Konoha Hiden – Tsuki Uchiha
4 4. Capítulo
Quatro anos se passaram desde que Haru começou a aprender sobre Ninjutsu, o rapaz agora com seus treze anos relaxava na sombra de uma árvore depois de boas horas treinando. Sua mãe apesar de doente estava se medicando, tinham certos dias que ela exibia uma incrível saúde e outros que mostrava uma grande fraqueza física, ela apenas estava atrasando a doença. E seu pai trabalhava dobrado para conseguir comprar remédios e pagar ao ninja que mensalmente aparecia na fazenda.
—Terikate poderia arrumar um emprego. – Disse para si olhando para uma nuvem escura. —Mais uma hora treinando e já retorno. –
Ele ficou em pé e se espreguiçou e retornou a seu treino, lutando com clones usando técnicas de fogo, era visível que o menino desde o inicio até aquele dia havia tido uma grande evolução, ele já não se cansava mais depois de usar tantos Jutsus. Enquanto ele treinava, o homem do clã Yanozuka retornava para casa com a intenção de averiguar a situação da esposa, ver se a mesma estaria fraca depois de tomar seus remédios.
—Pai, chegou cedo. – A mulher de cabelo rosado claro dizia sentada bebendo um pouco de água. —Veio para o almoço? –
—Não, mãe. – O Yanozuka respondeu e beijou a testa da esposa. —Vim ver como estava. –
—Bem, obrigada por se preocupar. – Ela o respondeu mantendo um sorriso gentil característico dela.
—Mentira. – Falou o Yanozuka pegando um copo e o enchendo de água. —Sua testa esta quente, você esta com febre. E mesmo que pouco sua mão direita esta tremendo. – O homem deu um longo gole. —Mas isso é melhor do que nada–
—Sim, melhor do que nada. – A rosada repetiu a última frase. —Cadê Haru? –
—Treinando. – Ele a respondeu. —Vou dispensa-lo assim ele pode ficar te ajudando aqui. –
—Certo. – A mulher respondeu e bebeu água.
O Yanozuka se levantou e deu outra olhada na esposa e saiu de casa. Ele caminhou por quinze minutos até chegar em um campo aberto com vários legumes e frutas e com uma enxada fez buracos na terra e colocava sementes dentro e depois os tampava. Ele fez aquilo por pelo menos meia hora até escutar um assobio e olhou para a direção do som, a cinco metros estava Terikate com a roupa costumeira de sempre, e um cigarro acesso em sua boca.
—Terikate. – O homem falou secando a testa. —Pensei que fosse alguém mais importante. –
—Como sua mulher ou seu filho? – Terikate perguntou num tom nada amigável.
—O que você quer? – O Yanozuka perguntou sério.
—O dinheiro. – Terikate respondeu coçando a cabeça.
—Não seria em dois dias? – O homem perguntou.
—Seria, mas estava precisando do dinheiro. E eu dobrei o valor. – Terikate respondeu e ainda acrescentou sem se importar.
—Posso entregar só em dois dias. – O Yanozuka falou sem se importar com a dobra do valor.
“Um pouco a mais ou a menos tanto faz” pensou vendo o outro homem inspirar fundo sugando a fumaça do cigarro e depois o soltar pelo nariz, as cinzas caiam em sua plantação. O bom homem retornou a seu trabalho fazendo buracos na terra e colocando sementes, ignorando completamente a presença do ninja.
—Kage Nui no Jutsu. – Falou Terikate após concluir selos.
A sombra do ninja sai do chão e atinge o fazendeiro, atravessando o corpo do homem. Era verdade, Terikate pertencia ao clã Nara, ele muitas vezes jogava no lixo a reputação do clã a seu favor. O corpo do pai de Haru desaparece depois que as sombras saem de seu corpo, revelando que o mesmo era um clone.
—Quando sentiu minha presença? – Terikate perguntou olhando para os lados.
