Notas iniciais
Seja bem vindo para mais um capítulo, acomode-se, o show acaba de ficar interessante.

Risada estava pronto para sair e como Star adora um grande evento patrocinado por criminosos, nos portões do Manicômio D'avilla II está a impressa de todos os cantos, botaram até um palanque pro patife falar, ao redor do palanque uma multidão, com placas dizendo: "boas-vindas" ou "morra", o sentimento era grande.

Agora, imagine a cena, uma mansão enorme, grande mesmo, velha e escura no topo de uma pequena colina, uma pequena ladeira para chagar lá. Nos pés da colina, portões grandes presos à muros de três metros, acima dos portões o nome do manicômio, digno de filme de terror, o D'avilla ficara ali, em uma ilha à oeste de Star, ironicamente, chamada de White Island. Ao lado do portão, o tal do palanque.

Estavam todos aflitos. "Afinal, ele vai ou não vai matar todos nós?", foi a manchete do Tribuna naquele dia.

— Infelizmente, senhoras e senhores – diz um rapaz de cabelo castanho no palanque –, o senhor Risada tem um compromisso do outro lado da cidade em meia hora. Não poderá falar muito, apenas um breve discurso. – Completa o rapaz entusiasmado, no final um puxa saco qualquer.

Era mentira, Risada tinha compromisso algum, ele só queria o burburinho, o maldito estava adorando aquilo. Então os portões abriram, em um terno branco e de óculos escuros, o desgraçado finalmente saiu do D'avilla, aquele homem de pele branca e sorriso amarelado andava em direção ao palanque, todos estavam sérios. Era ele mesmo. Algumas batucadas no microfone, estava tudo certo.

— Por que estão tão sérios? Parece até que viram um fantasma! – Completa com um sorriso de canto a canto. – Bom, me disseram que eu deveria vir aqui e dizer um pouco sobre mim, sobre meus anos difíceis me recuperando e blá, blá, blá. Mas eu venho até vocês de peito aberto, pronto para começar de novo, de uma maneira diferente, para melhor. Mas isso só será possível se vocês, cidadãos amáveis de Star, me aceitarem, me aceitarem de volta em casa, porquê eu estou curado! – Ele abre os braços e um largo sorriso – Seja lá o que tinha, eu fui curado! Obrigado por me darem essa chance de ser alguém melhor, um de vocês. – Ao terminar, acena para todos. Era inegável, ele tinha seu charme.

Os jornalistas tentam fazer algumas perguntas, ele não dá ouvidos, então vai embora. Ninguém acreditava naquela baboseira de cura, mas tentam agir de acordo.

Perceberam algo engraçado? O filho da mãe não pediu desculpas, não deu a entender momento nenhum que se arrependia das mortes, do caos, da dor, do medo. No final, os stardilienses apenas aceitaram, era algo corriqueiro.

Hospital Memorial Augusto Cruz (10:30)

Era de se imaginar a tamanha euforia da cidade naquela manhã. Seymour sabia exatamente quem era Risada, como trabalhava, do que era capaz e aquele circo armado no D'avilla era uma baboseira pra ele. Mais cedo, o hospital que dirige recebeu um paciente, não como outro qualquer, alguém importante para Seymour, alguém de seu passado.

Seymour estava trajando seu jaleco branco com seu nome bordado à esquerda do peito, ao seu lado, no leito do hospital, está o caquético Walter Connor em coma.

— Quem diria, depois de tantos anos e tantos anos, você está aqui comigo, tão vulnerável. – Diz Seymour olhando para o velho Walter.

Alguém bate na porta atrás de Seymour e entra, era George Thompson, as marcas de expressão em sua pele negra entregava sua idade, ele é alto, muito alto.

— George?! – Fala Seymour surpreso ao virar-se.

— Olá meu velho amigo, prec... É ele?! Exclama George boquiaberto.

— Sim. Chegou hoje mais cedo, eu pensei que...

