Konayuki
1 Finos flocos de neve
Notas iniciais
Não foi betado, porque eu estou com preguiça D:
“I guess I don’t really know many things about you
Even so, from one hundred million people, I still wanting you”
(REMIOROMEN)
Dizem que quando não conseguimos dormir, estamos na verdade acordados no sonho de alguém.
[作詞]
Takanori voltou a olhar pela janela. Do lado de fora, mesmo as últimas folhas marrons já descansavam ao chão. O outono chegava ao fim, anunciando mais um inverno. O tão esperado inverno. Já estava frio.
Colocou a mão no peito, como se assim pudesse impedir que a dor voltasse. Ele ainda queria ver o por do sol. Nos últimos dias, a dor estava mais forte, mais intensa. Assim como a perda de consciência mais freqüente. E quando ele desmaiava assim, não conseguia sonhar.
E não poder sonhar era a coisa mais triste, porque, sem sonhos, ele estava completamente só.
Sozinho naquele quarto branco, preso entre aquelas paredes frias, como sempre estivera. Sempre esperando o próximo inverno. Sempre desejando poder ver a neve. Era a única vez que ele gostava do branco. O mesmo branco que o sufocava, ficava lindo quando caía do céu.
Desde que podia se lembrar, tinha estado naquele mesmo quarto. Mesmo suas primeiras lembranças, eram daquele mesmo lugar. “Seu coração não funciona direito, Taka. Você vai ficar aqui, e vai melhorar, okaa-san vai sempre vir te ver”.
Mas ele não melhorou. E ela não veio.
“Meu coração, okaa-san? Então eu não posso amar?”. Encostou a mão na janela. Talvez se ele não pudesse amar, fosse mais fácil. Aquela pergunta tola que fizera quando criança... Sempre acabava pensando nisso. “Seu coração não vai bater por muito tempo”.
Mas ele estava ali. Há quase 19 anos seu coração continuava batendo. Fraco, melancólico como ele mesmo, mas batia. Dizia de uma forma mórbida ‘estou vivo!’. Batia fraco, era pequeno, e por vezes falhava, mas batia. Batia. Pulsava. Ansiava por viver... Mas isso sempre lhe foi negado.
O sangue circulava lento pelo corpo, dificultando os movimentos, deixando a tez mais gélida. Ele mesmo era quase tão branco quanto seu quarto. Fraco, não agüentava esforço, não agüentava o básico a um jovem normal de dezoito anos.
“Seu filho tem muita sorte senhora, ele pode chegar até essa idade, pessoas com essa doença dificilmente sobrevivem...”. O sensei disse... “Se o meu filho tivesse sorte, ele não me traria tantos problemas”.
E desde esse dia, tudo que ele tinha feito era viver. Viver e rezar pra viver mais um pouco. Rezar pelo próximo inverno. O inverno em que completava mais um ano. Vivendo um inverno após o outro, ele desejava viver mais. Desejava ver Okaa-san de novo.
E acima de tudo desejava ver aquela pessoa sem rosto. Aquela pessoa que ele amava mais que qualquer uma. A pessoa que lhe mostrou que seu coração não era tão doente assim. Queria viver até o inverno que traria sua mãe e aquela pessoa pra ele. Era tudo que ele pedia, todos os anos.
“Kami-sama, me deixe ver mais um inverno. Eu ainda quero tocar a neve.”
Amanhã seria inverno, o inverno dos seus dezenove anos. A previsão do tempo anunciava uma das maiores nevascas dos últimos anos cairia. Ele tinha conseguido de novo, poderia ver o inverno mais uma vez.
Quando o sol sumiu, ainda ficou olhando algum tempo pela janela escurecida antes de levantar. Podia dormir, podia sonhar agora.
-As últimas folhas de outono caíram hoje. – a voz gentil disse. — Você conseguiu de novo.
-Vou te ver esse inverno? – Takanori perguntou novamente, como sempre fazia.
