Notas iniciais
Olá! Mini-san falando! Eu sei! Atrasada! Mas ainda é quarta neh? Explicações no final e aproveitem o capitulo! Desculpe! Capitulo mais uma vez sem betagem, terminei de digitá-lo há exatos 2 minutos! =]

Capítulo 12

REITA’s POV

Parecia irreal...

O rosto adormecido, a respiração calma, o corpo nu... ele estava ali, do meu lado... na minha cama... depois da noite mais incrível que eu já tive!

Sorri e aproximei mais o meu rosto do dele, relando a ponta do meu nariz de leve na bochecha direita, que estava voltada pra cima enquanto a esquerda era apoiada no colchão. Deixei meus dedos passearem pelo contorno da coluna, nas costas acessíveis pela posição de bruços. Beijei perto da orelha e o senti se mover um pouco, apenas respirando mais fundo, mas não acordando... “ tão fofo!”

Continuei a olhá-lo dormir, a luz do sol já teimava em brilhar através das frestas que a cortina deixava na janela, mas eu não me importava... estava tão bobamente feliz naquela momento! Finalmente o tinha ali, em meus braços, ao meu lado... e queria que continuasse assim. Não iria me enganar e me convencer de que não foi nada especial, foi especial... e eu queria que continuasse sendo. Apesar do nosso quase inexistente diálogo de ontem...

“Tenho certeza de que ele vai concordar! E se não... eu não descanso até fazê-lo concordar”

Um zumbido na porta de meu quarto e um latido fino em seguida. Tínhamos esquecido Koron do lado de fora na noite passada. Mas depois de toda aquela primeira vez em cima do meu carro, uma cama macia e lençóis quentes me pareceram bem mais gentis para uma segunda... e uma terceira...

“Ah! Ele é tão sensual!”

Passei minha língua pelo pescoço, lentamente... ele teria que acordar, apesar de ser sábado, ambos tínhamos coisas a fazer, mas... se pudéssemos fazer mais uma vez antes disso... eu com certeza iria adorar... “Meu baixinho é incrível”

E sim, eu já o chamava por “meu”, pois ele era meu, depois de ontem eu não deixaria por menos que isso. Sou possessivo? Me recriminem, esse sou eu.

-Koron-chan... para de me lamber – ele resmungou , despertando de mau grado

“Me confundindo com o cachorro?”

Sorri e não resisti a uma pequena peça. Mordi de leve a pele, sentindo-o solavancar minimamente e começar a despertar.

-Eu não acho que Koron-chan possa fazer algo como isso — sussurrei ao seu ouvido, deslizando minha boca rapidamente pelo rosto e chegando aos lábios, beijando-os com vontade.

O ósculo não foi correspondi inicialmente e eu tive que segurar a sua face para que ele não se afastasse com a surpresa, mas logo ele já estava enlaçando sua língua na minha, relaxando em meus braços. Não resisti girar seu corpo e me colocar por cima dele... eu o queria mais, e de novo.

-Hum! – o gemido me pareceu mais dolorido que proveitoso, e mesmo não sendo de minha natureza... eu me preocupava em ser gentil como ele. O que nunca fui muito, mas Ruki me passava essa sensação de querer protegê-lo... talvez por causa de seu tamanho e do corpo de aparência frágil... eu não sei.

Me afastei e tentei tirar um pouco do meu peso sobre ele ao me apoiar em meu cotovelo direito.

-Te machuquei? – perguntei, receoso de que ele tomasse aquilo como um motivo para sair correndo novamente.

-Não, é só que... é meio dolorido sabe... – tentou explicar, corando de um jeito adorável enquanto desviava o olhar do meu... mas eu não tinha entendido muito bem o que ele tinha tentado me dizer.

- O que é meio dolorido? – tornei a perguntar

-Bem... fizemos três vezes essa noite... está ardendo um pouco... faz um tempinho que não faço isso e... muito tempo mesmo desde que fiz tantas vezes em um espaço de tempo tão curto... não é que eu não possa agüentar mais um, é só que... eu preferia não... – tornou a explicar, sem me encarar, apenas falando com algum ponto invisível na parede, constrangido...

Eu me envergonhei... é lógico que estaria dolorido... que ideia a sua, Akira, acha que o pequeno é uma máquina de sexo ou o quê?

-Ah! Desculpe, eu não... desculpe, ah... eu sou um idiota! – tentei me desculpar, mas acabei apenas por me irritar comigo mesmo.

