Konseki
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Está enorme! O.O
Mais uma vez me desculpo por só poder postar hoje!
Bem! mas vamos ao que interessa neh?
Capitulo sem betagem, mas revisado por mim, terminei de digitá-lo tarde então não deu para enviar para a betagem, na verdade nem deu pra enviar pra Dani, mas se não postasse agora não daria para postar mais tarde! Espero não ter muitos erros.
Capitulo 11
RUKI’s POV
Inacreditável...
“Não acredito que estou mesmo fazendo isso!”
Uma coisa é admirar, hiperventilar e desejar alguém, estando ciente de que vocês simplesmente não vão ter nada. Outra coisa é admirar, hiperventilar e desejar esse mesmo alguém, começando a aceitar a possibilidade de algo.
“Mas eu não posso tentar me enganar! Por que seria diferente agora?”
-Gosta do Cury mais apimentado? – ele perguntou, sem me olhar, concentrado na mistura dentro da panela
Devo confessar, ver aquele gostoso, tesudo e pecaminoso mecânico de avental e à boca do fogão era ao mesmo tempo cômico e provocante
“Até me fez esquecer dos meus problemas!”
-Sim – assenti
Koron-chan reclamou aos pés de Reita-san e eu sorri novamente. “Cachorro assanhado! Já todo à vontade!”
-Pode dar um pedaço de carne pra ele ou ele só come ração? – Reita-san perguntou ao mirar os olhos pedintes
-Pode dar, ele pode não parecer, mas não é puro, acho que é meio mistura já que eu o encontrei na rua quando ainda era pequeno, não é tão frágil quanto os pedigree – respondi, me lembrando por um momento a época em que achei aquele filhote minúsculo dentro de uma caixa, perto de onde morava... Já fazem quantos anos? Cinco?
-Oh! Nem parece que é vira-lata! Com essa aparência e essa pose toda! – Reita-san brincou ao arremessar um pedaço pequeno na carne para Koron... e esse comentário dele me fez relembrar coisas ruins... de um tempo ruim...
-As aparências enganam, nunca se sabe a história de alguém apenas olhando o que há por fora... às vezes o passado dela pode ser algo que jamais pensaria – balbuciei em uma nostalgia obscura... “ Não estaria se esforçando tanto em relação a mim se soubesse de metade da minha vida!”
“O que estou fazendo? Já não tive vezes o bastante para aprender?”
- Akira, eu estou saindo e não volto até amanhã – o voz bonita e profunda do irmão dele ecoou pela cozinha, chamando minha atenção – por que essas caras sérias? Não estão felizes que vão ter a casa inteirinha pra vocês a noite toda? – sorriu, malicioso, me deixando constrangido
-Kouyou, cale a boca e vai logo! – Reita-san rugiu, também parecendo constranger-se e eu tive que sorrir do quão anormal era vê-lo daquele jeito... “Realmente, não dá pra julgar pelas aparências!”
-Estou indo! Se divirtam – o loiro maior rebateu em uma expressão humorada e animada – não façam nada dentro do meu quarto, tirando ele o resto da casa está liberada – inquiriu, sacana, praticamente correndo para fora do cômodo antes que Reita-san arremessasse a faca que segurava. Um barulho de porta batendo, o silêncio incômodo...
“Nós estamos sozinhos! Apenas nós dois, dentro dessa casa!”
Aquilo me trouxe uma sensação estranha. Mesmo que ele tivesse prometido que iria se comportar, só o fato de eu ter aceitado essa situação... me deixava nervoso! “O que eu estou fazendo?”
-Eh... eu vou tomar um banho bem rápido... você pode olhar a comida para mim? – o silêncio foi quebrado por ele e eu apenas assenti com a cabeça, vendo-o sorrir gentilmente em minha direção e subir as escadas
Me levantei e fui até o fogão, destampando uma das panelas e aspirando o cheiro bom que saía... Qual tinha sido a última vez que alguém cozinhou para mim?
