Konjiki No Zeno Bell
3 Capítulo 3
O rei Gash estava em pé conversando com alguns dos guardas que se recuperavam, ajudando como podia, ele nunca havia mudado realmente, com um sorriso sincero ele apaziguava as pobres almas atormentadas por aquele ataque tão repentino e tão forte, de longe, Tia olhava por trás de uma parede todas as suas ações e sorria docemente.
Gash vira ao ouvir o estrondo nos portões do palácio, algumas caras conhecidas retornavam depois de algum tempo, eles eram:
– Brago (pra arrepio de alguns)
– Sugino
– Robnos
– Hayden
Entre outros Mamodos que estavam com eles.
Brago — tch, o que ainda estamos esperando majestade? Não estamos todos aqui?
Gash — acalme-se Brago...
*ruidos de passos acompanhados por barulho de armaduras no chão lustrado se aproximando*
Gash — ele já está vindo... *sorri discreto*
Os portões abrem-se lentas e silenciosamente para a chegada do não somente convidado, mas mais um membro da família real, os mamodos lentamente se viram para testemunhar a entrada do jovem que sai do meio dos guardas, estava vestido agora mais decentemente, suas roupas eram brancas com proteções acorrentadas por baixo e luvas, ainda mantinha o mesmo manto branco porem agora como capa que se prendia pela lateral do seu corpo indo de baixo para cima da direita para a esquerda e presa belo broche azul de costume, uma versão prateada de olhos lilás semi cerrados do próprio Osama Gash.
Zeno — perdoe meu atraso majestade — Fala formalmente como se não fosse muito importante a própria presença ali enquanto os guardas se retiram fechando com um estrondo os grandes portões atrás de si.
Brago — ...
Robnos — eu conheço ele? *poe o indicados e o polegar no queixo pensativo*
Sugino — eu não...
Hayden — por que acho que já o vi em alguem lugar... *desconfiado*
Brago — esse é o príncipe Zeno, Zeno Bell. Alguns de vocês ainda não o conhecem.
Gash — Zeno meu irmão, ha quanto tempo...
Gash se aproxima e tenta abraçar Zeno que desvia com a cabeça um pouco baixa sem contato visual surpreendendo-o.
Robnos — parece que não se dão muito bem... certo?
Brago — creio... que não seja bem isso.
Gash — então... vamos ao motivo desta reunião. Alguns dias atrás alguns comerciantes estavam indo ao lado Oeste, um pouco além das fronteiras do mundo mamodo para negócios já como é de costume desde muito tempo porém... Eles encontraram lá uma raça diferente da nossa... uma que não aceita o novo modo de governo que criamos, pelo que eu saiba eles são uma raça de guerreiros orgulhosos e destroem todos os que eles julgam serem fracos... como nos classificaram agora, suas exigencias são... em troca da vida de meu povo eu devo abdicar de meu trono e passar todo o controle para eles, isso, é claro... eu não posso e nem devo permitir, vai contra tudo o que eu batalhei, se eu entregar meu reino a eles todo o povo estará condenado a viver aquelas batalhas novamente e isso eu não posso permitir...
Brago — majestade o que você...
Um silencio se instalou naquele lugar, somente as brisas poderiam ser ouvidas, de trás do muro Tia olhava-o chocada junto com os outros que se mostravam surpresos também, Zeno apertava os punhos com força com a expressão irada.
Gash — vocês sabem o que significa não é? Finalmente... depois de tanto tempo... voltarei a lutar... até lá quero que vocês cuidem de tudo pra mim.
Num clarao de luz os livros de cada mamodo reaparecem cada qual nas maos deles.
Gash — até lá eu peço que mantenham-se seguros, especialmente você Zeno.
Zeno -o que?
Gash — quero que mantenham os humanos a salvo e não lutem entre si, usem os livros somente para defesa.
Os mamodos vão de um em um para o mundo humano até que somente Zeno fica, parado pela mão de Gash.
Gash — Zeno... se eu não sobreviver... eu quero que você...- Ele puxa Zeno e susurra algo em seu ouvido, seja o que for deixa Zeno em estado de choque, Gash se separa dele com um sorriso sincero nos lábios e uma lágrima solitária escorrendo de seu rosto apesar disso.
Gash — gomennassai... — Sem dar chance pro irmão responder Gash o empurra direto ao mundo humano, Zeno estende a mão como se tentasse alcança-lo e via o mundo mamodo sumir gradativamente enquanto tudo a sua volta se transformava lentamente no mundo humano que ele não via a decadas.
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