Kupidon

81 Capítulo Cinquenta e Nove


Notas iniciais
Estou de volta com Capítulo novo! Quem aqui está feliz? Porque eu estou, estava com saudades de todos. Olha, não imaginei que conseguiria terminar esse capítulo esse mês, e muito menos que viria postá-lo, mas deu tudo certo no final. Todos devem saber que estou cuidando da minha princesinha, né? Minha sobrinha que está com quase 11 meses, e ela está terrível, e olha que ela ainda nem começou a andar. Com isso, eu mal consigo escrever minhas histórias, e por isso eu fico tanto tempo sem postar, além disso, ainda tem o fato de eu estar fazendo o tratamento para a úcera, mas graças a Deus, eu quase já não sinto dor. Bom, o importante é que consegui terminar esse capítulo extremamente emocionante. Se preparem, porque o vão ver Oliver sendo ainda mais fofo do que de costume na minha história. Sem mais... Boa Leitura, estrelinhas!

Felicity estava finalmente em casa. Depois de uma semana internada no hospital, sendo observada vinte e quatro por dia, pelos médicos, ela finalmente foi liberada. Apesar de odiar hospitais, ela sabia que tinha sido necessário. Ela precisava de ser cuidada, assim como seus filhos. Ela teve sorte, que mesmo depois de todo o abuso, tudo que passou nas mãos de Cooper, os trigêmeos terem sobrevivido. E ela sentia alívio. Alívio por seus bebês estarem bem, alívio por estar de volta nos braços do homem que ama, alívio por ver sua família e amigos, alívio por saber que mesmo depois de presenciar seu sequestro, Lyon estava bem, mesmo ainda tendo pesadelos. As gêmeas também os tinham, e ela se sentia triste por saber que por culpa de Cooper, e por estarem no lugar errado, na hora errada, suas filhas e seu sobrinho sofriam por se lembrar de tal cena horripilante. Lyon mais ainda, já que ele viu tudo acontecer diante de seus olhos. Ela chorou ao ver as filhas, chorou mais ainda ao ver Lyon, e por saber que nenhum deles a culpava.

A loira dormia tranquila, na cama que dividia com o marido, com uma das mãos em cima da barriga elevada. Seu peito subia e descia, de forma normal, indicando seu sono tranquilo. Oliver, que estava ao lado dela, observando-a, desceu da cama na intenção de começar a preparar o café-da-manhã. Os médicos haviam o instruído a como balancear a alimentação de sua esposa, e ela precisava comer bem para fortalecer os trigêmeos. Por conta das coisas que aconteceram a ela, os bebês estiveram em estresse e isso poderia ocasionar na interrupção da gestação. Graças a Deus, isso não ocorreu. Mesmo não querendo deixá-la, mesmo que seus olhos buscassem por ela, enquanto colocava uma bermuda e uma camisa sem mangas, ele saiu do quarto.

Desde que ela voltou, desde que a encontraram, ela tinha pesadelos; horríveis e desesperadores pesadelos. Os gritos eram altos o suficiente para acordar o condomínio inteiro. Apesar de pequenas, as gêmeas já sabiam que aqueles sonhos ruins poderiam voltar a atormentar a mãe, e por isso, quando ouviram nos três dias anteriores, não se assustaram. Se preocuparam, mas ao invés de ficarem em suas camas, completamente apavoradas, elas correram para fora do quarto, seguindo para os dos pais, encontrando sua mãe nos braços de seu pai, que a abraçava e acalentava, tentando acalmá-la. Elas ficaram ali, por alguns minutos, apenas observando. Queriam entrar, mas não o fizeram, porque sabiam que isso poderia deixar a mãe extremamente angustiada. Por isso, assim que perceberam que o pai havia conseguido tranquilizá-la, voltaram para o quarto, pedindo a Deus que tirasse todo tormento, mas não só da mãe, mas delas também. Até porque, elas também tinham pesadelos, desde que Felicity havia sido levada.

April e Amily ouviu os passos do pai, quando saíram do quarto. Elas sabiam que ele começaria seu trabalho diário e como toda manhã, ao invés de ir ajudar o pai, como faziam sempre que podiam, elas seguiram para o quarto onde Felicity se encontrava, ainda dormindo. Elas abriram a porta devagar, não querendo acordar a grávida, e de mãos dadas, seguiram até a cama, onde se colocaram cada uma ao lado da mãe. Elas queriam que ela sentisse que estava protegida, que estavam ali por ela e por isso sentaram-se, encostando as costas na cabeceira, passando uma das mãos nos cabelos loiros da mãe de forma carinhosa.

Elas não se preocuparam ao vê-la se mexer, porque perceberam que a mãe acordava de um sono tranquilo. Ouviu a respiração longa e alta, viram a forma como ela se virou, se espreguiçando e puderam acompanhar a forma como ela abriu os lindos olhos verdes, piscando algumas vezes. Felicity percebeu a presença das filhas e sorriu, sem conter a felicidade. Ela nunca estava sozinha e isso a deixava aliviada e a fazia se sentir segura. Mesmo que a presença no quarto fossem apenas suas pequenas filhas de oito anos.

— Bom dia, mamãe. – Disseram juntas.

— Bom dia, meus amores. – Olhou em volta, e como aconteceu nos últimos dias, seu marido não estava.

— O papai está fazendo o café-da-manhã. – April responde aos olhares de procura de sua mãe. – Ele desceu faz um tempinho.

— Aposto que está fazendo tudo que a mamãe gosta.

— E os bebês também. – A loira sorriu ao ouvir Apple.

— Mamãe, será que podemos tomar sorvete hoje?

