Notas iniciais
Oi meus lindos! Eu estava morrendo de saudades de postar no Nyah. Só Kami Samá sabe da minha alegria em conseguir terminar mais um capítulo da nossa história. Pois bem: depois de uma noite espetacular, era de se esperar que um casal comum se tornasse ainda mais íntimo. Mas Bulma e Vegeta não são um casal comum, não é? Talvez por isso eles tenham tantos fãs. O que aconteceu com eles depois de se amarem no laboratório? E Glen? Será mesmo que ele esqueceu Bulma definitivamente? Vamos descobrir! Boa leitura!

Mais um dia amanhecia na cidade do Oeste. Ela abriu os olhos e reconheceu o próprio quarto. A cabeça dava voltas, sentia o corpo dolorido. Estava nua, exceto pelas meias arrastão que ainda vestia. Lembrando-se da noite anterior perguntou a si mesma: “Como eu vim parar aqui?” Olhou para o relógio e viu que já passava das 7:00h. “Droga, estou atrasada de novo!”. Enquanto tomava banho, pensava em como fora sua noite anterior com Vegeta e em como essa relação estava ficando perigosa. Ela tinha consciência que embora eles tivessem feito um “acordo” de exclusividade, aquela relação jamais passaria de sexo descompromissado. Sentia tristeza ao pensar nisso, pois já tinha a certeza que o príncipe dos sayiajins era dono dos seus sentimentos. Eram amantes a pouco mais de uma semana, desde que ele chegou do espaço. Ela se recriminava por ter se entregado tão rapidamente a ele, mas ele já dominava seus pensamentos desde que ele aceitou morar em sua casa. Depois da traição de Yamcha, passou a dar mais atenção ao guerreiro sayiajin, tão solitário e tão perigosamente sexy.... Sem perceber, ela se sentiu atraída pelo magnetismo que Vegeta exercia. Por outro lado, pensava no porquê de ele correspondê-la. Ela era linda, atraente e dificilmente algum ser do sexo masculino resistiria à beleza dela, mas pensar em algo mais vindo do saiyajin, estava fora de cogitação. E sabia que essas noites regadas à transas ardentes, um dia teria um fim.

***

Depois de deixar Bulma no quarto, Vegeta tentou dormir. Tentou mesmo, porque os seus pensamentos divagavam. A noite de sexo com a terráquea, em um lugar tão impróprio, fora realmente deliciosa. Queria tê-la todas as noites. Mas incomodava o saiyajin o fato de ele estar tão dependente daquela humana. Lembrou-se que partiu da Terra há seis meses por não suportar conviver com ela sem desejá-la. No espaço, sentiu que já tinha todos os seus impulsos controlados. Mas foi só chegar ao planeta azul – e isso fazia apenas um semana — que todas as convicções que tinha se desfizeram. Cedera tão facilmente a garota de cabelos e olhos azuis. Pensara que tinha esquecido completamente dela, mas vê-la novamente reacendeu o desejo que tinha de possuí-la. Vê-la com aquele verme – o tal cientista — o deixara ainda mais irritado. Sentia o KI malicioso do verme terráqueo em relação à ela, além da postura protetiva que ele tinha. Só sentira um ódio desse tipo quando a via com aquele inútil que fora namorado dela. Que diabos era aquilo que estava sentindo? Já teve a terráquea como sempre desejou, mas ela era como uma droga para ele. Quanto mais tinha, mais queria. Percebeu que chegou ao fundo do poço quando se viu com vontade de passar a noite na cama dela. “Maldição! Você está sendo um fraco Vegeta! Você é o príncipe do saiyajins! Como pode ficar com esses desejos estúpidos por essa terráquea insolente?” pensava. E era justamente por toda essa “insolência” de Bulma, que ele começou a reparar nela. As mulheres que ele havia conhecido em suas expedições pelo espaço, eram em sua maioria submissas. A terráquea era diferente. Não tinha nenhum poder de luta, mas era tão decidida e altiva que quem a visse pensaria que era comandante de algum exército. Sabia que aqueles inúteis dos amigos dela e de Kakkaroto a temiam e por isso evitavam contrariá-la. Além disso ela era inteligente. E muito, ele tinha que admitir. Podia construir máquinas e equipamentos para treinar em tempo recorde. Embora achasse a tecnologia do planeta Terra atrasado, tinha que admitir que a terráquea desvendava tudo com muita facilidade. Por fim, ela tinha aquele corpo que o deixava louco. Ela ficava desfilando para lá e para cá com aquela roupas provocantes e naquela noite em que ela fora à cápsula de gravidade pedir que ele parasse de treinar, não conseguiu resistir. Naquela noite ele talvez tivesse feito a maior asneira da vida dele: se envolver com uma terráquea. Definitivamente estava perdido. Só tinha uma solução: afastar-se dela novamente. Mas não se ausentaria novamente no planeta. Apenas pararia de procurá-la por um tempo. Ignorando-a, talvez ele retirasse essas coisas tolas que estava sentindo.