Quando vivia com meus pais tínhamos empregados para isso, não era algo pensado especialmente para mim e nem gentileza, era apenas obrigação deles. Quando fui expulso... nenhuma refeição sequer foi preparada por minha causa... isso quando eu a tinha. Quando fui morar com Aoi... Aoi não sabe cozinhar, no máximo chocolate quente e comida instantânea, por isso sempre eu que cozinhava, mas foi o mais próximo de algo feito exclusivamente para mim. Assim como o chocolate quente de ontem...
Meus ex-namorados, em sua maioria eram gentis, mas nunca fiquei o suficiente com um para algo do tipo, uma refeição juntos, um jantar romântico que não fosse em um restaurante...
“Qual foi meu namoro mais longo? Ah! Ele...”
Eu não queria lembrar dele... nunca...
“O que estou fazendo?”
Olhei em volta, para a cozinha modesta, meio bagunçada, mas bem suprida de equipamentos.
“O que eu estou fazendo?”
“Porque de novo? Já não sofreu o suficiente?”
“Por que seria diferente agora? Por que seria diferente com ele? Por que está dando uma chance?”
Desliguei todas as três panelas e fui em direção a cadeira, onde tinha deixado minha pasta... eu tinha que ir embora, tinha que sair dali antes que me machucasse... eu não iria agüentar mais uma vez.
-Vamos, vamos embora bebê! — olhei para Koron e me adiantei para pegá-lo, mas ele recuou.
Estranhei a atitude anormal dele, Koron jamais ia contra mim e contra minhas decisões.
Eu não podia deixar isso continuar, no momento eu ainda não sentia nada forte por Reita-san, uma atração com certeza, talvez um carinho especial. Ele é lindo e másculo, me provoca de um jeito erótico e carnal, é engraçado e absurdamente sincero, meio grosso às vezes, mas com uma gentileza sem igual quando quer... sensual, sexy... e parece um criança quando insiste por algo...
“Quando eu comecei a reparar tanto nele?”
E foi nesse momento que eu tive a certeza de que teria que sair dali. Foi aquilo que me fez aceitar o convite, a aceitar a dar uma chance... uma chance que eu não podia dar, que eu não deveria ter dado...
Eu já estava gostando dele, eu já estava... aceitando a possibilidade de algo com ele e isso... não iria dar certo, nunca deu, nunca vai dar.
“Ele é hétero, ou bi, sei lá. Todo eles pensam aceitar ambos os sexos, mas é tudo mentira, eles sempre acabam com uma mulher, no final, todos eles querem uma mulher, uma família, filhos, aceitação na sociedade... no final nenhuma deles está disposto a encarar o mundo, no final, nenhum deles amará um homem verdadeiramente... no final... eles vão se casar, ter uma esposa, crianças... e quando sentirem saudades dos velhos tempos onde fodiam com caras vão procurar um amante ou comprar sexo fácil com prostitutos, mas jamais deixarão suas casas e suas vidas perfeitas, por que... no final... nenhum deles levam o relacionamento com outro homem a sério”
“Com ele não vai ser diferente! Muito mais alguém que está sentindo algo pela primeira vez por outro cara!”
“Ele só vai querer transar e quando ver que não é o que ele quer... vai te jogar fora!”
“Por que eu aceitei esse maldito convite?”
Investi com força contra Koron, o pegando antes que conseguisse fugir. Ele se debateu e latiu de forma desesperada, mas eu não o deixaria ali... ele também não iria me abandonar, não ele.
Me adiantei para a sala, passei rápido pela porta e segui o pequeno corredor até a entrada para o galpão da oficina. Meus passos eram rápidos pelo local, em direção a porta lateral que eu não sabia se estaria aberta, mas precisava sair de qualquer jeito.
-Ruki-san! – a voz dele me chamou e eu não me importei, lágrimas involuntárias caiam de meus olhos e eu não havia notado. Já estava no meio do caminho para a saída quando Koron-chan meteu alguns de seus dentes pequenos em meu pulso, me fazendo soltá-lo em um impulso defensivo... Koron jamais havia me mordido!
