Konseki
19 Epílogo
Notas iniciais
Mini-san irresponsável, eu sei... mas ficou enorme o negócio!
O.O
Bem, cap ainda sem betagem, fiz uma revisão, mas talvez Azumi-chan passe mais tarde para betar! =]
Espero que gostem!
[Euuuuuuuuu] Néh Azumi-chan aqui gente invadindo novamente,tenho o pressentimento que ainda vo invadir muuuito pelas fic's da minha flor Mimi!kkkkk -q
Bem cap betado!Cap lindo,cap perfeito!
Boa Leitura,e também espero que gostem porque eu amei!*-*
Epílogo
RUKI’s POV
Sempre dizem que a vida tem seus altos e baixos...
Por que a minha parece destinada a despencar sempre?
“Não!”
O pavor me dominou assim que eu abri os olhos e encarei a face que eu não nunca mais queria encarar.
-Posso ver que sentiu minha falta, maninho, surpreso por me ver? Decidi adiantar a minha volta e participar do velório da mamãe, sem dizer que estava morrendo de saudades! – a voz cínica e homogênea ecoou em meu ouvidos... eu só queria que aquilo fosse apenas um pesadelo.
“Por favor, não!”
Minha voz não saiu, meu sistema nervoso não reagia. Nada de impulsos ou reflexos, meu sangue não parecia circular ... eu estava apavorado. Mesmo depois de tantos anos, parecia ter voltado àquela noite, aos meus 16 anos... a presença dele ainda me aterrorizava.
Katsuya se sentou na cama, meu corpo se manteve imóvel e estremeceu em medo quando os dedos gelados tocaram a pele de meu rosto.
-Ah! Taka... você continua tão lindo! Esses treze anos te fizeram muito bem.... essa sua carinha de pavor me excita! – abriu o sorriso sádico na face bem desenhada, os olhos negros me tragando para um abismo escuro e sem fim... “Por favor, não! Tem que ser um pesadelo, tem que ser apenas um pesadelo!”
Fechei meus olhos numa tentativa de me acordar e, sem permissão, memórias da última vez que vi aquele rosto voltaram e começaram a brincar com a minha mente, memórias do inferno que eu havia trancado tão bem em meu inconsciente... para não acabar enlouquecendo... de novo.
Apesar da dor e do medo eu me negava a abrir as pálpebras, rezando para que aquilo não passasse de um sonho ruim e eu acordasse na cama do hospital, com Reita segurando a minha mão e sorrindo. Senti os dedos ríspidos descendo para o meu pescoço, pressionando ali em uma força controlada, a realidade de que eu não iria acordar se fez presente e eu abri os olhos... “Não, por favor!”
-Não acredito que resisti treze anos sem te tocar! E pensar que no final mamãe realmente se preocupava com você ao ponto de me afastar por tanto tempo... você é mesmo uma praga Takanori – o rugido ao final fez minha respiração ofegar, como se tivesse corrido uma maratona, meu corpo, gelado e imóvel, não parecia me obedecer por mais que eu desejasse sumir dali – treze anos... treze anos e eu não consegui parar de te desejar nem por um segundo... -a língua passou pelos lábios finos e o olhar era o de um predador... “Não!”
-Ah! Taka.... adoro essa sua expressão de dor! Adoro te ver sofrer, maninho....e quando eu estiver dentro de você, por favor, trate de gritar e chorar, sim? Em nome daqueles maravilhosos três dias que passamos juntos! – a boca se abaixou até a minha e um beijo forçado foi imposto. Meus braços finalmente se moveram e tentaram afastá-lo, conseguindo um breve sucesso até ele segurar meus pulsos e pressioná-los contra o colchão com uma força torturante, como se fosse decepá-los apenas com os dedos... infelizmente aquele maldito sempre fora do tipo atlético e forte e minha própria força parecia desaparecer diante do medo que ele me causava.
-Sabe que não pode me vencer, Taka-chan... você sabe, não quer me fazer te ensinar novamente, quer? – o cinismo e raiva se misturavam, me encolhi como um animal açoitado diante da alusão ao seu “adestramento” – mesmo depois desses anos pensei que já teria aprendido... será que devo te treinar de novo?
- N-não – respondi em um gaguejar difícil.
-Hum! Não pense em fazer nada idiota, Taka, sabe que não deixo pontas soltas, ninguém sabe que estamos aqui, nem se quer permiti que o pessoal me acompanhasse, tudo para nos dar privacidade e podermos brincar... – ameaçou em sua usual altivez Matsumoto, e com a sua sandice de sempre.
“Alguém me tira daqui!”
-Por favor... eu... eu não vou tentar nada! – assenti em uma covardia genuína, lembrar das consequências de ir contra ele me faziam congelar em medo... mesmo depois de tanto tempo... ele tinha total controle sobre minha cabeça.
-Que bom, Taka... então, vamos ver se você ainda se lembra das lições... – ditou num sorriso satisfeito, voltando a se sentar no colchão e libertando meus pulsos. Se levantou dos lençóis e se colocou de pé a frente da cama, inconscientemente meus olhos perceberam que eu não sabia onde estávamos, mas parecia um quarto de luxo. Os dedos grossos abriram a calça social e o indicador deu a ordem que meu subconsciente reconheceu como a mesma que ele me dava durante aqueles dias horríveis. Meus olhos lacrimejaram na mesma hora e meu corpo se sentou, sabendo que se não fizesse aquilo o que viria depois seria bem pior.
Me coloquei de quatro e comecei a engatinhar até ele, afinal fora assim que ele me “ensinara” e mesmo que as lágrimas já começassem a rolar pelo meu rosto eu sabia que não havia esperança. Os dígitos seguraram meu cabelo com força quando me aproximei e os olhos ordenaram o movimento, levando meus lábios até o falo ainda preso na boxer, esfregando-os contra ele... o nojo me invadiu se misturando ao medo e ao desespero... de repente eu tinha voltado treze anos no tempo e estava de volta ao inferno.
Um puxão mais forte e minha boca se abriu num reflexo de um grito, os orbes negros consumiram os meus e o sorriso demoníaco de formou.
-Sei que pode fazer melhor que isso, Taka, mas já que você insiste em ser apático, talvez seja melhor eu procurar alívio em outro lugar – rugiu, jogando-me contra o colchão, de bruços. Tentei me levantar, mas o peso atrás de mim logo se fez presente, a mão ainda puxava meus fios e a outra começou a deslizar por minha perna... eu me dava conta que ainda estava com a camisola do hospital...
-Não, por favor, eu faço... eu faço direito! – pedi em desespero.
-Não sei... talvez se você pedir com jeitinho! – e a ereção rígida se pressionou contra mim, falseando uma penetração que só de pensar já me fez cair completamente em um prato incontrolável... apesar de eu saber que isso só piorava a sandice dele... não conseguia fazer mais nada além disso.
-E-Eu faço direito... por favor... nii-san, eu faço direito! – continuei, seu “treinamento” voltando todo a mim. Me permiti um mínimo alívio quando a presença dele às minhas costas desapareceu e me ergui lentamente, engolindo os soluços e me virando de frente para a figura alta sentada nos lençóis.
-Bom garoto! Taka... bom garoto! – a voz manipuladora... minha cabeça sob controle... eu nunca fui nada contra ele... ele tinha total poder sobre o meu psicológico. Meus olhos não evitaram se desviar da representação de meus demônios, e foi ao fazer esse movimento involuntário que eu vi... o urso panda de pelúcia... jogado num canto do cômodo... prendendo completamente a minha atenção.
-Panda-san – balbuciei em hipnose, como se aquela fosse a minha chave de liberdade, a porta para sair da escuridão do medo e pavor.
