Knives and Pens
34 Capítulo 34 - Baby's Coming Back (Final - 2)
Notas iniciais
VÃO LER ESSE LIXO QUE ESCREVI!
Capítulo 33 (Final – 2)
Baby’s Coming Back
Jersey, 30 de Outubro de 2002
As folhas secas e alaranjadas das árvores de um dos parques de Jersey caiam graciosa e lentamente, forrando a grama em diferentes tons. Os belos raios de sol do fim de tarde tornavam aquela época, o outono, ainda mais agradável, junto do não tão intenso frio que fazia, afinal, não faltava muito além de um mês para o inverno. A cidade permanecia calma; as poucas pessoas que se viam pela rua eram algumas crianças acompanhadas de suas avós e avôs, adultos que voltavam de seus trabalhos, sempre acompanhados de seus costumeiros cafés em copos, alguns casais que passeavam pelas calçadas, procurando algo nas vitrines das poucas lojas dali, onde consequentemente entravam, e um garoto perdido em seus pensamentos, que fitava suas mãos e suspirava ao que fazia. As vezes, levava estas para dentro do bolso de seu sobretudo, mas rapidamente as tirava dali, voltando a fita-las, as vezes levando a ponta dos dedos até os lábios, os tocando levemente. A brisa leve bagunçava seus fios curtos e negros, fazendo com que a franja tampasse ainda mais os olhos esverdeados, mas o garoto não ligava. Seus pensamentos e memórias ficavam cada vez mais profundos, assim como a saudades que sentia crescer dentro de si a cada segundo.
Continuou a caminhar pela rua até chegar a outro parque, o parque que, por mais que fizesse a saudade, os pensamentos e as memórias ficarem mais profundos, era onde ele se sentia com ele. Era onde as boas memórias passavam por sua mente como se estivessem acontecendo naquele exato segundo. Suspirou ao ver as flores cor-de-rosa, quase brancas, das árvores de cerejeira, lembrando as tantas coisas que ali aconteceram, começando pelo seu aniversário de 15 anos, quando ganhara seu cachorro, Artie. Assim como costumava ser, o parque permanecia com a mesma “população”, continuava sendo a parte da cidade onde os grupos que não se encaixavam na “sociedade normal” costumavam ficar sem ninguém os atrapalhando. Caminhou até uma cafeteria não muito movimentada e decidiu pedir um chocolate-quente. O cheiro de cafeína lhe lembrando o vício de seu amado, conseqüentemente seu cheiro, mas da mesma forma, não era igual. Pra o garoto, nada seria igual ou bom o suficiente para lembrar o outro, afinal, em sua opinião, ele era único. Pagou a garota do caixa e pegou sua bebida, logo saindo do local, voltando a caminhar. Foi para a parte mais vazia do parque, onde não havia nada além dos bancos de madeira, as diversas árvores e algumas lojas desocupadas; A sua frente, nada além de um pequeno muro e a vista para a cidade, pois, diferente de outros parques, onde estes se localizam nos centros das cidades, este nunca fora especificamente um; Era apenas uma rua larga e sem saída, onde em seu centro fora construído uma espécie de parque com espaço para comercio nos dois lados de sua calçada. O local onde o garoto ficara era o fim da rua.
Suspirou, levantando a cabeça que permanecia baixa desde que saíra de casa e fitou o céu que começava a escurecer, este com uma tonalidade arroxeada e ao mesmo tempo alaranjada devida ao sol que se escondia, dando espaço para a lua e as estrelas.
– Está ficando tarde... – Murmurou para si mesmo, em seguida bebendo um gole de seu chocolate. – Não planejo voltar tão cedo...
Esperou alguns minutos, fitando ainda o céu conforme bebericava a bebida quente do copo. Não demorou muito para seu celular tocar. Seu coração se acelerou ao pensar nas possibilidades de ser ele, ou apenas uma noticia do mesmo. Abriu o aparelho e não esperou para ver quem seria.
– Alô?
– Oi Frank, é o Max. – A voz do amigo soou um pouco diferente do outro lado da linha.
– Ah, Oi Max. Aconteceu algo?
– N-Não. É que... Eu liguei na sua casa e sua mãe disse que você havia ido a um parque aqui perto, mas não sabia qual...
