Knights Of Zodiac
6 Passagem de tempo - Briga
Notas iniciais
Capítulo 6: Passagem de tempo – Briga
Lih se levanta para ir embora, mas Camus se senta no sofá e segura o pulso dela.
– Lih, por favor. – Pede Camus – Eu…
– Sou eu que te peço mestre. – Interrompe Lih, balançando a cabeça negativamente – Eu não posso te dar uma resposta agora.
– Eu sei que você tem o Saga. – Diz Lih –
– Não é isso. – Nega Lih, olhando para ele – Tudo isso que rolou, foi tanta coisa em tão pouco tempo. Estou confusa. Preciso pensar.
Camus solta o pulso dela.
– Pode ir. – Comenta Camus – Já fez muito por mim. Eu me viro.
– Obrigada. – Agradece Lih – Boa noite, mestre.
– Boa noite. – Deseja Camus –
Lih vai. Em vez de descer, ela sobe até a casa de seu irmão, Afrodite.
Casa de Peixes…
– Dite? – Chama Lih chegando –
– Estou aqui. – Avisa Afrodite, aparecendo –
Lih corre para abraçar Afrodite.
– O que houve? – Pergunta Afrodite, preocupado –
– Preciso falar com você. – Responde Lih, chorosa –
– Vem, vamos para a sala. – Diz Afrodite, pegando na mão dela –
Os dois vão para a sala e se sentam no sofá.
– Meu mestre acabou de se declarar para mim. – Começa Lih, tirando sua máscara –
– Todos sabiam menos você. – Comenta Afrodite, rindo – E você?
– Estou confusa! – Fala Lih, exaltada – Eu e o Saga nos beijamos hoje mais cedo e o mestre Camus viu.
– Então era por isso que o cosmo dele estava para baixo. – Diz Afrodite –
– Tem sorte de ter só a Ádria na sua vida. – Suspira Lih, deitando sua cabeça no colo de Afrodite –
– O que você sente pelo Camus? – Pergunta Afrodite, olhando para ela –
– Não sei. – Sussurra Lih, vermelha – Mestre Camus é uma pessoa que eu admiro e respeito muito. Eu fiquei surpresa quando ele confessou que me amava. Não nego que fiquei mexida. E o que você quis dizer com “Todos sabiam”?
– Os sentimentos do Camus por você eram tão claros como a neve. – Ri Afrodite, brincando com uma mecha de cabelo de sua irmã – E você não percebia porque ele não deixava você perceber. E o que você vai fazer?
– Não faz pergunta difícil Dite! – Resmunga Lih, tampando seu rosto – E no início desse ano eu tinha prometido me focar como amazona e não ter namorado… Todo ano deu certo! O que eu fiz para que esse ano não fosse assim também? E tem Saga ainda… Eu estou com a cabeça muito cheia para pensar nisso agora! Posso dormir aqui hoje?
– Claro que pode. – Concorda Afrodite sorrindo –
No dia seguinte, de manhã…
Vilarejo das Amazonas, cabana das cinco amigas.
– O quê?! – Perguntam Hellen, Loma, Ádria e Adrasteah, surpresas –
– O Camus se declarou? – Pergunta Ádria –
– Como foi? – Continua Loma, ansiosa –
– O que você vai fazer? – Insiste Adrasteah, curiosa –
– E o meu irmão, Lih? – Termina Hellen –
Todas olham para Hellen.
– Eu estou preocupada com o meu irmão! – Comenta Hellen, emburrada –
– Uma pergunta de cada vez, por favor. – Pede Lih, nervosa – Ele se declarou quando fui cuidar dele.
– Então por isso não dormiu em casa… – insinua Adrasteah, com sorriso malicioso –
– Claro que não! – Nega Lih, vermelha – Dormi na casa do meu irmão, pois eu tinha certeza que vocês iam me encher de perguntas. O Afrodite, que era uma pessoa só, me interrogou à beça. Falando no Dite, ele pediu para você passar lá mais tarde, Ádria.
– Pode deixar. – Concorda Ádria, sorrindo –
– E quanto ao que eu vou fazer ainda não sei. – Continua Lih – Estou muito confusa. E não se preocupe com o seu irmão, Hellen, que eu não vou magoar ele.
Doze casas, Casa de Aquário…
Camus acorda. Estava bem disposto. Mas ao se lembrar…
– Sim. – Afirma Camus. Ele respira fundo – Doeu muito ver você e o Saga aos beijos no salão do Grande Mestre.
Ele coloca a mão em sua testa.
