Kupidon
75 Capítulo Cinquenta e Três
Notas iniciais

Com a ajuda dos amigos, o casal Queen já havia se mudado para a espaçosa e linda casa que Oliver havia comprado, no mesmo condomínio em que os amigos moravam. Estavam na casa nova a quase uma semana, e para comemorarem, organizaram um almoço. Havia sido ideia de Felicity, que foi imediatamente aprovada pelo marido. As gêmeas haviam adorado a casa, em especial o jardim, que agora era aproveitado por Shasta. A cadela também havia amado o extenso jardim, principalmente porque agora ela tinha suas donas com ela o tempo todo. O quarto, como sempre, era em conjunto. Elas ainda não queriam se separar, e os pais não as obrigariam ou pressionariam do contrário. Logo elas não mais seriam crianças — para o desespero de Oliver —, e por isso iriam escolher cada uma ter seu quarto. Já sabendo disso, o pai das meninas, guardou o quarto de frente para o que estava decorado para as duas, especialmente para uma delas, quando se decidirem ter cada uma ter seu próprio quarto.
Quase todos haviam chego, faltava apenas Laurel e Barry, que haviam avisado que se atrasariam por conta da pequena arteira, denominada: Nathalie Sara Allen. A garotinha tinha quase oito meses, e já estava deixando seus pais, e até mesmo o irmão mais velho, de cabelo em pé. Kitty, diferente da irmã, era uma verdadeira princesa — não que a outra não fosse —, sempre muito quieta e educada. Ela mudava drasticamente quando a irmã chegava. Elas não se desgrudavam, o que fazia todos achar fofo aquela relação de irmãs. Assim como Kitty é com Lyon, Natty é com os dois irmãos. A pequena, agora que conseguia andar — e correr —, seguia os irmãos o tempo todo, e quando eles se separavam, e iam cada um para um lado — algo raro de se acontecer —, ela ficava na dúvida por quem seguir. Sempre que acontecia essa cena, os adultos riam.
Mais uma coisa que a Allen menor tinha em comum, era a ligação com Felicity. Ela amava a dinda. Era a primeira pessoa para quem ela corria quando os amigos se encontravam. A grávida já tinha dificuldade para se abaixar, mas mesmo assim, fazia questão de se sentar, para poder fazê-lo. Natty, muito pequena, ainda não compreendia o porquê de a tia não se abaixar para poder abraçá-la, diferente de sua irmã mais velha, que sempre colocava a mão na barriga da madrinha, sabendo que os bebês não a deixavam se abaixar. Felicity percebeu o quão curiosa a ruivinha era, quando pela primeira vez a pequena a viu com a barriga avantajada — já dava para perceber que seus filhos estavam ali, apesar de ainda não os sentir —, e então perguntou se a tia preferida comeu uma melancia muito grande. Isso fez cada um dos presentes gargalhar. Havia sido fofa a forma como ela perguntou, demonstrando confusão e curiosidade. Ao explicar a verdadeira razão por sua barriga estar grande, a pequena perguntou porque ela comeu os bebês, e isso foi o bastante para que Tommy e Barry corressem para desviar o assunto — o que foi naturalmente fácil —, pedindo para ela falar sobre a nova amiguinha que fez no parque do condomínio. Foi um alívio para os pais das crianças, eles definitivamente não estavam prontos para responder aquele tipo de pergunta.
Enquanto os homens e as crianças estavam na sala, jogando videogame — o que não era bem uma surpresa —, Felicity e Caitlin estavam na cozinha, preparando o almoço. Helena estava ajudando até um momento atrás, mas os gêmeos a chamou, pedindo ajuda para ser a juíza, já que segundo eles, o tio Tommy estava roubando. Isso fez com que as mulheres rissem. As duas grávidas a induziram a ir, e era por esse motivo que elas estavam sozinhas no cômodo. Diferente delas, Thea também jogava, e fazia o maior escarcéu quando vencia, com a ajuda das crianças. Como Oliver e Felicity sempre diziam: Thea era como uma criança, e era por isso que ela se dava tão bem com os sobrinhos.
Você tem certeza de que não quer que eu faça isso? — Felicity novamente perguntou.
Tenho. Eu já disse, está quase terminado. – Se virou para a amiga. – Termina de picar essa alface e me deixa terminar o peixe.
Tá. – Revirou os olhos.
A Laurel ainda não chegou, será que aconteceu alguma coisa?
