Koi no nazonazo (Os mistérios do amor)

18 Eu vou ser o que você quiser!


Notas iniciais
Olá queridos e queridas, cá estou eu para mais um capítulo da nossa história. A intenção era postar ainda no domingo, e de fato comecei a escrever ainda no dia das postagem do capítulo 17, mas não consegui terminar. Apesar dos pesares, o capítulo está qui e nos traz muitas surpresas. Como vocês disseram lá nos comentários: "pobre Glen!". Mas Vegeta não veria aquilo tudo impassível não é? O fato que ele vai tomar uma decisão que nunca sonhou em tomar na vida. E mesmo que ele acredite que isso não importância, essa decisão vai mudar para sempre a vida do príncipe dos saiyajins. O título deste capítulo foi baseado na canção que inspira toda esta saga: "Koi no nazonazo". Em um dos trechos da canção - em uma tradução livre - existe este verso: "eu serei o que você quiser que eu seja". Curiosos? Vamos a mais uma parte da nossa história. Boa leitura!

Vegeta encerrou o treinamento no fim da tarde. Treinou exaustivamente para reprimir a raiva que estava sentindo pela possibilidade da terráquea estar com aquele verme. Mesmo em treinamento, monitorou a movimentação de pessoas na Corporação Cápsula o dia todo na expectativa de que ela chegasse. A cada minuto que passava, a raiva ia aumentando. Depois de tomar banho, resolveu ir jantar junto com os velhos no intuito de descobrir alguma coisa sobre a terráquea. Quando ele entrou na sala de jantar, o casal Briefs ficou admirado. Era raro o saiyajin participar das refeições com eles, e quando participava sempre entrava mudo e saia calado. Aquela vez não era diferente.

– Oh! Jovem Vegeta! Que bom que veio jantar conosco! Eu preparei uma comida deliciosa! – dizia ela excitada. Assim, desandou a falar dos mais variados assuntos. A voz da mulher era irritante para os ouvidos do saiyajin e ele já estava começando a ser arrepender amargamente de ter entrado naquela sala de jantar. Foi quando o dr. Briefs interveio:

– Ora querida! Deixe Vegeta quieto. Aposto que está cansado pelo treinamento. Além disso, Bulma não está aqui ara acalmá-lo se ele se enfurecer...

Vegeta rosnou com o comentário do velho cientista, mas aproveitando que ele entrou no assunto, indagou arrogantemente:

– E onde está a terráquea?

– Bulma? – respondeu dr. Briefs de forma retórica – Ela viajou com Glen para uma aldeia no interior da Cidade do Leste. Não explicou muito bem o que foi fazer lá, mas meu palpite é que seja uma viajem romântica. Não sei quando essa menina vai resolver se casar...

Levantando-se, e tomado pela raiva, Vegeta socou a mesa assustando o casal Briefs que o olhavam espantados. Sem dizer nada, saiu decido a encontrar Bulma. Quem ela pensava que era para fazer uma coisa dessas? Como ela ousava a desobedecer uma proibição sua? Por mais que não tivesse compromisso algum com ela, não queria que ela ficasse com outro do jeito que ficava com ele. Só de pensar o que ela poderia estar fazendo com aquele miserável o deixava com uma raiva insana, tão ou mais poderosa do que a raiva que um dia sentiu de Frezza. Tinha que encontrá-la e deixar bem claro que ninguém simplesmente deitava com príncipe dos saiyajins e saia por aí fazendo o que quisesse. Ela iria pagar.

Vegeta saiu voando a toda velocidade rumo a Cidade do Leste. Em cerca de meia hora, chegou ao tal povoado que Bulma falara na noite em que contou que pretendia viajar. Concentrou sua mente em procura do KI da terráquea. Ao conseguir localizá-lo, percebeu que estava alterado, então voou o mais rapidamente possível em direção a ele. Chegou em uma grande mansão que parecia abandonada, então reparou que uma das janelas estava aberta voou para lá e ao chegar perto ouviu o seguinte diálogo:

– Está certo. Me desculpe. Agi mal com você. Mas eu queria realmente saber o porquê de você não deixar que eu mostre que posso ser um bom namorado para você.

– Glen, por favor. Isso é muito pessoal. Não quero perder sua amizade, mas aceite que eu não posso te dar mais do que isso.

– Seja minha Bulma...

Vegeta decidiu que aquilo já era demais, foi quando entrou pela janela, proferindo em voz alta:

– Solte-a agora seu verme insolente!

Os dois olharam assustados para ele. Quando percebeu que se tratava Vegeta, Bulma se sentiu profundamente irritada por ele a ter seguido, mas ao mesmo tempo se sentiu segura, pois sabia que Glen não tentaria mais nada com ela.

