Notas iniciais
Gente, eu não estava conseguindo postar a história aqui no Nyah, o site carregava por horas e não enviava, por isso a fic ficou atrasada. OBS: LEIAM AS NOTAS FINAIS

Já estava na última aula do período da manhã, a turma do primeiro ano estava tendo aula de raciocínio lógico com o professor Kotetsu, os alunos estavam agitados, na semana anterior haviam tido prova surpresa dessa matéria e agora estavam loucos para saber o resultado. Bom, a maioria dos alunos estavam ansiosos, não era o caso de Naruto que tinha certeza que havia ido mal.

Kotetsu não aguentava mais aquela agitação toda, ele não iria conseguir prosseguir a aula daquele jeito. Revirou os olhos e puxou os papéis que estavam dentro de uma enorme pasta em cima de sua mesa.

— Atenção, eu farei a entrega das provas. — Ele passou os olhos por toda a sala. — Então peço silêncio.

O professor chamou meis dúzia de alunos, os quais comemoraram por terem ido bem, até que o nome que ele chamou parecia não estar em sala.

— Kiba Inuzuka? — Ele procurou na sala o garoto com presas no rosto. — Cadê o Inuzuka? — Ele perguntou desconfiado.

— Ele mandou mensagem dizendo que o Akamaru passou mal e ele teve que ir embora. — Naruto explicou a situação do amigo.

— Hum, então fica com a prova dele. — Kotetsu entregou a prova de Kiba para o loiro. — E essa daqui é a sua. — O professor passou uma segunda prova para Naruto onde havia um 3 em vermelho no canto da prova.

— Droga, minha mãe vai me matar. — O loiro sussurrou para si mesmo guardando a prova na mochila.

...

Kiba estava indo na direção de Tenten com duas casquinhas de sorvete na mão, uma de amarula e a outra de limão. Havia sido bem fácil eles saírem da escola, os guardas que ficavam na portão perguntaram o motivo da saída e o garoto respondeu que o cachorro estava passando mal e disse também que Tenten poderia ajuda-lo caso prcisasse carregar Akamaru. Os seguranças ficaram desconfiados, mas a garota tinha uma cara de choro tão triste que eles não questionaram mais.

— Obrigada. — Ela disse pegando o sorvete da mão dele. — Depois eu te pago.

— Relaxa, não precisa se preocupar com isso. — Ele sorriu pra ela.

— Então... Por que tá fazendo isso? — Ela estava curiosa pra saber.

— Isso o que?

— Você ter ido falar comigo enquanto eu chorava, me tirar da escola, o sorvete... Tudo. — Ela encarava o chão.

— Ah. Geralmente quando as pessoas choram é porque elas estão mal, e um sorvete sempre alegra o dia. — Ele sorriu pra ela.

— É mas... — Ela revirou os olhos tristemente. — Eu sou má com as pessoas, com os alunos daquela escola....

— Você não foi má comigo. Podia ter me mandado embora, mas não fez isso.

— É... Eu não fiz. — Ela agora o encarava.

— Talvez você só precise de um ombro amigo, ou sei lá como falam. Eu levo mais jeito com os cachorros. — Ele deu uma gargalhada.

— Seu cachorro é um amor.

Ambos olharam para Akamaru que recebia carinho de uma criança de 5 anos.

— Por que estava chorando? — Ele perguntou de repente.

— Hum... Isso é uma longa história...

— Não precisamos voltar pra escola, então eu tenho bastante tempo para ouvir.

— Não é uma história bonita... — Ela falou cabisbaixa.

— Eu nunca pensei que fosse. — Ele falou tentando encoraja-la a se abrir.

...

Os alunos estavam no horário de almoço. Hinata, Naruto, Shikamaru, Ino, Sakura e Chouji estavam sentados numa mesa num dos cantos. Sakura encarava Gaara e Lee andando juntos, conversando enquanto procuravam um lugar pra sentar.

— Qual é a dele hein? — Ela mantinha seus olhos em Gaara.

— Acho que ele tem uma situação complicada... — Chouji falou entre mastigadas.

— O pai é um dos maiores vilões e a mãe uma das maiores heroínas, o irmão mais velho seguiu os passos do pais, mas a irmã quer seguir os passos da mãe. — Shikamaru explicou.

— Eu ouvi falar que ele defendeu o Rock Lee da Tenten. — Ino falou. — E desde então eles andam juntos.

