliver sussurrou.
Bom, talvez por que aquele dia tenha sido tão difícil quanto o dia em que ele a levou por meses. — Oliver assentiu.
Esse desgraçado está mexendo com a irmã do cara errado. — Tommy rosnou.
Temos que descobrir se esse cara que está seguindo-a, é mesmo esse tal de Cooper. — Os outros três concordaram com Roy.
Pedi para que Diggle descobrisse alguma coisa sobre o cara, mas... — Deu de ombros. — O cara é uma sombra, aparece e some em segundos.
Pode ser que nem seja ele. — Barry comentou. — Você não disse que a tal Isabel vai responder em liberdade? Afinal, como ela conseguiu isso? — Tommy ficou surpreso, Oliver não tinha te contado aquela história.
Frank Bertinelli com certeza. Só não tenho provas.
Mas que filhos de uma... — Tommy reprimiu um xinamento.
Também fiquei revoltado. E é por isso que a partir de agora andaremos com escolta. — Roy arqueou as sobrancelhas.
Thea não vai gostar.
Ela ficou sabendo hoje. Amanhã mesmo ela conhecerá os seguranças dela.
Ah, então é por isso que ela estava com um humor do cão hoje. — Roy comentou. — Perguntei o que tinha acontecido quando estávamos vindo para cá e ela disse que me contaria depois.
Você já contou para Felicity? — Tommy perguntou.
Não. — Suspirou. — Já era para eu ter contado, mas... — Suspirou novamente.
Ela vai reclamar! — Barry afirmou.
Ela pode reclamar á vontade. Não vou retirar os seguranças, de jeito nenhum. — Estava sério. Olhou para Roy. — Quero que fique de olho na minha irmã.
Deixa comigo.
Eu tenho que descobrir quem é esse cara do capuz e o que ele quer.
Se ele sabe onde eu moro... — Tommy se interrompeu. — Pode já saber onde a minha irmã está morando também.
Eu sei disso. E é isso que me preocupa.
Eu acho que deveria contar á ela. — Roy comentou.
Não quero assusta-la. Ela já passou por muito. — Roy assentiu compreendendo. — Vou contar poucas coisas, não estarei mentindo, mas omitindo. — Eles assentiram. — Sobre o cara do capuz, deixe só entre nós.
Quer dizer que não posso contar á Thea? — Roy arqueou as sobrancelhas.
Isso mesmo.
Não gosto de esconder... — Foi interrompido pelo interfone. Tommy se levantou para atender e o fez rapidamente.
É a pizza. — Roy disse um "finalmente" fazendo com que os cunhados e Barry, rissem. — Agora sério, sei que não quer esconder de Thea...
Eu sei. Não vou contar nada. — O interrompeu e os cunhados assentiram. — O que vai fazer sobre a loirinha? — Perguntou para Oliver. — E pensar que ela nem é realmente loira. — Seus amigos riram novamente.
Mas a mãe dela é. — Oliver comentou. — Sobre sua pergunta... Vou contar para ela sobre os seguranças. Amanhã terá seis deles na nossa cola, bem cedo, para nos acompanhar onde for.
Caramba! — Barry e Roy disseram juntos.
Ele é Oliver Queen. CEO da empresa Queen e filho primogênito de Robert Queen. Ele já deveria estar andando escoltado á anos. — Oliver revirou os olhos. — Mas pelo menos essa ameaça colocou juízo na sua cabeça, né?
Você gosta de andar escoltado? — Bufou. — Não, né? Então por que eu gostaria?
Isabel sabe de você e Felicity?
Quem não sabe deles? — Olharam para Roy. — A cidade inteira já sabe de vocês.
Já faz semanas que saiu minha foto com a Felicity.
Estou falando de outra. — Oliver arqueou as sobrancelhas, confuso. — Não viu os jornais e as revistas?
Não. — Ele bufou.
Tommy? — Ele também negou. — Fala sério. Vou mandar o artigo no e-mail de vocês sem noção.
Olha como fala. — Tommy bufou.
Vocês são os caras mais ricos da cidade e não sabem o que falam de vocês nas revistas?
Não gostamos de ver esse tipo de artigo. Quando saiu?
Hoje de manhã. — Oliver arqueou as sobrancelhas novamente. — Têm fotos de vocês sozinhos, de vocês saindo do seu apartamento, de vocês com as gêmeas...
