Knives and Pens
32 Capítulo 32 - Don't Cry
Notas iniciais
Poxa, Oi vocês. Já é domingo e eu ia postar domingo (acho que só falei pra WayToroIero, mas beleza, agora vocês sabem) e pronto u_u E VOCÊS ESTAVAM ME DEIXANDO ANGUSTIADAS COM ESSA CHORADEIRA, AMEAÇA DE MORTE E ALVOROÇO TODO! Poxa, leitoras! -q
Bem, tá aqui o cap. lixo que eu tentei fazer direito, mas DE NOVO, não deu. Música do Gãns im Rowzes -q Peguei mais pelo título mesmo #AxlMeDaSeuCabeloAntigo -qqq
Right, Boa Leitura e a gente se vê lá embaixo...
Capítulo 32
The Only One
Era como se tudo tivesse acabado, mas ainda restara à esperança, escondida em meio àquela escuridão. A calmaria havia permanecido, assim como as mãos dadas dos garotos que pareciam não ter sequer mais uma chance, que pareciam ter tido o ultimo momentos de suas vidas daquela forma, doloridos, rodeados de sangue de si próprios, mas juntos, um ao lado do outro, compartilhando o mesmo sentimento, até mesmo em uma hora tão sombria, em um momento tão triste e terminado por motivos estúpidos. Mas, para que se lembrar das memórias ruins se temos também oportunidade de lembrar as boas? Por que se deixar levar pela angustia e pelo sofrimento, se podemos seguir nossas vidas de cabeça erguida e pés firmes no chão, encarando tudo aquilo que lhe apavora, tudo aquilo que lhe faz mal e simplesmente lembrando que sempre terá alguém que te motiva a fazer tudo aquilo, alguém que te motiva a não desistir dos seus sonhos e de seus objetivos? Desistir. Um ato comum em todo ser existente, mas que deveria ser raro. Por que optamos por desistir ao invés de continuar lutando? É, para alguns, um caminho mais fácil de seguir quando se desiste, mas e tudo aquilo que você passou para chegar ali? Simplesmente jogar tudo para os ares, esperando que uma solução caísse do céu? E aquilo que lhe motiva? E o resto de esperança que sabemos que possuímos em nosso coração? Desistir é algo fácil de fazer, mas que, no final, acaba tornando as coisas cada vez mais difíceis. Mas certas vezes decidimos fazer o que é certo, e continuamos nosso caminho, com chuva ou com sol, com dor e sofrimento ou alegria e motivação, e sempre com esperança, que a cada passo se torna maior. E os dois garotos ainda mantinham esperança em seus corações, ainda mantinham esperanças um no outro e não se entregariam ao abismo com tanta facilidade, pois tinham algo pelo qual lutavam, tinham algo que os motivava, tinham um ao outro.
Em meio àquele clima frio de salas claras, rodeadas de maquinas que produziam barulhos muitas vezes quase inaudíveis, os garotos se encontravam distanciados por míseras duas salas, mas quem dissera que isso não era o suficiente para a saudade se tornar cada vez mais profunda?
Gerard levava a mão junto ao peito enquanto repousava sobre uma das camas do hospital. Sua feição era calma, mas ele permanecia pálido, com os lábios ressecados e esbranquiçados. Seu braço e sua perna permaneciam enfaixados e um de seus braços era conectado a uma bolsa de soro por um tubo. A máquina ao seu lado apitava em uma seqüência pausada por 3 segundos, conforme linhas preenchiam a tela de onde o som saía. O garoto abrira lentamente os olhos verdes, mas voltara a fechá-los devido à claridade excessiva do lugar. Tentou levar a mão até os olhos, mas uma outra fina o impedira, uma mão que ele conhecia muito bem e que por muito tempo segurara.
– Acalme-se, Gee. Já vou apagar as luzes. – a voz soou calma e era notável que quem a proferiu possuía certa ansiedade, esperança e felicidade na voz, logo o som de passos rápidos foi ouvido no quarto e Gerard notara que ao poucos o mesmo perdia sua claridade, logo abrira os olhos lentamente, suspirando com um pouco de dificuldade. Os olhos verdes foram de encontro com os tão parecidos com os seus, por trás de lentes grossas de óculos, o que fez com que ambos sorrissem de leve.