-Não sei. Se eu pudesse ver seu rosto...
-Esse ano, está mais frio. Hoje, o vidro da janela estava ainda mais frio que minhas mãos.
-Detesto frio.
-Você não gostaria de me abraçar...
-Talvez eu tenha conhecido o frio errado.
-Eu não conheço o calor.
A dor, a dor de novo. Ela queimava, era insuportável. Taka acordou, segurando o peito. O coração estava falhando. Buscou ar e arfou. Era como se afogar e ser apunhalado ao mesmo tempo.
Agora não, ainda não, estava tão perto. Viu as enfermeiras entrando no quarto, apressadas, antes de finalmente perder a consciência, sendo levado por aquela dor para um sono sem sonhos.
Um sono sem ele.
x-o-x
Yuu girou novamente na cama, finalmente sentindo o sono chegar. Mas por alguma razão, estava inquieto. Alguma coisa o perturbava profundamente. Algo que ele não sabia explicar. E não era a mesma coisa que tirava seu sono.
Era insone desde muito tempo. Mais ou menos nos meados de sua adolescência. E remédio ou médico algum conseguiram curar aquele mal.
Ás vezes, ele dormia bem, ou simplesmente conseguia pegar no sono no meio da noite. Mas muitas noites ele passava em claro, até que o sono viesse, e junto com ele aquela sensação perturbadora. Mas o pior não era a sensação em si, era o acordar.
Ele sempre acordava achando que precisava se lembrar de algo, algo muito importante. Mas era uma coisa fugaz, que parecia escapar por entre seus dedos. Memórias tênues que o desesperavam.
Revirou na cama, hoje o incomodo estava ainda maior. Ele quase conseguia ser uma dor, uma dor profunda, como nada que ele tivesse sentido antes. Cortava seu peito, era insuportável. Desesperadora.
-Insônia de novo, koi? – a voz sonolenta de Yutaka soou ao seu lado na cama. – Quer que eu prepare um chá pra você?
-Não. Não se preocupe, já está passando, o sono já está chegando. – e o sono estava mesmo, mas sabia que não conseguiria dormir. Aquele desespero latente, aquela quase-dor, que era pior que tudo que ele já tivesse sentindo, não deixaria. – Vou lavar o rosto. Vai resolver.
Yuu sabia que não resolveria, mas ao menos Yutaka poderia voltar a dormir em paz.
Levantou, e foi em direção ao banheiro da suíte, se debruçou sobre a pia, lavando o rosto com água fria. “Porque? Porque não consigo lembrar?” se perguntou em quase desespero. “O que eu deveria lembrar?”
Tirou a camiseta, sentindo que ela o sufocava. Passou a mão pelo peito, quase em desespero, como se aquilo pudesse fazer a dor passar. Sem pensar que era início de inverno, e que o frio estava devastador, ligou o chuveiro frio, entrando sem nem se preocupar em tirar a calça de moletom.
Aquela sensação o estava queimando.
x-o-x
Abriu os olhos devagar, já era dia, a claridade penetrava por suas pálpebras conforme ele as erguia. Tentou se sentar, mas parecia que suas costelas estavam perfurando seus pulmões. Sentiu como se fosse vomitar.
Resolveu permanecer deitado, concentrando todas as energias em apenas respirar. Sugar o oxigênio da máscara presa em seu rosto. Só depois, percebeu que não estava sozinho em seu quarto.
-Okaa...san. – sua voz quase falhou em pronunciar. Ela estava ali. No dia do aniversário dele, ela tinha vindo pra ele.
Ela não respondeu, apenas levou um dedo aos lábios, e depois acariciou os cabelos do filho. Ele sentiu o carinho em seus cabelos, e as pálpebras pesadas pela medicação. Sentindo as mãos dela em seus cabelos, ele não queria voltar para o nada de um sono sem sonhos.