Como raios eles conseguiram isso? Eu nem os percebi...
Eles são espertos.
Felicity vai surtar legal! — Barry comentou. — Da primeira vez ela não gostou.
Diz também sobre como sua família apoia o romance de vocês. — Oliver revirou os olhos, odiava ter sua vida exposta.
Não posso fazer nada agora que já foi publicado. — Suspirou. — Eu ainda estou com um problema...
Qual? — Seus amigos perguntaram juntos.
Felicity insiste em dormir no próprio apartamento.
Papai! — Ouviram a campainha e a voz de Lyon saiu alguns segundos depois do barulho da porta. Se levantaram e se dirigiram para a sala.
Já disse para não abrir a porta sem um adulto, Lyon. — Tommy o repreendeu.
Mas você deixou subir...
Mesmo assim. É perigoso. — O menino assentiu. Indo para perto de Barry que estava alguns passos atrás de Tommy.
Lyon. — Oliver o chamou. — Enquanto seu pai resolve tudo aí, vem nos ajudar a escolher um filme. — Tommy conversava com o cara da Pizza.
Vamos... — Barry o levou até a sala de TV. — Não foi com você... Ele está nervoso, só isso. — Ele assentiu.
Papai tem que ser de desenho. — April disse.
Eu não quero esse. — Lyon reclamou enquanto apontava para o DVD nas mãos da prima, Amily.
Mas agente quer! — Roy achou melhor interromper, antes que brigassem.
Não vamos brigar! — Pegou um DVD que estava dentro de sua mochila. — Por que não assistimos esse? Thea quem deu a ideia.
Eu gosto! — Os três disseram juntos enquanto se sentavam no tapete da sala.
Ótimo! — Oliver ligou o aparelho, pegou o DVD com Roy e colocou o filme. Tommy voltou com as pizzas e Barry que tinha ido até a cozinha, logo chegou com o refrigerante, colocando em cima da mesa de centro.
E o filme?
Vai ser o "O Rei Leão". — Oliver respondeu enquanto colocava refrigerante nos copos em cima da mesa.
É. Quando se é pai você deixa de assistir o que gosta. — Seus amigos riram.
Pelo menos esse filme da para assistir sem surtar. — Tommy concordou.
Vai se acostumando. — Disse para Barry. — Só piora. — Ele riu. Tommy e Barry que estavam em pé, se sentam e o filme começa.
**--** **--**
Você está me dizendo que a partir de amanhã vamos ser seguidos 24 horas por dia? — Perguntou surpresa. — Por favor, diga que eu ouvi errado?
Felicity... — Ela o interrompeu.
Não. Eu não aceito isso. Nem quando tinha um psicopata atrás de mim, eu tinha pessoas me seguindo e me protegendo.
Agora é diferente. — Já se passava das 23h. Oliver buscou Felicity ás 22h e agora estavam no apartamento do Queen, conversando. — Isabel está solta.
E daí? Ela não pode fazer nada Oliver.
Você acredita mesmo nisso? — Arqueou as sobrancelhas. — Felicity ela já tentou nos matar uma vez, lembra-se?
Eu não tenho medo dela!
Pois deveria ter. — Felicity bufou enquanto revirava os olhos. Oliver já esperava por isso. — Você pode bufar, revirar os olhos, reclamar o tanto que quiser. Mas eu não vou dispensar os seguranças.
Oliver... — Ele a interrompeu.
Não adianta. Não vou mudar de ideia. Eles começam amanhã cedo.
Ninguém merece! — Reclamou. — Vou dormir que ganho mais. — Deitou e cruzou os braços na altura do seio.
Felicity. — Ela o olhou. Ele continuava sentado. — Sei que não gosta disso, mas isso é para a nossa proteção. Pense nas gêmeas. — Falar nas filhas foi um gatilho, pois Felicity mudou a expressão na hora.
Tudo bem. — Sussurrou. — Vai ser uma droga, mas... — Deus de ombros.
Obrigado por entender. — Ela assentiu. — É melhor dormirmos, levantamos cedo amanhã. — Oliver se deitou.
Por falar em levantar cedo... — Ele a abraçou quando ela deitou a cabeça em seu peito. — Eles não ficarão na porta do meu apartamento, né? — Oliver não respondeu e Felicity o olhou incrédula. — Oliver! — Exclamou.