– Gee... – Mikey disse com os olhos brilhando. – E-Eu estou tão feliz que você está bem! Eu fiquei preocupado, principalmente depois que ouvi os tiros vindos do andar de cima e depois, quando fui solto, a única coisa que vi foram muitos médicos levando vocês dois para uma ambulância.
– Que bom que está aqui, Mikes. – Gerard disse calma e lentamente, um pouco rouco devido o fato de estar um bom tempo sem utilizar a voz. Sua expressão calma se tornara em uma confusa depois de um pequeno e breve silêncio. – Espere, onde você estava?
– “Ela” tampou minha boca e depois me jogara em meu quarto, com os braços e pernas amarrados. Linda acabou me achando, mas quando fomos ver já era tarde e ela já havia disparado a arma. Não sabíamos o que fazer e achávamos que nada mais poderia salva-los. Muito sangue fora perdido e...
–... Frank! – Gerard disse mais alto, arregalando os olhos. Ao mesmo tempo o som da maquina ficara mais rápido assim com os desenhos na tela. – Como ele está? Onde ele está? Eu preciso vê-lo!
Mikey suspirara com uma expressão desolada, o que causou mais desespero em Gerard.
– Bem, como Frank já havia sido torturado antes dos tiros, tendo vários cortes pelo corpo e nos pulsos, a situação dele foi ainda mais grave e... sinto muito, Gee, mas não sabemos se o que estão fazendo será o suficiente.
– Não... – Gerard ficara boquiaberto, logo seu olho se tornava marejado. – Não! Eu não vou deixar que isso aconteça! Nós ainda temos muito o que viver juntos! Por favor, Mikey, deixe-me vê-lo!
– Shiiu. – sussurrou o mais novo, levando o indicador até os lábios. – Acalme-se e fale mais baixo se não quiser chamar atenção. – Gerard assentiu e emudeceu. – Só vou lhe ajudar, pois não tem algo que me deixe mais feliz do que a felicidade do meu irmão. – falhara ao segurar um sorriso que insistia surgir em seus lábios e os olhos de Gerard brilharam radiantes. – De fato, eu já ia ter de tirar a bolsa de soro, pois o mesmo já havia acabado. – deu de ombros, enquanto tirava com cuidado a agulha da veia do irmão; Ao fazer colocara um algodão sobre o pequeno furo, em seguida um curativo para segura-lo. Gerard não aguardou o irmão terminar e logo lhe envolvera em um abraço apertado, porém dolorido devido o braço recém-baleado e o mesmo retribuiu. Ao se soltar, Mikey pegara as muletas do canto do quarto e as entregou ao irmão, ajudando o mesmo a descer da cama e se apoiar. Caminharam até a porta e Mikey certificou de que ninguém estivera no corredor, apesar de o hospital não ser muito movimentado e serem poucos os que lá estavam internados ou que trabalhavam. Deu passagem para o irmão e lhe lançou um olhar e sorriso encorajador.
– Boa Sorte. Dois quartos à frente. – disse calmo e Gerard sorriu, assentindo. Logo tentara caminhar um pouco mais rápido, mas não estava acostumado com muletas. Passou os dois quartos com o coração cada vez mais acelerado. Suspirou, colocando a mão na maçaneta dourada e a girando lentamente para não fazer sequer um mísero barulho. Abriu a porta da mesma forma e permaneceu imóvel por um tempo ao que vira Frank, agora tão inofensivo, deitado sobre a cama, rodeado de aparelhos e com panos envolvendo seus braços e pernas. Gerard entrou em silêncio, já deixando que as lágrimas deslizassem por seu rosto cada vez mais pálido. Fechara a porta e caminhara até o menor, sentando com cuidado na beira da cama, não contendo o aperto em seu coração, não contendo a dor que sentia. Viu que o rosto machucado do menor possuía uma trilha úmida e assim levara o polegar para, com cuidado, limpa-la e acariciar lhe o rosto. Seus lábios esbranquiçados possuíam cortes fundos e estavam levemente entreabertos. Gerard liberou mais algumas lágrimas antes de se aproximar do menor com cuidado e lhe selar os lábios, conforme segurava nas mãos do mesmo. Ficou por longos segundos daquela forma, logo se afastou com a dor ainda mais profunda. Permaneceu fitando o garoto conforme acariciava sua mão e fechou os olhos, manchando ainda mais seu rosto.