— Se podemos? Nós devemos. – As meninas riram. – Seus irmãozinhos estão exigindo isso, neste instante. – As meninas tocaram a barriga, sentindo os chutes.

— Nossa, agora entendemos quando o Lyon diz que os gêmeos parecem lutadores de MMA. – Amily comentou, sorrindo, gostando de sentir os irmãos chutarem contra sua mão.

— O que? – A mulher tinha os olhos arregalados, em surpresa. – Gêmeos? – Seus olhos lacrimejados.

— Mamãe, por que está chorando? – A garotinha pergunta.

— Você falou o que não devia, agora fez a mamãe chorar.

— Não foi de propósito. – Murmurou, triste. – Desculpa, mamãe. – Felicity balançou a cabeça, puxando-a para mais perto.

— Tudo bem. Só..., não sabia que eram gêmeos. Eu nem sabia que já estavam chutando. – Abaixou a cabeça, controlando o choro que vinha forte pela garganta.

— Mamãe. – As meninas dizem, juntas, não gostando de ver a mãe daquela forma.

— Me desculpa. – A pequena tinha os olhos lacrimejados. – Eu pensei que já soubesse.

— Eu não estive aqui com ela. Eu não soube dos sexos com ela. – Sua voz saiu embargada. – Eu estive quando ela estava grávida de Kitty..., e por... – As lágrimas acabaram descendo. As gêmeas a abraçaram, reprimindo a vontade de chorar junto da amada mãe. – Não é justo.

Oliver subia as escadas com a bandeja repleta de coisas deliciosas para sua esposa e filhas. Tudo que elas mais gostavam. Dos mais variados alimentos para aquele café-da-manhã em família. Imaginava a surpresa das três, e por isso acabou por sorrir. Eles mereciam aquele momento. Principalmente depois de tudo que tiveram que passar. Ao chegar a porta, seu corpo estancou antes de entrar, seu cenho franziu, sua preocupação aflorou. Ele pode ver as filhas abraçando a mãe, que chorava silenciosamente. Ele podia ver as lágrimas descerem pelo rosto pálido.

— O que está acontecendo? – Sua voz finalmente saiu, e só então ele deu passos em direção a cama, o que fez chamar atenção para si.

— Caitlin está grávida de gêmeos. – Suas vistas embaçaram, e então ela piscou, deixando as lágrimas caírem. – E eu não estava aqui para descobrir junto dela.

— Felicity... – Suspirou, deixando a bandeja em cima da mesa de cabeceira.

— Desculpa, papai, eu pensei que já tivessem dito a mamãe.

— Tudo bem, querida, não é sua culpa. – Diz, sentando-se na cama, e puxando a esposa para seu colo, abraçando-a, antes de beijar sua têmpora.

— É, Amy, não podia saber. E você não fez de propósito.

— Felicity, você não esteve com ela, não porque não quis, mas por conta da situação em que estava. E ela entende isso. – A ouviu soluçar.

— Por que ninguém me contou, quando voltei?

— Porque ela sabia que você ficaria assim. Ela queria contar quando as coisas esfriassem, quando você já estivesse em casa. – Ela abaixou o olhar. – Ela teve umas coisas para resolver nesses três dias em que se passaram, mas viria te contar hoje.

— E eu estraguei tudo. – A garotinha ainda estava inconformada.

— Querida, você não teve essa intenção. Eu também não avisei vocês, então não se culpe.

— Sim, meu amor. – A puxou, abraçando-a. – Está tudo bem, não fique se culpando.

— O que importa é que a tia Cait queria te contar pessoalmente, não é, papai? – Ele assentiu. – E ela não vai ficar chateada com você, Amy. – Tranquilizou a irmã, com um sorriso, fazendo Oliver sorrir, orgulhoso.

— Ela descobriu faz tempo?

— Poucos dias depois de você ser levada. Dois dias, para ser mais exato. – Suspirou. – Ela ficou internada, porque os médicos ficaram preocupados. Ela estava nervosa com seu sumiço, entende? Mas então Tommy conseguiu acalmá-la, e ela voltou para casa pronta para ajudar na sua procura. – A loira sorriu.

— E ela ajudou, não é, papai? – Ele assente para Emy. – Um amigo dela veio aqui, tentou encontrar você, mamãe, mas não conseguiu.

— Eu as deixava a par de quase tudo. – Respondeu ao seu olhar questionador. – Elas me pediram, estavam tendo pesadelos e eu não pude deixar de prometer tal coisa. – A mulher assentiu. – Lyon era outro que estava deixando todos muito preocupados, então o mesmo que eu fiz com nossas filhas, fiz com ele, Killian, Adam e Andrew.

— Oh. Eu queria que ele não tivesse que ter presenciado tudo que viu. – Sussurrou.

— Eu também. – Murmurou.

— Mas agora que está em casa, todos nós estamos mais aliviados, mamãe. – O casal sorriu para April.

— E a mamãe também já pode ficar, afinal, está em casa.

— E nada nunca mais vai lhe acontecer. – A voz de Oliver, apesar de gentil, saiu firme. Como uma promessa, que ele podia cumprir, afinal, o causados dos pesadelos da esposa era a pessoa que estava em coma no hospital, naquele instante.

