Klaroline- Devilish Baby.
16 Uma aluna incomum
Notas iniciais
P.O.V. Professor Jonas.
Eu assumi as aulas de história a uma semana e estava lendo as redações sobre a época da caça ás bruxas quando me deparei com a redação mais estranha que eu já li. Ela era escrita em primeira pessoa, com depoimentos e ao pesquisar as pessoas citadas descobri que todas elas existiam e que as datas das mortes estavam corretas.
—O que que é isso?
Emily Bennett, Coralina Petrova, Elizabeth Balcoin e assim por diante. Quando li o nome do aluno que escreveu a redação fiquei chocado. A redação tinha sido escrita por uma aluna chamada Medusa Cullen Mikaelson.
—Senhorita Mikaelson?
—Pois não?
—Você sabe que era para a redação conter fatos, não é?
—Eu te dei fatos incontestáveis, relatos em primeira mão do que houve durante o expurgo, digo caça ás bruxas. Direto do outro lado é claro, mas ainda assim fatos incontestáveis.
—O outro lado?
—Procure os nomes delas, os locais onde os massacres aconteceram. E como você é um homenzinho sem fé, te trouxe uma prova. É autêntico, escrito por um dos autores do massacre de Mystic Falls.
Ela levantou e jogou o livro antigo de capa de couro encima da minha mesa.
—É prova suficiente pra você?
Eu comecei a ler, era um diário. Escrito por Jonathan Gilbert, um dos fundadores de Mystic Falls.
—Essa é sua fonte?
—Uma delas, sim. Mas, uma história sempre tem dois lados.
—E qual foi a outra fonte?
—Emily Bennett, Coralina Petrova e Elizabeth Balcoin em pessoa.
—Elas morreram a quatrocentos anos.
—Eu sei. Elizabeth Balcoin é minha bisavó biológica, Coralina Petrova é minha ancestral por parte de mãe e Emily Bennett é ancestral duma colega da minha mãe. Essas três linhagens remontam aos primórdios da bruxaria, os Balcoin foram os primeiros bruxos a desenvolverem magia negra e as Petrova e as Bennett foram duas das primeiras pessoas agraciadas com o dom da Magia.
—Acredita mesmo nisso?
—Você acha que conhece a história, mas você só sabe como termina. Para chegar ao cerne da história você tem necessariamente que voltar para o começo.
Ela me estendeu um pergaminho.
—É o primeiro esboço que ele fez antes de pintar o teto da Igreja. Peguei do estúdio dele, minhas primas me ajudaram.
Eu abri aquilo e fiquei chocado.
—Um Michelangelo?
—Um Mikaelson. O nome dele de verdade é Niklaus Mikaelson nascido vinte e um de abril de mil antes de Cristo, filho de Ester e Ansel. Muitos o chamam de híbrido do mal, assassino, mas eu pessoalmente prefiro Tio Klaus.
—É autêntico?
—Me diz você. Leve para os seus peritos com suas máquinas de datação de carbono, só traga de volta sem um arranhãozinho ou ele vai matar você. Ele vai arrancar o seu coração e comer no sentido mais literal quanto possível da frase.
Eu levei os esboços para os especialistas e eles ficaram em choque.
—Incrível. É um milagre esses esboços estarem em tão bom estado de conservação, eles tem cerca de quinhentos anos e parecem que foram feitos ontem.
—São autênticos?
—Sim. Sem dúvida. Onde os conseguiu? Isso vale uma fortuna, para o comprador certo.
—Eu tenho que devolver.
—Devolver?
—Para o dono. São emprestados.
—E a quem pertencem esses esboços?
—A um homem chamado Niklaus Mikaelson.
—Ele deve ter pagado uma fortuna por isso.
—Eu duvido muito.
—A mercadoria é roubada?!
—Não. Michelangelo na verdade é Mikaelson.
—Está me dizendo que esse homem é descendente de Michelangelo?!
—Não. Estou dizendo que ele é o Michelangelo. Eu não sei como, mas ele é.
—Não seja besta, Michelangelo está morto a quinhentos anos.
—E se não estiver? E se o mundo for um lugar muito mais misterioso do que imaginamos?