Não adianta reclamar. Isso vai acontecer... Você querendo ou não. — Ela bufou e voltou á posição de antes.
**--**
***Duas Semanas Depois***
**Oliver**
Dig, você descobriu alguma coisa sobre o cara do capuz? — Estávamos sentados de frente para o outro na minha sala.
Ainda não. Mas a segurança me informou que ele esteve seguindo-a. — Suspirei. — Mas fica tranquilo, eles estão de olho.
Você já fez o que eu pedi? — Há algumas horas atrás pedi para Diggle colocar um rastreador no celular da minha namorada.
Está feito. — Me entregou o celular. — Ela sabe sobre isso?
Vou dizer quando voltarmos para casa.
Ela vai surtar. — Dig disse com um sorriso.
Ela terá que entender. Fez o mesmo com o celular de Thea e Cait?
Sim. E já entreguei para as donas. E fiz o mesmo com o de Laurel também. — Assenti agradecendo.
Ótimo. O carro da Felicity já está pronto, peça para um dos seguranças ir busca-lo e leva-lo para a "Scalla". — Tinha mandado ele para a revisão mais cedo.
Vou fazer isso agora mesmo. — Se levantou e logo Felicity entrou.
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Oliver, o representante da Oliver Enterprises está na sala de reunião. — Assenti enquanto me levantava.
Vou fazer o que me pediu. — Dig saiu se despedindo.
O que será que ele quer? — Ontem de manhã o tal representante ligou marcando uma reunião urgente e eu não pude negar.
Não sei, mas vamos descobrir agora. — Saímos da minha sala, pegamos o elevador e subimos um andar. Entramos na sala e o encontramos sentado, nos esperando. Nos cumprimentamos e ele voltou a se sentar depois de eu o fazer.
Gostaria de saber o que aconteceu para que pedisse essa reunião urgente.
Sr. Queen, seu pai me escolheu para representa-lo na empresa.
Sim. Eu sei. — Disse com tédio. Felicity me cutucou, com certeza percebeu.
Bom, acontece que há duas semanas alguém invadiu o prédio. — Arqueei as sobrancelhas. — Ainda não descobrimos quem e muito menos como essa pessoa conseguiu tal fato. Olhamos tudo e a pessoa não roubou nada. — Arqueei as sobrancelhas.
Como assim? Entraram e não roubaram... Nada?
Isso é estranho. — Felicity comentou do meu lado.
Olharam nas câmeras?
Sim. Estavam todas desligadas no momento da invasão.
A pessoa que fez isso deve ter alguma noção de tecnologia ou tem alguém que tenha. — Nós a olhamos. — Alguém apagou o conteúdo das câmeras ou pelo menos tentou...
Como poderia saber?
Ela é a melhor do setor de IT. — Eu o respondi. — E é a nova chefe do setor. — Ele a olhou surpreso.
Se eu puder ter acesso aos videos das câmeras, poderia tentar desfazer o que fizeram e conseguir de alguma forma descobrir quem fez isso tudo.
Faça. — Ela assentiu. — Passe as senhas do sistema para o e-mail dela. — Ela escreveu rapidamente num papel e o passou.
Mandarei hoje mesmo. — Assentimos.
Seja lá o que deve ter acontecido, nós descobriremos. — Ele assentiu enquanto se levantava. Se despediu e saiu.
Você sabe que eu poderia fazer isso sem as senhas.
Sim. Mas ele ficaria desconfiado. — Saímos da sala.
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Oliver, ainda não encontrei meu celular. Nunca o perdi antes. — Reclamou no carro e eu achei que era a melhor hora para entrega-lo.
Eu tinha pego. — Estendi o aparelho.
O que? — Me olhou incrédula. — Por que?
Porque que precisava que Dig colocasse um rastreador nele.
Você não está vendo filme demais, não? — Bufou.
Não. Isso é para a sua proteção.
Oliver, eu não acho que Isabel vá fazer algo.
Não vou discutir sobre isso novamente. — A olhei. — Mandei Dig fazer o mesmo com os celulares de Thea, Caitlin e Laurel.
Isso está ficando cada dia mais surreal. — Reclamou. — E o meu carro?
Está no estacionamento da "Scalla". — Ela assentiu. — Você vai dormir no seu apartamento hoje?
Sim. Buscamos as gêmeas e depois você me deixa lá. — Assenti, mesmo que não estivesse gostando.
