Klaroline- Devilish Baby.
14 In Love
Notas iniciais
P.O.V. Alec.
Ela nos poupou. Porque ela nos pouparia? E mais ainda, porque ela me daria um anel que me permite andar ao sol?
—Irmão, temos que voltar para a Itália.
—Porque?
—Como assim porque?
—Porque?
—É a nossa casa. Nosso lar.
—Não. Não é o meu lar, eu não era feliz lá, eu não me sentia melhor, não me sentia em paz, eu não sentia nada!
—E o que pretende fazer agora?
—Eu vou viver. Arrumar um lugar pra ficar, quero ir á escola, aprender coisas novas, ver o mundo. Passamos tanto tempo trancados naquela jaula dourada que não pudemos conhecer nada.
—Você quer se mudar pra cá?
—Quero. Porque não? Podemos recomeçar.
—E invadir o território dos Cullens vai ser uma ótima maneira de recomeçar.
—Eu não pretendo invadir o território deles.
—Alec, eles acabaram de matar os Mestres e você vai querer cutucar a onça?
—Os Mestres puxaram briga com eles, não a gente. Essa rixa não é nossa.
—Alec, isso é por causa da neta do Edward Cullen?!
—O nosso amigo tá gamadão na monstrinha.
—Ela não é uma monstra.
—A menina é um furacão ambulante e desgovernado.
—Tem razão irmã.
—Não nesse sentido! No sentido ruim mesmo!
—Não precisa ficar com ciúmes, você sempre vai ser a minha irmãzinha mala.
—Obrigado pela parte que me toca.
—De nada.
—Não me provoque.
Voltamos para a Itália, pegamos as malas e voltamos para a cidade de Cullen's Port. Pois é os Cullen também tem uma cidade com o nome deles, Carslile fundou a cidade em 1450 ela fica na chuvosa Washington perto de Forks.
De uns tempos pra cá tem feito mais sol aqui, isso com certeza não é um fenômeno natural, imagino que seja a forma dos Cullens protegerem seu território.
—Eu queria tanto sair e ver as pessoas.
—Com esse sol vocês não vão a lugar nenhum.
—Eu queria muito um desses anéis lindos.
—Boa sorte com isso.
P.O.V. Jane.
O meu irmão ficou a noite inteira se engomando pra sair e quando ele saiu nós ficamos só na vontade, mas o tempo fechou e pudemos ir á escola.
P.O.V. Alec.
A escola era um lugar interessante. Eu podia sentir o cheiro dos adolescentes cheios de hormônios e feromônios. Mas, um cheiro se destacava na multidão.
O cheiro dela. Medusa.
Eu reconheceria o doce cheiro de seu sangue místico misturado á morango e flor de cerejeira em qualquer lugar.
Quando ela nos viu ficou vermelha, eu vi a fúria em seu olhar.
—Gentinha miserável, mal caráter. A gente dá a mão e eles já querem o braço.
—Acho que ela não está muito contente em nos ver.
—Ninguém nunca fica contente em nos ver.
Conforme ela passava as portas dos armários batiam enlouquecidamente.
—Era pra vocês estarem a vinte mil léguas submarinas daqui! Porque estão aqui?
—Medusa nós só queremos começar de novo.
—E com tanto lugar pra recomeçar vocês tinham que vir para a minha cidade?!
—Sua cidade?
—Você pensa que eu não sei o porque dos seus olhos serem tão bonitos? É porque vocês se alimentam de gente viva. Mas, eu digo, na minha cidade não!
A dor na cabeça era insuportável, era uma coisa terrível.
—O que está acontecendo aqui?!
—Vão embora. Voltem pra aquele buraco que é o seu lugar.
—Ei! Menina, isso não é jeito de tratar as pessoas.
—Eles não são pessoas. Voltem pra Itállia escória Volturi.
—Irmão você tem um péssimo gosto pra mulheres.
—Todos vocês na minha sala. Agora.
P.O.V. Diretora Santos.
Mal o ano letivo começou e já temos alunos desordeiros.
—E então? Qual é o motivo da briga?