O olhei, atônito, enquanto ele corria em disparada em direção de volta para a entrada da casa, e mirei a figura do belo homem, usando apenas uma calça moletom e com o peito nu. Os cabelos molhados e sem a costumeira faixa que usava no nariz...
“Eu tenho que sair daqui!”
-Por que está indo embora? – ele perguntou em uma voz baixa e um olhar confuso – Por que está chorando?
-Eu não deveria ter aceitado, eu... não quero, me desculpe é só que... eu não posso! – respondi em um timbre rouco, tentando secar minhas lágrimas inutilmente. “Por que estou chorando?”
-Ruki-san... – ele se adiantou alguns passos em minha direção, Koron latiu e passou pela porta entreaberta do corredor, como se me dissesse que não iria, que queria ficar... me peguei desejando fazer o mesmo que ele ...“Eu tenho mesmo que sair daqui!”
-Por favor! – não reconheci a fragilidade de minha própria voz, meus pés não queriam se mover, e meu íntimo não queria ir embora, não com a presença dele ali... ele tinha que me deixar ir... eu já não tinha forças para fazer isso sozinho...
-Ruki-san... – falou mais uma vez, e eu me dava conta do quão bonito meu apelido ficava nos lábios dele, do quão gentil e carinhoso aquele tom pareceu ser
Seu corpo me alcançou, minha pasta caiu ao chão e eu fiquei imóvel. Seus braços me rodearam, me apertando contra si... “Eu tenho que sair daqui!”
-Me deixe ir – pedi, fraco... eu estava lutando contra minha própria vontade de ficar
-Eu não quero que vá, eu quero você comigo... por favor... – ele rebateu, mais decido e amoroso do que eu pensei que ele seria capaz. Os olhos escuros me encararam e pareciam me transmitir coisas que eu nunca pensei que poderia sentir
-Você também vai me abandonar – murmurei em uma última defesa
-Eu não vou... não conseguiria – sua respiração dividia o ar com a minha, e os lábios estavam próximos dos meus... eu já não queria mais sair dali
A tensão sexual, o desejo, meu íntimo clamando, minha carência, meus sentimentos, minha confusão mental... nada estava organizado... e tudo me dizia para esquecer, deixar para lá e me entregar, porque era o que eu queria... mas não devia... e mesmo assim, desejava.
-Reita... – sussurrei em uma necessidade desconhecida. Os lábios macios se uniram aos meus, em um toque leve, a mão grande e forte segurou a lateral do meu rosto, carinhosa. A língua invadiu minha boca com cuidado e a saliva começou a se misturar à minha.
Minha lógica desapareceu e eu me agarrei ao pescoço úmido, aprofundando o beijo por conta própria. Os dedos livres apertaram minha cintura por cima do tecido da roupa, a mão em meu rosto deslizou para minha nuca, possessiva, e tudo pareceu ficar mais quente.
“Não importa mais”
Os movimentos do músculo molhado, a pele molhada em minhas mãos, o corpo contra o meu... nada mais importava... eu o queria... eu o queria tanto!
-Ruki... – sussurrou, uma vez o beijo findado. Os olhos mais uma vez encontraram os meus, e era transparente seu desejo e sua vontade, e ainda sim um receio forte – eu...
Aproximei meus lábios dos dele mais uma vez, calando-o... nada importava mais agora... eu precisava ser dele, assim como seu olhar dizia precisar me fazer dele.
-Eu sei... – respondi no mesmo sussurro, tirando minhas mãos de sua nuca, deslizando pelos ombros fortes, peito e abdômen. Voltando-as para o meu próprio colete e começando a desabotoar o primeiro dos 4 botões dele. Assim que terminei o colete passei para a minha camisa, ele não tirava os olhos dos meus dedos, e eu sabia que aquilo o estava provocando... eu queria provocá-lo, ser inconseqüente por um momento e não me importar... só por um momento.
