Notas iniciais
Como prometido, ainda é domingo, certo? HAHA.
Enfim, obrigada pelos comentários, como sempre, divinos, DIVAS TODAS VOCÊS ;)
Prometo que não vou demorar tanto como demorei para esse, esse foi meu grande limite, fora que as coisas estão mais leves, ENEM está aí né? BOA SORTE PARA QUEM FOR FAZEER!
Beijos meus amores


Acordei péssima, como se tivesse acabado de passar por uma cirurgia importante e dolorosa sem nenhum tipo de anestesia, com certo pesar até para levantas as pálpebras. Mesmo com o raciocínio lento, percebi que estava sozinha e não estava em minha casa, mas sim no quarto de hóspedes da casa de Sasuke, só não sabia como havia ido parar ali.

- Ah, você acordou — Sasuke entrou no quarto trajando apenas samba canção.

- Está... Melhor? — ele parecia receoso, ele agia assim quando não sabia o que dizer.

- Acho que sim, por algum acaso fui atropelada por um caminhão? — me surpreendi com minha voz demasiadamente rouca e o toque de humor que coloquei espontaneamente em nossa conversa.

- Quando tiver certeza, nós vamos conversar e não, você não foi atropelada, antes fosse isso, ou não, enfim, vamos comer agora.

- Estou sem fome.

-Não está não..

Com uma vontade predominante, ele me, com certo cuidado, pegou no colo, até parecia que eu era de porcelana, tipo, altamente quebrável. Fomos até a cozinha onde a mesa tinha um desjejum farto e apetitoso, porém meu estômago repudiou a ideia de comer algo.

- Não quero comer Sasuke. — não achava forças nem para desapoiar a cabeça de seu ombro.

- Você precisa de um nutricionista, está tão magra. Vou me lembrar de marcar.

Aquilo feriu minha auto estima, sendo que eu já não tinha nenhuma

- Estou feliz com meu corpo, obrigada. — eu não estava.

- Você está muito magra, muito mais do quê o aceitável.

- Pode parar de me ofender- ele já havia me posto confortavelmente em uma das cadeiras ao redor da mesa.

- Não é uma ofensa, só estou pensando em uma possível anemia.

- Não quero sua preocupação.

- Então deixe de agir como uma criança que necessita de cuidados especiais.

- Sou MUITO madura Sasuke, me criei SOZINHA.

- Então me diz, sinceramente, por quê quis se matar ontem? Hein?

- HEIN? ME DIZ!

As lembranças me atingiram com um baque emocional. Eu provoquei uma overdose de calmantes, quase me matei. Deus do céu.

- Sasuke! Sasuke! Eu não... Não queria isso. Meu Deus.

- Não queria? Alguém te obrigou? Faça-me o favor Sakura!

- Sasuke...

- Esqueça, não quero saber! Coma!

- Não vou.

- Vai sim, droga, vai sim!

Ele me empurrou uma tigela de mingau e como não fiz nenhum movimento que indicasse que iria comer, ele puxou a colher e começou a me dar a comida, sem outras alternativas que não o irritassem, comi. Ele não precisava mais assistir nenhuma idiotice minha.

- Sasuke, desculpe. — disse entre uma colherada e outra.

- Não é para mim que deveria pedir desculpas, é para si mesma.

Continuamos calados até o final da refeição, depois voltei para o mesmo quarto e fiquei olhando para o teto por muito tempo. Hoje era segunda feira, eu deveria estar na escola, Sasuke também. O que eu estava fazendo? Estragando meus sonhos. Já estava hora de admitir que a falta do meu Sasuke em minha vida estava acabando comigo, não dava mais para fingir, ignorar, substituir. Eu amava ele e sentia falta do amor dele, isso doía muito.
Lágrimas escorriam pelo meu rosto novamente, pelos mesmos motivos amargos. Eu perdi a conta do tempo que fiquei assim, até que Sasuke chegou.

- Marquei um nutricionista para... Sakura? Deus, está chorando! O que houve?

Não respondi e fui até ele e simplesmente o abracei timidamente. Queria apenas sentir ele perto de mim, sentir seu cheiro amadeirado, seu calor reconfortante, meu Sasuke.

- Você é meu, não pode ser de mais ninguém.

-Sakura, estou preocupado com você, o que está acontecendo?

Ele postou os braços ao meu redor, apoiado na curva da minha cintura,

- Não fique, por favor... Sasuke, eu não queria fazer aquilo, só queria relaxar e acabei tomando uma dose maior,

- Você está tomando esses medicamentos já faz quanto tempo?

- Desde o início das férias.

- Aquela vez que passou mal na escola, foi por causa desses remédios, certo?

- Foi...

- E você continuou tomando.

- Me acalmava...

- Isso não é desculpa Sakura, pelo amor de Deus. Isso é vício.

- Não é isso...

- Então o que é? Senão um vício?

- Por favor, não faça perguntas, por favor.

