Kupidon
74 Capítulo Cinquenta e Dois
Notas iniciais

O casal Queen fez a revelação à família três dias depois que a loira fez a revelação aos amigos no restaurante – os pais haviam viajado, para tentarem se esquecer da tensão dos últimos dias, e por isso demoraram um pouco mais para revelarem. Assim que voltaram, Felicity pediu para que todos estivessem na casa de seu pai – depois de avisá-lo que tinha algo importante para contar –, e então contou a todos sobre a notícia, mas eles não ficaram surpresos um terço quando souberam que eram trigêmeos. E essa última notícia, nem os amigos sabiam ainda. Tommy gargalhou, fazendo com que todos o olhassem. Oliver já esperava por tal reação, vindo do amigo. O casal ouviu um comentário vergonhoso, que eles também já esperavam – o que não deixou de fazer com que a loira corasse –, e antes de se calar – não por muito tempo, vale ressaltar –, disse que havia percebido que a irmã estava estranha já tinha uns dias. Roy disse que eles estarem esperando três filhos, era culpa da coelhagem deles, e esse comentário fez com que Malcom Merlyn o fuzilasse. Moira e Rebecca abraçou a grávida, parabenizando-a, demonstrando o quão animadas estavam com aquela gravidez, já que era a primeira vez que viam trigêmeos tão de perto. Robert também a abraçou, assim como ao filho, ao mesmo tempo, deixando Malcom por último. Ele estava surpreso, mas feliz pela filha. Ele não só a abraçou, como beijou seus cabelos loiros – que já precisavam de um novo retoque –, e colocou a mão na barriga da filha.
Tinha sido um momento memorável. Tommy pediu para que Nona – a governanta da mansão dos pais – tirasse uma foto de todos eles, antes do almoço em fim ser servido. Felicity queria ter contado depois da refeição, mas Thea Queen e Tommy Merlyn não deixaram, ficaram em cima do casal Queen, infernizando para que contassem logo, completamente curiosos, já que não sabiam que a revelação o fato de estarem grávidos. Felicity já esperava por tal ansiedade vindo dos irmãos, os conhecia bem. Oliver, antes de sair de casa, avisou que provavelmente a revelação seria antes do almoço, e ele estava mais que correto, quando foram interceptados pelos Merlyn, assim que entraram na mansão. Ela os amava demais, até quando era insuportáveis, inconvenientes, reclamões e exagerados.
Depois do almoço em família, Oliver ficou conversando com a mãe e o pai, deixando Felicity curiosa, porque quando ele voltou para junto dela, no sofá, ele não quis dizer sobre o que conversavam. Poderia tentar fazê-lo falar, mas sabia que não adiantaria, conhecia o marido que tinha. As crianças, que haviam chego do parque aquático com a escola, haviam sido entregues por Tyler, Dimitri, Ethan e Jake. Haviam passado três dias no tal parque, e chegaram mais animados do que quando haviam ido. Como combinaram, Felicity e Oliver acharam que aquele momento seria perfeito para que as gêmeas soubessem que teriam irmãos. Todos já estavam sabendo, e elas também precisavam saber. Enquanto lanchavam, na sala, sobre os olhos do casal — os outros haviam ido descansar um pouco —, eles pediram para conversar. As gêmeas ficaram confusas, achando que haviam feito algo, mas então Lyon fez o comentário que fez com que os tios rissem.
— Quando o papai Barry e a mamãe disseram essa mesma frase pra mim, era porque estavam querendo me contar sobre a Natty.
— Garoto, você é esperto demais. – Diz sorrindo, bagunçando seus cabelos.
— Isso quer dizer que ele acertou? – A pergunta veio do filho mais velho de Helena, Adam.
— Nós vamos ganhar um irmãozinho? – As gêmeas perguntam juntas, animadas.
— Isso mesmo. – Oliver diz, sorrindo. – Sua mãe está grávida.
— Por isso a tia está com a barriga grande.
— Nem tão grande. – Murmurou para Killian, fazendo o marido rir ao seu lado.
— A senhora estava assustadora por esses dias, tia. – E novamente Oliver riu.
— É bem verdade, mamãe. Killian está certo. – Amily diz. – A senhora até assustou o Sr. Parker.
— Eu disse que elas não iriam se esquecer daquele dia.
— A minha mãe também ficava assustadora quando estava grávida. – Lyon comentou.