Eu não sabia se era a minha ferida reaberta no dia anterior, ou a necessidade de me sentir vivo, talvez fosse apenas o tesão que eu indiscutivelmente sentia por ele, ou o fato de saber que ele me queria... eu precisava me sentir desejado... só por um momento.
Comei a retirar minha roupa, passando a camisa e o colete pelos braços e deixando que caíssem ao chão. Suas mãos tocaram minha cintura e pareciam estar absurdamente quentes quando o fizeram, o aperto de seus dedos pareciam testar a textura da minha pele e eu tive que fechar os olhos para aproveitar aquela carícia brusca, mas excitante. O carinho subiu pelo meu corpo, descobrindo, tinha esquecido que era a primeira vez dele com um homem, era esperado que testasse tudo primeiro. Lembrar daquilo me deu uma estranha alegria... ser o primeiro de alguém... de repente eu me sentia com algo sob controle, mesmo não possuindo controle sobre nada, nem sobre mim mesmo.
Os dedos roçaram em meus mamilos e eu não contive o grunhido, eu era sensível ali. Joguei minha cabeça para trás quando a boca seguiu os dígitos e me tocaram naquele mesmo ponto. Meu corpo foi virado para a direita e eu senti um baque em minhas pernas, fazendo-me sentar automaticamente no que eu sabia ser o capô de um carro... talvez o mustang laranja? Não importava agora.
A língua, a sucção, a mordiscada leve e a boca passava para o lado esquerdo, repetindo. Meus dedos se emaranharam nos fios molhados... ele nem tinha se vestido direito... talvez saíra apressado do banho? E mais uma vez pensar naquilo... me dava mais um pouco da sensação de poder, poder sobre o que? Talvez os sentimentos e desejos dele?
Minhas costas encontraram a estrutura metálica, abri meus olhos e encarei o teto tão bem reformado... por mim...
A língua trilhou um caminho lento e torturante por minha barriga, se enfiando em meu umbigo, chupando logo um pouco abaixo. Meu baixo ventre pulsou... e eu me perguntei se era mesmo a primeira vez que ele fazia aquilo com outro homem ou se ele era apenas muito bom em dar prazer.
Senti minha calça ser desabotoada e meu zíper ser abaixado. Tive que levantar minha cabeça para olhar o que ele fazia, encontrei seu olhar novamente e ele estava queimando... brilhavam em luxúria... ou haveria algo mais?
-Eu posso? – a voz rouca perguntou assim que meu jeans e minha boxer estavam abaixados até pouco acima do meio da coxa, minha ereção à mostra... e por incrível que pareça... eu não senti vergonha daquilo.
-Uhum! – assenti rapidamente, me deliciando logo em seguida quando senti a boca tocar minha glande, engolindo-me gradativamente... me enlouquecendo! Sua carícia notavelmente era amadora, mas não menos gostosa... fiquei feliz de certo modo... eu era mesmo o primeiro em quem ele fazia aquilo. Parecia querer descobrir o que fazer, ou como movimentar, tentava formas diferente e acabava por apenas me retirar de dentro e passar a língua pela extensão do meu membro... era adorável... e excessivamente excitante.
Quase sorri com seu olhar surpreso quando puxei seu cabelo com força, afastando-o de mim. Me sentei e o empurrei minimamente com as mãos... muito fofo a maneira espantada de me obedecer fielmente.
-Eu fiz algo errado? – perguntou em um nervosismo constrangido e eu não segurei um pequeno sorriso.
-Não... eu só não gosto de receber tanto sem poder dar nada em troca! – respondi, colocando minhas mãos em seu quadril, puxando de volta para mim, encaixando-o entre as minhas pernas e abocanhando um de seus mamilos, mordendo-o, chupando-o e logo passando para o outro. Eu podia sentir seu membro pulsar e desci uma de minhas mãos para o moletom, pressionando o contorno avantajado, masturbando-o lentamente.