—No momento que pisou em minha terra. Não era um ninja sensorial atoa, moleque. – O Yanozuka respondeu se revelando saindo de trás de um monte de feno. —Saia de minha terra, agora. –
Terikate olhou direito, o Yanozuka não estava sozinho, ele havia criado outros dois clones e os três estavam com um selo do elemento fogo pronto, eles provavelmente iriam lutar e destruir aquele terreno. O Nara sorriu diante da ameaça de uma luta, retirou de sua boca o cigarro e o jogou no cão. Em outro momento os dois clones foram desfeitos e o pai de Haru tossia um pouco de sangue, ele não entendia o que estava acontecendo. “Meisagakure no Jutsu” pensou e estava certo, a sua frente um corpo alto e de homem surgiu, na mão direita do desconhecido estava uma espada cuja a lâmina perfurava o corpo do Yanozuka.
—Keidan, o assassino da névoa. – Dizia o homem esboçando um sorriso. —O valor atual por sua cabeça é quase semelhante à de Kisame Hoshigaki. –
—Vamos, Keidan. – Terikate falou e começou a se afastar. —Se sobreviver a isso e em dois dias não me pagar, Keidan fará pior com sua esposa, e eu com seu filho. –
Os dois ninjas desaparecerem. “Eu não conhecia o Chakra desse homem, por isso fui pego” ele pensou enquanto esforçava-se para continuar em pé e de olhos abertos.
—Katon: Hosenka no Jutsu. – Ele falou e liberou uma saraivada de bolas de fogo para cima várias vezes.
Haru que estava terminando seu treinamento parou para ver algo diferente, pequenas bolas de fogo lançadas da onde seu pai trabalhava. Correu depressa, aumentando depressa sua velocidade sempre que respirava, ele conseguiu chegar em cinco minutos e quase não conseguiu parar, ele somente não caiu por pouco, e olhou para seu pai que sorria distante para ele, sangue escorrendo de sua boca e de um ferimento no abdômen.
—Haru, me ajuda. – Pediu ao filho e seus joelhos perdem força e ele cai.
Antes dele ir ao chão, Haru já estava perto de seu pai e o segurando, o garoto de cabelo rosado o colocou em suas costas e retornaram depressa para casa, o Yanozuka sorriu se lembrando que a alguns anos atrás aquilo era diferente. “As costas dele são quentes” pensou o homem gostando da temperatura de seu filho. Eles chegaram na casa e ouviram um copo quebrar, era possivelmente a mãe de Haru que estava surpresa com a situação de seu marido, que mesmo daquele jeito exibia aquele sorriso amigável de sempre. O garoto levou o Yanozuka para um quarto e o deitou e viu o ferimento, depois olhou para seu pai, ele não sabia o que deveria fazer.
—Tá tudo bem, garoto. – O homem falou cansado.
—Defina seu bem, pai. – Haru disse meio sério.
—Haru. – Chamou a mãe do menino o entregando um saco de dinheiro. —Seu pai precisa de um médico, mas não pode sair daqui, por causa da minha saúde também não posso. A 56 quilômetros daqui fica a Vila da Folha, vá buscar uma médica, agora. –
—Certo. – Haru falou enquanto saia do quarto.
—Haru. – O Yanozuka chamou o garoto. —Eu te amo, garoto. –
—Se essas forem suas últimas palavras, meu velho, eu te mato. – Haru dizia com lágrimas nos cantos dos olhos.
E o rosado saiu de casa e pulou em cima do primeiro cavalo que encontrou, era um velho mas pelo menos corria, e o animal se dirigiu para Konoha, para que o menino em suas costas pudesse buscar por uma ajuda. O Yanozuka na cama olhou para o teto e sorriu, sentindo de vez em quando uma dor na região atingida.
—Ele não brincava quando dizia que um assassino poderia fazer alguma maldade conosco, mãe. – O Yanozuka dizia se lembrando das incontáveis vezes que Terikate falou aquilo.
—E não sei por que teimava com ele, seu velho burro. – A mulher dizia com tom de preocupação. —Você quem deveria cuidar de mim. E nós deveríamos ser cuidados por ele no fim. – Dizia se referindo a Haru.
—Sim, ele é um bom menino. – O homem respondeu enquanto suava. —Ele vai cuidar da gente. – Ele segurou a mão de sua esposa que repousava em seu peito, sorrindo para ela.
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