- Então o que quer que eu faça? Diga! — se afastou para me olhar.

- Faça amor comigo.

Ele me trouxe violentamente para si e me beijou intensamente, uma dança de línguas lenta e quente. Suas mãos dançavam pelo meu flanco e meus mamilos logo se arrebitaram.

- Você me deixa louco. — Em movimentos circulares ele empurrava sua excitação em meu ventre, me deixando aos poucos ansiosa para recebê-lo. Comecei a me despir em sua frente, por certo momento me senti insegura, mas seu olhar de puro desejo me encorajou, deitei-me na cama e me ofereci à ele.

- Vem amor...

Ele sorriu, aquele seu sorriso sexy de canto de boca, tirou seu short e veio lindamente ereto para mim.Me tocou com reverência, tocando meus seios, minha barriga, minhas coxas, minha intimidade, me explorando com cuidado, me enlouquecendo nos pontos certos.

- Quero você gemendo meu nome até o fim...

- Ahaam...

Seu membro sondava minha entrada, seus lábios chupavam meu pescoço, uma de suas mãos havia chegado no centro do meu íntimo úmido e inchado. Tudo isso era o conjunto para me levar a loucura.

- Geme meu nome, geme para mim Sakura.

Fiz o que ele pediu e um pouco mais.

- Sasuke... por favor.- Linda... Linda... — ele sussurrou em meu ouvido enquanto se posicionava para me penetrar. Aquela sensação de completude me invadiu assim que ele o fez, junto com aquele prazer indescritível.

- Huum... Vai, vai, forte!

O suor escorria pelos nossos corpos, seus lábios em minha têmpora. Eu estava concentrada no local que nossos corpos se uniam e em quando a velocidade das estocadas aumentava junto com nossos suspiros.
Olhei para Sasuke que balançava no mesmo ritmo que eu, ele estava apoiado em seus braços, respiração acelerada, sua cabeça jogada para trás em êxtase. Ele olha para mim, seus olhos negros estavam mais escuros que o normal. Tudo era sensação.
- Goza para mim Sakura...
Eu estava sobre seu controle. O ápice me atingiu com força. Ele ainda aumentou mais os movimentos e em seguida senti seu jato quente me invadindo. Seu corpo caiu sobre o meu, tremulando de prazer, abracei-o com carinho e ficamos assim por bastante tempo, uma leve sonolência me invadindo.
Amo você Sasuke... — Pensei.

- Não estrague com sexo com palavras mentirosas e desnecessárias Sakura. Você ser uma vagabunda não muda o fato de eu gostar de te fuder.

Levantou rápido, pegou seu samba canção e saiu do quarto. Eu só me concentrei na mudança de clima, antes quente, agora frio. A veracidade de suas palavras demoraram a me atingir, aquele aperto inconfundível de quem nada tinha, coração vazio.
Estava pagando por coisas que eu não fiz, sofrendo por coisas que não fiz e isso estava acabando comigo. Não tinha meios de provar minha inocência.Fiquei em estado de estupor, nua mesmo, por um bom tempo, até ele entrar no quarto novamente.
- Você está usando contraceptivos, Sakura?

- Não estou. — nem me dei ao trabalho de olhar para ele.

- Tenho que comprar pílulas para você. Não usei camisinha.

- Entendo.

- O que houve com você?

- Nada.

- Sakura?

- Oi?

- Você tomou alguma coisa?

Senti ele vindo até mim, me levantando em seguida e olhando nos meus olhos.

- Você tomou alguma merda?

- Já disse que não droga. Me deixe.

- Não deixo. Vá se arrumar, tenho que te levar ao médico. Anda.

- Não quero.

- Você não tem querer princesa.

Entrei na droga do carro dele com raiva e descontei na porta. Ele teve a própria ousadia de me dar banho, que afronta. Agora meus cabelos estavam molhados demais e aquele vestido azul definitivamente não era meu.
- Não tem geladeira em casa não mulher?

- Não enche.

Ele deu partida no carro e saiu do estacionamento.

- Esse vestido é de alguma namorada?

- Eu não tenho culpa se você emagreceu, tinha suas medidas gravadas.

- Esse vestido é meu?

- Você não podia sair pelada, certo? Isso só eu posso ver, claro isso Sakura?Não me dou ao trabalho de responder.
- Claro isso Sakura?

- Sim Sasuke, droga.

- Olha a linguagem querida.

Chegamos rápido ao consultório altamente equipado do nutricionista, olhando tudo a minha volta um pouco incomodada com meu vestido largo.

- Senhor Uchiha?

- Uma atendente de terninho social preto e cabelos bem cortados veio até nós.

- Sim?

- O doutor está esperando o senhor e sua namorada.

- Ah, eu não...

- Sim. — Sasuke me cortou — eu e minha namorada vamos entrar.

Ele me direcionou aquele olhar que não abre alternativas para confusões e então seguimos a secretária que se mostrou um pouco confusa.

Notas finais
Gostaram?
Beijoocas!