– Vai ficar tudo bem, Pequeno. Ainda temos muito que viver juntos, não? – Disse baixinho para que apenas ele e, suposta e imaginariamente, Frank escutassem.
– Gee... – depois de alguns minutos, um sussurro quase inaudível saíra da boca do garoto como resposta após o mesmo apertar a mão de Gerard carinhosamente. Gerard abriu os olhos marejados e seus batimentos falharam, logo se virou para onde o garoto e o mesmo tinha os olhos levemente abertos, por sorte a iluminação era fraca naquele cômodo.
– Frank! Você...
– Amor... – disse com a voz falha e baixa, deixando que algumas lágrimas deslizassem por seu rosto ferido. – Você está aqui! Eu senti sua falta!
– Eu também, Pequeno, você não sabe como... Como você está?
– Antes de você chegar, nada mais fazia sentido. Eu pedia para que as tentativas de me manterem vivo falhassem, pois sem você eu não iria a lugar algum. – disse pausadamente. – mas e você, Gee? Ainda está ferido, não deveria estar aqui...
– Frank, – Gerard disse sério e o menor, ao que sentara na cama com a ajuda do maior, assentiu para que o mesmo continuasse. Suspirou e encarou os olhos esverdeados que nunca ousavam sair de sua mente, que sempre lhe tiravam suspiros e causavam devaneios. – Eu fui o primeiro a segurar em sua mão e prometo que serei o ultimo a fazer isso, nem que seja em os únicos segundos restantes de nossas vidas. E eu nunca ousarei soltar, pois sem você eu sou apenas mais um ser inútil jogado na terra, pois você é minha esperança, minha motivação, meu coração, minha vida. E Eu nunca conseguirei seguir meu caminho sem você ao meu lado, sem você me dando forças para acreditar na vida, pois ela sem você simplesmente não faz sentido algum para mim. Eu sempre estarei ao seu lado, seja qual for o momento. Eu juro.
– Gee... – o menor tinha os olhos esverdeados marejados e os mesmos brilhavam em sua orbitas. Uma de suas mãos tampava a boca e ele sequer ligou para os tubos e panos que os envolvia ao que abraçou o garoto com força, selando seus lábios em um ato desesperado, não ligando para os cortes. Gerard se assustara com o ato repentino, mas não ousou se recuar ou recusar, retribuindo o beijo conforme suas mãos se direcionavam para a cintura do menor. Aquele gosto, aquela sensação que almejavam a cada segundo novamente voltara e os garotos ainda não acreditavam que aquilo realmente acontecia, que a vida lhes dera outra chance, outra chance de viverem juntos. E os garotos mereciam aquilo, mereciam um ao outro, mereciam a tal chance, pois para chegar até ali já haviam passado por tantos obstáculos, por que se rebaixariam a esse? Por que desistiriam de algo que lhes mantinham de pé e cabeça erguida? Por que desistiriam da vida, do amor?
Não decidiram aprofundar muito o beijo, afinal ainda não estavam recuperados e os ferimentos na boca do menor eram extremamente sensíveis, mas isso não era motivo pra terem de afastar os lábios que tanto aclamavam um pelo outro. Permaneceram mais um longo e bom tempo daquela forma, fechando os olhos conforme mais memórias eram guardadas, mais sensações se formavam e mais suspiram escapavam. O nariz fino roçava contra o outro, que no momento não possuía o tão costumeiro piercing em sua lateral, de forma carinhosa.
– Garotos... Ah, acho que estou atrapalhando, desculpem-me. – uma voz baixa e conhecida ecoou no quarto silencioso após um leve rangido proveniente da porta do mesmo, logo, os lábios juntos se afastaram, sendo estampados por sorrisos leves. Viraram o rosto para confirmar quem eram – por mais que não fosse necessário – e por pouco não viram as roupas escuras de Max, que fechava a porta.