***

Bulma chegou atrasada na universidade. Glen já estava em meio à pilhas de papéis que eles teriam que analisar.

–Bulma! Pensei que nem viria hoje... — disse ele calmamente, porém visivelmente irritado.

– Me desculpe Glen... – disse ela pegando outra pilha de papéis e levando para a sua mesa. — Tive um contratempo ontem à noite. – mentiu.

– Contratempo? Hum... – no fundo ele sabia que tinha algo a ver com o saiyajin. – Tudo bem. Vamos nos concentrar nestes projetos. Temos que terminar tudo até amanhã.

– Amanhã?! – espantou-se ela. — Pensei que teríamos até sexta feira.

– É que no sábado será a solenidade de formatura dos cientistas-alunos. Sexta- feira será o ensaio, por isso não haverá expediente para nós dois.

– E por que não?

– Bom... Nós dois seremos os homenageados da turma. Teremos que estar lá e participar do ensaio.

– Nós seremos homenageados? – espantou-se ela.

– Sim. Além disso o reitor pretende convidar os seus pais. Ele acha que a presença do Dr. Briefs pode aumentar o prestígio da universidade. A solenidade será transmitida para todo o país, pois os formandos irão todos trabalhar para o governo. Então será uma espécie de “vitrine”.

– Pode uma coisa dessas? Querem usar o nome da minha família para se promoverem. Cretinos...

– Eu sei que é chato isso Bulma. Mas você assinou um termo de compromisso não é?

– É verdade. Mas quer saber? Vou incentivar o papai a vir sim. Apesar de tudo, eu fui feliz de certa forma aqui nesses seis meses. E se ele não tivesse me convencido a vir para cá eu jamais teria conhecido você.

Ele a olhou profundamente. Já tinha consciência de que ela gostava de outro, mas quando ela falava dessa forma acendia nele uma ponta de esperança. Como tinha decidido esquecê-la mudou de assunto drasticamente.

– Eu saí com a Lunch ontem.

– O quê? Saiu com ela?

– É. Fomos àquele barzinho da zona boêmia da cidade, aquele em que você bebeu demais e dançou como louca à noite toda. — disse ele sorrindo.

– Ah, nem me lembre disso... – dizia ela fazendo uma careta ao lembrar da cena. — Mas conte aí como foi você e a Lunch?

– No começo estava tudo normal. Até que ela espirrou, assaltou e metralhou todo o lugar.

– Ai ai ai, isso é a cara dela... Mas e como você se saiu dessa?

– Bom, ela saiu de lá me puxando, me obrigou a acionar o carro novamente e fugirmos. Fomos perseguidos por policiais até os limites da cidade, quando ela atirou nos pneus da viaturas.

– Kami Samá!

– Mas quer saber Bulma? Eu... gostei.

– Você gostou? Você tá ficando maluco Glen!

– Não estou não. Ela é tão... Livre! Eu sei que o que ela faz é errado, mas ela faz o que quer. Ela é decidida e não tem medo de nada.

– Hum... Acho que você está apaixonado — disse ela dando uma piscadinha.

– Apaixonado? Isso não. Pelo menos ainda não. Não poderei me apaixonar até tirar uma certa garota de cabelos azuis do meu coração. – disse ele olhando-a nos olhos. Um daqueles olhares de derreter um coração. Ela enrubesceu. – Mas não posso negar que ela me instiga de alguma forma. Ela é sem dúvida, uma mulher surpreendente.

– Bom, eu tinha te avisado disso. Mas antes que você crie expectativas com ela, tenho que te avisar que ela acabou de saber que o homem que ela sempre amou, foi ressuscitado.

– Ela me contou isso. E pelo que eu entendi esse homem não liga muito para relacionamentos, não é?

– Isso é verdade. Acho que esse é um mal dos lutadores... – dizia ela pensando em Vegeta.

– Bom. Nós somos apenas amigos, e além disso acabamos de nos conhecer. Então vou deixar as coisas como estão.

– Entendo. Mas você gostou dela?

– Gostei.

Ela sorriu. Torcia para que eles se apaixonassem e ficassem juntos. Assim ela tiraria a culpa de não conseguir corresponder os sentimentos do cientista.

– Só mais uma coisa Bulma. – falou ele.

– Sim?

– Depois da solenidade, haverá uma festa mais informal na Dancing Queem. Você aceita ir comigo?

– Uma festa? Bem... – ela ponderava. Pensava no que Vegeta iria achar. Eles não tinham compromisso nenhum além do acordo de exclusividade sexual, mas ainda assim ela não se sentia muito à vontade.

– O que foi Bulma? – indagava Glen. – Por acaso está receosa por causa do sayajin? Se for isso eu entendo.

– Não é isso... É que eu fico meio sem graça depois do que aconteceu no último sábado. Eu temo pela sua segurança...

– Mas afinal, que tipo de relação você tem com ele? – perguntou Glen de forma incisiva. – Vocês estão namorando?

– Namorando não é bem o termo... Tivemos alguns encontros, é isso.

– Encontros? Vocês saem, ou o quê?

– Ah Glen esse assunto já é particular demais, não acha?