— A minha já é assustadora sem estar grávida, imagina quando estiver. – O casal não pôde deixar de rir, ao ouvir Andrew.
— Não diz isso pra mamãe, tia Lissy, tio Ollie. – Killian pede, juntando as mãos em frente ao corpo.
— É nosso segredo. – Os Palmer – porque agora os filhos de Helena também tinham esse sobrenome – sorriram.
— Então, o que acharam dessa notícia?
— Eu amei, mamãe. Eu sempre quis um irmãozinho.
— Eu também. Mas eu sempre quis uma irmãzinha. – April diz depois da irmã. – Quero decorar ela que nem eu faço com as minhas bonecas.
— Coitada dela. – Lyon e Killian dizem juntos, fazendo os tios rirem.
— Então, nós ainda não sabemos o sexo... – Felicity olhou para o marido, antes de se voltar para as crianças. – Mas, essa não é a única notícia.
— Não? – Perguntam juntos, e eles balançam a cabeça.
— Huhm. São trigêmeos. – Os olhos das crianças se arregalaram.
— Três? Então tem três bebês aí dentro, mamãe?
— Três irmãozinhos? – Completa, depois de April.
— Isso mesmo. – Felicity assente.
— Que legal. – Lyon diz sorrindo. – Deve ser demais.
— Deve ser bem problemático. – Killian diz. – Um bebê já é difícil, imagina três? – Oliver riu.
— Vocês duas não vão dormir tão cedo quando eles nascerem. – Andrew concorda com o irmão.
— Agente pode escolher os nomes? – Perguntam animadas, abraçando os pais, não se importando com o que os primos diziam ao seu lado, porque tudo que elas conseguiam ouvir, era os pais dizendo que teriam três irmãos. E elas estavam ansiosas para vê-los e pegá-los.
**--** **--**
Mais tarde, quando estavam todos lanchando, Moira diz que precisava entregar algo muito importante à nora. Felicity não sabia o que era, mas estava realmente curiosa. Mesmo que conversassem, a curiosa loira, não parava de imaginar o que seria. Deixou de pensar por um momento, quando Tommy falou algo sobre creche, e em seguida, surpreendendo a todos, Oliver retrucou, avisando que ele acabaria pagando língua agora que Caitlin estava grávida. Os amigos, e familiares não esperavam por essa revelação. O Queen até mesmo pediu desculpas ao casal, que não se importaram realmente. Eles iam contar de qualquer forma, naquele mesmo dia. Rebecca ficou tão feliz que não conseguiu reprimir um gritinho alegre, indo abraçar os filhos. O casal foi parabenizado por cada um dos amigos, por Moira, Robert e Malcom que estava feliz em saber que seria avô novamente. Descobriram que estava com apenas um mês a menos que Felicity, o que queria dizer que praticamente nasceriam juntos.
Lyon foi o que ficou mais animado de todos. Assim como ficou, quando soube de Natty. O garotinho não esperava ouvir que teria mais um irmão, mas já havia comentado que esperava que a tia Cait engravidasse. Killian, para provocar, disse que ele sofreria se viesse novamente uma menina, o que fez os adultos rirem. Era mais uma alegria para aquela família, que estava a cada dia crescendo mais. Malcom, apesar de ainda sentir ciúmes dos filhos, em especial de Felicity, estava feliz por cada um deles. Roy fez uma provocação, quando Rebecca disse que queria a casa cheia de netos — o que deixou a nora envergonhada; disse que com a língua grande que ele tinha, era capaz de vim quíntuplos, e todos gargalharam quando Tommy jogou um bolinho na cara do cunhado, que não se importou nenhum pouco.
Antes que mudassem de assunto, Roy perguntou ao Barry e ao Ray se eles também não estavam escondendo alguma coisa, como por exemplo: as esposas grávidas. Helena começou a tossir exageradamente, surpresa por tal pergunta, fazendo com que os amigos começassem a rir, e Laurel e Barry responderam que ainda não havia acontecido. Não era surpresa para nenhum dos presentes, que eles estavam tentando ter uma nova criança, principalmente porque assim ela e Natty poderiam ter uma faixa etária perto uma da outra. Ray respondeu que não pensavam em ter filho ainda, ao mesmo tempo que a esposa mandava o Harper parar de ser inconveniente, o que não adiantou de nada, porque em seguida, Tommy se juntou a provocação, dizendo que não se surpreenderia se eles avisassem daqui algumas semanas que estavam grávidos.