– Ah, estou no parque de sempre, das cerejeiras... – suspirou.
– Ainda está assim, Frank? – Max disse com a voz calma, porém levemente preocupada.
– E por que eu não ficaria? – o menor disse baixo, com a voz falhando.
– Frankie, o Gee volta no Natal! Por mais que ele não vá conseguir vir amanhã, faltam apenas um mês e alguns dias!
– Mas parece uma eternidade...
– Logo passa... B-bem, você... Vai voltar tarde?
– Sim, talvez eu passe a noite aqui, não estou com vontade de ficar em casa... Se quiser, pode vir junto com os garotos...
– A-Ah, não Frank, obrigado. Zacky e Brian tem alguns assuntos para resolver e acho que Ronnie está gripando, não seria bom deixá-lo sair. Desculpe.
– Ah, sem problemas. Melhoras para ele...
– O-Obrigado. – Disse como se desse um sorriso.
– Max, aconteceu algo? Você está estranho...
– N-Não! Não aconteceu nada... Está tudo bem! Hum... Ronnie está me chamando. Até mais, Frank. Vemos-nos amanhã! Feliz Aniversário adiantado!
– Obrigado, Max. Até mais. – disse, logo desligou, voltando a guardar o aparelho no bolso e bebendo o chocolate, perdido em pensamentos.
...
O céu arroxeado já havia se tingido em uma tonalidade de azul escuro, quase negro, com diversos pontos brilhantes sobre si e a lua, que devido a fase que se encontrava, não iluminava tanto quanto quando estava cheia.
Frank suspirou novamente enquanto fitava os dois anéis, tanto o de sua corrente quanto o de seu dedo e desejou que dezembro chegasse logo e que, ao contrario do que acontecera no começo do ano, nenhum imprevisto ocorra mudando a data de volta de Gerard para Jersey.
Gerard voltaria em março daquele ano, porém uma mudança de ultima hora ocorreu, fazendo com que ele tivesse de passar mais alguns meses em Nova York e apenas voltasse em dezembro, sendo assim, fora como se ele teria de ficar mais um ano. Frank já não aquentava mais aquela falta que ele lhe fazia, mas, para o bem do futuro do amado, ágil naturalmente perante os intermináveis meses que teria de esperar.
E lá se passara os tais meses e agora faltava apenas um mês e alguns dias, pois Gerard voltaria na véspera ou no próprio Natal. Não conseguiria passar o aniversário de Frank junto do próprio pois um evento importante aconteceria e ele teria de apresentar seu desenhos neste. Frank entendeu e tentava não demonstrar a tristeza que lhe corroia, mas seus olhos não negavam suas verdadeiras emoções. Decidiu passar a noite da véspera de seu aniversário no parque, pois, como já dito, era onde ele se sentia ao lado dele, mesmo não havendo sua verdadeira presença. Era onde ele conseguia sentir o toque dos braços lhe envolvendo, o toque da mão que lhe acariciava o rosto ou dos dedos entrelaçados aos seus, onde ele sentia a respiração quente e o toque dos lábios finos contra os seus; Era onde sentia o que mais tinha falta, o que mais necessitava.
– Mas não estamos longe um do outro... O anel nos liga, a saudade, o amor eterno que sentimos um pelo outro... Nunca estaremos distantes, de fato... – Murmurou para si e sorriu de leve, suspirando e lembrando-se do ultimo encontro que tiveram antes de Gerard partir.
Ficou mais um longo tempo ali sentado, com uma estranha sensação lhe acometendo, junto da dedução de que alguém lhe fitava discretamente. Mentiu para si, fingindo ser algo de sua cabeça e se levantou, caminhando até a loja de doces que permanecia aberta, por mais tarde que já fosse. Adentrou o local calmo de luz fraca e amarelada, logo avistando a senhora que cuidava dali, a mesma sorriu e Frank retribuíra, indo até as diversas prateleiras cheias de doces que ali havia. Procurou um dos chocolates que ele e Gerard mais gostavam, mas não achou nenhum destes e acabou pegando um comum e algumas balas. Foi até o balcão e colocou os doces ali.