— Que o tempo fez o trabalho dele e o matou? Pelo amor de Deus, esse velho deve ter mais de cento e vinte anos. – Diz George se aproximando.

— Cento e dezoito para dizer a verdade.

— Esse filho da mãe quase nos matou, quase destruiu todo que prezamos. – Diz George bem perto de Walter.

— Isso foi há quase 50 anos, George, já aconteceu muita coisa de lá pra cá. – Diz Seymour olhando seriamente para o amigo.

— Ele tinha tanto medo da morte. Agora olha para ele, morrendo na nossa frente. – Diz George pensativo.

— Quem são vocês? — Pergunta a Prefeita Connor na porta.

— Senhora prefeita, sou diretor do hospital. Estava averiguando se seu avô estava sendo bem tratado. – Diz Seymour cumprimentando a mulher, elas estava um pouco abatida.

— Muito bom saber que ele está sendo bem tratado, mas não precise se preocupar, em breve meu querido avô retornará para casa. – Diz a prefeita indo em direção à Walter.

— Desculpe falar assim, mas ele já está com uma idade muito avançada, é quase certo, pref...— Seymour é interrompido.

— Não! Isso é besteira. Já estou organizando as coisas, em breve ele irá para casa com saúde, senhor diretor. – Diz a prefeita arrumando o travesseiro de seu avô.

— Como queira. – Diz Seymour saindo com George.

Seymour leva George até o refeitório do hospital, os dois pedem café e sentam-se para conversar.

— Avô da prefeita? – Pergunta George surpreso.

— Fiquei tão surpreso quanto você. Se ela for igual ao avô, essa cidade está perdida. – Diz Seymour.

— A forma como ela falou dele, me faz imaginar que está planejando alguma coisa. – Diz George assoprando o café.

— Impossível. Dexter se foi, George, o único que poderia deixar ele vivo, o único que conseguiu, a nossa maior dor de cabeça. – Diz Seymour tomando seu café

— Seymour... – Fala George minguado, triste, indefeso.

Calma, eu vou deixar você a par de tudo isso, de todas essas pessoas.

George Thompson ou Major Thompson, é o líder da ASI. É quem comanda aquele lugar todo, ele e Seymour, não se surpreenda, já foram parceiros, trabalharam juntos. Seymour um dia já fora um grande agente, e Walter Connor foi o mentor dele e de George há décadas. Até Connor os trair, trair a ASI, trair tudo o que eles mais prezavam. Seymour, enquanto agente, perdeu amigos, amores, família. Com o passar do tempo ele percebeu que fazer o bem vinha com um preço, esse preço era perder as pessoas que mais amava, logo, em 1975, abandonou para sempre a ASI, deixou de lado essa ideia tola de salvar o mundo, ele não queria perder mais ninguém. Bem, George continuou, traçou seu próprio caminho, até se tornar o major, a quem todos admiram. Deve imaginar que até aqui tudo bem, mas não. Major contratou o filho de Seymour, Carlos Dunquerque, para ser um agente contra a vontade do velho amigo, onde temia que seus maiores medos poderiam se tornar realidade, perder todos que amam novamente. Quando Carlos morreu, Seymour culpou George, o qual também se culpava, os amigos pararam de se falar. Major tentou uma reaproximação algumas vezes, mas falhou.

Agora, George precisa de seu amigo, o seu verdadeiro amigo, quase um irmão.