Queria poder sentir aquilo um pouco, só mais um pouco... O quanto pudesse. Apenas deixou que os minutos passassem, sentindo a mão da mãe na sua, o carinho em seus fios aloirados.
-Senhora Matsumoto. – era a voz do sensei, o médico de Takanori. Ele quis abrir os olhos e dizer alguma coisa, mas apenas tinhas forças pra se manter consciente. – Acho, que a senhora sabe porque foi chamada aqui, eu sinto muito.
-Então é isso, sensei?
-Não há mais nada que possa ser feito. A medicina só vem até aqui, e o seu filho já adentrou em um caminho além do alcance dela. – a voz cessou, por um instante tudo foi silêncio. – Seu filho, sempre teve muita fé. Todos os anos, ele me dizia “vou ver mais um inverno!”. Eu sinto... Muito que esse seja o último.
“Ele por si só, é um milagre. Eu não sei quanto disso se deve a fé, mas mesmo para um médico acostumado com doentes terminais, seu filho tocou. Eu sinto de verdade.”
A próxima coisa que ele ouviu, foi a porta se fechando.
-Sinto muito, Taka. – a voz de sua mãe, ela estava... chorando? – Perdoe a Okaa-san. Perdoe por não poder mudar isso, por não conseguir aceitar...
A testa quente dela, encostou na mão do pequeno. Era um calor tão gostoso.
-Okaa...san. – ela o olhou espantado, ele falava com dificuldade, ainda de olhos fechados. Ele estava acordado esse tempo todo? – Estou feliz... Okaasan, veio.
Fazendo um esforço, olhou para ela, que já não conseguia conter as lágrimas. E depois seus olhos se perderam na janela. Lá fora, a neve já caía naquele frio início de noite. Ele queria poder dormir mais uma vez, então tudo estaria bem.
Dessa vez, conseguia sonhar.
x-o-x
Da televisão ligada na sala, era possível ouvir o seguinte bordão uma vez após a outra: “Esse é o inverno mais frio já registrado nos últimos 25 anos. Uma nevasca de grandes proporções caíra durante a madrugada, podendo causar engarrafamentos e transtornos durante toda a manhã.
“Várias escolas já decretaram o cancelamento das aulas e o metrô não deve funcionar nas primeiras horas da manhã. As temperaturas permanecerão no negativo durante toda a madrugada.”
Yuu ficava zapeando entre os canais, mas todos pareciam preocupados demais com a neve que caía lá fora pra se preocupar em exibir algo que pudesse distrair um insone.
-Estou indo deitar, já está tarde. Não vai deitar? – Yutaka vestia um pijama de flanela, e tinha aparecido ao lado do sofá.
-Hm, daqui a pouco. – Yuu resmungou. – Estou tentando achar algo decente pra assistir. – ‘E não conseguiria dormir nem que quisesse’ completou mentalmente.
-Ao menos vista algo mais quente, a temperatura está quase negativa lá fora, e vai piorar bastante. A nevasca vai piorar.
-Hmn, visto quando for deitar. Estou bem com o aquecedor.
-Então boa noite. – Yutaka falou, selando os lábios do namorado. – Vá deitar logo.
O moreno não respondeu, continuou zapeando os canais. Já fazia isso mais instinto que por realmente querer achar o que assistir. Chegou a um ponto em que simplesmente desligou a televisão e deixou a cabeça pender para trás.
-Eu estou ficando louco. Completamente maluco. – disse em uma voz baixa. – Estou quase ouvindo vozes. E sentindo dores.
“Ou eu sou um estigmata, ou sou um esquizofrênico. E dizem que estigmatas são esquizofrênicos.”
Mas a voz... A voz parecia tão real, e tão triste. E dor... A mão foi automaticamente para o peito, nunca sentira algo tão doloroso na vida. Algo assim não tinha como ser invenção de sua cabeça.
