P.O.V. Klaus.

Caroline está de férias do emprego e decidiu que vamos fazer uma viagem em família. E isso incluí Stefan e Elena, Damon e Bonnie, Jeremy e Anna e a prima da Elena que foi babá da Hannah durante anos.

Quando a garota chegou eu fiquei chocado e muito feliz.

—Oi querida! A tia Ness ficou morrendo de saudades.

A minha pequena filha estendeu os bracinhos para a duplicata que a pegou.

—Como cresceu. Eu também crescia rápido, muito rápido.

—Ela ainda não sabe falar direito Ness.

—Então, acho que isso é influência do pai. Ainda falta muita gente pra chegar?

—Sim.

—Minha outra irmã vem vindo.

—Dá licença, mas sua mãe não lhe disse que encarar é feio?

—Você é um milagre. Eu não acredito que você exista.

—Meus pais também não acreditaram de primeira. Mas, aqui estou eu.

—Mama.

—Tudo bem. Vamos fazer mama.

Era impressionante como ela se virava bem. Com uma das mãos apenas ela fazia a mamadeira enquanto segurava Hannah com a outra.

—Podemos ir?

—Podemos.

Estávamos de saída quando tocam a campainha.

—Quem pode ser?

Caroline atendeu a porta.

—Você? De onde foi que saiu esse bebê?

—De mim. Mas, ela é problema de vocês agora.

—Porque?

—Porque é do seu marido híbrido. E eu não vou criar essa pirralha. Podem matá-la se quiserem eu não to nem ai.

A loba praticamente jogou a criança nos braços de Caroline e saiu. Ela tinha poderes de vampiro?

—O que?

A lobisomem se virou e disse:

—O sangue dessa cria de Klaus fez isso comigo. Pelo menos pra alguma coisa ela serviu.

Daí ela foi embora. Deixando a criança para trás.

—Que nome vamos dar?

—Hope. Eu gosto.

—Gostei. Oi Hope.

A mãe biológica trouxe a criança de mala e cuia.

—Bom, vamos precisar de uma cadeirinha a mais.

A duplicata humana responde:

—Eu posso cuidar disso.

—O que vai fazer Ness?

—Você vai ver.

Ela esfregou as mãos uma na outra e pronunciou umas palavras em aramaico.

Stefan diz:

—Feitiço de gêmeos.

—Desde quando você entende de magia Salvatore?

—Desde que eu nasci.

—Stefan Salvatore metido a bruxo?

—Não me subestime Mikaelson. Você se acha muito, mas eu me lembro de como você gritava. Fiz você acreditar que estava morrendo uma vez, posso fazer de novo.

—O que?

—Eu sou um dos rostos que geraram milhares de duplicatas. Prazer, sou Silas.

—Você é Silas?

—Sou. Você já conheceu a minha amada?

—Não.

—Então vou te apresentar.

Ele abriu a porta do carro e uma perna saiu. A mulher estava usando um salto enorme bicolor. Silas deu a mão para ela e a ajudou a sair.

—Klaus, conheça Amara. Amara, conheça o Klaus.

A mulher era duplicata. Ela estava usando um terninho preto com saia. Parecia uma verdadeira executiva.

—Então você é o Klaus? A sua mãe falava muito de você, mas ela o chamava de Niklaus. Assim como você, você e o vampiro caçador.

—Eu não me lembro de tê-la conhecido.

—Não conheceu. Mas, vocês dois eu conheço. Elijah o nobre original filho da Bruxa Ester e Rebekah a jovem solitária e volátil.

—Você não sabe quem eu sou!

—Sei. Pior que sei.

—Pronto! Duas cadeirinhas exatamente iguais.

—Vamos?

—Vamos.

Nós fomos para uma pista de pouso particular onde um jatinho nos esperava. E o piloto nos levou para um resort cinco estrelas no Rio de Janeiro.

—Olá senhorita Cullen. Seja bem vinda novamente ao Royal Rio Palace.

—Obrigado Ilena.

—De nada. Por favor, me acompanhem.

O funcionário colocou as nossas malas no carrinho e levou para o elevador de serviço.

—Ele não vai roubar as nossas malas vai?

—Claro que não. O Téo é muito honesto, todos aqui.

Quando chegamos a funcionária perguntou:

—Klaus e Caroline Mikaelson?

—Somos nós.

—Aqui. Quarto sete.

—Freya Mikaelson?

—Eu.

—Quarto três.

A tal Ilena entregava as chaves e nos direcionava para os devidos quartos.

—Silas e Amara?

—Aqui.

—Quarto quatro.

—Elena e Stefan?

—Bem aqui.

—Quarto sete.

—Obrigado.

—De nada.

—Elijah? É assim que fala?

—Não é Elijah.

—Desculpe. Elijah Mikaelson. É você?

—Sim senhorita.

—Quarto dez.

—Damon e Bonnie?

—Aqui.

—Quarto oito.

—Anna e Jeremy.

—É Jeremy.

—Desculpe. Quarto quatorze.

Depois de distribuírem os quartos ficou faltando o da duplicata.

—E o dela?

—Vou ficar na suíte presidencial. Eu sou uma menina mimada.

Ela disse dando um sorrisinho sacana e chacoalhando a chave.

—Tchauzinho.

A Tia Ness entrou no elevador e foi embora para a cobertura.

—Qual é o nome dela?

—De quem?

—Da sua amiga duplicata.

—Renesmee?

—A prima da Elena?

—Ela mesma. Renesmee Carlie Cullen.

P.O.V. Elijah.

Quando deu mais ou menos meia noite ouvi o elevador passando e a voz dela vindo de lá de dentro.