— Acho que eles quere um lugar pra sentar, mas quando as mesas não estão ocupadas, as pessoas olham torto pra eles. — Hinata falou.

— Hum, vou chamar eles pra sentarem com a gente. — Naruto falou se colocando de pé. — EI, ROCK LEE, GAARA. — Ele não chamou a atenção apenas dos dois mas de todo refeitório. — SENTEM AQUI COM A GENTE.

Naruto abanava os braços para chamar a atenção deles, como se precisasse, Lee e Gaara se olharam desconfiados, mas assentiram e se dirigiram até a aquela mesa.

— Oi pessoal. — Lee falou animado e os outros cumprimentaram.

Gaara apenas sentou em uma das pontas em completo silêncio, até uma loira afobada chegar e parar ao lado dele.

— Gaara, eu te procurei na escola inteira. Onde você estava? — O garoto se preparou para responder mas Temari interrompeu ele. — Esquece, mamãe quer saber se você vai pra casa hoje? E se não for aonde vai ficar?

— Eu vou pra casa. — Ele falou revirando os olhos.

— Okay então, me encontra no horário da saída. — Ela falou saindo apressada. — Tenho um monte de coisa pra fazer, tchau.

— Temari. — O ruivo chamou a irmã. — Você não vai comer?

— Ah é, depois eu como. Tenho que organizar as coisas para o baile. — E falando isso ela saiu.

Todos na mesa ouviram a conversa e agora observavam Gaara.

— Tão olhando o que? — Ele falou irritado fazendo com que os outros voltassem a comer.

...

Temari andava apressada em direção a sala do grêmio estudantil, não era a primeira vez naquela semana que ela pulava uma refeição, mas era preciso. Como presidente do conselho estudantil e com o baile e os jogos heróicos ela não estava tendo muito tempo sobrando. Quando não estava em aula, estava cuidando a organização desses eventos.

Ela tinha ajuda de outros membros do conselho, mas a presidente era ela, então a maior parte do trabalho e das decisões recaía sobre ela. Era cansativo e estressante, mas ela não se importava, ela gostava dessa função.

Entrou dentro da sala do conselho, estava vazia, mas Temari já sabia disso afinal era horário de almoço. Era uma sala pequena, com uma enorme mesa branca em formato retangular, um quadro branco em uma das paredes e um projetor no teto. Haviam diversos papéis espalhados pela mesa, todos eles sobre o baile ou os jogos.

Temari juntou as folhas numa enorme pilha de papel colocou em frente a uma cadeira. Ela puxou a cadeira para se sentar quando ouviu uma batida na porta. Ela havia deixado a porta entreaberta então quando a pessoa bateu, a porta se abriu.

— Shikamaru? — A loira perguntou surpresa.

— Eeerr... Oi. — Ele falou meio sem graça e ela andou na direção dele.

— O que faz aqui?

— Eu não posso deixar o meu par pro baile passar fome.

Ele mostrou um saco plástico que continham duas maças e uma banana, e um pacote de batatas chips que ele havia pegado com Chouji. Temari abriu um sorriso com o gesto, não imaginava isso vindo de Shikamaru.

— Você já almoçou? — Ela perguntou.

— Eu já, mas você não.

Ela revirou os olhou e puxou ele pra dentro da sala fechando a porta.

— Já que você veio até aqui, me faz companhia.

— Ai isso vai ser um saco. — Ele falou olhando para a enorme pilha de papel.

...

— TRÊS? VOCÊ TIROU TRÊS? ISSO É METADE DA MÉDIA. — A mulher de longos cabelos ruivos vociferava.

— Calma mãe, eu consigo recuperar. — Um Naruto amedrontado falou.

— AAAAHHH NARUTO EU NÃO SEI O QUE FAZER COM VOCÊ. — A mulher gritou e deu um cascudo no filho.

— Kushina? Está tudo bem? — Um homem loiro que era a imagem perfeita de Naruto mais velho falou.

— Ah Minato, ainda bem que chegou. — Kushina correu para a volta do marido. — O seu filho. — Ela apontou furiosa para Naruto. — Tirou três na prova de raciocínio lógico.

Minato olhou para o filho que tinha o olhar de cachorro que caiu da mudança.

— Quero que converse com ele Minato.

— Tudo bem.