Não, ela está bem. Se fosse algo sério ela já... – Parou de falar quando sentiu algo estranho. Caitlin estava tão concentrada que nem mesmo percebeu.
Espero que chegue logo, ela que está com a sobremesa. – Felicity largou a faça em cima da taboa e se afastou da bancada. – Daqui a pouco Tommy e as crianças perguntam se já está pronto. – Felicity respira fundo e desce da cadeira. Fechando os olhos, ela respira fundo. Suas mãos começam a tremer. Caitlin ouve quando a amiga afasta a cadeira. – Lis, está tudo bem? – Felicity continua parada, olhando para a barriga, nervosa. Cait fica mais preocupada quando a amiga não responde. – Lis, sério, estou me preocupando. – Se aproximou.
Tem algo errado. – Caitlin a olhou, sem entender. – Tem algo errado. – Repetiu. – Tem algo muito errado. Eu..., não estou imune, muito menos a salvo.
Não estou entendendo, Lis. O que está acontecendo?
Estou sentindo uma palpitação aqui. Deve ter algo errado. – Diz com a voz embargada e os olhos lacrimejados.
Fica calma, Lis. – Pede.
Estou com medo, Cait. – Caitlin coloca a mão no canto esquerdo da barriga da amiga e de repente ela olha para cima, para os olhos verdes.
Amiga, isso não é ruim.
Não? – Sua voz saiu trêmula. – Não é ruim?
Não, é bom. É muito bom. – Pegou a mão direita da amiga e colocou onde sua mão estava. – Um dos bebês está chutando. – Diz com um sorriso.
Oh. – Para de chorar, ainda que as lágrimas continuem descendo. – Então isso..., é um dos bebês chutando? – A amiga assentiu, ainda com a mão em sua barriga.
Agora dois deles está. – Felicity colocou a mão onde a da amiga estava, sentindo um chute forte.
Eu..., eu nunca havia... – Se interrompe propositalmente.
Eu sei. Você nunca havia sentido isso antes. Mas isso é para você ver como seus bebês são completamente saudáveis. E estão crescendo bem. – Felicity sorriu, emocionada.
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Oliver que estava observando sua noiva conversar animada com as amigas, se jogou no sofá ao lado de Barry, cansado. Felicity estava tendo enjoos horríveis e por isso tem dormido mal. Ele já havia passado por aquelas situações complicadas quando Sara estava grávida das gêmeas. E mesmo que a loira tivesse uma gravidez normal, sem risco como o da mãe de suas filhas, ainda assim se preocupava, ainda assim sentia que precisava prestar mais atenção em sua esposa. Não gostava de deixá-la sozinha, principalmente depois do tombo que ela levou. E ainda tinha aqueles enjoos, que vez ou outra, a fazia desmaiar. A médica havia dito que era normal, mas que Felicity deveria cuidar para não ganhar muito peso, além de cuidar com a própria saúde, para que os filhos também sejam saudáveis. Oliver sabia que a esposa as vezes se estressava, mas ele ficava lembrando-a desse detalhe sempre que podia, principalmente quando está percebendo que ela está exagerando no doce.
Apenas Barry e Roy estava ao seu lado. Tommy estava no andar de cima, ajudando a filha a trocar de roupa, já que a garotinha cismou em se vestir de fada – fantasia essa que ela ganhou da tia Lissy –, e Roy havia subido para colocar os gêmeos na cama – com vários travesseiros em volta deles –, no quarto que os amigos haviam preparado. Oliver desviou os olhos para a barriga avantajada da esposa. Não estava tão grande, ela só estava com pouco mais de três meses ainda, mas ficava imaginando seus filhos, o tempo todo. Se eles teriam os olhos de sua noiva ou os seus. Se teriam seus cabelos loiros ou os dela. Bom, na verdade, poderiam ser negros, ele se lembrou. Sabia que era cedo ainda, mas estava ansioso para sentir cada um deles chutar, mal podia esperar para sentir essa sensação maravilhosa. Ele se lembrava de como ficou emocionado quando sentiu as gêmeas se mexerem, e ficava imaginando como reagiria ao sentir pela primeira vez, os filhos no qual ele sonhava ter a tanto tempo, com sua esposa.
Você está calmo?
Por que? – Olhou para Barry.
Por que? Porque você vai ter três bebês de uma vez.
Cara, você não sabe fazer só um bebê, não? Vai ser fértil assim no inferno, hein? – Barry riu.
Cala a boca, Roy.