– Boa Noite, Senhora Yagami. – Disse simpático á senhora japonesa. Só depois notara que, á seu lado, havia seus dois filhos e um amigo do mais velho que comia alguns doces, o mesmo, ao contrario dos outros, era inglês. – Olá Sayu, Raito, Lawliet.
– Olá. – disseram em uníssono.
– Boa Noite, Querido. Só isso? – Disse a mulher enquanto passava as compras do garoto na maquina e colocava em uma sacola.
– Sim. Bem, aquele chocolate...
– Desculpe, o ultimo fora levado agora pouco por um garoto...
As crianças soltaram risadas baixas e a senhora fizera um gesto discreto para as mesmas pararem.
– Ah, entendo. Não se preocupe. – sorriu. Logo entregou o dinheiro para a mulher. – Obrigada, até mais. – disse se despedindo da senhora e das crianças, logo saíra da loja e voltou para onde estava. Abriu o chocolate que comprara e quebrou um pequeno pedaço do mesmo, o degustando. A sensação ainda não havia passado, assim como o sentimento de que alguém lhe observava. Olhou para trás e se deparou apenas com o caminho da praça sendo iluminado pelas lanternas de papel presas na frente das lojas, o que deixava o ambiente ainda mais agradável. Suspirou, balançando negativamente a cabeça e voltando a se virar para frente. Pegou seu celular para ver que horas eram, imaginando ainda ser cedo, e se surpreendeu ao notar que faltava menos de um minuto para meia noite, consequentemente seu aniversário. Em poucos segundos, os 23:59 se tornaram 00:00. Suspirou e se assustou ao que, em seguida, recebera uma mensagem. Seus olhos brilharam ao ver que era de Gerard.
“Feliz Aniversário, Meu Amor! Eu te amo muito. Estou morrendo de saudades!”
Frank sorriu, sentindo os olhos marejarem.
“Obrigado, Amor. Também te amo muito e estou com saudades!”
“O que vai querer de presente?”
“Que dezembro chegue logo. Que você volte para cá”
“Uhm... desculpe-me, Pequeno, mas... acho que isso vai ser ‘um pouco’ difícil... porém, eu já tenho um presente em mãos...!”
“O que?!”
“Olhe para trás...”
– Mas... o quê... – Frank se virou para trás, mas mal terminara e já sentiu seus lábios sendo grudados á outros, estes extremamente familiares e almejados pelo garoto. Assustou-se, mas era aquele toque. O toque que sentia tanta falta. O toque que necessitava. Ficou estático com os olhos arregalados, incrédulo, achando que aquilo era apenas um sonho, mas sabia que estava mentindo, afinal, desde quando sonhos seriam realistas a ponto de um beijo ser tão tocante e perfeitamente sentido por aquele que faz parte deste? Os lábios se afastaram lentamente, mas a distância era pequena, fazendo com que o nariz fino roçasse contra o de Frank. Os olhos esverdeados, brilhantes e marejados encaravam os verdes, também brilhantes e marejados que, assim como o de Frank, era, um deles, tampado pelos fios negros da franja.
– Feliz Aniversário, Pequeno.
– Gee...!? M-Mas, como... Você voltaria apenas em dezembro e teria que ir a uma exposição hoje! E como soube que eu estava aqui!?
– Mais mudanças ocorreram. Consegui terminar tudo o que teria de fazer nos próximos meses antes e a data da exposição foi mudada alguns dias depois que lhe avisei que não poderia vir. — disse calmo, logo riu de leve. — Max.
– Então foi por isso que ele gaguejava conforme falava comigo... — disse lentamente, entendendo. — Então por que não me contou!?
– Porque queria fazer uma surpresa de aniversário, Pequeno! – Gerard disse, mordendo o lábio inferior em um jeito infantil conforme abaixava a cabeça e corava de leve. – Me desculp- Não terminou de falar. Fora interrompido por um abraço apertado do menor. Suspirou e sorriu, retribuindo.
– E-Eu senti tanto a sua falta, Gee...! Eu já não estava agüentando mais... – A voz do garoto saía falha.