— George, — começa a falar Seymour pensativo — com passar do tempo a dor não diminui, ela vem com a mesma intensidade, com os mesmos pesares e angústias, nós apenas aprendemos a viver com isso, com essa dor. – Os olhos de Seymour enchem de lágrimas Você sabe disso, eu perdi meu filho, você também. É doloroso, angustiante, lamentamos, sofremos, nos questionamos e questionamos há tudo. É sofrido arrancar meu coração seria menos doloroso. – George se emociona – Não foi sua culpa, Carlos era adulto, crescido quando entrou para a ASI, ele sabia o que fazia, ele queria estar lá para salvar o mundo. Ou tentar. Você, meu amigo, –Seymour sorri de lado – apenas o guiou, quando outro poderia fazer muito mal, você esteve lá por ele. Eu te agradeço, pois sei que ele lutou, lutou muito. Por isso, eu peço perdão. Perdão por toda essa idiotice minha, por ser esse otário que fui. – Fala Seymour com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

George pega a mão de Seymour.

— Não seja idiota, "perdão"? Perdão, pelo o quê? Não há nada para se perdoar. Estamos bem, meu amigo, é muito bom tê-lo de volta. – Diz George rindo

— Como senti sua falta. – Diz Seymour indo abraçar o grande amigo.

Seymour foi para os Estados Unidos como refugiado em 1943, onde, ainda bebê, conheceu George. Eles cresceram juntos, entraram para a polícia juntos, depois para ASI, vieram para Star juntos, uma amizade linda, de uma vida inteira. Posso dizer, o retorno deles foi uma das coisas mais belas que já vi.

— Ele foi solto. – Diz George tornando a tomar seu café, agora frio.

— Eu soube. Dizem que foi curado, ele diz que foi curado. – Diz Seymour

— Curado uma pinoia. – George se exalta, a raiva é nítida em seu rosto – Aquele desgraçado matou meu filho! – Todos olham para George, que se recompõe

— O que vai fazer a respeito?

— Nada. – George dessaba na cadeira — Não posso mata-lo, não posso prendê-lo e não posso fazer nada.

— Então vai deixar assim, se ele fizer algo o DPSC que cuide? Onde está o velho George que conheci? – Pergunta Seymour como se desafiasse George

— Provavelmente, esse "George" teria morrido em alguma missão. Mas não posso lidar com os problemas da cidade, não posso lidar com Risada nesse momento, as coisas na ASI andam... – George inclina o rosto – Quentes.

Seymour recebe um chamado da emergência, está na hora de ir.

— Então, vamos sentar e beber juntos, hoje a noite no lugar de sempre. – Diz Seymour levantando

— Hoje não dá, mas amanhã a noite?! – Diz George indo abraçar o amigo

— Fechado.

Em 2003, Risada estava em guerra contra a Triade, grande organização criminosa que domina Night City, uma bela cidade à noroeste de Star. Naquela época, o patife quase explodiu o centro da cidade, o filho do Major o impediu, em troca ele deu sua vida, mas salvou milhares de pessoas. Desde então, Major sempre tentou trancar Risada na cadeia, até que conseguiu em 2007. Mas não por muito tempo.

Apartamento de Lucas (11:30)

No subúrbio de Star City, Lucas estava com seu melhor amigo, talvez tentando esquecer da segunda vida que leva, apenas tentando. Os dois estavam na sala de estar, sentados no sofá. Lucas pensativo e Arthur lendo um livro.

— A cidade está uma bagunça. – Diz Lucas olhando para o teto.

— Não é nosso trabalho se preocupar com isso, por isso elegemos pessoas para lidarem com isso. – Diz Arthur tentando se concentrar no livro.

Lucas ri e respira fundo...

— Sabe, você tem razão, não é meu trabalho. – Diz Lucas ligando a televisão.

— Eu sei, Lucas, que você tem segredos, que é reservado demais, até de seus melhores amigos. Ninguém na sua vida te conhece perfeitamente, eu não o culpo, mas um dia gostaria de te conhecer. – Diz Arthur fechando o livro que lia.

— Que papo-furado é esse, doido? Eu sou a pessoa mais simples que existe, sem segredos, preto no branco, um livro aberto. – Diz Lucas surfando pelos canais.

— Claro, claro. Mas, mudando de assunto, você vai amanhã no Jerome's?