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Mamãe, você vai dormir com agente hoje? — Estávamos indo para o apartamento da Felicity. Não tinha conseguido convencê-la a não ir. Nem eu, nem Caitlin, que eu havia ligado e pedido para Tommy convencê-la a falar com Felicity e parece que nem as gêmeas conseguiriam isso.
Não. Hoje dormirei no meu apartamento. — Elas amuaram. — Amanhã nos veremos. Passamos a tarde juntas. Combinado? — Elas assentiram.
Sairemos mais cedo do trabalho. — Completei. — Você já recebeu as senhas do representante da O.E?
Não. Ele não me mandou nada até agora. — Arqueei as sobrancelhas.
Isso é estranho. — Ela concordou. — Faça assim mesmo.
Fico imaginando o por que de ele não ter me passado essas senhas...
Eu também. — Suspirei. — E não gosto da resposta. — Espero realmente que não seja o que estou pensando.
Papai, agente tem que comprar o presente do Lyon. — April chamou minha atenção e de Felicity.
Veremos isso amanhã, querida. — Olhei para minha namorada. — Laurel disse que você e Cait farão o bolo.
Sim. Mandei entregarem três bolinhos com três tipos de recheio de chocolate para Lyon escolher, mas Laurel ainda não me deu a resposta.
Ela deve fazer isso isso logo, afinal o aniversário do menino é no final de semana. — Ela assentiu.
Nós chegamos. — Ouvimos Dig. Ele desceu e abriu a porta para minha namorada. Também desci, minhas filhas ficaram no carro.
Nos veremos amanhã como sempre. — Elas a abraçaram e Felicity desceu do carro. Antes de nos distanciarmos, ouvimos uma das gêmeas falarem.
Mamãe, você canta pra gente dormir? — Amy quem pediu.
Claro. Depois de tomarem banho, vocês me ligam, okay? — Ela me olhou e eu assenti.
Tem certeza que vai ficar bem? — Fui com ela até o elevador.
Sim. — Sorriu. — Você contratou três seguranças para fazerem minha proteção.
Eu sei. Mas mesmo assim... — Ela me abraçou.
Não se preocupe. Nos veremos amanhã.
Okay. — Sussurrei. Nos beijamos e ela entrou quando o elevador abriu. — Assegurem-se de que nada aconteça a ela. — Falei assim que me virei e vi os três seguranças dela.
Sim, senhor! — Disseram juntos.
Mike, você está no comando. — O garoto de cabelos negros e olhos num tom caramelo me olhou sério enquanto assentia e eu entrei no carro. Dig ligou o carro e saiu em direção á "Scalla".
**Oliver**
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Felicity ainda não estava feliz com os seguranças, mas Oliver não se importava, contanto que ela ficasse segura. Mesmo que soubesse que ela reclamaria muito ainda, tinha gostado da ideia de seu pai. Agora todos eles teriam seguranças os protegendo 24h por dia. E por isso ele concordara com aquilo, principalmente porque assim ele teria controle do que acontecia com a namorada. Aquele cara ficaria mais esperto agora. Depois de deixar as gêmeas na escola, eles se dirigiram para a Queen's Consolidated.
Eu ainda me pergunto para quê esses homens de preto com cara de mal. — Diggle riu enquanto Oliver balançava a cabeça para os lados. Não era a primeira vez que ela reclamava.
Já expliquei. — Suspirou. — Para a nossa segurança. Isabel está sob condicional, mas não deixa de ser perigosa.
E por isso temos que ser escoltados a cada minuto? — Cruzou os braços incomodada, bom, ela não era a única, Thea também não estava nada feliz.
Felicity, eles estão aqui para nos proteger de qualquer eventualidade. — Assentiu fazendo bico que fez com que Oliver desse um sorriso.
Tudo bem, mas... Seis? — Eles estavam no carro com Diggle dirigindo. Um carro ia na frente com três seguranças e outro carro vinha atrás com mais três seguranças. — E eu não estou contando com Dig.
Pois deveria. — Diggle disse. — Eu também sou um segurança, apesar de agir como motorista. — Ela riu.
Eu vou poder ir ao banheiro sem ter alguém me vigiando lá dentro, né? — Eles riram. — Seria constrangedor se isso acontecesse.
