Notas iniciais
Olá!Mini-san na área! Trazendo bem mais cedo dessa vez neh? espero que gostem! Apesar das coisas tentas! CAP sem betagem [EDIT: Dani Passou por aqui e betou xD], desculpe se houverem erros! =/

Capítulo 16

REITA’s POV

Eu sou muito idiota...

No caminho para o endereço fornecido por Aoi-san acabei por ver uma loja de presentes, do tipo especializada em namorados... me pareceu estranho e totalmente ridículo, mas pela primeira vez pensei que levar algum agrado seria de ajuda...

“Eu não sou bom nessas coisas!”

E foi quando desci do carro e entrei na tal loja que me senti além de incomodado, um tremendo idiota.

Tentei passar despercebido, direto para o local onde eu identifiquei estarem os chocolates, o lugar não estava muito cheio, apenas as moças do balcão, dos caixas e meia dúzia de clientes. O estranho? Todos, sem exceção, estavam me encarando.

Foi apenas aí que lembrei ter saído da oficina como estava, com o macacão de trabalho meio sujo. Tentei me olhar no reflexo das prateleiras, e como se a faixa que eu usava já não fosse algo que chamasse atenção uma mancha roxa e forte destacava em minha pele do rosto, em baixo de meu olho...

“Maldito empresariozinho!”

“Agora já era! Não importa! Já entrei nesse negócio, vou comprar o que quero e me mandar daqui, que se dane esse pessoal!”

Por sorte, era costume meu deixar minha carteira sempre no bolso de qualquer roupa que eu usasse, mesmo a de trabalho.

Decidi ignorar os olhares em minha direção e me pus a escolher uma caixa de bombons, dando preferências nas que não continham a palavra “morango!”, Ruki confessou odiar qualquer coisa que derivava dessa fruta. Optei pela de licor e fui até as estantes de pelúcias. De alguma forma, eu inconscientemente achava que aquilo combinava com ele... “Fofo e pequeno!”

Ainda era difícil acreditar o que ele foi e pelo o que deve ter passado... porém não importava mais, eu já sabia o que pensar dele... “Ele é incrivelmente forte!”

Por algum motivo acabei escolhendo um urso panda enorme... pois me lembrava a ele.

Paguei a compra e pedi um laço na caixa de chocolates, sai da loja e voltei para o carro.

Pode parecer meio estranho e bobo, mas eu coloquei o urso no banco do carona e ao olhar por um instante me pareceu que ele não estava seguro o suficiente, por isso acabei passando o cinto de segurança por ele e afivelando-o, coloquei a caixa no porta luvas e sorri... talvez houvesse mesmo uma semelhança entre eles... “Tão adoráveis!”

Dei partida no carro e me peguei usando o panda como cobaia para o meu treinamento de como pedir desculpas... eu tinha que conseguir seu perdão!

-Será que eu deveria levar flores também? – perguntei em direção à pelúcia quando um semáforo se fechou, e podem me chamar de doido, mas eu meio que pude ouvir uma resposta imaginária – tem razão, ele pode achar que eu estou o tratando como uma mulher, melhor não!

Me certifiquei de que era o endereço correto assim que estacionei o carro na frente de um prédio requintato...”Esse tal Aoi-san também é montado na grana!”

-Eh, panda-san, vamos lá! Me ajude a pedir desculpas para o meu pequeno, sim? – Falei para o meu mais novo amigo enquanto o libertava do cinto e pegava a caixa de bombons, os peguei e sai do carro, apertando o alarme para travá-lo, guardando minhas chaves do carro e pegando a chave que Aoi-san havia me dado.

Respirei fundo, mesmo que o panda-san tivesse me ajudado a ensaiar o pedido de desculpas, eu tinha certeza de que esqueceria tudo na hora... “Talvez seja melhor apenas dizer o que eu sinto e o quanto o amo!”

O porteiro confirmou minha autorização de subida e o caminho dentro do elevador pareceu longo demais, minha expectativa e ansiedade se tornando insuportáveis, de repente eu tinha consciência de que apenas o agarraria com toda a minha força assim que o visse... “E nunca mais o soltarei, nunca mais!”

Panda-san me atrapalhou um pouco a abrir a porta do número do apartamento escrito no pedaço de papel, mas eu consegui me sair bem. Adentrei o hall de entrada, retirando meus sapatos... “Eu o chamo? O Procuro?”

“O que eu digo?”

A sala do imóvel era linda, mas para quem já tinha visto a sala do apartamento do meu Ruki aquilo não parecia grande coisa. Rodei meus olhos pelo ambiente e nenhum sinal dele, por instinto segui um corredor abrindo uma das três portas e encontrando um quarto muito bem mobilhado... “Gente rica e com amigos decoradores é outra coisa!”

Finalmente na terceira porta a cama do cômodo estava ocupada. Meu coração disparou quando a figura pequena adormecida entrou no meu campo de visão e um sorriso se abriu involuntariamente no meu rosto... um dia, e eu já tinha sentido tanta falta!