– O que você está fazendo aqui Vegeta?! – Gritou Bulma.

– Eu é que te pergunto: O que você está fazendo aqui com esse verme, enquanto deveria estar cuidando dos meus equipamentos?! – perguntava ele ameaçador.

– Auto lá, meu caro, você não tem nenhum direito de me chamar de verme! -protestou Glen.

– Cale essa boca se não quiser morrer, seu VERME! – Ralhou Vegeta.

– Já chega Vegeta! Você não tem o direito de estar aqui! – gritava Builma

– Venha logo comigo, estou MANDANDO!

– O quê?! Desde quando você manda em mim, seu saiyajin abusado? – dizia ela indignada.

– Sua insolente! Se você não quer vir por bem, vai vir por mal! – disse ele indo em direção a ela.

– Não ouse a encostar nela, seu troglodita! – Glen se colocou na frente de Bulma na tentativa de protegê-la, mas Vegeta o lançou contra a parede, fazendo-o perder os sentidos.

– O que você fez seu maluco? – gritou Bulma correndo em direção a Glen – Ele está morto?

– Não se preocupe. Infelizmente esse miserável não morreu. Está apenas desmaiado – dizia Vegeta despreocupadamente. – Vamos logo!

– Você acha que eu vou lhe obedecer? Além disso eu não posso deixá-lo aqui assim.

– Você vem comigo, AGORA! – rosnava ele.

– Eu vou. Mas que fique bem claro só faço isso por que não quero mais causar problemas para Glen. Espere um pouco que eu vou ligar para algum empregado, vir cuidar dele.

– Não vou esperar nada! Venha de uma vez sua mulherzinha insolente!

– Pois vai esperar sim senhor! Foi você que causou tudo isso.

– Ele ia te beijar! Você deveria me agradecer!

– É problema meu! E quer saber: eu queria que ele me beijasse! – mentiu.

– Sua vulgar oferecida!

Bulma sentiu uma raiva tão forte nesse momento que desferiu um tapa nele.

– Você me bateu sua maluca! Quem você pensa que é para encostar a mão no príncipe dos saiyajins?!

– E quem você pensar que é para me ofender desse jeito. Vai dizer que não está com ciúmes Vegeta? Pois não é o que parece!

– Eu não tenho ciúme de um ser inferior como você!

– Ah um ser inferior? Eu não parecia um ser inferior pra você quando estava na minha cama anteontem!

– Cale essa boca e vamos logo!

– Ninguém me manda calar a boca Vegeta! E você vai esperar sim! Não posso deixar ele aqui desse jeito.

Sem remédio, Vegeta teve que aceitar. Meia hora depois de fazer a ligação a governanta que os recebeu e mais dois empregados apareceram.

– Mas o que houve com o jovem Glen, mocinha? – perguntava Bá preocupada.

– Eu não entendi muito bem o que aconteceu, senhora. – mentiu ela. Não queria ter que explicar o que realmente tinha acontecido.

– Quem é aquele sujeito esquisito ali? – perguntou ela referindo-se a Vegeta que estava encostado na janela com os braços cruzados.

– Ele? Ah ele é um parente meu. – mentia ela mais uma vez — Ele veio me buscar. Tenho uma emergência para resolver em casa.

– Você... Vai embora? – admirou-se ela.

– Infelizmente preciso ir... Mas diga a Glen que amanhã entro em contato com ele.

– Tudo bem moça. Mas saiba que você seria uma péssima esposa... – disse a mulher sem olhar para ela indicando com as mãos o quarto para onde deveriam levar Glen.

Bulma revirou os olhos, mas não quis discutir com a mulher. Foi até o quarto de hóspedes, pegou seu estojo de cápsulas e desceu. Vegeta a esperava impaciente no lado de fora.

– Acho melhor irmos de avião – disse ela procurando a cápsula do avião no estojo.

– Nada disso, vamos voando.

– Ficou maluco? Eu não sei voar!

– Deixe de amolação, mulher! – disse ele tomando-a nos braços.

Ele levantou voo, levando-a consigo. Já era madrugada e estava frio. Vegeta voava rápido demais e Bulma estava começando a ficar com dor nos ouvidos por conta do vento, e hipotermia*. Ao perceber o corpo da terráquea amolecendo e ficando cada vez mais gelado, Vegeta desceu com ela em um clareira no meio de uma floresta em algum lugar entre a aldeia e a cidade do Oeste.

– O que houve com você agora? – perguntava ele irritado.

– Estou com frio... – dizia ela com a voz fraca – E meus ouvidos estão doendo...

