Notas iniciais
Olá! Aqui quem fala é a GabyBSB. Na verdade, nem era para estarmos postando hoje, porém, fizemos esse esforço somente para falar duas coisinhas para vocês:
MUITO OBRIGADA PELAS FICHAS E UM FELIZ NATAL!
Bom, eu e a Lolita iremos passar o Natal fora de casa, e não é legal ficar mexendo no computador dos outros numa festa como essa, não é?
O capítulo ficou um tanto que entediante, mas não podemos começar a história do nada, não é mesmo?
*Notas Finais com os aceitos*
Beijos e boa leitura ^^

POV Taylor*
Esta semana, tantas coisas vieram me preocupar...
Meu pai está muito doente, minha mãe foi acusada de roubo, meu irmão está se metendo com o mercado negro, e o pai de Maya acabara de morrer...
Pelo menos Maya se acalmara um pouco. Isso realmente é um alivio. Um problema a menos.
Um belo arco Iris se forma no lado de fora. Isso seria um bom convite para ver se eu consigo espantar essa tristeza toda para longe.
-Ei, princesinha, que tal irmos dar uma volta no reino?- Tentei transparecer o máximo de felicidade.
Esse era meu plano. Eu conheço Maya há anos, conheço quase tudo sobre ela. Eu sei muito bem que ela, sempre que julga que uma atitude de qualquer pessoa não corresponde a tal situação, ela a repreende. E aposto que ela soltar para os quatros ventos todas as ofensas conhecidas.
— Eu não vou cair no seu plano, eu conheço muito bem ele. – E, como eu sei tudo sobre ela, ela também sabe tudo sobre mim. — Mas aceito ir dar uma pequena volta pela cidade. – Começou a mexer um dos seus cachinhos ruivos, e levantou-se.
— Vamos, majestade. – E, com um falso tom cortes, faço uma pequena reverencia. Ela não esconde o riso.
— Vamos logo.
Na cidade, tudo ocorreu bem. As pessoas entregavam flores e frascos das mais variadas fragrâncias, em homenagem ao rei. Coisas que, se eu fosse comprar, teria que guardar dinheiro por um bom tempo.
Teve horas que até que foi engraçado. Em um pequeno vilarejo, um pouco mais distanciado do palácio, havia um grupo de bêbados que nos pediram em casamento. E isso não foi tudo. Eles começaram a se despir, dizendo que tudo aquilo era para nós duas.
É claro que eles não saíram impunes.
Um segurança que havia nos seguido prendeu os homens. Maya tentou defende-los, dizendo que eles não estão sóbrios e que não havia acontecido nada. Mas essa situação mudou quando um dos bêbados sai correndo em direção dela e arranca um pedaço do vestido dela, aproximadamente na cintura.
Não preciso nem dizer que eles foram mandados pras masmorras, não é?
O segurança pediu para que nós duas voltássemos para o palácio, e que ele poderia nos levar, mas Maya, teimosa que só ela, recusou, dizendo que havia mais um lugar para visitar e que ele estava liberado dos seus serviços por hoje.
Seguimos em direção a um pequeno lago, com bancos para três pessoas em suas laterais. Atrás de nós, havia uma imensa floresta e, a nossa frente, algumas poucas cerejeiras. Para a mim, Maya e o falecido pai dela, esse lugar é uma amostra do paraíso.

-Taylor, você não acha estranho não ter nenhuma mordida no meu pai?- Maya olhava fixamente para o lago, que refletia nosso reflexo.

-É mesmo, nem tinha reparado até você me dizer. – Uma pequena cena do velório passa pela minha mente. Realmente não havia nenhuma marca. – Então, do que ele teria morrido.

- Acho que foi assassinato... – O tom soturno era levemente presente em sua voz calma, o que me fez tremer. Quando ela mistura alguma outra emoção com a voz calma, é sinal que coisa boa não vai vir.

O tempo se passou assim. Olhando nosso reflexo um tanto distorcido no lago, ouvindo a brisa do vento, sentindo o cheiro doce das flores das cerejeiras...


-Taylor, hum... Você já pensou em... — Interrompeu sua frase, como se procurasse a palavra correta. É claro que ela está pensando duas vezes em falar.
— Em...? – Tentei ajuda — lá a continuar a frase.
-Em... Vingar... Meu pai?- Engasgava um pouco nas palavras, mas conseguiu sair em um tom audível.
Por um momento, fiquei confusa. Vingar? Como assim? Encontrar o assassino e mandá-lo para as masmorras?

Só depois de algum tempo eu entendi.

A vingança que ela quer...

É a morte dos assassinos.

Como se fosse um ataque ao espelho. O espelho ficaria danificado, mas o ataque voltaria a quem o lançou.

Eu sabia que isso ia dar coisa ruim.

- Não acredito que você esteja pensando nisso... – Bom, a verdade eu acreditava, vindo de Maya você pode esperar de tudo.

- Eu sei que todas as vezes que prometo vingança, eu fraquejo. Mas agora é diferente. Eu estou órfã. A probabilidade de o meu pai ter sido assassinado é alta. Eu quero vingança. – Ela levantou-se do banco, e foi em direção a saída, tentando prender seus cachos ruivos. – Concorda comigo?

Pensei em recusar, mas, depois de pensar muito, percebi uma coisa.

Ela é Maya Collins, não desiste tão fácil.

Mas como eu também não desisto facilmente, vou partir para os argumentos.

- Você já não pensou na possibilidade de seu pai ter morrido de morte natural?- Bom, isso é realmente uma opção para uma das prováveis causas que levara o pai de Maya a morte.

- Eu sei que não foi de causa natural, eu sinto isso. E, além disso, a saúde de meu pai era impecável.