Me assustei com uma enxurrada de latidos desesperados vindo de uma porta ligada ao cômodo, olhei para Ruki para ver se ele tinha acordado, mas ele sequer se moveu... um medo estranho me invadiu... “Por que ele não tinha acordado?”

Me aproximei do corpo deitado de lado, deixando os presentes em cima da cama... “Por favor...”. Levei meus dedos até a pele da bochecha notando a palidez anormal dela e meu desespero começou.

-Não faz isso comigo meu pequeno, abra os olhos! – implorei, apoiando o pescoço mole em meu braço e levando meu ouvido até seu peito, dei graças aos céus pelos batimentos ainda estarem presentes, fracos e lentos, mas presentes. Os latidos de Koron aumentaram de volume e até mesmo arranhões na porta eram audíveis, parecia saber que tinha alguém ali para ajudar.

Me ergui rapidamente e peguei o telefone mais próximo discando o número da ambulância... “Ele não pode morrer, eu não vou deixar!”

Me passou pela cabeça que eu não sabia o porquê de ele estar assim, até ver um frasco cilíndrico e pequeno no chão, me abaixei para pegar, o nome “Valium”* no rótulo e apenas dois comprimidos dentro do frasco... quantos ele tinha tomado?

-Por que fez isso, meu pequeno? Eu vim pedir desculpas, eu vim... por favor... não faça isso comigo, Ruki... abra os olhos! – continuei pedindo, largando o vidro de mão e acariciando o rosto que começava a perder temperatura.

Do outro lado da linha alguém atendeu e eu só soube praticamente gritar o que tinha acontecido, pedindo por uma ambulância o quanto antes e dando o endereço...

“Não faça isso comigo, Ruki! Por favor!”

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URUHA’s POV

Eu sou muito idiota...

Não acredito que demorei tanto para me permitir tanta felicidade assim!

Os braços me apertando gentilmente contra seu corpo e os dedos carinhosos em meu cabelo e costas, a respiração perto, o peito subindo e descendo calmamente... e então as palavras que poderiam me derreter em um instante quando pronunciada por sua voz.

-Eu amo você, se for possível, ainda mais!

Eu tive que olhá-lo, encarar os olhos negros e profundos, tenho certeza que só com aquilo já estava mais do que evidente a extensão de minha correspondência aos seus sentimentos, mas eu queria falar, queria vocalizar o que sentia.

-Eu também amo você, Yuu

Ele sorriu, doce e encantador, meu sorriso lindo e de lábios fartos... “Eu sou mesmo o homem mais sortudo na face da Terra!”. Foi impossível não beijar sua boca e foi impossível não apertá-lo mais contra mim. Me peguei desejando que o mundo parasse bem naquele momento, e então tudo estaria perfeito.

-Não sabe o quanto eu quis te ver dizendo isso! – Ele falou, me dando mais um selo e aconchegando minha cabeça em seu peito, continuando o carinho – Não acredito que já tínhamos nos visto antes e não tínhamos nos falado!

Sorri e me lembrei de algo por um momento.

-E você ficou flertando comigo mesmo sem saber que era eu, se não tivesse resistido hoje quando tentei de agarrar eu ia te dar um soco! – Inquiri em uma falsa chateação... ele tinha mais do que provado que era fiel a mim, resistindo a mim mesmo.

-Oh! E o que o senhor pode dizer, hein? Sorrindo todo lindo daquele jeito pra mim? – Ele resmungou, humorado, me arrancando mais uma risada.

-Está com ciúmes de mim com você mesmo? – Perguntei, levantando a cabeça para redecorar todos os traços perfeitos de seu rosto.

-Hum! Talvez, eu não sei se posso me vencer em uma disputa assim! – Ele continuou a brincadeira, me beijando novamente e a mão desceu pelo meu corpo de um modo sedutor enquanto a boca se desviava para o meu ouvido – Será que eu vou parecer muito pervertido se pedir uma segunda vez?

-Só o tão pervertido quanto o que eu sei que você é... – Respondi, virando seu corpo na cama e me colocando em cima de seu quadril, erguendo meu tronco e olhando bem a expressão sacana de cima -... e pode ter certeza, sua perversão não chega nem perto da minha.

-Kou... – Ele chamou em uma voz suave... meu nome ficava lindo em seus lábios... eu poderia passar horas e horas ouvindo me chamar daquele jeito. Remexi em seu colo e as mãos apertaram as minhas coxas, os dentes mordendo os lábios e os olhos fixos nos meus... adorava o jeito gentil e ardente dele... um misto de fogo e brasa, calma e descontrole... ah! Só de lembrar tudo que tínhamos feito minutos antes já me deixava com vontade de mais – Como você pode ser tão perfeito, meu amor?

-Eu não sou, você vai descobrir isso mais tarde! – Respondi, aceitando de bom grado seus dedos que agora me tocavam a bochecha, colocando minha mão sobre a sua.

