Kisses
6 Karaoke
Notas iniciais
MANO! TIPO... ANOS!!
Não me matem ;-;
Mentira, podem me matar sim u_u'
Mas não descontem no Rei e no Ru D:
Eles não tem nada a ver com isso ;3;
- A gente pode cantar um pouco de Luna Sea. – sorriu, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta vermelha e olhando o loiro de faixa.
- Sempre cantamos Luna Sea. Vamos cantar outra coisa. – suspirou, entrando no karaokê com o menor e logo sendo guiado até uma das salas que ali tinha.
Era aniversário de Akira e Takanori resolvera levar o maior para um karaokê. Os amigos não puderam vir, pois era semana de provas na escola deles e precisavam estudar. Akira e Takanori foram os primeiros a se formarem e estavam tendo trabalhos de meio período enquanto faziam a faculdade. Naquela noite eles tiveram folga por ser aniversário do maior.
- Nós vírgula. Quem sempre canta é você. Não solta o microfone por nada. – suspirou, tirando o casaco e largando-se no sofá espaçoso com almofadas que tinha na sala. O garçom perguntou se queriam algo e pediram uma garrafa de cerveja e alguns tira-gostos – Devíamos ter comprado um bolo. Eu gosto de bolo no meu aniversário. – o loiro reclamou.
- Cala a boca. Não quero falar com você. E eu não monopolizo o microfone. – bateu na cabeça do outro de leve com o controle da televisão enquanto olhava o menu de músicas.
- Ai, Takanori! – olhou-o e suspirou – Imagina. Nem um pouco. – puxou a touca do outro e riu – Qual é, Taka! Me deixa cantar primeiro que você! E aí você pode cantar enquanto a gente estiver bem bêbado. – riu largado e viu o menor tirar a jaqueta vermelha. Suspirou, olhando os braços alvos à mostra.
Há quanto tempo tinha o menor em mente? Algumas semanas talvez. Suspirou baixo e coçou a nuca, desviando o olhar. Vinha se segurando há um tempo para não fazer nada demais com o pequeno. Gostava da amizade de anos com ele e não queria estragar isso. E também tinha a parte de que talvez Takanori poderia não gostar de si daquele modo.
- Se você me deixar usar aquela sua jaqueta de couro que comprou na semana passada... – fingiu-se de desinteressado enquanto o garçom entrava e deixava a garrafa de cerveja e os tira-gostos em cima da mesinha que ali tinha. Olhou para o menor.
- Mas... É-é minha jaqueta nova! E-eu mal comprei ela! Nem usei ainda para falar a verdade! – olhou o loirinho e o viu olhá-lo com cara de tédio, segurando o microfone na mão e o balançando. Suspirou e apertou as mãos em punhos, tomando o microfone da mão dele e sendo abraçado.
- Por isso mesmo! Não tem coisa melhor do que deixar o Takinha aqui estrear as coisas. Vou deixá-la macia, oras. Devia me agradecer. – riram e o loiro de faixa se levantou, escolhendo uma música do X-Japan.
- Are you ready?! – riu, gritando aquilo e vendo o loirinho rir, levantando os braços e gritando.
E logo Akira começou a cantar. Takanori logo parou de sorrir e olhou-o cantar. Colocou as mãos nos ouvidos, zombando de Akira.
- Pára! Pára! – ajoelhou-se, debruçando-se sobre a mesa e esticou o braço – Me dá essa porra! Você não sabe cantar porra nenhuma, Akira! Me dá isso agora! – mexia os dedos, exigindo que devolvesse o microfone.
O da faixa enrugou o cenho e olhou-o – Como assim? Sai daqui, Takanori! Disse que ia me deixar cantar primeiro! Sai! – afastava-se do menor e o viu levantar e bater os pés no chão.
- Eu concordei, mas não achei que tinha uma voz de gargarejo com cascalho! – olhou.