-O que? Esse urso idiota? Foi presente desse seu “namoradinho” não é? – o som parecia distante e no momento tudo que importava era aquela pelúcia grande e conhecida... “Reita” – esqueça isso, Taka, você sabe que não pode fazer nada contra mim e eu posso fazer tudo contra você e qualquer um que me impeça de algo, agora seja um bom garoto e continue o trabalho ou eu vou ter que voltar todas as lições desde o início.
A ameaça veio impaciente, mas eu não obedeci, apenas me levantei da cama e andei em direção ao urso, Katsuya devia estar gritando algo... não me importava mais, não me assustava mais, não me aterrorizava mais. Toquei a cobertura macia de pelos falsos e um sorriso se abriu inconscientemente em meus lábios.
“Reita!”
“O que está fazendo Takanori? Você não é mais um adolescente indefeso... é um adulto agora, um adulto independente, com responsabilidades, amigos... amor!”
“Você não é mais um maldito puto drogado que era facilmente manipulado e amedrontado por ele... você não tem mais 16 anos, Takanori...”
Senti um golpe contra o meu rosto, e o impulso me fez dar passos para trás... antigamente teria me jogado ao chão rapidamente, mas... “Você não é mais um menino fraco e sem ninguém!”
-O que está fazendo? Pelo visto vou ter que te ensinar tudo novamente, maninho, essa sua rebeldia sempre atrapalhando... sempre! – vociferou, dando as costas rapidamente, andando até uma cômoda de bom gosto, se munindo de uma faca de prata, parte de alguma prataria dentro de uma bandeja, vindo em minha direção.
Dei passos para trás em defesa, procurando uma saída e encontrando-a do outro lado da cama... “Merda, o que eu faço?”
Corri e saltei para cima do colchão, sentindo um corte dolorido da faca em meu braço e logo em seguida uma mão puxando-me pelo tornozelo, me arrastando por cima dos lençóis e me jogando contra o chão gelado. O corpo pesado e grande se colocou em cima do meu quadril, e meus olhos se alarmaram ao ver a lâmina brilhar em sua mão. A expressão raivosa e mais um corte era feito em meu braço, seguido de outro e mais outro enquanto eu gritava de dor e tentava me soltar.
Um soco contra o meu rosto, a vertigem me invadindo, palavras sem nexo que ele vociferava e eu não entendia, mas de alguma forma eu consegui reunir alguma força e golpear a sua mão, jogando a faca para algum lugar. Aproveitei a distração para socá-lo e empurrá-lo de cima de mim, me colocando rapidamente de pé e me apressando em correr na direção da porta.
Meu corpo foi arremessado contra a madeira e os dedos seguraram meu cabelo, golpeando minha cabeça na porta mais uma vez.
-Acha que pode fugir? Acha? Sempre ingênuo, Taka, sempre tão ingênuo, eu nunca vou te deixar em paz, maninho, nunca... acha que vai poder fugir de mim? Por quanto tempo dessa vez? Mais alguns anos? A culpa é sua por eu me tornar isso, a culpa é sua por me seduzir, por insistir em não sair da minha cabeça, você é uma praga que me consumiu todo por dentro... e você é meu... meu, Takanori, ouviu? Você é meu! – gritos, e meu rosto era golpeado contra a madeira mais alguma vezes, até eu conseguir empurrá-lo para trás, usando a porta como impulso.
Nossos passos só pararam quando ele bateu contra alguma coisa, o barulho de vidro e metal caindo ao chão. Minha cabeça doía e eu estava meio tonto, mas me virei para ele e comecei a desferir socos contra o rosto que poderia ser considerado o de um príncipe para uns, mas para mim apenas representava a face de um demônio que arruinara a minha vida por mais de 29 anos.
Ele conseguiu se defender e me jogou contra alguma parede, não sei quanto tempo ficamos trocando golpes e destruindo aquele quarto... sei que eu já estava cansado e dolorido, tonto e quase sem forças... mas eu não iria desistir... eu iria resistir até o final.... por Aoi, por Reita... por mim! Agora eu tinha pelo o que lutar... era diferente de antes, era completamente diferente de antes... eu não era mais um garoto de 16 anos sem nenhuma esperança...
Infelizmente ele ainda parecia ser o mesmo maldito forte e resistente de antes, seria bom se 38 anos fosse uma idade boa para começar a perder forças... entretanto esse não parecia ser o caso. Meu corpo foi arremessado ao chão, minhas costas encontraram o pé da cama e senti minha coluna latejar com o choque. Katsuya continuou andando em minha direção e pela expressão dele eu sabia... não sairia vivo dessa... e se saísse... com certeza preferiria estar morto.
Tateei com desespero o chão, em busca de qualquer coisa para me defender, meus dedos reconheceram o contorno da faca e ele já estava próximo. Os dedos seguraram meu cabelo de modo doloroso e me fizeram ficar de pé, mais um golpe contra o meu rosto e a mão livre segurou meu pescoço, começando a me estrangular.
-Vai se arrepender por isso, Takanori, eu vou te fuder tanto que esse seu traseiro de puto nunca mais vai ser capaz de sentar, e eu vou te bater tanto maninho que até aquele seu amiguinho bicha vai ser incapaz de te reconhecer... a culpa é sua... a culpa é sempre sua – o braço me puxou para perto e a respiração rápida foi de encontro a minha orelha antes do seu sussurro – e pode dizer adeus ao seu namoradinho, até o deixaria em paz, mas depois dessa... pode ter certeza que a amanhã ele amanhecerá nadando na baía de Tóquio, ele, o irmãozinho dele, todo o pessoazinho que trabalha para eles, e até aquelas aberrações que você chama de “equipe”... deveria ter se comportado maninho, agora todos eles vão morrer por sua culpa.
Meu corpo congelou, mas minha mente continuou funcionando e ela gritava “não” repetidas vezes. Meus dedos se apertaram na faca e eu juntei qualquer força para foçar minha mão se levantar, acertando a garganta próxima, fincando a lâmina ali com desespero.
Meu pescoço foi liberto, meu cabelo foi liberto e meu corpo caiu ao chão. A tosse seca me invadiu e só parou quando ouvi o baque de Katsuya contra o piso. Meus olhos ainda pegaram os últimos reflexos e movimentos de seus braços e pernas, o líquido vermelho escorrendo do ferimento e o barulho de engasgado... se afogando em seu próprio sangue...
Meus olhos se abriram rapidamente e minha respiração estava descompassada, senti meu corpo suado e olhei em volta, reconhecendo o quarto no qual eu dormia durante os últimos meses.
-Reita! – chamei ao notar que ele não estava na cama, o que explicava o pesadelo... geralmente eu não o tinha quando dormia em seus braços... era um dos motivos que me fizeram mudar para sua casa.
-Pequeno? – a voz veio do banheiro e eu sorri quando ele apareceu na porta deste apenas de toalha – te acordei? Desculpe, acabei o serviço só agora e vim tomar um banho antes de me deitar! – se desculpou no tom gentil que eu sabia ser exclusivo a mim. Os cabelos molhados e o peitoral nu... “UAL! Eu sou mesmo um cara de sorte!”
-Tudo bem! – assenti em um sorriso, me levantando apressadamente e indo me colar ao corpo gostoso que era todinho meu – mas acho que foi um desperdício o banho... vai ter que tomar outro depois... – intimei, grudando minhas unhas nas costas largas e ficando nas pontas dos pés para capturar os lábios nos meus.
-Hum... pensei que tivesse que acordar cedo! – provocou num sorriso sacana, as mãos apertando minha cintura e a boca descendo para o meu pescoço em leves mordidas.
-E eu tenho! – assenti, aproveitando a carícia, mas conduzindo-o de volta pra cama.