—Eles tentaram matar minha mãe, tentaram nos matar e agora aparecem aqui na maior cara de pau?
—Desculpe como é?
—Medusa... seguíamos ordens.
—Pro inferno com as suas ordens! Você tem uma cabeça, é livre pra escolher, sempre foi!
—Sim, está certa.
—Eu te dei a liberdade, eu matei os seus mestres, eu te dei uma forma de caminhar ao sol e ao invés de voltarem para casa e limparem a bagunça que passaram quatrocentos anos fazendo, vieram pra minha cidade bagunçar o meu coreto!
Eu fiquei em choque.
—A que bagunça se refere exatamente?
—Vocês nem fazem ideia fazem? Espíritos vingadores, fantasmas! Sedentos de vingança, criados por mortes violentas! Se a consagração não for feita o espírito não descansa. Faz alguma ideia de quantas almas se perderam dentro daquele maldito Castelo?! Fazem alguma ideia do estrago que causaram?!
A minha sala começou a tremer.
—Vocês vão limpar aquela bagunça. Sim. Nem que eu tenha que enfiar vocês dentro de um avião pessoalmente.
—E como vamos mandar as almas embora?
—Infelizmente, isso vai ter que ficar a meu cargo. Estou cansada de ter que limpar a sujeira de vocês, malditos mortos vivos do inferno!
—Irmão, a mina é uma figura.
—Ah, cale essa boca Dimitre.
—Estão esperando um convite formal? Vamos logo! Quanto mais cedo formos mais cedo posso voltar.
—Senhora.
Eles saíram e foram embora.
—Esse ano vai ser uma coisa de louco.
P.O.V. Dimitre.
Tivemos que passar na casa dela para pegar um livro.
—O que é isso?
—É o meu grimório.
—Gri... o que?
Perguntou Felix.
—É um livro mágico de feitiços. Idiota.
—Temos super audição podemos ouvir tudo.
—Deve ser horrível, ser vocês. Eu não conseguiria. Como sobreviveram, como conviveram consigo mesmos por quatrocentos anos? Eu não conseguiria, toda essa culpa, sozinhos no mundo, odiados por todos, sem ter um amigo no mundo. Eu não, Deus me perdoe. Eu preferiria morrer.
Ficamos em choque.
—Vocês caminham, falam, mas são fantasmas. Apenas um resquício falho das pessoas que foram um dia. Entranhado nesse tipo de trevas não há lembrança do amor e se pararmos de acreditar no amor, porque iríamos querer viver?
—Aonde estamos indo?
—Aeroporto.
—Podemos simplesmente caminhar.
—Caminhar até a Itália? Cabeçudo a Itália é outro continente! Tem que atravessar o mar!
—E daí?
—Se eu não respiro, eu morro.
—Você precisa respirar?
—Respirar, dormir, comer e beber sangue. Sangue humano infelizmente.
—Sangue humano ein? Tanto para o discurso de não matar pessoas.
—Eu bebo sangue doado. Ninguém precisa morrer pra eu comer.
Ela começou a respirar fundo e foi dirigindo até Seattle.
—Está passando mal?
—Desvantagem de ser filha do meu pai. É mais difícil ficar no controle. As emoções, a personalidade, tudo se amplia. Eu não consigo beber sangue animal, eu tentei coelhos, aves, e até ratos de laboratório, mas vai tudo parar no vaso.
—Vai parar no vaso?
Ela fez um barulho de alguém vomitando.
—Você vomita.
—Bingo.
—Porque você vomita?
—O meu pai é um original, a raça dos originais é diferente.
—Original? O que é um original?
Ela freou o carro bruscamente.
—Tá falando sério moleque? Tipo, sério mesmo?
—O que foi?
—A educação de vocês foi muito deficiente. Não conhecer fantasmas eu até entendo, mas não conhecer a própria história... ai já é demais.
—Nós conhecemos nossa história.
—Não. Não conhecem não. Vocês só existem por causa da minha avó! Ela começou tudo isso á mil anos atrás.
—Como assim?
Ela estacionou e fomos para um hangar privado.
—Todos á bordo.
Subimos no jato.