– Max! – Gerard usou o tom máximo de sua voz no momento e por sorte a mesma não falhara, impedindo o garoto de prosseguir. Um suspiro foi ouvido e o garoto se virara lentamente, com um sorriso nos lábios e não pensou duas vezes até correr até os amigos e, com cuidado, lhes abraçar carinhosamente.
– Vocês estão bem! – ele disse baixo, em tom alegre.
– Claro que estamos, Max. Achou que deixaríamos nossos amigos tão facilmente? – A voz rouca de Frank já era mais nítida, e a mesma possuía divertimento e ao mesmo tempo emoção. O sorriso em seus lábios e nos de Gerard – que ainda pareciam se tocar – não fazia questão de desabrochar. – E você? Seu olho está meio roxo e inchado, aconteceu algo?
– James nos impediu de ajudá-los. Quando fomos avisados por um numero estranho no celular de que vocês estavam em perigo, Eu e Ronnie decidimos ligar para Zacky e Brian e seguirmos até sua casa, mas no meio do caminho James apareceu com alguns garotos e descobrimos que era parte de sua armadilha, sendo assim ele nos prendeu em um galpão próximo onde estávamos, antes nos dando pontapés. No galpão também estavam Tom e Peter, igualmente amarrados e com alguns machucados no rosto.
– Como ele pode... – Gerard ouvia boquiaberto, assim como Frank, cada palavra que o amigo proferia.
– Então, passado algum tempo, alguns policiais apareceram e acabaram levando James e os outros garotos, nos soltando, mas já era tarde demais, vocês já estavam sendo levados para o hospital e parecia que não havia mais esperança. Então, três longos dias se passaram e cá estou, junto de vocês novamente. – sorriu, acompanhado de um suspiro e de um brilho intenso nos olhos verdes. – E podem contar comigo para o que der e vier.
– Obrigado, Max. – Frank sorriu, com os olhos ainda mais brilhantes. – Por ter nos aceitado como amigos, por ter nos ajudado, por ficar conosco até mesmo nas horas ruins.
– Não precisa agradecer nada. Se eu pudesse eu faria algo melhor, mas as vezes essas coisas são mais necessárias.
– Pode ter certeza. – Gerard sorriu, também com os olhos verdes brilhando radiantes. – Mas e Ronnie? Zacky e Brian? Onde estão?
– GERD! FRANKIE! – Ronnie surgiu na porta, com uma expressão animada e um pouco incrédula, logo correra até os garotos e ia lhes envolver em um abraço, porém a mão de Max o segurando pelo braço interrompeu-lhe.
– Ron, eles ainda estão feridos! – O garoto fizera uma expressão entediada, revirando os olhos.
– Ah, desculpe amor, havia esquecido. – Ronnie corou de leve e mordeu o lábio exterior, voltando os olhos para os pés. Max apenas riu e dera um beijo leve na bochecha do outro.
– Tudo bem, sei que os 3 dias foram longos... – disse corado. – Cuidado com os machucados.
Ronnie sorriu abertamente e um brilho ainda mais intenso surgiu nos olhos escuros. Puxou de leve o queixo de Max e selou os lábios do garoto rapidamente, o mesmo corou. Andou até Frank e Gerard, que possuíam os sorrisos que só eram presentes ao que viam algo que envolvia os dois amigos. Com cuidado, Ronnie abraçou os amigos, sorrindo cada vez mais.
– E mais uma vez vocês conseguiram, não? Venceram mais uma fase. Juntos.
– E assim sempre será, pode ter certeza. – Gerard sorriu, apertando carinhosamente a mão de Frank. Ronnie retribuiu o sorriso, logo o barulho na porta fora ouvido novamente.
– Frankie! Gee! – Zacky, que possuía um curativo na testa, fitou boquiaberto os dois garotos e avançou o passo até os mesmos, puxando Brian consigo, pois segurava sua mão. — Vocês estão bem?!