-E mesmo assim quer começar? Sabe que eu não vou parar até estarmos esgotados, não fique me culpando depois! – avisou na sua usual esquiva de “não é minha culpa”, que eu odiava e amava ao mesmo tempo.... “Dependendo da situação!”
-Pode deixar... eu assumo a responsabilidade... – respondi, jogando-o em cima dos lençóis e retirando a camiseta folgada que eu usava para dormir, ficando apenas com a boxer, adorando o olhar faminto e desejoso para mim... esse olhar sim, não me assustava – então... o que acha de deixar seu namorado brincar um pouquinho, hum?
-Com todo o prazer, eu sou todo seu, pequeno, pode brincar o quanto quiser – assentiu em uma ansiedade adorável, se ajeitando na cama e encostando-se na cabeceira.
Não me demorei em engatinhar sobre o colchão, mantendo o contato visual e apreciando o rosto bonito e sedutor... ah! A faixa podia deixá-lo misterioso, mas sem ela... ele era terrivelmente o pecado em pessoa!
“E é todinho meu!”
Desfiz o nó da toalha e a abri, deixando-o completamente nu aos meus olhos, não evitando gemer com a visão... mesmo hoje, ele ainda me faz hiperventilar, cada vez mais.
Me ajoelhei e pus suas mãos no meu quadril, pedindo mudamente para que ele retirasse a única peça que ainda me cobria, e o jeito como ele passou a língua pelos lábios* foi um incentivo a mais, me causava desejo e tesão... nada como o medo que senti quando aquele mesmo ato fora feito por Katsuya. E poderia ser surpreendente, mas nada mais ligado aquilo me incomodava mais, às vezes ainda tinham os pesadelos que refaziam todas as cenas ruins e pavorosas... mas eu já não lutava mais contra elas, não as tentava esquecer, não as tentava trancar, como fizera da última vez. Fingir que nunca se passou, torná-las tabu, fugir das lembranças ruins... eu já não precisava mais disso.
Eu as lembrava, as rememorava, e era incontrolável o sentimento de dor, mas assim como as fotos de exs que eu mantinha sobre a cômoda – que Reita insistia em discretamente quebrar “acidentalmente” – eu mantinha as imagens e memórias como uma marca, um aprendizado de como foi, de como era... e de como é hoje. As usava para me certificar de que tudo aquilo já era passado e que agora só contava o presente e o futuro.
Sempre dizem que tudo passa... toda aquela parte da minha vida também se passou, e dessa vez, eu não iria fingir esquecer e tentar me enganar. Foi doloroso, foi o inferno, foi desesperador... mas não vou tentar apagar isso... por quê? Por que saber disso me faz valorizar tanto o que tenho e como vivo agora. Porque talvez eu até mesmo ache que tudo tenha valido a pena, até mesmo os piores momentos... se fosse para ser tão feliz quanto sou agora... eu passaria por tudo de novo... com certeza.
Porque o que tenho agora... é imensamente maior do que todo o sofrimento. Talvez eu até tenha pagado barato, se esse fora o preço pela minha felicidade.
Uma vez livre da peça íntima eu me sentei sobre o seu colo, sorrindo para o grunhido rouco de sua garganta com o contado nu. Ondulei o quadril sinuosamente, provocando e excitando o falo já semi-rígido... aquela expressão dele... ah! Eu adorava deixá-lo tão louco assim por mim... talvez até mesmo o tempo como prostituto tenha valido a pena afinal... mesmo que no fundo eu não desejasse ter aprendido dessa forma.
As mãos passeavam pelo meu corpo, os olhos não desviavam dos meus. Meu indicador acariciou o abdômen definido – que parecia ter ganhado mais músculos nos últimos meses, talvez por causa da alta na demanda de trabalho – subindo pelo peito, apertando um mamilo, me fazendo ficar satisfeito com o suspiro longo dele. E finalmente meu dedo encontrava a boca, enfiando-se ali, sendo sugado instantaneamente. Acariciei a língua macia e mantive a cavidade aberta, apenas para brincar, apenas para provocar e remexi o quadril de forma mais forte. O Grunhido morreu em meu dedo e eu sorri de lado... “Eu adoro isso!”
A ereção se forçava contra minhas nádegas, e eu sabia que deveria estar doendo me ter sentado em cima dela e não dentro de mim, por isso ergui-me sutilmente, tirando o dígito de sua boca e segurando com uma mão na cabeceira, levando a outra ao falo latejando, posicionando-o reto e encaixando-o em minha entrada.
Os dedos em minha cintura se apertaram e eu já podia prever ele falando que não queria me machucar e que era melhor pegar o lubrificante... besteira! Eu gostava de sentir a dor aguda da penetração “à seco”... porque era ele, apenas por ser ele... tudo me dava prazer, mesmo o que deveria ser doloroso.
-Se tentar argumentar eu paro! – ameacei e sorri para o olhar assustado dele enquanto balançava a cabeça veemente em negativa.
-Faz o que quiser, meu pequeno, mas não pare não – pediu na voz necessitada que massageava o meu ego e eu assenti, me forçando para baixo e deixando-o vencer as defesas de meu corpo lentamente.
Doía, doía muito... mas o que fazer... eu adorava senti-lo entrando em mim... e até mesmo a dor... era tão terrivelmente gostosa! Mesmo que eu sempre gritasse absurdamente alto.
Joguei minha cabeça para trás e fechei os olhos, aproveitando todo o conjunto de sensações até estar completamente sentado sobre ele, me acostumando com a invasão e corpo estranho dentro de mim. Senti seus lábios em meu peito e um choque a mais se espalhou pelo meu corpo, principalmente quando a mão habilidosa – muita prática, sabe como é –começou a me masturbar.
Não contive meus gemidos e assim que me senti pronto comecei a subir e descer sobre a ereção, voltando a encarar os olhos que enxergavam somente e unicamente a mim... sempre... eu adorava como ele poderia estar onde fosse, fazendo o que fosse, era só eu chegar que aqueles olhos se viravam para mim e puft... parecia que eu era a única coisa na frente dele, me dizendo que eu era importante... eu era essencial... eu era único... eu era amado.
-Ah!... Ru...Ruki – a voz descompassada e arfante me chamou em meio aos meus movimentos e eu sabia que aquilo era um pedido de beijo, era fácil interpretar as coisas quando estávamos assim. Mesmo que nós nos entendêssemos e concordássemos em muitas coisas... naquele momento, éramos realmente um... e entendíamos exatamente o que o outro queria e pensava.
Me inclinei e deixei que ele quebrasse o espaço restante entre nossos lábios. Gemi contra a língua ousada e molhada quando esta mapeou o interior de minha boca e aumentei a velocidade da cavalgada involuntariamente, desejando sentir mais daquelas sensações únicas e gostosas.
Eu não planejava chegar ao ápice tão rápido, mas uma coisa incrível que acontecia era que... às vezes, eu não era capaz de controlar... e posso dizer que sou experiente, mas... com ele sempre era um coisa tão forte que eu só conseguia me deixar levar... e o que era mais incrível ainda? Ele também. Chegava a se engraçado, mas de alguma forma, jamais aconteceu de um dos dois ficar na mão, sempre éramos quase simultâneos... parece que realmente éramos totalmente compatíveis... especialmente nessas horas.
Sorri satisfeito, pois logo após meu clímax o senti se desfazer em meu interior. O abracei e o beijei, prolongando apenas mais um pouco a letargia para depois sorrir antecipado do comentário que eu sabia que ele iria fazer.
-Foi rápido! – não disse?
-É, foi rápido, estávamos meio desejosos, hun? – rebati, me aconchegando no peito suado, sem vontade de me levantar e deixar que seu corpo se desconectasse do meu.