-Você é perfeito pra mim – E a sinceridade que sua voz sempre me transmitiu era a mesma que seu olhar me passava... ele era ainda melhor pessoalmente... senti-lo assim... era mágico!

-Se você ficar falando isso eu vou ficar convencido! – Provoquei e ele sorriu.

-Mas você já é convencido, meu amor, e eu adoro isso! – Rebateu, me derrubando de seu colo em um movimento rápido e se colocando por cima de mim, entre minhas pernas, o baixo ventre nu tocando o meu e eu deixei um gemido me sair pelos lábios, pois sabia que ele gostava quando fazia isso.

-Hum! Pelo visto você me conhece mesmo! – Continuei, passando os braços possessivos por seus ombros e acariciando a nuca... ele era sensível ali.

Era engraçado como parecíamos tão íntimos e conhecíamos tanto um sobre o outro, mesmo que fosse a primeira vez que nos víssemos – sabendo que éramos quem somos – e mesmo assim ainda conseguia descobrir coisas sobre ele... como esse ponto fraco... eu queria mais, queria descobrir muito mais, queria saber tudo sobre ele.

-Não tanto quanto estou louco para conhecer... – Seus lábios tocaram os meus e a língua deliciosa me invadiu a boca... como ele beijava bem! Me deixava louco só com isso!

Infelizmente o som de uma música que reconheci ser do Luna Sea invadiu o ambiente de forma abafada... não era o meu celular, mas provavelmente seria o dele já que ele tinha me dito em alguma de nossas conversas que apreciava o som da banda.

-Acho que é o seu – Avisei, tentando falar por entre o beijo que ele insistia em não querer parar... adorável!

-Hunf! – ele reclamou de forma audível e apartou o ósculo, se levantando de mau grado e procurando o telefone no bolso da calça jeans jogada no canto do quarto... “Que belo traseiro!”

“E é todinho meu!”

-Oh! Você é mal humorado! – Comentei em humor, sorrindo logo em seguida pela não negação de sua atitude irritada para com a dificuldade de achar o bolso certo.

-Ah! Eu odeio quando me interrompem em algo importante, não acredito que me atrapalharam em meu momento especial com você! – Ele respondeu, uma contrariedade que me fez sorrir ainda mais. Finalmente achou o aparelho, atendedo-o logo em seguida – que foi! – e a irritação dele naquele cumprimento me fez ser invadido por gargalhadas.

“Inacreditável! Ele todo emburrado e mal humorado assim...”

-Tudo bem! – e o tom de resposta dele após alguns segundo pareceu bem mais sério e não mais enfezado. Parei de sorrir e olhei para a expressão fechada e preocupada dele...

-O que aconteceu? – Perguntei, me levantando e me aproximando de seu corpo nu assim que ele desligou o celular e soltou um suspiro fundo.

-Era a irmã do Ruki... a mãe deles faleceu, ela pediu para eu avisá-lo, mas disse para alertá-lo a não aparecer no velório... – Contou, passando os braços por minha cintura e deixando a cabeça repousar em meu ombro.

-Por que ele não pode ir no velório da própria mãe? – Questionei novamente, acariciando as madeixas acinzentadas e negras... ele parecia precisar de forças no momento... eu gostaria de poder dá-las.

-É uma história longa e complicada, seu irmão já sabe um pouco dela, mas... as coisas são bem mais complexas do que parecem... será que Suzuki-san já se desculpou com Ru-san? Não sei como conto isso para ele! – Confessou, erguendo a cabeça e me lançando um olhar necessitado... eu sei que a situação não era a melhor, mas eu gostei dessa confiança toda em mim.

-Eu vou com você, afinal Akira também está lá, acha melhor avisarmos o quanto antes?

E ele sorriu fracamente, juro que pude ver algo brilhar em seus olhos e me senti acalentado por aquilo.

-Obrigado, meu amor, muito obrigado... vamos juntos, vou ver como as coisas estão por lá e decido se conto agora ou não – Respondeu, depositando um selo leve em meus lábios – Estou feliz por ter você comigo!

Uma sensação boa e um sorriso... eu nunca me senti tão feliz na vida! Nunca ninguém mostrou precisar tanto de mim... nunca me senti útil o suficiente... mas dessa vez... eu sentia estar no lugar certo.

Notas finais
* é um medicamento para dormir bem! Chegando a reta final neh? Próximo capitulo fortes emoções! =]Beijos!Agradeço por todo apoio e animação e... reviews? OBS: Viva aos laboratórios de escola, pq neh.... tem gente aí lendo fic na hora da aula!hohohoh PS: Dani passando por aqui também 8D Pessoal To tão Feliz mesmo coma repercussão da fic MUITO FELIZ MESMO eu vejos empre no twitter alguem comentando vejo as reviews e desde quando tive a ideia e me reuni coma mini-san pra definir como seria ao certo não imaginei que teriamos tantos leitores, e a cada review me emociono! Obrigada todos voces e minha mini-san né amor obrigada por tornar real