Koiwazurai
9 Capítulo VIII
Notas iniciais
Bem gente, tenho mesmo que me desculpar com vocês por essa demora prolongada, mas está muito difícil, minha escola está quase em horário integral e minha primeira prova de vestibular está chegando, na UERJ. E tudo ficou uma loucura, tudo era matéria e a pressão gigante que estou recebendo de todas as partes já me fez até chorar, enfim, vocês merecem uma explicação digna, não está fácil não, mas eu PROMETO que NÃO vou abandonar, pois não assumiria esse compromisso com vocês se não tivesse certeza de quê poderia ir até o fim! Espero que possa contar com a compreensão de vocês
Agoraa, que reviews mais liiiiiiiiiindos, foram esses? Vocês são incríveis, sensasionais, só Koiwazurai e vocês para me acalmar mesmo. Muito, muito, muito, muito, muito obrigada mesmo, de verdade!
E a Teonilia e a Sakura Uchiha Haruno (Dona da minha primeira recomendação!), queridas, fiquei emocionada com a procura de vocês, suas lindas. E a Sasa, obrigada pela recomendação linda!
Enfim²,esse capítulo é peculiar, agora pela visão do Sasuke! Espero que gostem.
Com amor,
Boa leitura.
Depois de perder meu irmão, francamente, não achava mais que algo poderia me afetar. Uma infância difícil, um pai totalmente fútil e uma mãe que não sofria nunca, talvez meiga demais. Itachi sempre foi o único que sabia de todas as minhas dores, meus medos, meus segredos, um irmão de verdade.
Quando ele se foi, parecia que eu tinha morrido com ele, pois estar vivo não significa, necessariamente, estar vivo. Itachi morreu em um acidente de carro, provocado por ele mesmo, depois de uma briga com meu pai. Ele não queria assumir a diretoria da empresa da família. Ele não tinha muitas ambições na vida, era o homem mais simples que eu conhecia. Itachi só queria ser livre, ele tinha uma maneira única de ver a vida e tudo isso me encantava nele.
Com Sakura foi igual, eu a amei com tanta intensidade que seria capaz de ceder minha vida por ela sem nem hesitar, ela tinha todo aquele brilho excepcional que Itachi tinha também só que ela acabou me decepcionando no final e isso machucou muito.
Minha família nunca aprovou o meu namoro com Sakura, quer dizer, meu pai. Minha mãe além de não ter uma opinião que contasse, vivia a base de calmante desde que Itachi havia morrido, mas em relação à Sakura, eu não me importava nem um pouco com os outros, eu a amava e ponto final.
Eu sinceramente achei que tudo estava se encaixando quando Sakura começou a estagiar com meu pai e eu passei a morar sozinho em um apartamento. Ele falava com frequência que Sakura era uma menina muito inteligente e ela era mesmo.
Até que tudo começou a mudar novamente e mudar para pior. Meu pai disse que eu teria de me casar com uma mulher de família rica, uma fusão entre empresas altamente lucrativa para o lado dele. Ele conseguia um contrato milionário e eu uma esposa.
Eu perguntei se ele estava louco, afirmei que amava Sakura mais que tudo e que preferia morrer a ter que fazer algo contra ela e a favor dele, pois nem mesmo simpatia eu tinha por ele, ele não era nada mais que um doador de espermatozoides.
Como imaginava ele articulou que ela não era nada do quê eu pensava e que ela não me amava, falou que tudo não passava de um romance idiota. Eu não esperava outro posicionamento dele em relação aos meus sentimentos e por isso que quando recebi aquelas provas de furto pelo correio. Relatórios assinados, testemunhos, extratos bancários. Ignorei completamente.
Mas nada parou por aí, sentia Sakura cada vez mais distante de mim e isso me fazia mal e mais provas chegavam. E-mail, conversas gravadas e muitos papéis e por fim, fotos, fotos dela transando com outras pessoas, fotos dela assinando contratos externos... A verdade estava ali me dando um tapa na cara. Eu nunca havia me sentido tão sozinho na vida como me senti naquele momento, simplesmente não sabia o que fazer, qual seria o próximo passo, não sabia.