-Bem, mais alguns minutos e a gente faz de novo neh? – pediu na minha gentileza exclusiva enquanto acariciava meu cabelo de forma afável.
-Sim... com certeza... – assenti, me sentindo manhoso com o carinho... eu gostava de ser mimado às vezes... e ele me permitia isso.
-Você... teve algum sonho ruim? – e a voz era hesitante, mas eu sabia que ele não se permitiria não perguntar. De acordo com ele se ele tivesse perguntado e falado tudo antes, muita coisa poderia ter sido evitada, eu discordava, mas não iria negar responder qualquer indagação que ele tivesse.
-Sim – assenti em um suspiro longo.
-Quer falar sobre isso?
-Não.
-Tem certeza?
-Tenho.
-Sabe que eu vou estar aqui se quiser conversar, não sabe? – e eu realmente amava o fato de ele se preocupar comigo... mas às vezes, só às vezes, isso dava no saco... e essa era uma dessas vezes.
-Reita, eu estou bem, o psicólogo já não disse que eu estou bem? – rebati em um tom meio rude e estressado... fazer o que, é meu temperamento – não é legal ter pesadelos, mas é inevitável, porém eles não me machucam mais, me assustam sim, mas não me machucam... se não quer que eu os tenha então faça o favor de vir dormir assim que eu vier, por que quando você me abraça eu não tenho sonhos ruins.
As carícias no meu cabelo cessaram e eu suspirei fundo, me separando do peito confortável e encarando os orbes escuros.
-Eu te amo, Suzuki Akira, te amo muito e sei que se preocupa comigo, mas... você sabe que eu sou meio temperamental e tem coisas que eu gosto de manter pra mim, não quero ficar falando sobre coisas tristes, e dor, e sofrimento, e traumas e passado... eu quero ser feliz, ao seu lado, pensar no que é daqui pra frente. O que passou, ótimo, foi horrível, foi, mas passou... eu não vou tentar esquecer, e nem seria possível, eu só não quero que isso sempre fique roubando a cena da minha felicidade, não deixa isso se intrometer no nosso “happy end”, sim? Se eu precisar falar sobre isso para extravasar um pouco eu vou falar, mas não agora, não em um momento feliz assim – expliquei pacientemente e ele respirou fundo, abriu a boca para argumentar algo algumas vezes antes de apenas assentir e abrir o sorriso que eu adorava.
-Eu também te amo, meu pequeno, como nunca amei ninguém, eu só ... eu só te amo de mais e não quero que nada ameace te separar de mim de novo – desabafou, o carinho em minha cabeça retornando e meu rosto sendo pousado mais uma vez em seu peito... era bom se sentir assim... era quente... era quente a afável.
-Não vai – respondi, fechando meus olhos confortavelmente, até o latido fino invadir minha audição, vindo da porta a fora.
-Hum? Acho que Koron ta com fome! – Reita exclamou, erguendo o tronco e me tocando sutilmente para que eu saísse de seu colo... é! Nada iria nos separar... quase nada...
-Você está mimando demais esse cachorro, ele nunca reclamou de fome no meio da noite antes de vir morar aqui! – resmunguei, assim que nossos corpos se desconectaram, sentindo o líquido pegajoso vazar pela minha entrada.
-Besteira! Tá com ciúme do seu cachorro, meu pequeno? – provocou, uma sobrancelha erguida.
-Ciúmes do Koron? Não, só acho que você o está estragando, tem que deixar claro a sua autoridade, sabia? Você é mole demais com ele – argumentei e ele sorriu antes de se virar e abrir a porta, Koron logo pulando em suas pernas.
-Calma, amigão, já vou colocar a sua comida! – falou em direção ao pequeno... cachorro assanhado!
“Fazer o que, é igual ao dono!”
-Reita – chamei, tendo a atenção de seus olhos por um instante enquanto ele pegava Koron-chan no colo – não demora muito, hun? Eu já estou pronto pra outra rodada! – aticei, semi-deitando no colchão e abrindo minhas pernas para ele... eu sabia que ele estaria tendo uma visão privilegiada... eu adorava deixá-lo louco!
-Eu vou correndo! Me espere rapidinho – respondeu de forma afobada antes de sair correndo porta à fora, sorri quando ouvi o barulho de algo quebrando, provavelmente teria esbarrado em algo.
Me levantei do colchão e andei até a cômoda, dando uma olhada na fotos de exs... Reita odiava elas...
“Ainda bem que não deu certo com nenhum de vocês, ou eu jamais teria conhecido ele!”
Passeei os olhos pelo nosso quarto... modéstia a parte aquela casa tinha ficado bem mais bonita e elegante quando eu comecei a reformá-la... o que me fazia lembrar que os banheiros estavam ainda por fazer... afinal, era complicado reformar a própria casa quando se tinha tanto trabalho... ainda bem! Estávamos indo mais do que bem agora... e Kai tinha parado de interferir, parece que o que quer que fosse o problema com Katsuya... este já não existia mais... nem o problema, nem Katsuya...
Eu fui visitar o túmulo dele e da minha mãe semana passada... tinha que escolher um dia que não houvesse risco de ninguém me ver, afinal eu não existia pra família Matsumoto... ou o que restou dela... tanto faz... já não importava mais.
“Parece que no final eu realmente venci... e que a felicidade decidiu ir com a minha cara!”
Demorou... mas antes tarde do que nunca!
Encarei Panda-san, que tinha ganhado um lugar de honra em um puff no quarto... afinal ele me trouxera de volta, ele e o que ele representa para mim... o amor de Reita... o amor que me tirou daquele escuro... o amor que me salvou.
-Você é um bom garoto, Panda-san – afaguei o pelo falso macio e sorri para ele – mas eu não pareço com você, nem aqui, nem na China! – ditei, ouvindo a risada gostosa atrás de mim.
-Disso eu discordo pequeno... – o meu Reita argumentou, senti seus braços me envolverem, colando-se às minhas costas.
-Cala a boca, Reita! – resmunguei, me virando entre seus braços e me apressando em beijá-lo.
E o passado não importava mais, ele sempre estaria ali, nunca iria embora, nunca seria esquecido... mas... já não me assombrava mais... porque... hoje é um novo dia... e um dia bem melhor...
-Eu te amo, meu pequeno.
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AOI’s POV
Sempre dizem que a vida tem seus altos e baixos...
E meu relacionamento com Uruha também.
Pontos altos?
Quase tudo, não tenho do que reclamar, ele é lindo, interessante, gostoso, me enlouquece, me ajuda, está sempre do meu lado quando preciso, me faz sorrir, me deixa feliz apenas com um sorriso, tem uma voz linda quando fala...
Pontos baixos?
Se resume a dois:
1) Ele tem um poder se persuasão incrível, sempre consegue tudo o que quer... mesmo que eu não queira.
2) Ele canta MUITO mal.
Eu tive o “prazer” de ouvi-lo cantar no dia em que pedi para tocarmos juntos... foi legal tocar, ele é melhor que eu, mas... devo admitir, a voz dele pode ser linda, orgasmante, sexy e viciante quando ele fala, mas quando canta... é, nada pode ser perfeito!
O fato é que ele se empolgou, porque... eu não tive coragem de dizer que seu timbre não era muito “agradável” para canto, na verdade eu disse algo como “Tá lindo, amor!”, eu sei... é só que... eu não queria chateá-lo, sabe?
Terrível erro... por quê? Ele chegou um belo dia com o “Vamos a um Karaokê!”
Minha resposta?
Não
Bem, essa foi a minha resposta, até ele começar a falar com jeito, a pedir com sedução e a colocar a boca no meu amiguinho... aí foi tão fácil mudar para um “SIM” bem alto e longo!