— Eu iria gostar demais. Imaginem..., vocês cinco grávidas? – Thea diz, animada. – Seria um sonho realizado.
— Seria perigoso, isso sim. – As mulheres fuzilaram Roy. – Vocês ficam assustadoras quando estão grávidas. As gêmeas me contaram coisas interessantes sobre você, e agora eu entendo o que estava acontecendo. – Felicity revirou os olhos.
— Como será que viria, caso Helena engravidasse?
— Você iria gostar de ter uma menina, Ray? – Barry pergunta depois do comentário de sua fantasiosa esposa.
— É claro que gostaria. Ele é apaixonado nas filhas de vocês. – Roy diz.
— Eu ainda temo que ele tente roubar a Kitty de nós, Ollie, Barry. – Os outros dois riram.
— Vamos nos ater aos fatos? Eu não estou grávida.
— Ainda. Se prepare, porque parece que gravidez se transformou em virose. – Todos riram ao ouvir Roy. – Eu não ficaria surpreso se Helena e Laurel anunciassem a gravidez daqui algumas semanas.
— Eu também não. – Tommy concordou.
— Eu acho que todas ficarmos grávidas juntas, seria bem divertido.
— Para quem, Cait? Porque nós, os homens, sofreríamos nas mãos de vocês. – Caitlin e Felicity, que estavam ao lado de Tommy, bateu em seus braços. – E eu apanho por estar falando a verdade. – Seus pais e tios riram, balançando a cabeça.
— Tommy, você deixa a sementinha dentro da sua mulher, e quer reclamar? – As mulheres riram ao ouvir Thea. – Vocês homens não fazem mais do que a obrigação de vocês, em aguentar suas mulheres sendo neuróticas... – Olhou para as amigas e irmã. – Com todo respeito. – Elas riram. – Elas estão com os hormônios a flor da pele, querido, estão carregando seus bebês..., e eu acredito que deve pesar pra caramba. Lembro que Laurel parecia um pinguim na gravidez de Lyon.
— Obrigada pela parte que me toca. – Novamente as gargalhadas foram ouvidas.
— Era linda de qualquer jeito. – Sorriram uma para a outra, antes da mais nova se virar para os homens na mesa – excluindo os pais. – Vocês homens são obrigados a fazer as vontades delas. – As outras concordaram.
— Thea, eu adoro você. – Helena diz, rindo, fazendo a outra sorrir.
— Eu fico imaginando a Felicity com um barrigão daqui alguns meses.
— Eu também imagino. – Oliver diz sorrindo.
— Cunhado, você imagina porque está ansioso para sentir a creche mexer, mas eu digo isso, porque fico preocupado com ela. Ela é baixinha demais para carregar três bebês.
— Primeiramente, Roy, creche é a senhora sua mãe. – Os outros começaram a rir. – E em segundo lugar, eu amo ser baixinha, não me importo nenhum pouco.
— Nem eu. – Beijou sua bochecha, fazendo os outros sorrirem com a carinho de Oliver para com a esposa. – Amo você baixinha assim. – Ela sorriu para ele.
— Tommy, Caitlin, já imaginaram se vem trigêmeos também? – O casal olha para Ray.
— Espero que venha só um.
— Do jeito que a língua do Tommy é enorme, Cait, eu não me surpreenderia se viessem trigêmeos. – O outro fuzila Barry.
— Imaginem toda essa creche reunida.
— Não chame meus filhos de creche, Roy. – Caitlin, Felicity e Laurel – apesar de ainda não estar grávida – dizem juntas, fazendo os outros rirem.
O som das gargalhadas das crianças, que brincavam no jardim, era ouvido por cada um dos presentes, que se encontravam na sala de star. O latido dos cachorros, inclusive o de Lyon, chamava a atenção dos pais e avós das crianças, vez ou outras. Moira e Rebecca haviam combinado de fazer um jantar em comemoração a gravidez de suas noras, mas no dia seguinte, já que Oliver tinha planos para aquela noite. Felicity não pôde deixar de ficar curiosa, mais uma vez, ao ouvir a afirmação de que o marido estava mesmo planejando alguma coisa. Tommy e Barry olharam para o amigo, e a loira soube que eles e Ray estavam sabendo de tudo. Mas ela se perguntava o esse tudo queria dizer. Sua atenção foi novamente desviada, ao ouvir a sogra lhe chamar. Só naquele momento, ela havia percebido que Moira tinha algo nas mãos. Seguindo-a para a sala de TV, se perguntou o que era o saco de papel que ela carregava.