– Zacky, Syn! – Frank disse ainda baixo e em um tom animado. — Sim, por sorte estamos. – sorriu.
– Ainda bem! Nós achamos que... Não havia mais nada a fazer... – Brian disse pausadamente, sentindo um nó em sua garganta.
– Mas dera tudo certo, felizmente! – Gerard disse enquanto retribuía o abraço dos garotos, assim como Frank.
– Isso não foi apenas sorte, Isso é o que eu chamo de amor... – Ronnie disse calmo enquanto possuía os braços envolvendo a cintura de Max e a cabeça apoiada em seu ombro. Os garotos sorriram e assentiram com a cabeça; Gerard e Frank se entreolharam, suspirando e sibilaram um “Eu te amo” de forma discreta, mas suficiente para que apenas os dois entendessem.
– Já sabem da boa noticia? – Ronnie se pronunciara novamente para os garotos após alguns minutos em que conversavam ambos os 6 sobre algo. Assentiram para o garoto prosseguir e o mesmo sorriu. – Donna foi presa.
– Isso... Isso é ótimo! – Gerard se pronunciou boquiaberto, incrédulo, mas logo ficou com uma expressão confusa. – Mas, então não poderei morar sozinho com Mikey? Pois, por mais que vivíamos praticamente assim, ela ainda morava lá e tinha nossa guarda.
– Bem, avaliaram o caso de vocês e acabaram sabendo que Donna nunca permanecia em casa e que você sempre tomava conta de tudo ali, principalmente de Mikey. Então, com isso, deixaram que vocês continuassem na casa. – Ronnie suspirou. – Mas, como vocês são menores de idade, a lei não permitira isso ao menos que algum parente distante viesse morar com vocês.
– Mas não conhecemos nenhum deles e, a propósito, todos não gostariam de sequer respirar o mesmo ar que o meu. – Gerard estava sério, tentando achar uma forma de resolver a situação. – Maldita lei, eu já estava à procura de um emprego de meio período ou algo do tipo, pois é o suficiente para eu e Mikey...
–... Minha mãe não se importaria de abrigar vocês dois, mas minha casa é pequena e... – a voz de Frank, que permanecia silencioso, soara baixo, mas o suficiente para os garotos ouvirem, inclusive Gerard.
– Não Frankie, não precisa. Nós arrumamos um jeito. – disse sério. O menor abaixou a cabeça e mordeu o lábio, sentindo uma ardência pelo mesmo estar machucado, mas não ligara. Gerard suspirou e levantou o rosto do garoto de leve fazendo-o lhe olhar nos olhos, acariciando sua mão. – Pequeno, não precisa se preocupar. Estou falando sério.
– Desculpe... Queria poder ajudar... – disse mais baixo, apertando a mão de Gerard.
– Só de você estar aqui já é uma ajuda e tanto pra mim, pode ter certeza. – sorriu, com um tom calmo na voz enquanto acariciava de leve o rosto do menor, que suspirou, desviando o olhar, um pouco corado. Gerard balançou negativamente a cabeça e revirou os olhos, mordendo o lábio fino. Os garotos lhe olhavam com um pequeno sorriso desolado e Max sibilara um “Isso é normal, não se preocupe.” Gerard concordou e se aproximou de Frank, lhe abraçando carinhosamente conforme o deitava com cuidado em seu peito.
– Bem, Gee, minha mãe ficou sabendo de tudo o que aconteceu, inclusive isso, e disse que não havia problema algum de vocês morarem conosco. – Ronnie disse calmo, com um sorriso leve, porém encorajador. Gerard lhe olhou um em uma mistura de confusão e incredulidade, pois não é todo dia que alguém lhe oferece abrigo. – Minha casa é grande para apenas duas pessoas morarem e temos dois quartos sobrando, mas se quiser, o porão está vazio. – riu de leve, lembrando que o quarto do amigo se localizava no porão e os outros garotos lhe acompanharam, até mesmo Frank que parecia triste. – Mas enfim, aceitaríamos vocês de braços abertos.
– Ronnie... Eu não quero atrapalhar vocês, muito menos Mikey... Não precisam se preocupar com isso...