Tudo o que ele quer, ele consegue... e é por isso que estou aqui nessa cabine deixando meus pobres ouvidos serem estuprados.
“O que a gente não faz por amor?”
-Amor, o que acha da gente ir indo, hein? – ofereci, mesmo que ainda faltasse uma hora e meia para acabar o tempo de duas horas que ele pediu.
-Espera, Yuu, ainda falta muito tempo, a próxima vai ser do Luna Sea! – exclamou em uma animação adorável... se não viesse acompanhada de uma profanação à música Rosier*.
“Ele vai ter que me compensar muito quando chegarmos em casa por isso!”
Quase meio ano que estávamos nos relacionando... é, não tinha sido muito precipitado em convidá-lo a morar comigo. Eu ficava muito tempo na loja e ele trabalhava e estudava agora – havia voltado para terminar a faculdade de contabilidade — era inconveniente não podermos nos encontrar com muita freqüência... e ele era uma ótima pessoa para se viver. Era organizado, mas meio lento pras coisas... o que eu achava bobamente fascinante, sabia cozinhar, não gritava, não se estressava fácil – devo admitir que fiquei uma semana tentando fazê-lo sair do sério comigo – e posso dizer que era o ideal para mim, por que ele era muito paciente e divertido, e eu muito chato!
Dávamos certo em quase tudo... bem, na verdade em tudo, porque até no que discordávamos nós concordávamos que não iríamos concordar um com o outro... e mesmo assim algumas discussões bestas eram inevitáveis.
Discussões que sempre acabavam na cama, na mesa, na bancada, no carro, no sofá, na parede, no corredor, no meu escritório... então eu confesso que até ficava feliz com elas e chegava a provocar algumas.
O que me faz lembrar que eu nunca transei em uma cabine de Karaokê antes...
“E ele ta tão gostoso com essa calça colada...”
Não deu outra, já que minha noite de sábado estava sendo consumida pelo show bizarro dele mesmo.
Me levantei e fui discretamente para o corredor, chamei o jovem que cuidava do tempo de utilização e vigiava se não estava acontecendo nada errado, coloquei algumas notas na mão do garoto e pedi para ele esquecer a nossa cabine por enquanto. Aproveitei para perguntar se tinha câmera no local, ele informou que só na recepção e no corredor, mas que as que estavam nas cabines eram falsas e não funcionavam, eram só para intimidar.
Garoto prestativo? Não, apenas dei mais dinheiro pela informação.
“Tem coisas boas em ser rico!”
Antigamente eu não poderia nem ir a um Karaokê sem comprometer o café da manhã de um dia!
Para a minha felicidade, meu anjo de voz sexy já terminava o assassinato de uma das músicas mais famosas do Luna Sea e não percebia enquanto eu “inocentemente” arrastava um puff para frente da porta da cabine.
-Amor, a próxima é em inglês, eu não sou muito bom, não quer cantar? – ele perguntou, se virando para mim – por que o puff na frente da porta?
Já disse que adoro o quanto ele é lerdinho pra algumas coisas?
-Só uma barreira caso alguém queira nos atrapalhar – respondi, deixando evidente as quartas intenções no meu tom.
-Nos atrapalhar? A cantar?
Ok! Me sentiria até mal por perverter uma pessoa assim se eu não soubesse que ele era dez vezes mais pervertido que eu.
-A cantar não, amor... eu nunca transei numa cabine de Karaokê – expliquei, pacientemente enquanto o tom de alguma música pesada e internacional invadia o ambiente, mas sem vocais.
-Oh! – ele exclamou em entendimento, e o olhar erótico que ele me deu confirmava o meu argumento de que ele ainda era pior que eu quando se tratava de coisas pervertidas – acha que essa cabine ta muito quente? – perguntou em provocação enquanto abria a jaqueta e a retirava, deixando-a no chão do local.
-Com certeza – assenti, retirando o meu casaco, dando destino semelhante a ele e me sentando no sofá de parede na lateral do quadrado.
E o jeito como ele começou a se mover enquanto retirava a camiseta... Kami!
-Neh! Você rebola bem, Yuu... por que não vem aqui se juntar a mim? – perguntou no timbre baixo e sedutor que como sempre me fazia grunhir em expectativa. E eu fui... não disse que o que Uruha queria, Uruha conseguia?
Tudo bem, eu também queria aquilo!
Me levantei e colei no corpo esbelto, virando-o de costas pra mim enquanto terminava de passar a camiseta pelos braços, mordendo o ombro e a escápula, rebolando sugestivamente às suas costas, pressionando meu baixo ventre das nádegas macias e agarrando a cintura com a mão direita enquanto jogava a camiseta em cima do que fingia ser uma câmera lá dentro.... “Melhor prevenir!”
Ele gemeu rouco e tentou acompanhar meu rebolado, não conseguindo e deitando a cabeça no meu ombro, me deixando abusar da pele alva do pescoço. Ouvi o som do zíper dele ser aberto, e eu sorri com satisfação... Uruha nunca me decepcionava!
-Me faz um agrado? – pediu em um quase sussurro, e eu assenti com a cabeça, esperando ele se virar para tomar os lábios em um beijo fogoso, conduzindo-o até o estofado lateral e retirando sua calça e boxer no processo. Ele tropeçou no tecido embolado nos tornozelos e caiu sentado no sofá, soltando sua risada gostosa...eu adorava aquela risada.
Me desfiz da minha própria camiseta e me ajoelhei entre as pernas perfeitas, dedicando às coxas uma atenção especial, trilhando a cútis com os dentes, passando a língua por arroxeados que eu sabia ter deixado ontem, e anteontem... Pode parecer infantil, mas eu gosto de marcar território, e ele aceitava, até porque parecia compartilhar desse costume, já que minhas costas tinham vergões recentes e antigos de suas unhas, meu pescoço precisava de maquiagem para esconder duas manchas e ainda bem que eu nunca ficava sem camisa na frente de outras pessoas, por que meu abdômen era praticamente o terreno sagrado dele, cheio de arranhões e chupões.
Nós nos entendíamos, nos completávamos... nos combinávamos... nos amávamos.
Dei o “agrado” que ele pediu, deixando o membro ereto afundar em minha boca... apesar de que ele era bem melhor naquilo... mas ele dizia gostar da minha “técnica”, então eu me sentia orgulhoso por isso! Movi e suguei, lambi e cheguei a morder levemente a cabeça ao som de seus gemidos excitantes que combinavam bem mais com qualquer música que estivesse passando do que se ele a cantasse...
“Como pode? Uma voz tão linda quando falada e tão...não linda... quando cantada?”
-Yuu...ah!... ta bom... eu... humm... – começou a arfar e eu sabia que ele queria dizer para parar ou não seguraria. Libertei o falo e me coloquei de pé, começando a desafivelar o cinto... foi eroticamente irresistível o modo como ele sorriu e se virou, ajoelhando-se no estofado e apoiando as mãos da parte colada à parede, separando as pernas e se empinando pra mim... “Eu amo esse safado!”
Agilizei o processo de me desnudar, xingando o zíper que insistiu em emperrar, arrancando risadas do meu loiro. Decidi puxar o jeans para baixo com boxer e tudo, eu precisava estar dentro dele e não seria pano que iria me impedir. A cabeça se virou de lado e os olhos chocolate me encararam... provocantes.
-Yuu... – ele gemeu e eu agarrei com força o quadril me servido, encaixando minha ereção na fenda entre suas nádegas e me roçando ali... a pele dele sempre era tão macia!
Me separei por um instante apenas para descer meu rosto e deixar minha língua umedecer a entrada que era todinha minha, falseando-a para dentro e me deliciando com o movimento sutil de suas cadeiras para que ela entrasse mais.
