Notas iniciais
Segunda fanfic de Tokyo Ghoul ♥Espero que gostem!

Knee Socks — Capítulo 1

Sasaki Haise observa a mulher a sua frente com um olhar clínico, porém ela simplesmente o retribui com pura frieza e falta de emoção. Ele tinha que admitir que sentia um tanto de pena em ver uma mulher tão inteligente e atraente naquela situação em questão; presa numa prisão simplesmente pelo fato de ter tido o infortúnio de ser uma das vítimas de Kanou. Haise sentia que ela não era de todo mal, mesmo que fosse errado para um investigador pensar isto de um ghoul. Mas Haise percebia que não era o único que tinha pena dela, já que a mulher era descendente direta do chefe do CCG, Washuu Tsuneyoshi.

Porém, não fora por isso que o Investigador havia tido tamanho interesse na história dela. Claro que, geralmente, qualquer um se interessaria nela por sua aparência, mas quando ela dissera que conhecia Kaneki Ken, Haise se viu obrigado a se envolver na história dela. Uma garota de 22 anos renegada pelo pai e pelo irmão simplesmente por ter a má sorte de ter tido um transplante com um ghoul, que conhecia Kaneki Ken e dizia ter informações de não só da maior operação clandestina anti-ghoul, mas como do pior massacre de Investigadores... Ele tinha que decifrá-la.

— Qual é o seu nome? — Ela de repente pergunta, com uma voz confortável como veludo e seus olhos heterocrômicos brilhando; ela nunca "desligava" o Kakugan.

— Ahn... Err... — Touché. Ela havia o pego de surpresa. — Isso é import—?

— O senhor está me observando há quase a uma hora. É claro que é importante. Se não fosse, por que seria meramente relevante para mim dirigir-lhe a palavra? — A ghoul diz friamente. Ela o olha nos olhos de maneira um tanto quanto perturbadora; Haise não consegue penetrar na mente dela, e ficar sozinho com aquela mulher protegido apenas por um vidro o incomoda. A ghoul dá um longo suspiro, demonstrando... Tédio? Irritação? Ele não sabe. — Ao menos posso saber o nome de meu admirador?

— Ah. — Ela está irritada e Haise sabe disso. O rapaz começa a coçar sua cabeça vagarosamente, um tanto quanto envergonhado por estar olhando-a sem parar por uma hora inteira desde que chegara ao Centro de Detenção Ghoul, no Distrito 23. Sasaki não queria irritá-la; além de filha mais nova de Tsuneyoshi, ela estava no quarto andar; o andar dos ghouls mais perigosos. — Meu nome é Sasaki Haise, Investigador de Primeira Classe.

— É um prazer. Creio que já saiba meu nome, estou correta? — Ela pergunta. Haise percebe que a mulher é inaceitavelmente educada para um ghoul.

— Sim.

— Intrigante. Por que Sasaki Haise, Investigador de Primeira Classe, teria a ficha de uma ghoul tão simplória quanto eu? — Não há petulância em seu tom de voz, ao contrário de suas palavras, porém aquilo irrita um pouco Haise. Ela está claramente provocando-o.

— Bem, digamos que você será libertada hoje. — Aquilo foi o suficiente para ela abrir uma brecha e demonstrar surpresa quanto aquelas palavras. A mulher rapidamente se recompõe e joga seus cabelos escuros para o lado; um ato que, segundo seus superiores, é mania dela. — E digamos que será minha parceira temporária num trabalho.

— Isso é ridículo. Desde quando vocês estão nos ajudando a fugir?

— Me deixe terminar, Washuu. — Ele diz, direto e reto. A mulher se surpreende e fica calada. — Você será obrigada a se juntar a mim durante uma investigação. Em troca, você terá direito a duas ligações por dia.

— Não tenho ninguém importante para ligar. É desnecessário.

— Sabe que não podemos deixá-la livre.

— Eu sei disso. Não sou burra; meu pai é do CCG. — Ela diz, revirando os olhos como se estivesse falando com uma criança. Haise dá um pequeno sorrisinho e percebe que ela começara a observá-lo sem parar. Possivelmente da mesma forma que Haise estivera observando este tempo todo. — Porém, há algo que o CCG pode me dar e que eu aceitaria de bom grado em troca da minha total e completa cooperação na investigação que o senhor, Sasaki Haise, liderará com sabedoria e todas essas coisas cansativas. — A cada palavra, Haise vê a mulher andar em sua direção com um olhar deveras irritadiço. Ele se mexe na cadeira, incomodado ao perceber que era apenas o vidro que o separava da mulher; o olhar que ela transmitia era apavorante até mesmo para ele. O olhar de uma assassina fria.

— E isso seria?

— A minha morte no final da conclusão de sua saga. É tudo o que eu desejo nesta maldita vida, Sasaki Haise.

Notas finais
As fichas estão aqui! : http://www.tfaforms.com/356734