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Felicity tinha todas as pessoas que amava em sua volta. Seu pai, sua madrasta – que era mais como uma mãe para ela –, o irmão, os sogros, os amigos, os sobrinhos, o cunhado, e não menos importante, o marido e as filhas. Eles falavam sobre como o que ela perdeu nas últimas semanas. A distraíam da verdadeira surpresa, que naquele momento, não era mais uma surpresa – mas a antiga Snow ainda não estava sabendo disso. Enquanto Ray, Helena, Roy e Thea conversavam com a grávida loira, Caitlin e Tommy, que haviam percebido o olhar de Oliver sobre eles, seguiram até a cozinha, quando o viram fazer tal trajeto. Ele achou que deveria contar sobre Amily ter contado – não de má-fé –, sobre a novidade que eles gostariam de dar a sua esposa. Eles não ficaram chateados com a criança, afinal, eles também eram culpados de não terem avisado a menina. Souberam que ela ficou extremamente chateada por ter feito tal coisa, e o casal prometeu que falariam com a sobrinha.

Quando voltaram a sala, Felicity ria de algo que Roy falava, o que fez os outros sorrirem. Ela tinha Kitty em sentada em uma de suas pernas. A abraçava, beijava – o tempo todo – e fazia o mesmo com Natty, que estava sentada em sua outra perna; desde que chegaram, correram para os braços da tia, e não a soltaram mais. Os outros ouviram mais uma vez as risadas da loira, e sorriram; cada um dos presentes estava com saudades daquele som. Nos dias em que ela passou no hospital, Felicity ficou extremamente calada e não deixava um sorriso verdadeiro aparecer em seus lábios, com exceção de quando viu Lyon, Killian, as gêmeas, os gêmeos e as pequenas irmãs Allen. Mesmo que dissessem que eles estavam bem, apesar dos pesadelos, ela continuava preocupada, e por esse motivo os médicos decidiram autorizar que ela visse as crianças – incluindo Killian e os gêmeos, Adam e Andrew. Observando-a de onde estavam, eles puderam vê-la gesticular como antes, sorrir como antes, dar as gargalhadas como antes. Ela estava feliz, e era isso que cada um deles queriam.

Os pais de Laurel apareceram, assim como os pais de Barry. Haviam sido convidados para o almoço, e não deixaria de comparecer de forma alguma, principalmente porque mesmo vendo-a por tão pouco tempo, eles sentiam um carinho muito grande pela esposa de Oliver. Os Lance principalmente; eles sentiam que estavam tendo um pouco da filha, enquanto estavam com aquela moça. Mas esse não era único motivo de estarem ali, ou de sentirem aquele carinho por ela; ambos eram agradecidos por ela ter trago a felicidade de Laurel, junto a Barry. E eles seriam gratos aqueles dois, pelo resto de suas vidas.

— Então, eu soube que já sabe que terei gêmeos. – Caitlin comenta, quando o silêncio reina por alguns minutos.

— Oh, sim. Eu soube. Queria ter estado aqui, Cait.

— Eu também queria que estivesse, mas não estou chateada com você por isso. Nunca poderia, até porque, eu sei que se pudesse estaria.

— Sempre.

— Desculpa, tia. – A voz da garotinha de oito anos chamou a atenção de todos.

— Ah, querida, tudo bem. – Sorriu, enquanto caminhava até ela e a abraçava. – Você não fez de propósito.

— Não fique se sentindo tão mal com isso, Amy. – O tio pediu. – Além disso, temos uma outra notícia para ela.

— Qual? – A grávida loira pergunta, animada.

— É um casal. – Sorriu. Cada um dos presentes sorriu. – Eu e Tommy combinamos de contar essa notícia, só quando estivesse entre nós. Você é minha melhor amiga, esteve comigo quando soube da Kitty. E queria que fosse da mesma forma com os gêmeos, mas..., não deu. – Deu de ombros, se aproximando. – E apesar de você não ser a madrinha deles, não queria contar o sexo sem que você estivesse presente. – Felicity a abraçou.

— Eu queria estar aqui. – Sussurrou em seu ouvido, antes de se afastar para olhar nos olhos claros da amiga. – Eu fico feliz por vocês dois. Agora vão saber como é cuidar de gêmeos. – Os outros riram. – Se bem que..., eu também não sei. – Ela olhou para o marido. – As gêmeas já tinham cinco.

— É, vai sofrer com trigêmeos.

— Isso, Tommy, assusta ainda mais a Felicity. – Laurel revira os olhos.

— Você não estará sozinha. – Cait diz, sorrindo.

— Não mesmo, eu já disse que vou estar aqui todos os dias. – Todos voltam a rir, ao ouvirem Thea.

— Eu estava sentindo falta dessas reuniões.

— Nós sentimos falta de você nelas. – Ela sorriu para Helena.

— Tia. – Lyon se aproximou, abraçando-a. – A mamãe e o papai também têm uma coisa pra contar. – Ela piscou algumas vezes, antes de olhar o casal afrente dela.

— Você é tão impaciente, garoto. – Ele riu ao ouvir o pai.

— O que tem para contar?

— Essa novidade todos ouvirão em primeira mão. – Laurel olhou para a médica. – Quer dizer, todos, com exceção da Cait.

— Oh, meu Deus. – A loira se animou, dando um gritinho no final da frase. – Você está grávida. – A abraçou, elétrica, fazendo a amiga rir.

— Laurel, você está grávida?

— Estou. – Respondeu à Helena.

— Senhor Jesus! – Roy se pronuncia. – É como se fosse explodir uma bomba nuclear. Como é que vamos aguentar três grávidas? – Os outros seguraram uma risada, com exceção dos mais velhos, que reviraram os olhos. O Harper olhou para Helena. – Você também está?

— Não. – Praticamente gritou, e o outro arqueou as sobrancelhas. A mulher bufou. – Eu não estou. Okay?

— Então toma cuidado, porque isso já se transformou em virose. – Novamente todos riam, até mesmo os adultos.

— E minha filha está namorando o palhaço do grupo.

— Pai.

— Seu filho é pior que eu, se quer saber, meu sogro. – E Malcom não pode retrucar, porque ele conhecia bem o filho.