– Certo, certo, desculpe. – disse ele meio contrariado, já prevendo o que “encontros” significavam. – Bom se é assim então vou ver como faço.

– Eu vou com você.

– Mesmo?

– Sim. Não tenho nenhum compromisso formal com o Vegeta. Além disso ele nem se importa com o que eu faço ou deixo de fazer. Eu vou sim!

– Sei... Você sabe que merece muito mais do que isso não é Bulma?

Ela o olhava com admiração. Dava pra ver que Glen gostava dela de verdade. Infelizmente não podia sentir nada mais por ele do que amizade. Ela ficou um pouco sem graça e mudou de assunto.

– Vamos ao trabalho Glen? Temos muito o que fazer não?

– Certo.

Os dias passaram tranquilamente. Com muito esforço e estendendo o expediente, o dois conseguiram concluir todo o trabalho. Na sexta feira, os dois participaram do ensaio da solenidade. Na ocasião Bulma receberia também a outorga de PHD em Engenharia Robótica.

***

Era sábado. Finalmente tinha chegado o dia da solenidade. Finalmente ela estaria livre daquela obrigação de levantar cedo todos os dias. “Livre novamente!” pensava ela. Fora para a universidade por influência do Dr. Briefs e para descobrir algo sobre o Dr. Gero, mas seus planos não se concretizaram. Por outro lado, conheceu Glen que foi um amigo mais que especial ajudando-a superar um momento difícil que fora a traição de Yamcha e a ausência de Vegeta. E por falar em Vegeta por onde esse lunático andava? Desde da noite no laboratório, ele não aparecia. Não o tinha visto na cápsula de gravidade, nem no quarto, nem em nenhum lugar na Corporação. Parecia que ele tinha sido tragado pela terra. Será que ele não queria mais saber dela? Simplesmente cansou da “brincadeira”? Ela sabia que esse dia chegaria, só não imaginava que fosse tão rápido. “Bola pra frente, Bulma! Vá à festa, e divirta-se!” dizia ela para si mesma enquanto terminava de passar o batom em frente ao espelho. Admirou-se pela última vez: vestia um longo rendado azul Royal de alças fininhas totalmente colante exibindo as formas perfeita do seu corpo. Saltos altos prateados altíssimos e uma bolsa de mão da mesma cor completavam o look. Os cabelos estavam presos em um coque refinado com alguns fios soltos próximos à face. Estava linda, como ela mesma pode concluir. “Ora o que e isso Bulma? Você é linda de qualquer jeito!” dizia ela para si mesma dando uma risadinha.

Ela chegou ao centro de convenções acompanhada pelo casal Briefs que estava empolgadíssimo – Dr. Briefs por que queria rever alguns amigos cientista e a senhora Briefs porque adorava qualquer tipo de festa – e tomaram a atenção de todos no local. Aquela era provavelmente a família mais rica do mundo, sem falar que o Dr. Briefs, embora seja um homem meio amalucado, era o cientista mais importante do mundo. Durante a cerimônia, Bulma e Glen foram homenageados pelos formandos por orientarem tão bem as pesquisas, Bulma recebeu seu oitavo PHD o que foi motivo de espanto para os presentes e o Dr. Briefs fez um breve discurso sobre a importância da ciência para o bem da humanidade. Depois que os formandos receberam seus respectivos diplomas a cerimônia foi encerrada e depois de tirarem fotos e confraternizarem com suas famílias todos se dirigiram ao Dancing Queem – uma das boates mais badaladas da Cidade do Oeste. Bulma e Glen também iriam.

– Já estamos indo mamãe e papai. Vocês virão conosco? – perguntou Bulma ao casal Briefs que conversava com alguns amigos.

– Não querida, vamos à um restaurante jantar com os nossos amigos aqui. Esse tipo de festa é só para os jovens mesmo. Divirtam-se! – respondeu o Dr. Briefs.

– Ah, tudo bem. Nos vemos em casa então.

– Ah jovem Glen, continue aparecendo na nossa casa. Adoro jantar com homens bonitos – disse a senhora Briefs.

– Hahaha, tudo bem senhora Briefs. Para mim também é um prazer jantar com uma mulher tão bonita quanto a senhora – respondeu respeitosamente arrancando suspiros da mãe de Bulma.

– Vamos logo Glen antes que mamãe te obrigue a levá-la ao cinema. – disse Bulma sorrindo.

Os dois se despediram do grupo e partiram para a boate.

Notas finais
Vegeta desapareceu depois de perceber que a humana dominava os seus sentimentos. Vegeta é capaz de lidar com os inimigos mais fortes e poderosos, mas não pode medir forças com o que Bulma desperta nele. Ela, por sua vez, ficou triste com o desaparecimento dele, mas como ela mesma disse em um capítulo anterior: "eu não vou mais chorar por homem nenhum." Aceitou o convite de Glen e foi se divertir. Que consequências isso trará para a nossa história? Continuem acompanhando queridos, estou muito feliz com a a participação de vocês nos comentários. Bjos 1000!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.