Ao ouvir que o pai iria conversar com ele, Naruto suspirou de alívio, ele amava a sua mãe, mas quando ela ficava brava com algo, o que estava acontecendo naquele momento, ninguém conseguia aguentar. Kushina era uma ótima mãe, mas também era estressada e raivosa, Minato era o contrário, extremamente calmo. Por isso quando a mãe falou para Minato conversar com o filho Naruto ficou tão aliviado.

Minato mandou um sorriso para o filho e se sentou ao lado dele.

— Espero que coloque um pouco de juízo na cabeça dele. — Kushina falou enquanto dava um peteleco na cabeça do filho e saía do quarto do garoto.

— Então filho, o que foi que houve para você ter tirado essa nota? — Minato perguntou com a maior calma do mundo.

...

Sasuke chegou em casa, como sempre o local estava escuro, era uma casa sombria e macabra, com as paredes pintadas de preto, não havia decoração, e todos os objetos espalhados pela casa eram cinzas e pretos. O garoto foi direto para o quarto. Pegou uma muda de roupas e tomou um banho, em 10 minutos ele estava deitado na cama pensando na vida.

Seu quarto era o local menos sombrio da casa, uma das paredes eram vermelhas e ele tinha posters de banda espalhados por todo o local, havia uma guitarra vermelha em um dos cantos, uma escrivaninha encostada na parede vermelha, onde em cima dela havia um notebook e um porta-retrato dele com o irmão mais velho. Porém, naquele momento o porta-retrato não estava lá.

A primeira coisa que Sasuke pensou foi que talvez na última arrumação do quarto tivesse esquecido de colocar a foto de volta, mas ele logo desistiu dessa ideia, ele nunca esqueceria de colocar a foto com seu irmão de volta no lugar. Aquela era a única foto de Itachi na casa toda, sua mãe havia tido prazer em queimar todas as outras que antes existiram.

Há alguns anos atrás quando Itachi anunciou que queria ser um herói e não um vilão e que iria mudar a forma como a família Uchiha era vista, seus pais surtaram. Tiveram prazer em ofender o rapaz de todos os jeitos e dizer que dariam uma nova chance para ele. Mas Itachi não queria uma nova chance, ele queria ser um herói e assim seguiu seu sonho, pouco tempo depois seus pais o expulsaram de casa, e a mãe queimou todas as fotos dele, menos uma que Sasuke conseguiu salvar por sorte.

Itachi não ligava de ser expulso de casa, aos 15 anos já tinha ganhado fama de herói, ela adorado por muitos, e alguns ainda o julgavam por ser um Uchiha, uma longa família de vilões, mas ele não se importava ele sabia que era melhor que isso. Enquanto esteve vivo, Itachi fazia visitas secretas para o irmão, e mandava cartas com nomes diferentes para que os pais não desconfiassem. E assim ele manteve contato com Sasuke até ser morto por um tornado, Itachi conseguiu salvar a vida de todos os civis que estavam no caminho do tornado, menos a sua própria. Ele morreu como um herói, teve um enterro digno de herói, mas o único que compareceu foi Sasuke.

Sasuke saiu do quarto a procura dos pais, encontrou ambos na sala de jantar discutindo como seria o próximo roubo.

— Mãe. — Ele chamou e a mulher de longos cabelos pretos o encarou. — A senhora entrou no meu quarto?

— Sim, por que?

— Já pedi para que não fizesse isso. — Ele revirou os olhos. — O que fez com a foto do meu irmão?

— Sasuke você não tem irmão. — Ela o olhou desafiadora.

— Para de fingir que o Itachi nunca existiu e me diz o que fez com a foto que estava em cima da minha escrivaninha?

— Ah, aquela foto horrível? — A mulher perguntou de forma debochada.

— Aquela foto foi a última que sobrou do Itachi, porque você teve prazer em queimar todas as outras. — Sasuke falou com fúria na voz.

— Cuidado como fala com a sua mãe garoto. — Agora era seu pai quem falava.

— Você não precisa de uma foto daquele traste, ele nos abandonou, decidiu seguir outro caminho. — A mãe falava com veneno na voz.

— ELE NÃO NOS ABANDONOU. VOCÊS QUE O EXPULSARAM. — O garoto gritou. — E O CAMINHO QUE ELE SEGUIU É O MESMO QUE VOU SEGUIR.

— De novo isso Sasuke? — A mulher perguntou.