Se sentaram no sofá, uma do lado da outra.
— Eu tenho uma coisinha para você. – Moira diz, colocando o saco roxo e branco, com a marca em lilás, e letras delicadas e personalizadas em cima do sofá, entre as duas. – Eu comprei isso quando você e Oliver se casaram. – Sorriu. – Eu imaginei que em algum momento você engravidaria, e eu já queria estar preparada.
— O que é?
— Eu espero que goste. – Entregou a sacola para a nora que pegou imediatamente. – Eu não sei se vai gostar da cor, mas... – Felicity colocou a mão dentro da sacola, e percebeu que era uma caixa, assim que a puxou, se surpreendeu.
— É um... – Olhou para a sogra. – Diário?
— É. Eu dei um á Sara também.
— Eu sei. Oliver me mostrou a um tempo atrás, disse que tinha sido você quem deu a Sarah. – Moira ficou surpresa. Felicity passou a mão na caixa tão bem detalhada. Se permitindo ser curiosa, ela abriu a caixa, encontrando um caderno com as mesmas flores e cores da caixa, escrito Felicity no meio.
— Você gostou?
— Eu amei. É lindo, obrigada. – Moira balançou a cabeça. – Acertou até mesmo na cor, eu amo roxo. É minha cor preferida.
— Eu perguntei para as gêmeas, e elas disseram isso mesmo. – Felicity sorriu. – Eu fico feliz que tenha gostado.
— Eu vou usar com muito carinho.
Olhou para o caderno, se lembrando da gravidez. Ela ainda tinha muito medo de não dar certo, de novamente os perder. Havia acontecido duas vezes, e ela se perguntava se era mesmo para ela ser mãe. Já amava aqueles bebês, eles já eram parte dela, e não gostaria de perdê-los. Não suportaria. Uma de suas mãos foi imediatamente até a barriga avantajada. Não gostava nem de pensar no pior, ela se sentia mal quando pensava daquela forma, e ficava agoniada, tanto que acaba preocupando o marido. Não era isso que ela queria. Balançou a cabeça, se impedindo de ficar pensando naquilo. Daquela vez daria certo. Ela tinha que ter fé. Assim como Oliver sempre pedia, sempre a induzia fazer. Ter fé. Acreditar que tudo daria certo, e que ela teria seus filhos. Dessa vez aquela gravidez vingaria, ela tinha que acreditar tanto quanto o marido, e todos seus amigos e familiares acreditavam. Já tinha contado para todos, e fazia dias que não sentia aquele medo, aquela agonia, aquela vontade de chorar, por ficar pensando no pior o tempo todo. Desde que contou para todos, era a primeira vez que aquele sentimento de que tudo ficaria bem, voltava.
— O que é isso? – Elas se viram, encontrando Oliver com as mãos nos bolsos.
— Sua mãe me deu. – Oliver arqueou as sobrancelhas ao reconhecer aquele estilo de caixa.
— Você deu um diário para ela?
— Para ela escrever sobre os bebês, querido. – Oliver sentiu uma coisa estranha no peito, ao ver aquele diário, se lembrando de ver Sara escrevendo-o. Se despedindo dele, das gêmeas e da família inteira, por aquele caderno.
— O que está pensando? – Mesmo que Felicity perguntasse, ela sabia o que ele pensava. – Está se lembrando de ver Sara escrevendo em um parecido? – Seus olhos se encontraram.
— Eu só... – Suspirou, e deu a volta no sofá, sentando-se ao lado da esposa. – Isso não me traz boas lembranças. E definitivamente ver você com esse diário, estando grávida, me faz voltar no tempo.
— Não vai acontecer o mesmo, Oliver. – A mãe disse. – Felicity não vai se despedir de nós por ele. – Sorriu. – Ela vai escrever os momentos incríveis que está passando na gestação. – Olhou para a Nora. – Você já está com três meses, mas pode começar a escrever desde já. – Felicity olha para o marido, esperando pelo que ele diria. Se isso o fizesse mal, ela não aceitaria aquele lindo presente, mesmo que quisesse muito.
