Konoha Hotel

2 A Garçonete


Notas iniciais
Boa leitura!

A Garçonete

—... Hm é.. oi! – Tento ser cordial. A moça maluquinha disse que ele seria meu colega de trabalho, antes de nos jogar dentro do elevador.

E aqui farei boas amizades! Isso Hinata, seja positiva.

— Olá! Sou Naruto. — Ele me dá um leve susto pela proximidade que chegou de mim ao dar uma passo para frente. Pega a minha mão em comprimento e a balança freneticamente.

Olho para o homem à minha frente. Ele era loiro e possuía olhos azuis.

— A Sakura-chan disse que você iria trabalhar comigo! Isso vai ser tão legal! Você vai adorar o hotel, 'tô certo!

Ele ainda chacoalhava minha mão (qual é o problema dele?) e foi chegando perto à medida que falava. Podia sentir minhas bochechas esquentando. Controle sua timidez Hinata.

— E-eu sou Hinata, prazer em conhecê-lo Naruto-kun – Nesse instante ele abre o sorriso mais bonito que já havia visto. E o mais grande também.

Ele parecia ser... legal.

Sinto o elevador parar, e as portas se abrem. Ainda dentro do elevador pude ver, do lado de fora, as grandes portas de madeira talhada da entrada do restaurante.

— Vem Hinata. Vamos falar com o chefe e depois vou te mostrar tudo! – Disse enquanto me puxava elevador afora pelo braço. O segui meio apreensiva. Pelo contato, pela experiência, pelo medo. A menina 'palitinho'* havia dado um passo grande…

— Esse é o nosso restaurante. — Ele disse gesticulando com a mão.

Olhava os detalhes do pequeno restaurante de temática japonesa. Era delicado e elegante. Haviam várias mesas de madeira dispostas no salão e uma pequena porta atrás de uma balcão, que supus dar acesso a cozinha.

— Vamos procurar o Chouji. Ele é o dono do local. É um cara rechonchudo e guloso, é fácil de achar. Vamos me ajude a encontrar o cara mais gord..

— Eu não sou gordo Naruto! – Me assusto com a voz atrás de mim.

Viramo-nos e dou de cara com um homem parrudo de cabelos castanhos e com grandes bochechas. Elas estavam rosadas. Ele deve ser o meu chefe. Sorria Hinata, e controle sua cor!

— Ah... Oi! Grande Chouji, como vai meu irmão?! – Naruto sorriu brevemente desconcertado enquanto levantava a mão no ar para que Chouji tocasse.

Ele ficou com a mão erguida no ar enquanto Chouji o ignorava e voltava sua atenção para mim.

É, para mim. Respira Hinata. Você consegue!

— O-olá. Sou Hinata, a nova funcionária. É um prazer conhecê-lo senhor. – Faço uma breve reverência e me repreendo mentalmente no mesmo instante. Você não está mais no Japão Hinata!

As minhas bochechas estão coradas e quando olho novamente na direção do homem à minha frente ele ri. Não posso evitar em ficar mais envergonhada.

— Oh, Naruto! Ela é sua conterrânea! Uma japonesa em meu restaurante, que honra! E olhe pra ela. É linda! Vai ser ótima para os negócios. Seja muito bem vinda menina. Naruto mostre a ela o restaurante e o hotel. Vejo os dois amanhã! – Chouji disse tudo apressadamente e não pude deixar de suspirar em alívio quando ele nos deixou ali sozinhos. Naruto-kun* e eu. Ele sorria para mim e me surpreendi quando ele me abraçou.

Era muita intimidade.

– Não acredito nisso! Você é mesmo do Japão?! Não sou mais um excluído? Hinata! Seremos melhores amigos a partir de agora. – Ele ainda me abraçava parcialmente e senti que iria desmaiar.

Pude ver pequenas marcas em seu rosto pela proximidade em que ele estava de mim, me encarando. Esperando uma resposta. Apenas pude afirmar repetidas vezes com a cabeça.

— Que ótimo Hina-chan! Vem vou lhe mostrar tudo por aqui. – Ele dizia enquanto me puxava pelo pulso em direção a saída.

