Kudasai
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Um sorriso de escárnio surgira nos lábios do homem, quando os olhos cinza como aço por força do acaso encontraram os seus no decorrer daquela reunião. Conhecendo o seu temperamento como ele conhecia, numa outra situação qualquer ela o teria prensado contra a parede, e questionado o porquê de seu sorriso.
A resposta em sua mente alargava ainda mais o mesmo, além de fazer arder em suas veias o desejo de repetir o filme tão vivido em seu pensamento. Um filme onde aquela mulher tão arisca e praticamente indomável já estivera em seus braços... Completamente a mercê de sua vontade.
Olhá-la ali o mais perto que pode dentre todos aqueles anos, o fazia considerar que os homens eram uns tolos.
Por serem tão submissos ao visual geralmente se contentavam apenas com o que estava ao alcance de suas mãos. Com isto eles perdiam verdadeiros tesouros. Unicamente pelo medo de lutar. Ou melhor dizendo, usar os meios necessários para conquistar o que se deseja.
Contraditoriamente, ele não a desejou. Ele apenas queria testar todo o potencial de sua Zanpakutou. E foi depois de ter que ele... Finalmente, deixara de ser um tolo.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo bater da Zanpakutou do Comandante Geral. A reunião chegara ao fim. E a única coisa que ele lamentava era ter de ver sua “bela” tornar-se tão distante novamente... Mas, não antes de ele sentir sobre si mais um de seus olhares repletos de ameaças singelas.
Se ela soubesse que era justamente isto que ele mais gostava nela, certamente se conteria. E isto só a tornava um “brinquedo” mais interessante, concluiu enquanto aspirava o perfume que sempre lhe remetia ao orvalho da manhã.
~
Aizen estava em seu escritório. Mais tarde iria encontrar Tousen e Gim para os últimos ajustes para o ponto mais alto e delicado da realização de seu plano.
Contudo, uma rápida olhada no relógio o fez perceber que ele queria ir a outro lugar antes. E ao contrário da maioria dos insetos Aizen não era o tipo de homem que continha seus desejos pelo contrário ele não media esforços para realizá-los. E a história futura seria testemunha disto, mas por agora tudo o que ele queria saber era visitar uma das páginas mais secretas do seu passado.
Então quando parou de baixo da janela da casa da comandante do 2° Esquadrão, ele entendeu que tudo o que ele queria naquele momento era vê-la.
E num ponto estratégico do telhado através da pouca transparência da cortina ele pode ver a sombra do corpo esguio mover-se com graça enquanto sombras tênues faziam um contorno sensual aos olhos do homem, enquanto ela tirava lentamente a roupa:
Primeiro, o Haori. Depois o obi. E por fim o vestido a escorrer pela pele, praticamente nua. Só de fechar os olhos o homem podia ver cada centímetro daquele corpo, agora banhado pela água que escorria por sua pele, pelos mesmos lugares onde seus dedos anos antes percorreram.
Podia sentir o mesmo perfume, possivelmente a exalar pelo quarto. Lembranças pecaminosas preencheram o vazio deixado pela distancia que impedia Aizen testemunhar um momento tão corriqueiro na vida de uma pessoa, mas que na mente doentia do shinigami tornava-se uma fonte infindável de sensações e até mesmo depravações... Que o colocavam imediatamente teso.
Nem mesmo Hinamori em seu maior vigor, conseguia satisfazê-lo com a pequena mulher que voltara agora para um ponto onde seus olhos podiam deliciar-se com a toalha deslizando sobre as costas sempre tão eretas, as nádegas pequenas e firmes, as coxas apesar de relativamente finas eram bem torneadas pelos duros treinamentos.
Por mais tolice que pudesse parecer, ele adoraria estar naquele quarto agora. Não para ser a toalha que enxuga seu corpo, mas para ser a flama que o faz suar toda a aquela essência única que ele não encontrava em nenhuma mulher.