– Mas agora eu estou aqui, Pequeno! – Gerard segurou nos ombros de Frank, lhe posicionando á sua frente para o mesmo lhe encarar. Segurou uma das mãos do garoto enquanto a outra limpava a curta trilha úmida já presente no rosto belo que há tanto tempo gostaria de voltar a tocar. -... E sempre estive, sempre estarei. – Sorriu e o menor retribuiu, apertando a mão do outro com mais força, porém de uma forma carinhosa. Encararam-se por mais um pequeno tempo, logo os rostos, conforme os olhos se fechavam e as cabeças se inclinavam , se aproximavam lentamente, não demorando muito para os lábios estarem novamente juntos, trazendo aquelas emoções que queriam poder sentir novamente a cada dia que se passava na vida de ambos; que almejavam a cada segundo. Frank envolveu os braços no pescoço do maior, enquanto Gerard fazia o mesmo com sua cintura. Pediu passagem com a língua e Frank prontamente cedeu, dando oportunidade para àquelas que, também, há tanto tempo desejavam se encontrar, realizando as graciosas e incríveis danças que estavam acostumadas a fazer. E assim ficaram por mais um tempo, até o ar lhes fazer falta. Separaram-se lentamente, finalizando o beijo com um sorriso acompanhado de um suspiro, logo se envolvendo em um abraço carinhoso.
Frank ouvira o barulho de sacolas, mas não ligara, simplesmente continuou abraçado a Gerard. Notou que vinha de trás de si, onde só havia as mãos de Gerard lhe envolvendo e franziu o cenho.
– O quê está fazendo, Gee? – questionou baixo.
– Uhm... Nada, Pequeno! A propósito... – se afastou do menor sorrindo, segurando uma barra do chocolate que há pouco tempo Frank procurara na loja de doces – Quer chocolate?
– M-Mas... Onde conseguiu?!
– Na loja da Senhora Yagami, oras!
– Mas fui lá há pouco tempo e não achei nenhum! Perguntei a ela se teriam mais, e a mesma disse que o ultimo fora levado por um garo... – Gerard sorriu de lado, olhando para cima, como se estivesse distraído e Frank riu, entendendo. – Ah... Agora entendo o porquê das crianças rirem... Bem, seria mais fácil eu descobrir se ela descrevesse o tal garoto como bonito, com olhos hipnotizantes, incrível, inteligente e a pessoa que eu mais amo nesse mundo...
– Mas não foi você o tal garoto... Ou será que... Meu nome é Frank Iero?! – Gerard perguntou, impressionado. O menor riu, balançando negativamente a cabeça.
– Você não mudou nada...
– Claro que mudei, Pequeno. – disse enquanto se levantavam da grama. Ao fazerem, Gerard envolveu a cintura do menor e o mesmo seu pescoço, levantando a ponta dos pés devido a baixa estatura. Juntaram as testas, os narizes roçando um contra o outro carinhosamente. – Fiquei ainda mais apaixonado por você.
Frank sorriu, assim como Gerard, e selaram seus lábios rapidamente.
– E agora, começaremos nossa vida novamente. – Gerard aumentou seu sorriso e o menor assentiu, retribuindo.
– Eu te amo, muito.
– Eu também, Frankie.
Notas finais
1- Primeiramente, desculpem pelo lixo. Queria que esse cap. fosse mais bem feitinho, mas não rolou.
2- Desculpe não ter postado dia 15, como havia prometido, mas foi meu aniversário e eu não tava afim de escrever, queria ver meus mangás(do DN) e comer os doces que ganhei(Oi, eu sou o L -q)e fazer desenhos com minha caneta pena (ui, ela tem uma caneta pena)
3- Aew, novamente referencias a DN! TODA fic minha vai ter, que já fique avisado.
4- Agora definitivamente acabou. Próximo é o epilogo e eu não faço ideia quando vou postar. (o pior é que eu nem sei por onde começo no epilogo -corta os pulsos-)
5- Copiando o que eu disse nas NF do cap. anterior, Muito obrigada por tudo, eu amo vocês.
6- Não sei se tenho mais algo pra falar, só sei que tenho que ser rápida pra cortar o cabelo -q (Galerinha, eu vou virar o Matt ou o Raito, uhules! MINHA MÃE DEIXOU EU CORTAR JOÃOZINHO! -Q)
7- Ignorem as notas idiotas.
8- Obrigado pelos reviews.
9- Amo vocês.
10- Ja nee~ ♥
-Q
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