- Pelo menos a minha voz é de alguém adulto! – olhou o menor e o viu ficar vermelho de raiva.
- Cala a boca, Akira! Posso não responder por mim se continuar a me irritar! – apontou um dedo para o mais alto e trincou os dentes. Puxou ar, irritado.
Riu soprado e olhou o menor, tirando a franja do rosto – Seu baixinho com voz de criança na puberdade.
- Eu mandei você calar a boca! – gritava, irritado. Sentia o corpo tremer. Perdia paciência com facilidade, mas não achou que fosse ficar tão irritado por uma coisa boba como ouvir Akira cantar.
- Então vem calar. – enrugou o cenho. Já saíra na briga com o baixinho várias vezes. Lembrava-se da última briga física que tiveram. Foram parar no pronto socorro. Akira com a sobrancelha cortada, olho roxo e o ombro deslocado. Takanori com a boca inchada, o lábio cortado, os dedos quebrados e o maxilar deslocado. No dia seguinte já discutiam novamente.
Olhou o maior enquanto apertava a mão em um punho, mas relaxou e sorriu de lado, indo até o da faixa e segurando-o pela nuca, trazendo-o para perto de si e colando as bocas. Segurou a face do outro com as duas mãos, pressionando os lábios com força, parecendo que tinha a intenção de machucar o loiro. Separou-se e riu.
- Agora me dá o microfone. – estendeu a mão, pegando o dito cujo das mãos do outro, mas ele não queria soltar – Akira, solta. – olhou a face do outro. Ele parecia estar catatônico – Akira? – pronto! Dera pane na cabeça do outro.
Não podia acreditar. Os olhos estavam presos no menor que o olhava com cara confusa. Puxou ar, ainda não se mexendo, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Ele tinha lhe beijado. Sim. Foi isso. Mesmo que tivesse com o lábio inferior meio adormecido pela força imposta pelo baixinho com o ato.
- Hn? – olhou para ele que estalava os dedos na frente de seu rosto.
- Até que enfim. Achei que eu tinha te matado. – olhou a mão do loiro – Agora, solta o microfone. Eu não quero ficar surdo. – e o viu soltar o microfone automaticamente.
Viu o menor arrumar o fio do microfone e suspirou, passando a mão no rosto e sentando-se largadamente no sofá que ali tinha. Coçou os olhos e olhou o menor novamente, vendo-o colocar uma das músicas do Luna Sea para tocar e virou os olhos.
- Eu disse para escolher outra banda. Toda vez você toca isso. – resmungou e cruzou os braços, vendo o baixinho virar e vir até si.
- Você não lembra? – sentou-se ao lado dele enquanto o instrumental da música tocava e a letra passava na tela.
- Lembro do quê? Que toca isso sempre que a gente vem aqui? – olhou o loirinho e arqueou uma sobrancelha.
- Seu idiota! – agora irritara-se. Sempre tocava aquilo para o maior – Seu energúmeno! Eu não acredito que você se esqueceu de algo tão importante! – olhava-o incrédulo e com raiva.
- Esqueci do quê, Takanori? – olhou-o sem entender. Do que o menor estava falando?
Enrugou o cenho e puxou ar, socando o nariz do outro com a mão cheia de anéis. Levantou-se com raiva, vendo-o colocar as mãos no nariz que sangrava e manchava a faixa branca que usava no rosto.
- Cacete! Porque você me bateu, seu filho da puta?! – olhou-o com raiva e levantou-se, meio tonto.
- Eu te bati porque você é um idiota que não lembra que essa música foi a primeira que a gente escutou quando compramos o CD do Luna Sea quando éramos pequenos! Não acredito que não lembra que essa porra de banda sempre tem músicas que tocam quando acontece algo de especial com a gente, seu bastardo! – gritava com raiva. Como ele podia ser tão idiota e não lembrar daquelas coisas?
