Kiss Me Again
13 Talk, talk...
Notas iniciais
“HARRY”
Os meninos tinham chegado e Liam não parava de caçoar de Niall que estava todo bobo com a tal Fernanda, ela era realmente linda, mas nunca tinha visto o Niall assim, na verdade ele nunca foi de se envolver, seila. Eu não conseguia pensar em nada, mas estava ouvindo a voz deles esperando que eles viessem pro meu quarto, como demorou muito coloquei meu all star e fui pra sala, eles pararam na hora de rir e eu parei na frente deles.
— Então, o endereço. – eu disse olhando pro Niall sem expressar emoção nenhuma.
— Não acho que isso seja uma boa ideia – disse Liam, sempre querendo ser o bonzão das coisas.
— Por que você não vai cuidar do seu namoro ridículo e me deixa em paz?
— Você esta se estressando demais por nada – disse Niall pegando um papel do bolso e me dando – não vá fazer uma besteira tão grande, porque já sabemos que você vai estragar tudo.
— Porque vocês sempre acham que eu vou estragar tudo? – eu estava nervoso por mim batia nos dois.
— Quem sabe por que você sempre estraga tudo? Quem sabe por que você sempre é um idiota que faz os outros sofrerem?
— Liam já disse pra você calar a boca, para de ser chato! – sai da sala sem dizer se quer uma palavra chamei o Andy para ir comigo, e mais dois seguranças, fomos pro edifício em que ela morava fiquei na porta por uns minutos até que me veio uma coragem e eu fui falar com o porteiro.
Conversei um pouco com ele e ele disse que iria tentar chamar ela pelo interfone, mas que seria quase impossível, e que ela tinha avisado que não queria atender ninguém. Passaram alguns minutos e ele me fez um sinal de que ela não estava ou que estava dormindo, Andy começou a me encher o saco dizendo que era para irmos embora, querendo ou não eu era famoso e era perigoso, dei de ombros, sentei no banco de trás do carro e fiquei mais um pouco lá. Eu precisava pelo menos tentar.
“FIM HARRY”
“GAB”
Eu estava tranquila dormindo quando ouvi um barulho insuportável de interfone tocando, que parte do “não quero atender ninguém” aquele idiota não tinha entendido? Pensei em Fernanda, e se aconteceu alguma coisa, me levantei da cama e fui as escuras até a cozinha, trombei em todas as coisas possíveis, machuquei meu pé na mesa do telefone e assim que eu cheguei na cozinha o interfone parou de tocar.
— QUE COISA! – eu dei um grito.
— Calma, ele deve ter ligado errado. – disse Fernanda aparecendo da escuridão e acendendo a luz, ela estava com um sorriso muito bobo no rosto.
— Sim deve ser, eu só levantei pensando que aconteceu algo com você.
— Não, eu estou bem! MUITO bem – ela enfatizou o muito, e isso me deu uma vontade de saber porque, fiquei com cara de interrogação e antes que eu pudesse perguntar ela começou – vamos tomar um refri e comer algo que eu conto tudo.
— Ok, vou indo pra sala e você pega as coisas. — sentei no sofá e ouvi o interfone tocar de novo, Fernanda atendeu, e eu ouvi ela dizendo “ok” e desligando, logo ela veio com uma bandeja e sentou do meu lado. – O que ele queria?
— Uma pessoa quer te ver, e bem, eu deixei ela subir.
— O QUE? Se for quem eu to pensando eu juro que segunda feira você volta pra casa da sua mãe.
— Nossa. Cala a boca vai, ele quer falar com você, veio até aqui no meio da madrugada por você, fez aquilo no show e você ta só se fazendo de difícil, porque eu sei que você ta doidinha por ele ainda.
— Não estou nada. – assim que eu disse isso a campainha tocou e a Fernanda correu pra abrir a porta, fiquei sentada no sofá com os braços cruzados e uma cara no mínimo intrigante.
— Bom, eu vou pro quarto, vocês tem muito o que conversar. Deixa só eu pegar meu lanchinho.
— Ela é bem Niall né? – disse Harry se aproximando de mim e rindo, porque ele tinha que rir, perto de mim? Idiota.
— Sim, parece. Então o que você veio fazer as... 3 da manhã na minha casa? Deve ser muito importante pra você não esperar até mais tarde.
— Nossa, você esta de mau humor? Se quiser eu vou embora.
— Mesmo que eu queira você não vai, então vamos acabar com isso logo.
— Eu achei que... você tinha me desculpado por tudo depois de...
