Kisses and Shots
11 Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.
Notas iniciais
—Olá Donna. — Celine me cumprimenta quando entro na mansão. — Olá Nádia.
—Hey Celine! — eu a abraço. — Como está?
—Bem, mas me diz você! Devo parabenizar você pelo casamento? — ela pergunta meio desconfiada. Nesse meio nunca se sabe se casar é um momento feliz ou não.
—Bem, sim, Harley é lindo, sabe quando descrevem os deuses gregos em um livro? Bom, eles estão falando de Harley. — eu rio. — E ele tem aturado minhas provocações. Então acredito que é um parabéns.
—Então parabéns querida. Qualquer coisa podemos matá-lo para você e esconder o corpo. — ela diz. E diz isso seriamente.
—Eu sei, somos boas nisso, não é? — eu rio.
—Sim, somos e eu estou falando sério.
—Obrigada Celine.
—Onde está Grace?
—Fazendo almoço. Lily está comendo como louca por causa do bebê. — ela brinca.
—Sei, ela precisa ir logo. Precisa de um médico de confiança e um lar.
—Sim, mas Donna, ela vai dar conta sozinha? Ter esse bebê, e se cuidar é complicado, eu não acho que ela deve ficar sozinha. — tenho pensado nisso e preciso de um plano rápido. Quero dizer o trabalho que fazemos aqui não é fácil. Temos que nos esconder e ajudar essas mulheres a fugirem de pessoas que podem caçá-las até no inferno se preciso for. Estou tentando ser mais esperta aqui!
—Eu vou pensar em algo. Estou indo para o meu escritório se precisar de mim.
—Ok.
Meu escritório fica na onde antigamente era a sala, se alguém aparece podemos fingir que é uma casa comercial ou algo assim, isso explica ter várias mulheres por aqui.
—Nádia, preciso que separe os arquivos daquelas mulheres que ti pedi. Estou pensando em mandar uma junto com a Lily.
—Certo.
Pego um dos celulares que uso para ligações no abrigo.
—James...
—Donna? Oi querida. Como você está? -James é uma daquelas pessoas que eu gostaria de salvar da máfia, não se enganem ele tem total condições de sumir, mas ele sente que não tem nada lá fora para ele. Ele vive um amor proibido. Sério, a máfia não se atualizou no século 21 e percebeu que a homossexualidade não é doença nenhuma. É apenas amor. E amor a gente não escolhe. Amor não tem uma ficha onde você coloca suas informações e especifica o gênero. O amor é puro e não tem barreiras, pelo menos não deveria ter. Mas, a máfia e ainda uma parcela do mundo ainda está condenando pessoas pela forma de amar. E por muitas outras coisas, vamos ser sinceros?
Um dia desses, e eu espero que seja um dia bem distante, quando eles me pegarem eu serei condenada. Sabe por que? Por que antigamente as mulheres que pensavam diferente eram consideradas bruxas, hoje nos chamam de loucas e eu sei que se um dia me pegarem não vai ser bonito.
—Estou maravilhosa. Acabei de voltar da lua de mel na praia ficou sabendo?
—Como não? Todo mundo está sabendo querido, as mulheres só falando do pedaço de mal caminho que você casou e os homens do ataque que vocês sofreram.
—Ataque? Que exagero. Uma tentativa mal planejada de sei lá sequestro? Homicídios? Vai saber.
—Só você mesmo para fazer piada com algo assim Donna.
—James por mais que eu ame ouvir sua voz, quero saber dos documentos da Lily.
—Direta. Estão prontos e inclusive eu achei coisas que vão lavar o marido para baixo.
—Ótimo, James me envie o quanto antes por favor e pode soltar essas coisas que você achou, vamos acabar com ele primeiro e em seguida Lily pode sair do país.
—Ótimo, você está me devendo um jantar.
—Na próxima semana querido, você pode me buscar em casa. — Digo sorrindo por que eu sei exatamente quais botões do Harley que eu posso apertar para deixá-lo insano.
—Certo, na próxima quinta as 7?
—Perfeito.
—Te vejo vermelhinha! — ele fala meu apelido para me irritar.
—Esses são os arquivos.
—Obrigada Nádia eu vou analisar. James vai enviar os documentos, você pode retirar eles para mim?
—Claro, volto logo.
E é assim que passo a tarde. Analiso os documentos, vejo os e-mails que recebi da minha empresa, analiso os relatórios, confiro com Celine a segurança da casa. E como está o estoque das coisas. É tarde quando volto. Já está escuro. Passo no shopping entro no banheiro, compro dois pares de sapato, um par de roupas e vou para o meu carro. Logo o carro que me seguia mais cedo aparece.
Entro em casa para encontrar Harley sentado na poltrona vestindo apenas uma calça de moletom e tomando whisky.
—Boa noite marido. — Digo sorrindo.
—Onde você estava?
—Sabe por aí. — Mostro para ele as sacolas.
—Esse tempo todo?
—Sabe como é fazer compras toma tempo.
—Não minta para mim Donna.
—Eu? Oh, por que eu faria algo assim? Mentir ao meu marido? Ao qual fiz votos... Ah, espera, não fizemos votos não é marido? Só assinamos um papel e nesse papel, no qual eu li, não estava escrito que eu teria que dar satisfações ao meu marido a cada vez que eu decidisse sair de casa.
—Você cresceu nesse mundo Donnatella, será que não entende o perigo?
—Cuidado marido, vou achar que você se preocupa comigo. E você não quer isso, quer?
—Não é disso que se trata! Eu tenho inimigos.
—Primeiro? Eu sei me cuidar e segundo? Não negocie pela minha vida marido, deixe que me matem, você não vai sentir falta.
—Deus eu não consigo conversar com você! — ele diz. Eu sorrio para ele. Solto as sacolas e vou em direção aonde ele está sentado.
—Nós podemos fazer algo melhor que conversar marido.
—Não quero transar... — suas palavras morrem quando sento no seu colo. Obviamente ele já está pronto. Eu sorrio.
—Você tem certeza que não quer? — pergunto mordendo levemente sua boca.
—Merda... — ele solta o whisky e agarra minha bunda. — Talvez eu deve te foder até você ficar tão cansada que não possa sair perambulando por aí.
—Você pode tentar marido.
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