Koishiteru
1 Capítulo 1
Meu nome é Mathues, e eu tenho 16 anos, eu sempre fui apaixonado pela minha amiga de infância, e á pouco tempo atrás, eu finalmente tive coragem de me declarar, ela compartilhava o sentimento e logo eu a pedi em namoro, nós éramos adolescentes de 15 anos, namorados e amigos, eu estava feliz, ela era linda, sempre sorrindo, os olhos cintilavam, e ela normalmente estava de bom humor.
Nós não estudávamos juntos, mas morávamos perto um do outro, e nossos colégios também. Costumávamos voltar juntos para casa, eu a levava ate a esquina da casa dela, e lá nos despedíamos com um beijo.
Em nosso aniversário de 6 meses, eu decidi comprar uma aliança, prateada com “koishiteru” gravado pro fora, caso você não saiba, koishiteru é o “eu te amo” mais forte em japonês, é um amor forte e eterno, eu iria fazer uma surpresa. Eu a levei ate a esquina de costume, e pedi que fechasse os olhos que eu tinha uma surpresa, eu me virei para pegar a pequena caixinha que estava em minha mochila, nesse minúsculo intervalo de tempo, um bêbado, dirigindo um carro, em alta velocidade, subiu no passeio, e me fez ver minha amiga,melhor amiga e namorada, desaparecer entre a parede e a frente do carro. Estava tudo tingido em vermelho, inclusive minhas roupas, eu tremia sem saber o que fazer, cai de joelhos, tentando entender o que tinha acontecido.
O motorista saiu do carro apenas com um leve corte na testa, ele estava desesperado por ter quebrado o carro, algumas pessoas da rua estavam ligando para a policia, nem deviam estar pensando em chamar uma ambulância, todos os sons foram desaparecendo, e eu comecei a ver melhor, a mochila dela estava jogada logo ali do meu lado, tinha folhas espalhados pelo chão, um dos sapatos dela estavam na rua, e eu juro que não sei como isso foi acontecer, não sei como um carro fez tanto estrago, e por que eu não fui afetado. O corpo devia estar acabado debaixo do carro, mas eu podia ver a mão dela eu a segurei, estava mais fria do que de costume, peguei a caixinha que tinha caído no chão, e coloquei o anel e falei o que tinha planejado. Eu fiquei la, esperei vierem levar o corpo, não me deixaram ver, mas eu pude ver os longos cabelos loiros para fora do pano preto, eu pude jurar que vi a mão dela se mexer, depois de tudo meus pais e amigos foram ver como eu estava, dentro do carro, eu dei uma ultima olhada para a cena do acidente, não havia mais nada la, apenas as marcas de sangue no chão e na parede. Olhei para minha mão, eu já tinha limpado mas ainda estavam um pouco vermelhas, segurei forte a aliança da minha mão, e olhei novamente, eu a vi de pé na esquina sorrindo e acenado para mim, e foi nesse momento que minha mãe ligou o carro e me levou para casa.
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