Delicadas. Sacanas. Nervosas. Dependentes. Sedutores.
Ele já se deparara com muitos tipos. Mas, nenhum sintetizava tão bem a ferocidade de um animal no cio e a fragilidade de uma flor prestes a desabrochar. Aquele definitivamente era um estranho poder... Um encanto tão sutil que a maioria dos homens ao seu redor se quer percebia.
No mesmo instante que ela deslizara a toalha por sua intimidade, ele levara a mão até a parte sobressaliente entre suas pernas. Lembrando-se do gosto de sua intimidade recém-violada... Da pele encharcada pelo gozo... Do inquietante cheiro de uma menina recém-convertida em mulher... E acima de tudo a vontade animalesca de mantê-la sobre o seu domínio... Tudo para ver aquele brilho de pura luxuria em seus olhos.
Foi neste momento que ele conteve seus movimentos.
Sentindo seus músculos se retesarem. Sua respiração tornar-se ofegante. Gotas de suor escorregando por sua pele.
Ele não deveria sucumbir á fraqueza. Aquilo não fazia parte de seu jogo, foi apenas um momento de distração. Numa noite que lembrava tanto aquela.
Aizen estava satisfeito. O único homem que ameaçava seus planos: Urahara Kisuke saíra com o rabo entre as pernas. Yoruichi Shihouin como comandante da Onmitsu Kidou poderia ser um inconveniente... Afinal, ela também era experiente na arte de andar através das sombras.
E seria desagradável se por um acaso ela esbarrasse em tudo o que ele havia construído tão bem, longe das luzes da Sereitei.
Foi quando aconteceu...
Naquele bosque de cerejeiras, algumas pétalas voaram em sua direção trazendo não apenas o aroma da estação, mas a chocante imagem de uma menina dançando com agilidade em torno de sua espada, seus olhos cinzentos banhados em lágrimas, seus lábios moviam-se guiados por sua raiva, que impregnava cada centímetro de sua reiatsu.
Era como ver um anjo sendo corrompido pela própria dor bem diante de seus olhos.
Ele sabia de quem se tratava.
Inconsolável.
Essa era a palavra que a taichou do quarto esquadrão dissera mais cedo, para retratar a situação da jovem tão compenetrada na própria arte que nem o vira se aproximar através das sombras.
Aizen não pudera deixar de sorrir. Ela nunca seria uma ameaça real. Pois, provavelmente nunca alcançaria o poder de sua mestra.
Por um instante... Ele pensara em fazer um favor para a jovem... Levando a mão para sua espada, ele sabia que com um único movimento ele poderia fazer toda aquela dor desaparecer... Seria apenas mais uma vítima afogada no próprio sangue... Alguém que teria a honra de pouco antes de morrer ver a face de um deus prestes a nascer...
Mas, como um futuro deus ele não deveria interferir direto na vida de seus peões. E sim tornar seus movimentos favoráveis aos seus interesses.
Mas, o que a garota teria a lhe oferecer?
Perguntara-se e no mesmo momento que tirara sua lâmina do estojo no reflexo da mesma ele soubera a resposta.
Não haveria melhor momento de testar a resistência das habilidades de sua Zanpakutou do que quando a maioria de seus sentidos está em êxtase.
Poucas experiências provocam tamanho feito. E o sexo é uma delas. E ele no momento que usara uma pequena capsula unicamente para atrair algum Hollow faminto, decidira-se por não se conter.
Sobretudo quando aqueles olhos cinza tempestuosos encontraram os seus. Ou melhor, dizendo, a pessoa que seu coração juvenil tanto queria ver.
Talvez ela não tenha visto o sorriso diabólico brotando em seus lábios, assim que liberara sua Zanpakutou e eliminara os dois Hollows atraídos pelo conteúdo da capsula. Neste momento a encenação começara de um modo tão convincente que ele era o único capaz de ver sua fatuidade.