Mas, então, não está mesmo preocupado?
Eu na verdade estou preocupado só com uma única coisa... – Os dois olharam para ele. – Com o fato de acontecer com Felicity o mesmo que aconteceu com Sara.
Cara, vai dar tudo certo. Felicity está bem, e vai continuar assim.
Se Deus quiser.
Não se preocupe antes da hora. – Oliver assentiu.
O que vocês estão conversando? – Tommy se aproximou, depois de deixar a filha com Lyon.
Estamos falando sobre os trigêmeos do Oliver.
Tommy, diz aí, o Oliver é um fértil do caralho, ou não? – Tommy riu junto do cunhado e de Barry. – Três bebês de uma vez, não é para qualquer um, não.
Vão se ferrar.
Já pensou se vem tudo menina? – Tommy voltou a rir. – Você vai estar mais que ferrado. – O amigo revirou os olhos.
Felicity acha que vai vir dois meninos e uma menina.
Será? – Barry e Tommy colocaram a mão no queixo.
Se bem que..., mulher tem esses sextos sentidos assustadores. – Eles riram, e dessa vez até Oliver acompanhou.
Bem que a Thea disse pra mim que a Felicity estava estranha.
Algumas semanas antes da Felicity anunciar a gravidez para todos, perguntei para a Cait se ela sabia, por conta de um comentário que ela havia feito..., ela disse: "Claro que eu sabia. Os seios dela estão enormes a três semanas e ela come tudo que vê". – Eles riram.
E eu nem percebi. – Tommy diz. – Ela realmente estava comendo tudo que via pela frente.
Ela está tendo desejos? – Barry perguntou.
Ela teve de doce naquela vez na casa dos meus pais. – Eles arquearam as sobrancelhas. – O dia da mousse de chocolate, vocês ainda não sabiam da gravidez. – Eles disseram "ahh". – Mas ela ainda está no terceiro mês, então... – Eles assentiram.
Você não se preocupa com o parto? – Oliver olhou para Roy. – Se bem que..., você ajudou Laurel a ter a bebê, né? Então vai ser tranquilo. – Oliver olhou para Roy, não acreditando no que tinha ouvido.
Tranquilo Roy? – Gritou, surpreendendo todos os presentes. Tommy e Barry seguraram uma risada. – Você por acaso já fez um parto de alguma namorada? – Perguntei, cruzando os braços.
Não. – Ele segurou uma risada.
Então, imbecil. Não me apavore antes da hora. – Pediu, quase suplicando. Eu percebi que as mulheres se aproximavam.
Ah, então quer dizer que você não faria, Oliver? – Felicity pergunta, indignada. Oliver levou ambas as mãos em direção ao rosto, percebendo a merda que tinha falado. – Mesmo que fosse necessário?
Eu não disse isso. – Garantiu, olhando nos olhos verdes dela.
Você faria, Ollie? – Laurel se intrometeu, animada, risonha, adorando o dilema que caiu sobre o amigo.
Parem de me pressionar. – Resmunga.
Não é pressão, é uma pergunta bastante importante, cunhado.
Vai se ferrar, Roy.
Você adora ver minha vagina, mas vai correr se ela estiver dilatada? – Oliver a olhou, não acreditando no que acabara de escutar. Os amigos seguram uma risada, enquanto que Thea gargalhava.
Hummm..., isso foi..., revelador. – Roy brinca, fazendo os outros rirem. – Agora sabemos porque vieram trigêmeos. – Eles voltaram a rir.
Cala a boca, Roy. – Oliver rosnou mais uma vez.
Então, responde, Oliver. – Felicity estava séria.
Podemos nos focar no presente, por favor? – Ele praticamente implorou, olhando nos olhos da noiva.
Só diz de uma vez se você faria ou não meu parto, Oliver. – Ela estava mais calma.
Honestamente? – Ele diz, depois de respirar fundo. – Eu não acho que teria coragem. Entenda, Lis, fazer um parto de uma "amiga", é uma coisa..., mas fazer o parto da mulher que eu amo, para ajudá-la a trazer nosso filho ao mundo...
Filhos. É plural. – Roy se intrometeu, mas Oliver decidiu ignora-lo.
Isso me dá muita vontade de vomitar, além de sentir um medo enorme. – Confessou.
Ele então se lembrou do parto difícil de Sarah, e não podia imaginar que algo tão ruim pudesse acontecer com Felicity. Só de pensar, imaginar..., lhe dava calafrios. Ele não conseguiria sobreviver se tal coisa acontecesse. Imagina fazer o parto de sua própria esposa? Com certeza eu vomitaria, ele pensou.