Eu fiquei por dias trancados pensando. Não atendia ligações, não fazia a barba, não comia direito, eu apenas bebia doses e doses de saquê. Eu sabia que uma hora iria ter que levantar e encarar o mundo, por que o tempo não iria parar até meu sofrimento passar.
E eu levantei mais amargo, mais frio e com uma dor tão grande no meu peito que precisava amenizá-la, precisava atingir aquela mulher do mesmo modo que ela me atingiu, precisava fazer ela sofrer, precisava me vingar.
Não pensei que fosse ser tão difícil, não mesmo, depois de tudo que ela havia me feito, aquele rostinho inocente, aquele corpo de mulher, aquelas lágrimas, tudo ainda mexia comigo, esquecer não é fácil, mas amor unilateral dá forças para isso.
Agora mesmo ela estava tomando banho em meu banheiro, em minha casa e iria comer minha comida e comigo, ela estava totalmente sob meu domínio, eu só estava esperando o sentimento de contentamento chegar, não me sentia satisfeito, me sentia aflito.
Depois de desembalar a comida, fui atrás de Sakura que já estava demorando muito. Não se ouvia barulho de ducha ligada, ela já havia acabado, porém continuava trancada no banheiro.
- Sakura? — silêncio.
- Sakura?
- Abra essa porta agora!
- SAKURA?- ela não respondia. — Vou ter que arrombar essa droga?
Contei até três mentalmente e como não tive resposta, apertei a maçaneta e forcei meu corpo contra a porta e não demorou até a mesma ceder. Só que eu não estava preparado para o que iria achar.
Um corpo inerte no chão, minha Sakura, lábios roxeados, pele muito pálida, profundas olheiras. Tentando manter a calma, conferi se ela ainda estava com vida, seu pulso estava muito baixo. Deus do céu. Inconscientemente comecei a rezar, rezava enquanto a peguei em meus braços, rezei enquanto a deitava na cama.
Rezei enquanto procurava a droga do celular para ligar para ambulância. Fui até o banheiro novamente, o aparelho estava lá, jogado no chão, perto de um potinho de comprimidos.
- O que é isso? — peguei o pote e vi que se tratava de calmantes.
A verdade me abateu como um choque, ela havia tentado suicídio. Olhei para seu corpo em minha cama. Precisava fazê-la vomitar, mas antes ela precisava acordar. Saí à procura de álcool e minha escova de dente. Passei o produto em seu nariz, ela acordou desorientada, muito fraca. Fui enfiando lentamente o cabo da escova em sua boca, até chegar sua úvula, onde irritei até seu corpo sofrer os espasmos de vomito.
Ela vomitou bastante, expelindo tudo que eu precisava que ela expelisse, tudo que a mataria se eu demorasse mais um pouco. Segurei seu corpo frágil até acabar, depois a carreguei no colo até a cozinha, a depositei na bancada e peguei um pouco de sal para colocar embaixo de sua língua na tentativa de aumentar sua pressão arterial.
Sakura voltava a si lentamente, precisava alimentá-la. Salguei mais um pouco a sopa do nosso jantar e em ,colheradas generosas, dei comida na boca dela que debilmente engolia tudo. Depois de comer ela tombou o corpo sobre o meu.
- O que-e... Comigo... Acon...Acon...
- Shh, descanse. Apenas descanse.
Ela obedeceu, pendeu sua cabeça em meu ombro eu fui até o quarto de hóspedes com ela, o meu estava imundo. Regulei a temperatura no ar condicionado, vesti uma camisa minha nela e fiquei ao seu lado, a noite inteira, velando seu sono.
Notas finais
Bem, pela visão do Sasuke.
Entendem ele um pouco melhor agora? Diminuiu a raiva?
HUSHUASHUAHSAUHAUSHAUHS'
Até o próximo, prometo tentar não demorar.
Beijooocas molhadas!
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