Você nunca cansa de me surpreender. – Ele murmurou enquanto guardava sua espada, não precisaria dela tão cedo, aliás, breve não precisaria de nenhuma roupa mais e nem a garota imóvel fitando-lhe com os olhos transbordando em lágrima.
– É Você? – Ela indagou num misto de ansiedade e incredulidade.
É claro que não, mas disto você não precisa saber. – Pensara ele no momento que fazia um sinal afirmativo com a cabeça.
Movimento interrompido por um soco que viera certeiro em seu queixo.
Oh, isto verdadeiramente dói. – Pensara ele em meio a uma careta de dor, mais para esconder o próprio sadismo.
Mas, logo terei minha recompensa. – Concluíra ele quando vira o arrependimento e a confusão cobrir o rosto da jovem.
– Eu não queria... Mas você... – Dissera ela levando as mãos aos lábios trêmulas.
Que em instantes foram tomadas por suas mãos gananciosas. As mãos dela eram típicas das pessoas que vão atrás de seus desejos... E sofrem para consegui-lo.
– Shi. – Fizera ele num sussurro enquanto aspirava o perfume dos cabelos no topo de sua cabeça... Um misto de suor, shampoo e as folhas de cerejeira que encobriam todo o bosque.
– Eu sei que você irá me recompensar muito bem. – Usando shunpo para forçar seu corpo para trás até que o mesmo muitas vezes menor fosse prensado, na maior e mais antiga árvore dos arredores.
Os olhos cinzentos estavam nublados pela confusão e perplexidade. Questionavam as suas ações. Não melhor dizendo, as ações daquele que seus sentidos insistiam em identificar.
Aquele poder permitia fazer proezas que ninguém com um intelecto tão primitivo seria capaz de ao menor prever.
Essa menina, a forma como ela o olha. A adoração em seu olhar. Misturado com o medo e a incerteza do devir. Ela sabe que o futuro próximo esta nas mãos dele. Uma sensação indescritível toma conta do homem... Quando ele gruda seus lábios nos dela.
O choque é inevitável. Eles estão rijos de modo a evitar a passagem da língua que contorna toda a rígida abertura, até que um gemido abafado escapa de seus lábios, dando-lhe a tão desejado espaço que é tomado pela língua ousada e sedenta por uma experiência mais intensa.
Esse gosto. É divino.
Concluíra ele enquanto suga com força a língua da menina, causando um estalo que provoca arrepio nos dois amantes.
Contudo, o ruído sensual, faz com que um lampejo de razão tome conta da mente da garota que usa o restante das suas forças, para empurrá-lo para longe. E ela o faz afastando muito além do que ele poderia imaginar que ela conseguiria.
Mas, no lugar do aborrecimento esperado ele apenas sorri, sabendo que suas negativas tornariam os acontecimentos mais excitantes. Ele podia ver o feroz embate entre desejo, hesitação, medo, fúria, no fundo de seus olhos.
Mas, no momento que seu corpo colara-se ao dela.
Todos aquelas tempestuosas emoções foram convertidas em adoração. Uma adoração que ele percebera que egoistamente desejava para si. Mais ainda naquela noite ele teria.
Foi o que ele concluíra quando sua língua resvalara pelo lóbulo de sua orelha, deslizando até um ponto sensível de seu pescoço, com as pontas dos dedos da outra mão, ele deslizava por aquele rosto tão atordoado, passando pelos contornos delicados do mesmo, interpretando as expressões que ela estaria fazendo, conforme sua boca faminta avançava mais e mais pela pele alva de seu pescoço.
E ele não pode evitar um gemido abafado quando percebera que ela mordia com força seu lábio inferior, tentando abafar os gemidos sem saber que o que ele mais queria era ouvi-los um por um, até sua voz tornar-se rouca.
– Não se contenha criança. – Disse ele pela primeira vez olhando no fundo de seus olhos.
Ele já não tinha medo de ser pego na própria mentira. Ele mergulhara tão fundo no personagem que tomara si cada sensação, cada anseio, cada lembrança.