— Que calúnia.

— Fica quietinho, Tommy. – Ele se calou quando a esposa ordenou.

— Disso dá para ver quem é que manda na relação. – E novamente as risadas. Tommy fuzilou Roy, que riu.

— Fico tão feliz por vocês. – Thea abraçou o casal quando a irmã soltou Barry.

— Eu também estou. Quem sabe vem um menino aí? – Caitlin e Laurel se olham.

— Bom, Lena...

— É um menino? – Oliver pergunta, com o braço em volta do ombro de Barry.

— Ah, uma pena, eu pensei que viria uma menina novamente. – O Allen fuzilou o Merlyn, sabendo que ele dizia aquilo para provocar.

— Você gosta de um malfeito.

— Talvez mais do que ama a própria esposa. – Todos riram ao ouvir Ray.

— Calado, Palmer.

— Então, é mesmo um menino, filha?

— Não. Não é um menino, mãe. – Tommy começou a gargalhar.

— Não é um menino? – Quentin pergunta, devagar. Barry balançou a cabeça, em resposta.

— Gente, eu sou muito bom nisso. Vou fazer disso meu hobby.

— Cala a boca, Tommy. – O casal Allen disseram juntos.

— Não vai ser dessa vez, Quentin. – Robert diz ao amigo, que sorriu.

— É uma garotinha novamente? – Felicity pergunta, segurando as mãos de Laurel.

— Sim. E..., nós já temos um nome. – Olhou para o marido e sorriu.

— Felicity, você não é a madrinha dela... – Piscou para Caitlin, que sorriu, e então voltou-se para a irmã postiça. – Mas queremos que ela tenha seu nome do meio, como Kitty tem.

— Valerie Megan Allen. O que você acha?

— Eu vou adorar. – Responde os abraçando novamente. – Vai ser uma honra pra mim. – Lhes sorriu, ao se afastar. – Lena, quem sabe você não faz o mesmo quando ficar grávida? – A outra não pode deixar de sorrir.

— Apenas se aceitar ser a madrinha. – Os outros se surpreenderam por ouvir tal comentário, afinal, Helena não falava sobre filhos, e pensaram que ela fugiria do assunto.

— Se você escolhesse outra pessoa, sequestraria sua criança.

Os outros riram, vendo a loira abraçar Helena. Oliver estava aliviado por aquele dia não ter sido pesado. Sua esposa estava como ele gostaria de ver; feliz, animada, sorrindo para todos o tempo todo – algo que ele não via a alguns dias. Ela abraçava todo mundo, toda hora, como se para ter certeza de que estava em casa e que não era um sonho. Ele entendia, fazia o mesmo com ela. Como estava perto de Helena, abraçou a cintura da esposa quando ela soltou a amiga morena, beijando os cabelos loiros com grossas mexas negras – por causa da gravidez, ela não podia pintar os cabelos.

— Você já aceitou que está grávida?

— Deixa minha mulher em paz, Tommy. – A abraçou de lado, passando o braço pela cintura fina.

— Obrigada, Ray. – Beijou sua bochecha. – Eu estou aceitando dar o nome do meio de Felicity para a minha filha, se vier uma menina, quando eu ficar grávida. É isso que estou aceitando, seu inconivente. – Os outros riram da forma que ela o chamou.

— Inconveniência deve ser de família.

— Ei. – Thea reclamou ao ouvir Barry.

— Disse alguma mentira? – Ela fez um biquinho, fazendo o namorado abraçá-la com um sorriso.

— Vocês parecem crianças quando estão todos juntos.

— Rebecca, assim você está ofendendo as crianças. – Dessa vez até as crianças caíram na gargalhada.

— Mãe. – Oliver a repreende.

— E não chama minha atenção, Oliver Jonas Queen, porque você só não é pior que Tommy e Thea.

— Obrigada pela parte que me toca, mãe. – Murmurou a mais jovem.

— Até eu levei da sua mãe.

— Minha mãe briga comigo parecendo que eu tenho sete anos de idade.

— Imagino que ela fazia muito isso, quando você tinha essa idade.

— De que lado você está? – Ela riu, sendo acompanhada pelos outros, abraçando-o pela cintura.

— Okay, meu povo. Se preparem! – Tommy chama a atenção de todos. – Principalmente vocês, minis Palmer. – Killian, Andrew e Adam o olharam, curiosos. – Dentro de... – Deu uma pausa, fechando os olhos.

— Caitlin, eu não acho que seus filhos devem ter contato com o maluco do pai deles.

— Acho que isso seria uma péssima influência. – Ray concordar com Barry.

— Eu não fiquei maluco, eles também não ficarão. – Os outros dois olham para ele.

— Será? – Perguntam juntos.

— E Kitty, que passa metade da semana com ele? – Ray o lembrou, e o outro arregalou os olhos.

— Estou começando a ter medo por minha filha. – As mulheres riram, ao ouvir Barry.

— Vinte dias. – Todos o olham, quando o ouviram dizer com a voz alterada. – Dentro de Vinte dias teremos a confirmação de que vocês três... – Apontou com o indicador para cada um. – Terão uma irmãzinha. Ouçam bem: ir-mã-zi-nha.

— Cala a boca, Tommy. – O casal esbraveja contra ele, fazendo-o rir.

— Tio Tommy, se isso não acontecer, vai ficar nos devendo. – Os outros dois concordaram com Andrew.

— Garoto, eu alguma vez falhei? – Eles olharam para as tias, abaixando o olhar, olhando para a barriga de grávida de cada uma delas.

— Acho que a mamãe e o papai já deviam escolher o nome dela. – Helena corou, Ray balançou a cabeça com os olhos fechados e todos gargalharam ao ouvir Killian.