Um grito. Um grito ficou entalado em sua garganta. O ar não estava mais passando por seus pulmões, a voz se recusou a sair. Uma pontada de dor lancinante o atravessou. Ele caiu deitado no sofá, e alguns instantes se passaram até que conseguisse recobrar sua consciência.
Depois, nada. Ele sabia o que estava sentindo, sabia que não tinha como ser mais real. E ainda estava ali, intrínseco em seu ser. Mesmo que seu corpo gritasse: nada aconteceu.
Passou as mãos pelos cabelos, em quase desespero. Esticou a mão, pegando a chave do carro sobre a mesinha. Se perguntassem, ele não sabia o que fazia. Só sabia que precisava, sair dali, daquele calor artificialmente construído.
Pegou um casaco qualquer pendurado sobre o cabide, e um maço de cigarros. Andar de carro por aí sempre aliviava a insônia, ou pelo menos ele achava que sim. Tomara que também servisse para a dor.
x-o-x
A dor o acordara novamente. Ainda pior que antes, pior que nunca. Ele sabia, nunca tinha lutado tanto para simplesmente estar vivo. Cada batida de seu coração era mais desesperada, mais próxima da última. Terminaria logo.
Olhou ternamente para a mãe, ela dormia com a cabeça apoiada em sua cama. Puxou a máscara do rosto, e se debruçou sobre ela, depositando um beijo em sua testa. Ignorando qualquer dor, arrancou as agulhas de seus braços.
Tinha vivido todo aquele tempo se rendendo à dor. Mas hoje... Hoje não.
Olhou a neve que caía lá fora, cada vez com mais intensidade. Ele nunca tinha tocado a neve. Tudo que ele conhecia, se passava através do vidro daquela janela. E essa era a sua última chance de viver. Viver por um instante.
Fazer sem ter medo algo que ele queria.
Abriu o vidro, sentindo o ar gelado da noite. Pra quem nunca sentia nada além de dor, até mesmo o frio mais insuportável conseguia ser maravilhoso, só pelo fato de pode ser sentido.
Os pés descalços tocaram a neve, e as mãos foram esticadas para pegar os pequenos flocos de gelo. Eram quase da cor de sua pele. Os passos começaram a seguir, estava andando com as próprias pernas, mesmo que não soubesse pra onde ir. Só desejava poder observar com seus olhos, aquilo que nem sabia existir. O mundo além de sua janela vítrea.
x-o-x
Estava difícil andar mesmo de carro. As ruas estavam desertas e atoladas de neve espessa. Se arrependeu de não ter escutado o aviso do namorado, e vestir algo mais quente. Por sorte, o aquecedor do carro ajudava.
Onde estava com a cabeça pra sair? Por um momento, ele tinha se esquecido completamente da nevasca, dos constantes avisos na televisão. Deu mais uma tragada no cigarro buscando se aquecer. Já fazia seu caminho de volta pra casa, quando algo lhe chamou a atenção.
Sentado num banco da praça, em plena madrugada, no meio da nevasca. Parou o carro bruscamente, tentando olhar pelo vidro. Era uma pessoa?
Sem casaco, apenas uma espécie de pijamas brancos, tão brancos quanto a pele... Aquela pessoa parecia sumir em meio a neve. A única coisa que chamava atenção eram os cabelos loiros.
Yuu fechou o casaco, e se preparou psicologicamente para o frio, antes de descer do carro. A nevasca rugia com vontade. Não sabia o que lhe incomodava mais naquele instante, a dor latente ou o frio.
Mas, embora a nevasca estivesse quase insuportável, quem quer que fosse, continuava no mesmo lugar. Será que estava vendo coisas? Era um espírito? Um anjo? Estava mesmo louco.
-Ei, você está bem? – perguntou ao se aproximar.
Um sorriso brotou nos lábios daquele ser que ele observava. E então, ele abriu os olhos. Duas esferas amendoadas e repletas de algo que Yuu não saberia distinguir. Naquele instante, a dor sumiu. Seu peito parou de doer, o incomodo não parecia um dia já ter existido.
