Rody:

Estava sentado na cadeira de Yoshio. Ele estava presente na sala, mas estava na outra cadeira. Tanto ele como eu estávamos ansiosos para começar logo essa reunião.

A porta se abriu e nós dois arregalamos os olhos. Na verdade, era o Orid. Se lembram? Aquele garoto que implicava comigo e na verdade se tornou um dos meus principais aliados.

— É um prazer ver vocês dois. — ele disse assim que entrou.

— Orid! Quanto tempo! — eu o saudei. Já Yoshio foi logo abraçando.

— É! Quanto tempo, Orid. Como está a Oito Caudas?

— Estamos nos entendendo, finalmente. Até agora eu tenho trabalhado em conjunto. Posso até ousar falar que... minhas habilidades estão melhorando.

— Isso é ótimo! Pelo menos, você foi o primeiro a chegar nessa reunião. — respondi para ele, que se sentou em uma cadeira em volta.

Ainda tive que esperar os demais membros chegarem, afinal de contas, eram membros da Akatsuki que estava em missões a fora. Yoshio não parava quieto.

Coloquei meus pés na mesa enquanto esperava eles.

Finalmente um por um foram chegando, até que o último que faltava era alguém que eu indiretamente nomeie como, "O novato prodígio". Sim o Chinato.

Ele chegou e se sentou em uma cadeira, saudando a todos com um sorriso no rosto.

— Podemos começar, Rody. — Yoshio deu a permissão e puxou sua cadeira para mais perto da mesa.

— Todos aqui sabemos que Konoha não para de crescer. Graças a isso, seus aliados também crescem como Chocho Akimichi, parecendo uma imensa bola de economia e de shinobis. A aldeia principal aliada, que consegue ganhar até mesmo da Vila da Nuvem é... — puxei uma gaveta e joguei as sete pranchetas, que correspondem ao número de shinobis ali, contendo as informações devidas. — Otogakure.

— Eu já imaginava. — Chinato falou assim que olhou para o nome da aldeia escrita. Eu apenas sorri, suas habilidades para saber de uma Vila mesmo longe dela era impressionante.

— Sim. Eu estive observando a Vila quando estive lá com Orochimaru, populacionalmente ela cresceu. Imensamente.

— Aposto que ele deve usar essas pessoas para seus experimentos idiotas, e isso... é algo que eu não posso aceitar! — bati meu punho na mesa.

— Eu entendo sua raiva. — um dos membros efetivos presentes me respondeu — Aproveitando que ainda não é o almoço, o que pretende fazer?

— Eu vou com o Owio, Yoshio e Chinato atrás de Orochimaru. Vocês cuidaram dos sobreviventes. Creio que todos aqui conseguem analisar o nível de chackra de cada pessoa, peguem somente os mais fortes e... poupem as crianças.

— E o que faremos com elas?! — Owio perguntou apreensivo.

— Isso eu vou decidir sozinho. — ativei o Rinnegan.

— Então vamos. — Yoshio falou e se levantou — Toquem em mim e se preparem. Rody-kun vá na frente.

Eu balancei a cabeça positivamente e me teletransportei sozinho até Otogakure.

Assim que cheguei fiquei ali parado a espera dos outros. Quando eles chegaram caminhamos até a entrada. Yoshio botou os guardas ali em um genjutsu.

— Vocês três... ataquem a vila. — os membros efetivos já citados avançaram contra Otogakure e inciaram seus ataques.

— Não deveríamos atacar depois deles? — Owio perguntou, confuso.

— Espera... espera e.... — apontei para Otogakure. No mesmo momento uma explosão aconteceu no meio da vila, provavelmente Orochimaru iria sair de seu atual posto.

— Chinato e Yoshio, cuidem de fazer o resto. Os outros já devem estar pegando os mais fortes neste momento. Eu e Owio vamos atrás de Orochimaru.

Dada a ordem Yoshio correu junto com ele para dentro da vila.

Eu e Owio fomos caminhando lentamente até a parte de trás da Vila. Esperamos alguns minutos, até que Orochimaru apareceu ali correndo sozinho com uma katana nas mãos.

— Ele é um covarde como eu imaginava, Rody-kun.

— Vá atrás dele.

Owio correspondeu a minha ordem e começou a seguir Orochimaru. Eu apenas caminhava em passos rápidos atrás dos dois.

Por um momento perdi eles de vista, mas rapidamente recuperei. Owio teria impossibilitado Orochimaru e já estava absorvendo metade de seu chackra.

Owio ainda sacava uma corda de suas costas e amarrava em volta de Orochimaru.

— Vocês devem ter muitos ryus aqui.

— Rody Uchiha! Não faça isso!

— Me dê um bom motivo.

— Pela honra do seu pai! Eu imploro! Não me obrigue... — ele falava tremulo.

— Não te obrigar a que?

— Mate logo ele.

— Você chega a ser mais horrível que seu filho, seu inútil. — quando terminei minha fala outra casa era explodida.

— Por favor! Eu demorei tanto tempo...

— E ainda não aprendeu? Ninguém pode parar a Akatsuki, me ouviu? Ninguém!

— Eu não queria ter que fazer isso... — Orochimaru fechou seus olhos e uma espécie de cobra saiu de sua boca.

— Que porcaria é essa?! Owio se afaste!

— Rody... me desculpe. — Orochimaru avançou contra mim me colocando em outro local. Não sei ao certo o que era aquilo.

— Se for tentar algo, seja breve.

— Esse selo! Como você...

— É uma longa história. Então, o que pretende?

— Eu não posso fazer nada quanto a você. Apenas aceitar a minha morte?

— O que?! Não brinque comigo!

— É simples. O seu sharingan consegue controlar tudo! Pode até mesmo controlar uma invocação. Então que seja... apenas me prometa uma coisa.

— Diga.

— Não mate Mitsuki! Meu filho não deve sofrer pelos meus erros ou pelos seus motivos. Esse é meu único desejo.

— Eu tenho uma pergunta para você. Por que abandonou todos da Vila para fugir?

— Eu não abandonei. Todos já estavam mortos aquela altura, pelo menos aonde eu estava eles estavam mortos. Me restou apenas.... fugir.

— Entendo. Orochimaru... eu tentarei cumprir seu desejo. — ativei o Mangekyo Sharingan e o coloquei em um genjutsu. Tomei conta daquele local fazendo com que aquelas coisas em volta fossem todas queimadas.

Me libertei do que parecia ser sua verdadeira face e "voltei" até meu universo.

— O que aconteceu?!

— Nada. Eu o matei.

— O que faremos agora?

— Corte a cabeça dele. Complete apenas o serviço.

Me virei e comecei a caminhar até o nosso ponto de encontro, escutei apenas o barulho da lâmina cortando a cabeça de Orochimaru.

Owio veio logo em seguida atrás de mim. Creio que meu amigo se sentiu culpado por aquilo. Eu me senti culpado por deixar uma tarefa de tanto peso para ele.