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O corpo pequeno vira na cama em aflição; a respiração estava completamente anormal, seu peito subia e descia de forma irregular.

Em sua mente, um filme se passava. Cooper, ela e aquele lugar asqueroso, no qual ela passou por dez dias. Ela sussurrava palavras incompreensíveis, apertava as mãos nos lençóis, vez ou outra, e se mexia na cama, se virando para todos os lados, de forma assustada. Felicity mais uma vez, tinha aqueles mesmos malditos pesadelos. Ela reviveu a forma brusca no qual foi tomada por aquele homem, a forma diabólica no qual ele a olhava quando se negava a se entregar, sentia as mãos dele em cada parte de seu corpo, como se estivesse realmente sentindo, naquele momento, na cama no qual dividia com o marido. Ela estava sentindo tudo outra vez. Mais uma vez. Ela dizia não, não, não, baixinho, virando a cabeça de um lado para o outro. Cada uma das bofetadas na qual levou, antes e depois do ato, depois de cada uma de suas respostadas grosseiras, era como se sentisse mais uma vez, cada uma delas.

De repente, ela se senta, de forma desesperada, com a respiração anormal, com uma das mãos em frente ao peito, completamente assustada e apavorada. Olhou em volta, para ter certeza de que estava no quarto dela, para ter certeza de que havia sido apenas um maldito pesadelo, para ter certeza de que estava em casa, e então percebeu que ele não estava. Oliver não estava ou mesmo suas filhas, e por isso se desesperou.

— Oliver. – Chamou. – Oliver. – Começou a ficar angustiada por não ter resposta. – Oliver? – Sua voz tremeu, enquanto ela se levantava da cama, colocando os pés no chão. – Oliver! – Gritou, completamente apavorada, mas quando abriu a porta e o viu se aproximar de forma apressada por ter ouvido seu grito, se aliviou no mesmo instante, mas não o bastante para que as lágrimas não viessem.

— Felicity. – Ela correu até ele – que já estava a poucos passos do quarto – e o abraçou, forte, como se para sentir que ele estava mesmo ali. Os braços fortes passaram pela cintura, e uma das mãos se dirigiu aos cabelos longos. – Amor, o que houve?

— Você não estava no quarto. – Soluçou, fazendo com que o peito do marido se apertasse.

— Desculpe, baby.

— Eu tive aquele pesadelo novamente. – Confessou, fungando em seguida. – Ele estava lá. Estava me tocando... – Soluçou, se interrompendo.

— Ele já não pode fazer nada com você, amor. Foi só um pesadelo, só isso. – Sussurrou em seu ouvido. O choro desesperado voltou e Oliver a pegou no colo, levando-a para o quarto deles. – Fica calma, por favor. – A colocou na cama, sentada, passando as mãos em seu rosto. – Você está aqui, comigo. Está a salvo, baby, nada vai acontecer você novamente.

— Mas..., mas... – Ele se preocupa ao perceber a respiração anormal dela.

— Respira de vagar, com calma. – Pede. – Faça como a médica ensinou, okay? – Ela fechou os olhos, segurando forte as mãos dele, como se para ter certeza de que ele não sairia de seu lado. – Estou aqui, com você, e não sairei nem por um segundo. – Ela pareceu se acalmar, enquanto o ouvia e fazia o controle de respiração que havia aprendido. – Isso. Muito bom, baby. – Ele beijou sua testa. – Até os bebês estavam ficando agitados. – Ele sussurra para si mesmo, e agradece ao perceber que a esposa não o ouviu. Ele havia ficado preocupado quando os sentiu com uma das mãos. Se mexiam de uma forma que nunca havia se mexido antes, como se sentissem a aflição da mãe. – Melhor? – Os olhos dela se abriram. A respiração já de volta ao normal.

— Uhum. – Ela o abraçou, diferente da outra vez, mais calma. – Obrigada.

— Sempre que precisar. – Beijou seu rosto.

— Eu fiquei com medo. – O olhou nos olhos. – Não me deixa mais sozinha.

— Eu prometo. – Não negaria nada a ela. – As gêmeas saíram com Barry, Tommy, Ray e Roy. Achei que seria bom elas se divertirem com os amigos. – Ela assentiu. – Voltam mais tarde, então seremos só nós dois até as 20h. O que quer fazer? – Diz, passando a mão direita no rosto dela, de forma carinhosa, enquanto segurava sua cintura, com a outra.

— O que você quiser. – Ele sorriu.

— Hoje você escolhe. E se quiser comer hamburger, está liberado. – Ela riu, pela forma que ele disse. – Mesmo. Falei com a sua médica, é só não exagerar.

— Então eu quero hamburger, batata frita, porção de nuggets, um copo gigante de Coca-Cola e sorvete. – Ele quase revirou os olhos. Quase. Não estava tão surpreso pelos pedidos excessivos da esposa.

— Eu disse: não exagerar, Felicity. – Ela fez um biquinho.

— Por favor..., só hoje. – Ah, aqueles olhos brilhantes e verdes, ele sabia que naquele momento, ela havia ganhado. E ele não conseguiria negar tal pedido, de forma alguma.

— Só hoje. – Ela sorriu animada. E ele ficou feliz por vê-la dessa forma, depois do modo desesperado que a encontrou. – Você sabe como me ganhar, não é? – Ela riu e ele sorriu. – Eu amo ouvir essa risada. – Confessou, apesar de não ser a primeira vez em que fazia isso.

— E eu amo você. – Ele beijou os lábios dela rapidamente.