Eu quase tive um treco quando Laurel entrou em trabalho de parto, então eu sei o que Oliver está sentindo. Eu não iria querer passar por aquilo de novo.
Fica tranquilo, meu amor. – Ela se aproximou e beijou a minha bochecha, compreendendo o sentimento do marido. – Isso não vai acontecer, ok?
Se Deus quiser.
Não vamos programar nenhuma viagem para a época do nascimento da creche. – Tommy recebeu um tapa no braço, de sua irmã.
Não chama meus filhos de creche. – Ele riu, e os outros acabaram rindo também.
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Felicity observava o marido se trocar, enquanto estava sentada, com as costas encostadas na cabeceira da cama. Havia ficado calada durante todo o almoço, não comentou com ninguém sobre o que sentiu, e pediu segredo a amiga. Queria que Oliver fosse o próximo a sentir o que ela estava sentindo. Ele era o pai, e estava tão ansioso por isso. Merecia ser pelo menos o terceiro a sentir aquela sensação maravilhosa. Era estranho pensar que poderia sentir os chutes dos filhos, porque até um tempo atrás, ela não imaginava que um dia sentiria tal sensação. Mesmo que dissessem que eles estavam bem, sadios, perfeitos, ela não se imaginava tendo aquele tipo de experiência. E Oliver, que falava a todo momento sobre como seria maravilhoso sentir os filhos mexerem, merecia saber aquela notícia por ela e mais ninguém. Seus bebês mexiam, e para ela isso era tão especial. Foi emocionante, como suas amigas sempre diziam.
Você estava tão estranha mais cedo.
Eu não. – O viu secar os cabelos com a toalha. – Estava bem.
Não sei, só achei que estava..., quieta demais. Um pouco calada demais. – Se aproximou da cama.
Eu só..., descobri uma coisa hoje. – Ele se sentou de frente para ela. – Foi estranho e assustador, mas depois..., foi muito legal. – Oliver arqueou as sobrancelhas, tentando entender do que a esposa estava falando. – Me dá sua mão. – Ela pegou a direita e levou até sua barriga, foram poucos segundos para que enfim Oliver sentisse.
Oh. – Ela sorriu. – Ele chutou.
Ou ela. Ainda não sabemos.
Não acredito. Estão chutando.
Estão chutando. – Felicity sentiu outro chute, dessa vez mais forte. – Uau. Esse foi forte. – Colocou a mão dela junto da dele. E novamente os dois sentiram outro chute.
Do jeito que esse chuta, vai ser jogador de futebol. – Felicity riu. – Por isso estava estranha. Você sentiu nossos filhos chutarem, meu amor.
Eu não sabia o que era, no começo. – Oliver a olhou. – Eu pensei que tinha algo errado, estava com medo de que algo muito ruim estivesse acontecendo e... – Outro chute foi sentido pelos dois. – E então a Cait disse que um dos bebês estava chutando.
E agora os três estão.
É desconfortável. – O olhou sorrindo. – Mas um desconfortável bom. Eu não pensei que dessa vez eu sentiria isso.
Felicity, dessa vez está dando certo. – Beijou a bochecha dela. – Oh, chutou de novo.
Você está ansioso para saber os sexos deles?
Pra falar a verdade, eu estou sim.
Eu também. – Olhou para a barriga. Os bebês tinham parado de chutar. Oliver se deitou ao lado dela, mas continuou com a mão na barriga. – Eu fico imaginando-os. Os três. Se serão meninas ou meninos. Com quem se parecerão... – Retirou as mãos, trazendo o corpo da noiva para mais junto do dele. – A médica disse que provavelmente saberemos sobre isso na próxima consulta.
Espero que eles nos deixem ver os sexos dessa vez.
Vou comer muito chocolate. – Ele riu. – O que? A Cait disse que ajuda.
Só tome cuidado com o tanto de doce que come, okay? Pode te fazer mal, e aos trigêmeos também. – Ela assentiu, compreendendo a preocupação do marido. Assim como ele, ela queria que os três nascessem completamente saudáveis.