— Está tudo bem se quiser fazer isso. – Pegou na mão livre dela. – Só por favor, não se despeça de mim. – Ela sorriu, beijando seu rosto.
— Isso não vai acontecer, meu amor.
Ele beijou o rosto dela, sentindo um medo gigante, mesmo que nem por um segundo, ele demonstrasse. Gostaria de não pensar de forma negativa, logo ele, que dizia o tempo todo que a esposa deveria pensar positivo, que ela deveria acreditar naquela gravidez. Mas foi impossível não ser negativo, quando viu aquela caixa, foi impossível não sentir medo, quando viu a esposa, tão loira quanto sua ex-mulher, sorrindo com as mãos naquele diário. Tão parecidas, e ao mesmo tempo tão diferentes. Elas tinham coisas demais em comum, e agora, tinham mais uma coisa, algo que sua mãe havia dado de presente – um gesto muito bonito, ele tinha que admitir — ele só esperava que elas não tivessem uma última coisa em comum: morrer no parto. Seu corpo se arrepiou, e como para se sentir menos temeroso, e para proteger a mulher que ama, ele a abraçou mais forte. Vai ficar tudo bem, pensa enquanto a trazia para mais perto de seu corpo.
**--** **--**
Felicity se perguntava, pela milionésima vez, para onde seu marido estava levando-a. Quando ele pediu para que ela se arrumasse, e disse que eles sairiam, ela imaginou que iriam jantar fora. Não estranhou quando ele deixou as gêmeas com os avós, imaginou que ele estava querendo um jantar romântico. Ficou extremamente curiosa quando ele disse que não iriam para um restaurante. Se não era isso, então o que era? A loira não gostava muito de surpresas, normalmente ela se dava mal com surpresas, e era por esse motivo que ela estava incomodada com aquele silêncio sepulcral que estava no carro. Seu marido não dizia uma palavra.
Oliver havia percebido o incômodo da esposa. Ela mexia o corpo vez ou outra, tirava o salto de um dos pés, colocava em cima do banco do carro, olhava para fora, mesmo com o vidro escuro fechado. Apesar de estar com doze dos seguranças em sua cola, e isso incluia quatro das garotas, apenas Mike e Gregory estavam sabendo do destino, e só porque eles estavam dirigindo os dois carros em que estavam seguindo-o.
O Queen quase riu ao ouvir a esposa bufar, novamente. Ela estava agoniada. Ele sabia que ela não gostava de surpresas, mas ele também sabia, que daquela, ela iria gostar. Tinha certeza. Havia preparado tudo, sem que sua loirinha soubesse. Ele se perguntava como seria sua reação, ao ver onde estava levando-a. A viu apoiar a cabeça na mão direita, depois de apoiar o cotovelo perto do vidro. Oliver tinha certeza de que ela estava se segurando para perguntar, pela décima vez, onde estava levando-a. E ele tinha mais certeza ainda, de que ela não conseguiria aguentar segurar aquela pergunta por muito tempo dentro da boca.
A loirinha percebeu que seu marido estava adorando fazê-la ficar daquela forma; curiosa, ansiosa, nervosa. Ela estava odiando ver o quanto ele se divertia a suas custas. Não que o odiasse de verdade, mas era revoltante ele estar com aquele sorrisinho no canto dos lábios, vendo-a se remexer no banco daquele carro, tentando não perguntar mais uma vez, para onde estavam indo. Era mais difícil ainda, quando ele não dizia nenhuma palavra. Nem mesmo o som que tocava "Mercy — Shawn Mendes", baixinho, conseguia acalmá-la. Ainda que amasse aquela música, não conseguia se concentrar nela, ou mesmo cantar, como fazia sempre.
— Oliver, onde estamos indo? Você deixou as gêmeas com seus pais, e me trouxe..., á noite... – Olhou para fora, abrindo o vidro, sentindo o vento gelado da noite fria. – Eu nem mesmo sei que rua é essa. – Oliver fechou o vidro. – Por que?
— Não quero que descubra onde estamos indo.
— Olha, Oliver, eu não gosto de surpresas. Você sabe disso muito bem. Surpresas normalmente são horríveis, e a gente se assusta, o que é pior ainda, odeio me assustar. Pode por favor falar de uma vez onde estamos indo? – Ela diz rápido, fazendo ele rir.
— Fazia um tempo que não fazia isso.
— Não vai me responder?