-Se você quer tanto, eu posso... – a voz receosa continuou, não acredito que ele achou que a crise de impaciência tinha sido com ele.

-Não, não mesmo... eu não quero que você se force assim! Eu quero você bem, tudo ok? – inquiri em uma afobação maior do que pretendia. Ele apenas assentiu rapidamente, ainda sem conseguir olhar muito para mim... “Ele não pareceu nada tímido ontem à noite!”

-Se estamos entendidos... – falei, me levantando e não dando tampo para que ele se ajeitasse. Assim que ele se sentou eu o puxei pelos braços, enlaçando-os em volta do meu pescoço e segurei na curva dos joelhos e na cintura fina... ela era mesmo muito boa de pegar. O ergui, começando a carregá-lo

-Que merda você está fazendo? – a voz mal humorada rugiu, e eu só consegui achar graça naquilo

-Te levando para um banho – rebati, direto... ele ficava muito fofo daquele jeito... e era tão leve!

-E quem diria que o senhor gostoso e másculo seria tão bobo e gentil assim! – suspirou no que eu reconheci ser um fingimento de chateação

O coloquei no chão do banheiro e liguei a água morna, observando o líquido encharcar o cabelo loiro, as gotas acumuladas descerem pelo pescoço alvo, passando pelo peito a abdômen...

-Você é um tesão, sabia? – provoquei

-Uhum!- assentiu em um sorriso convencido, passando os dedos pelos fios encharcados

“Adorável!”

Segurei as bochechas fofas e roubei mais um beijo, molhado e rápido. Suspirei fundo quando ele me puxou pelo quadril e colou nossos corpos nus debaixo da água. Seus braços me apertando e o rosto se escondendo em meu peito.

A respiração profunda, e eu só queria saber o que ele estaria pensando... haviam tantas perguntas que eu queria fazer...

“Não agora”

No momento, aproveitar ao máximo daquele tempo me parecia a proposta mais tentadora.

O silêncio durante o banho não foi incômodo, foi agradável e excitante a cada vez que nos tocávamos despudoradamente, mas sem aprofundar mais as carícias. Aproveitei para explorar mais ainda de seu corpo, mesmo que já o sentisse como território dominado e conhecido... me parecia que sempre haveria mais para descobrir. Talvez fosse por ser a primeira vez que me envolvia com outro cara... nunca pensei que um corpo semelhante ao meu pudesse me atrair dessa maneira.

Era linda a forma como a cintura fazia uma curva acentuada e a barriga se mantinha reta, o peito não possuía demarcação de músculos, o que o deixava com um aspecto jovem e até infantil, os ombros eram largos e o pescoço delicado. As pernas eram levemente roliças e com certeza ele provava ser oriental olhando-se detrás... mas era lindo! Fofo, suave... sexy... erótico...

-Kami! Merda! – ele se sobressaltou enquanto terminávamos de nos vestir, começando a acelerar a passagem da camiseta social pelos braços, procurando algo pelo chão – Sabe onde está o meu colete e minhas meias?

-Talvez tenhamos deixado na oficina ontem? Não tenho certeza se pegamos tudo quando viemos para o quarto — respondi

-Droga! Viu que horas são? Eu tenho que estar na casa de uma cliente em uma hora... como eu vou me arrumar em uma hora? Não dá tempo de voltar em casa .... – rugiu, parecendo brigar com alguém invisível.

-Eu te levo – me ofereci.

-Tem carro? – perguntou, a sobrancelha direita erguida.

-Eu sou mecânico, é claro que eu tenho, nós transamos em cima do capô dele ontem! – rebati, rindo pela estranha surpresa dele.

-Você é o dono do mustang?

-Eu o comprei em um leilão, estava batido, reformei e pronto, é meu! – assenti, lançando uma piscadela para ele e o puxando pela mão que não segurava os sapatos.

Saímos do quarto e me surpreendi por ver Uruha saindo do dele, Ruki se escondeu rápido atrás de mim, Koron indo para o lado dele e pulando em suas pernas...

- Dormiu aqui? Pensei que fosse dormir fora! – comentei ao mirar uma figura mal arrumada e semelhante a um zumbi passar por mim e seguir o corredor até o final, descendo as escadas sem me responder.

-Aconteceu algo com ele? – a voz grave perguntou atrás de mim.