Oliver demitiria cada um deles. — Ela teve que concordar. — Por isso não se preocupe. Isso não acontecerá.
Gostaria de respirar. — Dramatizou. Oliver arqueou as sobrancelhas.
Não vamos falar mais sobre isso. Eles continuarão fazendo o trabalho deles, você querendo ou não. — Ela bufou.
Isso quer dizer que agora, onde formos eles estarão na nossa cola? 24 horas por dia? — Já era a terceira vez que ela o perguntava isso e ele sempre lhe dava o mesmo olhar, como resposta. — Que ótimo! — Ironizou.
Chegamos, Sr. Queen. — Felicity arqueou as sobrancelhas.
É tão estranho ouvir você chama-lo assim. — Dig sorriu. O casal saiu do carro quando o motorista abriu a porta. — Obrigada. — Sorriu.
Por que o tempo em Star está tão estranho? — Dig perguntou olhando para o céu. — Está mais frio que o normal...
Eu gosto na verdade. Você não? — Dig deu de ombros. Entraram no elevador alguns minutos depois. — Estava pensando em ir ver Tommy antes de ir para o meu apartamento.
Você não vai dormir no... — Oliver balançou a cabeça e Dig desistiu de terminar a pergunta, por isso mudou de assunto. — E então, como vai a pequena Kitty?
Linda e a cada dia maior. — Diggle tinha visto a menina poucas vezes. — Você vai vê-la hoje. — Lhe sorriu. — Ela já está com cinco meses.
Isso quer dizer que vocês estão namorando á quase um ano, certo?
Vai fazer 8 meses que estamos juntos. — Até ela mesma se surpreendeu. Os meses passaram voando.
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**Oliver**
Você descobriu quem entrou no prédio da O.E? — Estávamos na minha sala, com ela sentada á minha frente.
Eu consegui ver as imagens das câmeras, mas não da para ver o rosto da pessoa. Eu tentei de tudo...
Ele ou ela, roubou alguma coisa?
Sim. Um projeto que estavam fazendo. — Arqueei minhas sobrancelhas. — Rastreador portátil. Ele consegue localizar qualquer pessoa onde quer que ela esteja e o mais perigoso... Rastreia também o número de telefone ou celular, só colocando o nome da pessoa. — Alguém pode ser tão retardado ao ponto de fazer algo completamente perigoso? Sinceramente, não sei o que tem na mente desses cientistas.
Por que alguém faria algo tão perigoso assim? — Ela deu de ombros.
Descobri também que foi o cara que seu pai colocou para representa-lo na empresa que tentou apagar todas as imagens das câmeras. Mas eu sou melhor que ele. — Eu ri.
Não posso discordar. Tem provas?
Claro. — Me entregou um pendrive. — Vai entregar para o Sr. Lance?
Sim. Ele já está esperando alguma coisa. — Suspirei. — Só queria saber por que o representante do meu pai, faria algo assim.
Você poderia tentar descobrir, perguntando pessoalmente.
Ele não me responderia.
Bom, não deve ser nada. Deixa o cara acertar as contas com a polícia. — Assenti.
É o melhor mesmo. Não preciso esquentar a cabeça com isso. — Me levantei dando a volta na mesa. — Quero que você faça mais uma coisa para mim.
O que? — Se levantou.
Coloquei um rastreador no carro e no celular do Bertinelli... — A entreguei o numero do rastreador.
Como conseguiu isso? — Sorri.
Eu tive uma ajudinha... — Ela arqueou as sobrancelhas e então decidi voltar ao assunto. — Preciso que fique de olho, por favor. Quero saber de tudo... Com quem ele conversa, onde vai... O que faz...
Vai ser fácil. — Ela sorriu e me beijou. Aprofundei o beijo assim que percebi que ela pararia. Passou as mãos pelo meu pescoço e eu em sua cintura, trazendo-a para mais junto do meu corpo. Ele esquentou na mesma hora. Mordi seu lábio e a beijei novamente, fomos interrompidos por um pigarro.
Desculpe atrapalhar... — Olhamos para Dig. — Mas as gêmeas saem da escola em meia hora e vocês ainda tem que passar na mansão. — Suspirei. Minha mãe nos convocou para um jantar e eu não pude recusar, ela fez um drama do tamanho da semana, então se eu não fosse ela não me deixaria em paz o resto do mês.
**Oliver**
CONTINUE...
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