—Vamos para a Itália Javier.
—Sim senhorita.
Nos sentamos e ela começou a contar a história.
—A minha avó Ester, ela era uma bruxa, uma serva da natureza. Eles vieram para esta terra muito antes dela ser descoberta pelos palermas cujos nomes são sitados nos livros de história. Temendo que sua família estivesse em risco minha avó fez um ritual profano, numa noite de lua cheia ela serviu ao meu pai, tios e tia vinho misturado com sangue e depois o meu avô Mikael... atravessou a espada nos corações deles.
—Ele os matou.
—Perfeitamente madame. Quando eles acordaram tiveram que beber mais sangue para completar o ritual, tia Rebekah falou que a sensação de poder era... indescritível, mas o feitiço trouxe consequências e a natureza revidou.
—A natureza revidou?
—O vampirismo é um crime contra a natureza! Nada deveria viver pra sempre.
—Como a natureza revidou?
—O sol para quem minha avó pediu a vida, tornou-se seu inimigo. Os manteve trancados em casa por semanas, o sol os queimava, mas a minha avó encontrou um jeito.
—Que jeito?
Ela colocou a ponta do dedo no anel de Alec.
—Um anel?
—O anel não é importante. O importante é o feitiço que lancei sob ele.
—Um feitiço?
—Precisamente. As flores que cresciam na base do carvalho branco os queimam e protegem os humanos do controle mental. O feitiço decretou que apenas a árvore que lhes concedeu a vida, também poderia tirá-la... então eles incendiaram ela. Mas, a natureza revidou e séculos depois houve uma nova árvore e dessa árvore foi feita uma ponte e dessa ponte foram feitas estacas. Se os originais morrerem, toda a raça dos vampiros morre com eles.
—Incluindo...
—Vocês.
—Como saber se essa sua história é verdade mesmo?
Ela tirou o colar do pescoço.
—Segure Jane.
Jane pegou no colar e o largou de imediato.
—Ai! Me queimou.
—Verbena. A erva que crescia na base do carvalho branco.
Ela moveu a mão e o colar flutuou até sua mão estendida. E ela o recolocou no pescoço.
—Ainda não entendi a parte do Original.
—É que a história termina com a seguinte frase: E foi assim que nasceu a espécie predadora.
Todos a olhamos com incredulidade.
—Seu pai é um dos primeiros vampiros do mundo?
—Exato. Uma família inteirinha de originais.
—Por isso Originais.
—Muito bem.
O avião começou a pousar.
—Pronto. Chegamos.
Pegamos um táxi até o Castelo e lá foi um pandemônio. Ela fez um feitiço e nós vimos o tamanho do estrago que havíamos causado, eles estavam em todos os lugares, todos os cômodos, todos os corredores. O lugar estava entupido de almas, espíritos de vários tipos.
—Meu Deus!
—Bela obra Volturis. Agora, levem-me até os corpos e tragam-me sal.
—Sal?
—Sal e gasolina ou qualquer outro líquido inflamável.
Eu a levei até a cova onde desovávamos os corpos. Ela cavou aquilo rapidamente.
—Que indignidade. Nem se dignaram a dar um enterro apropriado á suas vítimas.
Felix trouxe o sal e Alec trouxe a gasolina.
Ela enfiou os fones no ouvido e começou a jogar o sal e a gasolina sob os corpos.
E então ela tacou fogo.
—Adiemos salvus adistum, adiemos salvus adistum.
Ela ficava repetindo aquilo. E nós vimos os espíritos queimando.
—Pronto. Está feito. Tem mais alguma cova?
—Bom...
—Tem ou não tem?
—Tem.
—Onde estão enterrados?
—Não estão. Estão sob o castelo.
—Sob o castelo?
—Embaixo.
—Eu sei. Eu vou ter que destruir o castelo. Que ótimo.
—Destruir o Castelo?!
—Quem mandou vocês tratarem suas vítimas como trofeis?! A culpa disso é de vocês e dos malditos mestes a quem serviam.
Ela fez um feitiço para que as chamas não se alastrassem. E dai tocou fogo nos ossos.

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