– ‘Eu não acredito que fiz isso. ’ – Pensa Camus, se lamentando –
Camus vê uma bandeja encima da cômoda com um belo café da manhã. Ao lado, tinha um bilhete.
– ‘Quem será que foi…?’ – Pensa Camus. Ele vai até o bilhete – “Espero que esteja bem, Mestre Camus. Assinado: Lih” Sabia.
Camus toma seu café e desce até a casa de Escorpião. Ao chegar lá, vê Miro, se preparando para descer.
– Vai descer? – Pergunta Camus, chegando – Bom dia.
– Bom dia. – Deseja Miro, sorrindo – Estou indo para a arena. Daqui a pouco, vou recomeçar o treinamento da Hellen. E você?
– Estou indo para o vilarejo das Amazonas. – Responde Camus, sério –
– A noite foi boa? – Pergunta Miro, sorrindo maliciosamente –
Camus dá um tapa na cabeça de Miro.
– Ai! – Reclama Miro, rindo –
– Obrigado. – Ironiza Camus – Graças a você, eu acabei me declarando à Lih.
– E ela? – Insiste Miro, curioso –
– Não deu resposta. – Responde Camus – Por isso estou indo até o vilarejo e pedir para ela esquecer tudo o que eu falei.
Pouco depois…
Camus chega até o portão do vilarejo e encontra Hellen saindo.
– Bom dia Camus. – Cumprimenta Hellen, estranhando –
– Bom dia. – Deseja Camus – A Lih está no vilarejo?
– Está sim. – Responde Hellen – Vou chamar ela.
– Obrigado. – Agradece Camus –
Hellen volta e vai até sua cabana.
– Lih. – Chama Hellen, aparecendo na janela – Seu príncipe do gelo está no portão querendo falar contigo.
– Príncipe de gelo? – Pergunta Lih, sem entender –
– Deve ser o Camus. – Riem Ádria e Loma –
– Vai lá! – Encoraja Adrasteah –
– Mas eu não sei o que eu digo! – Comenta Lih, nervosa –
– Diga isso a ele. – Sorri Loma –
Lih coloca sua máscara e sai. No portão…
– Vou indo. – Despede Hellen – mestre Miro deve estar me esperando. Tchau.
– Tchau. – Dizem Camus e Lih, acenando –
Silêncio.
– Vim agradecer pelo café da manhã. – Fala Camus, quebrando o gelo – Estava delicioso.
– Não foi nada. – Nega Lih, balançando a cabeça negativamente – Você está bem?
– Estou bem melhor. – Responde Camus –
Silêncio de novo.
– Mestre Camus. – Chama Lih, tomando coragem. Ele olha para ela. Lih leva sua mão até a ponta da sua máscara – Mesmo eu não sabendo o que responder, eu…
Camus a interrompe, segurando seu pulso. Ele encosta sua testa na testa, ou melhor, na parte da máscara que corresponde à testa dela.
– Não faça isso, por favor. – Pede Camus, olhando nos olhos dela – Se você mostrar o seu rosto, eu tenho medo de cometer alguma loucura.
Ele a abraça. Lih fica surpresa.
– Mestre. – Fala Lih –
– Vim aqui para te pedir que esqueça o que eu te disse ontem à noite. – Sussurra Camus, sereno – Eu estava fora de mim.
Lih empurra Camus, indignada.
– Quer dizer então que era mentira o que você disse ontem para mim? – Pergunta Lih, brava –
– Claro que não! – Responde Camus, vermelho – Eu te amo! Mas eu sei que não tenho chance com você. Eu fui um idiota, um covarde por não ter me confessado antes de você ter conhecido Saga. Eu… Eu vou embora.
Ele se vira.
– Espera. – Diz Lih, mais calma – Eu peço desculpas. Fui grossa com você.
– Desculpas aceitas. – Ri Camus De leve –
Passam-se dois meses…
Estava uma noite linda na Grécia, uma noite bem estrelada.
Doze casas, casa de Escorpião…
Miro e Hellen estavam sentados nas escadarias. Miro olhava para o Céu, à procura de algo.
– Está procurando alguma coisa, mestre? – Pergunta Hellen, curiosa –
– Estou, mas é surpresa. – Responde Miro, ainda procurando. De repente, ele encontra – Achei. Hellen acompanhe meu dedo.
Hellen acompanha o dedo de Miro com o seu olhar.
– Você está apontando para um aglomerado de estrelas. – Comenta Hellen, olhando –
– Aquele aglomerado de estrelas é uma constelação. – Explica Miro, rindo – E aquela constelação é a que me protege. E com isso, é a constelação do nosso signo.
