Kisses and Guns

44 Tenho um lado sombrio que costuma ser doce para disfarçar a bagunça que o tempo fez em mim. - Carol Gray


Notas iniciais
Bom dia Leitores e Leitoras mais lindos do mundo! É o seguinte! Essa autora não tava conseguindo postar, não sei se é o chrome, mas a caixa onde coloca o capitulo não estava abrindo, mudei de navegador e abriu, então peço que vocês observem para mim se tá tudo certinho e o capitulo tá abrindo. Obrigada desde já HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE'S BACK ! Eleeeeeeeee voltou! O rei da máfia! O ladrão de corações o regador de calcinhas! WELCOME BACK BABY!

Mais 3 meses depois...

Estamos há um mês nesse apartamento. Nos mudamos mais três vezes desde que Amélia soube que estava gravida. Mas eu percebo que ela está mais cansada à medida que a gravidez avança. Ela está de cinco meses. Sua barriga pequena só adiciona luz a ela, é uma barriga perfeitamente redonda, e não poderia ser diferente. Amélia é como uma boneca de porcelana, simplesmente perfeita em vários níveis. Seu corpo parece confortavelmente em forma e a única indicação de sua gravidez é a barriga. Ela tem estava fazendo compras loucamente levando tudo para gestantes. Acho que ela sente falta de costurar, por que eu percebo quando ela olha a roupa e fica puxando como se pudesse fazer algo para mudar.

E mesmo que eu sinta o puxão me dizendo que nós temos que ir eu não tenho coragem. Ela está emocional e precisa saber que vai ter um lugar seguro para ela e para o bebê. Ela precisa de conforto e proteção. Precisa de fazer o seu ninho. Mesmo que esse lugar no momento não exista. Não existe um lugar seguro, ou um lugar estável para criar um bebê, na verdade nem existe um lugar, por que no momentos não pertencemos a lugar nenhum.

Meu coração se acelera quando penso em momentos como esse, nas coisas importantes, em como não temos estrutura nenhuma.

Tenho estado em alerta no ultimo mês. Nós não nos movemos, e eu tenho sentido que ele está próximo, a cada dia a cada hora que passa. Nos meus sonhos ele tem sido tão frequente como nunca. E é uma presença constante no aperto no peito que eu carrego 24 horas por dia. Machuca. Dói. E é infinitamente pior que um tiro. Eu preferia levar mil tiros a me sentir ferida da forma que eu sinto, por que eu confesso, eu sinto saudade, e a saudade é como acido corroendo minhas veias, eu o amo, e esse amor é como uma tonelada pressionando meu peito, mas eu sinto raiva e a raiva é como um milhão de agulhas perfurando minha pele. Às vezes a sensação é quase demais para suportar. Como quando eu sufoco os gritos dos meus pesadelos na madrugada.

Por isso, achei, erradamente, que era uma boa sair um pouco. Amélia estava abatida. Como tem estado desde que descobriu a gravidez. Ela está distante e triste e eu me preocupo, por que dizem que na gravidez tudo fica a flor da pele e essa tristeza dela não pode fazer bem. Estamos voltando das compras. Por que é uma das únicas coisas que pode manter Amélia entretida por horas. Amélia está tendo um menino. Eu sorrio por que sinto como uma verdadeira tia. Sinto a conexão com essa criança. Tanto quando sinto com ela. Ela é minha família agora. Compramos trajes de marinheiro, bolas de pelúcias e uma girafa que eu insisti em trazer, por que era muito fofa. Girafas são fofas. E tranquilas e são girafas...

Às vezes quando a felicidade consegue superar a escuridão dentro de mim, toda a tristeza e todo o sentimento ruim, eu abaixo a guarda. E isso. Foi isso que foi meu erro fatal. Sempre que eu me permito algo, seja o que for, eu pago por isso. E o preço é sempre alto demais para pagar.

Quando abro a porta eu encaro seu rosto pela primeira vez em meses. Ele está na sala. E ele é do jeito que eu lembrava. Sombrio e... Irresistível. Há algo que me atrai para ele como uma mosca na teia de aranha. Como uma presa para a morte certa do predador. É quase uma piada eu tentar resistir. É inútil. Eu estou atraída por sua escuridão. Seus olhos negros me olham de cima abaixo e meu corpo reage fortemente. Engulo seco quando todos os sentimento que eu estava mantendo tão bem guardados e presos sobem a superfície. Deus! Parece uma eternidade desde que o vi pela ultima vez, parece outra vida! E eu sou outra pessoa! Puxo minha arma com velocidade. Tanto quando meu corpo o quer perto, minha mente grita todos os alertas máximos para ter ele longe.

— Por que eu não estou surpreso? – ele diz divertidamente. Um meio sorriso estica no canto direito de sua boca cheia. Aquela boca. Que eu sei que é macia e que pode me fazer ficar de joelhos. Aquela boca que fez coisas para mim. Aquela boca que eu levaria outro tiro para sentir o gosto mais uma vez.

Concentre –se mulher!

— Amélia, corre. – Digo duramente para ela que está atrás de mim.

— Eu não vou deixar você.

— Amélia.

— Não Alex.

— Que lindo isso. – Dante respira fundo e seus olhos me perfuram. – Deus, Cookie. Eu vou acabar com você. – ele diz com a voz carregada. O cenho franzido e a postura altiva. Eu estou enganada ou sou que tenho a arma?

— O que foi Dante? Criou coragem e veio terminar o serviço com as próprias mãos? – pergunto duramente. Tudo bate em mim como uma explosão. Medo, raiva, ódio puro e liquido. Mas, amor e desejo estão lutando para subir a superfície. Para alcançar ele. Implorando para alcançar ele. Implorar por um ultimo beijo ou qualquer coisa que eu conseguir. Alguma coisa. Um toque simples que seja. Eu quero chorar, por que eu pensei que nunca ia ver ele novamente. Eu quero gritar por que eu não pensei que ele ainda me afetaria dessa forma. E eu quero correr por que cada vez que ele me olha assim, eu sou dele. Não há volta. Eu não sou mais dona de mim. E isso me assusta um inferno. E por essa razão eu quero atirar nele. Quero ver esse brilho nos seus olhos se apagando. Quero ver ele sentindo a dor que eu senti e saber que fui eu. Eu quero ouvir seu ultimo suspiro. Mas não posso suportar a ideia de Dante. Meu Dante. Suspirar pela ultima vez. De Dante não pertencer mais a esse mundo. Isso é simplesmente inaceitável. O que faz a minha postura rígida, e minha arma em punho, totalmente sem sentido.

.