Decidi seguir a garota pra saber onde ela ia.

Ela saiu olhando sob o ombro e carregando uma maleta preta.

As roupas dela eram todas de couro preto. Ela enfiou a maleta numa mala, subiu numa motocicleta, colocou o capacete e saiu cantando pneu.

Depois, entrou numa garagem e saiu de carro. Um carro que parecia carro de corrida. Tinha neon rosa embaixo e o carro tinha uma pintura da mesma cor, mas era uma pintura que parecia graffiti.

A duplicata doida foi parar numa rua cheia de carros de corrida.

—Un carro rosita.

—O meu carro rosita e eu acabamos com você sem pensar.

Ela sabia falar espanhol?

—Então a Princesa do papai curte adrenalina?

—Não, estou aqui só pra fazer volume.

Disse cheia de ironia.

—E vejo que trouxe o seu namorado com você?

—Ele tá aqui só pra fazer volume.

—E ai Ness?

—Beleza Suki?

—Beleza. Quem é o gato?

—Um intruso. Cadê o Ted?

—E ai gatinha?

—Ted! Beleza?

—Beleza. Senti sua falta.

—Também senti.

O cara colocou a mão na bunda dela e ela deu um tapa na cara dele.

—Se colocar a mão na minha bunda de novo...

Ela pegou um canivete.

—Eu te corto.

—Colocou a mão na bunda dela?!

—Suki...

A japinha deu outro tapa na cara dele.

—Vai correr ou não?

—Vamos nessa.

—Dinheiro?

—Quanto é?

—Dez mil.

—Toma.

O maço de dinheiro era grande.

Um carro com neon azul veio.

—Droga é o Brian.

—Brian O'Connor? Legal. Vou ter o prazer de ganhar dele.

—O que está fazendo duplicata? Quer se matar?

—Vai se danar.

Olhei nos olhos dela e disse:

—Enta no carro e vai pra casa.

—A sua compulsão não funciona comigo.

—Todo mundo se posicionando pra largada.

Ela entrou no carro e eu fiz o mesmo.

—O que tá fazendo?

—Quero saber como é.

—Coloca o cinto e segura firme.

—Prontos?

—Pronta.

—Pronta.

—Pronto.

Eles começaram a ligar os motores.

—Vai!

Pneus cantando e o carro foi super rápido.

—Cuidado!

—Relaxa. Eu sou metade vampira lembra?

O tal Brian passou a nossa frente, mas na última volta ela disse:

—Comemorou muito cedo. Come poeira mané!

Ela apertou um botão e o carro atingiu uma velocidade tão grande que tudo virou um borrão.

E então, ela breca.

—É isso ai Ness!

—Demais!

Assim que eu saí do carro vomitei tudo o que eu comi.

—Credo.

—Caramba! Isso é sangue?

—É.

—Se tá legal?

—Só fiquei meio enjoado.

—Ai. A grana tá toda ai. Meus parabéns.

—Valeu Ted.

—Quem é você?

—Sou a Ness.

—Brian o Connor.

—Eu sei. Vamos pra casa vacilão.

—É melhor levá-lo ao hospital.

—Vou levar.

Eu entrei no carro e estávamos indo embora quando chega um cara todo bombado.

—Você é quem?

—Ness.

—Dom.

—Prazer.

—Que tal ver se consegue ganhar de mim?

—Quem sabe outro dia.

—Olha só galera, ela ta com medo.

—Se liga, você não representa ameaça pra mim, otário então não me ameaça.

—Eu vou dar uma lição nessa vadia.

—Não faça isso. Não há garantias de que vá sobreviver á mim.

A moça deu um soco do qual a duplicata facilmente desviou.

—Errou.

A moça investiu contra Renesmee outra vez e com uma mão esta quebrou o braço da adversária.

—Leti!

—Nunca mais, se você valoriza sua vida me desafie de novo.

—Você é o que?

—Eu sou tudo o que você não é. Por isso, vou te fazer um favor.

Ela se mordeu e forçou o sangue pela goela da garota.

—Solta ela!

O osso quebrado voltou ao lugar.

—Ai! Como você fez isso?

—Eu não sou do tipo comum.

Ela entrou no carro e dirigiu até a garagem onde estava a moto.

—Desce.

—Eu não vou subir nesse negócio.

—Maricas.

—O que?

—Deixa de ser maricas e sobe na moto.

—Tudo bem.

—Coloca o capacete e segura firme.

Quando chegamos ao hotel o sol estava nascendo e os outros nos esperavam.

—Onde vocês estavam?

—Estava ganhando uma graninha e o espertão aqui decidiu me seguir. Amanhã vou as compras.

—Você ganhou dez mil dólares numa noite!

—Eu sei. Essa é a beleza das corridas de rua.

—Foi numa corrida de rua?!

—Relaxa santa Elena, eu sou imortal lembra?

O dinheiro estava dentro da bolsa.

Ela foi dormir. Quando deu mais ou menos meio dia foi ao shopping e conseguiu torrar toda a grana que ganhou.

A Cullen comprou bolsas, sapatos, roupas, colares, pulseiras, anéis. Tudo de marca.

—E agora onde nós vamos?

—Amanhã vou ao spa. Mas, hoje á noite vou á uma corrida de drifting.

—Vai voltar á aquele lugar?

—Relaxa. Eu faço isso á bem mais tempo do que você imagina almofadinha.

—Não. Sozinha você não vai.

—E você vai comigo? Pra vomitar igual a ontem?

—Você vomitou?

—Aquela velocidade toda me deixou nauseado.

—Se gostou da corrida de dez segundos, vai amar o Drifthing. E então, vamos correr?