-Até quem tem boa saúde pode morrer por causa natural. – Tentei convencê-la, mas eu aposto que foi em vão.

- Mas eu tenho certeza que foi assassinato, e eu vou até o fim com isso- pronto, perdi qualquer possibilidade de enfiar alguma coisa na cabeça dessa desmiolada. – E, você não acha que a saúde do meu pai não ajuda nessa história toda?

-Como assim?- Realmente aquela garota está me deixando muito confusa.

- Simples, se a saúde do meu pai era impecável, e muitos queriam o trono, não seria mais fácil assassiná-lo do que esperar uma morte natural?- Ela olhou para mim com um olhar sério, porém desafiador, tentando mostrar o quão ela estava certa.

- É, faz sentido... – Aquela garota me pegou de surpresa, mas a pergunta dela tem sentido, afinal, aposto que qualquer pessoa já pensou em conseguir o poder máximo de alguma coisa.

-Bom, estou tendo umas idéias, e depois irei ver qual eu realizo. É melhor nós irmos, não acha? Como meu pai dizia: damas não deveriam estar desacompanhadas, e imagine agora que o sol já está a se pôr? – Ela colocou seus cabelos de lado, e esperou que eu me levantasse para seguirmos rumo ao palácio.

Hoje eu iria dormir na casa de Maya, e ela ficou o caminho todo tendo novas idéias.

Já no quarto, Maya ficou tagarelando um monte de idéias que eu particularmente acho absurdas, mas, lutar contra ela seria um tanto em vão. Não agüentei, deitei-me sobre a minha cama e me pus a dormir, mas, antes de cair no sono, conseguir ouvir Maya falar sobra algo relacionado a procuras e inscrições...

-- “ --

-Acorda sonolenta! – Maya jogou um travesseiro na minha cara, numa tentativa de me acordar. A filha da mãe conseguiu.

-Você poderia simplesmente ter me balançado, não é mesmo?- Sentei lentamente na minha cama, coçando os meus olhos sonolentos.

- Deixa de ser preguiçosa, temos que por nosso plano em pratica antes que fique tarde!- Maya parecia muito animada. Pelo menos já está muito melhor do que o esperado.

Pena que ela está melhor para fazer o pior.

- Por gentileza, você poderia repetir o plano, que eu não ouvi nada de noite. – Eu já havia levantado, e estava agora em frente à penteadeira, tentando domar meu negro cabelo ondulado.

- Ok, é o seguinte, nós duas iremos sair deste castelo, e seguiremos rumo a alguma cidade próxima. Lá, iremos encontrar pessoas fortes cujos tenham o mesmo almejo que nós: Vingança.

- Primeiro: O mesmo desejo vírgula, por que eu não quero nem sair daqui. Segundo, como iremos descobrir isso, por que eu aposto que ninguém vai falar de cara, não é?- Mais uma vez tento a convencer de que está errada, porém, ela não desiste.

- Eu tenho minhas técnicas – Seus lábios formaram um sorriso malicioso. Espero que ela não esteja pensando em fazer o que eu acabei de pensar. – Agora, levante-se, nós não podemos ser vistas por ninguém do castelo. Ainda temos que pensar em como enganar os guardas.

Depois de um tempo, consegui pensar em como enganá-los. Seria fácil passar pela guarda.

É claro, se desse certo.

Depois de tudo pronto, saímos. Não sei nem quantas vezes nós tivemos que andar na ponta dos pés, entrar em corredores para se esconder de guardas que fazem vigias dentro do palácio, sair correndo e outras coisas. Quando chegamos ao portal onde, do outro lado, se encontra o reino, avistamos vários guardas. Botei meu plano em prática.

Eu havia contado para Maya no caminho para cá. Ainda era madrugada, e nossos vestidos escuros se fundiam com as sombras dessa noite sem luar. Maya se escondeu entre alguns arbustos que havia no jardim do palácio, enquanto eu começava a correr desesperadamente em direção dos guardas. Sei que minha atitude a seguir poderá me levar a morte, mas Maya poderia me salvar caso aconteça algo comigo.

- Ajudem, por favor!- Eu gritava o mais desesperadamente possível, e isso chamou a atenção dos guardas. – A princesa, a princesa está passando muito mal! Ajudem-na!

Quase todos os guardas seguiram em direção ao castelo. Tive que mentir um pouco para os outros guardas, dizendo que ela estava tão mal que várias pessoas teriam que ajudá-la. Todos os guardas foram, menos dois, como esperei.

Levantei a saia do meu vestido azul de veludo e, na minha panturrilha, havia um pequeno saco com pedrinhas que estava sustentada por uma corda amarrada na mesma. Retirei algumas pedras, e joguei na cabeça dos dois. Desmaiaram na mesma hora.

- Boa Davi! — Saiu Maya do arbusto, correndo para me abraçar. Mas nós não tínhamos tempo, logo os guardas perceberão que tudo não passou de uma farsa. – Vamos logo.

Saímos correndo em direção ao reino. De lá, pegaríamos uma estrada ao sul, sentido litoral. Ao chegarmos ao centro da cidade, nos escondemos em um vão entre dois estabelecimentos comerciais, e ficamos lá até o amanhecer.

E é assim que começa a maior enrascada da minha vida.

Notas finais
É, desculpe pelo sobrenome da Maya, é que nem eu nem a Lolita sabemos o verdadeiro sobrenome da Família Real Britânica, então tivemos que improvisar.
Ah, nós gostamos realmente de todas as fichas, e todas estão aceitas ^^
Cada ficha terá um capítulo para sua apresentação.
Beijos e Happy Holidays ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.