-Acho que sim! Talvez tenha brigado com o namorado... – respondi, me lembrando por um momento do estranho fato de que meu irmãozinho estava namorando um cara por telefone... será que o cara era feio assim? – quer comer algo antes de ir? Eu fiz Cury e não comemos nada ontem.

-Seria bom, mas acho que não tenho tempo, eu vou passar aqui mais tarde, se puder guardar um pouco para mim... eu iria adorar provar seus dotes culinários! – sorriu em resposta e começou a me puxar para o térreo, Koron-chan em nosso encalço. Pegamos rápido sua pasta jogada em cima da mesa da cozinha, não estávamos com muita paciência ontem para deixá-la em um lugar melhor, e passamos por um boneco loiro sentado no sofá da sala, encarando a tela do celular.

“Aí teve coisa!”

Nos despedimos, sem receber resposta e saímos para a oficina, encontrando já meus três amigos abrindo o local... realmente estava tarde!

Os olhos encararam com espanto a nós dois de mãos dadas, e eu vi Akuma tentar dizer algo que não saiu de seus lábios. Pois logo Ruki estava vencendo o galpão e procurando algo embaixo do meu carro, Koron parecendo tentar ajudá-lo.

-Achei meu colete e minhas meias! – exclamou em alegria, tratando logo de se vestir e colocar os sapatos – vamos indo? Essa cliente é muito importante! Pode melhorar muito minha credibilidade no mercado – argumentou, apressado.

-Sim! – assenti, me adiantando para terminar de abrir o portão, sendo seguido pelos olhos ainda estupefatos

-Você e o baixinho... – Akuma começou

-Sim! – assenti, interrompendo-o – e não o chame de baixinho, ele não gosta – avisei, humorado, dando as costas e seguindo para o mustang, abrindo a porta do carona para o meu Ruki entrar.... era tão bom chamá-lo de meu! Logo após Koron se acomodou em seu colo e tudo parecia está perfeito.

Dei a volta e entrei no automóvel, dando partida e avançando para fora do galpão.

-Cuidem de tudo por enquanto, eu volto daqui a pouco – falei antes arrancar para fora, ganhando a rua

A gargalhada ao meu lado me tirou um pouco de atenção e me fez sorrir instantaneamente, mesmo não sabendo do que se tratava.

-Você viu a cara deles? Pareciam que tinham visto um fantasma! – comentou entre os risos... que tenho que assumir... eram cômicos*

“Adorável!”

Tudo nele era extremamente adorável, fofo, sexy e... misterioso.

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URUHA’s POV

Parecia irreal...

“Respire, Uruha! Respire!”

Eu tinha pegado um táxi, mas decidi parar duas quadras antes do bar... precisava caminhar e me acalmar um pouco. Sei que já estava uns vinte minutos atrasado, mas... eu estava tão nervoso!

As dúvidas conflitavam com minhas curiosidades e vontades.

Parecia irreal...

“Não acredito que vou vê-lo daqui a pouco!”

“Será que ele vai gostar de mim?”

E eu me fazer aquela pergunta era totalmente novo! Eu nunca estive tão não confiante em minha aparência dessa forma. Acho que até exagerei no penteado do cabelo, ou talvez na maquiagem... “Será que minha calça está apertada demais?”

“O que estou pensando? Você já transou com ele, Kouyou... à distância, mas já transou...”

“Será que ele é bonito como aquele moreno da loja de instrumentos?”

“Se bem que o moreno era um pouco mais baixo que eu...”

“Será que o Yuu vai ser tão educado quanto ele sempre é?”

“Eu devo beijá-lo quando o ver?”

“Não é bom beijar logo de cara quando se conhece alguém, mas... eu já o conheço, não? Tecnicamente estamos namorando...”

-Maiuko, espere! – ouvi uma voz estranha gritar e uma garota esbarrar em mim enquanto corria, a segurei antes de cair... “Eu a conhecia!”

-Mai-chan? – perguntei apenas em nível de confirmação, ela estava quase a mesma desde a última vez que a vi.

-Kou-chan? – ela retornou.

-Quem é ele? – um homem estranho, mas de aparência bonita perguntou em uma notável rudeza.

-Não te interessa! Nós não temos mais nada! – ela vociferou para o cara, pegando em meu pulso e puxando para o lado oposto ao qual eu seguia.... “Só faltava uma quadra!”

-Maiuko, espere, eu não tinha a intenção... – o homem tentou se desculpar.

-Agora já acabou, isso era estranho desde o começo... apenas suma da minha vida e eu sumo da sua – Mai-chan finalizou, sem soltar meu pulso, me obrigando a ir com ela.