– Eu não sou criança. – Ela bufara zangada, querendo lhe passar autoconfiança quando cada poro de seu corpo exalava medo e ansiedade.
Isso é ser Sexy?
Perguntara o homem erguendo uma das coxas na sua cintura fazendo-a entender que ela deveria ali enlaçar-se.
Então acumulara uma pequena quantidade de reiatsu na ponta do dedo até converter a energia numa lâmina afiada não a ponto de causar dano na pele que ia revelando-se conforme o tecido grosso e sem graça de seu uniforme era despedaçado.
– O que você esta... – A pergunta redundante foi literalmente engolida por sua boca que tornara a unir-se com a dela.
– Tudo... – Beijando a testa. – Que eu quero de você... – Lambendo a bochecha esquerda... – Agora... – Chupando o queixo... – São seus gemidos... – Dissera enfim mordiscando o lábio a ponto de extrair dali um filete de sangue, que ele tratou de sugar com sua língua que entrara com voracidade em sua boca.
Enquanto seu membro rígido pressionava com força sua intimidade ainda encoberta pela parte de baixo de seu uniforme que não o impedia de sentir o calor da região enquanto a massageava.
Esse foi o único momento em que ele perguntou-se o que ela estaria sentido. Depois disto mergulhara fundo nas armadilhas de um desejo egoísta, dominador e possessivo.
O primeiro gemido saíra quando ele começara a espalhar chupões por sua pele, vermelha pela pressão de seus dedos. Pela sucção de seus lábios. Pelo arranhar de seus dentes.
E ele não se importava nem um pouco. Estava sendo invadido por uma fome insana e incontrolável...
O que é isto eu a quero mais que tudo?
Surpreendera-se enquanto pressionava com força o mamilo do seio minúsculo. Enquanto sua língua dançava sobre a pele delgada e sensível. Seus ouvidos preenchidos pelos gemidos que ecoavam pelo bosque... Rompendo com o silencio daquela noite quente... E ausente de luz.
Será uma droga?
Perguntava-se enquanto a boca alcançava a barriga delgada. Mordiscando a pele levemente salgada pelo suor provocado não apenas pelos movimentos bruscos do treinamento, disto ele sabia. Então, com um sorriso ele fizera um movimento circular em seu umbigo, sentindo-a serpentear de forma sexy sobre seu colo. Contudo este desapareceu quando de seus lábios... Num sussurro um nome muito diferente do seu escapou...
– Chama-me de Kami-Sama! – Exigira olhando para aquele rosto avermelhado pela pressão sanguínea e pelo constrangimento que apenas as virgens são capazes de sentir.
Antes que ela contestasse. Indagasse. Ele afundou sua boca com força em seus lábios, a ponto de misturar o prazer da carícia com uma pontada de dor infligida pela ânsia de toma-la de uma vez para si.
Com habilidade, ele retira-lhe a parte de baixo do uniforme. Com um movimento brusco eliminara a calcinha. E então deslizara os dedos pela intimidade, menos molhada do que ele poderia imaginar.
Ou é virgem, ou difícil de excitar.
– Você não se depilou? – Perguntara ele sentindo uma rala quantia de pelos acima de sua vulva.
Contudo, na expressão de seu rosto ele entendera que talvez o amante anterior preferisse assim. Ou...
– Não importa. – Disse ele erguendo-a de um jeito que fosse mais fácil para sua boca alcançar a região tão sensível.
Com um braço ele a sustentava, enquanto com a outra mão ele afastava os grandes lábios tendo uma visão privilegiada de sua feminilidade.
Como se há muito tempo não tivesse tomado água, ele afundara a língua na pequena fenda, onde deslizara alguns instantes buscando pelo líquido capaz de aplacar aquele ressecamento infindável.
Para cima e para baixo, indo do orifício que levava ao seu interior tão contraído até o clitóris, ele a torturara até que ela enfim o reconhecesse como o seu deus.