Akira olhava-o surpreso. O baixinho lembrava de tanta coisa assim? Faziam quantos anos que se conheciam? Quase doze anos.
- E aposto que não lembra que me disse que quando crescêssemos a gente se casaria! Seu idiota, bastardo, filho da puta, desgraçado! – estava com muita raiva. Agüentara durante um tempo, mas nem quando tocava a música via algo no loiro. Ele esquecia tão rápido? Sentia-se quebrar por dentro quando o via não se manifestar quando a música tocava. Ou quando cantava e olhava diretamente para ele.
Akira o olhava atônito. Não lembrava daquilo. Sempre soube que sentia uma paixão pelo menor, mas não lembrava de ter dito isso à ele.
- E-eu... Eu disse isso? – colocou a mão no peito, ainda segurando a outra contra o nariz que sangrava.
- Não, Akira. Eu inventei isso agora porque eu quero acabar com seu aniversário. – olhou o loiro e suspirou, cruzando os braços – Idiota. Não sei como eu fui aceitar casar com você. – resmungou.
E então veio um tique.
Os dois sentados no jardim da casa da mãe de Takanori. Dez anos de idade em uma tarde quente de verão. O menor tinha levado uma mordida do cachorro e choramingava. Só fizera a marca dos dentes do cão e o menor já queria chorar.
Naquela tarde prometera que casaria com ele para cuidar sempre dele.
Suspirou, sentindo o nariz doer e puxou ar.
- Takanori, seu idiota. – enrugou o cenho e levantou o punho, socando a face do outro, vendo-o ir para trás – Eu não lembrava, porra! Eu não sei como, mas eu esqueci! Então não venha me batendo assim do nada. E essa sua mão de criança é pesada! Ainda mais com esses anéis todos, seu viado! – puxou ar, sentindo o nariz doer novamente.
O menor levantou-se irritado e puxou ar, levando o punho para o rosto do outro novamente.
E ao som de Love Song do Luna Sea eles começaram outra luta.
-*-
- E o motivo dessa vez foi? – o loiro açúcar perguntou, olhando-os. Foram parar no hospital, pois o garçom que os atendera entrara para perguntar se queriam mais alguma coisa e encontrara os dois jogados no chão, completamente machucados.
- Eu amo o Aki. — olhava o novo gesso na mão. Suspirou e coçou a nuca, sentindo doer de leve. Batera a nuca com força no encosto do sofá.
- E eu amo o Taka. Ai. – suspirou, sentindo o nariz doer ainda e o corte na boca repuxar.
- E isso é motivo para saírem no tapa? – o moreno os olhou e enrugou o cenho – Pelo que eu saiba, vocês deveriam era estar dando uns amassos agora, não?
- Iie... – o menor olhou Akira e riu, dando um soquinho no braço do outro, bem onde tinha um roxo. Gargalhou, vendo-o levar a mão para lá e resmungar. Parou de rir, sentindo a costela doer e foi a vez do loiro rir de si, mas logo parar, sentindo o maxilar doer.
Os adolescentes riram, olhando-os.
- Tá. Dêem um beijinho para fazer as pazes que vamos levar vocês para casa. – Kai, o de covinhas, suspirou e riu novamente.
O loirinho olhou Akira e sorriu meio de lado, inclinando-se, mas resmungava e puxava ar com dificuldade. O loiro inclinou-se também, mas os machucados das costas e tórax doíam como o inferno.
Selaram os lábios em meio a resmungos e dizeres de dor.
- Amar dói, Taka. – resmungou, levantando-se da maca.
- Espera quando a gente for transar. – o baixinho riu, mas logo colocou uma mão na costela novamente.
Notas finais
Dedico essa super demorada ficlet para a Dookurox3 que deu essa idéia faz taaaaaanto tempo ;-;
Me desculpe Dooku-chan >_< *sendo morta*
Espero que tenham gostado e que eu ainda mereça reviews ;3;
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