Não demorei muito naquilo, eu já estava em meu limite e voltei a minha posição inicial, tratando de encaixar logo meu membro no começo do orifício e me enterrando de uma só vez... como eu sabia que ele gostava. Uruha rugiu eroticamente, senti ele se estremecer com a entrada e xingar algum palavrão... já disse que adoro essa boca suja também?
Sorri e tratei de voltar até a ponta, me extasiando com o movimento em seu interior, voltando a me enfiar mais uma vez, brusco e forte, ouvindo o gemido quase grito de aprovação... ainda bem que a música estava alta e que as cabines tinham algum isolamento acústico, por que neh...
-Hum... de novo Yuu... – pediu, mesmo que não fosse necessário ele vocalizar aquilo... pode parecer egocentrismo, mas eu sabia direitinho o que agradava o meu Kouyou.
Obedeci suas ordens, me enterrando cada vez mais fundo e brusco até começar aumentar a velocidade gradativamente, o ritmo se agilizando, os gemidos baixos dele e o meu corpo todo em chamas... Uruha era quente, muito quente... e eu não tinha medo de derreter se fosse pra ficar com ele.
Era lindo o jeito como ele mantinha a cabeça virada para mim, confuso entre deixar os olhos nos meus ou admirar o meu entra e sai do seu corpo... e era extasiante o modo como seu corpo se movia para frente e para trás, seguindo minhas estocadas... “Eu amo esse loiro!”
Kouyou erguera o tronco e apoiara as mãos na parede, me fazendo mudar o ângulo e me colar às suas costas, meus dentes marcando o pescoço enquanto as estocadas não paravam e ele virou o rosto de lado, pedindo um beijo que eu dei sem sequer pensar.
Os gemidos se abafavam contra minha língua e eu apertei mais meus dedos em seu quadril, antes de levar minha mão direita à ereção no meio de suas pernas, felando-a rapidamente. Ele gemeu alto e não conseguiu mais manter a sua boca na minha, o ritmo se tornou frenético e ambos tentamos prolongar ao máximo daquilo, às vezes diminuindo a intensidade para respirar um pouco, mas já era impossível segurar mais.
Quem primeiro chegou foi ele, e nesse momento seu corpo se curvou novamente, me fazendo perder o contato de suas costas e apenas me movimentar dentro para que o meu ápice também chegasse.
-Fora... ah! Ah! Ah!... Fora, Yuu... – ele pediu em uma voz difícil, e mesmo na minha bagunça interior de prazer eu consegui encontrar algum significado naquilo, me retirando de dentro dele assim que senti meu gozo começar a sair, deixando-me derramar perto do final de sua coluna ao invés de em seu interior... quase esqueci que não estávamos em casa.
-Eu amo você, meu loiro safado! – ditei em uma respiração ainda rápida, beijando com força os lábios inchados e andando até o canto com alguma caixa de papel toalha para quem fizesse refeição ali, voltando para limpar o meu sêmen em sua pele, limpando também o seu do estofado da cabine.
Ele se levantou, eu sempre ficava admirando que nem um bobo o corpo perfeito dele...
“E é todinho meu!”
Começou a se vestir, fiz o mesmo.
-Neh! Eu esperava você me dizer a verdade quando te trouxe pra cá, mas devo confessar que essa ideia foi boa também! – comentou, terminando de passar a camiseta pelos braços e pegando a jaqueta no chão.
-Dizer a verdade? Sobre o que? – perguntei em estranheza.
-Eu sei que eu canto horrivelmente mal, Yuu, já participei de banda, esqueceu? Acha que meus amigos não seriam sinceros com a minha falta de dotes vocais? – inquiriu, cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha – você não tem que mentir pra mim, sabe disso, não sabe?
-Eh... eu sei, é só que... e eu achei que fosse te chatear!- me desculpei humildemente.
-Me chateia quando tenta ficar me animando e me enganando, eu não sou bom em muitas coisas, Yuu, na verdade sou ruim em quase todas, mas estou bem com isso, eu sei que você me ama, porém, eu pensei que já tínhamos intimidade o suficiente para sermos sinceros em absolutamente tudo – argumentou em uma voz chateada que me cortou o coração, eu não gostava quando ele ficava decepcionado comigo, e isso não era comum também.
-Desculpa? Eu vou ser sincero, sim? E eu discordo, você é ótimo em quase tudo que faz... – rebati, tentando animar o clima um pouco tenso – ...mas cantar não é uma delas!
Ele sorriu e veio me dar um abraço... estávamos em acordo novamente.
-Vamos embora, quero poder transar com você na nossa cama e deixar você me preencher todo com o seu sêmen – cochichou ao meu ouvido, fazendo uma corrente forte se passar por cada um dos meus nervos... “Eu realmente amo esse safado!”
-Agora! – assenti, praticamente puxando-o para fora da cabine, fazendo um gesto de continência para o garoto do suborno assim que passamos por ele. Não demorou muito para entramos no carro e chegar em nossa casa, meu antigo apartamento. Admito que corri excessivamente...querem o que? Depois do que ele disse eu nos teletransportaria se fosse possível.
Mas como a vida tem seus altos e baixos... sempre tinha que ter algo para acabar com a minha felicidade!
Fuzilei a figura morena à porta do meu prédio e respirei fundo antes de descer do carro.
-O que Uke-san está fazendo aqui? – Kouyou perguntou ao sair do automóvel, colocando-se ao meu lado.
-Não sei! – respondi – estaciona o carro pra mim? Eu vou ver o que ele quer e já subo, sim? Nada de pegar no sono, você me prometeu o paraíso e eu vou cobrar – ditei em humor, satisfeito com sua risada linda, passando a chave para as mãos macias e depositando um selo rápido em seus lábios.
Esperei Uruha entrar na garagem antes de caminhar até Kai.
-O que você quer? – inquiri, não me preocupando em ser educado, tudo bem que ele tinha ajudado a encontrar o Ru-san naquela noite há meses atrás, mas isso não apagava toda a merda que ele tinha feito.
-Vim apenas entregar uma carta, é da mãe do Takanori, Sachiko-san deixou no meu escritório há alguns dias, disse que era pra entregar para você – respondeu com um sorriso falso, me passando um envelope comum com sinais de que já tinha sido aberto.
-E por que ela não entregou para mim? – perguntei.
-Algo como “Não quero me envolver com nada que diga respeito ao Takanori, entregue para o Shiroyama e deixe claro que a família Matsumoto os quer bem longe!” – rebateu em uma imitação fraca da voz enjoativa da “única” herdeira Matsumoto.
-E ela já entregou aberta? – questionei, duvidava muito que alguém como aquela mulher mesquinha e egoísta fosse se importar ao menos de ler o que a mãe tinha escrito em relação ao seu inexistente “irmão” antes de morrer... “classe” demais pra isso.
-Não, eu li! – respondeu simplesmente, colocando as mãos dentro dos bolsos do casaco e sorrindo novamente em cinismo.
-Educação de vez em quando faz bem! – alfinetei.
-Ah! Eu não recebi uma criação familiar, não me importo com isso! – rebateu.
-Tudo bem, eu vou entregar ao Ru-san! – assenti, decidindo por encurtar ao máximo a conversa com aquele tipo, estava ansioso demais para subir e ter minha noite incrível com o namorado mais gostoso da face da Terra.
-A carta não é pra ele, é pra você! – comentou.
-Pra mim? O que a senhora Matsumoto teria para dizer a mim?