— Eu amo você também. – Colocou a mão no centro da barriga elevada. – Vocês. Eu amo vocês. – Se corrigiu, sentindo eles chutarem, e mais uma vez sorriu, sendo acompanhado pela esposa.

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Oliver aproveitou que a esposa assistia ao filme, quieta e tranquila em seus braços, para tirar um cochilo, já que não vinha dormindo tão bem nos últimos dias. Ele podia ouvir o som vindo do filme, podia ouvia as falas, a música como toque de fundo; realmente, aquela trilha sonora o fazia ter sonolência. Mesmo que não gostasse, ele não reclamou ou resmungou ao fato de ela querer assistir aos últimos dois filmes da “Saga Crepúsculo” pela enésima vez; apesar de ser a primeira, desde que voltou. Aquele não era e nunca seria seu filme preferido, mas por ela, ele assistiria quantas vezes fossem necessárias, apenas por ela; por mais que seja um filme que não o agradasse de forma alguma, ele ficava feliz por vê-la tão tranquila, com um simples filme, depois de tantos dias. Sua respiração alta e longa, não fez com que a esposa desviasse o olhar para ele, pode perceber quando abriu os olhos. Ela continuava focada no final do primeiro filme. Apesar dos olhos estarem nela, pode ouvir o lobo no qual ela dizia ser “tão bonito” – e apenas para lhe provocar – se transformar e peitar o resto da alcateia, tudo pelo “Chuck” – nome carinhoso que ele havia dado a filha do casal principal; se lembrou da gargalhada dela ao chamar o bebê de tal forma; apesar de que naquele primeiro filme, não estava tão horripilante, ele tinha que confessar.

O corpo dela se aconchegou mais ao dele, fazendo-o abraçar um pouco mais a cintura fina, apoiando o queixo nos cabelos já não tão mais “dourados”. O cheiro do perfume adentrou em suas narinas; como ele amava aquele cheiro, e como sentiu falta dele, naqueles dias em que ela esteve longe dele. Já fazia uma semana, desde que ela voltou para casa. Uma semana que tentava controlar o próprio desejo, porque sabia, ela não estava pronta. E tudo piorava quando entrava no quarto e a encontrava seminua; resistir a ela estava sendo o verdadeiro inferno. Vê-la de lingerie, ou mesmo com as camisolas finas e transparentes, o deixava seriamente incomodado, mas nunca, em hipótese alguma, falaria sobre tal coisa para ela; não queria que ela se sentisse pressionada por ele. Naquele momento, não estava tão diferente do que normalmente se sentia na hora de dormir. Mesmo assim, se sentia bem em tê-la fora de seus braços, se negava a se afastar apenas por estar desejando-a arduamente. Era difícil, completamente tentador, tê-la tão perto, com o cheiro dela adentrando suas narinas, e não poder tocá-la da forma como queria, mas resistia, e resistiria o tempo que fosse necessário para ela.

Mas como ele queria tomá-la para si. Sentir o corpo dela sobre o seu, sentir os beijos mais ávidos, quentes, urgentes. Não era fácil tê-la tão perto e não poder sentir cada pedaço de carne com as mãos e a boca. As mãos dela, ele podia sentir, mesmo que não fosse real, passeavam por seu corpo, as unhas fazendo o caminho do pescoço a cintura, arranhando-o levemente, o puxar de seus cabelos, enquanto sua língua combatia contra a dela, guerreando, urgentemente. Era impossível não pensar nisso quando a via com suas roupas curtas, ou apenas de lingerie, de um lado para o outro da casa deles. Resistir ao corpo dela, colado ao seu, durante a noite, era ainda pior; sentia seu membro incomodar, só por olhá-la; e quando a sentia, mesmo não da forma que gostaria, era ainda mais difícil de se controlar. Se perguntava se ela ainda não havia percebido o quão o deixava louco de desejo, se continuava alheia ao que fazia com ele.

— Oliver? – Só percebeu o sonho – pervertido no qual estava tendo – quando ouviu a voz dela. Havia dormido, e nem mesmo havia percebido esse fato. – Está cansado? Não quer ir se deitar?

— Tudo bem. – Diz depois de um respirar fundo. – Terminou o filme? – A viu sorrir. – O que?

— Você dormiu e nem percebeu, né?

— Não. – Confessou, e então ouviu sua risada; não pode deixar de sorrir por isso.

— Está quase no meio da segunda parte da Saga. – Contou sorrindo.

— Eu amo esse seu sorriso. – Confessou de repente. – Eu já disse isso várias vezes, eu sei, mas eu não me canso de dizer.

— E eu nunca me cansarei de ouvir.

— Então tenho que dizer também o quanto você é linda. – Ela voltou a sorrir, sentindo a mão direita tocar seu rosto com carinho. – Na verdade, é difícil encontrar uma palavra para definir o quão bela é.

— Assim me deixa sem graça. – Foi a vez dele de sorrir ao vê-la corar.

— Senti tanta falta de ficar assim com você. – Ela respirou fundo, se virando de frente para ele, colocando as pernas por cima das pernas dele, abraçando-o pela cintura.

— Eu também. Não sabe o quanto... – Os olhos ficaram tristes, e ele não gostou. – Pensava em você todos os dias, sentia falta dos seus abraços, do seu carinho, da sua atenção voltada para mim... – Ela deu uma pausa, roçando os lábios nos dele. – Dos seus beijos. – Completou em sussurrou.

— E eu dos seus.