-Agora, eu estou. – ele respondeu. A voz. Sim. Aquela voz que o acompanhava sempre, dizendo coisas que ele não entendia. – Porque eu pude ver o seu rosto. Pude ver mais esse inverno, então... Por isso eu estou muito feliz.
O moreno ia responder alguma coisa, quando o pequeno levou a mão ao peito. De alguma forma, Yuu sabia exatamente o que ele estava sentindo, o que estava acontecendo. Desse jeito estranho, ele sabia do que aquele garoto falava.
Sempre soube, mas por um momento pareceu ter esquecido.
Se abaixou, encostando os joelhos na neve e ficando abaixado em frente ao loiro. Segurou a mão que estava em seu peito. Era tão gelada quanto a neve.
-Não. – Yuu disse, balançando a cabeça veementemente. – Eu estou aqui, dessa vez, vamos ver a primavera. Se você dormir pra sempre, então eu nunca mais poderei fechar meus olhos. Então vamos ver a primavera...
-Acho... Que tenho que te deixar descansar agora. Você cuidou de mim por tanto tempo.
-Não. Cuide de mim dessa vez! Eu odeio o frio do inverno, lembra?
Ele não respondeu, apenas passou os braços pelo pescoço do moreno, se curvando sobre ele, como se pudesse fazer o frio passar. Mesmo sabendo que seu corpo frio apenas aumentaria o frio do moreno, apenas por aquele instante ele desejou poder abraçá-lo.
Yuu retribuiu o abraço, deitando sua cabeça no colo de Taka e passando os braços por sua cintura.
-Kami-sama, ele me deu tudo isso. – a voz do pequeno parecia mais fraca, mais distante. – Ele me deu esse inverno, e me deu até mesmo você. Ainda assim... Ainda assim eu sou egoísta. Sou tão egoísta...
“Eu continuo pedindo pra ficar um pouco mais. Só um pouco. É egoísmo demais, não é?”
-Não. Não é egoísta. É só humano.
O vento rugiu com mais e mais força, o casaco de Yuu parecia não ser nada. Seus ossos pareciam estar congelando e o queixo batia levemente, trincando os dentes em meio ao frio desolador. A respiração saía em baforadas desreguladas condensando a ar à sua volta.
-Eu queria ser um pouco mais humano então... Mas eu nunca pedi pra ver a primavera, me desculpe. Desculpe se não vou mais te deixar dormir...
Takanori deitou a cabeça sobre a nuca de Yuu, e sentiu seus olhos se fechando levemente. O pouco de calor que restava em seu corpo se esvaía lentamente.
Yuu permaneceu abraçado ao corpo de Taka por um longo instante antes de deixar a primeira lágrima cair. Ela congelou ao alcançar o colo do menor.
-Não se desculpe. – ele respondeu, mesmo que Taka já não pudesse escutá-lo. Levantou levemente a cabeça, depositando um selo único nos lábios do outro.
Ele estava tão lindo e sereno. Os flocos de neve pareciam repousar nos cílios e fios de cabelo, era como se também o gelo quisesse se lembrar de um rosto tão lindo.
Tremendo, o moreno voltou a deitar a cabeça no colo do pequeno. Também ele estava com sono. Tanto, tanto sono. Já não sentia suas pernas, nem os braços. Apenas o coração batendo fraquinho.
-Não se desculpe... Porque dessa vez... Vamos dormir juntos. – murmurou vagarosamente, tentando juntar as palavras, fazer as sílabas saírem dos lábios dormentes e trêmulos. – Dessa vez seremos... Parte do... Mesmo sonho.
Lentamente Yuu fechou os olhos enquanto sentia o último palpitar de seu coração. Tudo ficaria bem. Nesse sonho, nesse novo sonho.... Nunca mais seria inverno.
x-o-x
Notas finais
E eu acredito nela.
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