-Você vai se surpreender... eu me surpreendi, aviso que não vou utilizar da informação, mas estou curioso para saber o que você vai fazer com ela! – finalizou em um último sorriso fingido, começando a andar em direção à rua. Segui as costas curvadas por um instante, até ele voltar a se virar para mim... sem o sorriso odioso de sempre – eu sei que Ruki jamais vai me perdoar, e eu nem mereço também, mas... de qualquer forma eu agradeço a você e a ele, você sabe pelo o que, eu respeito minhas dívidas com alguém, por isso... se precisarem de algo, algum dia... saibam que eu vou estar devendo a vocês e disposto a pagar – falou no tom sério, virando-se de costas novamente.
“Até mesmo completos idiotas e malditos têm um pouco de salvação às vezes!”
-Conseguiu tirar Nao-san de lá? – perguntei, fazendo-o parar seu caminho até o carro do outro lado da rua, mas ele não se virou para responder.
-A gente faz de tudo para estar perto de quem amamos, acho que você sabe como é... eu fiz tudo para ficar perto de quem amo... e tive sucesso nisso! – falou simplesmente, voltando a caminhar, entrando no carro e arrancando rua à frente.
Eu não gostava de Kai. Depois do que ele fez, eu realmente não o engolia, mas não o odiava também, ele tinha seus valores, distorcidos, mas tinha...
“É cada doido que me aparece!”
Não segurei a curiosidade e retirei a carta do envelope, de acordo com o senhor violador de correspondência a última carta da senhora Matsumoto era para mim. Comecei a ler as letras trêmulas, mas bonitas enquanto ganhava a recepção do prédio, seguindo por costume o caminho até o elevador.
“ Shiroyama-san,
Pode parecer estranho eu deixar minhas últimas palavras endereçadas a você, mas essa é a melhor forma de fazer isso.
O senhor foi mais família para Takanori do que qualquer um de nós nem se quer chegou a pensar em ser, e eu o agradeço por isso, por cuidar dessa criança, mesmo ela não possuindo nenhuma ligação sanguínea com o senhor.
Provavelmente estarei morta e enterrada quando ler isso, se chegar a lê-la, não tenho certeza se minha filha o entregará isso, entretanto, penso que aquela criança tenha o direito de saber sua origem, e eu infelizmente não tenho nenhum direito de me dirigir a ele.
Takanori não é filho de meu marido, é fruto de uma aventura idiota que tive com alguém há muitos anos atrás. Pode parecer frio, mas tentei abortá-lo por meios naturais quando descobri a gravidez, uma mulher como eu, com uma imagem como a minha, não poderia sofrer tal desonra. Não que meu marido fosse o exemplo de fidelidade, mas tínhamos um nome a preservar.
Não obtive sucesso nas tentativas e por fim Takanori nasceu, chego a afirmar que não o odiava, mas também não o amava, mesmo que ele carregasse o sobrenome Matsumoto ele jamais seria um, e nem era tratado como tal.
Eu sei que nunca fui uma mãe para Takanori, e por isso não envio essa carta àquela criança. Tenho conhecimento de seu desejo latente e desesperado por qualquer demonstração de algum sentimento que eu pudesse ter por ele, sempre foi assim desde pequeno e creio que o senhor também saiba que bastaria apenas um sorriso meu que ele me perdoaria por tudo e me amaria como uma mãe.
Mas eu nunca fui uma mãe para ele e nunca serei. Não mereço esse perdão e muito menos esse amor, aceito isso. Aceito acabar os meus dias com um nome limpo e uma alma suja, aceito acabar meus dias sem o amor de meu marido e de meus filhos. Aceito não ser merecedora do afeto daquela criança, afinal nunca dediquei tal coisa a ele.
Eu sinto muito pelo o que Takanori sofreu devido a loucura desvairada de Katsuya, e sei que minha ajuda em retirá-lo daquele lugar e manter meu filho mais velho longe possam ter dado algum tipo de esperança a ele, esperança que eu matei no dia em que ele fora me visitar no hospital, mas esperança que eu sei que sempre existirá em seu íntimo.
Não a reacenda, Shiroyama-san, será melhor para ele se aceitar que a mulher que lhe deu a vida jamais o amou como filho, por isso, não mostre essa carta a ele.
Mas caso julgue necessário – e eu confio em seu julgamento no que se tratar do bem estar daquela criança – pode falar sobre as próximas linhas.
O pai biológico de Takanori já está morto, meu marido mandou que o matassem assim que descobriu sobre nós. Ele era um homem humilde, viúvo, mas já compromissado com outra mulher. Foram apenas duas noites que passamos juntos e eu não procurei saber nem quer o seu nome, mas após seu assassinato me dignei ao menos a pesquisar algo sobre ele, por isso, se for de seu interesse, permito que informe a Takanori que ele possui dois irmãos, filhos desse homem, talvez ele queira conhecê-los.
Faz alguns meses que estou doente e perdi qualquer capacidade de controlar subordinados, por isso nem todas as informações estarão atualizadas, entretanto, de acordo com os últimos dados ambos vivem em Tóquio e possuem uma oficina mecânica em um bairro de classe média, a mesma oficina que pertencia àquele homem.
Se julgar de utilidade para aquela criança, informe-o que o nome de seu pai era Suzuki Hitoru, filho de Suzuki Aia e Suzuki Kentosuki, ele era mecânico, dono de um estabelecimento de nome Ma’dieKusse, pai de Suzuki Akira e Takashima Kouyou, irmãos de sangue de Takanori.
Meu tempo está no fim, e não posso garantir que Katsuya não voltará a fazer o que deseja depois que eu me for, meu primogênito herdou toda a genética do pai e infelizmente um Matumoto nunca recua em relação a nada. Sinto por não poder ajudar, gostaria de fazer ao menos isso por aquela criança, mas já não possuo poder algum. Peço para que proteja Takanori, mesmo sabendo que com toda certeza o senhor o fará.
Assinado: Matsumoto Saya.”
Meu coração falhou uma batida e meus olhos releram aquelas palavras mais algumas vezes antes de perceber que a porta do elevador já estava aberta.
“Que merda é essa?”
Comecei a caminhar pelo corredor, entrando em meu apartamento, todas as últimas palavras escritas da senhora Matsumoto ainda me rondando o cérebro.
“ O que eu faço?”
-Amor? Está tudo bem? – a voz do meu Uruha me despertou de minha confusão mental e eu só consegui apenas me lançar em sua direção e beijá-lo necessitadamente, como se aquilo fosse me ajudar a organizar direito todas as novas informações.
-Algo errado? – ele perguntou, encarando meus olhos, e eu apenas neguei com a cabeça, tentando enganá-lo ao menos por enquanto, mesmo que sua sobrancelha erguida dissesse que eu não estava conseguindo – o que Uke-san queria?
-Apenas falar que estava em dívida conosco por nos livrarmos do Katsuya! – respondi meia verdade e tratei de embolar o papel da carta e do envelope em minha mão direita, atrás de suas costas, torcendo para que ele não tivesse visto-os, eu ainda não tinha decidido o que fazer com aquilo.
-Sei... – comentou de maneira desconfiada, mas respirou fundo e mudou de assunto – Akira e Ruki acabaram de ligar, eles estão vindo pra cá, algo relacionado a uma comemoração, parece que o pedido de troca de sobrenome do Ruki foi deferido.
Mencionar o nome dos dois me deixou mais nervoso e confuso, mas eu sorri em resposta, tentando fingir que minha cabeça não estava a mil.
-Que bom! – respondi.
-Que bom? Sabe que eles vão ficar aqui a noite inteira e nós não poderemos nos divertir, não sabe? – ele indagou, estranhando minha resposta.
-Ah! Que merda! – eu praguejei rapidamente, percebendo a droga de confusão que eu estava fazendo.