– Maldição! – rosnava ele.

– Tem uma cápsula casa no meu estojo. É a cápsula 17.

Vegeta pegou no estojo a cápsula 17 e a lançou. Em segundos surgia na frente deles uma pequena casa. Ele a tomou no colo e levou-a para dentro. A casa nada mais era do que uma sala conjugada com a cozinha e uma pequena suíte com uma cama de casal, mas tudo com muito luxo. Ele a deitou na cama, tirou os sapatos dela deixando- a de meias e a cobriu com lençol. Tremendo de frio, Bulma pediu:

– Me abrace.

– O quê?! – perguntou ele com certa incredulidade.

– Me abrace. Estou com frio e essa cápsula não tem aquecedor. – pedia ela com uma voz tão fraca que ele não teve como recusar.

– Maldição – resmungava ele enquanto se acomodava ao lado dela.

Ela se aninhava nos braços dele. Não tinha planejado aquilo, mas não podia negar que estava gostando muito de estar com ele ali sozinha naquele lugar isolado. Com o calor do corpo dele, a temperatura dela, aos poucos foi voltando ao normal e a dor no ouvido cessou. Percebendo o corpo dela mais aquecido, Vegeta disse;

– Vejo que está melhor. Vamos logo voltar.

– Não Vegeta, é madrugada. Não vou aguentar a viajar voando. E não vou conseguir pilotar uma avião agora. Estou cansada.

– Provavelmente estava muito ocupada com aquele verme não é? – falava ele entre os dentes.

– Eu não te entendo Vegeta. Você mesmo disse que não quer nenhum tipo de compromisso comigo. Agora fica aí todo bravo só por que eu fiz essa viagem. Você sabe o porquê eu viajei.

– Escute aqui terráquea – disse ele sentando-se na cama e olhando diretamente para ela. Eu não te devo satisfações das minhas ações. Mas não quero que você fique deitando com qualquer um enquanto estiver frequentando a minha cama, está entendendo?

– Frequentando a sua cama? Quem te garante que você não está frequentando a minha? – ao ouvir isso, Vegeta passou a olhá-la ainda com mais atenção. – Em primeiro lugar Vegeta, eu não saio por aí deitando com todo homem que aparece na minha frente.

– Eu o que foi aquilo que eu vi ali? Ele ia te beijar!

– É, ele ia me beijar. Mas eu não tenho nada com ele. E naquele momento eu estava explicando que não pode existir nada mais além de amizade entre nós. E depois, Vegeta, você não tem o direito de me cobrar qualquer coisa. Você mesmo disse que o fato de nós... hum... estarmos juntos... de certa forma... não vai mudar nada.

– Realmente não vai mudar nada terráquea. Mas que fique bem claro que eu não quero você com outro.

– Aqui na Terra, exclusividade só existe se as pessoas tem um compromisso.

– Eu não sou um desses terráqueos idiotas e não me interessa nenhum tipo de compromisso como esse que o Kakkaroto tem com aquela mulher irritante. Eu sou um saiyajin!

– Mas... você quer... que eu fique só com você?

Vegeta a olhou longamente. Não queria ter que admitir que sentia um ciúme insano dela e que queria tê-la nos braços ainda por muitas noites, pelo menos até os androides chegarem. Mas não tinha remédio. Teria que se rebaixar outra vez para aquela terráquea petulante. Se ele queria exclusividade? Ele exigia!

– É terráquea. Enquanto estiver comigo não quero que fique com nenhum outro.

– Por acaso você está pedindo para que eu seja sua ... namorada?

– Você ficou louca?! Eu não disse isso. Quando terminar a luta com os androides você já sabe o que vai acontecer. Você vai aceitar ou não?

– Hum... – murmurou ela fazendo suspense. Ele a queria, mas pretendia descartá-la assim que a luta com os androides acabasse. Mas era isso mesmo? Ele estava pedindo para que ela fosse sua namorada? Ele dizia que não, mas era praticamente aquilo que ele propunha. Eles moravam na mesma casa, iam para a cama regularmente e não tinham outros parceiros. Na concepção terráquea isso era quase um casamento. Bom, não existiam papéis e véu e grinalda, mas quem disse que isso era sinônimo de felicidade? Das coisas mais loucas que ela já tinha feito na vida aquilo que ela ia fazer era a campeã, mais ainda do que ter cedido ao desejo dele. Ele querer deixá-la ou até matá-la depois, era apenas um detalhe. Ela tinha consciência de que o poder de abrandar o gênio forte de Vegeta estava nas suas mãos, bastava usar a inteligência que ela tinha de sobra. — Quer saber? Aceito sim, senhor príncipe dos saiyajins.

