Damon estava entupindo o porta-malas de seu carro com suas malas que quase estouravam. Ele fazia isso expressando fúria, mas com grande determinação.

– O que você está fazendo? – Questionou Elena o flagrando fazendo aquilo na garagem.

– É o que você está vendo! Você sabe... é o melhor pra todos e pra você!

– Como assim? não estou entendendo! Damon...

Damon bateu a porta do porta-malas com força, interrompendo-a e assustando-a.

– O que Elena? Não se finja de desentendida! Estou indo embora. Você e eu sabíamos que nunca poderíamos ficar juntos. Desde o início sabíamos que era besteira lutar contra essa porcaria de universo! Não tem como Elena... não dá mais... não posso mais.

– Damon começou a caminhar apressadamente ao encontro da porta do motorista.

– Damon pare com isso! Você está nervoso, então PARE! Você não pode ir...
Damon abriu a porta e logo Elena estava agarrando seus braços para impedi-lo.

– Hei, olhe pra mim... Acalme-se pelo amor de Deus, PARE! Você não pode simplesmente...

Damon se soltou bruscamente de Elena e entrou no carro. Ela já estava aos berros.

– Damon, não... Saia do carro! Saia do Carro Damon!!!

Ele nem ao menos olhou para Elena e ligou o carro. Ela bateu o cotovelo contra o vidro do carro que quebrou, mas não despedaçou.

Pare Elena, pare com isso!– O motor rugiu, o que fez o coração de Elena chegar a garganta. Seu único instinto foi correr e pegar um machado no canto da garagem para terminar de quebrar o vidro do carro e impedir Damon. Mas quando ela agarrou a ferramenta o carro de Damon já estava fora da garagem acelerado.

Elena jogou o marchado no chão se descabelando com o rosto expressando desespero.

– Não! Não... Damon... Meu Deus... O que eu faço? E agora? – Perguntava a si mesma com as mãos na cabeça sob os cabelos bagunçados.
Ele estava no carro pegando a estrada na esquina de casa. É a primeira vez que vemos Damon com uma expressão de choro que o leva aos prantos. Suas lágrimas já escorriam quando se ouve um estouro forte no carro, Damon se assustou, e estacionou rapidamente dentro de uma clareira cercada de árvores ao lado da estrada. O mesmo desceu do carro enxugando o rosto. – Droga!

Quando ele se abaixou, viu o pneu estourado acompanhado por uma bota familiar de couro marrom que batia no chão. A mesma pertencia á uma moça de braços cruzados que olhava para ele de cima. Era como uma mãe flagrando o filho fazendo arte.

Damon olhou para cima.

– Elena...

– Você acha que pode decidir quando vai embora? Você realmente acha que pode ir sem mais nem menos e me deixar feito uma palhaça? Damon, você acha que pode mandar aqui?

– Elena, se isso é o melhor pra você e para o Stefan, eu farei!

– Droga Damon! Você não entende? Sou eu quem decide agora! Você não vai! Isso não é o melhor pra mim! Nem pra nenhum viajante! Eu amo você... Ninguém vai impedir isso, e você não vai embora!

– Sim, eu vou Elena. Já chega!– Ele deu as costas para ela e saiu andando.

– NÃO! Você NÃO VAI! Se você for vai ter que me levar junto!

Ela o segurou e puxou seu braço bruscamente para si.

– Elena, você acha que isso é brincadeira? Tudo é fácil pra você? O Universo é capaz de nos matar se...

Trovões e raios e clarões os alcança.

– Eu não tenho medo do Universo, Damon! Você é o meu Universo! E não vai ser nenhum líder de viajantes que vai me impedir de te amar, e mesmo que isso aconteça, eu lutarei por você, porque nada pode quebrar isso agora Damon!

Começa a chuviscar e relampejar

– Nada pode me afastar de você e se for pra ir contra o as Leis do universo, eu irei. Se eu tiver que me rebelar contra o meu destino, eu me rebelarei. Se eu tiver que te amar, pra quebrar isso, então eu serei a primeira... Porque ninguém nunca foi capaz, mas eu serei!– Mais trovões e raios.

– Elena, você não sabe o que está falando, está delirando! — Damon dava passos para trás, pois Elena estava cada vez mais perto.

– E sabe por que eu serei capaz, Damon? Porque você me fez capaz! Você me fez digna de ter coragem e lutar pelo que EU QUERO!

Neste momento o raio mais forte tocou o chão de um terreno próximo causando um estrondo fortíssimo aos seus ouvidos. A chuva aumentava.

– Mas eu serei capaz Damon, eu serei capaz de estar com você. Eu serei capaz de lutar por você, e contra tudo isso. Eu serei capaz de lutar contra a morte. Eu serei capaz de lutar contra o universo, e serei capaz de lutar CONTRA MIM! Mas eu lutarei por você. POR QUE O MEU AMOR POR VOCÊ NÃO É UMA LUTA... MAS É ALGO QUE VALE A PENA LUTAR!

Uma tempestade caiu sobre Mystic Falls. O céu se fechou totalmente. A chuva forte acompanhada de um vendaval invadia o local, encharcando-os completamente.

Os dois vão um contra o outro, e o beijo finalmente acontece acompanhado pelo som de raios, trovões e relâmpagos. É TREMENDO! Mas o melhor de tudo, vemos um pássaro negro corvejar.

O pássaro que testemunhou tudo, agora voa sobre os dois aprofundados num beijo caloroso, e apaixonado, que luta para não ser interrompido pela "FÚRIA" do Universo manifestada por essa tempestade.

O corvo lutava para continuar voando contra a tempestade... Assim como Delena, que lutava para estar junto contra o Universo.

Notas finais
Uma pequena versão já terminada de como eu escreveria o tão esperado Beijo na Chuva... Meu sonho é que isso aconteça... A cena seria incomparável, impagável, inexplicável e magnífica... Os sons dos estrondos vindos dos trovões furiosos soam em minha mente sempre que penso nessa hipótese. Mesmo que jamais aconteça... Eu posso construir em minha mente, diversas versões diferentes... Uma mais linda e mais emocionante que a outra. Essa foi uma que eu quis compartilhar com você, e quem sabe... Fazer com que vc construa no seu coração e a sua mente, do seu jeito, da sua forma... Essa cena tão extraordinária, que seria o RainKiss Delena.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!