-Aconteceu alguma coisa, Shiroyama? – ele questionou e eu soube que teria que ser bem melhor ator se quisesse esconder aquilo e pensar direito no que fazer.
-Sim... eu... Yutaka-san me disse coisas desagradáveis, eu só fiquei um pouco frustrado em não poder bater nele no meio da rua! – inventei, decidindo me afastar e ir em direção ao quarto, escondendo a bola de papel no meu bolso.
-Que tipo de coisas?
-Depois eu te falo, vamos ficar felizes por Ru-san e Reita-san – bradei, tentando parecer animado.
-Vamos ficar felizes pelos dois, mesmo que eles já estejam felizes demais por si mesmos – ele assentiu em um sorriso mais calmo e contente.
-Amor? – chamei já no começo do corredor que levava aos quartos.
-Sim? — ele assentiu, me olhando com aqueles olhos lindos e calmantes... talvez uma decisão já começasse a se formar em minha cabeça.
-O que acha de relacionamento amoroso entre irmãos? – perguntei, como quem não quer nada.
-Hum? Pergunta estranha! Eu acho nojento, imagine eu dormindo com o Akira.... que nojo! Essa coisa de incesto é bizarra, e olha que eu não sou preconceituoso com nada! – ele respondeu, sorrindo em humor em seguida – por quê?
-Reita-san compartilha dessa opinião? – evitei responder.
-Estou realmente te estranhando, Yuu... mas, Akira ainda é pior que eu, principalmente depois que soube sobre a história do Ruki e aquele irmão doente dele... mas você ainda não me disse o porque dessa pergunta!
-Nada, só curiosidade, Kai disse algo sobre isso – menti, tentando pensar em uma boa história para contar depois sobre essas tais coisas desagradáveis que Kai havia me dito que envolviam incesto sem revelar nada da carta de Matsumoto-san... minha decisão já estava tomada – vou tomar um banho, você atende os dois quando chegarem? – mudei de assunto.
-Sim – ele assentiu, um cenho franzido e uma expressão de quem iria me cobrar muita explicação mais tarde.
Respirei fundo, andei pelo corredor, indo até nosso quarto, passando direto para o banheiro e trancando a porta. Respirei mais uma vez e caminhei até ficar em frente à privada, retirando a bola de papel amassado do meu bolso.
Kami poderia me mandar pro inferno por causa do que eu iria fazer, e talvez não fosse a melhor atitude a se tomar, mas o baixinho já tinha sofrido demais nessa vida e pela primeira vez desde que o conheço que não o via tão feliz... eu não daria mais problemas para abalar essa felicidade, mesmo que não soubesse quais seriam as reações caso soubessem... “É melhor não arriscar!”
“Matsumoto-san disse confiar no meu julgamento sobre o que era melhor para o Ruki, e eu realmente peço para que ela estivesse certa...por que o que vou fazer agora é algo totalmente individual!”
Abri a mão e deixei o papel afundar na água, apertando a descarga logo em seguida e observando a bolinha rodar antes de ser tragada pela privada... agora aquilo ficaria enterrado para sempre, afinal Kai falara que não usaria a informação para nada... e eu rezava para que ele estivesse certo, tinha certeza que Ru-san me odiaria se descobrisse que eu escondi isso dele... “Mas é para o melhor!”
“Amor, eles chegaram, deixa pra tomar banho mais tarde!” a voz gritada do meu anjo de voz sexy me despertou e eu respirei mais algumas vezes antes de sair do banheiro... “Esqueça isso Shiroyama, esqueça isso!”
Aquela carta jamais havia existido e eu não sabia de nada. Tentei me convencer veemente disso.
-Aoi, seu ogro, como assim você não vem nos receber? – Ru-san reclamou assim que eu adentrei a sala e eu sorri para sua expressão fingida de irritação.
-Então vai trocar o sobrenome é? – comentei.
-Sim, finalmente vou me livrar desse sobrenome maldito! – o pequeno respondeu, animado enquanto se sentava despudoradamente no colo do namorado já acomodado no sofá... foi impossível não ligar a recente memória à ação e franzir o cenho com aquilo.
-Aqui é uma casa de respeito, se querem ficar fazendo safadezas vão pra um motel! – bracejei em humor.
-Casa de respeito? Desde quando? Você e Kouyou são mais depravados do que eu e Reita multiplicado por dez! – Ruki desdenhou, arrancando alguns sorrisos nossos... bem, era verdade! E eu me orgulho disso.
-E então, qual sobrenome vai usar agora? – perguntei, dessa vez foi Akira-san quem respondeu.
-Suzuki, a partir da semana que vem ele vai ser oficialmente Suzuki Takanori! – o enfaixado respondeu animadamente, não se constrangendo em dar um beijo nos lábios do menor.
Me permiti a uma expressão surpresa e até mesmo um riso de lado, pessoal e individual... era estranho, bizarro e até engraçado como nossas vidas tinham se emaranhado daquele jeito... destino? Uma brincadeira de Kami-sama?
-Do que está sorrindo, Aoi? Ficou um nome legal, não acha? – Ruki inquiriu e eu me recompus.
-Ficou, agora você é a senhora Suzuki – brinquei, gargalhando do olhar mortal do pequeno em minha direção – eu vou pegar as bebidas, vamos comemorar o casamento! – ditei ainda entre risos, me encaminhando para a cozinha, sentindo o golpe de uma almofada em minhas costas, arremessada pelo meu anão favorito.
-Você é um idiota! – Ru-san rugiu e voltou a se jogar em cima do desnarigado.
Uruha me acompanhou e a presença dele ao meu lado me fazia ficar mais calmo... era para o melhor... era para o melhor.
-Está tudo bem mesmo, Yuu? – a voz preocupada soou em meu ouvido e eu me virei para olhar nos orbes chocolate.
Todos estavam felizes, estava tudo bem do jeito que estava, mais problemas e revelações só iriam perturbar toda aquela felicidade... talvez um dia eles descobrissem, talvez um dia a minha omissão se virasse contra mim... mas por enquanto... era para o melhor...
-Está tudo perfeito! – assenti, sincero e apaixonado enquanto tomava os lábios delicados nos meus.
Talvez algumas verdades não devessem ser ditas... para o bem de todos.
E nesses fios embolados e emaranhados... nós somos felizes.
FIM
Notas finais
* música famosa do Luna Sea! Curiosidade: Zetsu do The GazettE foi inspirada nela!
Bem! è aqui que finalizamos a fic!
Opiniões?
Espero ter dado um bom desenvolvimento para ela! Juro que me esforcei!
AGradeço imensamente todos que deixaram reviews lindas e mordíveis que me encheram de energia para continuar a história! E agradeço também aos que leram, mesmo que sejam leitores fantasmas ou aparições raras ( hohohohohohoho)
Bem! AInda tem os doso bonus prometidos neh? O roteiro deles já esta feito, mas posso alterar algumas coisas por isso... poderiam me dizer mais ou menos o que mais gostariam de saber do passado dos personagens centrais?
Onegai?
=]
Bem, é isso, essa foi uma parceria linda com meu amor Dani-san... ela confessou já ter o roteiro para outra fic, mas não sei se ela vai querer parceria novamente ainda! =]
Talvez ela passe aqui mais tarde para também deixar agradecimentos e despedidas! =]
Obrigada a todos! *reverencia*
Neh!Momento marketing aqui... bem, eu estou começando um fic de época, Japão antigo, com samurais e tals, e postarei no niver da Ichinose... esse gênero seria interessante? Se puderem acompanhar eu ficaria muito feliz!
E já abusando para um pesquisa... o que vocês pensam sobre o gênero SHOTA (relação com crianças)?
OS bonus vêm no fds =]!
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