— Oh, devagar Naruto-kun – Protesto, mesmo não querendo parecer mal educada. Já eram quase 18 horas e eu ainda não tinha achado um lugar para passar a noite. – E-eu tenho que ir... tenho que achar uma pousada ou algo assim...

Ele me encara profundamente e fico constrangida com a proximidade, ele é... grande.

— Cheguei hoje e ainda não tive tempo de encontrar um lugar para passar a noite. – Concluo minha fala e vejo um sorriso despontar lentamente em seu rosto.

— Ótimo! Você passa a noite lá em casa! Eu já divido o apartamento... mas achamos um lugar para você ‘Tebayo! Vem Hina. – Ele me puxava e eu tentava reagir aquela proposta.

– Naruto, não... não posso ficar na sua casa... v-você é... homem. – Tento sair daquela situação constrangedora. Não é certo uma moça solteira dormir na casa de um homem. Não posso fazer isso, mesmo fora do Japão. – Gomennasai*.

— Oh, desculpa Hinata... bom já faz algum tempo que estou aqui, sabe... Esqueci dos costumes orientais. – Ele dizia com a mão na nuca, levemente desconcertado. Agradeci internamente por isso. – Mas não posso te deixar na rua. – Olhou-me decidido. – Você pode ficar com a Sakura-chan e a Ino, elas são legais você vai ver…

Continuamos caminhando em direção ao elevador.

— Apenas uma pensão Naruto-kun, não quero incomodar. – Ele me olhou contrariado, mas por fim concordou com a cabeça.

— Obrigada.–- Digo aliviada.

Ele aperta o botão do elevador, que já estava no andar, e as portas se abrem para entrarmos.

— Você pode ficar no hostel da Karin, minha prima. – Estávamos descendo para o hall. De repente aquele elevador ficou pequeno e abafado. – Você vai gostar. Tem quartos individuais também e, amanhã, você pode buscar um local pra ficar.

Naruto era alto e grande, dava para notar a descendência nórdica. Braços e costas fortes. Devia ter quase 1,80 de altura, me deixando minúscula perto de si.

O elevador se abriu e caminhamos em direção a saída do hotel.

— É... tudo bem Hinata? – Ele me encarava e me senti corar.

— Hai*! – Assenti debilmente. Controle-se Hinata.

— Vamos na minha moto. – Ele me puxou sem que eu pudesse relutar.

oOOo

— Tudo bem, tudo bem... Só temos que chegar ao restaurante Hinata, a cidade não é tão grande assim. – Murmurava para mim mesma.

Eu tinha passado a noite no hostel da prima do Naruto-kun. Era confortável, mas eu precisava de um apartamento.

— Ok, ônibus 244. – Conferia pela 3ª vez no papel em minhas mãos o número da linha que eu devia pegar.

Ainda estava cedo, mas queria chegar adiantada no meu primeiro dia de trabalho. Demorei muito pra sair do Japão pra morrer de fome aqui.

— BIH BIHHHH!

O barulho de uma buzina rouba minha atenção e olho para os lados em busca do som.

— Aqui Hinata! – No meio fio da calçada do outro lado da rua vejo Naruto montado naquela moto monstruosa com que me trouxe ontem. Ele acenava para mim animado. Soltei um muxoxo em desgosto.

Ele não esperava que eu subisse de novo naquilo né? Pensei comigo mesma enquanto encarava a grande moto preta.

— Vem Hina! – Ele continuava sacudindo a mão.

Resolvi atravessar a rua, indo em sua direção.

— Olá Naruto-kun. – Digo já bem próxima de onde ele estava.

— Vem, sobe. Vou te levar pro hotel – Ele sorria, e eu não parava de pensar no quanto aquela moto era abominável. – Não pode se atrasar no seu primeiro dia. Sobe Hinata!

— N-não precisa Naruto-kun, e-eu já vou pegar o ônibus veja! – Mostro o papel com o número da linha do ônibus anotado, numa tentativa desesperada de não ter que me agarrar a ele naquela garupa de moto novamente.