– É tão difícil reconhecer uma constelação. – Diz Hellen –
– Quando eu cheguei ao Santuário, o Grande Mestre antes de Saga, ensinou a gente. – Fala Miro –
Miro olha para Hellen e a vê olhando o Céu.
– Hellen, eu estou apaixonado por você. – Confessa Miro, direto –
– O quê? – Pergunta Hellen, surpresa, voltando seu olhar para Miro – Mestre pare de brincadeiras.
– Eu não estou brincando. – Nega Miro, segurando na mão dela – Eu gosto muito de você. Esse tempo que estou treinando você… Não posso mais negar esse sentimento. Eu sempre falei do Camus, para ele se confessar para a Lih, mas eu fui igualzinho a ele. Custei a acreditar que estava apaixonado. Eu te amo, Hellen.
Hellen, surpresa, leva sua mão até sua máscara e a retira.
– Como você é linda. – Elogia Miro, encantado –
– Mestre Miro, eu também sou apaixonada por você. – Revela Hellen, vermelha – Já tem um tempo. Mas as meninas falaram que você era mulherengo, que já pegou metade das moradoras do vilarejo das Amazonas. Então achei que era melhor eu desistir, para não me magoar depois.
– Mas eu mudei! – Insiste Miro – Não vou te magoar, não vou. Eu te prometo. Confia em mim?
– Confio. – Responde Hellen – Só espero não me arrepender.
– Não vai se arrepender. – Sorri Miro, feliz – Só te darei motivos para sorrir. Quer namorar comigo?
– Quero! – Responde Hellen, sorrindo –
Miro a puxa e os dois se beijam.
Acontece uma passagem de um ano…
O Santuário estava calmo como sempre. Já fazia mais de um ano que Pallas havia chegado.
Miro e Hellen estavam namorando firme e forte, para a surpresa de todos no Santuário; Afrodite e Ádria já deixavam claro seus sentimentos, só que tinham vergonha de se confessarem; Shaka e Loma pouco se viam, devido os ciúmes de Mú, só que eram apenas bons amigos; Saga e Lih também não se viam direito já que, com a volta de Dohko para os Cinco Picos de Rozan, Saga voltou a ocupar o cargo de Grande Mestre temporariamente. E Adrasteah ainda estava sozinha, só que por pouco tempo.
Todos estavam tranquilos. Mas não esperavam a surpresa que iam ter em breve.
Lih procurava sua gatinha Mel. Estava preocupada já que Mel estava de resguardo.
Mel havia cruzado com Ártemis, o gato de Afrodite. Teve cinco filhotes, mas sobreviveram apenas três. Aioria, por se dar bem com felinos, ficou com a fêmea; Shura, por gostar da Mel, ficou com um dos machos; e Mú, a pedido de Kiki, ficou com o outro.
Lih estava procurando pelo salão do Grande Mestre, pois Mel gostava muito de lá. Ao passar pela biblioteca, escuta vozes. As vozes pertenciam a Saga e Pallas.
– Por hoje é só Pallas. – Sorri Saga, fechando o livro –
– Obrigada, Gêmeos. – Agradece Pallas – Você tem alguém?
– Alguém? – Pergunta Saga, sem entender – Como assim?
– Alguém que você ama. – Explica Pallas –
– Tenho sim. – Afirma Saga, rindo – Só que meio que estamos afastados. E ela tem andado muito com o Camus. Acho que vou ter que desistir dela.
Pallas se levanta, vai até Saga e segura seu rosto.
– Não devia sofrer por ela. – Comenta Pallas –
Sem falar mais nada, Pallas cola seus lábios nos de Saga, deixando-o sem ação. Antes de Saga fazer algo, Mel passa pelas pernas dele e, com o susto, ele empurra Pallas. Mel sobe no colo dele, ronronando.
– Mel! – Diz Saga, fazendo carinho nela – Se você está aqui…
Saga olha para a porta e vê Lih, paralisada.
– Mel, vamos. – Fala Lih, se abaixando –
Mel sai do colo de Saga e vai pro de Lih. Ela sai correndo.
– Lih! – Chama Saga, se levantando –
Ele vai atrás dela. No salão principal…
– Lih, espera! – Grita Saga, segurando o pulso dela –
– M-me solta. – Soluça Lih, chorando –
– Você está chorando? – Pergunta Saga, preocupado –
– Estou feliz! – Ironiza Lih, olhando para ele – Eu achando que você sentia algo por mim e você deixa outra mulher te beijar.
– Eu te amo! – Diz Saga – Me deixa explicar!
– Você não tem que explicar nada! Nós não somos nada! – Nega Lih, com raiva. Ela se solta – Tchau.