— Depois do que você fez no show? Qualquer uma te desculparia né? Mas eu não sou dessas, foi lindo, eu achei muito fofo, mas afinal por que você fez aquilo? Sendo que eu disse que já tinha te desculpado?
— Por que eu quis fazer, eu gosto de você, gosto mesmo, e eu quero que você fique comigo, vamos esquecer tudo, eu só.. bem, quero você.
— Você não percebe que isso não vai dar certo?
— Só se você não quiser que dê, por que por mim, vai ser a melhor coisa do mundo.
— Você – eu não sabia o que dizer ele estava ali na minha casa, falando essas coisas, me deixando fraca, como ele podia nós nunca daríamos certo, nunca.
— Eu?
— Nada Harry, nada.
— Por que você não para de ser cabeça dura? – ele tinha se aproximado e se sentado do meu lado no sofá, uma de suas mãos estava em sua perna frenética, como se ele quisesse esquenta-la e a outra estava carinhosamente parada em minha cintura, como ele de qualquer maneira ele quisesse sentir meu corpo perto do dele. – Porque você não da uma chance pra você mesma? O que há de tão errado nisso? Eu já me desculpei, estou totalmente arrependido e quero você do meu lado, mas tudo o que eu faço sou recebido com mil pedras vindas de você.
— Eu não sei – eu não sabia o que dizer, ele estava cada vez mais próximo de mim e antes que eu me ligasse eu cederia aos caprichos dele e me ficaria em uma situação difícil. Senti meus olhos arderem, eu ia chorar, senti meu corpo todo tremer e meu estomago deu uma volta. – eu só acho que nós nunca vamos dar certo juntos Harry.
— Porque você acha isso?
— Por que – eu já não tinha como segurar e senti uma lágrima grossa e quente passar por todo o meu rosto seguida de várias outras que caiam involuntariamente – você é famoso, mora em outro país, tem todas as garotas nas suas mãos, e eu sou só uma estudante brasileira, que teve a oportunidade de ter um romance, mesmo que tenha sido mais drama do que romance, com o ídolo.
— E você acha que só por isso nós não podemos ser felizes juntos? Não podemos tentar? – ele sorriu, aquele sorriso dele me deixou com as pernas bambas, se eu estivesse em pé eu teria desmaiado, corri os olhos para outro ponto da sala para me livrar daquele sorriso, foi quando ele passou a mão em meu rosto, limpando as minhas lágrimas e logo segurando meu queixo com o indicador me fazendo olhar para ele, eu não queria olha-lo então fixei meus olhos em seu nariz, não sei por que mas foi o melhor local que eu achei. – Olha pra mim, nos meus olhos, vamos olha.
— O que foi? – me perdi no meio da íris dele, que brilhava e tinha um sorriso nela, sim, eu adorava ver o sorriso que ele era capaz de dar com os olhos.
— Eu não vou mais insistir, não quero te machucar mais, eu estou te deixando livre para tomar as suas decisões, se for para ficarmos juntos nós vamos ficar, o que eu realmente espero que aconteça, eu gosto de você. Sabe... – ele tinha se levantado e estendido a mão para mim eu cedi e dei a mão pra ele, fomos caminhando até a porta da sala que dava na varanda e tinha uma vista perfeita para a praia. Ele parou e fixou seus olhos na lua – às vezes eu te acho parecida com a lua, você se esconde na maior parte das vezes, foge de algo e aparece só quando a maioria das pessoas estão ocupadas com outras coisas, você é minha lua, parece bobo né? Mas você é, quando vemos a lua nos encantamos com ela queremos ficar horas olhando, admirando-a, mas por capricho dela ela some, e só aparece no outro dia. Agora, eu vou embora, não quero mais te fazer derramar lágrimas, não quero ser o motivo delas estarem caindo dos seus olhos. Você sabe onde me encontrar, eu vou estar no lugar onde a lua estiver mais próxima de mim, pelo menos enquanto eu estiver aqui – ele disse apontando para a praia — você sabe que eu sempre vou te esperar, só... – ele me deu um beijo na testa e se virou, indo agora em direção a porta da minha casa, abrindo-a e me olhando de novo – não demore muito pra perceber que eu posso sim te fazer feliz.
Ele saiu e a porta se fechou atrás dele, eu estava parada fixa sem conseguir mover nenhum músculo, lágrimas caiam dos meus olhos mas eu não conseguia ter reação nenhuma, eu estava com um nó na garganta um grito que precisava ser dado. Porque eu estava fazendo aquilo? Sendo como ele mesmo disse tão cabeça dura? Que medo todo é esse? Eu poderia ser feliz ao lado dele, eu sei que poderia, mas porque eu não conseguia aceitar isso?
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