**--**
Felicity não estava nada feliz. Na verdade, tudo que ela queria era que acontecesse alguma coisa para que aquela maldita viagem não precisasse ser feita. Ela se recriminou no instante seguinte, por pensar de tal maneira. Ela não era uma pessoa egoísta, e não era alguém que pensava daquela forma, mas alguma coisa lhe dizia que não era para ele viajar. Já estava sabendo dela a três dias, e mesmo assim, a sensação de que tudo ruiria, não passava. Ela sentiu em seus poros, que deveriam estar juntos. Ela odiava aquelas sensações horríveis e corrosíveis. Odiava sentir que tudo desabaria, mas como aconteceu outras vezes, seu corpo a avisava de que não deveriam se afastar, não naquele momento. Ela tentou argumentar, e o marido tentou fazer com que o investidor de aceitasse viajar até Star City, mas foi tudo em vão. O homem não poderia sair de sua cidade natal, não naquela época do ano.
Oliver, percebendo o quão nervosa e ansiosa a esposa estava, decidiu distraí-la da melhor forma possível – e a melhor que conseguia pensar, vale ressaltar. Não havia sido difícil, assim que retirou a camisa, ganhando sua atenção. Em seguida a bermuda que normalmente usava para dormir, vendo-a molhar os lábios com a língua. Se aproximou lentamente, apoiando um dos joelhos na cama, assim como ambas as mãos, e beijar seu pescoço. Havia começado com algo simples. Os beijos desceram pelo pescoço, colo, e chegou ao seio, onde deu uma leve mordiscada – pois sabia que ela estava sensível, por conta da gravidez –, por cima da curta, simples e sensual camisola roxa que ela vestia. O gemido dela o fez sorrir. Havia conseguido fazê-la parar de pensar em sua viagem. Deitando-se ao lado dela, Oliver subiu a camisola, passando a mão esquerda pelo belo corpo de forma provocante, em mais uma intenção de não a fazer se voltar para os pensamentos de antes.
Não demoraram muito para que estivessem nus, com os corpos colados, e suados. Diferente de outras vezes, Oliver havia começado e terminado com calma, aproveitando cada detalhe, amando-a com atenção, se demorando um pouco mais nas preliminares. Agora, metade do corpo da Queen estava em cima da do marido, que tinha as mãos em volta do belo corpo, ambos recuperando as energias que haviam gastado a pouco.
Eu quero uma filha como você. – Felicity o olhou, apoiando o queixo no peito dele. – Eu quero olhar nos olhos dela e sentir meu coração partir. Porque ela me lembra tanto da linda, doce e forte mãe dela. – Ela sorriu.
E se os três vierem meninos?
Daí a gente vende e tenta de novo. – Ela riu e ele a acompanhou. – Eu vou sentir falta disso. Do seu sorriso, das suas gargalhadas..., da sua alegria.
Você não precisa ir. – Fez um bico.
Preciso, infelizmente, meu amor. – Beijou sua têmpora. – Não tem mais ninguém para ir no meu lugar.
Não gosto de ter você tão longe e por tanto tempo.
Eu menos ainda. – Sorriu. – Mas eu sei que vai ficar bem. Sua equipe de segurança ficará com você e as gêmeas o tempo todo.
Você deveria levar Mike... – O olhou. – Gregory e Dylan. Eles são os melhores.
Não. Eu vou com a minha equipe e Diggle.
Oliver, por favor, vai me deixar mais tranquila. – Ele balançou a cabeça. – Prefiro que esteja com Mike, Gregory e Dylan. Os outros podem me proteger. Eu confio no Collin.
Não. Eu também confio nele, mas mesmo assim, só ele não é o bastante para mim. Quero os melhores com você. – Passou a mão direita nos cabelos lisos e loiros. – Diggle e Nate estarão comigo. Ficarei bem.
Por favor. – Os olhos dela ficaram marejados. – Por favor, Oliver. Por mim. – Ele a abraçou forte e ela voltou a deitar a cabeça no peito dele. – Estou implorando...
Tudo bem. – Diz depois de um suspiro alto. Não queria que ela voltasse a pensar em coisas que a faziam mal – Tudo bem. Levarei Mike, Gregory, Dimitri e Nate comigo, mas você fica com Collin e Dylan. – Ela ficou mais aliviada. – Só não chore, por favor. – Ele sentia seu peito apertar quando via a esposa chorar.
Obrigada. – Ele beijou os cabelos dela.