Um grunhido rouco e as mãos em meu cabelo... eu gostei de tê-lo assim. Adentrei a calça e apertei o falo entre meus dedos... como se aquela parte fosse totalmente minha... eu queria sentir que era, usei minhas outra mão para abaixar a peça, confirmando que ele não tinha vestido uma roupa íntima. Mirei a ereção latejando em minha mão... provavelmente eu nunca tenha desejado tanto fazer isso... “O que você fez comigo, Reita-san?”
Não me segurei, parar seria hesitar, e hesitar me faria pensar... o que no momento eu sinceramente não queria... “Não importa mais”. Passei minha língua pela fenda, provei o gosto salgado, deixei o falo deslizar para dentro, chupei-o... s aperto em meu cabelo se intensificou e um gemido relativamente alto e profundo escapou de sua garganta... eu sabia que era bom naquilo... não era algo que eu tinha orgulho, mas... infelizmente, já tinha feito aquilo muitas vezes em minha vida... mais vezes do que queria... porém... dessa vez... eu realmente desejava fazer aquilo... eu realmente queria enlouquecê-lo.
Pela minha experiência não quista eu podia dizer o quão próximo ele estava de se despejar em minha boca, mas... eu estranhamente não queria que acabasse agora. Antigamente, em um passado que eu gostaria de esquecer, eu usava daquela estratégia para não ter que me humilhar mais e aceitar ser penetrado por caras que nem conhecia, ou que não sentiam nada por mim... cansá-los em um bom oral, para não terem mais energia... ao menos não para quererem outra coisa...
“Não agora”
Eu não me permitiria um momento de abandono e entrega como aquele novamente... que fosse completo... se fosse para me arrepender e me torturar depois... que ao menos fosse algo pelo que valesse a pena.
Sorri com a reclamação involuntária de seu gemido quando abandonei seu membro. Os olhos confusos e desejosos me encararam em pergunta. Eu não respondi, apenas me movimentei de modo que minha calça e minha roupa íntima descessem até meus tornozelos. Me abaixei rapidamente, me livrando dos tecidos e levando meus sapatos e meias juntos. Ele parecia hipnotizado com tudo que eu fazia... era adorável.
Reclamei pelo contado gelado e direto com o metal, mas ver a expressão faminta dele espantou qualquer frio que eu pudesse ter. Me projetei para trás e apoiei minhas mãos no capô, puxando minhas pernas e postando meus pés na beirada deste... me abrindo, literalmente... não havia forma mais óbvia de expressar o que eu queria.
As mãos agarram minhas coxas, e a boca mordeu meu joelho esquerdo, os dedos tocaram minha virilha e seguraram a parte interna de minha perna, me abrindo mais... tudo era muito erótico e excitante, e mesmo assim... eu me sentia diferente... o que era aquilo?
A língua voltou a serpentear pelo meu membro, descendo, passando pelo volume na base dele, e finalmente descendo mais. Meu corpo deitou automaticamente e minhas pernas ficaram ao comando dele enquanto o músculo molhado umedecia minha entrada, penetrando ali de vez em quando.... “Ele nunca fez isso com outro homem mesmo?”
“Talvez já tenha feito com mulheres?”
Afastei aquele pensamento rapidamente... ele me impediria dez fazer o que estava fazendo... e eu não queria parar... o queria dentro de mim... o mais rápido possível.
-Reita... já chega... eu quero dentro... logo – pedi entre meus ofegos e gemidos baixos, mirando os olhos preocupados em minha direção
-Mas... eu sei que tenho que te preparar, te acostumar com dedos e... – argumentou em uma angústia torturante, era notável que ele também já não estava com paciência para pré-liminares
-Não precisa – interrompi
-Eu não quero te machucar!
E eu tive que sorrir. Senti vontade de dizer que qualquer dor que ele me causasse naquilo não seria nem de longe a pior dor que já senti... mas falar isso seria decretar um final imediato a tudo que ainda não tinha começado... ou talvez já.