— Não. – A olhou rapidamente, tirando uma das mãos do volante. – Fica quietinha. – Pede, enquanto sua mão subia pela coxa, por debaixo da saia do vestido, até chegar perigosamente perto de sua intimidade.
— Oliver. – Ela gagueja pelo toque inesperado. Ele sorriu, tirando a mão em seguida.
— Já estamos chegando. – Pousou a mão na coxa grossa, por cima do vestido, apertando de leve.
Felicity bufou, enquanto cruzava os braços frente ao corpo, incomodada. Mais incomodada do que já estava. Ela odiava surpresas, ele sabia disso, e parecia que fazia aquilo tudo de propósito. Se perguntava por mais quantos minutos eles estariam dentro do carro, na estrada, seguindo para sei lá onde. Amava seu marido, mas mais um pouco ela surtaria. Ela imaginou que ele queria lhe fazer uma surpresa, e imaginou que ela seria muito boa, mas odiava ficar sem saber das coisas. Era por esse motivo, também, que não gostava de surpresas. Ela o olhou de soslaio, mas ele estava focado na estrada. Era de propósito, ele gostava de lhe ver surtando, ela pensou, enquanto desistia de tentar abrir o vido. Passou-se meia hora; ela contou no relógio do celular, quando Oliver passou por um portão cinza claro, que ela não conseguiu identificar de que era.
— Já vai me dizer onde estamos?
— Nós chegamos, srta. impaciência.
Ela bufou, antes de olhar para onde tinham parado. Era um estacionamento, onde cabiam mais dois carros. Frente a ele tinha uma casa média, de dois andares. Felicity se perguntava, agora, de quem era aquela casa. Ela nem mesmo percebeu quando Oliver desceu do carro. Ela o olhou, quando ouviu sua porta se abrir.
— Desce.
A ajudou, e ela pôde observar melhor a casa de 400 metros quadrados. As paredes do lado de fora eram brancas, acima tinha uma grande sacada marrom claro, pegava quase toda a parte da frente da casa, entre um vidro e outro, ainda na parte de cima, havia uma faixa larga feita de madeira talhada, e a porta de entrada era de madeira maciça com um puxador metálico na cor marrom escuro. Uma pequena parte da parede, ao lado da porta, havia um blindex.
https://aarquitetadicas.files.wordpress.com/2013/06/humberto-032.jpg OU http://civconengenharia.com.br/wp-content/uploads/2015/12/projeto-3D.jpg
— Vamos entrar? – O marido pergunta, depois de pegar na mão da esposa.
— De quem é essa casa? – Ele sorriu e a puxou, pegando a chave que estava em seu bolso, em seguida, e abrindo a porta, fazendo-a entrar primeiro. Assim que eles pisaram no hall as luzes dela se acenderam. – Legal.
— Não é?
O hall era grande, e espaçoso. O piso de porcelanato quadriculado, branco e cinza pacific-wave. Oliver voltou a pegar na mão dela, depois de trancar a porta, levando-a para sala, que acendeu as luzes do mesmo jeito que aconteceu no hall. Felicity observou bem. As paredes eram em um rosa marfim. Uma TV enorme estava pregada a parede. Frente a ela tinha dois sofás cinza; um de seis lugares e um de quatro. Um tapete grande e felpudo, também rosa marfim, estava à frente dos sofás. Do outro lado da sala de TV, tinha outra sala, de Star dessa vez, a cor das paredes era um pouco mais escura que a outra, e tinha os mesmos dois sofás, mas dessa vez, brancos, além de duas poltronas na mesma cor de cada lado dos sofás. No meio, uma mesa de centro, de vidro. O marido a levou até lá, e ela pôde ver que entre a parede da sala de Star, e o outro lado dela, levava às escadas extensas com curvas, que eram de granito branco com o corrimão delicado e personalizado em ferro forjado, com detalhes de várias flores desenhadas no espaço aberto, entre as duas vigas.
— Oliver... – Ela enfim o olha, depois de olhar cada detalhe da parte debaixo onde estava. – De quem é essa casa? E por que estamos aqui?
— Não gostou? – Ela revira os olhos.
— Por que você fica me fazendo outra pergunta, ao invés de me responder? – Ela reclama.
— Apenas responda. Você gostou?
— Gostei. É simples, e a combinação das cores ficaram legais. Na verdade, ela é perfeita.
