Kiss Me Again
28 Untitled
“CALEB”
A única coisa que ouvi foi um “VOCÊ” vindo da única mulher que eu amei minha vida toda, a mulher que sumiu e me deixou sem mais nem menos, da garota que sumiu no mundo carregando consigo minha única filha, eu nunca esqueceria o quanto meu amor por ela se tornou ódio e o quanto eu tinha vontade de estrangular aquela dissimulada. Olhei para as crianças, modo de pai bobo chamar os filhos, antes de responder ao “você” mais repugnante que eu já havia ouvido.
- Sim, eu! Você esta bem?
- O que você faz aqui? – ela havia começado a andar de um lado para o outro, aquilo estava me deixando tonto.
- Por um fim nessa história.
- Não me venha com esse papo de levar a Gabriela para o Reino Unido de novo, sem chance! – Gab a olhou assustada como se não soubesse ou estivesse perdendo alguma coisa, senti meu sangue subir e minha raiva aumentar, como assim ela não sabia de todas as minhas tentativas dela viver nem que ao menos as férias escolares comigo?
- Ela já tem idade para decidir, e eu acho que seria bom pro futuro dela e outra, melhor ela ficar comigo que tenho seguranças particulares ela não terá perigo de ser sequestrada de novo.
- Vai começar a jogar seu dinheiro de novo na minha cara? Criei a minha filha sem precisar de você, ela é uma mulher não vai ser agora que eu vou precisar.
- Para de ser orgulhosa, e para de falar MINHA filha porque até onde eu sei ela é minha filha também, eu só quero o bem dela.
- Agora... é fácil – a voz dela falhou e ela se sentou em uma poltrona colocando os cotovelos nos joelhos e apoiando seu rosto nas mãos.
- Agora? Eu tento isso a no mínimo 15 anos. Pare de ser egoísta.
- Pare você de querer o que não é seu, ela nunca foi sua filha e nunca vai ser.
- Espera ai – Gab virou seu rosto para o de Marie e balançou a cabeça negativamente e logo olhou para mim – ele é meu pai, e se ele nunca foi é porque você mamãe nunca deixou. Eu gostaria de conhecer o Reino Unido e melhor ainda morar lá, isso seria bom pra minha carreira.
- Você não pode me trair e ir com ele filha.
- Não é traição mãe, é só por um tempo, você sempre vai ser a minha mãe e ele sempre vai ser o meu pai, não importa o país, cidade ou planeta que eu esteja. Eu só quero.. conhecer novos lugares, novas pessoas, estudar.
- Você quer ir por causa do tal de Harry, você não me engana Gabriela, nunca me enganou, mas saiba que ele vai te magoar igual esse... seu pai fez comigo.
- Como eu te magoei? Eu nunca entendi o porque de você ter ido embora e me deixado nunca.
- Você não se lembra? – ela disse debochando e eu comecei a puxar tudo o possível na minha mente, mas isso que eu estava pensando não podia ser não. Não podia.
- Não.
- Aquela noite, em que eu decidi fugir pra ficar com você e cheguei na sua casa e você estava com a sua esposa e uma criança no colo.
- NÃO. – comecei a rir como nunca, eu não podia acreditar nisso, não dava eu estava inconformado. – você me viu com uma mulher meio ruiva? E uma bebê loira no meu colo? – ela não disse nada, apenas assentiu inconformada com as minhas risadas, parecia que eu estava contando uma piada na verdade, eu estava. – é a minha irmã, e bem, a minha sobrinha. Ela foi passar uns dias na minha casa por morar no País de Gales e nós nunca nos vermos frequentemente, e ela sabia que eu precisaria de ajuda com você, até você se adaptar a tudo e tomarmos as providencias pra você poder se casar comigo, eu não acredito Marie que você achou que ela era minha esposa. – minha voz ficou fraca e eu olhei para o meu all star velho e sujo e sorri sem humor nenhum – eu te esperei, a noite inteira na manhã seguinte eu fui até seu hotel e seus pais me falaram que você não queria me ver nunca mais, e que eu era mais um na sua vida. Com o passar do tempo comecei a acreditar nisso.
- Isso não pode ser...
- Mas é. Me desculpe, você me viu na hora errada a culpa foi minha.
Paramos de falar e a Gabriela só me olhava com pena, Fred estava sem entender e Marie estava sentada parada parecendo lembrar daquela noite mais e mais. Decidi sair do quarto e ir embora eu estava andando pelo o corredor quando senti uma mão pegar na minha me virei e dei de cara com a Marie me olhando pedindo consolo talvez.
- Por que você não me procurou?
- Eu tentei, mas seus pais não me deixavam chegar perto de você, eu na verdade te via de perto, mas não conseguia me aproximar, também com aqueles seguranças que seus pais contrataram.
- Sim, eles eram enormes – ela disse sorrindo – estou me sentindo muito mal eu criei a Gabriela com uma mentira.
- A culpa não é sua. – eu dei um sorriso de lado e ela logo acompanhou – mas vai ser se você cometer o mesmo erro que seus pais, e deixar a Gab trancada sem poder viver em paz e com alguém que ela ame, mesmo que essa relação acabe um dia, é verdadeira, deixe ela ser feliz, não deixe que a história se repita.
Dei um beijo na mão dela, acenei para o Fred e virei as costas, saindo daquele corredor de hospital, agora não tinha mais nada em minhas mãos, apenas uma longa conversa entre as duas, depois eu gostaria de saber detalhes, espero que tudo dê certo.
- Pai você esta chorando?
- Que pergunta idiota, claro que não.
- Ah! – limpei meus olhos o mais disfarçadamente possível e entrei no carro.
“FIM CALEB”
“HARRY”
Já eram quase 3 da manhã e eu não dormir eu me mexia de um lado para o outro da cama, pensando em um jeito de tentar ficar com a Gab dessa vez, o que esta acontecendo comigo? Eu só sei que não podia ficar sem ela, eu queria conhece-la melhor eu queria ter mais tempo ao lado dela, pra saber se isso que eu estou sentindo é real ou é só paixão, eu só queria saber. Fiz alguns planos para fugir com ela, fiquei pensando em várias coisas, até que comecei a sentir minha vista pesada e adormeci.
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