— Não Hina! – Ele fala em meio a uma risada. – Essa linha não vai para o Hotel, ela vai te levar para o outro lado da cidade! – Ele diz ainda em tom jocoso e eu amaldiçoo o Google Maps mentalmente. – Não se preocupe com isso, vem, eu te dou uma carona.

Olho receosa para aquela ‘coisa’. Nunca gostei de motos e aquela seria a minha segunda vez a andar em uma.

Ao fim, me dou por vencida. Não poderia me atrasar.

— Ok, é... Obrigada Naruto-kun. – Subo na moto e me agarro às costas de Naruto. Em uma moto não se tem muitos lugares para segurar o quê acaba sendo bem constrangedor.

Ele acelera e aproximo mais nossos corpos involuntariamente. Naruto é... Quente.

“Você tem que parar com essas libertinagens Hinata, isso não é certo!”

Ouço minha consciência e me recrimino. No Japão eu não costumava ter contato com... homens.

Ele dirigia rápido e eu fechava meus olhos enquanto apertava minhas mãos ao redor do seu tórax tentando me segurar sentindo a moto inclinar nas curvas. O vento ficava muito mais gelado e cortante naquela velocidade fazendo com que eu me encolhesse atrás das costas do Naruto tentando me proteger.

— Pronta pra descer? – A voz de Naruto me chama e eu o olho. Nem reparei que havíamos chegado.

— S-sim Naruto-kun, gomen*. – Digo meio envergonhada por não ter prestado atenção. Solto o aperto em sua cintura e desço da moto com certa dificuldade. Naruto sorri e, em seguida, desce da moto também.

— Pronta para seu primeiro dia? – Ele me estende a mão, sorridente.

Demorei alguns milésimos de segundo para reagir aquele gesto. Levei a minha mão em sua direção. Mas logo a retrai ao ouvir a voz das duas moças que haviam me atendido ontem.

— Não Ino, pare com isso! – A moça de cabelos rosa, que parecia irritadiça, vinha à frente pela calçada, sendo seguida pela loira que parecia modelo.

— Ah Sakura, não minta pra você mesma – Ela cerca a tal Sakura pela frente e a encara nos olhos enquanto segura seus braços – Eu vejo os olhares... Você o deseja. – Fico envergonhada pela forma como a loira fala.

Sakura se livra dos braços da loira e segue até a grande porta giratória do hotel.

— Eu nunca terei nada com o Sasuke porca! NUNCA! – Ela diz antes de entrar no hotel deixando a amiga para trás.

— Você não negou a atração! – A ‘porca’ diz um tanto quanto alto para que Sakura escutasse antes que sumisse pelo hall.

Ainda levemente risonha ela nos encara.

— Ah, oi loirinho! – Ela acena para o Naruto-kun – E oi moça bonita! – Ela estava me encarando e não pude deixar de corar pela forma como ela me chamou.

Ela é bem... afetuosa, todos aqui parecem ser.

Todos tão... próximos.

— Bom dia Ino! – Naruto a cumprimenta enquanto começa a me puxar pelo pulso que eu nem tinha visto ele pegar. – Quer nos acompanhar? Hinata também começa hoje. Você pode começar com ela assim que deixar seus documentos com o Chouji. – Ele sorri. Na verdade ele sempre sorri. É algo que se torna fácil de admirar.

— Ohh, claro Naruto, mas... Eu não tenho que fazer uma entrevista antes? Eu ainda não fui contratada… – Ino o questiona um pouco reflexiva.

— Ah que isso Ino, Chouji não vai se opor a uma indicação do chefe! – Diz Naruto apontando para si mesmo. – E de qualquer forma, precisamos mesmo suprir a vaga. Vai dar tudo certo Ino! Vamos começar.

Naruto puxa nós duas pela mão pra dentro do Hotel.

Eu o sigo levemente inquieta. Tanto pelo novo emprego quanto pela nova vida.

Isso tem que dar certo. Não posso fracassar depois de tudo.

oOOo

— Mesa 12, Ino. – Digo pra ela que estava mais à frente de mim, do lado de fora do balcão e ela acena com a cabeça em sinal de entendimento.

Pela manhã eu e Ino conhecemos o local. E, apesar de não ter sido o meu plano inicial trabalhar naquele restaurante de comida japonesa, fiquei mais tranquila por ter intimidade com os pratos.