Não é que eu não estivesse feliz de reencontrar minha grande amiga da época que eu passei na faculdade, mas... “O Yuu está me esperando!”

-Mai-chan, é que eu... – tentei explicar assim que nos afastamos o suficiente

-Ele parecia ser o cara perfeito! Eu... fui uma idiota por me apaixonar tão fácil! Não acredito que depois de tudo, a primeira vez que eu me apaixono de verdade, que eu quero que dê certo... acontece isso! – ela me interrompeu, parecendo falar consigo mesma...

Mai-chan e eu sempre fomos muito parecidos, sempre fomos confiantes, nos envolvíamos em vários relacionamentos não sérios... não nos apegávamos a nada e nem a ninguém com facilidade... naquela época, saíamos juntos para curtir nossa juventude e achar pessoas adequadas para um boa noite de sexo... às vezes namorávamos... duas semanas no máximo! Mas quando eu abandonei a faculdade, perdemos contato... não imaginava que nos reencontraríamos depois de tanto tempo!

“ Tinha que ser logo hoje?”

“Será que ele vai ficar chateado se eu me atrasar mais um pouco?”

- O que aconteceu? – perguntei, como um bom amigo... me surpreendi quando percebi que ela chorava... Mai-chan nunca chorava, em dois anos de amizade ela se quer mostrou uma lágrima...

Me compadeci, e a conduzi gentilmente até um muro do que parecia ser o jardim de fora de uma loja.

-Nos reencontramos depois de tanto tempo, e numa situação desta... – ela começou, tentando enxugar a umidade dos olhos.

-O que aconteceu? Eu posso ajudar? – me ofereci, a imagem daquela mulher não me lembrava nem um pouco à jovem cheia de vida e sem preocupações que eu tinha em mente.

-Sabe quando dissemos que o dia que nos apaixonássemos teria que ser um dia muito maluco? – começou.

-Sim

-Neh... eu me apaixonei, depois de tanto tempo... pela primeira vez... aquele frio na barriga e a insegurança, a vontade de falar com a pessoa, esperar ansiosa uma ligação ou a próxima vez que poderão conversar... ficar feliz por coisas bobas... ficar feliz por nada em especial...

-Sei como é! – assenti, a nostalgia de me identificar com a sensação.... pela primeira vez....

“Ah! Eu quero ver o Yuu!”

-É horrível! Se fosse pra doer tanto assim... eu preferia não ter me apaixonado, ao menos se não tivéssemos inventado de nos vermos... estava tão bem do jeito que estava! Mesmo que fosse uma ilusão.... eu estava feliz, bastava para mim... eu ... dói tanto, Kou-chan... por que? Por que dói tanto?... Era tudo tão mais fácil quando não nos apegávamos... nos apegar... dói... essa falta... dói muito! – o pranto se tornou incontrolável e eu a abracei impulsivamente... me machucava vê-la assim.

Mai-chan sempre foi uma boa pessoa, boêmia como eu, mas uma pessoa gentil e sempre disposta a ajudar... sempre alegre... essa mulher chorando em meu ombro não parecia ela

-Eu o conheci pela internet, em um desses fóruns de contadores... – começou a narrar, como se fosse extremamente necessário desabafar qualquer coisa — ... eu entrava para tirar dúvidas de algumas coisas, ou responder dúvidas de outros e... acabamos nos interessando um pelo outro... trocamos e-mail pessoais, telefones... ele me ligava todos os dias, era tão legal! Era um relacionamento estranho, mas... eu me sentia tão feliz, e tão bem! – um sorriso sincero apareceu no rosto pequeno e redondo, mas novamente se voltou para uma feição triste – depois de algumas semanas, ele pediu pra nos vermos... eu também queria vê-lo, nós apenas trocávamos fotos e ligações... eu sabia tudo sobre ele, ou quase tudo, era como se eu estivesse apaixonada por uma imagem que eu havia criado dele... eu estava com medo de não sentir o mesmo quando o visse... mas, eu senti, ele era mais maravilhoso e perfeito quando o encontrei pessoalmente... ele também pareceu gostar de mim e foram os dois meses mais felizes da minha vida... até começar as brigas e ... hoje ele disse que era melhor terminarmos, que... eu não era exatamente como ele pensou e que... não me amava do jeito que pensava me amar..

