Kobi- O primeiro amor a gente nunca esqeuce
1 Kobi- O primeiro amor a gente nunca esquece.
Notas iniciais
Nem parece que se passaram três anos, mas passaram e agora ali estávamos nós, no nosso baile de formatura do ensino médio, depois vinha faculdade, vida adulta... Desde de pequena sempre quis ser atriz, mas hoje vejo que não é isso que quero, eu quero mesmo é cursar gastronomia e quem sabe abrir um restaurante ou talvez um programa de televisão em alguma rede.
Ah algumas horas havia ocorrido aquela cerimônia de formatura, todos recebemos os diplomas, enfim, toda aquela baboseira. Depois disso fomos para o salão de festas que tinha na EM(escola mundial), pois a festa seria lá e estava lindo, tudo maravilhoso, na verdade nem tudo estava maravilhoso, todos estavam dançando com seus namorados e namoradas.
Valéria e Davi dançavam e se engoliam ao mesmo tempo, Alicia tentava fazer Paulo parar quieto na pista, Marcelina e Mario dançavam apaixonadamente, Jaime e Carmem dançavam lindamente e também intercalavam entre dançar e se beijar, Maria Joaquina e Daniel dançavam apaixonados também e Jorge e Margarida dançavam e brigavam, pois Jorge não parava de pisar em seu pé...
E eu ali, sentada em uma mesa chorando, enquanto intercalo entre vê-los dançar e obsevar certo ruivinho que mexia em seu celular. Eu jamais me esquecerei daquela cena, foi doloroso demais o ver aos beijos com Mariah. Toda vez que me lembrava daquela triste cena, ele e Mariah agarradinhos na casa dele, eu chorava. Minha maquiagem devia estar toda borrada e eu devia estar parecendo um zumbi.
...
Todos estavam dançando e eu ali, fingindo que mexia no celular. Se eu não tivesse estragado tudo a dois anos atrás, talvez estivéssemos junto a eles dançando apaixonadamente, mas por minha causa passaremos noite inteira sem fazer nada. Às vezes eu a olhava, ela estava linda, com um vestido curto e justo que a deixava ainda mais bela, porém quando a olhei novamente não vi nada a não ser a linda ruivinha chorando descontroladamente.
Sabe eu tinha uma enorme vontade de ir lá e abraça-la, mas eu não podia. Sua maquiagem já estava toda borrada de tanto chorar, eu ainda a amava e muito. Se tivesse a chance de concertar tudo eu não pensaria duas vezes, então de repente me veio algo na cabeça. Me levantei devagar e andei até onde ela estava, eu teria de fazer isso mesmo.
"Posso saber por que está chorando?" perguntei coma voz mais doce que consegui fazer naquele momento.
"Nada" ela diz não parando de chorar.
"Nada? Ninguém chora por nada!" falo limpando suas lágrimas "Sorri pra mim amor"
Ela sorri, mas logo ele se fecha.
"Não me chame de amor" Ela diz voltando a chorar.
"Ainda não consegue me perdoar né?" Ela só faz que não com a cabeça.
"É difícil te olhar todos os dias e não lembrar. Toda noite tenho o mesmo sonho, aquela cena" fico a encarando por um tempo e logo percebo uma lágrima escapando do meu rosto e ela nota.
"Eu também me pergunto todos os dias, o que poderia ter acontecido se eu não tivesse bebido naquela festa? Estaríamos juntos?"
"Estaríamos, mas por sua culpa não estamos" Ela fala séria e sai de lá.
Eu passo a me sentir um total culpado e fui um. Ela não errou em nada, foi a namorada perfeita já eu? Fui o pior! Aceitei o convite dos meninos pra ir em uma festa mas exagerei na bebida e fiz merd*.
...
Fui rapidamente pra fora da festa e corri para qualquer lugar, mas no meio do percurso cai e torci a perna. Estava doendo muito, eu gritava de dor mas não era ouvida. Eu tento me levantar mas caio novamente.
...
Sai a sua procura, rodei a escola inteira e nada, até ouvir um grito, que vinha certamente de perto da escada. Eu corri, só poderia ser ela e era ela, caída o chão com a perda dolorida, me deu um aperto no coração. Fui em sua direção a acudir.
"O que ouve Bibi?"
"Eu cai" Responde ela entre soluços e choro.
"Vem deixa e te ajudar"
"Não precisa eu vou ficar bem" ai que menina teimosa.
"Queee? Vai ficar bem? Bibi você torceu a perna!" Antes que ela disse se qualquer coisa eu a pego no colo e a leva até a enfermaria que estava aberta por causa da festa. A enfermeira lhe dá um par de muletas e então eu a ajudo.
Vamos até o pátio da escola e sentamos num dos bancos.
"Por que me ajudou?"
"Achou mesmo que eu ia deixar minha ruivinha em apuros? Negativo"
"Sua ruivinha?" diz ela coroada "Ainda me ama?"
"O primeiro amor a gente nunca esquece e eu sei que você ainda me ama também"
"Koki..." Eu a interrompi com um beijo, que era calmo, apaixonado e cheioo de saudades, muita saudade. Posso ter me esquecido de muita coisa nesses últimos dois anos, mas algo ficou preso em mim, o gosto bom do seu beijo que não se comparava ao de nenhuma outra. Logo que terminamos o beijo, com um selinho, eu pego uma mecha de seu cabelo e ponho atrás de sua orelha, então ao perceber que ela ainda chorava eu limpo seu rosto e digo-
"Calma, não tem mais o porque chorar ruivinha" Digo e dou um beijinho em sua testa.
...
"É que..." falo entre soluços "Eu não esperei um dia te beijar novamente" eu disse ainda chorando "Eu quero te perdoar, mas toda vez que me vem a lembrança daquela cena me bate uma raiva de ti "
"Então é só trocar essa lembrança por uma melhor como essa..." Ele me põe em seu colo e canta o refrão de um música que ela sabe que eu amo.
"We keep this love in a photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Our hearts were never broken
And time's forever frozen still..."
Enquanto ele canta ele acaricia meu cabelo me acalmando totalmente, livrando aquela cena terrível na minha mente e fazendo as lembranças boas do nosso namoro retornarem me deixando completamente apaixonada. Eu já o tinha ouvido cantar uma vez, mas não me lembrava que era tão bem assim. E logo que ele termina de cantar eu o abraço fortemente, deixa lágrimas de felicidade escaparem.
"Ei! Não chora" Diz ele me dando beijinhos no rosto.
"É que agora eu fiquei emocionada" digo chorando."Koki por favor, volta pra mim? Eu fui boba de não ter te ouvido e não ter acreditado em ti. Eu te amo!" Digo implorando.
"Eu volto mesmo se você não pedir" Ele fala e começa a me beijar, esse era um pouco mais quente que o outro. Poderia ter passado dois anos mas eu nunca esqueci do gosto bom do beijo dele. Eu nunca vou esquecer do quanto bom é o beijo dele e de como eu estava com saudade de poder passar horas só olhando pra ele e aquele sorriso lindo. Logo que o beijo termina ele me da um selinho, então eu saio de seu colo, sento do seu lado e então o puxo pela cola de sua camisa pra mais perto e digo-
"Agora você não sai de perto de mim ruivinho" Digo dando um rápido selinho nele, que logo o transforma em um longo e feroz beijo com algumas mãos bobas que ele deixa escapar e percorrerem pelo meu corpo. E então ficamos ali aos beijos e carinhos a noite toda, nem mesmo nos lembramos da festa que ocorria na escola, pois já estávamos em nossa própria festa...
Fim...
Fale com o autor