Ali poderia ganhar experiência antes de pôr meu plano em prática, pensei comigo mesma.

Hoje consegui conhecer melhor o restaurante. Além das mesas ocidentais que havia visto no grande salão ontem, descobri que no segundo piso existe um espaço mais reservados com mesas orientais tradicionais.

Chouji também nos orientou sobre a rotina do restaurante e nos entregou nossos uniformes. Eu vestia um quimono lilás florido e Ino um mais claro em tom de amarelo pastel. Aquele ambiente me deixava com uma sensação de... lar.

Apesar de ter ficado pouquíssimo tempo com todos, já me sinto próxima deles, Ino se mostrou muito simpática e atenciosa, e também Chouji e... Naruto-kun.

Pensar nele me deixava desconcertada, mas eu não podia perder tempo com aquilo, eu estava trabalhando.

— Ah, oi Testuda, resolveu almoçar aqui hoje? Não sabia que gostava de comida oriental... – Vejo Ino se aproximar de Sakura que estava na mesa 12, elas parecem ser grandes amigas.

— E não gosto porquinha, com exceção do Yakisoba, mas queria saber como você está indo! Me diz. É legal? – Sakura diz empolgada.

O restaurante estava prestes a encerrar o turno de almoço. O movimento estava baixo e só abriríamos novamente à noite. A amiga de Ino deve ter seu horário de almoço fora do grande fluxo no hotel.

— Ah testuda, é tão melhor que lá... e até minhas pernas estão cobertas! Isso é um avanço profissional Sakura! – As duas riram e eu acompanhei baixinho, mesmo de longe.

Ino havia me contado do último lugar onde trabalhara. E não parecia ter sido uma de suas melhores experiências.

— Chouji é um chefe muito bom e Hinata trabalha comigo! Aquela moça de olhos bonitos que encontramos no saguão. – Ino aponta pra mim e aceno meio envergonhada, Sakura retribui o comprimento. – Então testa, o que vai querer?

— Um Yakisoba tamanho médio, por favor porquinha.

— Dois! – O moreno que estava dentro do elevador com Naruto ontem puxa uma cadeira da mesa de Sakura. Não os conheço muito bem, mas pela proximidade os dois parecem ser... amigos.

— Há várias mesas desocupadas Sasuke, não vejo necessidade se sentar na minha. – Sakura diz num misto de irritação e tédio.

Ino revira os olhos e se retira de lá, o que me deixa confusa.

— Sakura, Sakura. Por que eu me sentaria em outra mesa quando posso sentar com a minha querida amiga. – o tal Sasuke diz em um tom de voz debochado. Ele já havia se sentado e Sakura limitou-se a dar de ombros. O que me faz achar que aquela atitude é comum para os dois.

— Então Sasuke, tem alguma entrega pelo hotel? – Sakura pergunta com uma sobrancelha arqueada e um sorriso... malicioso? Não, deve ser o ângulo em que eu estou vendo.

— Na verdade não, estava passando por aqui quando lembrei que tinha que falar com o baka* do Naruto. Moramos no mesmo apartamento e o idiota nem avisa que a comida tinha acabado! – O final da frase ele diz mais pra si do que para Sakura.

Então eles moram no mesmo apartamento? Era Sasuke a quem Naruto se referia ontem afinal...

— Ohh, o bebê Uchiha ficou sem papinha foi? – Ainda não entendia a implicância de Sakura com o Sasuke. Mas não deixava de ser engraçado.

— Não que me faltasse opções de onde me alimentar, mas Naruto acabou com a dispensa e não parece ter planos de repor os mantimentos. – Ouço Sasuke falar descompromissado e vejo Sakura escurece o semblante.

Pode ser equivocado, mas a atitude lembrou o que meu primo Neji fazia quando sua namorada, que vivia aqui, dizia que iria sair a noite. Nessas horas ele amaldiçoava audivelmente os milhares de quilômetros que os separavam.

Acho que esse foi um dos motivos que o fez deixar o Japão antes do previsto...