— Nós pegamos leve demais com Itachi, por isso ele quis virar um herói, mas você. — O pai do garoto o olhou com raiva. — Não está cansado de levar surra praticamente todos os dias? Por que não tira logo essa ideia imbecil da cabeça?

— Porque não é uma ideia imbecil. — Ele falou encarando o pai. — Agora me diz... — Agora ele encarava a mãe. — Cadê a foto?

...

Tenten havia finalmente chegado do trabalho, estava cansada. Ela tomou um banho rápido, colocou uma roupa e parou em frente ao espelho do banheiro. A morena começou a se lembrar de como havia sido o dia.

Lembrou de Kiba fazendo companhia pra ela e do momento em que ele perguntou porque ela estava chorando. Ela teve medo mas ainda assim contou pra ele, contou que ela e Neji brigavam quase todos os dias, que ele tinha um ciúmes doentio e era possessivo, contou das diversas vezes que ele a havia humilhado tanto que ela simplesmente não conseguia segurar as lágrimas.

O garoto ouviu tudo com atenção, e quando ela acabou ele não a julgou, apenas a abraçou e disse que ela tinha tomado a decisão certa e que tudo ficaria bem. Aquele garoto havia feito o dia dela melhor, e ela nem sequer sabia o nome dele, mas iria descobrir.

Ela se olhou mais um tempo no espelho e se lembrou de uma das últimas brigas que teve com Neji. Eles estavam em um dos shoppings da cidade, era pra ser uma saída tranquila e sem brigas, mas nunca era uma saída tranquila e sem brigas com Neji. Eles estavam na praça de alimentação quando ela disse que ia ao banheiro e pegou seu celular, quando ela voltou ele tinha um olhar severo.

— Por que levou o celular para o banheiro?

— Porque sim ué, queria que eu deixasse aqui? — Ela perguntou. — Eu poderia voltar e você não estar mais aqui, daí não teria como te ligar pra saber onde estava.

— Uhum sei, você devia estar falando com algum outro cara. — Ele acusou.

— O que? Claro que não. — Ela estava surpresa. — Você pode ver as minhas conversas se quiser.

— Ha. — Ele soltou uma risada irônica. — Você poderia ter excluído a conversa.

— Neji eu não faria isso com você, você já tem a senha do meu facebook, sabe com quem eu falo ou deixo de falar.

— Isso é o mínimo que eu tenho que ter, quando minha namorada é uma vadia. — Ele cuspiu as palavras com raiva.

— Neji... Eu não estou entendendo.

— Ah não se faça de sonsa Tenten, acha que eu não vi você falando com aquele cara quando voltava do banheiro?

— O que? Ele veio me perguntar onde ficava o cinema.

— Ata, você acha que me engana.

Ela se aproximou dele e tocou seu braço, mas ele desviou e a olhou com nojo.

— Não toca em mim.

— Neji... Você tem que parar de ser assim, você acha que vai olhar pra trás e eu vou te trair.

— E não vai? — Ele riu com desdém.

— Não acredito que pensa isso de mim.

— E como não pensar. Eu não tenho como confiar em você, você fica usando essas roupas curtas, mostrando as pernas igual uma puta de esquina. — Lágrimas começaram a brotas nos olhos dela.

— Neji para, por favor. Eu nunca faria isso com você, eu só tenho olhos pra você.

— Ah conta outra Tenten, bem que os caras do time me avisaram pra não ficar com você.

— Os caras do time são uns machistas idiotas.

— É melhor ser machista idiota do que namorar uma puta que da pra todo mundo.

Notas finais
Qualquer tipo de relacionamento abusivo é ruim, se você se identifica com as situações retratadas nessa história peça ajuda. Se você conhece um casal que tem um relacionamento desses faça alguma coisa, porque entre marido e mulher se mete a colher sim. Há pouco tempo atrás saiu em rede a notícia do biologo que matou a esposa, e eu vi muita gente culpando ela por continuar com um cara desses, falando que ela morreu por culpa dela e inocentando o marido, mas o fato é que muitas vezes quem está num relacionamento desses não enxerga que ele é abusivo. Você gosta/ama a pessoa e sempre da chances e mais chances pois ela diz que irá mudar, mas isso nunca acontece, e no caso da advogada ela foi morta por uma relação dessas, quantas outras pessoas vão precisar ser mortas para que a sociedade abra os olhos? Quantas outras pessoas precisarão ser violentadas fisicamente ou psicologicamente para que a sociedade pare de julgar a vítima?