E só então como recompensa ele sugara com força o pequeno botão que estava ali unicamente para dar-lhe o prazer manifestado pelos gemidos, de êxtase e de dor.
Pouco a pouco, sua feminilidade foi encharcando-se a ponto de conseguir satisfazer parcialmente sua sede interior. Enquanto ela pela primeira vez gozava em suas mãos, propiciando para um homem um espetáculo tão bonito que se pusesse ele perpetuaria.
– Você ainda esta com roupa. – Disse ela com a voz falha, ainda em fase de recuperação do primeiro gozo.
Ele não pode deixar de divertir-se com o brilho de desejo que havia em seus olhos. E o contraste com as bochechas vermelhas, mais os pequenos reflexos de timidez, apenas abasteciam ainda mais o seu desejo.
Definitivamente essa menina tem uma droga poderosa escondida em sua epiderme.
– Por que não tira? – Provocou ele não reconhecendo o próprio modo de falar.
Quem sabe você por inteiro seja a perdição.
Num misto de receio e ousadia, ela circundou seu corpo, procurando manter o contato visual com seus olhos.
Algo em sua expressão por um instante nublou como se tivesse repentinamente ficado indecisa.
Mas, quando os dedos dele alcançaram os cabelos negros azulados, deslizando pelos fios surpreendentemente sedosos, ela começara a despi-lo como se ela fosse sua pajem e ele um rei, não melhor dizendo um deus, o seu deus.
Primeiro o haori. Depois o obi. A blusa. Seu corpo mesmo separado por um ou dois centímetros do outro, ainda estimulava seu tato, de um modo que o calor de sua pele fazia um convite profano a tentação.
Poderá um deus cair em tentação?
Perguntara-se no momento que a capturara pela cintura colando seu corpo ao dela novamente. Encaixando suas nádegas em sua virilha. Satisfazendo-se ao sentir a textura daquele corpo que era seu. Ele deslizava os dedos pelas costas pela barriga, pelos ombros, as coxas.
Tudo para gravar suas digitais nela, de modo a torna-la sua o maior tempo possível. Tudo para que ninguém viesse reclamá-la depois.
Ele não suportaria dividi-la com mais ninguém.
Irritou-se com a direção que seus pensamentos estavam tomando. Aquela era uma armadilha causada pelos seus sentidos. Provavelmente um efeito colateral pelo uso tão extensivo de suas habilidades.
Novamente colara seu corpo na mesma arvore. Provocando um baque suave, à medida que ela dera um gemido incomodo.
Deveria abreviar as coisas.
O poder que tenho hoje é grande. Amanhã será inalcançável.
Pensara ele conforme empinava sua pequena bunda. Ele deslizara seu pênis pela intimidade razoavelmente molhada. Enquanto mordiscava sua orelha. Ele deslizara os dedos pela sua espinha transcrevendo ali o contorno do que viria mais a frente:
– Você é minha!
Ela tentara balbuciar algo, mas ele usara toda sua energia, para afundar-se de uma vez por todas dentro dela.
Encerrar de uma vez por todas aquela experiência, contudo a contração única de sua musculatura, o calor de seu interior, a pressão exercida por seu corpo pueril contra o seu e aquele gemido tão distinto o fizera querer prolongar mais e mais tudo o que estava vivendo até ali.
Logo, ele não ouviu o que ela tinha a dizer. Isto não importava.
É insuportável. Aqueles beijos, aquelas carícias, até mesmo o brilho de seus olhos... Tudo é para outro alguém.
Pensar nisto o colocou em fúria. Uma fúria manifestada em seus movimentos nos primeiros instantes tão suaves, dado a fragilidade da cavidade ainda intocada.
– Você acha que eu serei gentil? – Ele perguntara com a expressão encoberta pela malícia misturada com a dor de ter-se de ocultar-se sempre nas sombras.