— Jerome's? Desde quando combinamos de ir lá? – Pergunta Lucas parando no canal de notícias.

— Você esqueceu, de novo! Amanhã nós vamos sair, Lucas, nós quatro só pra curtir, sabe?

— Sim! – Grita Lucas, como se descobrisse um segredo – Nós combinamos semana passada, agora lembrei.

O mau de Lucas é sempre pensar só no trabalho, logo esquece das outras coisas, Gabriella acaba sempre o lembrando, ela implica dizendo para ele comprar uma agenda.

— Gabi tem razão, deveria comprar uma agenda.

— Na verdade, eu tenho uma agenda, só me esqueci de por nela. – Diz Lucas rindo de lado, como se estivesse debochando

— Só um milagre com você.

— Eu acabo fazendo mil coisas ao mesmo tempo, Arthur, não consigo administrar tudo.

— Claro, estudar e ir pra casa.

— Sim! Estudar e ir pra casa, me tira toda a atenção. – Diz Lucas com raiva

— Não está mais aqui quem falou. – Diz Arthur tornando a abrir seu livro

— Desculpa, eu só estou um pouco cansado. – Diz Lucas deitando no sofá.

— Cara, você precisa de férias.

— Concordo com você, preciso ir para bem longe dessa cidade.

— Amanhã é sábado, sua família é rica, vá para bem longe. – Diz Arthur

— Minha família não é ricaaaa, só tem uma boa condição.

— Tem um prédio no centro da cidade escrito seu sobrenome, Lucas! – Diz Arthur ironicamente.

— É a empresa do meu tio-avô, ele nem mora aqui.

— Um tio-avô sem netos ou filhos, sem descentes, apenas com um único sobrinho-neto, Lucas Dunquerque. – Diz Arthur apontando para o amigo.

— Tá, tá. Mas isso não quer dizer que sou rico, quer dizer que um dia poderei ser rico.

— Nesse dia terá uma mansão enorme em Wood Island, aí se esquecerá dos amigos.

— Mas como adora um drama, como poderia esquecer de alguém tão idiota quanto você. – Diz Lucas rindo

— Vá te catar. – Diz Arthur tacando uma almofada em Lucas

— Amanhã no Jerome's será divertido, estou precisando.

No noticiário, começam a falar da morte de Dário e Igor.

— Quero pedir um favor, amanhã você e Gabriella poderiam deixar eu e Dai... — Lucas interrompe Arthur.

— Peraí, cala a boca. – Diz Lucas aumentando o volume.

No noticiário mostra como a explosão foi criminosa, como o submundo do crime pode mudar com a falta de liderança dos Italianos e dos Russos, como que é provável que a cidade seja dívida.

— Eu tenho que ir. – Diz Lucas levantando.

— Pera, mas por quê? Você nem ouviu o que ia pedir! – Diz Arthur levantando.

— É verdade, mas eu não tenho tempo, tenho que fazer outra coisa. – Diz Lucas indo em direção ao corredor que dá para à saída.

— Mas é a sua casa! – Grita Arthur.

— E você sabe onde é a saída! – Grita Lucas, quando a porta bate da entrada.

— A cada dia que passa ele se importa menos. – Diz Arthur desligando a televisão

Lucas tem seus problemas para lidar com sua vida dupla, e como sempre, as mentiras são as que mais pesam, às vezes a vontade de revelar a verdade é grande, mas o preço a se pagar é alto. O jovem agente percebeu que não pode parar, não tem como parar, o submundo está em ruptura, ninguém está se importando. Férias? Não, não para ele.

Hospital Memorial Augusto Cruz – Quarto 912 (14:20)

Na cama está um senhor de idade muito avançada, cego do olho esquerdo. Ao redor da cama vários rapazes, homens de diferentes idades, todos meios desnorteados. Ao lado do senhor está uma mulher jovem de cabelos escuros. Ali, naquele quarto, estava o que sobrou da máfia russa.