— É nossa. – Ela desvia os olhos das escadas, e o olha surpresa. – Essa casa é nossa.
— O-o que?
— Eu comprei a algumas semanas. E mandei fazer algumas mudanças. – Sorriu. – Tudo bem, várias mudanças.
— Espera, você comprou para nós? – Ele quase riu. Sua esposa estava tão surpresa, que ele se perguntava se ela tinha o ouvido depois de dizer que a casa era deles. – Mas e o apartamento?
— Eu quero que os trigêmeos cresçam aqui, e não no apartamento. Eu quero que eles tenham um jardim enorme para brincar. Eu fui feliz no jardim da mansão Queen.
— Eu imagino. – Ele riu e ela o acompanhou.
— Então, eu quis te fazer uma surpresa. – Ela sorriu, o abraçando pela cintura.
— Eu adorei a surpresa. E eu adorei a casa. – Diz olhando em volta.
— Quer ver a cozinha?
— Eu iria adorar, mas, sabe..., eu prefiro ver nosso quarto primeiro. – Oliver a olhou malicioso.
— Essa era minha intenção. Por isso não trouxe nossas filhas.
— Oh, você tinha tudo planejado, seu pervertido.
Ele riu, antes de beijá-la levemente, afastando-a em seguida, e puxando-a para o segundo andar. Felicity subiu, passando a mão no corrimão com a mão livre. Seus olhos focaram na no andar em que estava. As paredes tinham o mesmo tom rosa marfim, mas um pouco mais escuro que o primeiro andar. O piso era o mesmo, e as portas nas quais estavam em ambos os lados deles, eram no mesmo estilo da porta da frente, com a diferença de que a cor era mais clara. Eles passaram por seis portas, e ela acreditava, eram todos quartos, e se perguntava para que tantos.
— Temos amigos pra caramba. – Ela o olhou mais uma vez surpresa.
— Como sabia que eu...
— Eu te conheço, amor. – Diz sorrindo.
Ela passou pelo quarto das gêmeas, que tinha uma plaquinha detalhada em tons de rosa onde havia o nome de ambas. Mas eles não pararam nele, como ela já havia imaginado. Não andaram muito, ao lado do quarto delas, seis passos a frente, foi onde seu marido parou, o que a fez fazer o mesmo. Ao olhar para a porta, encontrou uma plaquinha parecida com a das gêmeas, com a diferença de que as cores eram em tons de amarelo.
— "Trigêmeos". – Ela o olhou.
— Nós ainda não escolhemos os nomes.
— E nós ainda não sabemos os sexos. – Ela completa. – Já montou o quarto?
— Não. Ainda não. E você só vai ver quando estiver pronto.
— Que injusto. – Ele riu.
— Vamos para nosso destino.
A puxou, antes que ela quisesse entrar no quarto dos filhos. Oliver abriu a porta e a deixou passar, soltando sua mão. O quarto espaçoso de 4 metros e meio, ficava onde ela tinha visto a sacada quando chegou. Uma cortina branca com blecaute tampava a mesma. O piso era de madeira clara. Ela olhou para a cama box, king-size, que estava no meio do quarto; uma cabeceira preta completava-a. Por cima da mesma tinha uma colcha roxa e três travesseiros com uma fronha roxa com flores brancas. Ela se aproximou do banheiro de 2 metros e meio, sob o olhar atento do marido. O piso era em porcelanato preto e branco. Tinha uma banheira no canto, do outro lado da pia, com mármore branco, e um chuveiro do outro lado, com um box grande de caixilhos de aço e vidro inox. Entre a parede do banheiro e a parede, tinha um closet que ela se perguntava para que precisava ser daquele tamanho. Ela o olhou.
— Não podia ser menor? – E ele riu.
— Eu gosto de espaço. Principalmente porque eu posso ter você dentro dele. – Ela corou e desviou os olhos para o enorme closet que era todo de madeira clara. As portas eram de correr, e tinha duas poltronas dentro dele. Oliver a abraçou por trás. – O que achou?
— Do closet? – Ela provocou e ele revirou os olhos.
— Do nosso quarto.
— Eu adorei. – Ela se virou nos braços dele. – Você acha que é mesmo uma boa ideia nos mudarmos para cá? – Ela estava insegura, e ele sabia que ela ficaria.
— Estaremos seguros aqui. Continuaremos com os seguranças, meu amor.