E então, ele começara-se a estoca-la com força e vigor. De inicio sua expressão retratara a dor, do membro dele resvalando pelas paredes estreitas de sua intimidade, mas logo esta desapareceu conforme a mesma ia se dilatando até entrar profundamente em seu interior, batendo com os testículos em sua vulva. Chegando até a entrada de seu útero...
O desconforto e o prazer andavam lado a lado, naqueles movimentos sincronizados, Aizen não pode deixar de gemer, muito mais baixo do que ela. Mas, ele queria que ela ouvisse por um momento toda a tempestade que ela estava causando dentro dele.
Ela iria dizer alguma coisa, mas ele levara o indicador e o dedo médio ao interior de sua boca.
Não permitiria que ela maculasse a sinergia do momento, pronunciando o nome daqueles que não eram merecedores de entrar naquele fantástico mundo que os dois estavam construindo naquele instante.
Então o corpo dela começara a tremer. Ele sabia que ela estava no limite.
E antes que ela explodisse, ele erguera suas duas pernas de modo que seu membro pudesse passar livremente em suas entranhas sem que ela tivesse que continuar tendo o corpo chocado contra o tronco áspero da árvore.
E então, um pouco depois do que ele previra ela gozara molhando seu pênis e suas mãos.
A respiração descompassada. O coração acelerado. As pernas falhas. No fim ele deixara escorregar até o chão tudo para que ele pudesse ter a sensação de vê-la aos seus pés.
– Você acha que acabou? – Perguntou quando vira vagar os olhos pelos arredores. Provavelmente em busca de suas roupas.
– Eu ainda não gozei. – Ele anunciara o óbvio já que seu pênis ainda continuava dolorosamente ereto.
Mas, não por muito tempo. Disto ele sabia.
– Você quer me chupar? – Perguntou ele com um sorriso presunçoso.
Ela sacudiu a cabeça, com veemência. A tez mais vermelha que nunca.
– Tanto faz. – Dissera ele, puxando-a com certa brusquidão pelas mãos.
– O que você vai fazer? – Ele perguntou com a voz assustada.
Ele se deixara cair sentado no chão.
– Venha! – Ele disse puxando-a pelo quadril, deliciando-se com o jeito que ela olhou.
Vagarosamente, ele conseguira entrar dentro dela, sentindo a inexplicável sensação de estar dentro daquela menina.
Será a ultima vez.
Pensara ele vendo que ela continua encarando-o imóvel, sem saber o que fazer.
– Para cima e para baixo. – Ordenara ele.
Dessa vez as coisas não foram no ritmo dele. E ele não se importou o ritmo dela, era gostoso.
Ele rolou os olhos tentando lembrar-se onde colocou a maldita camisinha. Contudo, o entra e sai de seu membro dentro da feminilidade dela, era um espetáculo que lhe trazia ideias que o fazia explanar dezenas de possibilidades...
– Esta... – Ela balbuciou com a respiração entrecortada, mas a voz morreu quando ele pressionara com os dedos seus mamilos.
– Já vai acabar. – Disse ele em sua habitual calma.
E então ele mais uma vez assumira o controle da situação, puxando seu tronco para si, ele deslizara as mãos pela sua espinha dorsal... Indo em direção as pequenas nádegas as quais ele batera de modo a estalar antes de grudar seus dedos tudo para demonstrar que ele não iria soltá-la tão facilmente.
Então se perdeu mais uma vez naquele pescoço onde agora tinha sua marca por inúmeras partes.
E seus movimentos foram tornando-se mais desesperados à medida que todos os seus arredores tornava-se mais distante ele só a via a sua frente, seus olhos cinzentos com um brilho peculiar, seus lábios fazendo um contorno único e provocante, a tez vermelha os cabelos grudados em seu rosto. Os pequenos seios balançando-se de um jeito tão convidativo... Para não dizer sensual.