Oliver colou os lábios nos dela, no instante seguinte, sem deixá-la dizer mais nenhuma palavra. A mão que se encontrava no rosto, caminhou lentamente até os cabelos longos e lisos, segurando-os entre os dedos, dando mais urgência ao beijo que havia começado de forma calma. Felicity o apertou mais contra ela, correspondendo ao beijo da mesma forma, sentindo a língua dele guerrear contra a dela, fazendo-a gemer baixinho. Ele ouviu aquele som no qual sentiu tanta falta, naqueles dias em que se passaram, apertou o corpo dela mais contra si, puxando-a para seu colo, rapidamente, fazendo-a ficar com as pernas de cada lado de sua cintura, sem deixar os lábios deliciosos e carnudos. A sensação de tê-la mais perto, de ter os lábios dela da forma como gostaria a tantos dias, só aumentou quando sentiu os seios – tampados por uma blusa de alça fina – serem pressionados em seu peito, e foi só então que ele avançou mais no corpo perfeito. Seus lábios deixaram os dela, lentamente, passando a explorar bochecha, pescoço, ombro, colo, com a língua, no mesmo ritmo no qual havia deixado a boca deliciosa a pouco.

— Oliver. – O gemido dela, o fez despertar, e no mesmo instante, se afastou, completamente, se levantando, ofegante. Felicity, que estava igualmente a ele, o olhou de forma confusa. – Por que... – Se interrompeu por conta da respiração anormal. – O que houve?

— Eu..., eu não quero te pressionar a nada. – Confessa, depois de um tempo. – Você voltou a pouco mais de uma semana, as memórias do que houve ainda estão vívidas em você, e eu não quero... – Se interrompeu, mas ele não precisava continuar, ela havia compreendido.

— Eu quero você. – Confessou, olhando-o nos olhos, sem desviar nem por um segundo, e ele se surpreendeu com a firmeza das palavras que saíram da boca dela. – É verdade que as memórias ainda estão vívidas e que... – Desviou o olhar. – Ainda tenho pesadelos, mas...

— Podemos esperar. – Ela o olhou, e então ele se colocou a voltar a se aproximar. – Você provavelmente precisa de mais tempo, não quero te causar dor, ou angustia ao... – Deu uma curta pausa. – Ao se entregar para mim.

— Você não me machucaria.

— Não fisicamente. – Se sentou onde estava antes. – Mas os meus toques podem fazê-la reviver o que passou, meu amor, e eu não me perdoaria... – Ela abriu a boca algumas vezes, sem desviar o olhar. – Eu posso esperar o quanto for necessário.

— Eu te quero.

— Eu sei. – Colocou a mexa negra atrás da orelha dela. – Eu também te quero, muito.

Seus olhos continuaram focados um no outro, a mão direita do Queen tocava a pele rosada do rosto da esposa, carinhosamente. Ele a compreendia, e como havia dito, esperaria pelo tempo que fosse necessário, para tê-la em seus braços. A queria, provavelmente mais que ela o queria, mas precisava se controlar, precisava resistir, por mais difícil que fosse, por ela, pela mulher que amava; não queria machucá-la de alguma forma, e se o fizesse, não se perdoaria jamais. Enquanto a tivesse ao lado dele, a visse sorrir como antes, dar as gargalhadas que preenchiam a casa de alegria, junto as gêmeas, que a encontrasse dançando e cantando como antes, enquanto preparava as refeições, ou mesmo durante o banho, bastava; a felicidade dela, era a felicidade dele.

Pouco depois, de ficarem ali, olhando nos olhos um do outro, sem desviarem nem por um segundo, ouvindo a respiração, sentindo o calor do corpo do outro e acariciando um ao outro, Oliver se surpreendeu com o gesto ousado da esposa, ao se colocar por cima dele, como a alguns minutos atrás; ele sentia seu nervosismo; as mãos dela se enroscaram nos cabelos loiros, encostando a testa dela na dele, roçando os lábios nos dele, de forma carinhosa.

— Felicity...

— Me beija. – Pediu, interrompendo-o.

— Eu não acho...

— Apenas me beija, Oliver. – Ele desviou os olhos dos dela, descendo até a boca, pousando sobre ela por alguns minutos antes de se voltar para os olhos esverdeados.

— Eu não acho que deveria.

— Você disse que me quer. – Retrucou, baixinho.

— E como, você não faz ideia de como é difícil resistir a você.

— Então, não resista. – Colocou mais seu corpo no dele, fazendo-o trincar os dentes, por sentir os seios dela contra seu peito nu. – Me beija. – Pede novamente, dessa vez, com mais desespero.

— Me prometa que vai me parar caso não se sinta confortável. – Puxou os cabelos dela, com delicadeza, fazendo-a o olhar deles ficarem mais cravados um no outro. – Me prometa.

— Eu prometo.

E só então ele a beijou, como ela queria.

Mas diferente da última vez, era calmo, sereno, de forma que ele parecia estar querendo aproveitar aquele momento, e ela não poderia estar mais feliz por isso; era exatamente o que ela queria. Mexeu o próprio corpo em cima dele, seus sexos encostaram provocantemente um no outro, fazendo-o mordeu os lábios dela, apertando a mão livre em sua cintura; ele precisava se controlar, e por isso a tirou de seu colo, colocando-a ao seu lado no sofá, não se demorando em deitá-la, fazendo o mesmo com o próprio corpo, por cima dela, sem deixar os lábios dos dela. Ele sentiu a outra mão dela caminhar pelos seus músculos do braço direito, quando seus lábios voltaram a procurar pelos dela, as mãos pequenas e delicadas continuaram com a carícia, fazendo-o ficar ainda mais excitado. Seus sexos tiveram contato, apesar de estarem vestidos, e ambos gemeram baixinho no ouvido um do outro. Felicity apertou a mão livre nos ombros, até que suas unhas tivessem contato com a pele. Oliver apertou a cintura fina com certa força ao sentir os seios dela roçarem cada vez mais contra seu peito, e a loira soube que pela força que ele apertava algumas partes de seu corpo, marcas arroxeadas apareceriam, mesmo assim, não se importou nenhum pouco. As mãos dele adentraram a blusa que vestia, subindo vagarosamente, até os seios, os lábios descendo, fazendo o mesmo caminho de a pouco, de forma mais selvagem dessa vez; ele a mordiscava vez ou outra, apertava um dos seios e colava seus corpos cada vez mais – se é que era possível –, tocando-a e a beijando sempre, quando de repente, ela estremece, empurrando-o pelos ombros no momento seguinte.