Por um momento meu sangue gelou, a história era tão parecida com a minha! E os medos... e os fatos... “Yuu”

-O que eu estou fazendo? Te ocupando do nada... há quanto anos não nos vemos e ... desculpe Kou-chan! – tentou se estabilizar, acabando por se jogar novamente em meus braços, chorando até não agüentar mais...

Esperei que ela se acalmasse e a acompanhei até o apartamento dela, estava tarde para uma mulher andar sozinha e... minhas ideias tinham sido totalmente mudadas.

Mai-chan não conseguiu me mostrar um sorriso quando se despediu de mim, apenas pegou meu telefone e falou para não perdemos contato novamente...

Ela estava tão destruída!

“É assim que vou ficar quando ele terminar comigo?”

Pensamentos como aqueles começaram a invadir a minha cabeça e por algum motivo... me peguei chorando... chorando por algo que ainda nem tinha acontecido...

“Mai-chan tinha razão, era tão melhor quando não nos apegávamos a nada!”

“Mas eu já estou tão apegado ao Yuu!”

O discurso choroso dela repassava em minha mente, e meus medos foram intensificados, eu não podia... estava bom do jeito que estava, eu estava feliz em amá-lo, mesmo que nunca o tivesse visto ... e se acontece o mesmo comigo e como Yuu? E se... ele apenas descobrir que não me ama que... se enganou!

“Não... eu não posso!”

“Eu...”

Peguei meu celular e olhei a hora, já estava duas horas atrasado, provavelmente ele não estaria mais me esperando, e estaria chateado... mas... eu tinha que avisar e... eu não sabia direito o que fazer, apenas disquei pela primeira vez o número que eu já havia memorizado de tanto olhar...

“Eu não posso!”

Foi horrível voltar para casa, ainda mais quando eu conseguia ouvir os barulhos de Akira e de Ruki-san se “acertando” no quarto do final do corredor... eu nunca me importei com aquilo antes, mas... naquela noite eu estava extremamente sensível e... eu senti inveja. Por que parecia ser tão simples para alguns e tão complicado para mim?

“Eu o chateei, ele deve estar me odiando!”

Tive medo de falar com ele, quase não dormi à noite e quando me levantei... nada tinha se resolvido para mim.

Me sentei no sofá e liguei a televisão, meu celular em mãos.. perguntas e dúvidas... essa dor no peito... eu já sentia tanta falta!

Eu sabia que não tinha sido nada gentil na noite anterior e que... falei coisas que deram a entender que não teria mais nada entre a gente! Eu só... não sabia o que queria... era tão ruim, essa dor... meu coração parecia tão apertado!

“Ele deve estar com raiva”

“Ele não vai me perdoar”

Ouvi ao longe algumas vozes, mas eu estava tão concentrado encarando a tela do meu celular desligado que eu não distingui o que era e nem mesmo quem era...

“Se eu não ligar... tudo vai estar terminado...”

E por um momento aquela me pareceu a melhor escolha... acabar com tudo antes que eu me envolvesse mais ainda... ao ponto de ficar como a Mai-chan...

“Você já se envolveu!”

E novamente eu chorava.

Eu nunca chorava... e praticamente não tinha feito outra coisa desde a noite anterior.

Decidi ligar o aparelho e fiquei mais alguns segundos mirando a tela encher de mensagens de ligações perdidas...

“Será que ele está muito bravo?”

“Será que ele vai aceitar se eu pedir desculpas?”

“Será que nós podemos continuar como estávamos antes?”

Me encostei na parte de trás do estofado e encarei o teto por alguns segundos... até ouvir o toque do meu celular. Me apressei para olhar a tela, só para confirmar que o nome “Yuu” aparecia, mesmo que o toque já denunciasse a origem da ligação...

Hesitei, meu intimo gritando para atender.

“Pode doer mais do que já está doendo?”

Eu que quis pagar para ver... já não tinha mais volta...

Apertei o botão para atender e coloquei o celular em meu ouvido...

“Eu já me envolvi demais!”

“Eu já o amo demais!”

-Yuu

Notas finais
* Sim, a risada do Ruki é hilária, convenhamos! =] Para comprovar, por favor assitam o video do youtube "Ruki Giggles!" : http://www.youtube.com/watch?v=IGE5epzH59M&feature=related Bem! Problemas surgiram, e eu juro que tentei trazer no prazo! =] Culpem meu professor de microeconomia! =] Sexta vem o próximo, eu juro que vem mais cedo! =] Ainda mereço review?Onegai?=]