– Se você passar por aquela porta sem deixar eu me explicar, não precisa nem olhar mais na minha cara. – Ameaça Saga –
– Ótimo! – Concorda Lih – ‘Não acredito… ’
– Então era isso não é? – Pergunta Saga, rindo de ironia – Estava querendo arranjar uma desculpa para correr para os braços do seu príncipe de gelo.
Lih, furiosa, volta até Saga e dá um tapa na cara dele.
– Pelo menos ele me ama de verdade! – Defende Lih, tirando sua máscara – Essa é a última vez que você vê o meu rosto. Agora é que eu nunca mais olho na sua cara mesmo!
Lih vai embora.
– Droga! – Reclama Saga, cerrando os punhos –
Casa de Peixes…
Lih estava encostada em uma pilastra, tentando se recompor, parar de chorar. Mas não conseguia.
– ‘Droga. ’ – Pensa Lih, chorando – ‘Por que tem que ser assim?’
Ela desce. Casa de Aquário…
Lih chega e vê Camus, Miro e Hellen conversando.
– Finalmente achou a fujona! – Comemora Miro, rindo –
– Ela estava no salão do Grande Mestre, como sempre. – Explica Lih, chorosa –
– ‘O que será que aconteceu?’ – Pensa Camus, preocupado –
– A Mel gosta muito do Saga. – Comenta Hellen – Deve ser influência da dona.
– Não fala o nome desse idiota, por favor. – Pede Lih –
– Lih, tudo bem? – Pergunta Camus –
– Vou ficar bem. – Responde Lih – Não se preocupe. Mestre pode cuidar da Mel?
– Claro. – Concorda Camus, pegando Mel no colo –
– Até mais. – Despede Lih –
Lih vai.
– Vou pegar uma tigela de leite para você, Mel. – Sorri Camus para a gata –
Camus vai. Pouco depois, ele volta com uma tigela de leite.
– Aqui Mel. – Chama Camus, colocando a tigela no chão –
– Eu me pergunto o que aconteceu. – Diz Miro – Parecia que Lih estava furiosa com Saga.
– Lih está cheia de ciúmes do Saga com a Pallas – Explica Camus, vendo Mel beber o leite – Saga tem ajudado muito Pallas.
– Meu irmão também morre de ciúmes da Lih com você, Camus. – Comenta Hellen – Ele sabe que você gosta da Lih.
– Também não é para menos. – Ri Miro – Vai ver Saga prefere uma pessoa mais poderosa a uma simples amazona.
– Que machismo, Miro! – Briga Hellen – Eu vou descer!
– Espera Hellen. – Pede Miro, ficando na frente dela –
– Por que não vai procurar alguém mais poderosa do que uma simples amazona? – Pergunta Hellen, furiosa – Aliás, nem amazona sou ainda.
Hellen vai embora.
– Comentário infeliz que você foi fazer hein? – Repreende Camus, balançando a cabeça negativamente – Deixou a Hellen furiosa.
– E você devia aproveitar essa chance! – Aconselha Miro – Saga e Lih brigaram, é a sua chance!
– Eu não sou que nem você que gosta de se aproveitar da fraqueza das garotas. – Comenta Camus, suspirando – Devia ir atrás de Hellen.
Miro segue o conselho e vai. Pouco depois, chega Shura carregando um filhote nos braços. Mel, feliz ao ver seu filhote, mia na direção do capricorniano, que coloca o gatinho no chão, rindo.
– O que aconteceu, Camus? – Pergunta Shura, vendo os gatos brincarem – Lih desceu, parecia estar chorando; Hellen parecia furiosa; e Miro parecia que estava indo tirar o pai da força.
– Sente-se, que a história é longa, meu amigo. – Ri Camus –
Vilarejo das Amazonas…
Lih chorava em sua cabana, sozinha. Ádria estava na casa de Peixes; Loma e Adrasteah tinham ido para a arena de treinamento; e Hellen, como Lih tinha visto, estava na casa de Aquário com Miro e Camus.
De repente, alguém entra.
– Lih, sou eu. – Diz Hellen, fechando a porta – O que aconteceu?
– Vi seu irmão e a deusa se beijando. – Responde Lih, chorando –
– Sério? – Pergunta Hellen, surpresa –
– É. – Concorda Lih, triste – Não quero mais saber do seu irmão. Ele agora não existe mais para mim. E o Miro? Vai ficar chateado com você, por ter abandonado ele.
– Aquele idiota! – Resmunga Hellen, cruzando os braços – Falou que o meu irmão iria preferir uma deusa a uma simples amazona.