—Jonas, você está ficando louco.
—Eu acho que não. Com licença, eu tenho que devolver esses esboços a seu legítimo dono.
Eu peguei os esboços e sai. Entreguei os esboços e o diário nas mãos de Medusa.
—Como é possível?
—É magia. Simples assim.
P.O.V. Hope.
O papai tá pintando um quadro novo, ele não gosta que ninguém perturba ele quando ele tá pintando, mas eu to com fome e a mamãe foi no cabeleireiro.
Eu abri a porta e ele gritou:
—Eu disse que não queria ninguém me perturbando!
—Mas, eu to com fome papai. E a mamãe e a Tia Ness foram no cabeleireiro e a Medusa e a Hannah tão na escola e os outros tios saíram. Tá na hora do almoço.
—Certo. Desculpe querida.
—Você sempre grita comigo. Por isso que eu não gosto de você. Seu feio.
Eu mostrei a língua pra ele e sai correndo.
P.O.V. Klaus.
Estava pintando um quadro quando alguém entra no estúdio. E eu fiquei com raiva e falei sem pensar:
—Eu disse que não queria ninguém me perturbando!
Daí aquela vozinha responde com raiva:
—Mas, eu to com fome papai. E a mamãe e a Tia Ness foram no cabeleireiro e a Medusa e a Hannah tão na escola e os outros tios saíram. Tá na hora do almoço!
O arrependimento bateu na hora.
—Certo. Desculpe querida.
Ai ela respondeu:
—Você sempre grita comigo. Por isso eu não gosto de você. Seu feio.
Ela mostrou a língua pra mim e saiu correndo.
Ouvi coisas quebrando.
—Hope.
—Vai embora! Eu vou contar pra mamãe e ela vai brigar com você!
Ela começou a atirar os pratos em mim.
—Seu feio! Eu odeio você! Te odeio! Te odeio! Te odeio!
Ela começou a chorar.
—Eu te odeio.
Hope pegou o celular e discou um número.
P.O.V. Caroline.
Estava no cabeleireiro fazendo baby liss quando toca o meu celular.
—Alô?
—Mamãe, vem pra casa. Por favor.
—O que aconteceu querida? Ta machucada?
—To.
Eu tomei o Baby liss das mãos do cabeleireiro e terminei de fazer sozinha. Fui até o caixa e paguei.
—Obrigado.
—Não se preocupe querida, eu to indo tá. Cadê o papai?
—Eu não quero ver ele. Eu odeio ele.
—Tá. Tenta se acalmar que a mamãe ta chegando.
P.O.V. Klaus.
Ela tinha ligado para Caroline. Quando as coisas ficavam difíceis para ela, quando se sentia ameaçada, com medo ou com raiva não era para mim que ela recorria, não era no meu celular que ela ligava. Era no de Caroline.
Caroline era seu porto seguro. Não eu.
Quando ela chegou perguntou a Hope onde estava doendo e ela disse:
—O meu coração.
Ela começou a chorar no ombro de Caroline. E Caroline começou a cantar uma música e a balançar Hope.
—O que aconteceu querida?
Ela apontou pra mim.
—Klaus o que aconteceu?
—Ele gritou comigo de novo. Ele tinha que me dar o almoço, mas ele tava mais interessado naqueles quadros idiotas.
—O que houve com a cozinha?!
Ela olhou pra mim apavorada.
—Eu taquei os pratos nele. Taquei mesmo!
—Querida, usar de violência não vai resolver o problema. Olha, a Tia Ness tem uma amiga e ela é uma profissional muito qualificada, ela é terapeuta. Porque você não vai conversar com ela?
—Tá bem.
—A mamãe vai ligar e marcar um horário. Tá?
—Tá.
—Agora vai colocar uma roupa bem bonita que nós vamos almoçar fora.
—A sua unha tá só meio pintada.
—É. Ser mãe é padecer no paraíso. Agora vamos tomar banho e escolher uma roupa linda.
Ela passou por mim e me lançou um olhar mortal. Aquele olhar de depois a gente conversa.
Eu nunca vou admitir isso pra ninguém, mas eu morro de medo da minha mulher.

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