– Atrapalhar!? – questionou o garoto incrédulo e Max se assustara de leve, pois Ronnie lhe abraçava e permanecia calmo, mas logo aumentara um pouco o tom de voz. – Imagine o quão incrível seria! Ter dois irmãos, algo que sempre quis! – sorriu, com os olhos brilhando e, novamente os garotos riram.
– Tem certeza disso Ronnie? – Gerard perguntou um tanto quanto incerto, corado e Ronnie sorriu ainda mais.
– Certeza absoluta.
Gerard suspirara e sorriu, com um brilho nos orbes verdes.
– Então terei o maior orgulho de ter mais um irmão. – riu de leve e Ronnie aumentara seu sorriso, com os olhos ainda mais brilhantes e soltara Max, andando pelo quarto.
– Então preciso avisar minha mãe, precisamos avisar Mikey, preciso deixar tudo pronto para quando você sair do hospital, precisamos...
– Acalme-se, Ron! – Max disse rindo. – Eles ficaram mais alguns dias aqui, esqueceu?
– Ah é, havia me esquecido. – sorriu amarelo, encolhendo os ombros e Max apenas revirou rindo e segurou a mão do garoto.
– Bem, acho melhor já irmos indo, afinal, sua mãe que te ver, Frank. – sorriu e o menor levantou um pouco a cabeça, aumentando de leve o sorriso em seu rosto ao se lembrar da mãe. Assentiram com a cabeça, sorrindo. Brian e Zacky entrelaçaram os dedos e suspiraram.
– Qualquer coisa que precisarem podem contar conosco também, certo? – Zacky disse com um sorriso sincero e os garotos assentiram, retribuindo. – Fiquem bem. Voltamos amanhã.
– Não se preocupem e obrigado, por tudo. – Gerard sorriu.
Os garotos adiantaram o passo e caminharam até a porta onde Ronnie e Max esperavam. Ambos os quatro acenaram com a cabeça e logo não estavam mais no quarto.
Frank suspirou ainda cabisbaixo, e Gerard segurara seu queixo, levantando de leve o rosto do mesmo, lhe fitando preocupado.
– O que houve, Pequeno? Por que está assim?
– Toda essa confusão... É culpa minha, não? Você levou os dois tiros, pois fora me salvar. Depois de que nos conhecemos, as atitudes de James foram cada vez mais cruéis, chegando a até envolver seu irmão. Você quase morreu, e foi tudo minha culpa.
– Frank, nunca mais diga uma coisa dessas. Nunca. O motivo de eu estar vivo hoje, independente do que aconteceu a 3 dias, 5 meses atrás ou qualquer outro momento, é nada além de você. Você que me fez continuar tudo que eu estava prestes a esquecer, me fez largas as lâminas e me afastar do precipício, me afastar da solidão, da tristeza e de tudo que me deixava mal. Você é mais importante que qualquer outra coisa nesse mundo pra mim, Frank!
Frank ficara instável, sem reação, conforme mordia o lábio inferior, segurando as lágrimas, mas não agüentara mais; Sequer ligara para os ferimentos e tubos, se jogara nos braços de Gerard, lhe abraçando com força conforme liberava as gotas grossas e salgadas, que manchavam o rosto ferido. Gerard sentiu um nó em sua garganta e retribuiu o abraço com cuidado, suspirando conforme balançava a cabeça negativamente.
– Não, Meu amor, não chore... – disse num sussurro, acariciando os fios negros e levemente bagunçados do menor. Afastou-lhe de seu peito com cuidado e levou as mãos até o rosto do mesmo, fazendo-o lhe olhar com os belos olhos verdes marejados e avermelhados. – Escute, esqueça tudo isso, certo? E pare de chorar e se culpar. Você é o que eu tenho de mais precioso nessa vida e em momento nenhum você fora a culpa dos meus problemas, pelo contrario, você só me ajudou a resolvê-los, me apoiando, estando ao meu lado e sendo a pessoa que eu mais amo e sempre amarei. – disse calmo, sorrindo de leve e Frank assentiu, piscando algumas vezes enquanto soluçava. Gerard limpou com cuidado as lágrimas que manchavam o rosto bem desenhado de Frank e o menor entreabriu os lábios.