**--**
Felicity sentia que algo não estava certo, enquanto saía do shopping. Naquele dia, ela estava com a irmã, as filhas e o sobrinho, além de seus seguranças; Collin, Trevor e Tyler estavam com elas, enquanto que os outros estavam espalhados, disfarçados. Cansada de não ter nada para fazer, e precisando sair um pouco para se distrair, já que o marido tinha viajado no dia anterior, ela decidiu passear. Quem se divertiu mais foram as crianças, mas isso não quer dizer que foi um dia ruim para as irmãs Merlyn. Elas haviam feito compras; ideia de Thea. Estavam com as mãos cheias de sacolas, mesmo contra a vontade, Felicity também havia comprado algumas coisas. Elas foram para o estacionamento, e o sentimento de que algo estava errado só cresceu. Estava escuro, e não tinha uma alma viva naquele lugar. Seus pequenos conversavam, um pouco mais a frente e ela ouvia Thea falar sobre a gravidez de Helena. Não tinham certeza absoluta, mas a Merlyn mais nova não parava de falar sobre tal desconfiança. Ela não desistia daquela ideia, o que fazia a irmã mais velha rir. Ela sabia como a mais nova era teimosa. Felicity sorriu ao ver a animação de Thea ao falar "tomara que venha menina". Com certeza seu irmão provocaria e muito Ray, caso a amiga estivesse mesmo grávida, e caso viesse mesmo uma garotinha.
Em algum momento, enquanto ouvia a irmã, ela sentiu um arrepio ruim. Muito ruim. Como da vez em que quase atiraram em Oliver, como sentiu quando se despediu da mãe, e ela acabou morta. Havia sido tão forte, que ela sentiu um leve enjoo. Sua mão foi parar na barriga, imediatamente, sentindo seus filhos chutarem, ao mesmo tempo. Eles também haviam sentido. Piscou algumas vezes e olhou em volta.
Thea. – Chamou, fazendo com que ela parasse de falar.
O que? – A olhou.
Tem alguém nos seguindo.
O que? Lis, estamos sozinhas.
Eu estou dizendo, estamos sendo seguidas, Thea. – Elas param de andar e olham uma para a outra.
O que houve? – Tyler se faz ouvir.
Eu sinto algo ruim. No ar... – Olhou em volta, e franziu o cenho. – Cadê as gêmeas e Lyon?
Estão com Trevor, já no carro.
O que exatamente está sentindo? – Collin pergunta, curioso.
Alguém está nos seguindo. – Quando ela se vira novamente, se assusta.
Olá, querida. – Ela estremeceu ao ouvir aquela voz, mas o medo dela não era apenas por vê-lo, mas por ele estar segurando Lyon. – Quanto tempo.
Cooper.
Solte-o. – Tyler e Collin aponta a arma na direção de Cooper, que riu.
Vocês não vão querer machucar o garotinho, vão?
Eu nunca erro. – Tyler diz, presunçoso.
Eu também não. – Eles ouvem outra voz e em seguida um tiro, e o grito assustado do pequeno Merlyn.
Tyler. – Grita correndo até ele. – Tyler. – Ele cai no chão com a mão rumo ao peito, e de sua boca saía sangue.
Desgraçado. – Collin rosna. – Traidor maldito. Bem que disseram..., eu devia ter ouvido meu irmão.
Ah, devia sim, Collin. – Sorriu maldoso.
Por que? – Felicity pergunta chorosa.
Porque ele paga melhor. – Thea trinca os dentes.
Eu tenho nojo de você.
Eu não me importo, pequena Merlyn. – Deu de ombros. – Os outros vão chegar rápido, por isso..., vamos logo com isso.
Espere. – Felicity grita ao ser puxada. – Deixe meu sobrinho. Deixe-o, por favor. – Seus olhos lacrimejam. Collin queria fazer algo, mas qualquer coisa que fizesse poderia acabar machucando Lyon Merlyn. – Eu vou sem resistir.
Tia Lissy.
Vai ficar tudo bem, Lyon. Eu prometo. – Os olhos dele estavam cheios de água, e ela sentiu seu peito apertar. Respirou fundo e se voltou para o homem no qual a fazia sentir um arrepio horripilante. – Cooper, por favor, deixe-o. Por mim.
Que seja. – Cooper empurra o menino, que estava completamente choroso, e puxou Felicity para seus braços, enquanto que o traidor puxava Thea. Por essa a Queen não esperava, e por esse motivo ela se desesperou.
Não. Minha irmã não. – De repente ela sente algo em seu nariz, assim como Thea, e desmaia, não sem antes ouvir a ameaça de Collin em um rosnado.
Eu vou encontrar você. E vou te matar, Noah.
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