— Orekhov não vai nos ajudar, os irmãos vermelhos também não, nem o círculo de sangue e nem os sete. Todos nos abandonaram, perdemos aliados do mundo todo, estamos sozinhos. – Diz Abo Gabolov deitado na cama.

Abo Gabolov foi líder da Máfia Russa nos anos dourados, aposentou-se na mesma época que Don Morene, mas diferente dele, atuava ainda como consultor.

— Senhor, a máfia italiana está aqui para vê-lo, exigem uma reunião. – Diz um rapaz de cabelos russo na porta.

— Quem é que está no comando agora? Todos os líderes morreram na explosão, não sobrou ninguém que presta. – Diz Abo

— Ainda não, não está na hora de abaixarmos a cabeça para alguns moleques. – Diz Don Morene na porta.

— Seu velho, desgraçado, achei que estava morto! – Diz Gabolov abrindo os braços

Eles se abraçam, Gabolov pede para ficar a sós com Morene. A mulher continua lá.

— Tiram sua aposentadoria? – Pergunta Abo

— Não conseguiram se virar alguns anos sem mim, mas se perguntarem foi a reforma da previdência que me fez voltar. – Diz Morene gargalhando

— Estamos quebrados, não temos nada, nossos aliados na Rússia e nos Estados Unidos não se importam mais. Star se tornou desvantajosa.

— Meus aliados também. Por sorte ainda tenho as minhas economias de emergência. – Diz Morene sentando de frente para Abo

— Você veio até aqui, você tem um plano, te conheço tempo o suficiente para saber isso.

— Sim, Abo, pretendo não só retomar o que nos foi tirado, mas também destruir quem nos traiu. Vingar pelos que não estão mais aqui. – Diz Don Morene seriamente.

Abo respira fundo.

— Do que precisa?

— Somos aliados há mais de 20 anos, está na hora de formalizar nossa aliança, Abo, nos unindo.

— Você quer que a Máfia Italiana e Russa se torne uma só? – Pergunta Abo rindo.

— Sim. – Diz Don Morene seriamente.

— Não tenho mais forças para continuar, mesmo que eu queira, meu corpo não aguenta mais – Abo olha para um lado a outro da sala, como se procurasse uma solução para algo que não havia uma solução –. Eu lhe dou o controle da máfia russa, fazendo dela o que você quiser, Morene, só lhe peço que honre os mortos, e cuide para que os vivos continuem vivos – Diz Abo

— Eu agradeço seu voto de confiança, Abo, não irei desapontar. – Diz Don Morene

Os dois apertam as mãos.

— Peça para me encontrarem no lugar de sempre. – Diz Don Morene indo pra saída

— Como sabe que não irão atacar?

— Eles acham que estão sendo gentis, bondosos e caridosos nos dando aquele pequeno território, mas nós não aceitamos esmola. – Diz Don Morene saindo

— Enlouqueceu? – Pergunta a Mulher à Abo

— Não, Nathalia, é o melhor para o legado russo. – Diz Abo

— Vovô, era minha chance de comandar os russos, de mostrar quem somos, de por nosso nome de volta na praça. – Diz Nathalia enfurecida

— Não. Nós já fomos os temíveis Gabolov, hoje somos apenas lembranças. Esse foi o nosso fim. Você é jovem e rica, descubra o mundo, vá estudar, vá se divertir. O submundo do crime não é o seu lugar.

— Espero que saiba o que está fazendo. – Diz Nathalia saindo

Uma guerra terrível está se aproximando.

Notas finais
Grandes revelações e conexões foram feitas nesse capítulo, finalmente encontramos o temível Risada, vimos que Don Morene está arrumando as peças do tabuleiro de Star e que Seymour não é apenas um simples diretor de hospital. O jogo está rolando, mas muitas revelações e conflitos ainda estão por vir, não percam o próximo capitulo nesse domingo (26/01).