— O que espia tanto? – Pulo com o susto e fico rubra de imediato. Nem percebi que fiquei tanto tempo escutando a conversa de outras pessoas.

— N-Naruto-kun – Viro-me para ele e reparo que ele está bem perto de mim. Dou um passo para trás. – Gomen.*

— Oh, não se preocupe Hina-chan, esses dois são hilários mesmo. Tão bestas e tapados que não conseguem se resolver e parar com essas brigas idiotas… Aii Sakura-chan!

— Quem é tapado aqui idiota? – Sakura havia batido no Naruto-kun, o que me deixou meio assustada. Era tanto calor humano que facilmente virava um fogaréu.

— Tsc. Usuratonkachi* – Não sabia que o colega de apartamento de Naruto falava japonês, será um descendente? Pelo visto parecem se conhecer a algum tempo. Esse não é um xingamento muito generalizado no Japão.

— Olha seu... mais respeito na frente delas Sasuke! – Naruto-kun reclama e acho sua reação adorável. Naruto era tão contraditório. Todo aquele tamanho e músculos não faziam jus a sua doçura.

— Como sempre um brutamontes, suas amigas devem gostar disso não é? – Sakura se pronuncia. E eu já estou achando esse comportamento muito estranho. Mesmo que eu só os conheça a 1 dia.

— Mas que merda Sakura! ... Venha aqui. – Sasuke esbraveja arrastando a Sakura para fora do restaurante. Fico um pouco curiosa com a cena.

— Hm... Naruto-kun? – Ele deixa o olhar da saída do restaurante e presta atenção em mim. – Eles são namorados? – Naruto sorri e ia me responder quando uma risada mais forte nos chama atenção.

Olho pro lado e vejo um ruivo alto se aproximando. Só tem homens altos e grandes nesse país? Por Kami.*

— Bem que ele queria. – O ruivo solta mais uma risada maldosa e Naruto-kun o acompanha. – A propósito eu sou Gaara! – Ele estende a mão e eu o comprimento.

— Muito prazer eu sou Hinata – Apresento-me com uma reverência e sinto vontade de me bater, qual é o meu problema?

— Olha só, ela é asiática também? – A pergunta dele parece se dirigir a Naruto, então ignoro. – Ino esta? O turno dela acabou não é?

— Oi ruivinho ciumento. – Ino, que estava na cozinha, atravessa o balcão e beija Gaara.

Não um beijo inocente. Beijo de língua. Eles estão se pendurando um no outro! Eu nunca tinha visto isso na minha vida!

Diário pós-Japão: O dia em que me senti absurdamente constrangida.

— Ei, ei ei... separa, separa – Naruto-kun literalmente separou os dois, como se separa cachorros em uma briga.

É, ele jogou um pouco de água do vaso de flores do balcão na cara deles. Normal. Saudável.

— A Hina-chan veio do Japão. Não se agarrem desse jeito na frente dela, ela ‘ta vermelha! – Ele diz enquanto aponta para mim com as duas mãos de forma acusatória.

— Ok, então... tchau! – Gaara puxa Ino como o Sasuke fez com a Sakura. Desvio meu olhar para Naruto, ainda constrangida. Ele estava olhando em direção a mesa 12.

— Eles deixaram o Yakisoba. – Naruto me olha com um sorriso enorme. – Você já comeu?

Diário pós-Japão: O dia parece bom.

Notas finais
Espero que estejam gostando! Glossário: Palitinho - É uma referência do livro "As Filhas sem Nome". O livro conta a história de três irmãs e da opressão contra a mulher na China. As meninas são chamadas de palitinhos em uma metáfora, em que elas, por serem mulheres, não são capazes de "sustentar um telhado". Recomendo muito. Naruto-kun - O sufixo “kun” em japonês é geralmente usado para se referir às pessoas do sexo masculino nos quais se tem um grande grau de afinidade. Gomennasai - É um pedido de desculpa em japonês. Hai - Significa “sim” em japonês. Gomen - É também um pedido de desculpa, só que mais informal. Baka - Significa “idiota” em japonês. Usuratonkachi - Significa vagamente "martelo fino" em japonês e é usado de forma depreciativa. Kami - Significa “Deus” em japonês.