E então, ela fez. Ela quase que por instinto levara seus lábios até a sua boca com força. Um selinho casto, diferente dos beijos voluptuosos que ele lhe dera instantes antes, mas que fora o que ele precisava para que o gatilho fosse puxado... E tudo desaparecesse numa explosão tão intensa de cores e sensações que ele ficara inerte por um par de minutos.
Seria clichê dizer que nenhuma mulher o fez se sentir assim?
Mulher? Ao abrir os olhos ele deparara-se com uma menina deitada ao seu lado. Seus dedos enroscaram-se em seus cabelos, aspirando mais uma vez o perfume. Naquele instante, ele descobriria um vicio inoportuno.
– Você quer que... – Ela perguntou repentinamente com um dedo indicador grudado no outro. – Que eu o limpe.
– Kami-sama. – Perguntou ela olhando mais uma vez no fundo de seus olhos.
– Se fizer faça bem feito. – Disse ele não resistindo à tentação de mais uma vez em deslizar a mão por aquele rosto angelical.
E ela o fez muito bem feito. Tanto que ele ficou tentado a recomeçar tudo de novo... Ledo engano deveria ter tomado aquela menina atrevida e a possuído até a exaustão novamente, mesmo quando a lâmina pressionara seu pescoço, e seus olhos se tornaram deliciosamente ameaçadores, uma vez que ainda tinha resquícios de toda a luxúria vivida até ali.
– Quem é você? – Aizen nem por um momento tremeu. Sua perspicácia não era grande o bastante para fazê-la ver a verdade que estava bem diante de si.
Patético.
– Quem sabe daqui alguns meses você descubra. – Dissera ele levantando-se calmamente.
Ela quis avançar sobre ele, mas ele covardemente usara sua reiatsu descomunal não apenas para imobilizá-la, mais para fazer adormecê-la.
Ele poderia tê-la deixada nua, visivelmente fodida no meio do mato.
Mas, ele não poderia se dar o luxo de deixar evidencias para trás.
Ele agarrava-se a este pensamento enquanto a vestia como se fosse uma boneca feita de pano, tendo de no fim usar parte de suas roupas para substituir o trapo que virara sua blusa.
E não é que eu queira que nenhum inseto veja o que naturalmente pertence a um deus.
– Você é um brinquedo tão bonito. – Sussurrara ele enquanto deslizava os dedos pelo rosto inconsciente.
– Seria uma pena ter de quebra-la... Ao menos por agora. – Com isto ele afastara a tentação de mata-la unicamente para acabar com aquele maldito incomodo de ter de leva-la de volta para casa... E consequentemente tirá-la de uma vez por todos de sua vida.
Todavia, ao coloca-la na cama, ele não resistiu à tentação de deslizar as mãos até o ventre dela.
– Quem sabe eu permaneça de alguma maneira. – Dissera ele voltando ao presente momento em que observava a janela agora vazia.
Será que esta dormindo?
Perguntou-se olhando automaticamente o fino relógio em seu pulso. E o movimento sutil dos ponteiros do relógio o fez lembrar que a realidade o chamava... Era ora de deixar os sonhos tolos de uma vez por todas para trás.
Mas, uma rápida olhada para a janela, o fez pela primeira vez sentir algo em seu peito vacilar.
Arrependimento? Definitivamente um deus nunca se arrepende de nada.
Concluíra ele enquanto se afastava sabendo dessa vez que a mulher que o assombrava como um fantasma o observava atentamente. E a única razão, de ele não olhar para trás, foi que talvez no fundo dos olhos dela ele encontrasse uma razão para ficar... E com isto abrir mão de sua divindade.
Segundos antes de desaparecer, ele ouvira a dobradiça de sua janela fechando-se e ela se afastando de uma vez por todas... Assim atravessando a linha imaginaria que muito em breve faria deles inimigos para sempre.
E então ele descobriu que a única fraqueza de um deus... Reside no destino forjado unicamente por suas próprias mãos.
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