-Não vai! – assenti, enlaçando minhas pernas em seu quadril e puxando-o para mim, sentindo sua ereção contra a minha pele... e foi naquele momento que eu soube ter tirado qualquer controle que ele pudesse ter.
O tronco se abaixou, roubando-me os lábios em um beijo afoito, as mãos separaram mais as minhas coxas e puxaram meu quadril para cima. Senti a glande tocar em minha entrada e me agarrei às suas costas, esperando a dor que eu sabia que viria.
Ele se forçou para dentro... machucando, mas não tanto... como eu disse, já suportei dores bem piores. Espremi meus olhos, sentindo o falo se arrastar para meu interior, soltei a respiração quando a invasão cessou e apenas a sensação incômoda de preenchimento era presente. Ele respirava acelerado, assim como eu. Nossos corpos colados, nossas bocas bem próximas e os olhos frente a frente. Eu não conseguia mais lê-los... ou talvez estivesse lendo-os errado e estivesse vendo coisa demais ali.
A boca desceu para o meu pescoço, acariciando, mordendo e finalmente chupando. Eu gemi e uma estocada lenta se iniciou. Arranhei sua pele e mordi seu ombro. Mais uma estocada, que levou à outra e mais outra, a velocidade foi aumentada, a força foi aumentada... o prazer foi surgindo, e ele se espalhava como fogo por mim.
Uma mão apertou minha ereção, e meus gemidos já estavam tão altos! Mas eu não queria controlá-los... só por um momento, só esse momento. Sua voz era rouca ao meu ouvido e sua boca se servia da pele de meu pescoço. Até que ele não pareceu suportar mais e ergueu o tronco. Eu não me envergonhei com o olhar dele para mim, me vendo de cima... já vivi o suficiente para não me constranger mais com isso. Deixei minhas mãos se abandonarem ao lado de minha cabeça e apenas me entregar e sentir tudo que aquilo pudesse me oferecer... só aquele momento.
Os movimentos eram frenéticos, meu ponto foi acertado e meu ápice estava próximo. Seus dedos eram rápidos, minha mente não cogitava nada... não suportei mais e me desfiz, gemendo... era impossível, inevitável.
Meu corpo ainda estava mole quando senti o líquido esguichar dentro de mim, e um corpo se abandonar em cima do meu.
Ofegos, ofegos, ofegos, respiração, respiração... e o teto...
“O que eu fiz?”
-Ruki... obrigado... – o timbre rouco ao meu ouvido me fez estremecer e esquecer a hora do meu martírio pessoal
- Pelo o quê? – perguntei, ainda inerte... eu não sabia mais o que pensar
-Por me dar uma chance, eu... prometo que não vou desperdiçá-la – e a cabeça se ergueu, me olhando nos olhos... sinceridade em suas palavras... e eu soube ter cometido um erro... mais um erro... um erro que eu continuaria cometendo até ele se virar contra mim
“Você se apaixonou, seu grande idiota!”
Eu sorri e ele me beijou, doce e leve... como ele não parecia ser... mas era.
E lá ia eu, abaixando minhas paredes de defesa, expondo o meu eu já tão frágil e trincado... arriscando... arriscando a ser mais uma vez inevitavelmente arruinado.
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AOI’s POV
Inacreditável...
“Nós somos dois loucos!”
-Kou... – gemi o nome que agora eu conhecia, me parecia mais íntimo e verdadeiro
“Yuu... mais forte... me sente subindo e descendo em você?” Kami! Como ele conseguia ter uma voz tão malditamente erótico e excitante?
-Ah!... perfeitamente! – respondi, mantendo minha voz baixa, afinal ainda tinham funcionários do lado de fora daquela sala... “Ainda bem que eu tranquei a porta”
“Eu te sinto tão dentro.... hum... é tão bom... eu consigo imaginar... eu.... aah! Yuu... é tão gostoso!”