Oliver franziu o cenho imediatamente, olhando-a de forma preocupada.

— Felicity?

A esposa fechou os olhos e balançou a cabeça.

Mesmo sem querer, se lembrou dele.

Não era ele que estava com ela, não era ele que estava a beijando, seu cérebro sabia disso, então por que seu corpo não sentia o mesmo?

Passou os dedos nas palmas das mãos, tentando não tremer, por aquelas lembranças voltarem como em um filme, tentou não demonstrar o medo que sentiu por estar com a voz dele em sua mente naquele momento; agora tanto seu corpo quanto seu cérebro estava traindo-a.

As mãos dele passando pelo corpo dela, machucando-a, a voz dele, rouca; ouvia as mesmas palavras, cada uma delas, ela podia até mesmo ver o sorrisinho maldoso nos lábios dele, e por esse motivo, não pode deixar de estremecer mais uma vez.

Não é o Cooper, é o Cooper, não é o Cooper...

Repetia várias vezes, tentando fazer com que seu corpo se acalmasse e sua mente parasse de levá-la para aqueles dias de horror que tivera com aquele monstro; a sua mente captou a mensagem, mas infelizmente, seu corpo não, o que fazia com que sua respiração ficasse anormal e seu corpo trêmulo.

— Tudo bem. – Ele sabia que não estava. – Tudo bem. – Enroscou os dedos nos cabelos loiros, puxando-o para um beijo, mas Oliver a afastou.

— Eu sei que não está. – Seus olhos se encontraram. – Sua respiração está ofegante, e não é por causa dos meus beijos, você estremeceu, e não de uma forma boa.

Ele esperou que ela respondesse. Esperou o que pareceu longos minutos, mas não se importou, principalmente porque tinha uma ideia do que havia acontecido.

— Eu...

Ela finalmente se pronuncia, mas imediatamente, faz uma pausa. Mesmo assim, Oliver espera para que ela continuasse.

— Eu só me lembrei... – Balançou a cabeça. – Veio algumas cenas na minha mente, só isso. – Consegue terminar, com os olhos cravados no peito dele, até que desvia para os olhos claros dele, antes de voltar a se pronunciar. – Mas isso não me impede de continuar.

O Queen, mesmo querendo muito ter sua esposa em seus braços novamente, balança a cabeça ao perceber que ela estava se forçando a algo que ele sabia, não seria bom para ela no final.

— Eu não quero que se sinta pressionada.

— Não, eu não me sinto. – O olhou nos olhos. – Eu quero você.

Ele sorriu, tocando o rosto, agora pálido.

— Eu também quero... – Se afastou, fazendo-a franzir o cenho. – Mas esse não é o momento.

— Mas...

— Quando estiver completamente confortável, vai acontecer..., mas por enquanto... – A puxou para se sentar. – Deixamos o tempo passar. – Ela desviou os olhos. – Ei. Olha para mim. – Ela o fez, de imediato. – Você não precisa ficar constrangida.

— Eu só..., não gosto dessa situação. É como se eu estivesse sendo a pior esposa do mundo, porque...

— Não repita isso nunca mais. – A interrompe, mas não de forma grosseira e sim com todo o carinho que ele poderia transmitir. – Você é a melhor esposa que eu poderia ter, Felicity. É meu mundo. Você passou por algo que a traumatizou, e eu compreendo isso. Se é difícil resistir a você? Oh, se é. – Ela não pode deixar de sorrir pela forma que ele disse. – É o verdadeiro inferno, principalmente quando está com aquelas suas camisolas transparentes.

— Eu posso deixar de usá-las. – O cortou.

— Não mesmo, eu gosto de ver você nelas.

— Então... – Inclinou a cabeça.

— Eu te amo, e do jeito que você é, mesmo com suas roupas curtas e suas camisolas transparentes. – Diz sorrindo ladino. – Posso aguentar.

— Sinto muito.

— Pare de se desculpar, meu amor. – A puxou para seu colo. – Está tudo bem. Você precisa de mais tempo para se entregar para mim, e eu posso esperar pelo tempo que precisar. – Beijou seu rosto e o canto de sua boca. – Além disso... – Mordiscou os lábios dela. – Não é porque não pode ser completamente minha... — A ouviu dar um suspiro baixinho. – Que eu não posso te beijar do modo que eu desejar, quando eu desejar. – Sussurrou, deixando um beijo calmo do lado direito de seu pescoço. – Ou quando você desejar.

A olhou nos olhos, enquanto acariciava o rosto, agora corado novamente, carinhosamente.

— Quando eu desejar?

— Quando você desejar.

— Então me beije.

Ele sorriu antes de fazê-lo, calmamente.

Notas finais
Quem gostou da emoção que foi esse capítulo do começo ao fim? Teve um pouco de tudo, né? Teve romance, teve momento tenso, teve, infelizmente, Felicity sofrendo com os pesadelos e com o fato de ainda não estar pronta para se entregar ao marido. Mereço comentários? Bom, espero que sim, hein! Independente disso, vejo vocês no próximo, que eu ainda não sei quando virá. Kissus.