– Mas não confunda as coisas hein? Você está avisada.

– Claro, claro... – respondia ela – Agora venha aqui comigo. Quero experimentar um pouco dessa “exclusividade”.

Ao dizer isso ela puxou o corpo do saiyajin para mais perto dela. Ele se deixou guiar pelas mãos da mulher. As mãos dela percorriam o corpo viril dele e lhe retiraram a camisa deixando à mostra o corpo perfeito do guerreiro, moldado com anos de treinamento. E sem que houvesse ordem para isso, ela com um movimento suave, montou nos quadris dele. Começou a desabotoar a blusa de cetim rosa exibindo-lhe os seios fartos e entumecidos. Ela olhava fixamente para ele, desafiando-o. Só então ela se deu conta do volume que crescia sob a calça de moletom que ele usava. Ela se sentiu poderosa ao ver que o excitara. Sentia a própria intimidade umedecer molhando a calcinha. O toque suave dela tinha um efeito tão devastador sobre ele, que não pode mais se conter. Rolou para cima dela e se encaixou entre as pernas da terráquea. Ela sorriu. Um sorriso que o fez ter certeza do que ela queria. Ele alcançou com uma das mãos a calcinha ensopada e a arrancou, rasgando-a. Ela fechou as pernas, num reflexo. Ele aproximou os lábios do ouvido dela e disse, com voz rouca:

– Abre pra mim.

Ouvir a voz dele possuída de desejo e sentir as mãos passeando entre suas pernas, foi demais para ela. Abriu as pernas para ele. Tomada pelo desejo, lhe disse baixinho ao pé do ouvido:

– Eu vou ser... o que você quiser...

Ouvir isso da terráquea despertou no saiyajin os seus desejos mais primitivos. Enlouquecido de desejo pôs a mão na intimidade dela. Ela estava preparada para recebê-lo. Livrando-se das próprias roupas, ele veio por cima e a penetrou lentamente, mas de forma vigorosa. Senti-lo dentro de si era uma das sensações mais espetaculares que ela já teve. Em um vai e vem ritmado, ele a possuía por inteiro. E ela se dava por inteiro. Arranhava suas costas, o apertava contra si... Ele a colocou sentada sobre si, e ela começou a rebolar freneticamente no membro dele. A visão do corpo dela convulsionado pelo prazer o excitava cada vez mais, fazendo-o aumentar o ritmo das estocadas. Os grunhidos que faziam, os corpos suados pelos movimentos impacientes, as línguas nervosas que invadiam a boca do outro faziam com eles entrassem em uma sintonia sexual cada vez mais profunda. Não havia ali uma terráquea e uma sayajin. Não existiam androides, frustações, rivalidades. Existia apenas um macho e uma fêmea que se desejavam e queriam ter muito mais um do outro. Os gemidos dela eram um estímulo para ele. Era excitante ver aquela mulher que passava o dia gritando e reclamando com ele, dominada daquele jeito. Sem mais aguentar o ritmo convulso do sayajin, um orgasmo intenso invadiu a intimidade dela, repercutindo no restante do corpo. Ela tremia, gemia excitada e o coração batia descompassadamente. Vegeta ainda não entendia muito bem o que ela sentia, afinal nunca tivera uma mulher que se entregara tão sem reservas a ele. Mas o fato é que ele gostava muito de vê-la tão fora de si. Sem mais segurar o prazer, despejou-se dentro dela, invadindo-a com seu sêmen. Bulma caiu sobre o corpo dele, e ele pode sentir os batimentos descompassados da cientista, confundindo-se com o seu próprio. Naquela noite, depois do ato, amaram-se muito mais até quase a exaustão. Os orgasmos violentos que sentiram só faziam atiçar cada vez mais a volúpia que os dominavam. Definitivamente, não podiam mais ignorar o que sentiam um pelo outro.

* A hipotermia ocorre quando a temperatura corporal do organismo cai abaixo do normal (35°C), de modo não intencional, sendo seu metabolismo prejudicado.

Notas finais
Ai, ai... Escrever capítulos assim é trabalhoso, mas me faz suspirar no final. Vegeta e Bulma estão em uma espécie de "relacionamento exclusivo, sem compromisso", mas Bulma está disposta a inverter esse jogo. Depois de um noite quente isolados no meio de uma floresta, os dois terão que voltar para a cidade. Como será o relacionamento dois dois de agora em diante? E como estará Glen depois de provar um milésimo da fúria do saiyajin? Será que a amizade dele com Bulma será desfeita? Não deixem de acompanhar hein? Um beijo para todos os guerreiros e guerreiras que chegaram até aqui!