— Tenho medo. Oliver, ele entrou no apartamento, como não conseguiria entrar aqui?
— Ele está preso, meu amor.
— Não confio nisso. Eu ainda acho que ele está aprontando... – Oliver colocou o dedo indicador nos lábios dela, e ela se calou. Ele sorriu e levou a mão que estava nos lábios dela, até sua cintura.
— Por favor, apenas aproveite nossa casa. Nos mudamos no final de semana. – E ela não pôde deixar de sorrir.
— Tudo bem. – Ela colocou ambas as mãos em cima dos ombros dele. – Eu te amo.
— Eu te amo muito mais.
Sussurra antes de tomar os lábios dela. Felicity se assustou quando o marido a levantou rapidamente, levando-a para a cama, ao mesmo tempo em que ela enlaçava as pernas na cintura dele. Ela sente a maciez da colcha, quando suas costas encostam levemente nela. Oliver se coloca por cima, sem deixar os lábios carnudos. Logo sua língua deixou rastros no pescoço. Quando a língua chegou ao lóbulo da orelha e a mordeu de forma provocativa, ele sentiu o corpo dela estremecer, e logo em seguida ouviu um gemido baixo vindo dos lábios dela. Felicity ouviu quando o barulho do zíper de seu vestido se fez presente, e para ajudá-lo a tirar, ela arqueou o corpo. Observou a esposa. Ele nunca se cansava de observar o corpo dela, agora, composto apenas com um conjunto de calcinha e sutiã, vermelho de renda. A loira passou as mãos pelo peito até chegar à barra da camisa polo preta de manga curta que ele vestia, tirando-a em seguida, rapidamente, com a ajuda dele. Ele retirou a bermuda branca que usava, junto da boxer branca, mas antes que pudesse se colocar por cima da esposa, ela o empurrou para se deitar, e se colocou por cima dele.
— O que está fazendo?
Ele rosna, quando sente ela encostar os sexos de ambos, provocando-o, enquanto mordia levemente sua barriga, subindo lentamente, deixando rastro de sua saliva. Felicity chega à boca, mordendo provocantemente, antes de beijá-lo. Oliver introduz a língua primeiro que ela, colocando uma das mãos nos cabelos loiros, enquanto segurava fortemente a cintura; a barriga já evidenciava o terceiro mês de gestação. Em algum momento a Queen percebeu que já não estava mais com o sutiã, mas não se importou, estava concentrada em beijá-lo provocante. Oliver rosnou mais uma vez quando sentiu o sexo dela apertar mais seu membro, ainda com a calcinha dela atrapalhando.
— Chega. – Quando ela o provocou mais uma vez, ele inverteu as posições — sem machucá-la ou aos bebês -, surpreendendo-a. – Quero você agora.
Ela não se surpreendeu ou se assustou quando ele rasgou a calcinha dela, ela já estava acostumada com aquele ato; era o que ele mais fazia. Ele levou as mãos até o quadril dela, apertando, deixando possíveis marcas de seus dedos, antes de adentrá-la completamente, com toda a sua força, em um ritmo prazeroso, levanto a boca até um dos seios chupando-o com vontade enquanto ela apertava os cabelos loiros com uma das mãos, pedindo por mais. Ele desviou os lábios, subindo lentamente até a boca da esposa, tomando-a em um beijo urgente e desesperado, ao mesmo tempo em que a preenchia cada vez mais profundo e ritmado, tocando-a em um ponto extremamente sensível.
— Oliver. – Gemeu várias vezes, dentro da boca dele.
— Tão apertada. – Seu corpo investia de forma rápida e intensa, contra o corpo dela, e os corpos suados apenas facilitavam a penetração deliciosa. A loira fincou as unhas nas costas largas, sentindo o orgasmo chegar com tamanho necessidade. – Felicity. – Rosnou, estocando de forma mais profunda.
Gemeu, rouco, quase em um rosnado, afetado no momento em que encontrou sua própria libertação, ao mesmo tempo em que a esposa também se libertava. Seu rosto encaixou na curva do pescoço dela, respirando ofegante, buscando ar para preencher os pulmões. Felicity não estava diferente. Ela tinha a mão direita em cima dos cabelos loiros, enquanto também buscava por ar. Oliver beijou seu rosto, antes de se jogar na cama, ao lado dela, puxando-a para cima dele, e tomando os lábios carnudos de forma lenta e prazerosa.
Fale com o autor