– G-Gee... – disse com a voz falha e chorosa. – Eu sempre estarei ao seu lado, não importa quando. Eu te amo muito. Obrigado... por tudo.
– Eu também te amo muito e sempre estarei ao seu lado, Pequeno. Para o que der e vier. – sorriu e o menor retribuiu, com um brilho nos olhos levemente inchados. Os dois mantinham uma pequena distância entre seus rostos e decidiram terminá-la, juntando os lábios cheios com os finos. Aos poucos o beijo se intensificava; Gerard pedira passagem e o menor cedera, fazendo com que as línguas finalmente se encontrassem para realizar aquela graciosa dança que costumavam fazer, gerando sentimentos infinitos e intermináveis nos dois corpos ali presentes. Passou-se um tempo até que o ar, como de costume, começara a fazer falta; Os garotos se afastaram e sorriram, se abraçando novamente.
Gerard ajustou a cama de hospital de forma que ficasse inclinada para o menor se sentar e, como a cama era espaçosa, fizera o mesmo que Frank, se sentando ao seu lado, segurando-lhe a mão.
Passaram-se Alguns minutos até que a porta novamente fizera um leve barulho, logo a figura emocionada de Linda aparecera e Frank levantara o corpo, com os olhos brilhando.
– Mãe...
– F-Filho... – a mulher correra até o garoto, lhe envolvendo em um abraço carinhoso e sendo retribuída conforme seus olhos marejavam. – Não estou acreditando...
– E-Eu senti sua falta, mãe!
– Eu também, meu amor! Você está bem?
– Estou, graças a vocês. E a senhora, não se machucou?
– Não, mas isso não importa. O que importa é que vocês conseguiram, garotos! – Ela sorriu, limpando a lágrimas após soltar o filho e os meninos sorriram, de mão dadas.
– Conseguimos, Mãe.
– Pois tínhamos um ao outro. – Gerard sorriu, suspirando e a mulher concordou, andando até o mesmo e lhe abraçando e o mesmo retribuindo.
– E muitas histórias para criar futuramente. Podem ter certeza. – Ela riu de leve, soltando Gerard que também rira, junto de Frank.
E os garotos, de fato, teriam ainda muitas aventuras a seguir pela frente, muitas histórias emocionantes para criarem, e tudo isso junto, pois Frank não necessitava nada além de Gerard, Gerard não necessitava nada além de Frank e assim seria até os últimos segundos restantes. Juntos. Vivendo. Amando.
Notas finais
Eu: Milagres.
POXA, VOCÊS ACHARAM MESMO QUE EU IA MATAR ELES? Tudo bem que o final do cap. passado "Eles se entregaram a escuridão. BOO!" e tal foi tipo "Eles morreram", MAS GEEZ, LEITORAS! EU DISSE QUE TERIA EPÍLOGO. COMO TERIA EPÍLOGO COM ELES MORTOS? FANTASMINHAS?
Falando em fantasminhas, descobri que tenho 17 leitores e praticamente só 6 me mandam review U_U tudo bem, tudo bem...
ENFIM, TÁ AI O CAP. MELOSO COM ELES VIVOS. PRONTO. Parem de me odiar e fica tudo beleza, ou eu daqui a pouco não vou precisar mais de lâminas por causa das ameaças de morte, porque né?
Bem, mas como nada dura para sempre, lamento em dizer que esse foi o penúltimo cap. T_T ou seja, tem mais um e o epílogo.
e ExplosiveCherryPie, bem vinda sua fofa ♥
Bem, eu tinha dito que seria no meu aniversário(Dia 15 - Domingo que vem, mais um ano dessa inutilidade humana aqui!) o ultimo cap, mas preferi deixar o epilogo nesse dia, então não sei quando vai ser o próximo.
Desculpem o blablabla e o lixo que leram acima (sim, o cap).
Oyasumi (Ou um quase Ohayou) e obrigado pelos reviews furiosos, fofos e tristonhos ^^
VÃO DORMIR!
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