– Até o Miro sabe. – Ri Lih, tristonha –
– Camus ficou preocupado com você. – Fala Hellen – Eu vou lá, tentar arrancar alguma explicação daquele meu irmão. Você vai ficar bem?
– Já estou bem. – Sorri Lih –
– Assim fico mais tranquila. – Ri Hellen, abrindo a porta –
Hellen vai.
Doze casas, salão do Grande Mestre…
– Grande Mestre, sua irmã está aí fora. – Avisa o guarda –
– Pode deixar ela entrar. – Permite Saga –
O guarda vai. Logo depois, Hellen entra.
– Saga, o que aconteceu? – Pergunta Hellen, tirando a máscara e indo até ele – A Lih me contou.
– A gente brigou feio. – Responde Saga, infeliz – Ela viu Pallas me beijando.
– Conversa com a Pallas. – Aconselha Hellen, tentando ajudar – Ela pode entrar no vilarejo e explicar tudo para Lih.
– Não. – Nega Saga – Não dá mais. Por raiva da briga, acabei beijando a Pallas.
– Gêmeos! – Chama Pallas, chegando ao salão –
– A senhorita ouviu. – Lamenta Saga –
– Desculpa. – Pede Pallas, sincera – Acabei estragando tudo.
– Nós já estávamos estragando tudo. – Diz Saga, se referindo a ele e à Lih – Não está dando mais. É o nosso limite.
– Mas eu não tinha o direito de te beijar. – Comenta Pallas, chateada –
– Não foi sua culpa. – Nega Saga – Se a Mel não tivesse atrapalhado… Eu acho que teria retribuído o seu beijo.
– Teria? – Pergunta Pallas, surpresa –
– Sim. – Responde Saga, indo na direção dela – Estou muito próximo de você, enquanto da Lih, eu só estou me afastando. Seria normal eu me interessar por você. Só que você é uma deusa.
– Sou uma mulher que há muito tempo está interessada por você. – Conserta Pallas –
Saga puxa Pallas pela cintura e os dois se beijam.
– E a Lih, Saga? – Pergunta Hellen – Ela está sofrendo!
– Ela não é a única. – Responde Saga – Mas estávamos nos afastando! É melhor a gente se esquecer. E pode dizer isso a ela.
– Eu pensei que você ia falar tudo ao contrário. – Diz Hellen, colocando a sua máscara – Você está sendo um idiota por desistir da Lih.
Hellen vai.
Vilarejo das Amazonas, cabana das cinco amigas…
Lih estava acompanhada de Loma, Ádria e Adrasteah. Estavam esperando a chegada de Hellen. Ela chega e tira a máscara.
– Lih… – Começa Hellen –
– Sem rodeios, por favor… – Pede Lih, séria –
– Logo depois de você ir embora, ele beijou a Pallas. – Continua Hellen – E ele falou que é melhor vocês se esquecerem.
– Se é assim que ele quer. – Comenta Lih, firme – Já chorei demais por ele.
– Eu vou lá dar uma porrada na cara dele! – Ameaça Adrasteah, se levantando –
Loma e Ádria seguram Adrasteah.
– Não, Adrasteah! – Nega Loma –
– Ele é o mestre do Santuário. – Diz Ádria – Não pode esquecer isso, Adrasteah.
– Lih. – Chama Marin, aparecendo na janela –
– O que foi, Marin? – Pergunta Lih –
– Seu irmão está no portão. – Avisa Marin –
– Estou indo. – Fala Lih – Não vou nem colocar a máscara. Já volto meninas.
Lih sai.
Um pouco depois, em uma sorveteria na vila de Rodorio…
– Bom, agora que você e Saga romperam de vez… – Começa Afrodite, dando uma colherada no sorvete – Bem que você podia dar uma chance ao meu vizinho.
– Dite, já faz um ano. – Começa Lih, tomando o sorvete – Ele nem deve sentir mais nada por mim.
– O Camus não sentir mais nada por você? – Ri Afrodite – Está brincando. Ele é louco por você. Amanhã é a luta da Hellen. Com certeza ela vai pedir para você e as meninas ficarem ao lado de Miro. Camus também vai estar. Ele me falou. Você podia falar, perguntar a ele.
– Pode ser. – Diz Lih, vermelha –
De repente, os dois guerreiros de Atena sentem um cosmo muito poderoso.
– Pelos deuses! – Exclama Lih, escondendo seu rosto –
Afrodite procura a tal pessoa, até que acha uma pessoa encapuzada e a reconhece.
– Não pode ser… – Fala Afrodite, surpreso – Ele estava morto!
Continua…
Notas finais
E comentar não cai o dedinho ^^
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