Eu já não agüentava mais, aquela despedia estava ótima, mas... eu queria ao vivo e a cores... eu queria senti-lo de verdade, e não apenas imaginar... eu queria que fosse a mão dele a escorregar pelo meu falo, que fosse o interior dele ao redor do meu membro... minha imaginação já não era mais o bastante... mas ainda sim... ouvi-lo daquela forma... era surreal
-Kou... eu já... – não consegui finalizar e me liberei, sujando minha mão... ouvi um gemido longo do outro lado da linha e soube que ele também tinha alcançado seu ápice. Sorri e retirei um dos lenços em cima da minha mesa, começando a me limpar.
“Será que vai ser tão bom assim pessoalmente?” a pergunta veio humorada
-Vai ser melhor, com certeza – respondi, finalizando a minha higiene e me livrando dos lenços sujos
“Temos pouco mais de duas horas agora, então, vou tomar um banho e te encontro lá!”
-Sim... eu estou ansioso – confessei
“Eu também! Tchau, Yuu, até daqui a pouco!” se despediu na intenção de desligar
-Kou... – chamei, impedindo-o
“Sim?”
-Eu amo você! – falei, eu me sentia bem em dizer aquilo, em me expressar de modo sincero daquela forma
“Eu também... amo você!” ele me respondeu em uma voz muito hesitante, eu iria perguntar algo, mas ele continuou antes disso “Até logo!” Se despediu, desligando... o que será que tinha sido essa hesitação no final?
Decidi deixar de lado, ele provavelmente só teria ficado nervoso... assim como eu estava, nervoso e ansioso... eu finalmente iria conhecê-lo... pessoalmente!
Fechei a loja bem depressa e corri até em casa, tomei um banho, demorei um pouco escolhendo uma roupa, e me perfumei mais do que o necessário eu tenho certeza, mas... de alguma forma... eu estava muito, muito, muito ansioso!
“Será que ele vai gostar da minha aparência?”
Não que eu fosse feio, eu sou bem bonito... tenho uma pele mais morena do que a maioria dos orientais, meu cabelo é um pouco abaixo do ombro, repicado, e eu atualmente pintei a parte de cima de loiro acinzentado... estava tentando parecer mais jovem e moderno... “Será que ele vai achar estranho?” Não dava tempo de pintar tudo de preto agora!
“Merda, Yuu, para com essa paranóia, você não é um adolescente indo para o primeiro encontro!”
Me encarei no espelho e gostei do que vi, eu me namoraria... “Será que ele também?”
De alguma forma Uruha me deixava inseguro, ainda mais depois daquela hesitação ao telefone... “Pare de pensar nisso, você vai vê-lo hoje e vocês vão sorrir, se beijar, conversar, se beijar, você vai trazê-lo pra cá e vão fazer amor na sua cama!”
Em tese era até simples, e parecia totalmente decido... “Mas e se ele não gostar de mim?”
Acabei por me cansar do meu drama pessoal e sair logo de casa, o bar não ficava longe, e mesmo assim eu iria de carro – queria impressionar talvez? – mas eu ficaria esperando o tempo que fosse necessário.
Como imaginei acabei por chegar cedo demais, o local estava cheio, afinal era uma sexta-feira à noite. Não me contive em rodar meus olhos pelo ambiente, procurando-o mesmo sabendo que provavelmente ele ainda não teria chegado.
Consegui uma mesa no canto direito da entrada e me sentei, esperando. Deixei meu celular em cima do tampo e comecei o que parecia uma sessão de hipnose com a tela dele... aguardando que o nome “Uruha” aparecesse e o som do toque ecoasse pelo ambiente.
Depois de meia hora decidi tomar alguma coisa, ele só estava dez minutos atrasado,ele disse que se atrasaria. Acabei por pedir dois drinques, Uruha havia me dito que apreciava bebidas e tinha gosto bem semelhante ao meu, mas o copo dele ficou cheio enquanto o meu já estava em seu fim.
“Meia hora atrasado... será que aconteceu alguma coisa ou é normal?”
Depois de uma hora minha confiança já estava abalada e uma melancolia estranha começou a me invadir, já era meu terceiro copo e o dele não tinha sido sequer tocado
“Onde você está?”
Tive que declinar duas bebidas e três convites de pessoas que não me interessavam de modo algum, mas ele não aparecia.
Depois de duas horas e 7 copos... eu já não tinha mais esperança alguma.
Meu coração deu um solavanco quando a tela finalmente acendeu, o nome “Uruha” nela e a música alta ecoando pelo bar sem sonoridade. As atenções de algumas pessoas se voltaram para mim e eu olhei em volta procurando-o. Quando notei que ninguém ali usava um celular, decidi por atender o meu, otimista “Talvez ele tenha tido um problema e quer se desculpar pelo atraso”
-Uruha! – falei assim que coloquei o aparelho no ouvido
“Desculpe, Yuu” a voz transmitia um arrependimento sincero, não sabia dizer se era a minha imaginação, mas estava até um pouco... chorosa?
-Tudo bem, aconteceu alguma coisa? Eu posso ir te buscar! – ofereci, eu queria muito conhecê-lo
“Eu sou um covarde idiota, eu... não quero, Yuu, eu quero muito de ver, mas isso me assusta, as coisas estão tão certo da forma que estão!”
Eu não soube muito o que pensar ou o que sentir, agi por impulso.
-Kou, o que está dizendo? Nós nos amamos, porque não nos vermos?
“Eu amo você, Yuu, ou amo a ideia que tenho de você, eu não sei, mas eu gosto disso, não sei se continuaria te amando se nos víssemos, talvez eu não seja do jeito que você pensa, ou talvez você não seja do jeito que eu penso... não é questão de aparência, eu tenho medo de eu apenas não sentir nada quando te ver e... tudo está bem do jeito que está, não acha? Podemos continuar assim!” a voz afobada parecia tentar se convencer das próprias palavras, eu não consegui pensar em algo para dizer... apenas fui sincero
-Eu quero te ver Kou, mais que tudo, eu quero te ver – desabafei em uma necessidade anormal para mim, mas em vista de tudo que vinha sentido na última semana eu não me surpreendia mais
“Eu não posso, Yuu, desculpe” foi o que ouvi antes de notar que ele havia desligado
Meu coração apertou e demorei um pouco para entender o que tinha se passado ali. Assim que entendi disquei o número dele, depressa, me desiludindo quando ouvi a mensagem de telefone desligado ou fora de área.
“Ele terminou comigo?”
E a pergunta encontrava uma resposta afirmativa em minha cabeça a cada segundo. Olhei para o copo cheio que seria dele quando ele chegasse... o que não aconteceria.
“O que eu fiz de errado?”
O que eu tinha feito de errado?
Por um momento a lembrança de que aquela tinha sido a primeira vez que ele tinha me ligado me passou pela mente. Sempre fui eu que liguei, eu que insistia.... talvez nossos sentimentos fossem desiguais? Talvez somente eu estava me envolvendo em um relacionamento improvável e louco daqueles?
“Talvez ele apenas não me ame”
Peguei o drinque dele e comecei a bebê-lo, finalizando-o rapidamente e já erguendo minha mão para a garçonete vir me trazer outro...
“Eu fui chutado!”
Notas finais
e então, felizes? Tristes? Confusos?
Como expliquei, tive que fazer um pequena viagem até o outro lado do DF (onde moro) e como a pessoinha agora voltou com toda a rotina, talvez as postagens diminuam a frequência para 3 vezes por semana. Vou tentar trazer nas segundas, quartas e sextas! Desculpem! =/
De qualquer forma a fic está estimada em 18 capítulos, então talvez não tenham que esperar muito neh?:
Agradeço imensamente pela reviews! São toda lindas e mordíveis!
OBS: Tem um(a) leitor(a) de nick SASU que sempre deixa review com a simples mensagem de "Continua" .... cuidado pra não colocar isso no último cap O.O =] Confesso que estou curiosa para saber o que vai colocar na review do último! =]
Agradecimentos mais e mais para todos que estão lendo! Espero que estejam gostando!
Beijos
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